Depoimento para um Filho que já Morreu

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É interessante você olhar para o passado. Tanta gente que você não imaginava sem, que quase morreu quando perdeu e que hoje mal lembra. Tantos "eu te amo", e promessas jogadas foras. Mentiras contadas e ouvidas. Mudanças que nem se passavam pela sua cabeça.. Parece que quanto mais planejamos a vida, mas ela sai dos nossos planos. O destino é muito travesso e gosta de tirar uma onda com nossa cara!

Gabryella Beckman

Venho comunicar que o Brasil honesto, trabalhador e de caráter com futuro promissor morreu, resta apenas essa republiqueta de bandidos, vagabundos, sem um pingo de caráter e vergonha na cara, nós cidadãos brasileiros honestos ficamos órfãos, não temos mais pátria, somos a escória de um país que só valoriza o errado....

Luiz carlos mathias

eu ja estou farta,cansada
so vejo confusão
entra no meu mundo
aqui morreu mais um irmão!!

LOOOOL

Noqinhaz ... x)

Morreu aqui o que nunca chegou a nascer, mas já foi capaz de machucar.

Tiane Fróes.

Porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu...

Larissa Neves

Se Elvis não morreu... Se Disney não morreu... Se John Lennon não morreu... Pô, quem morreu fui eu?

Horlando Halergia

Meus amigos não morreram de overdose e o meu ídolo morreu por mim. O que mais eu devo exigir dessa vida tão boa que eu tenho? Eu vou deixar rolar, acontecer e apostar que o amanhã sempre será melhor que o hoje!

Paula Navarro

Pássaro

Aquilo que ontem cantava
já não canta.
Morreu de uma flor na boca:
não do espinho na garganta.

Ele amava a água sem sede,
e, em verdade,
tendo asas, fitava o tempo,
livre de necessidade.

Não foi desejo ou imprudência:
não foi nada.
E o dia toca em silêncio
a desventura causada.

Se acaso isso é desventura:
ir-se a vida
sobre uma rosa tão bela,
por uma tênue ferida.

Cecília Meireles

A humanidade tá perdendo seus gênios.Aristóteles faleceu, Newton já era,Einstein morreu e eu não tô passando bem hoje!

William Rafael Dimas

"Nosso Amor e igual ao goku!
Ele nunca desiste, e quando achamos que ele morreu, na verdade está mais vivo do que nunca! A cada desafio que passa ele fica mais forte; Fazendo assim com que ninguém o consiga destruir!"

João Luiz Paes

Não fui eu que mudei, você que se esqueceu de alimentar o meu amor que com o tempo morreu. A minha história continua só mudou a página, e nela por você não caí nenhuma lágrima.

Retalhos

Imortal


Pode até meu amor já ter morrido.
Podes dizer que teu amor morreu.
Só não pode morrer, nem faz sentido,
aquele amor que nosso amor viveu.

Ronaldo Cunha Lima

Não se trata de saudade de alguma coisa que acabou ou pessoa que morreu. É saudade do que está aí vivo, solto e nunca deixou de existir. Se não temos acesso a isso, é por falta de uma batalha maior.

Elis Regina

Dois Versos

Historinha de um verso só:
João amava Maria. Maria adoeceu e morreu. João se matou.

Allann Xavier

Mesmo depois do leite derramado é importante pensar que a vida continua e a vaca não morreu.

Eno Wanke

Vc Perdoa ?

Ele foi traido, e perdoou, foi humilhado, perdoou, morreu cruelmente por nós mesmos, e mesmo assim nos perdoou...
E ele ainda te perdoa todos os dias ! E vc perdoa ?
Não viva com ódio em seu coração, deixe Jesus Cristo te mostrar o que realmente é viver !

Clayton Cleze

O SILÊNCIO DA BATUTA DO MAESTRO







Morreu Artur da Távola. Calou-se para sempre sua voz tão cheia de sensibilidade que, em seus escritos ou apresentações televisivas, nos tocava, ensinava e encantava. Aquela que traduzia o clássico em linguagem popular.

No seu último programa “Quem tem medo de música clássica?”, olhei triste seu rosto abatido e, temerosa de que a morte se avizinhasse, fui tomada de emoção, pois não conseguia imaginar o momento de não tê-lo mais entre nós. Era uma premonição ou constatação, não sei...

E, no dia nove de Maio, seu espírito deixou seu corpo, enquanto dormia.

Costumo dizer que poucas pessoas merecem morrer dormindo. E, com certeza, ele era uma destas. Exemplo de ser humano, de cidadão, de político correto, em um tempo em que os indivíduos de caráter parecem ser uma rara exceção.

Sempre haverei de lembrar-me dele ao ouvir os clássicos. As palavras ária, sonata, piano, pianíssimo, allegro, cantante, e outras tantas do ramo haverão de remeter-me às suas belas lições, às suas análises criteriosas das músicas, que tanto mexiam com a sua e a nossa emoção.

Eu o admirava muito como jornalista, cronista, político e, ultimamente, como apresentador e analista musical. Aprendi muito com ele e as palavras com que terminava sempre o seu programa estarão caladas dentro de mim: “Música é vida interior e quem tem vida interior jamais padece ou padecerá de solidão.”

Recebendo pela televisão a notícia de sua partida, repeti o que costumo dizer quando morre alguém extraordinário: “Existem homens que jamais deveriam morrer.” Mas, pensando bem, qual o grande homem que morre, realmente? Todos eles deixam rastros de luz em nossos caminhos e, assim, vivem para sempre.

Acho que meu comentário usual deveria mudar para a constatação de que certos homens não morrem nunca. O certo, provavelmente, é dizer como o nosso grande autor do sertão, Guimarães Rosa: não morrem, “ficam encantados”. Assim, posso dizer que Artur da Távola “ficou encantado”. Em outras paragens, ele estará, decerto, despertando a sensibilidade daqueles que partiram sem alcançar a plenitude de sua humanidade.

Ah, meu prezado maestro, sentirei muito sua falta, mas pode ter certeza que, também, por ter lido seus livros, seus artigos, ouvido seus belíssimos comentários sobre Beethoven, Mozart e outros tantos, tornei-me uma pessoa melhor e cresci muito como ser humano. Você, em sua simplicidade, provavelmente, nem sabia que iluminava a vida de tantos.

Também porque o conheci e, junto com você, continuando as lições que recebi de meu saudoso pai, aprendi, mais e mais, a amar a música e sei que, desta forma, jamais haverei de padecer de solidão.

Enquanto existir a música, as auroras e crepúsculos, os amores e desamores, encontros e desencontros e meu coração continuar batendo, com a emoção tomando conta de meu ser, serei muito rica de vida interior. Poderei, inclusive, ouvir as músicas das esferas celestiais e, até nos meus silêncios, estarei ouvindo os sons da Divindade.

Sabe, grande maestro, repetindo palavras suas, citando não me lembro quem, devo dizer-lhe: “A dor da gente não sai no jornal”. E a minha dor pelo silêncio de sua batuta não pode ser traduzida em pobres palavras de jornal. Mas ficam aqui registradas.

E, como diz o Pe. Fábio de Melo, brincando com o poema de Drummond: “A festa acabou, a luz apagou e, agora, é você e Deus”. E Deus, certamente, gostará de ter em seu regaço um grande homem, um filho muito amado, que soube perseguir a Sua Luz e dignificar a arte e a política.

Maria Luiza Silveira Teles