Eu Voltarei e Serei

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Quanto mais longe tiver das tritezas dos outros mais feliz serei

Albernaz1

Se você quiser me ensinar como é que se faz para te amar, hoje eu te garanto meu bem que eu serei só seu e de mais ninguem..

Edu Ribeiro

Me considera seu amigo? Serei sempre transparente.
Quer meu desprezo? Minta.

Vinny Leal

Não quero ser o cara por quem você se apaixono. Serei o cara por quem vai se apaixonar todos os dias. Que seja cada dia mais intenso.

Subaita

eu serei Forever alone minha vida é assim, algumas coisas claro, precisa de ajuda. Mais oque mais gosto é minha familia. Minha vida em si. tenho tudo a agradecer.

NilsyellenSouza

Continue tentando me destruir, Serei mais forte do que suas palavras! Me levantarei do chão como uma Fênix!

Guilherme Baeta

Se eu não puder ser parte da solução,certamente não serei parte do problema.

Kátia A. G. Bueno

E se você aqui estiver. Aqui estarei segura. Aqui serei feliz.

Julianna Galvão

" Hoje serei poeta...serei poeta nos meus olhos...porque no olhar vejo minha inspiração...e reflito meu coracao..."

Conrado Iglésias

Nos lugares do mundo
serei assim
o sorriso no rosto
vivendo tudo que há em mim !

Rauny Joe

EU FILHA, EU MÃE...


Pra VOCÊ sempre serei uma pequena filha....
Pra mim VOCÊ sempre será uma grande mãe...
Depois repetirei tudo igual
Nunca saberei afinal
Qual a melhor posiçào
Me aconchegar no teu colo
Ou abrir meus braços pra te envolver
Não sei se é melhor
Mãe ou filha ser
Mas de qualquer um dos lados que eu esteja
enxergo tanta beleza
Que me acomodo em ambas posições
Porque as duas me dão grandes emoções
Gosto de ser criança e correr para os seus braços
E também de ser mãe e lhe ajudar nos primeiros passos
Gosto de ser o começo e o fim
Homenagear e ser homenageada
Gosto de ser o ponto de partida e o de chegada

Por isso,
Hoje não sei a qual das duas parabenizar
A criança levada
Ou a mãe dedicada
Porque ambas trilham a mesma estrada
Do amor e do envolvimento
Do melhor de todos os sentimentos
QUE NASCE NO VENTRE E EXPLODE EM VIDA!!!!!!!!!!!!!!
Mãe e filha, a razão da minha vida
Hoje sou a filha que corre pra te abraçar
E a mãe que meus filhos vão irão beijar
Portanto a mais importante nào posso escolher
AS DUAS DE MIM ME DÃO UM ENORME PRAZER!!!!!!!!!!!!!

DAISY XAVIER

"Serei sempre apego pelo que valer a pena e desapego pelo que não valer."

Phrases

Não sou mais quem eu era, no momento sou o que sou e provavelmente não serei o que pretendo ser!

Maurício Cardozo de Medeiros

Álvaro de Campos
TABACARIA
(15-1-1928)


Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa,
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,
Levantámo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, sem rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu, que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -,
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei, e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente.

Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-te como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olhou-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, e eu deixarei versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.

O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o: é o Esteves sem metafísica.
(O dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos

Eu sou pra você

Serei teu paraíso
Quando o inferno lhe chegar
Serei pecado
Quando você me desejar
Lhe darei amor
Mesmo quando não quiser
Por que sou homem
E todo homem inteligente
Sabe das necessidades da mulher
Serei calor
Quando teu corpo esfriar
Serei inverno
Pra você me esquentar
Na primavera
Irei te levar flor
O ano inteiro
De você eu quero amor.
Se o mundo se divide
Em dois lados
Seja do lado bom ou ruim
Eu quero sempre
Ter você perto de mim.

Reff Carvalho

Se eu não for feliz em algo na vida eu serei em outra coisa, mas não vou sofrer parada olhando pro tempo. Eu vou ser feliz, pq eu quero ser feliz, e ponto final.

Sara Souza Ramos

“Hoje sou filho do que fui ontem e pai do que serei amanhã.”
filho pai

Eddy Santos

Serei o seu amor

Serei o seu amor
de onde você vem
que você me fascina tanto
qual o lugar que você visita
pra ser tão bonita
e ter tamanho encanto
fala pra mim
qual o seu segredo
adoro sentir o seu cheiro delicioso assim
perto do meu sorriso
quero acalmar os teus medos
e te levar ao paraíso
meus dedos tocando a tua pele
e a minha boca beijando a sua alma
você me acalma e me fascina
você me salva da minha rotina
e me coloca no topo do mundo
onde eu e você somos eternos
nem Reis nem Vagabundos
apenas vivemos o amor mais belo
vestindo a nossa roupa
e olhando a nossa cara .
obrigado a você , por ser tão carinhosa
serei o seu amor
da forma mais gostosa ,
da forma mais linda ,
da forma mais rara .

Homenino Poeta