Desatino

Cerca de 50 frases e pensamentos: Desatino

Eu tenho uma meta, não um destino
a meta é escolha, aceitar a natureza é desatino.

Evan do carmo

Meus argumentos descoordena o tempo sentimental, porém o coração pulsa em um certo desatino particular.
Meu penoso coração vivenciado em uma solidãoque na qual eu mesmo construi, sem fim esperando um cuidado de um longe sentimento.

Julio Aukay

Prefiro amar a mim mesmo e não sofrer de forma tão patética em um sentimento em desatino;
Não posso escolher por outro coração, mas posso não permitir que o meu coração caia em ilusão;
Entre a tempestade me contento com os meus pensamentos de forma descente;

Julio Aukay

Meus argumentos descoordena o tempo sentimental, porém o coração pulsa em um certo desatino particular.
Meu penoso coração vivenciado em uma solidão que na qual eu mesmo construi, sem fim esperando um cuidado de um longo sentimento.

Julio Aukay

"Se por sorte ou destino
Se por certeza ou desatino
O amor me encontrar
Avise que eu estava à sua espera
Que não precisa bater à porta, pois sempre esteve aberta
Diga-lhe que é só tirar as meias e entrar
Sem cerimônias, sem nada perguntar...".

Lavínia Lins

Ó doce desatino!
Tanto palpita de inquietação.
Cê tão previsível quanto o destino;
Cê tão controlado quanto a emoção;
Cê tão quente quanto a chama do fogo ardente da paixão;
Cê tão tranqüilo quanto a tempestade de uma noite fria de verão;
Cê tão breve quanto o infinito;
Cê bem mais do que eu acredito.

Aline K.S.

“Agir de inopino quase sempre gera desatino, cautelosamente é mais inteligente.”

Luciano F. Aschkar

Quando sentir novamente seu perfume, a altura do desatino, o que farei?
Rezarei por ti e desejarei que seja a mais feliz do mundo.
Que alguém a altura a cuideis como se preza a própria alma.

Paulo S. Silva

Não quero paz forjada, prefiro o desatino dos seus cílios, a risada larga e nossa a falta de juízo.

Livia Araújo

Desatino

Quando a vi pela primeira vez, eu imediatamente percebi que ela tinha tudo para vir a ser a mulher da minha vida. Sua aparência fantástica, e seu jeito apaixonante e seu requebrado simplesmente encantador, sua maneira carinhosa de se expressar e sua ternura infinita para comigo eram tão convincentes que nunca teria me ocorrido à idéia de que tudo (exceto sua aparência) era uma mentira somente um jogo, e eu para ela era na verdade nada mais nada menos que a meta para realização de seus planos.
Eu estava 23 anos quando viajei com um amigo para o Rio de Janeiro, para passar férias de julho a estação do ano era o inverno, mas dele por sorte não tivemos um dia. Na praia conheci Marisa uma morena linda de cabelos bem volumosos e encaracolados e com a pele bronzeada um presente concedido por este sol maravilhoso que brilha e regi esta cidade divina. Ela foi desde o início, tão doce e tão decente e, reticente que cai de amor por ela e isso no primeiro encontro.
Como estava desempregada perguntou-me se poderia ficar comigo no apartamento que eu e meu amigo havíamos alugado, completamente envolvido e dominado por sua maneira deliciosa de se ver e sentir, aceitei sua companhia e nos tornamos inseparáveis, uma semana se passou e eu embriagado de amor,ela também confessou seu amor por mim e eu parecia com esta revelação estar em outro planeta em outra dimensão,aproveitou meu entusiasmo e insistiu para nos casarmos rapidamente, mas isso não era assim tão fácil pois meus pais já tinham conhecimento de meus sentimentos por Marisa e eram contra a união realizada sobe o impulso da volúpia e impensadamente.
As férias terminaram e eu viajaria de volta a Noruega, já nos primeiros dias para mim estavadecidido que a queria e desejava mais que uma criança um brinquedo que jamais terá. Entretanto, seis meses depois retornei ao Brasil com os papéis do casamento na bagagem e como não queria e não podia perder tempo fomos neste mesmo dia ao cartório da cidade para agendar o nosso casamento,trinta dias depois o grande dia, o que se realizou com a presença de seus familiares e conhecidos de minha parte somente um tradutor. Para evitar gastos desnecessários fiquei hospedado na casa modesta de seus pais, para dizer a verdade às condições da moradia eram lastimáveis e eu até então não havia vivido em terríveis circunstâncias.
Era verão e o calor do Rio de Janeiro é de lascar, mesmo não me sentindo bem com todo aquele desconforto, adorava as pessoas que ali viviam e as outras as quais fui convivendo enquanto aguardava o visto para minha agora esposa, para mim estava mais que certo, eu teria como obrigação ajudar pelo ao menos meus sogros, assim não seria possível continuar vivendo, como residiam no subúrbio a praia tronou-se para mim passeios de sábado ou domingo, mesmo com muita dificuldade para me adaptar a tanta pobreza, não reclamava e procurava acompanhá-los e viver o dia a dia daquelas pessoas.
Eu não contava do visto demorar tanto para sair estávamos três meses casados e o dinheiro que eu havia trago certamente acabou e recorri a meus genitores, que prontificou se a me – ajudar, sendo que deixaram bem claro. Quem casa quer ter casa,e eu teria que arranjar assim que retornasse a Noruega um trabalho e uma moradia mesmo que pequena para nós dois. Eu não esperava de meus pais agirem desta forma, mas errados eles também não estavam, afinal de contas eu não aceitei a opinião deles e entrei de cabeça numa situação para a qual eu acreditava estar preparado. Todas as despesas fazia eu sozinho, pois no mesmo terreno havia outras moradias nas mesmas condições e o que começou com cinco pessoas, no final de três meses somava um total de dezesseis pessoas,um perdeu o emprego o outro não recebia mais o auxilio desemprego e assim por diante,percebi que na verdade não queriam nada com a vida e minha esposa ficava zangada se eu algo de gênero falasse. Minha passagem venceria e eu achei melhor viajar, mesmo sem a companhia de Marisa para ir organizando nossas vidas e foi o que fiz. Viajei e falava com minha esposa umas duas vezes na semana, com o passar dos dias fui me acostumando e só telefonava de quinze em quinze dias, arrumei um emprego com ajuda de meu pai num banco e prontifiquei a melhorar a pobre casinha,etc..
Eu deixei por conta de minha esposa a tarefa de correr atrás do visto, e sempre a mesma conversa,ainda não veio mais estar em andamento. Neste meio tempo peguei novamente com ajuda de meus pais um empréstimo no valor de vinte cinco mil euros, dez tirei para alugar um quarto e sala próximo ao banco onde trabalhava e os quinze mil restante depositei em nome de minha esposa. Eu estava feliz mais nervoso com a demora do visto, cansado, pois já passaram se mais quatro meses,liguei para o consulado norueguês no Rio e tomei conhecimento de que o visto de minha esposa já havia sido liberado e isso há quase seis meses, foi um imenso choque, não podia ser
verdade,pois assim sendo,eu estava nesta época vivendo naquele barraco e isso sem necessidades,todavia fiz de boa vontade e o dinheiro que gastaria em noitadas em bares, discoteca,restaurantes e aluguel na zona sul mesmo que em sua companhia,investi em alimento para dezesseis pessoas,disso não me arrependo.
Fiquei desolado desesperado, liguei novamente pro consulado e quis saber como foi feita a comunicação sobre o visto e me foi respondido: através dos correios, isto é, por carta. Não queria e não podia aceitar que aquela mulher sensata e meiga estaria apenas brincando comigo e me neguei acreditar que ela havia recebido esta correspondência, não resistindo à curiosidade procurei localizá- la através do telefone de um vizinho e me foi dito que ela estava para Noruega, pedi para falar com seus pais o que não era uma tarefa muito fácil, pois não falam inglês e muito menos minha língua e eu muito pouco do português. Chamei novamente o consulado e foi confirmado que Marisa havia tomado posse do visto e isso há quase seis meses,larguei tudo não seria possível concentrar-me no trabalho depois destas cacetadas inesperadas. Procurei um tradutor para o português e liguei novamente para o Brasil, falei com sua mãe e ela me disse que não sabia do paradeiro da filha,tudo que sabia é que ela viajou a quase duas semanas para Noruega, mais surpreso fiquei com esta novidade.
Não sabia o que fazer e o pior é que deixei meus sogros com a noticia de não saber do paradeiro de sua filha completamente desesperados. Não dormi aquela noite e por ajuda celestial esta avalanche de discórdia despencou-se na sexta feira e com isso tinha o fim de semana para tentar com ajuda de meus familiares conhecidos e amigos uma resposta para o ocorrido. Como era de se esperar cada uma das pessoas envolvidas deram uma sugestão e esta foi a que seguir, fui ao departamento policial da minha cidade e registrei a queixa de desaparecimento da minha esposa passaram-se os dias e eu estava no trabalho quando fui detido por dois policias,rebelei-me contra aquela apreensão, não tinha feito ou agido ilegalmente então por que estavam me algemando como um bandido? Ao chegar a delegacia recebi a noticia que daria tudo, mais tudo mesmo para não ter ouvido. Marisa foi encontrada morta há 60 quilômetros de minha cidade, e por descrição de seus familiares as roupas que trajava quando encontrada era a mesma que saiu do Brasil no dia em que viajou, não encontraram nada,nadinha,mas como eu tinha deixado fotos de minha esposa em poder da policia,sabiam que era ela a mulher estrangulada. Não sei o que aconteceu e o porquê não ter me falado sobre o visto, como também não me avisou que estaria vindo ao meu encontro, tudo que sei é que fui condenado e cumprir oito anos por um crime que não cometi, durante todos esses anos me perguntei:o que você fizeste de errado Marvin para merecer este triste destino? Não sei também se errei, tudo o que sei é que amei demasiadamente e sofri o peso da minha imaturidade,culpado me senti varias vezes pela morte de minha esposa, pensando bem,ela nunca teria comprado uma passagem aérea se eu não tivesse lhe mandado tanto dinheiro,talvez ela quisesse mesmo me fazer uma surpresa, como tomei conhecimento bem depois do vulcão de desgraças ter explodido em minha vida. Talvez minha vida tivesse seguido outro rumo e Marisa continuaria vivendo sua vidinha de antes e eu não teria perdido oito anos da minha vida,limitado em todas as minhas necessidades enquanto quem nos causou tremendo dano permanece livre e por ter sorte curtindo a vida,pois este individuo tem que ter muita sorte,para cometer um crime bárbaro e não ter sentido na pele o peso de sua crueldade. Hoje deixo por detrás deste imenso portão oito anos da minha vida,tenho que começar de novo,mas como? Em meu currículo faltam oito anos e mesmo que eu não queira,sou um ex-presidiário, viúvo,carente,triste e o pior de tudo é não saber se tenho capacidade ou disposição de usar o que acabaram de me dar ”Minha liberdade” já que estou preso a meu passado.

Obs: Este conto foi selecionado no concurso Prêmio Literário Cidade de Porto Seguro – Contos Curtos/2009,para participar da coletânea (Presidiária)

Cristina Deutsch

Se desatino, tropeço
Me perco em seu olhar, em sua boca me despeço
No peito um grito
Agonia

Papel
Um verso

Nos mares frios
Solidão
Submerso

Em sua face, o avesso obscuro
Obsesso
Caminhando sobre o muro
Incertezas me entorpecem

O vento me acalma
Sinto-me seguro
E dos beijos que outrora me abraçaram
Saudades "senti" no futuro

Brilhante lua no céu
Noites de inverno
O frio e o vazio de mãos dadas dançam
Cantando "aqui em baixo nada é eterno"

Expresso o que sinto
Lágrimas
Caneta
Folha de caderno

Não é vontade
Necessidade
A crio hoje ilusão
Enquanto verdade.

Jhoon Alexo

Quando o amor é libertino
Não é puro e cristalino
Ele é falso e desatino

Djalma CMF

Que o amor seja a força que me contagia
a paz que me orienta,
e o desatino que me faz sentir viva....

Ely Fênix

Me desatino tentado entender as confusões interiores
Gesto tolo costurar os dedos e querer entrelaça-los
De olhos fechados se veem os circos invertidos
Lonas em preto e branco e palhaços chorando
Um suicídio do ser tentando deixar de acontecer
O ódio tentando sucumbir o existir dos alvos
E meio a revolução sináptica o equilíbrio terce os tecidos
E os recursos da mente humana fazem suas acrobacias
Na sincronia fragmentada das danças o vento canta
A vontade emocionante de dar sentido a imaginação
Se recria nos sentidos racionais e conscientes.

Thamyres Martins

Sucumbir nesse amor me liberta, sorrir nesse desatino me refresca a alma!

Fernanda da Silva

Relógio frio

Frio triste, triste frio,
na manhã cinza com o semblante desatino.
A música tocava calada na surdina,
e morta de tal forma que ninguém mais a ouvia.

Triste frio, frio triste,
uísque de livro jamais terminado.
E como o nitente dos que nunca roubado,
tudo escuro sinto frio.

Frio triste, triste frio,
lâmpadas de cerúleo sem esperança pela vida.
Como o mar que empalidece a chama,
como a beleza taciturna a que de lágrimas respira.

Triste frio, frio triste,
expectantes de versos implumes do irreparável.
E como o amor é sempre e nunca algo recém-nascido,
frio triste, triste frio.

danielmuzitano

Título: Desatino em afago.

Quando teu sorriso for meu,
quando nossos beijos forem um só rosto.
Eu serei o abraço do teu cobertor,
para nunca lhe deixar com frio.

E quando tu estiveres só minha linda,
ou quando eu, estiver sozinho.
Basta imaginarmos um ao outro,
como num sonho de menina, como num sonho de menino.

No cântico em egrégio,
no prelúdio de um sorriso.
Eu quero ser o teu caderno,
para que tu se tornes meu livro.

Ontem lhe imaginei, quando me disse o quão eu produzi em ti a grandeza do teu riso.

A alegria,
a alacridade da minha vida.
Sempre e a partir deste agora,
é construir todo dia a minha maior obra,
ou seja,
lhe fazer feliz.

danielmuzitano

Título: Teu nome

Amo-te como escrevo,
amo-te como cristais em desatino.
Tu és o acorde de todos os meus sonetos,
uma rosa que escreve sempre comigo.

De tudo quanto respiro,
do amor por ti, que sempre e canto.
Somos o amor de um vasto labirinto,
um abraço de carinho, num poema de um anjo.

Do eterno destas linhas,
do beijo que empalidece os ventos.
Somos o significado mais lindo,
do texto a que me tenho.

O cântico que namora,
a noite que portento.
Das páginas que decoro,
teu nome é meu alento.

Se os rios amassem,
se a solidão fosse infinita.
O teu amor seria o mar,
o teu rosto, a poesia.

danielmuzitano

Quando turbilhões de sentimentos, coloca em desatino nossas certezas,pode ser por qualquer motivo aparente. Mas, quando essas certezas, passam a ser dúvidas frequentes, deixando tudo de cabeça para baixo, é hora de fazer o balanço do que realmente importa e vale a pena. Assim como sabemos apaixonar com um simples sorriso, perturbar com inofensivo desprezo, somos capazes de sentir quando certas coisas estão acontecendo ou estão para acontecer. Simplesmente porque sexto sentido de mulher é foda! E aí, sem rancor, possa ser a hora de dar beijinho e tchau, tchau!

Nataly Celina

DESATINO
Com o passar dos dias eu vivo em desatino
Sofrendo pelo desprezo
E chorando igual um menino.

O tempo vai se passando
E mais sofrimento aparece
Quanto mais tento esquecer mais
Mais ainda ele cresce.

A vida tem sido difícil vou lutando
Contra a maré não adianta apelar
É assim que a vida é.

Chorar é o que faço sempre
Eu estou desalinhado de tanto
Chorar meus olhos estão inchados.

Com um pouco não haverá mais lagrimas
De tanto que já chorei todas as lagrimas
Irão secar do pranto que derramei.

Um dia eu serei forte e nunca mais vou chorar
Serei um homem diferente que nunca mais vai amar
Serei coração de pedra não deixarei
O tal do amor entrar.

João Evngelista