Deserto

Cerca de 597 frases e pensamentos: Deserto

Se lêssemos a bíblia com a mesma constância que assistimos TV e atualizamos o Facebook, as nações ouviriam a voz que clama no deserto.

lucas santos

"Em certas circunstancias ou dias, estamos tão cansados ou desanimados que pensamos em desistir, mas, contudo, entretanto, todavia, quando paramos e analisamos com calma conseguimos retomar o foco, encontrar uma luz onde aparentemente só existia trevas, tirar um aprendisado de onde só existia dor, desgosto e decepção.
Portanto pare e pense com calma, tudo pode aparentemente está perdido, mas não perca a esperança.
Continue a caminhar, você pode está passando por um grande deserto, mas confie, pois em breve chegaras a um oasis.
A perseverança é uma virtude, alias tenho uma grande admiração por quem tem a mesma."

Autor: Eliseu Fernandes Laurindo
25/05/2013 - 00:12

Eliseu Fernandes Laurindo

A pressa anda rápida, a perfeição


É a sua inimiga. Miragens um


Caminho próximo, um disfarce,


Para tapear o ócio.


O cenário é uma matéria morta, vida


Sórdida em pele e osso. É essa


Desgraça seca de um pobre povo, que


Possue esperanças e clamam por


Justiça, pois nela ainda acreditam.


E as serpentes fazem suas respctivas


Funções. Os seus venenos atraen a


Morte! Pois a saída é o reflexo da


Entrada.


O caminho é dado à sorte; o grito é


Um tiro seco.


O eco é uma esperança viva, a


Desidratação é consequência, mas


Irônico é este final de vida.



"Deserto", poesia origianalmente criada em 28 de novembro de 2003

Graone de Matoz

Luz que me faz sua, pedaço de um oásis criado em minha mente. Alucinação que percorre meu corpo em busca do seu calor. Me faço a água mais doce só para ficar ao seu lado, deserto, oásis.

(Flávia Abib)

Flávia Abib

DESERTO é tratamento de caráter - Nele você não planta, não colhe e não poupa, mas se Deus estiver ali com você, nele não te faltará nada, o suprimento será diário.

cidineinunes

Meus Jardins e Meus Desertos

E foram tantas
as flores que eu colhi,
ao longo da vida!
Plantei em terra firme.
Reguei com meu amor.
Suores e sonhos.
Floresceram.
Sorrimos.
Cada amor foi um
jardim de flores encantadas.
Enamorados!
Vivemos momentos só nossos.
Mas tudo tem um tempo!
Jardins desfeitos!!
Hoje vejo a terra fértil.
Porém seca!!
Sem flores.
Sem sementes.
Quase sem sonhos.
Desejos permanecem…
Mas o deserto de mim
seca a minha pele.
Racha o meu chão…
E sozinha!
Escuto apenas
ventos que passam
arando os meus desertos.

Dayse Sene

Padres do deserto

Tudo começou então
Com São Nicolau e São Antão
Frei Mácario e aba Poemem com razão
A fundarem uma nova religião

Santos mártires que morreram no deserto
Lutaram pela Igreja de Cristo no passado
Cumpriram um destino incerto
Pela palavra do santo sem pecado

Coragem ,renuncia e fé
Oração e meditação
Acompanhado de Jesus de Nazaré
Enfrentaram toda perseguição

Com carinho de todos os que querem bem
Receberam-nos em sua morada
A cidade Sagrada de Jerusalém
Com Sacra luz iluminada!

Samuel Ranner

Até a água que eu bebo, sinto felicidade: basta lembrar que existem vários desertos próximos da gente.

Helgir Girodo

"É durante o deserto que fazemos uma retrospectiva das nossas ações para que possamos compreender tal situação."

Rob Kenede Santos de Jesus

DESERTO

Poeira por todos os lados.
A estrada parece uma miragem,
Um ser perdido no nada,
Em busca de compreensão.
Uma bagagem feita de historias,
Como tatuagens na pele curtida,
Rugas na face do idoso caduco.
Tenho o vento como companheiro,
Escorpiões e cascavéis me observam.
No céu o azul e o sol esperam minha queda,
Lembro uma canção de um momento feliz,
O momento feliz existiu ou seria alucinação?
A sede de receber sentimentos me mata,
Desidratada a alma,
Racha os lábios,
Irrita os olhos...
Cactos e espinheiras machucam o corpo...
Dentro do calor que faz alucinar O procuro,
Sou Ele, sou eu, sou a centelha de vida que pulsa,
Caminha, luta, aprende e cresce.
Nasci único Dele, mas preciso dela.
Estou num deserto de vida
Mas estou seco, pois não aprendi a lição maior.
A me amar.

André Zanarella 08-10-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4487407

André Zanarella

Rua escura deserta.....
existência das tristezas.
Onde nascem as orquídeas tardias e belas.
Noites chorosas......
claras de lua cheia, lua nova...
Onde canta a sereia e vive num mar encantado de rosas,
Orquídeas, lavandas perfumadas......
algas devoradas..
Que avançam sem medo de frente para o mar..
Luz sagrada embalada de esperanças,
De mágoas nuas perdidas,
Esquecidas..embriagadas,
Afogadas sobre o rio ou o mar...
Lenda escrita ou lida de uma rua escura,
sombria de noite ou dia..!!

IsabelMoraisRibeiro

TUDO FAZ PARTE DA VIDA
Autor: Antônio Ademir Fernandes
(Nenê)
Alegria e tristeza
Tudo faz parte da vida
Não é moleza
Às vezes a alma ferida
Por uma desilusão
Faz-se loucuras sem motivo
Perde-se a razão
Num ato explosivo
Não desanime a vida é assim
Tudo passa, renasce a esperança.
Tudo se renova enfim
O amor é lindo
Se não deu certo
Outro amor é bem-vindo
Não fique deserto
Sempre há outro caminho
Um novo começo
Com mais amor, mais carinho.
Ser feliz não tem preço
A vida é um imenso jardim
Sempre surge uma nova flor
Pra enfeitar a vida, enfim
Somos a semente do amor.

Antonio Ademir Fernandes

Ah homem...não busque no deserto de seus pensamentos o amor, você pode iludir-se com a paixão.

Flávia Abib

Flávia Abib

Contra toda a esperança,
você espera...
e você cansa.
Mas espera,
cansado,
desesperançado...
um fio de esperança.

O que faz você assim agir?
Não consegue do que está destinado fugir?
Um caminhante... só um caminhante.
Existe coisa mais humilhante?
Sem esperança,
só e no caminho...
um simples andante.
Você segue adiante.

Uma luz no fim do túnel?
Um oásis no meio do deserto?
Fica esperto...
Se você reparar bem
não há nada por perto...
a não ser esperança
e isso é bobagem de criança.

Rosangela Calza

Não é possível transformar um deserto em um jardim florido apenas um dia, mas você pode semear as sementes e regar com a água do Oasis e assim transformá-lo pouco a pouco.
Assim é a vida!

Prof Lourdes Duarte

Te procuro no deserto dos meus sonhos, nas alucinações causadas pelo desejo de ter você. Te busco em cada palavra perdida pelo caminho não percorrido. Anseio pela sua volta, anseio que sua luz me traga de volta à vida.

Flávia Abib

Fazer um "deserto" significa priorizar um tempo para si mesmo(a), saindo do seu cotidiano e buscando novas energias que iluminem a sua vida neste "plano".

Delva Brito

APROFUNDANDO A FÉ NO CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA
(França, Espanha e Portugal)
De uma forma ou de outra, desde pequena, tenho buscado aquela fé que consegue remover a inquietude humana e proporcionar a paz essencial à vida neste ou em qualquer outro plano.
Quando criança e adolescente, acreditava que tinha essa fé, isto porque participava ativamente, mesmo de forma ingênua, em atividades da Igreja Católica.
No entanto, a idade adulta, ou seja, a vida no Colégio Central em plena ditadura militar, na Universidade e, depois, como docente, aluna de mestrado e de doutorado, envolvi-me em movimentos político-sociais, na luta por uma sociedade mais justa e igualitária, por um ensino de qualidade, por melhores condições de vida, entre outros, ficando invisíveis muitos dos valores religiosos que foram inicializados na minha infância.
Não mais livros religiosos, procissões, palavras proferidas em missas, novenas etc, mas livros que mostravam a realidade mundial, brasileira, baiana: desigualdade social, pobreza, desemprego, inacessibilidade a serviços básicos como educação e saúde, além da baixa resolubilidade desses serviços.
Uma mudança, por que não dizer, radical!
Essa nova vida não me deixou perceber que a vida com Deus é, como diz Frei Inácio de Larranaga, vida de fé, e fé não é sentir, mas saber; não é emoção, mas convicção; não é evidência, mas certeza.
Viria compreender um pouco essa mensagem algum tempo depois, ao vivenciar a dor de perdas acumuladas, especialmente a do meu filho de 20 anos, que me levaram a um estado de “cansaço” intenso! Não tinha a ideia de que procurava um deserto, isto é, sair do lugar onde vivia, trabalhava, e retirar-me para um lugar solitário: campo, bosque, montanha...
Teria que ser algo que me fizesse conhecer melhor o meu eu para superar a dor, para me superar.
Caminhar/peregrinar foi uma opção pois cada caminho é um caminho que nos leva ao desconhecido, ao que esse desconhecido é capaz de nos ensinar.
Em apenas uma semana lá estava eu fazendo, a pé, como peregrina, o Caminho de Santiago de Compostela, inicialmente, o Caminho Francês (33 dias pelas montanhas).
Ao chegar à Santiago e assistir à tradicional Missa dos Peregrinos, senti um “vazio” profundo, uma necessidade de continuar caminhando rumo ao desconhecido. Foi incrível! Ainda estava faltando algo!
Então, decidi fazer o Itinerário Santiago/Fisterra-Muxia (Costa da Morte), não aprovado, naquele momento, pela Igreja Católica, porque era permeado pelo misticismo.
Foram mais 96km pelas montanhas, com apenas três albergues à disposição do peregrino. Ao chegar em Fisterra-Muxia, onde fiquei uma semana bastante envolvida pelo seu misticismo, vivenciando momentos especiais, tudo ficou mais confuso. Descobri que ainda não havia conseguido a revelação que buscava e que não era muito clara para mim.
Continuar caminhando/peregrinando, não mais pelas montanhas mas por terras planas, vales e montes, seria uma saída: o Caminho Português ao “reverso”, isto é, de Fisterra-Muxia (Espanha) para Porto (Portugal). No entanto, encontrei-me em um “Caminho” sem “calor humano”, com poucos peregrinos, albergues vazios mas fui parcialmente compensada ao participar, em Redondela, durante três dias, como voluntária, da construção de tapetes de flores, com desenhos religiosos, nas ruas desta cidade portuguesa.
Ainda inquieta, tomei a decisão que deveria estar “guardada” no meu íntimo: de trem, fui de Porto para Fátima onde tentei deixar uma medalhinha desta Santa, que meu filho usava quando mudou de plano. Fátima não era o seu lugar! Uma freira orientou-me a levá-la de volta para o Brasil, onde, num certo dia, ao mirá-la, de forma especial, levantei-me repentinamente, fui ao cemitério e mandei cravá-la no túmulo do meu filho. A partir daí, não mais me preocupei com a medalha uma vez que ela já estava onde deveria, provavelmente, estar há muito tempo.
Bem, consciente ou inconscientemente fiz um deserto, um tempo forte dedicado a Deus em silêncio, solidão, e pude sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito!
Para Frei Ignácio, a vida de quem crê é uma peregrinação. Mas eu não sabia o que é “ser peregrina”. Aprendi no Caminho que o peregrino não sabe nada: onde vai dormir nem o que fará no dia seguinte; que fadiga, incerteza e insegurança são o pão do seu cotidiano; e que ele tem uma meta mas não consegue vê-la claramente. Assim, comecei a entender que as duas forças dialéticas da fé podem ser a certeza e a obscuridão.
Dessa experiência existencial, um dos grandes aprendizados na minha vida: quando pensei que o objetivo infinito estava ao meu alcance, nas minhas mãos, Deus se ausentou e silenciou; apareceu, desapareceu; aproximou-se, afastou-se; tornou-se concreto e se desvaneceu. Foi nas montanhas, em direção à Astorga (Espanha), onde me perdi por 14h. Pedi socorro a Ele mas tão logo encontrei o “sinal” do Caminho, deixei de crer e me perdi de novo...
Apesar do meu “afastamento/alheamento”, passei a perceber que deveria reduzir a silêncio a minha mente quando ela tentasse se rebelar e que deveria abandonar-me na fé.
Mas, como é difícil ter “aquela” fé que tudo suplanta!
Só Ele sabe como tenho tentado/venho tentando...

Delva Brito

Quando se faz um "deserto", ou seja, um tempo forte dedicado a Deus (em silêncio, solidão), pode-se sentir como na fé Jesus toca as nossas feridas, especialmente aquelas que nos machucam muito.

Delva Brito

Quando estou entrando em processo de estresse, faço uma “faxina” no “canto” onde vivo, ou melhor, cuido do meu jardim: rego o que preciso manter, “replanto” em outro lugar o que já está me cansando, desprezo o que já contém ervas daninhas, distribuo o que pode ser útil para outras pessoas, pois aprendi muito cedo que o que não é mais necessário pra mim pode ser importante para outras pessoas. Quando isto não resolve, porque o “fardo” está muito “pesado, faço um “deserto”, recolho-me no silêncio possível.

Delva Brito