Fabulas Esopo com Morau da Historia

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Oi, desculpe, mas tomei a liberdade de usar o seu nome, a nossa história e o que vivemos para escrever e publicar um capítulo da minha história. O seu nome é o título e o que aconteceu entre agente é a história.

Victor

Natal de 2006, você pediu pra conversar comigo eu relutante disse que não. Você insistiu até que por fim eu aceitei conversar com você.
Nessa época eu gostava de uma pessoa, mas a mesma não tava nem aí, pode se dizer assim, por essa razão você me impôs a te dar uma chance, já que não era nada de mais, era somente uma conversa. Eu aceitei. Marcamos e no final de semana seguinte nos encontramos, você foi me buscar no trabalho. Ficamos e você combinou comigo de irmos a uma inauguração de uma boate, acabou que não fomos e você me deu o meu 1º bolo. Eu fiquei muito “puta”, ainda mais por não ter ouvido de você nenhuma explicação. Passados os dias, voltando do trabalho, encontro você na moto com outra pessoa na garupa, quando você me viu me deu um “oi” muito sem graça, deixei rolar...
O tempo passou e um dia, sem explicação, você me deixa um depoimento me pedindo desculpas e assumindo que havia errado, ali começava a nossa historia, mas nenhum dos dois sabia disso. Você novamente me convidou para sair, e eu aceitei.
De inicio íamos ao Kabana, mas por capricho do destino não conseguimos entrar porque estava muito cheio (Um fato que eu não sei se você sabe: O Cleiton naquele dia estava lá, eu acho que você não o viu.) e acabamos indo pro Fórmula do Gol.
No fórmula você apagou o cigarro e não bebeu mais (depois que eu disse que queria isso de você). Saímos pra ficarmos a sós. Paramos em frente ao antigo Pagode e ficamos por algum tempo ali (Fato: Você dormiu nesse dia.), voltei pra casa achando que no dia seguinte não haveria mais nada. Engano meu, voltando da praia você me liga, brincando/brigando porque eu não tinha te chamado pra ir à praia, passado esse fato você me convidou pra ir a uma festa que estava rolando no Formula, aceitei, mas no final acabou que não fomos você brigou com seus pais... Ah nesse dia você me pediu em namoro e eu te disse que era muito cedo pra namorarmos e você me deu uma semana pra pensar no assunto. Eu aceitei no dia 14 de setembro, domingo.
Durante a semana minha primeira surpresa: você me convidou pra jantar e fomos ao Big Batata. Na volta nós paramos na sua casa e você me apresentou aos seus pais, lembro que tremia de nervoso (rsrsrs).
As semanas foram passando e agente foi descobrindo aos poucos cada detalhe um do outro, cada história, cada machucado e eu fui vendo uma pessoa totalmente diferente daquela que me descreviam, eu fui vendo um garoto que por força do destino se tornou um homem, uma pessoa que eu poderia amar e confiar.
No início as brigas não existiam e os elogios eram quase que diários. Felicidade era pouco pra descrever o que eu tava sentindo naquele momento.
Você passou a me ensinar coisas, boas e maldosas, a me mostrar coisas e a querer coisas. Fui com você, não sabia e não queria te dizer não. Te aceitei, te quis, me entreguei ...
Tudo na minha vida havia mudado, eu deixei de aceitar tudo o que os meus pais falavam, eu comecei a bater de frente com as pessoas em seu nome, em nome do que eu acreditava ser AMOR.
Tudo passou a ser você, você era a minha felicidade e a minha tristeza, a minha fome, o meu humor, as minhas quedas e as minha superações. Eu encontrei em que eu menos esperava um porto seguro.
Encontrei a fuga das minhas monotonias e dos meus acertos em seus braços, em seus beijos e no seu sorriso. Eu havia encontrado o inferno que eu tava esperando, eu tinha encontrado a vida.
As coisas começaram a mudar, eu comecei a querer coisas, já que eu tava te dando. Eu comecei a querer carinho sem precisar pedir, eu comecei a querer a sua presença sem motivos eu comecei a falar, a brigar e a querer terminar.
Os risos se transformaram em lágrimas, as palavras doces se transformaram em palavras amargas, o que nos unia começou a nos separar. Foram tantas brigas em tão pouco tempo, mais tantas reconciliações em tão poucas brigas.
Eu não tinha aprendido a te dizer ADEUS eu, ainda, não sabia te deixar, eu não tinha coragem de te fazer sofrer. Eu lutei, me esforcei, tentei, mas nada adiantou porque no fim quem me disse ADEUS, quem soube me deixar foi VOCÊ.

O Fim.

Dia 23 de março de 2009, à noite, no carro, você terminou comigo, ali começava o meu sofrimento.
Entre tantas coisas que você disse, entre tantas coisas que passaram na minha cabeça, entre tantas lágrimas, o que me chamou mais a atenção foi o fato de você não querer mais me beijar e mais ainda você não me olhou mais nos olhos. Eu sai do carro, fui para o meu quarto, me sentei na cama e as lágrimas que já haviam encerrado começaram a jorrar novamente. Eu pensei, absorvi e analisei cada palavra e cada expressão que você fez. Adormeci. Sonhei com você, sonhei com a gente.
Acordei, levantei, mas meu corpo e minha alma estavam tão pesados que me impediram de continuar de pé. Voltei para cama e te liguei, talvez na esperança de um arrependimento, de uma reconciliação, mas nada disso aconteceu e o só o que eu ouvi foi a confirmação de tudo que havia acontecido na noite anterior.
Sai, fui pra rua, mas nem os óculos escuros escondiam a minha tristeza, as lágrimas eram teimosas e insistiam em descer, e cada vez mais elas me faziam lembrar você. Esse foi o dia mais longo da minha vida.
Passado o dia resolvi não ter mais nada pra lembrar da gente, não queria sentir mais nada por você, queria na verdade te ODIAR, mas a reação seguinte ao meu ato foi mais que uma surpresa, foi um incomodo. Como você teve coragem de me pergunta se eu já havia te esquecido, se eu já havia esquecido o amor? Sem resposta.
Por obra do destino te encontro e também por sapequice do mesmo o meu telefone toca. A sua curiosidade te entregou e o seu ciúme falou mais alto que o seu orgulho e não te impediu de escrever o que você me escreveu. A pior coisa que se pode fazer é dar esperança a um coração machucado, e foi isso que aconteceu, realidade dada e esperança tomada.
Tentei tornar as coisas entre agente amigável, mas tudo o que eu ouvia era arrogância e grosserias que por fim desisti, já não era o seu amor, e não fazia questão de ser sua amiga, mas isso não te agradou a ponto de você me chamar de criança, a ponto de você criticar a minha atitude e decisão, passou.
Hoje, 04 de abril de 2009 vejo com clareza todas as coisas, vejo que tantos foram os avisos e tantos foram os esforços, mas nada impediu que o fim chegasse e ele chegou, agora não só por sua parte como também da minha. Eu quero levar comigo as coisas boa que aconteceram entre agente, quero sentir saudade, não de você, mas da felicidade que eu tive ao seu lado, hoje eu não vou tomar mais minha dose de você.

Pra terminar obrigado por me fazer perceber que eu sou bem mais forte que eu pensava e que eu tenho uma mãe e uma família que me amam de coração e que o sofrimento faz parte do aprendizado da vida e que ser adulto é bem mais que responsabilidades é negar os seus impulsos, hoje eu nego, eu nego o meu impulso de te amar.

Thamyris Brito

Eu sei que a minha historia tá repleta de ratos
E hoje minhas rimas, correspondem as esses fatos
Não tô querendo rouba a letra do saudoso Cazuza
Mas vou deixa bem claro que safado não me usa

O tempo não para, e um espírito livre, não para no tempo
Controlo o meu destino com a força do meu pensamento
Caralhoo !!! É isso que se chama talento!!!
Eu pego a letra do cazuza e coloco nela o meu sentimento

Dias sim, dias não, eu trilho o caminho do vale escuro da solidão
Mas eu não tô sozinho, tenho uma amiga que me tira desse caminho
Não preciso da caridade de quem me critica e me detesta
Aprendi que de graça nessa vida é só mesmo injeção na testa

Não planejo o meu futuro, mais tento viver bem o meu presente
Eu Fumo, bebo e chapo, mais não me esqueço de ser consciente
Tudo na vida tem um preço, principalmente em busca da gloria
É o meu sofrimento diário, que vai me garantir no futuro a Vitoria
Olha só que rima diferente, realmente o Carlão é muito eficiente
Mais meu estilo e envolvente agradaria ate o Cazuza que era exigente.

"Agora sim, já cheguei nos finalmente...terminei mais um...
Eu tô livre novamente...agora e com vocês...aplaude...minha gente
Que esse eu sei que foi diferente, mais não foi ultimo...eu volto de repente"

Calão Spiritus Liber Sum

O que a gente espera dessa vida são histórias.
História pra viver, pra sentir, se arrepender, repetir e contar.
Talvez a gente guarde numa caixa, classifique como passado, esconda de todo mundo e de si mesmo e não mexa mais.
Talvez a gente compartilhe com quem quiser ouvir e ria de tudo o que passou.
Talvez a gente esqueça. Talvez a gente reescreva. Talvez um monte de coisas, não sei.
Só sei que quando eu lembro de cada uma delas - às vezes escondendo o rosto vermelho de vergonha, às vezes feliz pelo que aconteceu, às vezes com vontade de gritar "meeeeeu deus, como eu era (mais) idiota" - eu sorrio.
Errando, acertando, mudando ou não mudando porcaria nenhuma, eu sorrio. E eu quero mais, muito mais. E que sejam surreais, inusitadas, sinceras e diferentes de tudo o que eu conheço. Porque o que eu quero, realmente não é pouco.

Autor desconhecido

Permita que o amor e o tempo curem todas as suas feridas
Conheço uma história antiga de um rei que mandou chamar seus líderes e disse que se eles não descobrissem o que deixava ele feliz quando estava triste, e triste quando estava feliz, toda aldeia seria destruída na manhã seguinte.

Uma grande fogueira foi feita para que durante a noite, todas as pessoas mais sábias daquele lugar pudessem responder a tal da pergunta do rei: o que fazia uma pessoa feliz quando estava triste, e triste quando estava feliz?

E logo pela manhã o rei entrou na aldeia e foi perguntando aos sábios se eles já tinham a resposta. Um dos sábios enfiou a mão numa bolsa e deu de presente para o rei um anel de ouro. O rei não gostou e gritou: não preciso de mais ouro! Como pode este anel me fazer feliz quando estou triste e triste quando estou feliz?

Então, ao olhar de novo para o anel viu que tinha uma inscrição que dizia assim: Isto também passará.

A história termina aqui e não se sabe se o rei entendeu o significado daquele anel. Mas é bom lembrar que isso está acontecendo na vida da gente. Quando tudo está saindo nos conformes, aproveite e saboreie estes momentos preciosos e compreenda que com o tempo, isto também passará, aproveite as lembranças deles porque também elas podem se apagar

E quando a escuridão da noite for maior e você imaginar que as coisas jamais melhorarão, lembre-se de que nada no mundo material dura para todo o sempre. Isto também passará! Diz um famoso e antigo ditado popular: Não há bem que dure e mal que nunca se acabe!

Aprenda a conviver com os momentos bons e também com os momentos ruins. Compreenda que tudo na vida é um aprendizado e que a vida ensina sempre. Cresça com tudo o que está acontecendo com você. Aprendizado e crescimento, duas palavrinhas mágicas!

O tempo e o amor podem curar todas a suas feridas, viu?

Faz um favor a você mesmo? Nunca mais permita que seus antigos sofrimentos, suas lembranças tristes incomodem você. Não permita mais que o seu presente precioso seja contaminado por lembranças tristes. Elas se tornaram apenas uma lembrança distante, porque tudo o que sobe, tem que descer e tudo o que desce, também tem de subir!

"Ninguém viverá a sua vida por você"

Mensagem do Mazzini

A História de Mara

Uma menina sonhava em trocar bonecas por caneta e papel.
Completou 11, quando o primeiro poema escreveu;
Exaltou o Brasil, paraíso onde nasceu.
Bela e vital, aos poucos, cresceu.

Na adolescência, a paixão, o primeiro amor ela conheceu.
Todavia, fora também o início das dores que viveu.
O sonho a deixou, a ilusão a acolheu
E, então, seu coração desfaleceu!

Fragmentada pela vida, abdicou da felicidade, outro sonho seu
Para viver a desgraça d'um pesadelo que não escolheu.
Das mágoas e ofensas jamais se esqueceu;
De rancor, seu coração endureceu.

Precisava do carinho, do amor e da atenção que sua mãe pouco deu;
Buscava em homens suprir a carência do que não recebeu.
Sofrimento! Foi somente o que ofereceu.
Seu ódio logo a enfraqueceu.

Em sua lápide se escreverá: "Dona da vida que nunca mereceu,
Amante vitalícia da depressão que enalteceu;
À procura do amor, apenas sofreu;
Por não encontrá-lo, hoje morreu"...

Mayra F. Gomes

Ao contrário do que ouvi quando criança
Aquela história da bonança
Aprendi que depois da tempestade
É melhor consertar as goteiras
Porque pode vir outra
E se te pega desavisado,
Ah...coitado!
Sai arrastado no meio de tudo
E nada entende
Porque não há tempo de entender
Se ao contrário,
Está preparado
Fica forte
Não teme o vento, não teme a gota
Dá até pra dizer:
-Nada como uma tempestade depois da outra!

Andréa Dety

Dentro de cada um de nós existe uma história que precisa ser contada. Intimidade, pois, significa compartilhar nossa história. Isso nos ajuda a lembrar quem realmente somos, de onde viemos e o que é mais importante em nossa vida. Compartilhar nossa história nos mantém sãos.

do livro "Os Sete Níveis da Intimidade"

Matthew Kelly

"Não somos super heróis
somos meros actores coadjuvantes
de uma historia universal
escrita em forma de poema
onde a diferença e feita
na única estrofe que escrevemos
e que termina quando o chão caminhar sobre nos
e o céu se esconder atras do horizonte
momento em que só nos restará
o silencio das nossas vozes
e a escuridão da nossa visão
que servirá de companhia eterna
momentos sacramentados em nosso santuário
pelas insígnias a que respondemos
como autores de um verso "sem rimas por muitas vezes"
no poema da historia universal..."

Em quanto descrevo a imagem da janela da nossa residência eterna,

Red Jack- O Psicodoido

HISTORIA



Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a alegria, a tristeza, a vaidade, a sabedoria, o amor e outros.

Um dia avisaram para os moradores desta ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem; ele então falou:

_ Fujam todos, a ilha vai ser inundada.

Todos correram e pegaram seu barquinho, para irem a um morro bem alto. Só o amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais na ilha.

Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda.

Estava passando a riqueza e ele disse:

- Riqueza, leve-me com você.

Ela respondeu:

- Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e você não vai caber.

Passou então a vaidade e ele pediu:

- Oh! Vaidade, leve-me com você.

- Não posso você vai sujar o meu barco.

Logo atrás vinha a tristeza.

- Tristeza, posso ir com você?

— Ah! Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.

Passou a alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o amor chamar por ela. Já desesperado, achando que ia ficar só, o amor começou a chorar.

Então passou um barquinho, onde estava um velhinho.

- Sobe, amor que eu te levo.

O amor ficou tão radiante de felicidade que esqueceu de perguntar o nome do velhinho.

Chegando no morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou à sabedoria:

- Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe aqui?

Ela respondeu:

- O tempo.

- O tempo? Mas, por que só o tempo me trouxe aqui?

- Porque só o tempo é capaz de ajudar e entender um grande amor.

Natália alves.. Nathy

ENQUANTO DURE
Já são muitos dias de história e momentos marcados por sensações e emoções diferentes, mas ainda depois de tanto tempo, às vezes, sinto medo de suas palavras, do sentimento que tenho e do que eu posso sentir por você. Eu não quero viver relembrando as más lembranças do passado, mas você melhor do que ninguém conhece seus erros e eu melhor do que ninguém conhece cada medo meu. Você significa muito pra mim e estar ao seu lado me faz sentir uma imensa felicidade, não sei o que será de nós dois no futuro, mas que esta união que se faz presente entre nós, seja eterna enquanto dure.

Dayane Cordasso

Conta a história de uma jovem que tinha um relacionamento difícil com o pai. Quase nunca conversavam, mas surgiu a oportunidade de viajarem juntos de carro e ela imaginou que seria um bom momento para se aproximarem. Durante o trajeto, o pai, que estava na direção, comentou sobre a sujeira e degradação de um córrego que acompanhava a estrada. A garota olhou para o córrego a seu lado e viu águas límpidas, um cenário de paraiso. E teve a certeza de que ela e o pai realmente não tinham a mesma visão da vida. Seguiram a viagem sem trocar mais palavras." Muitos anos depois, esta mulher fez a mesma viagem, pela mesma estrada, desta vez com uma amiga. Estando agora ao volante, ela surpreendeu-se: do lado esquerdo, o córrego era realmente feio e poluído, como seu pai havia descrito, ao contrário do belo córrego que ficava do lado direito da pista. E uma tristeza profunda se abateu sobre ela por não ter levado em consideração o então comentário de seu pai, que a esta altura já havia falecido.Parece uma parábola, mas acontece todo dia: a gente só tem olhos para o que mostra a nossa janela, nunca a janela do outro. O que a gente vê é o que vale, não importa que alguém bem perto esteja vendo algo diferente.A mesma estrada, para uns, é infinita, e para outros, curta. Para uns, o pedágio sai caro; para outros, não pesa no bolso. Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos enclausurada nos meus próprios pontos de vista, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida.

Martha Medeiros

“Nossa história é dessas que a gente não sabe quando começou, mas tem certeza que nunca vai ter um fim. Porque você é dessas pessoas que me fazem esquecer o que um dia doeu. Você é dessas pessoas que me fazem acreditar no amor. Dessas pessoas lindas que fazem um dia simples se tornar inesquecível.”

Tati Bernardi

"Será essa história um dia o meu coágulo? Que sei eu. Se há veracidade nela - e é claro que a história é verdadeira embora inventada - que cada um a reconheça em si mesmo porque todos nós somos um e quem não tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que ouro - existe a quem falte o delicado essencial."

Clarice Lispector

‎"Ele é só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos. E quer mesmo saber? É um cara como todos os outros caras. Esse que te perguntou as horas no meio da rua podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista e até o padre. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém. Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe que nome daria a um filho. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu. Ele é só um cara e você já esqueceu outros caras antes."

Tati Bernardi

Meu egoísmo é revelar só um pedaço do que sou, só a parte boa, a mocinha da história. Tenho, dentro de mim, um elenco de coadjuvantes que não deixo que brilhem, que não dão autógrafos nem saem nas capas de revista. Egoísta. Poupando o mundo do meu lado sórdido, que costuma ser o mais interessante.

Clarice Lispector

Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente. Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.

Tati Bernardi

A história da melancolia inclui todos nós.
Eu escrevo em lençóis sujos
enquanto olho para paredes azuis e nada.
Eu já me acostumei tanto com a melancolia
que eu a recebo como uma velha amiga.

E agora eu terei 15 minutos de aflição pela ruiva perdida,
eu digo aos deuses.
Eu faço isso e me sinto bastante mal
bastante triste então eu levanto LIMPO
apesar de que nada está resolvido.

Isso é o que eu ganho por chutar a religião na bunda.
eu deveria ter chutado a ruiva na bunda
onde o cérebro e o pão e a manteiga dela estão...
mas, não, eu me senti triste por tudo.

A ruiva perdida foi apenas outro rompimento
em uma vida de perdas...
Eu ouço a bateria no rádio agora e sorrio.
Há alguma coisa errada comigo além da melancolia...

Charles Bukowski

Era uma vez um anjinho muito distraido
chamado Amorel que recebeu uma incumbência
de Deus:

- Amorel, acabo de inventar os humanos, eles,
estão classificados, como homem e mulher,
cada um tem seu o seu par e já estão todos
alinhados de par em par.Pegue esta bandeja de
humanos e levem para que eles habitem a Terra.

Amorel ficou contente, pois há muito tempo o
Senhor não o chamava para tão nobre trabalho.
O Anjinho pegou a bandeja e ao virar uma esquina
lá no céu, trombou com uma Anjinha chamada
Amanda.A bandeja voou longe e todos os casais
de humanos se misturaram. Amorel e Amanda
ficaram desesperados e foram contar ao Senhor
Deus o ocorrido e o Senhor falou:

- Vocês derrubaram, vocês juntarão!

Porém, parece que Deus se esqueceu que os
Anjinhos eram distraidos. E é por isso que a
cada dia os casais se juntam e se separaram
mais.Os dois Anjinhos trabalham incessantemente
para os casais originais se encontrem; o trabalho
é muito difícil, tanto é, que por muitas vezes eles
juntam os casais errados, pois os humanos espalhados
ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos o
tempo todo.

Quando os humanos se mostram muito desesperados,
os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois
percebem o engano e os separam, e por muitas vezes
esta ação é brusca, pois não se tem tempo a perder.

Recebi um bilhete dos dois Anjinhos agora e vou mandar
o recado a vocês:


- "Se você é humano, queremos pedir desculpas pela
nossa distração, pois errar não é só humamo.!...Estamos
trabalhando com empenho, porém sempre contando com
a ajuda de vocês.Não se desesperem, mas tabem não se
isolem, tentem mostrar, realmente, quem é cada um de
vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de
verdade, vai tornar o nosso trabalho mais facil.Aproveitamos
a oportunidade, para nos desculpar pelas separações
abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas
se nós o separamos de alguem é porque em algum canto
vimos alguem bem mais parecido e por isso precisamos
isola-los para facilitar o encontro. Fiquem com Deus!"

História retirada do livro de José Orlando Nussi

Marco Aurelio Santos.

Conhecido como,Marco Aurelio roteirista. Nascido em 30 de Abril de 1969. Cidade de São Paulo e criado no jardim Zilda,Sabiá,Varginha,região do Grajaú.Locutor de rádio fm local quando fez sucesso com o programa : UTILIDADE PUBLICA, ( Espacial fm, Nova Brasil fm e Onda fm ). Teve três casamentos e seis filhos. Mauricio, Maria Helena,Maria Ana, Thamires,Isabela e Yasmim, filha de sua esposa a modelo e atriz, Juliana Almeida Bastos.Participante do filme, CIPRIANA GÓTICA, de Lala Lopes e o diretor Claudio de Andrade. Filho de Maria Ana,(a dona Lúcia),colaboradora do jornal folha Machadense, Marco Aurelio é roteirista de cinema e televisão, dramaturgo e autor de vários projetos para longa metragem e sinopses de novela assinados por ele ainda aguardando produção. Começou sua carreira escrevendo para os personagens de Ely Barbosa,(1984),revistas publicadas pela editora Abril. Pouco antes havia abandonado a carreira de desenhista publicitário em 1983.Foi figurino do primeiro clipe da falecida cantora, Cassia Eller e escreveu pegadinhas para programas de tv nos anos noventa quando ainda atuava como também locutor. O maior problema de Marco Aurelio é a Trombose em sua perna. Doença que teve a os oito anos de idade sofre até hoje com 44 anos. Com a morte de Ely Barbosa, irmão do novelista, Benedito Ruy Barbosa,Marco Aurelio, passou a escrever para cinema se juntando com sua companheira Juliana, que atua como atriz.

A FANTÁSTICA HISTÓRIA DE MARCO AURELIO SANTOS ROTEIRISTA LOCUTOR

Olho pra tudo que eu fiz e vejo que eu coloquei tantos pontos finais nessa história que esses pontos deixaram de ser finais e se transformaram em três pontinhos. Mas não há nada depois deles porque você resolveu não voltar mais. A nossa história não teve fim. Agora só tem um vazio. E eu nunca vou saber até onde a gente podia ter escrito juntos. Eu nunca vou saber, e você já não se importa.

Maria Paula Fraga