Dialética

Cerca de 22 frases e pensamentos: Dialética

Dialética

É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...

Vinicius de Moraes

Amor é isto: a dialética entre a alegria do encontro e a dor da separação. De alguma forma a gota de chuva aparecerá de novo, o vento permitirá que velejemos de novo, mar afora.
Morte e ressurreição. Na dialética do amor, a própria dialética do divino.
Quem não pode suportar a dor da separação, não está preparado para o amor. Porque o amor é algo que não se tem nunca. É evento de graça.
Aparece quando quer, e só nos resta ficar à espera. E quando ele volta,a alegria volta com ele. E sentimos então que valeu a pena suportar a dor da ausência, pela alegria do reencontro.

Rubem Alves

A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.

Marquês de Maricá

Para Karl Marx a ditadura do proletariado seria apenas um estágio na evolução dialética. Abolidas as classes e a propriedade privada, assistiríamos ao "fenecimento do Estado" e a floração da liberdade. Infelizmente Marx era bom filósofo, medíocre profeta e mau político.

Roberto Campos

Elogio da dialética

A injustiça avança hoje a passo firme;
Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo.

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.

Bertold Brecht

O fim de um processo é sempre o começo de outro.

Dialética

Quântica, calma e dialética
Ela olhou ele nos olhos
E virando o rosto ao vento que soprava
Em silêncio disse o que ele era essencial
Beijando-o com a força de um amor atemporal

Forfun

A dialética é somente um processo (como é, ou deveria ser a psicanalise) , não a realidade em si, porque ela nos faz perceber o existente, ou a recusa em vê-lo.

Norberto R. Keppe

A dialética constitui a base de todo o movimento, mas para se atingir a unidade; senão haveria uma eterna luta entre a realização e a sua negação - e como a verdade é uma só, seria absolutamente impossível a existência(por sí) de dois elementos absolutamente identicos e opostos. O que há de verdade ou a sua negação; é o ser ou o esforço para negá-lo; o que existe e o que não queremos ver. (A Libertação)

Norberto R. Keppe

Sim, dialética é andar em círculos, é verdade, mas é tudo que temos, o silêncio é perfeito, mas é solitário, como convém ao guerreiro, mas que doí na alma do que é apenas humano, este estado de ser que se é quando estamos apenas cansados e lassos.

Marcos Mingra

A dialética é intrínseca a nós. A negação da negação, sua segunda lei, faz com que o confrontamento de ideias gere novos pensamentos e nos impulsione a níveis mais altos de iluminação.

Lorena Alysson

Um dedo de prosa com Augusto dos Anjos

Ah, Augusto! Perfeita a tua dialética, lógico o teu pensar! Mas esqueceste de que a ingratidão, esse quinhão que recebemos ao longo de uma triste existência, se gloriou da minha mazela e trouxe consigo companhia para juntos festejarem o agonizar da minha última quimera. E qual pantera dos teus versos, os recebeu de braços abertos, para aplaudirem de perto o doloroso sepultar do bem que não me quis, do mal que me acompanhou até o último ato. De quando se apagaram as luzes da falsa glória de uma ribalta e sem aplausos e sem guarida, na utopia final, cerrei as negras cortinas do palco da minha ainda mais sombria vida. Quando mãos que julguei amigas, alçaram lenços brancos de fria e calma despedida e me lançaram ao abismo, ao precipício da indiferença, sem amor e sem ventura, sem ódio, sem crença! Esteve aqui presente para acompanhar o féretro do último idílio que me restou ,a senhora dona tristeza, que saltou de alegria sobre os restos mortais da minha fantasia. Na fria lápide por sobre o túmulo do meu sonho, a desesperança com mãos duras e frias solenemente o epitáfio escreveu: Aqui jazem teus anelos, teus anseios e tudo o que quiseste! O fracasso também veio com ares de vencedor e no velório do meu querer não chorou pela dor da minha alma! Veio também a mágoa, e atirou uma flor sobre o esquife onde repousava a esperança vã.... Ah, compareceu a desilusão para encher a minha taça, fazer um brinde à morte, e à sorte despediu! A inveja também veio vestida de bons amigos, dar os pêsames pela partida do bem eu que quis na vida. Fez-se presente a solidão, me aconchegou em seu peito e me fez companhia. O desencanto me enviou uma coroa de flores para enfeitar a campa onde enterrei amores findos.... A amargura dos meus dias, trouxe seu cálice de fel, fez-me sorver por inteiro a crueldade do meu destino . A traição se fez presente com seu beijo frio na gélida e pálida face da felicidade morta. A desventura apareceu e bailou com desenvoltura, na festa funesta do adeus dos meus sonhos.” Ficam aqui enterrados para sempre os teus desejos”, sentenciaram bocas, que um dia de beijos me cobriram ,balbuciaram lábios que escarraram sobre o cadáver frio de ilusões que se foram... E com pompa e circunstância, enterraram minha esperança em cova rasa, na terra miserável onde hoje apodrecem os ossos de alegrias que esperei, das venturas que morreram antes mesmo de nascerem, de bons presságios que outrora ansiei para o meu viver . Agora que todos tomaram seus lugares no palco dessa minha existência, no e escuro quarto das lembranças ,rola agora o meu pranto, escuta-se meus gemidos e meus lamentos. Pesa em meu ombros um fardo, fere-me a alma os espinhos, sangram-me os pés pedras que me lançaram falsos amigos ao longo desse triste, infindável e doloroso caminho. Aceito teu fósforo, amigo, acendo meu cigarro! E nas espirais de fumaça desenho vultos do escárnio. Sou fera e fera ferida, não pela terra, mas pelo hostil mundo, pela vida triste. A chaga, (essa em minha alma), nem aos vermes causa pena, nem mil jordões a curarão. As mãos de algozes de Cornélio, a mim apedrejaram, mas não se me abriram os céus. Aos que a minha boca beijaram, que não merecem sequer o meu escarro, mando também meus convidados ;Que lhes apresentem condolências pelo fim dos seus sonhos que um dia morrerão e seguirão em cortejo à sepultura dos desejos, onde estão agora os meus...Quanto à lama, essa já não me espera, pois repouso nela no poço obscuro do abissal inferno!

Linda Lacerda

Dialética Geográfica

Ou Geo, não te preocupas eu sei que o espaço que estais e muito pequeno, que você é apenas um pontinho nesse imenso universo, mais os sábios se preocupam com tua grafia.
Você jamais irá se perder no tempo, pois, foi construida uma das forças mais potentes do universo.
Uma força capaz de interagir do meio racional ao irracional, do vegetal ao mineral, uma força que atravessa este pequeno espaço que habita.
E esta foi chamada de GEOGRAFIA.

Mariana Gueiros

ÉTICA E POLÍTICA
Entre a ética e a política constatamos uma dialética conflitiva, pois há um imenso abismo separando-as. O objetivo desse artigo é verificar os conflitos entre a ética e a política, enfocando como o poder político interfere nas relações sociais desde a chegada da política no Brasil, pouco depois do seu descobrimento em 1500, deturpando os valores morais da sociedade hodierna através de mentiras e corrupção, pois muitos políticos só procuram autopromoção; e manipulação da sociedade. O tema é justificado devido às rotineiras denúncias de corrupção por parte dos políticos, que deixam a população brasileira perplexa, mas que infelizmente, não reivindica mudanças nesse quadro. Promessas políticas feitas em período eleitoral, para a obtenção de vantagens não são cumpridas - algumas¬ por pura falta de vontade, e outras por ineficiência ou falta de recursos financeiros do Estado. A metodologia utilizada nesse trabalho é baseada em pesquisa bibliográfica para a melhor compreensão dessa temática. O texto é dividido em cinco partes. Na introdução desenvolvemos uma relação dialética entre a ética e a política. Depois, temos um breve histórico da política brasileira, desde a independência, passando pelo Golpe Militar até chegar aos nossos dias. Posteriormente foram enumeradas algumas posturas antiéticas dos políticos nacionais como a política do "coronelismo". A conclusão traz uma retomada de toda a problemática, com possíveis formas de modificar o pensamento político brasileiro. Por fim, temos as referências bibliográficas que utilizamos para o embasamento teórico do trabalho.

Garcia Neto

Dialética da Vida - Idade é Rosto, mas a Estética natural é sustentável, è Estética bela de Seres Vivos.

Bindes, Fá-sustentabilidade

Que seja doce

Sua dialética cheia de perfume
Doce feito seu cheiro
Olhar sereno, moreno.
Me encanta
Traz minha vontade de sumir pra ir...

Ao encontro distante
Que leva toda sua boca pra perto de mim

Suas ancas, minha mão toda afoita.
A lembrança de que foi bom, seu tom.
A saudade do que ainda há por vir
Os momentos todos que irão existir

Me leve pra sua praia
Me embale na sua canoa
Durma comigo, caia da rede, Kaiah!

Atravessaria a cidade
Correria por todo o estado
Voaria até onde estiver
Só pra sentir o gosto da minha mulher.

Ou olhe o horizonte
Me espie
Conte mais os seus segredos
Deite ou durma no meu peito
Não sinta mais medo

Me sopre o seu vento ariana
Me chama, me inflama.
Geme no olhar, me torce devagar.
Me leva daqui
Me deixe te ouvir
Me pedir pra falar.
Te a
mar.

André Luz

A dialética do interesse é poderosa, quanto mais você a conhece, mas fácil é de identificar quem está, e por que mantem-se ao seu lado.

Andressa Haifa

estupidamente sua

Estou aqui
Eu sei que é madrugada
Mas não vai adiantar minha dialética
Fiz questão de romper vínculos
Fiz questão de criar desigualdades
Não sei ser sóbria e incomum ao mesmo tempo
Preciso me livrar do espaço estúpido que insisto em guardar para você
Estás tão vivo em mim
Que às vezes confundo minha alma com a sua
Estás tão repleto de mim
Que às vezes confundo meu reflexo com o teu
Estou tão farta de ti dentro de mim
Que as vezes me esqueço de digerir meu sentimento

Maria A. Migliato

Não é fascinante a exótica dialética da demagogia?

Helen Louzada

Na dialética do absurdo quem não tem olho é surdo

Araidna Garibaldi