Depoimentos para Colegas de Sala de Aula

Cerca de 957 depoimentos para Colegas de Sala de Aula

Coisas que falo na escola: Que sono. Quero ir embora. Que horas são? Que fome. Qual a próxima aula?

Desconhecido

Colégio São Bento- Escola Infantil em Tubarão-SC, em São Paulo-interior são acontecimentos evitáveis dentro de planos próprios.Queremos escolas melhores doa a quem doer.

Bindes Fá - Escola

Bibliotecas é o inicio, o meio a progressão do ensino desde a sala de aula da escola infantil-fundamental-médio-técnico até o terceiro grau.

Bindes Fá - Biblioteca

''O menino mais bonito da escola estuda na minha sala *.*,ele é o mlk mais sinistro pela sua simplicidade e fodacidade''
Bruno sobre Manoel

Bruno Medeiros

È necessário haver certos desdobramentos em nossas vidas, a fim de que a recompensa nos atinja, fazendo assim renascer reconhecimentos e privilégios incontestáveis...

Aluno João Vítor Medeiros - Colégio José Bonifácio Petrópolis

(47)3644-7116 / (47)91446916 / (47)99932934

A arte da música, de como tocar ou de como apreciar, difere pessoas de pessoas.

Dominante Escola de Música

Existe um colégio onde há vários mestres disponíveis para o seu aprendizado onde poderá escolher a matéria desejada sem custo algum, mas o certificado dependerá desta escolha, porque a escola da vida irá cobrar um dia pelo que aprendeu

Jader Amadi

As lembranças são como as mulheres, a gente não as escolhe, elas é que escolhem a gente...
Por um instante volto cinquenta anos em alguns segundos e me vejo sentado numa carteira de uma sala de aulas no colégio interno de Campinas, em costumeiro castigo pelo mau comportamento.
Esse castigo, que nem lembro, talvez tenha sido por uma briga no páteo ou alguma malcriação ao padre catequista, responsável pelo cumprimento das tarefas que todo carma tem que expiar.
Era nessa sala que aos domingos enquanto os demais assistiam a um filme bem antigo, no cinema, que comportava mais de mil alunos, nós, “no castigo” fazíamos alguma tarefa como decorar poemas ou copiar livros inteiros, o que demandava várias canetas esferográficas e muitos cadernos brochura.
Foi por causa do mau comportamento que eu fui interno, foi por causa dos castigos que eu li e copiei vários livros, por causa do padre catequista que eu expiei muitos dos meus pecados.
E hoje, depois de mais de cinquenta anos me veio essa lembrança nítida de que os caminhos estavam escritos, que o castigo merecido e bem aplicado teve resultados positivos e que são as mulheres escolhem a gente, mas somos nós que escolhemos os caminhos ...
Rsss..

Marinho Guzman

Eu vejo essas meninas indo pro colégio com uma calça apertada, a blusa bem aqui, vão fazer programa?

Mac Dowell

Colégio Público
O cotidiano de um colégio público
É sempre igual
Repetitivo, monótono
Paradoxal

Aquela briga logo após o último sinal
Sempre se inicia por um motivo banal
A cobiça do namoradinho alheio
Ou uma desavença no futsal

É intervalo, e no sanguão,
A galera se senta
É hora da refeição
Arroz com ovo ou polenta
O bom mesmo é mingau
Mas aí a fila é bem lenta

A cancha, pequena e ensolarada
É o palco do Show da mulecada
Dribles, gols, arremessos e saques
É no esporte que surgem os destaques

Algumas meninas, ainda menores de idade
Logo cedo se deparam com a maternidade

Muitos, mal concluem o ensino médio
Saem por aí, pixando a parede dos prédios

Poucos sabem o nome da bibliotecária
Poucos pensam em seguir carreira universitária

O que fica é amizade
Aqueles que a gente nunca esquece
Algum ainda se vê, outro desaparece

O cotidiano de um colégio público
É sempre igual
Repetitivo, monótono, e,
Paradoxal.

Guilherme Serafim

As vezes penso que não sou nada. Não sou popular no colégio e nunca fui a melhor aluna da turma, não tenho uma beleza que chame a atenção das pessoas, e nem tenho nada que me destaque dos outros em uma multidão. As vezes me sinto invisível e sozinha, mesmo tendo várias pessoas ao meu redor. As vezes me pergunto se vai ser sempre assim, se talvez o meu papel seja só ajudar as pessoas com as suas vidas e assim ver a vida passar, talvez meu papel seja ser espectador da minha própria vida. As vezes me dá vontade de acabar com tudo isso e sumir, uma última opção. Mas é aí que eu lembro que fazendo isso estaria jogando fora tudo o que uma pessoa um dia fez por mim, que sofreu e deu sua própria vida para que eu tivesse uma vida, e vejo que de alguma forma eu sou especial e se não estou satisfeita com minha vida é por minha culpa.

Rhayane Bastos

E o tênis que tinha luizinha no colégio geral tinha
Você prometeu comprar trabalhando numa cozinha
Meu coroa com um fusquinha, Mc Donald's só casquinha
Nunca fui de panelinha, mas pegava as patricinha

Cone Crew Diretoria

Como...
Garotinha inocente de
colégio ainda sinto Borboletinhas
se agitando no meu estômago
cada vez que tu me olha

Menina dos Olhos

E quando a Marissa vai pro colégio público:
Seth: "E essa foi a ultima vez em que ela foi vista.

Seth Cohen

Texto redigido há quase 10 anos deslindado num desses cadernos antigos numa época em que o Colégio Santa Mônica formulava uma série de advertências para a mamãe Zenaide assinar.Hoje,dia 14/11/2012,este vem à tona.

Título:Daniel,

Estou hoje no quarto escuro,
meus pais não se falam,
as luzes queimaram,
acendi a vela.

Não sei o porquê rezo se nada funciona.
Tiro notas vermelhas como vulcão;
notas incapazes de transmitir quem eu sou,
ou quem sou capaz de ser.

Existe um vasto caminho entre o "Era uma vez" e o "Nunca mais";
este extenso a que de vida quem o chamarás?
E que nenhuma professora na escola ensinar foi capaz.

Vou morrer só,
talvez me forme num curso inútil num futuro ainda mais,
talvez;
não sei quem serei ou mesmo se quero ser,
não sei.

O que descubro desse mundo é que ser inteligente é ser cruel,
e como em todos os rascunhos dessa folha;
Daniel.

(07/10/2003) Aquele menino revoltado de 13 anos estava certo e o mundo errado.

Daniel Muzitano

Acordei um passarinho...

Um dia destes eu cheguei do colégio tão cansado que fechei os olhos, dormi, acordei um passarinho...um pardal marronzinho da cor da terra, um passarinho tão comum que ninguém nota, não notam quando voa, não notam quando pousa e nem quando canta...
Todo mundo conhece o canto do sabiá, conhece o canto do canarinho, do bem-te-vi...e do pardal? nem sabem se canta, mas canta, canta feliz, canta livre, ninguém prende pardal em gaiola por isso quem quer ver, enxerga os pardaizinhos tomando banho nas poças d’água, comendo pitanga nas pitangueira da beira do rio e até alguns que se aventuram e entram pela janela para comer as migalhas da mesa do café...
É ontem eu fui dormir um gurizinho, e quando o sol brilhou eu era um passarinho!

Andre Saut

Sempre quis o melhor, sempre acordei as 7 e meia da manha pra ir pro colegio, sempre vi aqueles prédios gigantes e sempre quis a cobertura.
Mais por um acaso eu acordei mais cedo abri a janela e vi o dono da cobertura daquele prédio saindo pra trabalhar olhei no relogio e era arrecem 6 horas.
Quando passei pelo prédio me contentei com o primeiro andar.

Keller Vieira

''COLÉGIO'', uma palavra, 7 letras, e um só significado fica para sempre cada momento que passamos nele.

Deborah Rossony

O Tênis Vermelho

Um garoto caminhava pela rua a caminho do colégio. Procurava obsessivamente muros onde pudesse se esconder e observar as pessoas que passavam. O motivo era a vergonha que então sentia pelo tênis que estava usando e que comprara com sua mãe havia dois dias.

A cor do calçado era vermelha e o menino se encantou logo que o viu pela primeira vez. A mãe elogiou e disse que o tênis ficava ainda mais bonito em seus pés...

O primeiro dia de uso foi na escola. Para a tristeza do garoto, o tênis não agradou aos colegas, que logo começaram a zorra. O menino escutou todos rirem dele calado, pois não encontrava força para reagir. Apenas uma frase ficou em sua mente, como um eco infinito:

- Você é mesmo muito esquisito!

Na volta para casa, as lágrimas eram maiores que seus passos. Quando a mãe soube do ocorrido, lamentou a tristeza do filho e teve que lidar com a situação de não poder fazer algo, afinal carecia de dinheiro e o tênis foi comprado depois de muita economia.

No dia seguinte, o menino não teve outra escolha a não ser ir ao colégio com o tênis vermelho, e foi daí que a história começou a ser contada. Entre um muro e outro, foi interrompido por um senhor sentado na calçada que tinha barba e cabelo bem grandes e brancos. O senhor perguntou o que se passava e o garoto desabafou. Comovido, o senhor se lembrou do seu passado, quando todos os colegas fizeram piada do boneco de pelúcia que ele carregava escondido dentro da mochila. Mas o que ninguém sabia era que o boneco era a única lembrança deixada por sua falecida mãe, que tanto fazia falta...

Na época, sua tristeza foi consolada por um morador de rua que ficava em frente ao colégio, dizendo que "o mal do homem é criticar aquilo que ele não sabe o motivo da existência". Por isso, o senhor se achou na obrigação de dizer algumas palavras ao menino, na condição de morador de rua que se encontrava. Então ele pensou por um instante e citou o pensamento oriundo de sua reflexão:

- Todos nós somos um pouco estranhos. A normalidade não existe, a não ser na mente iludida dos ignorantes. A vida é mais que os risos da crueldade, que os risos da escuridão. Esses foram os risos que você ouviu, risos sem luz; sem verdade. Pergunte a si mesmo: eu sou estranho ou os outros é que são normais demais?

O garoto pensou e em seguida respondeu com segurança:

- Os dois.

A resposta foi validada pelo senhor:

- Exatamente. Os outros são normais demais porque não se conhecem, porque preferem ser um padrão social. Já você é estranho porque eu também sou e porque todos somos, porém só alguns sabem e entendem esse segredo. Parabéns pela sua estranheza que te faz sábio!

O senhor então foi embora e levou junto a angústia do menino, que estranhou o sorriso que ficara em seu rosto...

tiago oliveira