Deserto

Cerca de 682 frases e pensamentos: Deserto

Quando você se sentir no deserto, procure um Oásis.

Juahrez Alves

Não é possível transformar um deserto em um jardim florido apenas um dia, mas você pode semear as sementes e regar com a água do Oasis e assim transformá-lo pouco a pouco.
Assim é a vida!

Prof Lourdes Duarte

DESERTO é tratamento de caráter - Nele você não planta, não colhe e não poupa, mas se Deus estiver ali com você, nele não te faltará nada, o suprimento será diário.

cidineinunes

Cultivar o deserto
como um pomar às avessas:

então, nada mais
destila; evapora;
onde foi maçã
resta uma fome

onde foi palavra
(potros ou touros
contidos) resta a severa
forma do vazio

João Cabral de Melo Neto

Se lêssemos a bíblia com a mesma constância que assistimos TV e atualizamos o Facebook, as nações ouviriam a voz que clama no deserto.

lucas santos

TUDO FAZ PARTE DA VIDA
Autor: Antônio Ademir Fernandes
(Nenê)
Alegria e tristeza
Tudo faz parte da vida
Não é moleza
Às vezes a alma ferida
Por uma desilusão
Faz-se loucuras sem motivo
Perde-se a razão
Num ato explosivo
Não desanime a vida é assim
Tudo passa, renasce a esperança.
Tudo se renova enfim
O amor é lindo
Se não deu certo
Outro amor é bem-vindo
Não fique deserto
Sempre há outro caminho
Um novo começo
Com mais amor, mais carinho.
Ser feliz não tem preço
A vida é um imenso jardim
Sempre surge uma nova flor
Pra enfeitar a vida, enfim
Somos a semente do amor.

Antonio Ademir Fernandes

...o que faz sofrer verdadeiramente não é o deserto, não é a seca, não é a dor, não é o caos por dentro; o que faz gritar, que faz revirar por dentro, que dói mais profundamente, na sua essência, é o imenso oceano de sentimentos, de sensibilidade, compaixão, que transborda na gente...

Autora: Aurilene Damaceno

Aurilene Damaceno

Porque a vida é isso, é esse caminho, e às vezes ele é deserto sim. E você precisa ter forças, e não se deixar vencer; porque ele não será deserto o tempo todo, nem você, vencido sempre.

Autora: Aurilene Damaceno

Aurilene Damaceno

O que torna belo o deserto é que ele esconde um poço em algum lugar.

Dalila Maitê Rosa Sena

É nos desertos das nossas existências que enfrentamos as piores batalhas e conquistamos as maiores vitórias.

Sid Aguiar

Mas quem falou de deserto, sem antes ver meus olhos - falou, mas não estava certo.

Cecília Meirelles

Na solidão do meu deserto ouvi gritar o meu silêncio.

Ket Antonio

Amor, para mim provar algo pra você,
não precisa me jogar no deserto
e cortar meus olhos para ver
o que eu posso fazer

Rodrigo Rodrigues

Até a água que eu bebo, sinto felicidade: basta lembrar que existem vários desertos próximos da gente.

Helgir Girodo

Padres do deserto

Tudo começou então
Com São Nicolau e São Antão
Frei Mácario e aba Poemem com razão
A fundarem uma nova religião

Santos mártires que morreram no deserto
Lutaram pela Igreja de Cristo no passado
Cumpriram um destino incerto
Pela palavra do santo sem pecado

Coragem ,renuncia e fé
Oração e meditação
Acompanhado de Jesus de Nazaré
Enfrentaram toda perseguição

Com carinho de todos os que querem bem
Receberam-nos em sua morada
A cidade Sagrada de Jerusalém
Com Sacra luz iluminada!

Samuel Ranner

A pressa anda rápida, a perfeição


É a sua inimiga. Miragens um


Caminho próximo, um disfarce,


Para tapear o ócio.


O cenário é uma matéria morta, vida


Sórdida em pele e osso. É essa


Desgraça seca de um pobre povo, que


Possue esperanças e clamam por


Justiça, pois nela ainda acreditam.


E as serpentes fazem suas respctivas


Funções. Os seus venenos atraen a


Morte! Pois a saída é o reflexo da


Entrada.


O caminho é dado à sorte; o grito é


Um tiro seco.


O eco é uma esperança viva, a


Desidratação é consequência, mas


Irônico é este final de vida.



"Deserto", poesia origianalmente criada em 28 de novembro de 2003

Graone de Matoz

"Em certas circunstancias ou dias, estamos tão cansados ou desanimados que pensamos em desistir, mas, contudo, entretanto, todavia, quando paramos e analisamos com calma conseguimos retomar o foco, encontrar uma luz onde aparentemente só existia trevas, tirar um aprendisado de onde só existia dor, desgosto e decepção.
Portanto pare e pense com calma, tudo pode aparentemente está perdido, mas não perca a esperança.
Continue a caminhar, você pode está passando por um grande deserto, mas confie, pois em breve chegaras a um oasis.
A perseverança é uma virtude, alias tenho uma grande admiração por quem tem a mesma."

Autor: Eliseu Fernandes Laurindo
25/05/2013 - 00:12

Eliseu Fernandes Laurindo

DESERTO

Poeira por todos os lados.
A estrada parece uma miragem,
Um ser perdido no nada,
Em busca de compreensão.
Uma bagagem feita de historias,
Como tatuagens na pele curtida,
Rugas na face do idoso caduco.
Tenho o vento como companheiro,
Escorpiões e cascavéis me observam.
No céu o azul e o sol esperam minha queda,
Lembro uma canção de um momento feliz,
O momento feliz existiu ou seria alucinação?
A sede de receber sentimentos me mata,
Desidratada a alma,
Racha os lábios,
Irrita os olhos...
Cactos e espinheiras machucam o corpo...
Dentro do calor que faz alucinar O procuro,
Sou Ele, sou eu, sou a centelha de vida que pulsa,
Caminha, luta, aprende e cresce.
Nasci único Dele, mas preciso dela.
Estou num deserto de vida
Mas estou seco, pois não aprendi a lição maior.
A me amar.

André Zanarella 08-10-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4487407

André Zanarella

Fazer um "deserto" significa priorizar um tempo para si mesmo(a), saindo do seu cotidiano e buscando novas energias que iluminem a sua vida neste "plano".

Delva Brito

APROFUNDANDO A FÉ NO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
(França, Espanha e Portugal)
De uma forma ou de outra, desde pequena, tenho buscado aquela fé que consegue remover a inquietude humana e proporcionar a paz essencial à vida neste ou em qualquer outro plano.
Quando criança e adolescente, acreditava que tinha essa fé, isto porque participava ativamente, mesmo de forma ingênua, em atividades da Igreja Católica.
No entanto, a idade adulta, ou seja, a vida no Colégio Central em plena ditadura militar, na Universidade e, depois, como docente, aluna de mestrado e de doutorado, envolvi-me em movimentos político-sociais, na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, por um ensino de qualidade, por melhores condições de vida, entre outros, ficando invisíveis muitos dos valores religiosos que foram inicializados na minha infância.
Não mais livros religiosos, procissões, palavras proferidas em missas, novenas etc, mas livros que mostravam a realidade mundial, brasileira, baiana: desigualdade social, pobreza, desemprego, inacessibilidade a serviços básicos como educação e saúde, além da baixa resolubilidade desses serviços.
Uma mudança, por que não dizer, radical!
Essa nova vida não me deixou perceber que a vida com Deus é, como diz Frei Inácio de Larranaga, vida de fé, e fé não é sentir, mas saber; não é emoção, mas convicção; não é evidência, mas certeza.
Viria compreender um pouco essa mensagem algum tempo depois, ao vivenciar a dor de perdas acumuladas, especialmente a do meu filho de 20 anos, que me levaram a um estado de “cansaço” intenso! Não tinha a ideia de que procurava um deserto, isto é, sair do lugar onde vivia, trabalhava, e retirar-me para um lugar solitário: campo, bosque, montanha...
Teria que ser algo que me fizesse conhecer melhor o meu eu para superar a dor, para me superar.
Caminhar/peregrinar foi uma opção pois cada caminho é um caminho que nos leva ao desconhecido, ao que esse desconhecido é capaz de nos ensinar.
Em apenas uma semana lá estava eu fazendo, a pé, como peregrina, o Caminho de Santiago de Compostela, inicialmente, o Caminho Francês (33 dias pelas montanhas).
Ao chegar à Santiago e assistir à tradicional Missa dos Peregrinos, senti um “vazio” profundo, uma necessidade de continuar caminhando rumo ao desconhecido. Foi incrível! Ainda estava faltando algo!
Então, decidi fazer o Itinerário Santiago/Fisterra-Muxia (Costa da Morte), não aprovado, naquele momento, pela Igreja Católica, porque era permeado pelo misticismo.
Foram mais 96km pelas montanhas, com apenas três albergues à disposição do peregrino. Ao chegar em Fisterra-Muxia, onde fiquei uma semana bastante envolvida pelo seu misticismo, vivenciando momentos especiais, tudo ficou mais confuso. Descobri que ainda não havia conseguido a revelação que buscava e que não era muito clara para mim.
Continuar caminhando/peregrinando, não mais pelas montanhas mas por terras planas, vales e montes, seria uma saída: o Caminho Português ao “reverso”, isto é, de Fisterra-Muxia (Espanha) para Porto (Portugal). No entanto, encontrei-me em um “Caminho” sem “calor humano”, com poucos peregrinos, albergues vazios mas fui parcialmente compensada ao participar, em Redondela, durante três dias, como voluntária, da construção de tapetes de flores, com desenhos religiosos, nas ruas desta cidade portuguesa.
Ainda inquieta, tomei a decisão que deveria estar “guardada” no meu íntimo: de trem, fui de Porto para Fátima onde tentei deixar uma medalhinha desta Santa, que meu filho usava quando mudou de plano. Fátima não era o seu lugar! Uma freira orientou-me a levá-la de volta para o Brasil, onde, num certo dia, ao mirá-la, de forma especial, levantei-me repentinamente, fui ao cemitério e mandei cravá-la no túmulo do meu filho. A partir daí, não mais me preocupei com a medalha uma vez que ela já estava onde deveria, provavelmente, estar há muito tempo.
Bem, consciente ou inconscientemente fiz um deserto, um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão, e pude sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito!
Para Frei Ignácio, a vida de quem crê é uma peregrinação. Mas eu não sabia o que é “ser peregrina”. Aprendi no Caminho que o peregrino não sabe nada: onde vai dormir nem o que fará no dia seguinte; que fadiga, incerteza e insegurança são o pão do seu cotidiano; e que ele tem uma meta mas não consegue vê-la claramente. Assim, comecei a entender que as duas forças dialéticas da fé podem ser a certeza e a obscuridão.
Dessa experiência existencial, um dos grandes aprendizados na minha vida: quando pensei que o objetivo infinito estava ao meu alcance, nas minhas mãos, Deus se ausentou e silenciou; apareceu, desapareceu; aproximou-se, afastou-se; tornou-se concreto e se desvaneceu. Foi nas montanhas, em direção à Astorga (Espanha), onde me perdi por 14h. Pedi socorro a Ele mas tão logo encontrei o “sinal” do Caminho, deixei de crer e me perdi de novo...
Apesar do meu “afastamento/alheamento”, passei a perceber que deveria reduzir a silêncio a minha mente quando ela tentasse se rebelar e que deveria abandonar-me na fé.
Mas, como é difícil ter “aquela” fé que tudo suplanta!
Só Ele sabe como tenho tentado/venho tentando...

Delva Brito