Dezembro

Cerca de 143 frases e pensamentos: Dezembro

Cântico do Calvário - À memória de meu Filho morto a 11 de dezembro de 1863

Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de angústias conduzia
O ramo da esperança. Eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pegureiro.
Eras a messe de um dourado estio.
Eras o idílio de um amor sublime.
Eras a glória, a inspiração, a pátria,
O porvir de teu pai! - Ah! no entanto,
Pomba, - varou-te a flecha do destino!
Astro, - engoliu-te o temporal do norte!
Teto, - caíste!- Crença, já não vives!
Correi, correi, oh! lágrimas saudosas,
Legado acerbo da ventura extinta,
Dúbios archotes que a tremer clareiam
A lousa fria de um sonhar que é morto!

Fagundes Varela

Quem dera um dia poder voltar a ser feliz como era antes daquele terrível dezembro, a que bom seria se eu pudesse continuar a ver tudo com a inocencia de uma criança e pudesse voltar a viver apenas o presente sem ter que me preocupar com o futuro e nem com a volta de meu passado a como seria maravilhoso ver novamente o meu verdadeiro sorriso de felicidade.

Little Sunshine

09 de Dezembro 2008

Hoje foi um dia MARAVILHOSO, aquele que eu falei o Du, então hoje eu fiquei com eli, hahahahahahahahahahahahaha,
foi assim. Eli tinha pedido pra ficar comigo no msn, ai eu falei pra genti ir com calma, nós tinhamos marcados de ir a praia, mais naquele dia não deu muito certo, então desmarcamos o que foi chato por que eu fiquei o dia todo em casa sem fazer nada. Nos vemos hoje no treino, foi bem engraçado mas foi legal, tinhamos marcados de sair hoje pelas 2 horas da tarde, a genti ia se encontra na praia. Eu cheguei um pouquinho mais cedo, por que tinha vindo de ônibus, ai fiquei olhando o mar ou mechendo no meu celular, ai eu avistei eli, tinha me dstraido tanto que eli ja tava bem perto, haha. Eli mi deu um "Oi" e um beijo no rosto eu achei meio estranho o beijo no rosto, não estranho da parte deli, da minha parte, acho que foi por que nunca tinha chegado tão perto deli e então deve ter sido isso mesmo.
Fomos até o Cristo, subimos e fomos para um lugar aonde dá pra ver as pedras e o mar, ficamos conversando por 1 hora, até que não teve mais assunto, haha, eli me pergunto "e ai jana e agora" ai eu só dava risada, tava até um pouquinho nervosa, ai eli fico meio sem jeito de me pergunta uma coisa ai eu fazendo cócegas deli "a ta com vergonha" ai eli "a eu so timido" "mais timido que você" ai eu "aa eu so sim hahhahahha" e sempre dando risada ai eli meio sem jeito pergunto "posso te dar um beijo?" ai eu como não sou boba disse qe simm, e ai ficamos.
Uma grande história de comédia com um pouco de amor hahahahaha, deu tudo certo eli até falou que eu beijo bem o que concerteza me decho sem jeito, foi bom o dia euacho que nunca tinha me sentido tão a vontade com uma pessoa assim.
Eu não quero uma coisa séria, mais tambem não quero magoar ninguem o que as vezes me deicha preocupada!!!

Janaina de Moraes

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Desde quando nem me lembro,
Rio de Janeiro a dezembro.
Chorar pra quê?

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Oscar Niemeyer ainda vive!
Hoje, 5 de dezembro, é em teoria o aniversário de morte de Oscar Niemeyer, e há muitos comentários a respeito do falecimento do gênio. Um ano sem Oscar? Eu não acredito nisso. Certa vez, li em algum lugar uma frase que dizia: “a pessoa morre quando seus feitos forem esquecidos”. Oscar nunca vai morrer. A cada linha curva, a cada estrutura ligada totalmente com forma, a cada detalhe imprevisível, bate o coração de Oscar. A Arquitetura é mais do que cabe em uma vida. Assim como o amor, a Arquitetura é eterna.

Niti Sirtoli

Essa história de que dezembro me traga... que 2014 seja... Pra mim não cola! Todo dia é dia 1°, todo mês é janeiro e todo ano é ano novo. Tem que acordar, pegar o coração na mão, colocar o cérebro pra funcionar, levantar agradecendo, trabalhar com seriedade, estudar com vontade e deitar agradecendo de novo, descansar o cérebro, colocar o coração no lugar, sentir e refletir o dia todo e durmir. Tem que sorrir o dia todo, tem que ter bom humor e principalmente, tem que ser seria e chata quando tem que ser. Se tem uma coisa que eu aprendi é que nada nem ninguém me traz algo e que não adianta pedir que algo seja de tal forma. TEM QUE BATALHAR pra ter e ser.
Termino o ano no dia em que se inicia o mes de dezembro. 9kg a menos, uma promoção no trabalho e mais um semestre fechado na faculdade sem DP. Dezembro nao veio p me dar nada... dezembro veio pra me deixar com orgulho, pra me deixar relaxada. EU CONSEGUI, consegui concluir mais uma fase, o jogo não terminou.
Leetícia Silva.

Leetícia Silva

É dizem no segundo domingo de dezembro e comemorado o dia da Biblia eu discordo ! o dia da biblia tem que ser todos os dias em que vamos passar na terra ate o nosso criador retornar , se não for assim o ser humano vai se lembrar da biblia somente nesta data .

Marilson Medim Jr.

Seja bem vindo mes Dezembro! seu começo é alegre mas o seu final será mais ainda!

Euclides Bispo da S. Neto

31 de dezembro de qualquer ano é sempre uma data nostálgica por remeter um ponto final de retrospectivas. No entanto, o que desejamos é um plano de futuro que está atrelado a nós diariamente porque sempre queremos conquistar nossos sonhos. Então que hoje seja mais um dia de sonhar, projetar e realizar bons sentimentos.

Dani Leão

Dezembro chegou e lá vem Simone cantar: "Então é Natal e Ano Novo também..."

Ana Paula Rocon

por Rosália Leonardo, domingo, 25 de Dezembro de 2011 às 02:59
Todo mundo tem uma história para contar que aconteceu num Natal.Eu também tenho,há anos atrás eu perdi um bebê uns meses antes do Natal, e como toda perda ,isso deixou em mim uma tristeza imensa, passei o pior Natal que alguém poderia imaginar, era difícil ver a outras pessoas felizes e meu coração tão dolorido.Naquela noite de Natal pedi à Deus que nunca mais me deixasse sentir este vazio novamente, que nunca mais passasse um Natal tão triste como aquele.
Bem não sei como vocês classificariam o que me aconteceu no ano seguinte, eu a chamo de meu milagre,as vezes de meu sol, meu amor, meu primeiro amor(porque outros amores vieram) , as vezes de brigamos as vezes nos entendemos só por olhar, nem sempre concordamos com tudo, enfim,voltando a história, no Natal seguinte recebi de Deus a resposta para meus pedidos ,recebi vc minha filha Daniela , e como todo ano renovo meu agradecimento à Deus , por ter você filha.
Te amo.
Feliz Aniversário e continue sendo o meu presente

Rosália pinheiro

O Natal não acontece somente uma vez por ano, no dia 25 de dezembro. É Natal a cada momento que abrimos o nosso coração e deixamos Jesus renascer dentro de nós.

Deka Rissi

Doce dezembro, obrigada por não se prolongar em tanto sofrimento. E que janeiro venha com bons ventos, e venha com as coisas boas que você me deixou faltar…

Annely Oliveira

Dezembro

E muda-se o mês...
Muda-se o sentido, o ar parece mais leve, a brisa mais calma, a vida mais rara, breve.
Logo refletimos mais, sonhamos mais, nos olhamos nos olhos, nos voltamos para dentro, enxergamos a alma.
Tudo agora faz mais sentido: é o fim... para um novo recomeço.
Por sorte, obrigado!

Sílvio Fagno

Chuvas de Dezembro

Céu de chumbo,
árvore encolhida,
chuva caindo,
janelas abertas,
o tempo passando;
Vida sem cor,
sonhos recolhidos,
esperanças tombadas...
Olhando sem ver,
caminhando sem sentido...
E as chuvas caindo...

Élide Baccelli Bianco

[parte 16]

Lado a lado. Os dois caminhavam lentamente naquela ensolarada manhã de dezembro, rumo ao paiol. Os dias na fazenda eram lindos. Fazia um 'friozinho' gostoso pela manhã, mas depois esquentava muito. E no final da tarde quase que inevitavelmente chovia.

“Ela não me deixa em paz” disse ele.

“Ela quem?” perguntou a menina, mas já sabendo a resposta.

“A Isabela. Eu sei que você viu no celular e eu sei que você sabem que é. Ela não aceita que a gente terminou e...enfim..” falou, aborrecido e passando a mão no próprio rosto.

“Tudo bem. Você não precisa me falar nada disso” disse a garota, meio desconsertada.

“Eu só achei que devia...”

Caminharam em silêncio mais um pouco. Ela, olhando tudo o que podia em sua volta, na tentativa de distrair e desviar a atenção. Ele, com a mão no bolso, olhava mais pra baixo, pensativo.

“Você gosta de morar aqui, né?” perguntou ele.

Ela sorriu.
“Eu não trocaria essa vida por nada desse mundo. E dou graças a Deus por fazer faculdade aqui na cidade. Eu não saberia viver longe da minha tia...”

“Aqui é muito gostoso sim. Calmo. Tem paz. Não é aquela loucura do Rio, por exemplo.” E completou: “Você tá cursando arquitetura, né?”

“É...”

Andaram mais um pouco em silêncio.

“E você está prestes a se formar, não é?” perguntou ela.

“Tô. E esse foi um dos motivos que me fez vir pra cá. Ficar longe daquela loucura, trabalhos, TCC, pressão, formatura...”

“É...complicado...” disse ela.

...

“Vai passar o Natal aqui?” perguntou ele.

“Vou. A tia sempre faz uma festa grande, vem bastante gente. Ela gosta disso...enfim, você a conhece...”

“Hehe...conheço...eu também me lembro de ter passado Natal aqui. Vagamente, mas me lembro...”

...

“E você?” ela perguntou.

“Eu passo com meus pais, tios, primos, avós...a família toda. E no ano novo viajo com uns amigos.”

“Ah...legal..."

Finalmente chegaram no paiol. Muito organizado. Ali ficavam guardados alguns equipamentos utilizados na fazenda, ração, além de muitas caixas com livros, roupas, sapatos, brinquedos, enfeites, etc. Recordações que a tia fazia questão de preservar.

“Como você pode ver não tem nada demais aqui” falava a nossa “guia turística” enquanto ele andava, ‘explorando’ o lugar.

E a menina continuou:

“Quer dizer, ele não tem nada demais, só que pra tia esse paiol tem um valor enorme. Foi a última coisa que o meu tio construiu. Ele nem chegou a ver totalmente pronto... e depois que ele morreu ela fez questão de terminar. Colocou quase todos os empregados da fazenda pra trabalhar na finalização disso. Então você imagina o quanto significa pra ela...”

“É um lugar bacana sim...” disse ele, olhando atentamente pra tudo. Foi quando ele notou uma caixa, onde estava escrito: “FESTA DE 15 ANOS”. Se aproximou dela, mas não teve coragem de abrir.

“Isso aqui é do seu aniversário?”

‘É.”

Ele olhou por alguns segundos para a caixa e depois, olhando pra ela, lamentou:

“Desculpa eu não ter vindo”.

(continua...)

Tainah Ferreira

Quando você pisca já é amanhã. Quando você cochila já é dezembro. Quando você se dá conta já não é mais o mesmo.

Tainah Ferreira

Enigmatizado

Ismael nasceu no dia dezenove de dezembro de 1985. Teve uma infância comum e uma adolescência tumultuada. Depois morreu em um acidente de automóvel no dia primeiro de janeiro de 2008. Fora atropelado por um carro enquanto caminhava tranquilamente pela beira da estrada. Sua família, como é de praxe em todas as épocas com todas as famílias, providenciou um epitáfio com palavras absolutamente vagas e imprecisas. Nem uma vírgula daquele epitáfio seria aprovada por Ismael. O pobre coitado atravessou esse mundo como um homem igual a todos os outros, teve seus amores seus sonhos e suas frustrações. Dedicou-se a projetos triviais para ganhar seu pão, era de família simples e provinciana, e o resto, como diria Shakespeare, é silencio.

Até aqui Ismael seria um homem genérico, sem nada de especial, digo nada de relevante que mereça ser contado em uma biografia. Não pensem que estou fazendo pouco caso dele – longe disso, todo ser humano merece respeito e todas as vidas têm suas particularidades que se bem exploradas podem tornar-se incomuns. Se estou criticando alguém é a família dele por não ter conhecido de fato Ismael. O certo, para falar a verdade, também seria culpar Ismael por sua invisibilidade histórica, porque ele não compartilhou sua vida com os outros? Porque fez questão de levar uma vida mecânica, vivendo o que tinha que ser vivido sem fazer grandes indagações, sem desafiar a ordem pré-estabelecida desse universo misterioso e complexo? Morreu como um carneirinho que seguia o rebanho sem olhar para os lados, sem identificar seu algoz. Claro que em se tratando de um individuo suas idiossincrasias apontam sinais, se, por exemplo, fosse feito um estudo freudiano de tudo que Ismael fez, se coletássemos depoimentos de quem conviveu com ele, provavelmente teríamos uma história mais profunda, adornada com episódios, frases e nuances que certamente desencadeariam uma possível empatia em nós estranhos. Ismael não era nenhum animal, tinha que ter algo de interessante. Mas a história tradicional é assim. A vida de cada indivíduo não tem grande importância. Interessa-nos a história das guerras, dos grandes movimentos sociais, dos reis, dos cientistas e filósofos, dos escritores e poetas, dos santos e mais alguns poucos privilegiados que viveram algo de inusitado e original. Depois disso tudo é a eterna mesmice do eclesiastes. Geração vai e geração vem... levanta-se o sol, põe-se o sol... o vento vai para o sul e faz seu giro para o norte... todas as coisas são canseiras tais, que ninguém as pode exprimir, etecétera.

Agora me deixem explicar um curtíssimo período de tempo na vida de Ismael, dois meses apenas, que podem dar sentido a sua existência e quem sabe até resumir todos os dias de sua vida aqui nesse mundo. O detalhe é que ninguém sabe que isso aconteceu com ele. O que vou contar se passou em agosto e setembro de 2005.

Ismael estava com dezenove anos e resolvera sair da casa de seus pais para morar sozinho na capital. Tinha arrumado um emprego em um supermercado e decidira continuar seus estudos. Se não me engano, ele planejava estudar arquitetura assim que conseguisse ingressar na faculdade, mas começou fazendo um cursinho de inglês. O resto de seu tempo livre era gasto na biblioteca pública num desbravar eufórico e insano de livros de ocultismo, misticismo e religião. Como sou o bibliotecário e vez por outra eu ajudava-o a encontrar determinado livro posso dizer (e garantir) que algo de muito estranho estava acontecendo dentro daquela mente enigmática. Numa quinta feira a tarde ele aparece meio desorientado, com o rosto pálido e procurando livros sobre anjos. No outro dia pela manhã ele queria tudo que estivesse disponível sobre demônios. Ele olhava para os lados a todo o momento, passava a mão sobre o rosto e deixava transparecer uma sensação de desconforto. Depois daquela manhã ele nunca mais apareceu e algumas semanas depois eu soube, através de um conhecido que tínhamos em comum, que ele havia morrido. Não sei por que, mas aquela morte prematura, de um cara que eu pouco conhecia, me fez refletir sobre isso que chamamos vida.

Logo que cheguei ao trabalho fui procurar os livros que Ismael tinha lido em seus últimos momentos nesse mundo. E para minha surpresa encontrei um bilhete dele no meio de um livro de capa esmaecida. O que segue são as próprias palavras de Ismael:
“Encontrei a resposta. Agora tudo faz sentido. Só importa o mundo espiritual, anjos e demônios guerreiam entre si a todo instante. O embate nunca cessa a espada jamais descansa. Céus, eu quero fazer parte disso. Que venha o fim do mundo, que chegue a aniquilação. Que os elementos se desfaçam em fogo e o filho do homem retorne para fazer justiça”.

Confesso que fiquei um pouco assustado no começo, porém logo me acalmei e deduzi que Ismael tinha surtado. O que sei é que ele sempre foi um cara sensato e normal segundo aqueles que o conheceram. Como um homem consegue esconder um furacão dentro da alma? Como uma tempestade bravia atravessa um espírito e ninguém percebe? Será que Ismael era maluco ou descobriu a sensação oceânica e misteriosa que a religião provoca - aquela que Freud ignorava?

Idenir Ramos

Dezembro chegou.
A Cidade logo muda de cor!
Festas de largo: Santa Bárbara; Conceição; Bonfim; Iemanjá.
O carnaval não esta longe de chegar.
Salvador, terra da magia, terra do sabor.
Da Costa do dendê, do samba de roda, do calor e do amor.
Da Barra a Itapuã.
Do São Gonçalo à Aquidabã.
Cidade Alta, Cidade Baixa.
Periferia quase nunca citada.
Engomadeira, Pernanbués, Liberdade, Peripiri.
Em São Joaquim tem cheiro verde, tem obi e orobô.
Tem água de rosa e água de flor.
Tem maxixe e tem jiló.
Também tem feijoada, rabada e mocotó.
Cerveja gelada, cambuí, jurubeba e catuaba.
De Itaparica à Vera Cruz.
Do Recôncavo ao Litoral Norte.
Praias repletas de gente preta, branca e amarela fazendo da Bahia este colorido que em nenhuma parte do mundo é visto.
A noite chega! Ouço som dos atabaques.
Vozes entoadas ao som do Ijexá, ritmo que atravessou o oceano junto as diversas formas de conversar com a natureza, ou seja, com os Orixás.
O fogo, a água, a terra e o ar elementos sagrados que misturados com a essência das folhas maceradas faz o Axé se transformar.

Adrianinho Azevedo