Deserto

Cerca de 610 frases e pensamentos: Deserto

As flores do deserto da minha alma,
exclui porções dolorosas,
entre outras passageiras,
seria outros formatos de horrores,
passado dentro do profundo olhar,
sendo a fatalidade suprema da tua voz,
em uma aurora perdida em um parada
de ônibus sem os piores dons desse
ador frondoso a ser parte tinhoso,
esperança seja apenas desejo mais profundo...
em lago morno desesperado na virtude...
o menos do se pode essa vida...
sem dize que se amou mais uma vez,
em poucas aventuras que aventurei,
teus sonhos tiveram uma fonte de rara,
água que bebi com doces prazeres,
nessa foi uma ventania que soprou,
limites na flor do teu pecado,
sempre dando o máximo ao prazer,
da minha eterna existência,
a vanguarda de meus sonhos,
aos prantos desejos meu amor,
florestas glamorosas sobre os quais devastei,
sendo ar da boa paixão paranoica,
nessa madrugada de espinhos,
no profundo dos teus lábios
da escarpas da tua alma,
o brilho intenso do calor da paixão,
ate o aurora de nossos sonhos,
se perderem pela realidade,
seca sombrosa barbaras...
o ar que respira eu amo...
como a esperança derretida
no doce banho de amor.
por celso roberto nadilo

Celso Roberto Nadilo

Somos ligados como a pirâmide e o deserto mesmo distante estamos tao perto, não temos medo de se entregar. (Música: Areia quente)

Silmara Nogueira

...o que faz sofrer verdadeiramente não é o deserto, não é a seca, não é a dor, não é o caos por dentro; o que faz gritar, que faz revirar por dentro, que dói mais profundamente, na sua essência, é o imenso oceano de sentimentos, de sensibilidade, compaixão, que transborda na gente...

Autora: Aurilene Damaceno

Aurilene Damaceno

Porque a vida é isso, é esse caminho, e às vezes ele é deserto sim. E você precisa ter forças, e não se deixar vencer; porque ele não será deserto o tempo todo, nem você, vencido sempre.

Autora: Aurilene Damaceno

Aurilene Damaceno

Contra toda a esperança,
você espera...
e você cansa.
Mas espera,
cansado,
desesperançado...
um fio de esperança.

O que faz você assim agir?
Não consegue do que está destinado fugir?
Um caminhante... só um caminhante.
Existe coisa mais humilhante?
Sem esperança,
só e no caminho...
um simples andante.
Você segue adiante.

Uma luz no fim do túnel?
Um oásis no meio do deserto?
Fica esperto...
Se você reparar bem
não há nada por perto...
a não ser esperança
e isso é bobagem de criança.

Rosangela Calza

Te procuro no deserto dos meus sonhos, nas alucinações causadas pelo desejo de ter você. Te busco em cada palavra perdida pelo caminho não percorrido. Anseio pela sua volta, anseio que sua luz me traga de volta à vida.

Flávia Abib

Fazer um "deserto" significa priorizar um tempo para si mesmo(a), saindo do seu cotidiano e buscando novas energias que iluminem a sua vida neste "plano".

Delva Brito

APROFUNDANDO A FÉ NO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
(França, Espanha e Portugal)
De uma forma ou de outra, desde pequena, tenho buscado aquela fé que consegue remover a inquietude humana e proporcionar a paz essencial à vida neste ou em qualquer outro plano.
Quando criança e adolescente, acreditava que tinha essa fé, isto porque participava ativamente, mesmo de forma ingênua, em atividades da Igreja Católica.
No entanto, a idade adulta, ou seja, a vida no Colégio Central em plena ditadura militar, na Universidade e, depois, como docente, aluna de mestrado e de doutorado, envolvi-me em movimentos político-sociais, na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, por um ensino de qualidade, por melhores condições de vida, entre outros, ficando invisíveis muitos dos valores religiosos que foram inicializados na minha infância.
Não mais livros religiosos, procissões, palavras proferidas em missas, novenas etc, mas livros que mostravam a realidade mundial, brasileira, baiana: desigualdade social, pobreza, desemprego, inacessibilidade a serviços básicos como educação e saúde, além da baixa resolubilidade desses serviços.
Uma mudança, por que não dizer, radical!
Essa nova vida não me deixou perceber que a vida com Deus é, como diz Frei Inácio de Larranaga, vida de fé, e fé não é sentir, mas saber; não é emoção, mas convicção; não é evidência, mas certeza.
Viria compreender um pouco essa mensagem algum tempo depois, ao vivenciar a dor de perdas acumuladas, especialmente a do meu filho de 20 anos, que me levaram a um estado de “cansaço” intenso! Não tinha a ideia de que procurava um deserto, isto é, sair do lugar onde vivia, trabalhava, e retirar-me para um lugar solitário: campo, bosque, montanha...
Teria que ser algo que me fizesse conhecer melhor o meu eu para superar a dor, para me superar.
Caminhar/peregrinar foi uma opção pois cada caminho é um caminho que nos leva ao desconhecido, ao que esse desconhecido é capaz de nos ensinar.
Em apenas uma semana lá estava eu fazendo, a pé, como peregrina, o Caminho de Santiago de Compostela, inicialmente, o Caminho Francês (33 dias pelas montanhas).
Ao chegar à Santiago e assistir à tradicional Missa dos Peregrinos, senti um “vazio” profundo, uma necessidade de continuar caminhando rumo ao desconhecido. Foi incrível! Ainda estava faltando algo!
Então, decidi fazer o Itinerário Santiago/Fisterra-Muxia (Costa da Morte), não aprovado, naquele momento, pela Igreja Católica, porque era permeado pelo misticismo.
Foram mais 96km pelas montanhas, com apenas três albergues à disposição do peregrino. Ao chegar em Fisterra-Muxia, onde fiquei uma semana bastante envolvida pelo seu misticismo, vivenciando momentos especiais, tudo ficou mais confuso. Descobri que ainda não havia conseguido a revelação que buscava e que não era muito clara para mim.
Continuar caminhando/peregrinando, não mais pelas montanhas mas por terras planas, vales e montes, seria uma saída: o Caminho Português ao “reverso”, isto é, de Fisterra-Muxia (Espanha) para Porto (Portugal). No entanto, encontrei-me em um “Caminho” sem “calor humano”, com poucos peregrinos, albergues vazios mas fui parcialmente compensada ao participar, em Redondela, durante três dias, como voluntária, da construção de tapetes de flores, com desenhos religiosos, nas ruas desta cidade portuguesa.
Ainda inquieta, tomei a decisão que deveria estar “guardada” no meu íntimo: de trem, fui de Porto para Fátima onde tentei deixar uma medalhinha desta Santa, que meu filho usava quando mudou de plano. Fátima não era o seu lugar! Uma freira orientou-me a levá-la de volta para o Brasil, onde, num certo dia, ao mirá-la, de forma especial, levantei-me repentinamente, fui ao cemitério e mandei cravá-la no túmulo do meu filho. A partir daí, não mais me preocupei com a medalha uma vez que ela já estava onde deveria, provavelmente, estar há muito tempo.
Bem, consciente ou inconscientemente fiz um deserto, um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão, e pude sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito!
Para Frei Ignácio, a vida de quem crê é uma peregrinação. Mas eu não sabia o que é “ser peregrina”. Aprendi no Caminho que o peregrino não sabe nada: onde vai dormir nem o que fará no dia seguinte; que fadiga, incerteza e insegurança são o pão do seu cotidiano; e que ele tem uma meta mas não consegue vê-la claramente. Assim, comecei a entender que as duas forças dialéticas da fé podem ser a certeza e a obscuridão.
Dessa experiência existencial, um dos grandes aprendizados na minha vida: quando pensei que o objetivo infinito estava ao meu alcance, nas minhas mãos, Deus se ausentou e silenciou; apareceu, desapareceu; aproximou-se, afastou-se; tornou-se concreto e se desvaneceu. Foi nas montanhas, em direção à Astorga (Espanha), onde me perdi por 14h. Pedi socorro a Ele mas tão logo encontrei o “sinal” do Caminho, deixei de crer e me perdi de novo...
Apesar do meu “afastamento/alheamento”, passei a perceber que deveria reduzir a silêncio a minha mente quando ela tentasse se rebelar e que deveria abandonar-me na fé.
Mas, como é difícil ter “aquela” fé que tudo suplanta!
Só Ele sabe como tenho tentado/venho tentando...

Delva Brito

Quando se faz um "deserto", ou seja, um tempo forte dedicado a Deus (em silêncio, solidão), pode-se sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito.

Delva Brito

Quando estou entrando em processo de estresse, faço uma “faxina” no “canto” onde vivo, ou melhor, cuido do meu jardim: rego o que preciso manter, “replanto” em outro lugar o que já está me cansando, desprezo o que já contém ervas daninhas, distribuo o que pode ser útil para outras pessoas, pois aprendi muito cedo que o que não é mais necessário pra mim pode ser importante para outras pessoas. Quando isto não resolve, porque o “fardo” está muito “pesado, faço um “deserto”, recolho-me no silêncio possível.

Delva Brito

O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar.

Dalila Maitê Rosa Sena

DESERTO

Poeira por todos os lados.
A estrada parece uma miragem,
Um ser perdido no nada,
Em busca de compreensão.
Uma bagagem feita de historias,
Como tatuagens na pele curtida,
Rugas na face do idoso caduco.
Tenho o vento como companheiro,
Escorpiões e cascavéis me observam.
No céu o azul e o sol esperam minha queda,
Lembro uma canção de um momento feliz,
O momento feliz existiu ou seria alucinação?
A sede de receber sentimentos me mata,
Desidratada a alma,
Racha os lábios,
Irrita os olhos...
Cactos e espinheiras machucam o corpo...
Dentro do calor que faz alucinar O procuro,
Sou Ele, sou eu, sou a centelha de vida que pulsa,
Caminha, luta, aprende e cresce.
Nasci único Dele, mas preciso dela.
Estou num deserto de vida
Mas estou seco, pois não aprendi a lição maior.
A me amar.

André Zanarella 08-10-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4487407

André Zanarella

TUDO FAZ PARTE DA VIDA
Autor: Antônio Ademir Fernandes
(Nenê)
Alegria e tristeza
Tudo faz parte da vida
Não é moleza
Às vezes a alma ferida
Por uma desilusão
Faz-se loucuras sem motivo
Perde-se a razão
Num ato explosivo
Não desanime a vida é assim
Tudo passa, renasce a esperança.
Tudo se renova enfim
O amor é lindo
Se não deu certo
Outro amor é bem-vindo
Não fique deserto
Sempre há outro caminho
Um novo começo
Com mais amor, mais carinho.
Ser feliz não tem preço
A vida é um imenso jardim
Sempre surge uma nova flor
Pra enfeitar a vida, enfim
Somos a semente do amor.

Antonio Ademir Fernandes

Ah homem...não busque no deserto de seus pensamentos o amor, você pode iludir-se com a paixão.

Flávia Abib

Flávia Abib

Na solidão do meu deserto ouvi gritar o meu silêncio.

Ket Antonio

Nem todo o silencio é sinal de vitoria, porque grandes guerras foram ganhas com as armas do silencio

ferochhas

Deserto
Incerto, aberto, vasto;
lindo, dourado, mágico;
místico, dimensional;
a areia permeia a imaginação.
Passado, imagem, miragem;
vida, tempo, vento;
guarda os segredos do universo.

Vanessa Del Rey Fontana

Nunca pensarei que faço falta, que sou imprescindivel, que o meu pensar seja único, que o que faço seja uma pedra importante na construção de novos mundos. Não procuro narrar como Américo Vespucio, não há nada para descobrir, não tiro "oú" "lugar" "não lugar" "lugar que não existe".não pensarei que o amanhã me possa completar, nem que seja a descoberta da palavra de Thomas More "utopia" avisto ilhas isoladas, isso sim e mesmo que volte ao ano 1516. que seja um sonho, e isso não, nunca serei o amanhã a esperança do paraíso, como Fernando de Noronha sem ser passado e mesmo que navega como uma ilha no Atlântico, serei árvore, sem velas, mas firme como as pedras que não são pontes nem castelos mas caminhos para portas feitas para se entrar e sair, porque todas elas não serão de quem as faz ou contrói mas sim de todo aquele que sonhe em possíveis formulas de quem as souber abrir.

ferochhas

É nos desertos das nossas existências que enfrentamos as piores batalhas e conquistamos as maiores vitórias.

Sid Aguiar

Estás sempre a dizer adeus...
Estarás sempre de partida,
Tenho medo da dor da tua ausência,
Que me queima por dentro...
Que devora-me a carne.

Da tua ternura é que eu tenho medo,
Da beleza das nossas noites secretas
Quando chegas é como se fosse a última,
Medo de chegares um dia queiras apagar..
Ou cessar este fogo das águas ardentes.

Onde as nossas almas,os nossos corpos
Queimam de desejo como uma fogueira ,
Na areia escaldante do deserto,
e que desfaleça como um rio ,
Solitário que caminha para o mar.!!

isabelRibeiroFonseca