Extravagancia

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Tá se sentindo ai em cima desse pedestral, cuidado com a extravagância, não esqueça de como foi feita a estrutura dele.

Gabriela Stacul

Somos amantes da beleza sem extravagância e amantes da sabedoria.

Tucídedes

Extravagância

Não era a mulher mais rica do mundo, porém, à exemplo do céu, nunca repetia a roupa.

Josiane Alves

Sou a contradição em pessoa. Timidez e extravagância, flor e o espinho (delicada e afiada), amor e o ódio, bondade e maldade, companhia e solidão, tranqüilidade e inconstância, alegria e tristeza, sol e chuva, mais sempre o sorriso; o modo varia de acordo com o ambiente, as pessoas; serei quem você quiser, com tanto que eu queira... A bipolaridade é constante, personalidade forte, atitudes impactantes; prefiro o indefinido, as respostas nunca me agradam. Não me limito, deixo as regras pra depois, pro futuro quem sabe. Não me julgo perfeita, e não coloco qualidades que não obtenho, dou razão a quem a tem, e prefiro pensar muito bem antes de tudo, tenho a minha visão e as minhas verdades, elas são inatingíveis até o ponto que estiver errada. Talvez seja normal, sonho, amo, erro, perdoou; vivo com muita intensidade, torno cada dia, cada palavra, o bastante para nunca esquecê-las e assim também torno as pessoas que de alguma forma foram capazes de mexer comigo. Suponho que entender tantas coisas dentro de um ser seja complexo e não é caso de inteligência e sim de observação, sentir, e apenas tentar conhecer, pois decifrar está fora de cogitação.

Mirella Arruda

LIBERDADE E SOLIDÃO

Hoje eu só quero a extravagância de poder ficar em casa sem fazer nada. O que significa fazer aquele monte de nadas e coisas nenhumas que eu adoro de paixão. Quero dormir muito sem a mínima pressa de acordar. Quero comer respeitando a minha fome sem horas marcadas, pré-determinadas.
Hoje não vou e não quero me preocupar com calorias, gordura localizada, roupas adequadas… Porque hoje a prioridade é o meu conforto, o meu prazer e a minha alegria. E que se explodam então as calorias, as celulites e as barriguinhas!
E enquanto digo isso, vejo pela sacada minha vizinha indo toda uniformizada rumo à academia, malhar, pedalar, perder, emagrecer, se enquadrar, se adequar, lutar para se tornar menor, diminuir, caber. E eu aqui desse jeito, pecadora e réu confessa.
Hoje quero limpar a minha bolsa, o meu guarda-roupa, os armários da cozinha, as gavetas, os meus pensamentos, as minhas lembranças, esse meu velho e gasto coração bandido. Sei que todos por aqui precisam de uma verdadeira faxina! É incrível como temos mania de guardar cacarecos com medo de algum dia precisar e não encontrar. E vai seguindo assim: com a vida entulhada de coisas que talvez algum dia possam servir para algo ou não. Pesos quase sempre desnecessários.
E esquece de que é preciso abrir caminho, tirar, arrancar, desobstruir, desapegar-se, lançar fora, sem medo, sem culpa, sem dó… Livrar-se do que não serve mais, daquilo que nunca serviu direito em você e das tantas tralhas que você nunca soube mesmo para quê serviam.
E agora leve, leve como uma pluma navega pelo universo da internet, assim como navega pela casa, por seu mundo e pela vida. Lentamente ou veloz, do jeitinho que quiser. Pega um livro para ler, pára tudo porque agora deu vontade de escrever um pouco, escuta uma música que não ouvia há sei lá quanto tempo. Levanta mais o volume, dança e dança feito criança, descabelada, perdendo o fôlego, mas se sentindo tão livre e tão solta porque encheu os pulmões não apenas de ar, mas de vida, de energia, de força e paz.
Se reabasteceu, se renovou. E agora chora até não poder mais com um filme que já viu umas três vezes. Toma um banho quentinho e demorado, passa hidratante, perfume, maquiagem… fica linda! Para quem? Para ela mesma, oras! Para quem mais seria? Veste uma camisolinha sexy e sai feliz da vida desfilando pelo tapete felpudo, pés descalços, o andar nu.
Ela e sua abundante alegria de viver, sua incansável teimosia em ser doce, apaixonada, feliz. Agora ela é um pássaro livre que voa, voa… Tão longe e tão alto, dentro e fora de si. Um voo leve, sem pressa, como um sono gostoso. Já é muito tarde e ela descobriu mais uma vez que a felicidade está onde sempre esteve: na inteireza da liberdade, na inteireza de sua solidão.

Taís Krugmann

“” Você acha que a felicidade está na extravagância ou na elegância de coisas simples e cheias de amor...””

Oscar de Jesus Klemz

A discrição é sinónimo de elegância, nunca uma extravagancia foi tão exuberante.

Nivaest

Esquento o café. Acendo o fogo.
Noto a extravagância das chamas
E a sensualidade da sua dança
Dança melhor que eu
- embora não precise muito.
Sempre me pediram
Ajuda ou conselhos. E eu dei
Fiz o melhor que pude.
Talvez eles se sentem mais seguros
Em se expor pra alguém
Que não teme a tristeza
Eu não temo ela. A exponho no olhar,
Quando a sinto.
Choro em público, sem pudor.
E vomito ela no papel sempre que preciso.
Esses sorrisos
Escancarados em perfis
De estranhos conhecidos
Não me convencem.
A alegria exagerada
Exposta não vale meus minutos de atenção.
Tenho admiração
Por aqueles que brilham ao natural.
Que sorriem ao acordar
E agradecem ao ir deitar
Por mais um dia.
Mas desconfio.
O choro é motivo de riso
E o riso é aplaudido,
Mesmo quando não verdadeiro.
Dou graças aos meus amigos
Sobram dedos quando os conto,
Mas falta tempo em nosso encontros
Pra tanta conversa
E tanta risada gostosa.
Da alma pra fora.
A noite se estende
O fogo cresce -
O meu e o da lareira.
Me sinto bem ajudando os outros
e frustrada por não me ajudar.
Quando faltar-lhe lenha
Venha me procurar.
Meu estoque dura mais
Oitenta invernos.
Só não tema em tirar a máscara
Aqui somos eu, você e as chamas
Que queimarão qualquer dor
E qualquer mentira.
Não posso prever seu caso,
Mas as almas que amparei
Hoje estão aquecidas.

Gabriela Scheid