Deserto

Cerca de 630 frases e pensamentos: Deserto

Me deixa atravessar o deserto de tua alma, e andar pelas areias do teu pensamento. Ver brotar do chão do teu coração, o amor que quero plantar.

Flávia Abib

Flávia Abib

Não busquei, assim como a água no mar já existia. Não procurei, assim como as areias nos desertos, levantou-se uma tempestade...sem esperar, já prevista. Não queria adentrar nesse mar, não queria perder-me nesse deserto, mas minha alma adorou o mar pois, veio do deserto.

(Flávia Abib)

Flávia Abib

Atravessarei desertos e mares;
Enfrentarei tempestades e labirintos;
Passarei pela escuridão, pelo vazio do meu eu;
Mas chegarei a você de novo, luz de minha vida, pedaço perdido de mim.

(Flávia Abib)

Flávia Abib

Te procuro no deserto dos meus sonhos, nas alucinações causadas pelo desejo de ter você. Te busco em cada palavra perdida pelo caminho não percorrido. Anseio pela sua volta, anseio que sua luz me traga de volta à vida.

Flávia Abib

No meu olhar, o teu deserto, tua perdição
No meu deserto, tua alma, meu oásis,
Teu olhar, imortal.

Flávia Abib

As tempestades do deserto de minha alma trouxeram-me até você. Da grande massa de poeira da areia, formou-se um sentimento dourado, que deixei deslocar-se através dos ventos de meu ego, para o solo de meu coração. Tudo resultou numa única palavra: VOCÊ.

(Flávia Abib)

Flávia Abib

Ah homem...não busque no deserto de seus pensamentos o amor, você pode iludir-se com a paixão.

Flávia Abib

Flávia Abib

Fazer um "deserto" significa priorizar um tempo para si mesmo(a), saindo do seu cotidiano e buscando novas energias que iluminem a sua vida neste "plano".

Delva Brito

APROFUNDANDO A FÉ NO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
(França, Espanha e Portugal)
De uma forma ou de outra, desde pequena, tenho buscado aquela fé que consegue remover a inquietude humana e proporcionar a paz essencial à vida neste ou em qualquer outro plano.
Quando criança e adolescente, acreditava que tinha essa fé, isto porque participava ativamente, mesmo de forma ingênua, em atividades da Igreja Católica.
No entanto, a idade adulta, ou seja, a vida no Colégio Central em plena ditadura militar, na Universidade e, depois, como docente, aluna de mestrado e de doutorado, envolvi-me em movimentos político-sociais, na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, por um ensino de qualidade, por melhores condições de vida, entre outros, ficando invisíveis muitos dos valores religiosos que foram inicializados na minha infância.
Não mais livros religiosos, procissões, palavras proferidas em missas, novenas etc, mas livros que mostravam a realidade mundial, brasileira, baiana: desigualdade social, pobreza, desemprego, inacessibilidade a serviços básicos como educação e saúde, além da baixa resolubilidade desses serviços.
Uma mudança, por que não dizer, radical!
Essa nova vida não me deixou perceber que a vida com Deus é, como diz Frei Inácio de Larranaga, vida de fé, e fé não é sentir, mas saber; não é emoção, mas convicção; não é evidência, mas certeza.
Viria compreender um pouco essa mensagem algum tempo depois, ao vivenciar a dor de perdas acumuladas, especialmente a do meu filho de 20 anos, que me levaram a um estado de “cansaço” intenso! Não tinha a ideia de que procurava um deserto, isto é, sair do lugar onde vivia, trabalhava, e retirar-me para um lugar solitário: campo, bosque, montanha...
Teria que ser algo que me fizesse conhecer melhor o meu eu para superar a dor, para me superar.
Caminhar/peregrinar foi uma opção pois cada caminho é um caminho que nos leva ao desconhecido, ao que esse desconhecido é capaz de nos ensinar.
Em apenas uma semana lá estava eu fazendo, a pé, como peregrina, o Caminho de Santiago de Compostela, inicialmente, o Caminho Francês (33 dias pelas montanhas).
Ao chegar à Santiago e assistir à tradicional Missa dos Peregrinos, senti um “vazio” profundo, uma necessidade de continuar caminhando rumo ao desconhecido. Foi incrível! Ainda estava faltando algo!
Então, decidi fazer o Itinerário Santiago/Fisterra-Muxia (Costa da Morte), não aprovado, naquele momento, pela Igreja Católica, porque era permeado pelo misticismo.
Foram mais 96km pelas montanhas, com apenas três albergues à disposição do peregrino. Ao chegar em Fisterra-Muxia, onde fiquei uma semana bastante envolvida pelo seu misticismo, vivenciando momentos especiais, tudo ficou mais confuso. Descobri que ainda não havia conseguido a revelação que buscava e que não era muito clara para mim.
Continuar caminhando/peregrinando, não mais pelas montanhas mas por terras planas, vales e montes, seria uma saída: o Caminho Português ao “reverso”, isto é, de Fisterra-Muxia (Espanha) para Porto (Portugal). No entanto, encontrei-me em um “Caminho” sem “calor humano”, com poucos peregrinos, albergues vazios mas fui parcialmente compensada ao participar, em Redondela, durante três dias, como voluntária, da construção de tapetes de flores, com desenhos religiosos, nas ruas desta cidade portuguesa.
Ainda inquieta, tomei a decisão que deveria estar “guardada” no meu íntimo: de trem, fui de Porto para Fátima onde tentei deixar uma medalhinha desta Santa, que meu filho usava quando mudou de plano. Fátima não era o seu lugar! Uma freira orientou-me a levá-la de volta para o Brasil, onde, num certo dia, ao mirá-la, de forma especial, levantei-me repentinamente, fui ao cemitério e mandei cravá-la no túmulo do meu filho. A partir daí, não mais me preocupei com a medalha uma vez que ela já estava onde deveria, provavelmente, estar há muito tempo.
Bem, consciente ou inconscientemente fiz um deserto, um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão, e pude sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito!
Para Frei Ignácio, a vida de quem crê é uma peregrinação. Mas eu não sabia o que é “ser peregrina”. Aprendi no Caminho que o peregrino não sabe nada: onde vai dormir nem o que fará no dia seguinte; que fadiga, incerteza e insegurança são o pão do seu cotidiano; e que ele tem uma meta mas não consegue vê-la claramente. Assim, comecei a entender que as duas forças dialéticas da fé podem ser a certeza e a obscuridão.
Dessa experiência existencial, um dos grandes aprendizados na minha vida: quando pensei que o objetivo infinito estava ao meu alcance, nas minhas mãos, Deus se ausentou e silenciou; apareceu, desapareceu; aproximou-se, afastou-se; tornou-se concreto e se desvaneceu. Foi nas montanhas, em direção à Astorga (Espanha), onde me perdi por 14h. Pedi socorro a Ele mas tão logo encontrei o “sinal” do Caminho, deixei de crer e me perdi de novo...
Apesar do meu “afastamento/alheamento”, passei a perceber que deveria reduzir a silêncio a minha mente quando ela tentasse se rebelar e que deveria abandonar-me na fé.
Mas, como é difícil ter “aquela” fé que tudo suplanta!
Só Ele sabe como tenho tentado/venho tentando...

Delva Brito

Quando se faz um "deserto", ou seja, um tempo forte dedicado a Deus (em silêncio, solidão), pode-se sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito.

Delva Brito

Quando estou entrando em processo de estresse, faço uma “faxina” no “canto” onde vivo, ou melhor, cuido do meu jardim: rego o que preciso manter, “replanto” em outro lugar o que já está me cansando, desprezo o que já contém ervas daninhas, distribuo o que pode ser útil para outras pessoas, pois aprendi muito cedo que o que não é mais necessário pra mim pode ser importante para outras pessoas. Quando isto não resolve, porque o “fardo” está muito “pesado, faço um “deserto”, recolho-me no silêncio possível.

Delva Brito

Rosas do deserto, Olhos em Gaza
Na infância perdida, entre escombros
Rosas brancas cheias de dor
Crianças vendidas, escravizadas
A dor que fica nos olhos aflitos
Nas mãos em súplica
Rosas vermelhas amaldiçoadas
Com seus corpos fragilizados...
Muitas vezes mutilados
Rosas negras de luto
Mães que choram os seus filhos assassinados
Corpos inertes no chão do sangue derramado
Com os seus maridos presos
Guerra cruel, insana, movida pela estupidez humana
Rosas de um sol escaldante das duas metades de Jerusalém
Rosas de um ventre puro, numa Terra Santa amaldiçoada
Rosas vivas de dor, de luto, de morte
Estampadas no olhar sofrido destas rosas negras
Rosas que choram lágrimas vivas de sangue neste mar mediterrâneo
Rosas negras violadas, apedrejadas sem dó, nem piedade
Por almas desassossegadas, impuras e malditas
Rosas brancas, vermelhas, negras
Nas terras onde andou e profetizou Jesus Cristo.
Rosas perfumadas pelo terror desta humanidade....
E pela desumana inconsciência .....
Corpos espalhados nesta terra impura
destroçada pelo ódio
Que fecham os olhos com medo e para não serem vistos....
Até quando os olhos se fecharão para não ver ?.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

Nos olhos em pensamentos,na frases de cada dia se esvai e fica o sombrio do entardecer,só se resta o que presta a dizer,as vezes vai o que si tem,olhos vai muito alem.

É preciso de muita fé,no físico, na alma,no pensamento,no deserto o relento,começa o que começa,haja presa para tentar,são meses tão longo e não passa o que não para de chegar,sinta o cheiro pelo ar,ao entardecer do amanhecer da brisa do nosso mar.

LAPYERRE---(MOISES DA SILVA )

Um ponto de interrogação se funde entre o meu olhar e a profundidade dos teus lábios rosa. Tão rosados quanto um fruto doce na imensidão de um deserto.
Um deserto inexplorado onde eu desejo me aventurar e onde muitos medos me impedem de seguir. Medo de modificar uma paisagem tão perfeita e intocável.
Oh deserto!!! Que vontade de te invadir! Quanta sede eu sinto quando fecho os olhos e imagino a maciez dos teus grãos de areia quente deslizando por entre meus dedos ávidos.
Quando torno a abri-los me deparo novamente com a terra firme e fria que me lembra que o medo existe além do desejo.
O medo de me esbaldar e me perder neste infinito, o medo de entrar e de lá jamais conseguir sair...
Uma brisa fria atravessa o meu rosto e me entristece ao compreender o quão distante estou deste deserto. E ao mesmo tempo me entusiasmo ao certificar-me de que ainda que em terra fria e úmida é possível deliciar-me com a as cores quentes de seus lábios que me convidam para desvendar os teus mistérios, tal qual uma miragem.

Aline Bergamini

Priorizar a minha vida secular, é fazer dela um deserto sem mananciais.

Manuela Sevach

As flores do deserto da minha alma,
exclui porções dolorosas,
entre outras passageiras,
seria outros formatos de horrores,
passado dentro do profundo olhar,
sendo a fatalidade suprema da tua voz,
em uma aurora perdida em um parada
de ônibus sem os piores dons desse
ador frondoso a ser parte tinhoso,
esperança seja apenas desejo mais profundo...
em lago morno desesperado na virtude...
o menos do se pode essa vida...
sem dize que se amou mais uma vez,
em poucas aventuras que aventurei,
teus sonhos tiveram uma fonte de rara,
água que bebi com doces prazeres,
nessa foi uma ventania que soprou,
limites na flor do teu pecado,
sempre dando o máximo ao prazer,
da minha eterna existência,
a vanguarda de meus sonhos,
aos prantos desejos meu amor,
florestas glamorosas sobre os quais devastei,
sendo ar da boa paixão paranoica,
nessa madrugada de espinhos,
no profundo dos teus lábios
da escarpas da tua alma,
o brilho intenso do calor da paixão,
ate o aurora de nossos sonhos,
se perderem pela realidade,
seca sombrosa barbaras...
o ar que respira eu amo...
como a esperança derretida
no doce banho de amor.
por celso roberto nadilo

Celso Roberto Nadilo

Deserto De Mim

Mesmo quando existe um deserto dentro de mim...
Eu consigo florescer!
Porque a minha força, vem da minha fé.
Do meu amor a Deus!!

Dayse Sene

Meus Jardins e Meus Desertos

E foram tantas
as flores que eu colhi,
ao longo da vida!
Plantei em terra firme.
Reguei com meu amor.
Suores e sonhos.
Floresceram.
Sorrimos.
Cada amor foi um
jardim de flores encantadas.
Enamorados!
Vivemos momentos só nossos.
Mas tudo tem um tempo!
Jardins desfeitos!!
Hoje vejo a terra fértil.
Porém seca!!
Sem flores.
Sem sementes.
Quase sem sonhos.
Desejos permanecem…
Mas o deserto de mim
seca a minha pele.
Racha o meu chão…
E sozinha!
Escuto apenas
ventos que passam
arando os meus desertos.

Dayse Sene

Nunca pensarei que faço falta, que sou imprescindivel, que o meu pensar seja único, que o que faço seja uma pedra importante na construção de novos mundos. Não procuro narrar como Américo Vespucio, não há nada para descobrir, não tiro "oú" "lugar" "não lugar" "lugar que não existe".não pensarei que o amanhã me possa completar, nem que seja a descoberta da palavra de Thomas More "utopia" avisto ilhas isoladas, isso sim e mesmo que volte ao ano 1516. que seja um sonho, e isso não, nunca serei o amanhã a esperança do paraíso, como Fernando de Noronha sem ser passado e mesmo que navega como uma ilha no Atlântico, serei árvore, sem velas, mas firme como as pedras que não são pontes nem castelos mas caminhos para portas feitas para se entrar e sair, porque todas elas não serão de quem as faz ou contrói mas sim de todo aquele que sonhe em possíveis formulas de quem as souber abrir.

ferochhas

A vez tiro da saudade
o maior tormento
em se pode ter
vivo o momento
o que se perde ganhando
em lições ou simples correcções,
o adeus sempre presente.
na memoria que faz da gente
a perfeição sem poder a formatação.

Ela procura ponto fixos do passado
memorizados desenhado no olhar
no sentir, nos gesto, no repetir
a fidelidade do tempo
passado no presente.
O registo vazio.
Completo
Definido
enevoado, percutido,
tirado do olhar parado,

as vezes tiro da saudade o
momento em espera
que alguma coisa me acorde
do tormento ou simples
sorriso das lágrimas
do tempo.

ferochhas