Evangelho de Mateus

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Comentário do Evangelho

Lucas e Mateus, começando seus evangelhos com a narrativa do nascimento de Jesus na cidade de Belém, vinculada à memória de Davi, têm a intenção de atribuir a Jesus uma origem davídica. Nos evangelhos de Marcos e de João não há referências ao nascimento em Belém. Lucas destaca as condições de despojamento e pobreza neste nascimento. Enquanto Mateus narra a visita dos magos do oriente trazendo ricos presentes, Lucas narra a visita dos humildes pastores em vigília dos rebanhos de seus patrões. Lucas é o evangelista dos pobres amados por Deus. Em um mundo marcado pelas injustiças dos poderosos, o povo oprimido vislumbra a libertação e a vida plena

Jaldemir Vitório, padre

30 de novembro de 2012

Mateus 4,18-22
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
4 18 Jesus, caminhando ao longo do mar da Galiléia, viu dois irmãos: Simão (chamado Pedro) e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.
19 E disse-lhes: “Vinde após mim e vos farei pescadores de homens”.
20 Na mesma hora abandonaram suas redes e o seguiram.
21 Passando adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam com seu pai Zebedeu consertando as redes. Chamou-os,
22 e eles abandonaram a barca e seu pai e o seguiram.

//COMPANHEIROS NA MISSÃO
O chamado de Jesus deu uma guinada vida de um grupo de pescadores do Mar da Galiléia. O Mestre os queria como companheiros na missão, para fazer deles pescadores de homens. O seguimento exigia várias rupturas. A mais imediata consistiu em “deixar as redes e o barco”, seus instrumentos de trabalho, para assumir um tipo novo de atividade. A segunda diz respeito ao mundo familiar: os filhos “deixam o seu pai”. Como conseqüência, devem deixar sua terra e suas tradições para se colocar a serviço de um projeto de alcance universal.
A metáfora da pescaria sublinha aspectos importantes do exercício da missão. Enquanto pescadores de homens, deverão ser pacientes e perseverantes, quando os resultado do trabalho não corresponder ao esforço empregado. Deverão enfrentar, sem medo, as tempestades e as adversidades, quando no horizonte da missão despontar perseguição e morte. Deverão estar sempre dispostos para o trabalho, alimentados por uma forte dose de otimismo e de alegria. Sobretudo, deverão ser movidos pela esperança de, apesar das adversidades, ver seu trabalho reconhecido pelo Pai.
A decisão de deixar tudo associava, definitivamente, os discípulos ao Mestre Jesus. Como o Mestre, estariam a serviço da implantação do Reino de Deus na história, esperando contemplar a vitória do bem, da verdade, da justiça, do perdão, da igualdade e do respeito por todos, sem distinção. Este foi o projeto de vida levado a cabo por Jesus, embora sua caminhada se concluísse com a morte de cruz. Por esse caminho, seguem também seus companheiros.//

Mateus Evangelista - Jaldemir Vitório

Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais,
não conhecendo as Escrituras, nem o
poder de Deus. (Mateus 22:29)

Evangelho de Cristo segundo Mateus

QUANDO O NOIVO LHES FOR TIRADO, ENTÃO JEJUARÃO COM NOVOS ODRES

Por John Piper

Mateus 9: 14-17:
“Vieram, depois, os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que jejuamos nós, e os fariseus muitas vezes, e teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus: Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar. Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.”

Na última semana eu convoquei a igreja para juntar-se comigo em jejum, um dia por semana, durante o mês de Janeiro. Em assim fazendo, nos juntamos também aos Mantenedores da Promessa (Promise Keepers),a Bill Bright, a Campus Crusade e a milhares de outros ao redor do mundo, na disciplina bíblica do jejum. Para vocês, isso poderá ser novidade. Mas, para a igreja Cristã através da história, não o foi.
O jejum na história da igreja

O Didaquê, um manual de instrução para a igreja existente no fim do primeiro século, diz:

“Não permitais que vossos jejuns sejam com os hipócritas, pois que eles jejuam nas segundas e nas quintas-feiras, mas vós, fazei vossos jejuns nas quartas e nas sextas-feiras.” (7:1)

Em outras palavras, a igreja, em seu princípio, buscou distanciar-se de um exercício vazio do jejum, sem, ao mesmo tempo, perder o valor de sua prática.

Epifânio, um bispo do quinto século na Itália, disse:

“Quem não sabe que o jejum praticado no quarto e no sexto dia da semana é observado por cristãos através de todo o mundo?”

João Calvino, no século 16, assim se expressou:

“Digamos algo sobre o jejum, porque muitos, por falta de conhecimento e uso, desconsideram o valor de sua necessidade, e, outros o rejeitam por supérfluo; enquanto, por outro lado, onde a sua prática não é entendida, o jejum facilmente se degenera em superstição. O jejum, santo e legítimo, serve a três fins; o praticamos para restringir a carne, isto é, para preservá-la da licenciosidade e, ao mesmo tempo, como uma preparação para tempos de oração e de meditação piedosa, e como um testemunho de nossa humilhação na presença de Deus quando desejosos de confessar nossas culpas diante dEle.” (Institutas, IV. 12, 14, 15)

Uma chamada ao jejum

Nesta semana Deus tem confirmado, em minha própria experiência, o valor do jejum em um grande avanço e sucesso no que concerne a orações cujas respostas esperávamos por longo tempo. Eu creio que se buscarmos ao Senhor com a fome do jejum, muitas outras conquistas alcançaremos quanto a tais orações. Existe algo em sua vida pelo que você vem orando por muito tempo? Algum descrente pelo qual você tem orado a fim de que Deus lhe desperte às coisas espirituais? Algum relacionamento rompido, o qual você deseja ver reconciliado? Alguma perplexidade por uma específica direção no horizonte de sua vida? Sim, eu creio que Deus nos está chamando a redescobrir o lugar do jejum, e a apropriar-nos de seu poder.

Eu sugiro que, como igreja, jejuemos corporativamente por 24 horas, renunciando ao café da manhã e ao almoço cada quarta-feira durante o mês de janeiro. Assim, não comeremos entre o jantar da terça-feira e o jantar da quarta-feira. No lugar disso, devotaremos parte do tempo empregado na alimentação, à meditação na Palavra de Deus e à oração para um despertamento espiritual e para o progresso do Reino de Cristo ao redor do mundo.

Maneiras diversas de juntar-se ao espírito do jejum

Eu posso entender que isto não vai ser possível para todos. Alguns têm compromissos para as quartas-feiras, o que torna a participação impossível. Outros, têm condições físicas e de saúde que tornam o jejum algo perigoso. Não se preocupe. Existem outras maneiras pelas quais você poderá participar deste espírito de jejum. Uma senhora escreveu-me esta semana para dizer-me que, devido a seu trabalho, ela estaria inadequada para participar. “Então”, disse-me em sua carta, “tenho algumas coisas que creio serem do Espírito e que, talvez, serão mais apropriadas para o jejum do que o abster-me de comer. Penso que se eu não assistir à televisão por uma semana, ou por um mês, quando eu normalmente assisto a meus programas favoritos, e dedicar este tempo para falar com Deus e para ouví-lO, seria uma maneira própria de jejuar. Imagino que, também para outros, este seria um jejum legítimo e que poderia vir a ser uma oportunidade para focar o seu tempo à oração.”

Não ignore o chamamento de Deus para jejuar se você não puder fazer parte do objetivo de quarta-feira. Se seu coração estiver desejoso, Ele o guiará, assim como fez com esta senhora, a algo de proveito para você.

O Pastor Martin Lloyde-Jones escreveu o seguinte em seu formidável livro sobre o Sermão do Monte:

“Jejuar, se o considerarmos verdadeiramente, não precisa … estar limitado à questão de comida ou bebida; o jejum deveria, realmente, incluir a abstinência de coisas que são legítimas em si, para o bem de algum propósito espiritual em particular. Existem muitas funções físicas que são boas, normais e perfeitamente legítimas, mas que, por certas razões especialmente peculiares, deveriam ser controladas. Isto é jejuar.”

Jejum: uma intensificação da oração

Na semana passada, referindo-me a Atos 13: 1-3, eu disse que o curso da história foi mudado quando os líderes da igreja em Antioquia estavam servindo, jejuando e orando. Sugeri, ademais, na ocasião, que em nossos dias há surgido um despertamento quanto à adoração através do mundo, assim como um despertamento quanto à oração. Mas, por enquanto, nos parece que ainda não há surgido um reavivamento do jejum, com exceção de lugares tais como a Coréia do Sul. Perguntei, então, se “não seria possível que o Poderoso Deus pudesse ordenar o derramamento de Suas mais copiosas bênçãos sobre a igreja se nós perseverássemos em oração com a intensificação do jejum?” É isto o que eu creio ser o jejum. Uma intensificação da oração. É um ponto de explicação física no fim da frase, “Estamos famintos de que venhas com poder”. É o clamor de nossos próprios corpos, “Eu realmente Te desejo, Senhor! Tanto quanto eu sofro fome, assim estou faminto de Ti.”

Durante os próximos dois domingos, será meu intento tornar nossa atenção às palavras de Jesus sobre o jejum. Ensinou-nos Ele a jejuar? Ou será isto apenas parte do velho odre, que sobrou do Velho Testamento e que não tem lugar no novo, livre, comemorado povo de Deus?

Richard Foster, que escreveu o livro Celebração da Disciplina (Celebration of Discipline), disse no capítulo em que faz alusão ao jejum em Mateus 9: 15, ser este texto “Quiçá a mais importante afirmação no Novo Testamento quanto a se nós, os crentes de hoje, deveríamos jejuar.” E isto é, provavelmente, verdade. Então busquemos entender, bem de perto, este texto, e pedir ao Senhor que nos ensine, pelo mesmo, o que devemos conhecer e o que devemos fazer com respeito ao jejum.

Por que os discípulos de Jesus não jejuavam?

Em Mateus 9: 14, os discípulos de João Batista vieram a Jesus e lhe perguntaram por que Seus discípulos não jejuavam? Evidentemente, os discípulos de Jesus não estavam jejuando enquanto Ele estava presente em sua companhia.

Enquanto o noivo está com aqueles que o atendem

Jesus respondeu figurativamente. Disse, “Podem, acaso, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles?” Jesus, com estas palavras, nos ensina duas coisas: uma era que o jejum estava associado, de alguma maneira, com lamúria naqueles dias. Esta era uma expressão de corações partidos, de desesperação, usualmente sobre o pecado ou sobre algum perigo eminente. Era algo que se fazia quando as coisas não seguiam o curso que se desejava.

Esta, porém, não era a situação com os discípulos de Jesus. E este era seu outro ensino: o Messias havia vindo, e a Sua vinda era como a chegada do noivo a uma boda nupcial. Era uma ocasião demasiadamente feliz para que se jejuasse. Assim que, aqui, Jesus estava fazendo uma reivindicação extraordinária a respeito de Si mesmo. No Antigo Testamento Deus se havia revelado como o esposo de Seu povo Israel (Isaías 62: 4 e os versos que se seguem; Jeremias 2: 2; 3: 20; Ezequiel 16:8; Oseias 2: 19). Agora, Seu Filho, o Messias, Aquele por tanto tempo esperado, chega e reclama para si, o lugar de Esposo – isto é, o Esposo de Seu povo, o verdadeiro Israel (João 3: 29). Um tipo de reivindicação, parcialmente velada, que faz Jesus de Sua identidade como Deus. Se você tem ouvidos para ouvir, poderá ouvir. Deus, o que se comprometera em casamento com Israel, chegara.

Tão espantoso e tão glorioso e tão inesperado foi esse acontecimento, que Jesus disse que, em tal situação, não se podia jejuar. Era uma ocasião demasiadamente feliz e espetacularmente estimulante. Jejuar é para tempos de ansiedades, de sofrimentos e de espera paciente. Mas o Noivo de Israel estava presente! A ausência de jejum nesse grupo de discípulos era o testemunho de que Deus estava presente no meio deles.

“E nesses dias hão de jejuar”

Mas, então, Jesus disse: “Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias hão de jejuar.” Estas, as palavras-chave na sentença: “Então, hão de jejuar.” Mas, quando?

Alguns há que sugiram que Ele estava se referindo aos poucos dias entre Sua morte e Sua ressurreição. Jejuariam, apenas, durante aqueles dias. Mas isto nos parece bastante improvável. E por diversas razões. Uma, é o fato de que a igreja, então nascente, jejuou depois da ressurreição como podemos confirmar em passagens como Atos 13: 1 – 3, aludida no princípio, e Atos 14: 23; 2ª Coríntios 6: 5; 11: 27. Outra razão é que, em Mateus 25: 1 – 13, Jesus figura sua segunda vinda como a chegada do Noivo. Em outras palavras, o Noivo será tomado até a segunda vinda de Cristo.

Assim sendo, eu creio que Arthur Wallis está certo no sexto capítulo de seu livro “God s Chosen Fast” (O Jejum que Deus Escolheu): “O tempo é agora.” Jesus está dizendo: “Agora, enquanto eu, o Noivo, estou em vosso meio, não podeis jejuar. Eu, porém, não vou permanecer convosco. Virá um dia em que eu irei retornar ao meu Pai no céu. Durante esse tempo, jejuareis.” E esse tempo, assim predito, é agora –hoje.

É verdade que Jesus está presente conosco por Seu Espírito, mas, como diz Paulo em 2ª Coríntios5: 8, “Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.” Querendo dizer que, neste século, há uma ânsia, um desejo – uma saudade – no coração de cada crente, porque Jesus não está aqui tão completamente, tão intimamente e tão poderosa e gloriosamente quanto gostariamos que estivesse. Por isso, jejuamos.

Vinho novo, remendo novo

Em seguida, Jesus acrescenta algo bastante crucial nos versos 16 – 17. Lemos: “Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha; porque o remendo tira parte da veste, e fica maior a rotura. Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.”

O remendo novo e o novo vinho, representam a nova realidade que veio com Jesus – o Reino de Deus é chegado. O Noivo, é vindo. O Messias está em nosso meio. E isto não é meramente temporário. Ele não esteve aqui e logo se foi. O Reino de Deus não veio com Jesus para, então , desaparecer do mundo.

Jesus morreu por nossos pecados uma vez para sempre. Para sempre, ressuscitou dentre os mortos. O Espírito foi enviado a este mundo como a presença real de Jesus em nosso meio. O Reino é Cristo reinando neste mundo, subjugando os corações ao Senhor e criando um povo que nele crê e obedece. O Espírito do Noivo está ajuntando e purificando uma noiva para Cristo. Este é o novo vinho.

Os odres velhos não podem conter o novo vinho

O velho odre, ensina-nos Jesus, não pode conter o novo vinho. E qual era este velho odre? No contexto, parece ser o jejum. O jejum, é algo que herdamos do Velho Testamento, e que era usado, como parte do sistema judaico, para o relacionamento do povo com Deus. Agora Jesus nos diz que tal velho odre do judaísmo, não é suficiente para conter o novo vinho do Reino.

Então, que diremos? No verso 15 Jesus diz que jejuaríamos quando o Noivo se fosse. E no verso 17, diz que o antigo jejum não poderá conter o novo vinho do Reino.

O novo vinho demanda um novo jejum

Minha resposta a esta proposição é que o vinho novo exige um jejum novo. Anos atrás eu escrevi nas margens de meu Novo Testamento em grego, “O novo jejum está baseado no mistério de que o Noivo há vindo, e não, simplesmente, que virá. O vinho novo de Sua presença requer um novo jejum.”

Em outras palavras, o ardente desejo, que motivava o antigo jejum, não se baseava na gloriosa verdade de que o Messias já houvesse vindo. A lamentação sobre o pecado e a ansiosa expectação pelo perigo não encontravam sua base na grande obra consumada pelo Redentor ou na grande revelação de Si mesmo e de Sua graça na dispensação histórica. Mas agora, o Noivo já veio e, vindo, Ele desferiu o golpe decisivo contra o pecado, contra Satanás e contra a morte.

O grande, central e decisivo ato de nossa salvação é, hoje, algo acontecido no passado, não algo a acontecer no futuro. E, baseados naquela obra do Noivo já acontecida no passado, sabemos que nada poderá voltar a ser o mesmo outra vez. O vinho é novo. O Sangue foi derramado. O Cordeiro foi imolado. O castigo de nossos pecados já foi executado. A Morte, vencida. O Noivo, ressuscitado. O Espírito, enviado. O vinho é novo. E a mentalidade do velho jejum é, simplesmente, inadequada para hoje.

O que há de novo no novo jejum

O que há de novo sobre o jejum é o fato de que este agora descansa na obra consumada do Noivo. A ansiedade que agora sentimos por reavivamento, ou despertamento, ou livramento de nossa corrupção, não é meramente um desejo aflitivo. Os primeiros frutos do que almejávamos, já vieram. O depósito daquilo que esperávamos, já foi pago. Aquilo que buscávamos ansiosamente jejuando já apareceu em sua totalidade cabal na história e temos visto sua glória. Já não está, simplesmente, no futuro.

Temos experimentado os poderes dos séculos vindouros e nosso jejum não é porque estejamos famintos por alguma coisa que nunca provamos, mas porque o novo vinho da presença de Cristo é sobremaneira real e satisfatória. A novidade de nosso jejum é que sua intensidade vem, não porque nunca tenhamos experimentado o vinho da presença de Cristo, mas, sim, porque o temos experimentado tão maravilhosamente pelo Seu Espírito, que não podemos estar totalmente satisfeitos até a chegada consumatória desta alegria. Queremos receber tudo o que Ele nos prometeu. E o máximo que hoje nos seja possível experimentar.

Assim, portanto, os incito à participação neste jejum em janeiro. Não porque vocês nunca tenham provado o novo vinho da presença de Cristo, mas porque já o provaram e agora anseiam com grande prazer, com profunda alegria da alma, conhecer mais de Sua presença e poder em nosso meio.

John Piper

Ovelhas, Lobos, Cobras e Pombas

Por John Piper

Mateus 10:16: "Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas."
Quando Jesus nos envia para sermos suas testemunhas no mundo, ele não nos envia como fortes e dominantes, mas como fracos e aparentemente indefesos. A única razão pela qual eu digo "aparentemente" é porque é possível que, como "toda autoridade" pertence a Jesus, Ele intervenha calando a boca dos lobos, como ele fez com os leões que cercavam Daniel.
Mas essa não parece ser a sua intenção. O texto diz que os "lobos" vão entregar as "ovelhas" a tribunais, e açoitá-las, e arrastá-las diante dos governadores, e matar pais e filhos, e odiá-las, e perseguí-las de cidade em cidade, e amaldiçoá-las (Mateus 10:17-31). Portanto é bem claro que quando Jesus diz que ele nos enviará como ovelhas em meio a lobos, ele quer dizer que nós seremos tratados da maneira como lobos tratam ovelhas.
Mas, mesmo que as ovelhas sejam proverbialmente estúpidas - ao menos é o que parece quando elas andam em direção aos lobos e não para longe deles, Jesus opõe esta noção dizendo "sejam prudentes como as serpentes". Portanto vulnerabilidade, não estupidez, é o motivo dele nos chamar de ovelhas. Sejam como cobras, e não ovelhas, quando se trata de inteligência. A minha interpretação disto é que as cobras são rápidas para sair do caminho. Elas andam debaixo das pedras.
Portanto, sim, vá em meio aos lobos e seja vulnerável quando pregar o evangelho, mas quando eles derem o bote, saia do caminho. Quando eles abrirem suas bocas, não pulem para dentro. E também sejam inocentes como pombas. Ou seja, não deem a eles nenhuma razão legítima para acusá-los de injustiça ou imoralidade. Mantenha sua reputação o mais limpa possível.
Portanto tanto a inteligência da cobra quanto a inocência da pomba são feitas para manter a ovelha fora do perigo. Jesus não quer que nós nos envolvamos no máximo de dificuldade possível. Ele quer dizer o seguinte: Arrisque suas vidas vivendo como testemunhas vulneráveis, pacíficas, parecidas com as ovelhas, e corajosas, mas encontre maneiras de testemunhar de forma que não causará perseguição desnecessária.
Isto nos leva a um dilema que muitas testemunhas fiéis encontram: Quando devo fugir do perigo? E quando devo enfrentá-lo e testemunhar durante ele? Em 1684, John Bunyan publicou um livro intitulado Seasonable Counsels, or Advice to Sufferers (Conselhos Sazonais, ou Aconselhamento a Sofredores). Nele o autor responde esta pergunta: Quando o sofredor escapa (do perigo) e quando ele enfrenta (e sofre o perigo)? Bunyan sabia como responder para ele mesmo. Ele teve quatro crianças, uma delas era cega, e ele escolheu ficar preso por doze anos ao invés de prometer que deixaria de pregar o evangelho. Como ele responde esta pergunta para outros? Podemos tentar escapar?
Podes fazer como está em teu coração. Se estiver em teu coração a vontade de escapar, escape; se estiver em teu coração enfrentar, enfrente. Tudo menos negar a verdade. Aquele que escapa tem autorização para fazê-lo; aquele que enfrenta, tem autorização para fazê-lo. E o mesmo homem pode escapar e enfrentar ao mesmo tempo, de acordo com o chamado e trabalho de Deus no seu coração. Moisés escapou, Ex. 2:15; Moisés enfrentou, Heb. 11:27. Davi escapou, 1 Sam. 19:12; Davi enfrentou, 1 Sam. 24:8. Jeremias escapou, Jer. 37:11-12; Jeremias enfrentou, Jer. 38:17. Cristo se retirou, Lucas 19:10; Cristo enfrentou, João 18:1-8. Paulo escapou, 2 Cor. 11:33; Paulo enfrentou, Atos 20:22-23. . . .
Existem poucas regras neste caso. Cada pessoa é quem tem melhor condições de julgar a sua força naquele momento, e qual o peso um argumento ou outro gera em seu coração para enfrentar ou escapar. . . . Não escape por causa de um medo escravizante, mas porque escapar é uma ordem de Deus, abrindo uma porta para a fuga de alguns, a qual é aberta pela providência de Deus, e a fuga encorajada pela Palavra de Deus, Mateus 10:23. . . .
Se, portanto, quando fugistes, fostes apreendidos, não fiques ofendido com Deus ou homem: não com Deus, porque és seu servo, tua vida e teu tudo são dele; não com homens, pois ele nada mais é que a vara de Deus, e é ordenado, nisto, a fazer-te o bem. Escapastes? Ria. Fostes apreendido? Ria. Digo que sejais contente se ocorrer de uma maneira ou outra, pois a balanças ainda estão nas mãos de Deus. (p.726)
Sejamos tardios em julgar o missionário que escolhe morrer ao invés de escapar. E sejamos tardios em julgar o missionário que escolhe viver. Mas vamos dar-nos diariamente às disciplinas de impregnação da palavra e obediência que nos transformam pela renovação das nossas mentes para que provemos qual é a vontade de Deus, que é boa e aceitável e perfeita no momento de urgência absoluta (Romanos 12:2).
Buscando caminhar junto ao Mestre com você,

Pastor John

John Piper

“Eu estou convosco todos os dias." (Mateus 28.20)



É bom que há Alguém que é sempre o mesmo, e que está sempre conosco. É bom que há uma rocha estável em meio às ondas do mar da vida. Ó minha alma, não deixe teus afetos serem enferrujados e consumidos pela traça, como tesouros em decomposição, mas coloque o teu coração sobre Aquele que permanece sempre fiel a ti. Não construa a tua casa sobre a areia movediça de um mundo traiçoeiro, mas ache as tuas esperanças sobre esta Rocha, que, em meio às chuvas que caem, e enchentes que rugem, permanecerá inamovível e segura.
Minha alma, eu te ordeno, coloque o teu tesouro no único cofre seguro; guarde as tuas joias, onde tu não possas perdê-las. Põe tudo o que é teu em Cristo; coloque todos os teus afetos em sua pessoa divina, toda a tua esperança no seu mérito, toda a tua confiança no seu sangue eficaz, toda a tua alegria na sua presença, e assim podes rir da perda, e desafiar a destruição.
Lembre-se que todas as flores do jardim do mundo se desvanecem por turnos, e vem o dia em que nada será deixado, senão apenas a terra negra e fria. O extintor da morte deve em breve apagar a tua vela. Oh! Quão doce é ter luz quando a vela se for! O dilúvio escuro deve em breve se lançar sobre ti e tudo o que tens; então consagre o teu coração Àquele que nunca te deixará; confia-te Àquele que irá contigo através da correnteza do rio da morte, e que te irá aportar com segurança na costa celestial, e te fará assentar-se com ele nos lugares celestiais para sempre.
Vá, entristecido filho da aflição, diga teus segredos para o Amigo que é mais achegado do que um irmão. Confie todas as tuas preocupações Àquele que nunca poderá ser tirado de ti, que nunca te deixará, e que nunca te deixará abandoná-lo, "Jesus Cristo, o mesmo ontem, e hoje, e eternamente." "Eis que estou convosco todos os dias"; é suficiente para a minha alma viver nAquele que jamais me abandonará.

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Charles Haddon Spurgeon

“É o suficiente para o discípulo ser como o seu mestre." (Mateus 10.25)



Ninguém contesta essa afirmação, pois seria impróprio para o servo ser exaltado acima de seu Mestre.
Quando nosso Senhor estava na terra, qual foi o tratamento que ele recebeu?
Foram suas reivindicações reconhecidas? Suas instruções seguidas, suas perfeições adoradas, por aqueles a quem ele veio para abençoar? Não. "Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens."
Fora do arraial era o seu lugar: carregar a cruz era a sua ocupação.
O mundo lhe deu consolo e descanso? "As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça."
Este mundo inóspito não lhe proporcionou qualquer abrigo: ele o expulsou e o crucificou. Do mesmo modo - se você é um seguidor de Jesus, e mantém uma consistente, caminhada e conversação cristã - você deve esperar ter uma parte de sua vida espiritual que, em seu desenvolvimento público, estará sob a observação dos homens. Eles vão tratá-lo como eles tratavam o Salvador - eles irão desprezá-lo. Não sonhe que estes que amam o mundo vão admirá-lo, ou que por mais santo e mais semelhante a Cristo que você seja, mais as pessoas vão agir pacificamente em relação a você.
Eles não valorizaram a gema polida, e como eles valorizariam a joia bruta? "Se eles chamaram o dono da casa de Belzebu, quanto mais eles chamariam os seus domésticos?"
Se formos mais semelhantes a Cristo, seremos mais odiados por seus inimigos. Seria uma triste desonra para um filho de Deus ser o favorito do mundo. É um presságio muito ruim ouvir um mundo perverso batendo palmas e clamando: "Muito bom" para o homem cristão. Ele pode começar a olhar para o seu caráter, e maravilhar-se se não tem feito algo de errado, quando o injusto lhe dá a sua aprovação. Sejamos fiéis ao nosso Mestre, e não sejamos cúmplices de um mundo cego e ímpio que lhe despreza e rejeita.
Longe de nós a buscar uma coroa de honra, onde nosso Senhor encontrou uma coroa de espinhos.

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Charles Haddon Spurgeon

“Começando a afundar, gritou, dizendo: Senhor, salva-me". (Mateus 14.30)



Momentos de naufrágio são momentos de oração para os servos do Senhor.
Pedro negligenciou a oração na partida em sua jornada arriscada, mas quando ele começou a afundar o perigo fez dele um suplicante, e seu clamor embora tardio não foi tão atrasado.
Em nossas horas de dor física e angústia mental, nos vemos tão naturalmente levados a orar como a destruição é conduzida sobre a costa pelas ondas. O grande porto de refúgio celestial é a oração; milhares de navios castigados pelas tempestades têm encontrado um refúgio lá, e no momento em que uma tempestade se aproxima, é sábio que façamos isso.
Orações curtas são longas o suficiente. Havia apenas três palavras na petição que o ofegante Pedro fez, mas elas foram suficientes para o seu propósito. Não é o comprimento, mas a força que é desejável. Um senso de necessidade é um poderoso professor de brevidade. Se nossas orações tivessem menos penas na cauda do orgulho e mais asa elas seriam melhores. O palavreado está para a devoção assim como a palha está para o trigo. Coisas preciosas se encontram em pequena medida, e tudo o que é a verdadeira oração em muitos casos poderia ter sido proferida uma petição tão curta quanto a de Pedro.
Nossas condições extremas são oportunidades para o Senhor agir. Um grande senso de perigo força imediatamente um clamor ansioso que parte de nós para o ouvido de Jesus, e nele o ouvido e o coração andam juntos, e a mão não demora muito para agir. No último momento, fazemos um apelo ao nosso Mestre, e sua mão rápida age imediata e eficazmente para compensar os nossos atrasos.
Estamos quase sendo engolidos pelas águas turbulentas da aflição? Vamos, então, elevar nossas almas a nosso Salvador, e podemos ter a certeza de que ele não vai deixar que pereçamos. Quando não podemos fazer nada Jesus pode fazer todas as coisas, vamos contar com sua ajuda poderosa ao nosso lado, e tudo ficará bem.

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Charles Haddon Spurgeon

“Vinde a mim" (Mateus 11.28)

O clamor da fé cristã é a palavra gentil: "Vinde". A lei judaica dizia duramente: "Vá, tome cuidado com os teus passos no caminho em que deves andar. Quebra os mandamentos, e tu perecerás; guarda-os, e viverás". A lei foi uma dispensação de terror, que conduzia os homens perante ela com um chicote; o Evangelho atrai com laços de amor. Jesus é o bom Pastor que vai adiante de suas ovelhas, concitando-as a segui-lo, e sempre as conduz com doces palavras, "Vinde". A lei repele, o Evangelho atrai. A lei mostra a distância que existe entre Deus e o homem; as pontes do evangelho atravessam o abismo terrível, e trazem o pecador através dele.
Desde o primeiro momento da sua vida espiritual até que sejam levados para a glória, a linguagem de Cristo para vocês será: " Vinde, vinde a mim.” Assim como uma mãe aponta o dedo para o seu filhinho e o concita a andar, dizendo " Venha", o mesmo faz Jesus. Ele sempre estará à sua frente, lhe convidando a segui-lo como o soldado que segue o seu capitão. Ele sempre irá adiante de você para pavimentar e limpar o seu caminho, e você deve ouvir a sua voz animadora chamando-o a segui-lo por toda a sua vida; e quando chegar a hora solene da morte, suas palavras doces com as quais ele lhes conduzirá para o mundo celestial serão: "Vinde, benditos de meu Pai".
Não, ainda mais, este não é apenas o clamor de Cristo para você, mas, se você for um crente, este é o seu clamor para Cristo: "Venha! Venha!" Você desejará a Sua segunda vinda, você dirá: " Venha depressa, venha Senhor Jesus." Você ficará suspirando para estar mais e mais perto da comunhão com ele. Como sua voz para você é "Venha", sua resposta a ele será, "Vem, Senhor, e fica comigo. Venha, e ocupe sozinho o trono do meu coração; reina nele sem um rival, e consagra-me inteiramente ao teu serviço."

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Silvio Dutra

“Não esmagará a cana rachada, nem apagará a torcida que fumega." (Mateus 12.20)



O que é mais fraco do que o caniço rachado ou o pavio que fumega?
Uma cana cresceu no brejo ou pântano, mas deixe o pato selvagem cair sobre ela, e se quebrará num estalar de dedos; qualquer vento que passar rapidamente pelo rio a move para lá e para cá. Você não pode conceber nada mais frágil ou quebradiço, ou cuja existência encontra-se mais em perigo do que um caniço rachado.
Então olhe para a fumaça do pavio - o que é? Ele tem uma faísca dentro dele, é verdade, mas quase sufocada, a respiração de um bebê pode apagá-la; nada possui uma existência mais precária do que a sua chama.
As coisas fracas estão aqui descritas, mas Jesus diz: "não apagará a torcida que fumega, nem esmagará a cana trilhada".
Alguns dos filhos de Deus são feitos fortes para poderem trabalhar para ele, Deus tem seus Sansões aqui e ali, que podem arrancar os portões de Gaza, e levá-los para o topo do monte; ele tem alguns valentes que são homens parecidos com o leão, mas a maioria de seu povo é tímida e trêmula. Eles são como os estorninhos, que são pássaros que se assustam com a passagem dos transeuntes; um pequeno rebanho temeroso. Se a tentação vem, eles são apanhados como pássaros numa armadilha; se a tribulação ameaça, eles estão prontos para desmaiarem; a sua frágil embarcação é jogada para cima e para baixo por cada onda, e eles são arrastados como um pássaro do mar, na crista das ondas - coisas fracas, sem força, sem sabedoria, sem prudência. No entanto, fracos como são, e porque são tão fracos, eles têm essa promessa feita especialmente para eles. Aqui está a graça e a misericórdia! Nisto consiste o amor e a bondade! Como se abre para nós a compaixão de Jesus - tão suave, terna, atenciosa! Nunca precisamos recuar do seu contato. Nunca precisamos temer uma palavra dura dele - embora possa muito bem nos repreender pela nossa fraqueza, ele não repreende. Canas quebradas não receberão golpes dele, e o pavio que fumega não será sufocado.

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Charles Haddon Spurgeon

“bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;” (Mateus 5.9)

Nosso Senhor Jesus Cristo relaciona a bem-aventurança aos pacificadores, porque isto vem do coração, e não propriamente aos pacifistas porque é possível ser pacifista, numa suposta luta pela paz, através da luta contra supostos inimigos, que vise à eliminação deles por meio da violência com vistas à sua subjugação.
Isto é aplicável tanto individual quanto coletivamente. No contexto de pessoas ou mesmo nações.
É indubitável que há na política do Jihad um ódio que é alimentado e ensinado, inclusive a criancinhas, por lideranças fanáticas, sobretudo por meio da propaganda, contra o mundo ocidental, especialmente contra os EUA e Israel.
O uso da violência e da morte dos que são considerados infiéis (não muçulmanos) é justificado e incentivado em nome de se agradar a Alá.
O grande equívoco em tudo isto é que aqueles que assim procedem o fazem com a forte convicção de que estão lutando por um mundo melhor e de paz sob a hegemonia muçulmana.
Por outro lado, no chamado mundo ocidental, mesmo muito daqueles que se chamavam cristãos, contribuíram para o aumento do ódio do Islã contra o chamado mundo cristianizado, em razão das atrocidades praticadas pelas Cruzadas na Idade Média contra o Islã.
A prática da violência está disseminada por todo o mundo, e isto pode ser visto não somente nas guerras que nunca cessam, como até mesmo no ambiente doméstico em cada nação.
A raiz do problema do ódio jaz no coração humano não regenerado por uma genuína fé em Deus, que se manifeste num verdadeiro amor ao próximo.
Qualquer um pode se aplicar a causas pacifistas, mas o pacificador, segundo Jesus, pode ser gerado somente pela conversão do coração.
Vemos assim, que a paz que é almejada pelo mundo não é como a paz que somente Jesus Cristo pode nos dar, porque a que Ele nos dá não é uma paz alcançada pela subjugação dos que pensam diferentemente de nós, mas a subjugação do nosso próprio coração à vontade do Deus da Bíblia e dos Seus mandamentos.
A paz mundial pela qual o homem luta é portanto impossível de ser alcançada, é uma utopia, em razão de que nem todos estão dispostos a serem governados pelo amor a Deus e ao próximo em seus corações.
Mas, de todos os que amam ao Senhor e lhe obedecem, deles é dito em nosso texto que são pacificadores que terão paz não somente para si mesmos, como promoverão esta paz que é o próprio Cristo vivendo neles, e por isso se afirma que serão chamados filhos de Deus, porque é neles que habita a verdadeira paz que é fruto desta sua filiação Àquele que é a fonte da citada paz.

Silvio Dutra

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.” (Mateus 5.5)

Ao Senhor Deus pertence a Terra, e Ele a dá a quem quiser.
Não pertence ao homem decidir quem é digno ou não de herdar a Terra.
Deus já a tem prometido aos mansos, àqueles que foram transformados de pecadores rebeldes em mansos filhos de Deus por meio da fé em Jesus Cristo.
Os adeptos da Nova Ordem Mundial estão trabalhando para banir futuramente os cristãos do mundo, através das perseguições do Anticristo, mas serão eles próprios que serão banidos eternamente por Deus, não somente da Terra, como também da possibilidade de herdarem o céu.

Silvio Dutra

Seis Marcos Esclarecedores em Mateus 24

Por Norbet Lieth

Em Mateus 24, Jesus usa seis expressões que são muito úteis na subdivisão do capítulo e para sua melhor compreensão:

Ainda não é o fim (Mt 24.6).
O princípio das dores (v.8).
A tribulação (v.9).
O fim (v.14).
O abominável da desolação (v.15).
Em seguida à tribulação (v.29).
Essas seis expressões servem de marcos referenciais, uma vez que cada uma delas delimita um tempo específico e introduz uma nova fase nos acontecimentos proféticos.

Primeiro marco: ainda não é o fim

“E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (Mt 24.4-6).

Aqui Jesus fala de um tempo que ainda não é o fim, mas que é uma condição imediatamente anterior a ele, ou seja, que conduz ao fim lenta mas inexoravelmente.

Nos versículos 4 e 5 o Senhor Jesus menciona a primeira onda de enganos dos tempos finais, a sedução em nível político, ideológico e religioso.


Marx, Lenin e Engels, do socialismo surgiu o comunismo (1917).

Depois que o cristianismo havia se firmado e expandido na Ásia Menor e na Europa (até a Reforma), veio o grande engano. Novos arautos da salvação começaram a se manifestar e toda a Europa foi seduzida pelo engano. Alguns tópicos desse processo enganoso: o Iluminismo, o tempo dos grandes filósofos, a teoria da evolução, as muitas seitas, a teologia do “Deus está morto”. Então veio o marxismo-leninismo; do socialismo surgiu o comunismo (1917). A partir de 1932, quando o nacional-socialismo se levantou na Alemanha, homens como Hitler, Goebbels e Himmler foram os novos salvadores (messias), e na Itália o falso salvador foi Mussolini.

Esse levante generalizado, oriundo do reino das trevas, do Iluminismo ao comunismo e ao nacional-socialismo (nazismo), intensificou-se no período em que os judeus voltaram para sua terra, a partir de 1882.

“E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras...” (Mt 24.6). A Primeira e a Segunda Guerra foram chamadas de guerras mundiais porque, até então, nada semelhante havia sucedido na História da humanidade. Ambas foram devastadoras: a Primeira Guerra Mundial ceifou a vida de 10 milhões de pessoas, a Segunda Guerra Mundial custou a vida de 55 milhões. Na verdade, elas tiveram de acontecer, mas ainda não significavam o fim: “porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (v.6). Certamente elas se originaram no reino das trevas, porém, por direcionamento divino foram fatores-chave para a fundação do Estado de Israel. A Primeira Guerra Mundial preparou uma terra para um povo*; a Segunda Guerra Mundial preparou um povo para essa mesma terra. É impossível frustrar os desígnios divinos!

Segundo marco: o princípio das dores

“Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (Mt 24.7-8). Com essas palavras, em minha opinião, o Senhor Jesus descreve o tempo imediatamente anterior ao Arrebatamento, que prenuncia e introduz a época da Tribulação.

“...se levantará nação contra nação, reino contra reino...” Isso significa revoluções, conflitos bélicos e terrorismo, assim como vimos acontecer após o fim da Guerra Fria (depois do conflito entre o Ocidente e o Oriente e da queda do Muro de Berlim) e como hoje acontece mundialmente (veja Lc 21.10).

Um jornal suíço noticiou:


Na verdade, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial tiveram de acontecer, mas ainda não significavam o fim: “porque é necessário assim acontecer,
mas ainda não é o fim” (v.6).

Que o mundo seja pacífico e estável é refutado pelos fatos. Segundo levantamento de um renomado instituto de Hamburgo, no ano de 2004 houve 42 guerras e conflitos armados no mundo, e conforme os dados de um instituto estratégico de Pequim, após o término da Guerra Fria eclodiram em média dez novas guerras por ano. A Índia e o Paquistão são duas novas potências atômicas, e a disseminação de armas de destruição em massa e de mísseis estratégicos avança. Em tempo previsível, de 30 a 40 países disporão desses artefatos de guerra. O mundo tornou-se instável e imprevisível. Estabilidade pacífica é uma exceção...” (Neue Zürcher Zeitung)

“...e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (Mt 24.7-8). Fomes, epidemias (Lc 21.11) e terremotos são elementos que caracterizam de modo especial a atual situação mundial; eles são como que seu selo, sua marca registrada. Pela mídia somos confrontados com a miséria da fome. A epidemia da AIDS, os terremotos, os pavores, os maremotos e os atos de terrorismo não se concentram mais apenas em algumas regiões, mas se manifestam pelo mundo inteiro. Esse é o “princípio das dores”. Dessa forma, o tempo da Tribulação está cada vez mais próximo do nosso mundo. Portanto, aproxima-se também o momento do Arrebatamento (que se dará antes da Tribulação).

Terceiro marco: a Tribulação

“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda)...” (vv.9-15).

Esse texto descreve a primeira metade da Grande Tribulação, e essas características perdurarão até seu final.



Fomes, epidemias (Lc 21.11) e terremotos são elementos que caracterizam de modo especial a atual situação mundial; eles são como que seu selo, sua marca registrada.

Nessa ocasião o Arrebatamento da Igreja já terá acontecido, pois está escrito que “...aquele que perseverar até o fim, será salvo”. Isso quer dizer: quem ainda estiver sobre a terra, terá de perseverar até o fim da Tribulação ou morrerá como mártir. Isso não pode se referir à Igreja, pois na época de Mateus 24-25 ela ainda era um mistério, não sendo mencionada nesses capítulos. Somente dois dias após proferir Seu Sermão Profético Jesus falou dela a Seus discípulos (veja Jo 14.2-3).

“Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (vv.9-10). A aliança de Israel com o Anticristo e o último ditador mundial provavelmente será firmada nesse momento, quando então começará a perseguição daqueles que não aderirem a esse acordo.

“Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”. Agora se chega a mais um patamar de engano e sedução (veja o v.4). É a segunda onda de enganos nos tempos finais. O fator desencadeante poderia ser o recém-sucedido Arrebatamento da Igreja. Esse engano consistirá da humanidade toda unindo-se numa única comunidade mundial. Haverá uma indescritível solidariedade entre os homens sob o poderio do Anticristo, que provavelmente conduzirá a um governo mundial único, a uma unificação política e religiosa. Tratar-se-á, assim, sem dúvida, do cumprimento de Apocalipse 3.10: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.

“E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). As leis serão mudadas, a Lei de Deus será completamente ignorada, a Bíblia será rejeitada e a conseqüência será uma apostasia indescritível.

“Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (v.13). Aqui trata-se daqueles que se converterem durante a Tribulação e que perseverarem na fé até seu fim.

“E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações...” (v.14). Nada nem ninguém pode barrar essa marcha vitoriosa do Evangelho de Jesus. Por mais de dois mil anos não foi possível impedi-lo de se espalhar, e isso também não acontecerá no tempo da Tribulação.

O Evangelho foi rejeitado, odiado e combatido, mas mesmo na segunda metade da Tribulação ele será proclamado até a volta de Jesus em glória.

Quarto marco: o fim

“...Então, virá o fim” (v.14). O termo “o fim” significa provavelmente as últimas e mais fortes dores de parto antes que a nova vida irrompa e Jesus volte.

Quinto marco: o abominável da desolação

“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo...” (v.15). Aqui é descrita a metade dos sete últimos anos e o fator desencadeante dos últimos três anos e meio. O abominável da desolação consistirá do Anticristo se assentando no novo templo reconstruído em Jerusalém (veja 2 Ts 2.3-4).


A aliança de Israel com o Anticristo e o último ditador mundial provavelmente será firmada durante a Tribulação, quando então começará a perseguição daqueles que não aderirem a esse acordo.

“Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt 24.21-22). Esse período da história mundial será tão terrível como jamais houve na terra, incomparável em sua magnitude, a maior angústia já experimentada pelos homens. Se ele não fosse abreviado, ou seja, limitado a três anos e meio, ninguém iria sobreviver. Romanos 9.28 faz alusão a um juízo executado de forma intensa: “Pois o Senhor executará na terra a sua sentença, rápida e definitivamente” (NVI).

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24.24). Na segunda metade dos sete anos de Tribulação haverá uma terceira e última onda de engano. Comparado às duas ondas anteriores, dessa vez o engano virá acompanhado de milagres e sinais. Isso levará a um completo endemoninhamento da humanidade. Apocalipse 13.13 diz: “Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.” Três capítulos adiante, lemos: “porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso... Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16.14,16).

Quando Jesus diz: “Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” (Mt 24.28), penso que Ele está se referindo a Jerusalém, onde será estabelecida a abominação desoladora e sobre a qual as nações, seduzidas pelos demônios, se lançarão.


O “abominável da desolação” será o período da história mundial tão terrível como jamais houve na terra, incomparável em sua magnitude, a maior angústia já experimentada pelos homens. Se ele não fosse abreviado, ou seja, limitado a três anos e meio, ninguém iria sobreviver.

Sexto marco: em seguida à Tribulação

“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.29-31). Depois do sofrimento, depois da Grande Tribulação, o Senhor Jesus voltará com poder e muita glória.

Últimas exortações

“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.32-33). A parábola da figueira e as palavras: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas”, significam: quando as pessoas virem os sinais da Tribulação, então a vinda de Jesus está às portas.

“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (v.34). Quem é “esta geração”? A geração dos judeus que vivenciará o começo da Tribulação, que não perecerá até que Jesus tenha vindo.

“Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (v.35). Com essa afirmação Jesus confirma tudo o que dissera anteriormente, tudo o que anunciara, enfatizando que tudo acontecerá com certeza, que seu cumprimento é mais certo que a duração da existência do céu e da terra. A Bíblia e as palavras de Jesus se cumprirão em todas as suas declarações.

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (v.36). Dia e hora ninguém sabe, mas estamos na expectativa de que Ele virá em breve, pois vivenciamos o cumprimento dos sinais que antecedem os juízos de Deus!

“Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (v. 37). Antes da vinda de Jesus a situação será semelhante à dos dias de Noé. Até que o dilúvio inundasse a terra (Gn 7.17), as pessoas não acreditavam que o fim estava próximo, e a porta da arca foi irremediavelmente fechada por Deus (v.16). Também no que diz respeito à primeira fase da volta de Jesus, o Arrebatamento, as pessoas dirão que tudo está como sempre foi e que vai continuar assim. Elas não contarão com o Arrebatamento.


“Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.29-31).

“Porque, assim como foi nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). Sete dias depois que Noé entrou na arca, o dilúvio se derramou (veja Gn 7.1,4,7). Quando o Arrebatamento da Igreja tiver acontecido, em um espaço de tempo não especificado, mas relativamente curto, a Tribulação sobrevirá de forma repentina e surpreendente sobre todos os que habitam a terra.

“Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.42-44). Não permita que sua “casa” seja arrombada! Coloque sua vida à disposição do Senhor! Entregue-se completa e totalmente a Ele, permitindo que Ele seja o guardião de sua casa! E mais: permita ser enchido pelo Espírito Santo (veja Ef 5.18)!

“Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 24.45-51). Seja um servo prudente, uma serva boa e fiel. Atente à Palavra Profética, esteja esperando o Senhor Jesus a qualquer momento e distribua a Palavra como alimento no tempo certo!

Norbert Lieth

“Vinde a mim" (Mateus 11.28)

O clamor da fé cristã é a palavra gentil: "Vinde". A lei judaica dizia duramente: "Vá, tome cuidado com os teus passos no caminho em que deves andar. Quebra os mandamentos, e tu perecerás; guarda-os, e viverás". A lei foi uma dispensação de terror, que conduzia os homens perante ela com um chicote; o Evangelho atrai com laços de amor. Jesus é o bom Pastor que vai adiante de suas ovelhas, concitando-as a segui-lo, e sempre as conduz com doces palavras, "Vinde". A lei repele, o Evangelho atrai. A lei mostra a distância que existe entre Deus e o homem; as pontes do evangelho atravessam o abismo terrível, e trazem o pecador através dele.
Desde o primeiro momento da sua vida espiritual até que sejam levados para a glória, a linguagem de Cristo para vocês será: " Vinde, vinde a mim.” Assim como uma mãe aponta o dedo para o seu filhinho e o concita a andar, dizendo " Venha", o mesmo faz Jesus. Ele sempre estará à sua frente, lhe convidando a segui-lo como o soldado que segue o seu capitão. Ele sempre irá adiante de você para pavimentar e limpar o seu caminho, e você deve ouvir a sua voz animadora chamando-o a segui-lo por toda a sua vida; e quando chegar a hora solene da morte, suas palavras doces com as quais ele lhes conduzirá para o mundo celestial serão: "Vinde, benditos de meu Pai".
Não, ainda mais, este não é apenas o clamor de Cristo para você, mas, se você for um crente, este é o seu clamor para Cristo: "Venha! Venha!" Você desejará a Sua segunda vinda, você dirá: " Venha depressa, venha Senhor Jesus." Você ficará suspirando para estar mais e mais perto da comunhão com ele. Como sua voz para você é "Venha", sua resposta a ele será, "Vem, Senhor, e fica comigo. Venha, e ocupe sozinho o trono do meu coração; reina nele sem um rival, e consagra-me inteiramente ao teu serviço."

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Charles Haddon Spurgeon