Dezembro

Cerca de 252 frases e pensamentos: Dezembro

Esqueço sempre, mas o corpo lembra:
em breve
será dezembro.

Thiago de Mello

*SAGITÁRIO*
(de 22 de novembro a 21 de dezembro)

As mulheres sagitarianas
São abnegadas e bacanas
Mas não lhe venham com grossuras
Nem injustiças ou censuras
Porque ela custa mas se esquenta
E pode ser muito violenta.
Aí, o homem que se cuide...
- Também, quem gosta de censura!

Desconhecido

DEZEMBRO

Quem me acode
à cabeça e ao coração
neste fim de ano,
entre alegria e dor?

Que sonho,
que mistério,
que oração?

Amor.

Carlos Drummond de Andrade

E o que era "eu"
É uma simples palavra
Na boca das trevas de Dezembro

Tomas Tranströmer

*CAPRICÓRNIO*
(de 22 de dezembro a 20 de janeiro)

A capricorniana é capricornial
Como a cabra de João Cabral.
Eu amo a mulher de capricórnio
Por que ela nunca lhe põe os próprios.
A caprina é tão ciumenta
Que até o ciúmes ela inventa.
Mulher fiel está aí: é cabra
Só que com muito abracadabra.
Suas flores: a papoula e o cânhamo
De onde vem o ópio e a maconha
Ela é uma curtição medonha
Por isso nos capricorniamos.

Vinicius de Moraes

E Se Fosse Natal?

Não apenas 25 de dezembro, mas todos os 365 dias do ano.
Nos menores gestos de amor, de confraternizar, de apoiar na vontade de sorrir, de amparar, de entender, de perdoar, de receber e repartir.
Na capacidade de sofrer, de calar, de vencer, de estimular, de perder e de novo buscar.
Sem fugir, nem evitar, sem influir, nem invejar, sem omitir, nem negar, sem punir nem matar.

E se fosse sempre natal?
Sem dor, só amor.
São nossos sinceros votos.

Wanda Santos - RJ.

De Volta a Dezembro
Estou tão feliz que você arranjou tempo para me ver
Como está a vida, me diga, como está sua família?
Não os vejo faz tempo
Você está tão bem, mais ocupado do que nunca
Conversa fiada, trabalho, o clima.
Você levantou sua guarda e eu sei porquê
Porque a última vez que você me viu
Ainda está marcada na sua mente.
Você me deu rosas, e eu deixei que elas morressem


Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E faria tudo certo
Eu volto para dezembro toda hora


Não tenho dormido ultimamente
Ficando acordada até tarde e indo embora
Quando seu aniversário passou,
E eu não liguei, Eu penso no verão
Todas as horas bonitas
Eu assistia você rindo do lado do passageiro
E eu percebi que amava você no outono
Depois veio o frio
Com os dias escuros, quando o medo se arrastou na minha mente
Você me deu todo o seu amor,
E tudo o que eu lhe dei foi um Adeus


Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro toda hora.
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora


Sinto falta da sua pele bronzeada, seu doce sorriso,
Tão bons para mim, tão certos
E como você me segurou nos seus braços
Naquela noite de setembro
A primeira vez que você me viu chorar
Talvez isso seja pensamento positivo
Provavelmente meus sonhos sem fundamento
Se nós nos amássemos de novo eu juro que te amaria certo
Eu voltaria no tempo e mudaria, mas não posso
Então se a sua porta estiver trancada, eu entendo


Aqui estou eu engolindo o meu orgulho
Na sua frente pedindo
Desculpas por aquela noite
E eu volto para dezembro
Acontece que a liberdade não passa de saudades de você
Queria que eu tivesse percebido o que tinha quando você era meu
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu voltaria para dezembro, mudaria de ideia
E mudaria minha própria mente
Eu volto para dezembro toda hora


Toda hora

Taylor Swift

Começo Dezembro com um sorriso no rosto. Com a alegria de que um novo ano vem por aí e que sensações novas surgirão. Novos amores, novas amizades, novos sentimentos. Esqueça os problemas passados, esqueça aquele seu ex namorado que tanto te fez sofrer esse ano, esqueça aquela amiga falsa que te decepcionou, esqueça as notas ruins e o esforço em vão, esqueça as brigas com seus pais, os ciúmes desgastantes e o ódio que corrói. Preencha seu coração com sentimentos bons, abra seus braços e abrace esse novo ano. Essa nova oportunidade de fazer tudo dar certo. Porque fazer o certo.. Só depende de você.

Isabela Freitas

Natal, e não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Talvez fosse impressão ou qualquer outra coisa parcialmente embaçada pela chuva que não cessava.
Silenciosamente agradeci pois ninguém saberia que algum dia estive lá...

Meus cílios e pupilas arderam em protesto, implorando rendição.
Minha ultima imagem - quadrada pela janela, como se fosse limitada - foi do sol se refletindo no vidro sujo.
A realidade havia terminado seu show,
O que era colorido e confuso, passou a ser preto, branco... e distante.
Eu estava realmente vendo um filme antigo antes das cores, ou as pessoas realmente tinham perdido a vida na estrada de tijolos amarelos.
Talvez a gente tenha perdido a cor.

Percebi tarde de mais, mas, talvez,... eu sempre soube e nunca quis admitir.
Ele estava certo.
Olhar pra ele, era ver meus defeitos transformados em qualidades, refletidos em um enorme espelho, do qual eu não poderia fugir.
Meus medos se emancipavam de outros ao meu redor, sozinha eu não tinha medo de nada

Quero ser capaz de te olhar nos olhos e entender
Pra que longas explicações, se você não é capaz de me ouvir...
No meio de tantos em absoluta solidão... quão cliché é esse sentimento.

Onde estava o silencio de que eu tanto preciso?!

Meu muro não me proibia de sair... ele proibia as pessoas de entrarem. E é assim que deveria ser... vai ser.
Sinto Muito.

Eu me entregaria de alma a suas mãos, se você ao menos quisesse isso.

Nada mais será como antes...
Voltemos ao passado, seja como você sempre foi, não mude.
Não faça nada por mim...

Foi no dia em que me perdi, naquela sua rua vazia e unicamente molhada de mentiras.
Funda e imunda.
Refletindo a luz falsa de uma estrela próxima de mais, testemunhando meu rosto cansado, borrado. Eu jamais tive face.

Foi um sonho...
Se te ouvir é fingir se importar, então não te ouço.
Se ver, é somente olhar sua forma física... descobri, sou cega também!

Tatiana Morais

*PARA 2011 - bem simples. *

Só para desejar.

Seja bendito ou maldito, este tal “31 de dezembro”, nunca me atraiu. Fingindo uma esperança e uma alegria contagiante – que não contagia – para o próspero ano novo... Eu – na verdade – sempre tenho certa nostalgia de final de ano – ou – melancolia de ano novo.
Um medo atropela meu coração todo dia 31 de dezembro – de que as coisas boas mudem, e de que as coisas ruins permaneçam ou piorem. É medo de perder as lembranças. E é medo de não conseguir atingir os planos para o novo ano. – Espero que eu não seja a única pessoa que passa o dia 31 de dezembro de pijama e é obrigada à tomar banho e trocar de roupa, para “virar” o ano junto da família. Quando, o que quero, é estar deitada em minha cama, lendo um livro ou vivendo em sonhos.

No mais, eu desejo:
- Realização, em 2011, a todos os planos fracassados de 2010.
- Perdão, em 2011, à todas as pessoas que se perderam, erraram e magoaram em 2010.
- Conforto, em 2011, à todas as pessoas que passaram fome, frio e sede em 2010.
- Solução, em 2011, à todos os problemas que pareceram sem solução em 2010.
- União, em 2011, à todas as famílias que, por seus motivos, estiveram separadas em 2010.
- Paz, em 2011, à todos os corações que se partiram durante o ano de 2010.
- Felicidade, em 2011, à todas as pessoas que lembram mais das lágrimas de 2010 do que dos sorrisos.

Mas também, desejo:
- Problemas, em 2011, para que com garra possamos resolver até 2012.
- Tristezas, em 2011, para mostrar que 2010 valeu à pena, para lavar a alma e ensinar aquilo que cada pessoa precisa aprender.
- Perdas, em 2011, à todos aqueles que ainda não conseguiram dar valor ao que realmente importa.

E, – Força – para os momentos ruins.
Esperança – para nunca desistir de seus sonhos.

Sonhos – para que nem todos sejam lúcidos.
E – realidade – para que nem todos sejam loucos.

Eu desejo a nós um 2011 como qualquer outro ano. Mas espero que possamos colher tudo aquilo que nós plantamos. Que nenhuma injustiça aconteça. E que as injustiças que acontecerem, sejam completadas com algo que nos faltava.

Muitas lições, muitos sorrisos, muita coragem e o tradicional: Feliz Ano Novo

Gabriella Beth Invitti

Amanhã é primeiro de dezembro, já venci tantas lutas este ano que seria impossível mencioná-las, isso só me coloca na alma a certeza de continuar!

Leandro Nascimento

A náusea

11 de dezembro de 2012

O Estado de S.Paulo

O grande Cole Porter tem uma letra de música que diz: "Conflicting questions rise around my brain/ Should I order cyanide or order champagne?" ("Questões conflitantes rondam minha cabeça/ devo pedir cianureto ou champanha?")

Sinto-me assim, como articulista. Para que escrever? Nada adianta, nada. E como meu trabalho é ver o mal do mundo, um dia a depressão bate. A náusea - não a do Sartre, mas a minha. Não aguento mais ver a cara do Lula, o homem que não sabe de nada, talvez nem conheça a Rosemary, não aguento mais ver o Sarney mandando no País, transformando-nos num grande "Maranhão", com o PT no bolso do jaquetão de teflon, enquanto comunistas e fascistas discutem para ver quem é mais de "esquerda" ou de "direita", com o Estado loteado por pelegos sem emprego, não suporto a dúvida impotente dos tucanos sem projeto; não dá mais para ouvir quantos campos de futebol foram destruídos por mês nas queimadas da Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; não aguento mais contar quantos foram assassinados por dia, com secretários de segurança falando em "forças-tarefas" diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares, não suporto a polêmica nacionalismo-pelego x liberalismo tucano, tenho enjoo de vagabundos inúteis falando em "utopias", bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos decepcionados com os 'cumpanheiros' sindicalistas, mas secretamente fiéis à velha esquerda, que só pensa em acabar com a mídia livre, tremo ao ver a República tratada no passado, nostalgias masoquistas de tortura, indenizações para moleques, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista, não tolero mais a falta de imaginação ideológica dos homens de bem, comparada com a imaginação dos canalhas, o que nos leva à retórica de impossibilidades como nosso destino fatal e vejo que a única coisa que acontece é que não acontece nada, apesar dos bilhões em propaganda para acharmos que algo acontece. Odeio a dúvida de Dilma, querendo fazer uma política modernizante, mas batendo cabeça para o PT, esse partido peronista de direita.

Não aturo a dúvida ridícula que assola a reflexão política: paralisia x voluntarismo, processo x solução, continuidade x ruptura; deprimo quando vejo a militância dos ignorantes, a burrice com fome de sentido, balas perdidas sempre acertando em crianças, imagens do Rio São Francisco com obras paradas e secas sem fim, o trem-bala de bilhões atropelando escolas e hospitais falidos, filas de doentes no SUS, caixas de banco abertas à dinamite, declarações de pobres conformados com sua desgraça na TV; tenho engulhos ao ver a mísera liberdade como produto de mercado, êxtases volúveis de 'descolados' dentro de um chiqueirinho de irrelevâncias, buscando ideais como a bunda perfeita, bundas ambiciosas querendo subir na vida, bundas com vida própria, mais importantes que suas donas, odeio recordes sexuais, próteses de silicone, pênis voadores, sucesso sem trabalho, a troca do mérito pela fama, não suporto mais anúncio de cerveja com louras burras, abomino mulheres divididas entre a 'piranhagem' e a 'peruice', repugnam-me os sorrisos luminosos de celebridades bregas, passos de ganso de manequim, notícias sobre quem come quem, horroriza-me sermos um bando de patetas de consumo, rebolando em shoppings assaltados, enquanto os homens-bomba explodem no Oriente e Ocidente, desovando cadáveres na Palestina e em Ramos, ônibus em fogo no Jacarezinho e Heliópolis, a cara dos boçais do Hamas querendo jogar Israel no mar e o repulsivo Bibi invadindo a Cisjordânia, o assassino pescoçudo Assad eliminando o próprio povo, enquanto formigueiros de fiéis bárbaros no Islã recitam o Alcorão com os rabos para cima, xiitas sangrando, sunitas chorando, tudo no tão mal começado século 21, século 8.º para eles ainda, não aguento ver que a pior violência é nosso convívio cético com a violência, o mal banalizado e o bem como um charme burguês, não quero mais ouvir falar de "globalização", enquanto meninos miseráveis fazem malabarismo nos sinais de trânsito, cariocas de porre falam de política e paulistas de porre falam de mercado, museus pós-modernos em forma de retorcidos bombardeios em vez da leveza perdida de Niemeyer, espaços culturais sem arte nenhuma para botar dentro, a não ser sinistras instalações com sangue de porco ou latinhas de cocô de picaretas vestidos de "contemporâneos", não aguento chuvas em São Paulo e desabamentos no Rio, enquanto a Igreja Universal constrói templos de mármore com dinheiro arrancado dos ignorantes sem pagar Imposto de Renda, festas de celebridades com cascata de camarão, matéria paga com casais em bodas de prata, políticos se defendendo de roubalheira falando em "honra ilibada", conselhos de ética formado por ladrões, suplentes cabeludos e suplentes carecas ocultando os crimes, anúncios de celulares que fazem de tudo, até "boquete"; dá-me repulsa ver mulheres-bomba tirando foto com os filhinhos antes de explodir e subir aos céus dos imbecis, odeio o prazer suicida com que falamos sem agir sobre o derretimento das calotas polares, polêmicas sobre casamento gay, racismo pedindo leis contra o racismo, odeio a pedofilia perdoada na Igreja, vomito ao ver aquele rato do Irã falando que não houve Holocausto, cercados pelas caras barbudas da boçal sabedoria de aiatolás, repugnam-me as bochechas da Cristina Kirchner destruindo a Argentina, a barriga fascista do Chávez, Maluf negando nossa existência, eternamente impune, confrange-me o papa rezando contra a violência com seus olhinhos violentos, não suporto Cúpulas do G20 lamentando a miséria para nada, tenho medo de tudo, inclusive da minha renitente depressão, estou de saco cheio de mim mesmo, desta minha esperançazinha démodé e iluminista de articulista do "bem", impotente diante do cinismo vencedor de criminosos políticos.

Daí, faço minha a dúvida de Cole Porter: devo pedir ao garçom uma pílula de cianureto ou uma "flute" de champagne rosé?

Arnaldo Jabor

Realmente!!!

O mundo é dos espertos...

Mas!!!

O universo é dos Sábios...

Poeta Urbano - Dezembro de 2009.

O segredo da rosa

Você já prestou atenção numa rosa???
Ela além de sua delicadeza...
Possui um segredo!!!

Entre suas 41 pétalas...
Entre seus perigosos espinhos...
Entre seu delicioso perfume e também em seu divino polem...
Existe o segredo!!!

Cada pétala nos encanta pela maciez e delicadeza...
Cada espinho se não tomarmos cuidado, nos machucamos...
O perfume é suave e encantador...
E o polem semeador da vida das rosas...
O segredo da rosa não se consegue em um dia apenas...
Você tem que ter paciência...
Muita paciência...Para desvendar seus segredos...
Para iniciar nessa busca pelo segredo da rosa
Precisamos nos encantar com elas...
Precisamos compartilhar uma rosa com quem amamos...
Precisamos respeitá-las...Pois toda rosa é sagrada...
Poucos conhecem a fundo o poder e o segredo da rosa...
Um dos segredos da rosa...É que ela; As vezes usa derivados de seu nome...Rosa, flor, Rose...
Outro segredo é que a rosa não usa apenas seu corpo vegetal...
Ela também usa a forma humana...
Nesse caso, ela usa uma derivação de seu nome...
A forma humana da rosa, se chama rose...
Possui a delicadeza e maciez das pétalas em sua pele...
Possui os perigosos espinhos, que para pessoas que não sabem caminhar entre seus labirintos podem e vão se ferir...
Possui o perfume suave igual a sua versão vegetal...
E possui o polem; Que na versão humana é o semeador da amizade verdadeira...
Esta é a rose...
Rosa, flor, rose...
Todas as derivações nos levam a mais pura, delicada e perigosa criação de Deus...
Todos os labirintos nos levam a amizade sincera e duradoura...
E assim continuamos a eterna busca pelo segredo da rosa...

Poeta Urbano - Dezembro de 2010

...Se me incomodasse tanto o ser humano me solicitando, eu deixaria de me exibir, ficaria dentro de minha casa e procuraria um trabalho num laboratório de pesquisas químicas, por exemplo...

Fernanda Montenegro - Seleções - dezembro de 2001

... e que Deus jamais permita que eu desanime

Leandra Eloy Ribeiro, em dezembro de 2007

Para esquecer as indelicadezas,
as pequenas ninharias,
os pequenos egoísmos...
basta que apenas que um(a) amigo(a) diga:
"Como é bom gostar de você"......

Cika Parolin 05 de dezembro de 2015

A velha canção "Le coline Sono in Fiore",
trilha sonora da infância distante...
veio-me à memória...
Papai a colocava para tocar, na velha vitrola,
e tirava mamãe para dançar!
ela, fazia-se de zangada,
mas se percebia, pela troca de olhares,
que adorava aquela doce brincadeira...
Terminada a canção, mamãe escapava para
seus afazeres, não sem que, ele, lhe aplicasse
um tapa no bumbum...
ao que ríamos até não mais poder...
Há muito eles se foram
mas, o seu amor deixou tanto encantamento!
e ensinamentos de como viver a dois...
Amavam-se sem complicações... podia-se
ouvir suas longas conversas, recheadas de
gargalhadas...Quanto a nós, seus filhos,
herdamos deles, a leveza, o bom humor
e a certeza de que é possível viver feliz a dois,
se houver um real desejo de bem viver.

Cika Parolin 07 de dezembro de 2015

Parecia um dia como outro qualquer,
sem grandes expectativas ...
no entanto, tornou-se o melhor dos dias,
o que jamais será esquecido,
o que alimentou de alegria
todos os outros que ainda virão...
Cika Parolin

Cika Parolin 10 de dezembro de 2011