Deficiências Mário Quintana

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"Qualquer tipo de maldade é resultado de alguma deficiência."
Da Felicidade

Sêneca

E perder um defeito, ou uma deficiência, ou uma negação, sempre é perder.

Fernando Pessoa

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz".

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E "Miserável" somos todos que não conseguimos falar com Deus.

Renata Vilella

A verdadeira deficiência é aquela que prende o ser humano por dentro e não por fora, pois até os incapacitados de andar podem ser livres para voar.

Thaís Moraes

Deficiência


O que é um deficiente?
Deficiente não é uma pessoa que não tem um braço ou uma perna ou algum tipo de doença.
Deficiente não é um cego, um surdo ou um mudo.
Eu conheço uma pessoa que nasceu com apenas uma parte dos braços. Ele poderia se deixar vencer pelo obstáculo que a vida colocou a sua frente, ele poderia se matar, ir pelo caminho mais fácil, deixar de lutar e dar-se por vencido.
Ele é marceneiro e trabalha como qualquer outra pessoa, e diria que muitos não fariam o trabalho tão bem quanto ele faz, ele superou uma dificuldade e tem uma vida normal. Não se pode chamar uma pessoa assim de deficiente.
E não só ele, várias pessoas já nascem dando de cara com obstáculos e superam as barreiras que são colocadas.
Rotular alguém como deficiente por uma diferença, isso é preconceito.
Eu vou dar um exemplo de um deficiente.
Uma pessoa que nasceu em berço de ouro, que teve tudo o que quis e teve incontáveis oportunidades na vida que está jogado nas drogas, trocando a vida por um pó ou uma erva. Esse sim é um deficiente.
Deficiente é uma pessoa que não consegue pensar, que não tem um raciocínio lógico, alguém que tem oportunidade de fazer mudar o mundo com uma atitude inovadora e acaba por fazer a mesma merda que o outro fez.
Outro exemplo que posso dar são pessoas de algum bairro que sofreram uma enchente.
Elas são atingidas por uma enchente e começam a reclamar com o governo mandando fazer um piscinão no bairro e tal. O problema é que a maioria dessas enchentes são causadas pelo lixo que os próprios moradores do bairro jogam na rua, entupindo bocas-de-lobo, bueiros, ralos, enfim.
Essas pessoas são todas deficientes, não conseguem pensar que os seus atos vão acabar tendo conseqüências no futuro, tanto boas quanto ruins.
Pois se pensassem nas conseqüências boas dos seus atos no futuro então os atos seriam, no contexto do exemplo, a reciclagem e a própria limpeza do bairro por parte dos moradores.
O resultado seria um meio ambiente em equilíbrio.
Agora o que acontece é que não pensam nem nas boas nem nas ruins e acabam fazendo coisas que vão ter conseqüências ruins, na maioria das vezes sem ter maldade nenhuma ou finalidade de prejudicar.
Como eu disse tais pessoas são deficientes, não conseguem ter um raciocínio e nem mesmo se preocupam em ter um e o resultado da destruição da enchente é apenas o retorno do dano que o homem causou ao seu meio ambiente.
Hoje em dia esse exemplo do bairro com enchente tem proporções globais em questão de dano ambiental de diversas formas, não só a de enchentes.
Ou seja, a humanidade em geral é deficiente, pois que tipo de imbecil danifica a própria casa para no futuro ficar desabrigado?
O dono de uma fábrica que não coloca filtros nas chaminés, pois seria caro e para ele desnecessário, seria um gasto a mais, ou seja, prejuízo.
Mas ele não pensa que o fato de não colocar o filtro, dentre outros cuidados, vai, depois de algum tempo, danificar o ambiente de forma que não tenha mais matéria-prima para funcionar a fábrica. O fato de não pensar faz com que ele tenha um prejuízo de fato ao invés do investimento benéfico de colocar uma porra de um filtro na chaminé da fábrica.
É triste o fato de a humanidade ter ficado cega com o dinheiro e a ganância, tanto que só vieram se preocupar com o meio ambiente agora porque descobriram que dava pra ganhar dinheiro com isso.
O pior é que simples atos no dia-a-dia poderiam fazer uma diferença como por exemplo não jogar o lixo na rua e simplesmente jogar na lixeira.
Tem gente que passa do lado de uma lixeira e ainda joga na rua um mísero papel de bala que unido com outras centenas de papéis de bala acabam por causar um dano ao ambiente.
Se bem que também é preciso andar muito para se encontrar uma lixeira, pelo menos no Brasil, mas com certeza a maioria dos países não deve ter essa preocupação. É um erro esse simples fato de não haver lixeiras espalhadas por todos os cantos, mas também não é por causa de um erro que se deve cometer outro.
Outro exemplo, agora um clássico do Brasil. Qualquer alguém que trabalha no governo e rouba dinheiro público, um dinheiro que o tal alguém usa pra se dar de presente uma mansão só pra ele, enquanto o dinheiro poderia ter sido usado para dar moradia a centenas de pessoas que morrem de frio nas ruas por não ter ao menos um cobertor.
Agora me digam se não é um deficiente uma pessoa que tem o poder de fazer o bem para uma população e mesmo assim por puro egoísmo faz uma sacanagem dessas.
Aposto que ele só consegue dormir a noite porque é tão desprovido de um raciocínio lógico que nem consegue imaginar que ele é um assassino e não só um ladrão, pois com certeza ele não pensa que enquanto está no conforto de sua nova mansão comprada com dinheiro público, várias pessoas morrem de frio e de fome por culpa dele.
O cara tem estudo? Tem. Tem faculdade e pós-graduação? Tem.
Então eu pergunto pra que estudar pra ser um ladrão que usa terno e gravata e ainda ser um serial killer?
Agora o pior ainda é a corrupção ser mais forte que a maior parte da humanidade.
Tanto que até os designados para nos proteger são corruPTos, os famosos bandidos fardados. Não só no Brasil, disso tem no mundo inteiro. Mas vamos focalizar no Brasil já que é aonde vivemos.
Tudo bem também que o sistema não ajuda já que tais profissionais arriscam a vida pra ganhar um salário de merda e sem nenhum tipo de benefício.
É como se a vida do pobre valesse menos que um prato de arroz e feijão.
As tentações nessas situações são muito fortes é claro, mas como disse antes não é por causa de um erro que se deve cometer outro.
O pior é que mesmo quem ganha bem ainda consegue se corromper só pra ter mais.
Agora eu pergunto, parece mais que estamos evoluindo ou involuindo?
Na minha filosofia esses é que são os deficientes, as pessoas que não pensam são os deficientes, os que não raciocinam são os deficientes e os que se deixam vencer são os deficientes.

Pelicano

Deficiências psicológicas são pensamentos negativos que exercem forte pressão sobre a vontade do indivíduo. São causas determinantes da incapacidade e impotência dos esforços humanos em busca do despertar consciente para a vida, em seu verdadeiro significado.

Carlos Bernardo González Pecotche

DEFICIÊNCIA... A verdadeira deficiencia está no abandono dos sonhos, da vontade de viver, do descaso ao proximo. A DEFICIÊNCIA é aquilo que te prende por dentro, que engessa sua alma, sua fé, pois ainda que incapacitados de andar, todos somos livres para sonhar, para amar, para ajudar o proximo com uma palavra de afeto, um sorriso... somos livres para voar nas asas da nossa imaginaçao!

Marciah Pereira

A maior deficiência é a deficiência de amar.

Eduardo Henrique Correia da silva

Jamais subestime a capacidade de outro ser humano ter as mesmas deficiências que você.

desconhecido

SETORIAL DA PESSOA COM DEFICIENCIA DO PT
MACRO-OSASCO
CONTRIBUIÇÃO DO SETORIAL DA PESSOA COM DEFICIENICA DO PT DE OSASCO AO GOVERNO DE JOÃO PAULO CUNHA.


"Um Município Decente Não Discrimina Nenhum de Seus Filhos"


Queremos convocar todos os que desejam o bem do município de Osasco a se unirem em
torno de um programa de mudanças corajosas e responsáveis para a nossa cidade. É preciso agir com ousadia, determinação e criatividade em defesa dos interesses e das necessidades de nossos munícipes. É indispensável olhar com carinho para a nossa gente, buscando construir uma cidade mais justa e mais solidária. É com essa perspectiva que pedimos assumir um compromisso: se for eleito Prefeito de Osasco, desenvolver e executar políticas públicas voltadas para o bem-estar das pessoas com deficiência. Políticas que, acima de tudo, criem oportunidades para que esses mais de 158 mil habitantes com deficiência em Osasco, homens e mulheres possam viver com dignidade."

(Setorial da Pessoa com Deficiência do PT – Macro-Oeste – Grupo Técnico para Contribuição do segmento das pessoas com deficiência ao Governo de João Paulo Cunha)

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Nós, do Setorial da Pessoas com Deficiência de Osasco, elaboramos esta Contribuição ao governo João Paulo Cunha, considerando ser este um ano eleitoral, com o objetivo de apresentar ao futuro Governo João Paulo Cunha, uma proposta de construção da mudança paradigmática, representada pela qualificação e consolidação de uma Política Municipal para a Pessoa com Deficiência.

Imprimindo a marca do novo a partir de uma concepção democrática e popular, tal Política deve questionar a visão e os valores tradicionais acerca das formas como Municípios ainda concebem e atuam em suas políticas públicas voltadas para estas pessoas.

Vivemos um momento de singular significado histórico no Brasil, pois no ano de 2010, o povo brasileiro elegeu, pela primeira vez em sua história, uma mulher para presidir este país. Na conjuntura atual, em que vários atores sociais, representantes das elites, ainda teimam em impor a concepção de que a história do Brasil se reduz aos 512 Anos de colonização, nós, ao contrário, reafirmamos nossa convicção na história da resistência negra, índia, feminina e popular, ou seja, dos povos e dos setores excluídos desse processo civilizatório.

Neste sentido, o Setorial da Pessoa com Deficiência de Osasco propõe e reafirma ao candidato a executivo municipal, uma reflexão frente a nossa realidade.

A presente Contribuição ao governo municipal de João Paulo Cunha está composta por duas partes. A primeira, mais teórica, busca informar sobre a problemática geral das pessoas com deficiência, e a segunda, com algumas diretrizes mais concretas, objetivando a apresentação de idéias, visando o aprimoramento da Política Municipal da pessoa com deficiência.


Parte I: O Governo Popular de João Paulo Cunha as Políticas Públicas e as Pessoas com Deficiência

No marco da formação econômico-social do capitalismo e, mais especificamente na sociedade brasileira, que tem dentre suas características constitutivas tanto no seu processo de formação histórica quanto na sua dinâmica social dos dias de hoje, os aspectos
de ser elitista, preconceituosa e discriminadora, a questão das pessoas com deficiência destaca-se como um singular caso de exclusão social.

Trata-se de um caso de dupla exclusão, que aqui é entendida como restrição ou impossibilidade de acesso aos bens sociais, incluindo-se aqueles relacionados com uma vida independente e auto-sustentada. A primeira e principal exclusão advém dos próprios mecanismos constitutivos da sociedade capitalista, em especial nos países periféricos e subdesenvolvidos, a de relegar extensos, senão majoritários contingentes populacionais a uma condição de miséria absoluta, ou, no máximo, de subsistência. A segunda exclusão é devida a condição da pessoa ter uma "diferença restritiva" nas áreas física, sensorial, cognitiva ou ainda comportamental, que situam-se em desacordo com os padrões estabelecidos como produtivos, eficientes,funcionais ou mesmo de beleza. Essa questão da "desconformidade" com os padrões, obviamente não é específica para as pessoas com
deficiência, da mesma forma e com as especificidades de cada caso, ela também atingeoutros setores excluídos socialmente: negros, mulheres, homossexuais, entre tantos outros.

Porém, diferentemente dos demais setores excluídos, para os quais há um nível de discussão e de denúncia das opressões, bem como um movimento social organizado e articulado em diversos níveis que, se ainda não são suficientes para a superação das respectivas exclusões, já constituem um patamar de visibilidade social mínimo, com as pessoas com deficiência, isso ainda não ocorre nesta proporção, acarretando portanto entraves adicionais para a eliminação da exclusão.

De fato, advindas das próprias limitações das suas diferenças restritivas, somadas a inadaptação do meio social (espaço construído, meios de transporte, acesso à educação, etc.) e agravadas sobretudo por uma visão e uma prática social. Trata-se de um caso de dupla exclusão, que aqui é entendida como restrição ou impossibilidade de acesso aos bens sociais, incluindo-se aqueles relacionados com uma vida independente e auto-sustentada. A
primeira e principal exclusão advém dos próprios mecanismos constitutivos da sociedade capitalista, em especial nos países periféricos e subdesenvolvidos, a de relegar extensos, senão majoritários contingentes populacionais a uma condição de miséria absoluta, ou, no máximo, de subsistência. A segunda exclusão é devida a condição da pessoa ter uma "diferença restritiva" nas áreas física,sensorial, cognitiva ou ainda comportamental, que situam-se em desacordo com os padrões estabelecidos como produtivos, eficientes, funcionais ou mesmo de beleza. Essa questão da "desconformidade" com os padrões, obviamente não é específica para as pessoas com deficiência, da mesma forma e com as especificidades de cada caso, ela também atinge outros setores excluídos socialmente: negros, mulheres,homossexuais, entre tantos outros.

Porém, diferentemente dos demais setores excluídos, para os quais há um nível de discussão e de denúncia das opressões, bem como um movimento social organizado e articulado em diversos níveis que, se ainda não são suficientes para a superação das respectivas exclusões, já constituem um patamar de visibilidade social mínimo, com as pessoas com deficiência, isso ainda não ocorre nesta proporção, acarretando portanto entraves adicionais para a eliminação da exclusão.

De fato, advindas das próprias limitações das suas diferenças restritivas, somadas a inadaptação do meio social (espaço construído, meios de transporte, acesso à educação, etc.) e agravadas sobretudo por uma visão e uma prática social assistencialista e paternalista com as quais suas questões são tradicionalmente entendidas e tratadas, as pessoas com deficiência têm sido historicamente objeto da ação e da piedade sociais. Essa condição, de "não-sujeito" da sua vontade, começa pouco a pouco a ser superada através das lutas de seus diversos movimentos sociais organizados, que no Brasil remontam a cerca de quatro décadas e que, em que pese terem obtido significativos avanços recentes, ainda não é suficiente para romper com o senso comum arraigado há séculos, senão milênios.

Pessoas com Deficiência: quem são e quantas são?

Estas perguntas básicas tem sido insistentemente formuladas, sem que ainda tenham sido satisfatoriamente respondidas. Qualquer planejamento, quer seja a partir de um simples projeto, quer principalmente seja por parte dos governos na elaboração de suas políticas públicas, deve buscar responder essas indagações. Propomos assim, que o governante municipal assuma o compromisso de realizar tais ações e políticas. A título de introdução, uma vez que foge ao objetivo da presente Contribuição ao governo João Paulo Cunha aprofundar essa discussão, podemos apontar os seguintes indicativos.

As pessoas com deficiência não formam um grupo homogêneo. Por exemplo, as com déficit intelectual , com deficiência visual, auditiva ou da fala, as que têm mobilidade reduzida, ou as pessoas com deficiência múltipla, todas elas se defrontam com barreiras diferentes, apresentam características diferentes e que devem ser superadas de maneiras
distintas.

A Organização Mundial de Saúde, pontua que nos países subdesenvolvidos, em tempos de paz, cerca de 10% da população possui algum tipo de deficiência.

No Brasil, o IBGE, através do Censo Demográfico de 2010, em sua Tabulação Avançada, destaca a existência de aproximadamente 24% do total populacional, composto por pessoas com algum tipo de deficiência, o que equivale a aproximadamente 45 milhões de habitantes, submetidos em sua maioria a brutais processos de exclusão social. Estes números dão a exata dimensão da importância de se ampliar no âmbito do Governo Federal e de se instituir, nos Estados e Municípios, uma Política voltada para as Pessoas com Deficiência.

Uma das características marcantes do ser humano é a diferença. Não existem duas pessoas iguais. É isso que torna cada indivíduo único. Encontramos dentre estas pessoas, uma enorme heterogeneidade de diferenças advindas de vários tipos de déficits ou lesões físicas,
sensoriais e mentais, que evidenciam o fato de não constituírem tais pessoas um grupo, segmento ou outra denominação similar, quer do ponto de vista biológico, psicológico ou sociológico.

É importante frisar que, diferentemente de fatores como sexo e etnia, que se constituem em classificações humanas válidas do ponto de vista biológico, os padrões de "normalidade" são construídos socialmente e, portanto, variam no tempo e no espaço. O "normal" por conseguinte é uma concepção sociocultural e histórica.

O perfil da Pessoa com Deficiência no Município de Osasco

Políticas Públicas

A permanente discussão entre identidade e diversidade que a questão da diferença suscita, vem ao encontro do que hoje se debate em termos de construção de um modelo político e econômico que dê conta das complexidades existentes e prementes em todas as áreas da vida humana, que demandam ações e políticas específicas. Cada vez mais, questões como a relativização de dogmas e determinismos de toda ordem, a inclusão da singularidade dos sujeitos envolvidos, em contraposição à ênfase exagerada na coletividade generalizante e generalizadora, a descoberta do valor e da importância dos processos subjetivos (que, sabe-se hoje, tem forte caráter político) em oposição à supremacia das estruturas materiais e objetivas, enfim, são aspectos que a esquerda de todo mundo reflete a partir das tentativas já feitas por construção de um novo modelo político.

O Governo municipal Petista, tem em suas mãos o grande desafio de não deixar sucumbir o sonho da construção de uma sociedade pautada em relações solidárias e justiça social, e ainda mais, de construir efetivamente os mecanismos para a reversão do quadro de exclusão social e das práticas autoritárias que predominam nas sociedades, em todos os níveis de governo.

A luta que se iniciou com um grupo de pessoas com deficiência contra a segregação social tem os mesmos preceitos da luta pela desconstrução de valores éticos que sustentam e legitimam a sociedade capitalista, pautada na desigualdade social. Colocando um ser humano contra o outro, privilegiando uma capacidade produtiva massificada, num jeito
cartesiano de pensar modelos economicamente produtivos, mata a singularidade e a subjetividade.

A transformação social e a mudança cultural, necessárias neste caso, não são meramente ações a serem feitas, não se constituem num fenômeno espontaneísta. Necessitam de políticas públicas conseqüentes, intersetoriais e articuladas, que contemplem as diversas dimensões da vida humana. Aqui não se trata de uma questão de assistência social, apesar de incluí-la. É, sim, uma questão de educação, saúde, cultura, trabalho, etc. É uma questão de cidadania e de acesso universal a todos os bens e serviços disponíveis à sociedade.

Inclusão social, igualdade, no sentido de equiparação de oportunidades, tampouco, é uma aglutinação de seres diversos numamultidão sem intercâmbio ou crescimento para qualquer uma das partes. Necessita de vontade política, pois não se sustenta por decreto.

Em uma sociedade de massas como a nossa, as políticas públicas têm que necessariamente assumir a condição de serem "políticas generalistas", no sentido de atender o maior número possível de situações. Acontece que essa condição as faz não atender, ou atender precariamente, aqueles que, por possuírem "diferenças" em relação ao padrão/norma, requerem procedimentos e adequações específicas, independentemente dos valores a serem gastos ou do número de pessoas a serem atendidas.

Se ponderarmos as considerações anteriores quanto ao número de pessoas com deficiência e acrescentarmos que elas, via de regra, não vivem sozinhas, ou seja, têm família, amigos, etc., ou seja estão inseridas, em que pese as precariedades dessa inserção, na vida comunitária e social, veremos que, se elas constituem uma "minoria" social, é tão somente do ponto de vista de acesso às oportunidades e ao poder, e nunca em seu aspecto numérico.

Esta constatação, por si só, justifica a necessidade de adequação das políticas públicas, no sentido de dotá-las de condição de atenderem às demandas da população real, quer seja com deficiência ou não.

Porém, como conseqüência de nosso ainda precário estágio de desenvolvimento social, além da herança cultural que relega para as pessoas com deficiência um papel absolutamente dependente e subordinado nesse processo, as políticas sociais tradicionais reservam e canalizam para a Assistência Social as demandas dessa área. Ainda é dominante o senso comum que entende que essas demandas são restritas à área desta política pública.

A Assistência Social é, sem dúvida, uma importante Política para as pessoas com deficiência, uma vez que nossa realidade perversa e excludente, coloca um imenso contingente populacional na faixa da pobreza absoluta, para quem a Assistência Social, construtiva e transformadora, tem um amplo campo de trabalho. O erro é limitar todo um conjunto de políticas voltadas para a questão das pessoas com deficiência, que no seu conjunto tem um extraordinário poder questionador da sociedade capitalista e de seus valores culturais e simbólicos, a uma questão meramente assistencialista, sendo portanto dever do Poder Público implementar mecanismos para essa quebra de
paradigma.

Se, como objetivo máximo, as pessoas com deficiência almejam Igualdade de Oportunidades, Plena Participação, Protagonismo, Vida Independente e Auto-suficiência Econômica, visando passarem a ser cidadãs produtivas e inseridas na vida social, cabe ao Estado, em todos os seus níveis de governo, como impulsionador e regulador das relações
sociais, promover essa transição. Portanto, é imperativo que deixe de ter a postura ambígua que tradicionalmente o tem caracterizado, por um lado afirmando a vida independente como meta e, por outro lado,construindo significativos obstáculos para a sua concretização.


Parte II: Qualificação e Consolidação de uma Política voltada às pessoas com deficiência
Esta parte é constituída pelas seguintes diretrizes:

Articulação das ações em todas as áreas da Administração pública municipal; Participação das pessoas com deficiência e seus familiares ou responsáveis, por meio de suas entidades representativas, no planejamento, execução e avaliação da Política Municipal, através dos órgãos de controle social, especialmente os conselhos de defesa de direitos das pessoas com deficiência;
Definição, regulamentação e implementação da legislação relativa aos direitos das pessoas com deficiência;
Criação de órgãos de articulação e gestão de políticas para as pessoas com deficiência, garantindo o protagonismo destas, bem como de conselhos de defesa de direitos, assegurando condições para sua manutenção e funcionamento, bem como o fortalecimento do Conselho já existente;
Adoção, por parte do Município de Osasco, em cada uma das suas políticas públicas setoriais, dos preceitos contidos no "Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência" da Organização das Nações Unidas – ONU e na Convenção Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Entendendo que as políticas sociais em um Governo Democrático e Popular devem se fundamentar nos eixos Afirmação de Direitos e Inclusão Social, nossa proposta de Políticas públicas para as Pessoas com Deficiência pode ser resumida em Inclusão, Protagonismo e
Integração Social, Respeitando às Diferenças e garantindo a Equiparação de Oportunidades.

Propostas para a construção de uma política para as pessoas com deficiência

A Política a ser executada na esfera municipal deve se estruturar a partir de 3 eixos:

. acessibilidade universal, com o protagonismo das pessoas com deficiência.
. articulação e implementação de redes de serviços; e
. participação da sociedade na elaboração das políticas municipais e no controle de sua implantação e execução cotidiana.

Ações a serem implantadas/implementadas:

. Desenvolver programas municiupais voltados para a criação de centros de atendimento e reabilitação que incluam serviços de atenção nas áreas médica, social e de educação, com equipes multiprofissionais. Esses centros deverão também executar ações de orientação e mobilidade.

. Promover campanhas permanentes sobre prevenção, direito das pessoas com deficiência e incentivo à doação de órgãos;

. Descentralizar a concessão de órteses e próteses e estimular as iniciativas comunitárias de habilitação e reabilitação;

. Estimular a realização de estudos e pesquisas e produção de equipamentos e tecnologias para uso das pessoas com deficiência;
. Assegurar o direito à comunicação e à cultura inclusiva das pessoas com deficiência, com estímulo à produção de textos em formato acessível, e, na mídia, implementar programação legendada com Libras e audiodescrição;

. Obrigatoriedade na execução de políticas públicas municipais, com vistas a eliminação de barreiras atitudinais, arquitetônicas, de comunicação e informação, através da adequação dos transportes, prédios públicos, privados e logradouros;

. Obrigatoriedade na eliminação de barreiras atitudinais, arquitetônicas e de comunicação e informação em todas as edificações de órgãos municipais, bem como fomentar formação continuada, através da Fundação Perceu Abramo, sobre a temática das pessoas com deficiência, garantindo em todos os eventos do município a acessibilidade universal

. Estabelecer diretrizes que incorporem as especificidades das pessoas com deficiência em todos os projetos habitacionais dentro do município, bem como criar mecanismos para a sua fiscalização;

. Promover a igualdade de oportunidades, visando a qualificação profissional, garantindo a inserção, inclusão e adequação das pessoas com deficiência no mundo do trabalho, não permitindo que a Lei 8.213/91 (Lei de quotas) seja alterada, evitando-se retrocessos na
política das pessoas com deficiência;

. Criar mecanismos que estimulem as empresas no município a adequar seus métodos de trabalho, instalações físicas e transportes, visando a contratação de pessoas com deficiência, promovendo uma efetiva fiscalização destas contratações;

. Implementar (esporte adaptado ) políticas de esportes, cultura e lazer para as pessoas com deficiência, com ênfase nas crianças e adolescentes;

. Garantir educação inclusiva e promover formação continuada dos trabalhadores, qualificando-os, dotar os estabelecimentos de ensino dentro da área de abrangência do município de equipamentos, com pessoal de apoio com treinamento específico na área e disponibilizar material pedagógico adequado, assim como implantar classes hospitalares.

. Implantar/implementar órgãos municipais, com poder político e financeiro para a execução de ações, projetos e programas voltados para as pessoas com deficiência, garantindo seu protagonismo e envolvendo pessoas comprometidas;

. Implantar/implementar Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Osasco, objetivando o fortalecimento do controle social.

. Avançar no processo de gestão administrativa, criando a Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Urbana, com infra-estrutura adequada, e sensibilizando os dirigentes de outras secretárias municipais para uma ação conjunta e inter secretarial para esse tema; e
. Criar mecanismos punitivos e/ou sanções para a sociedade em geral, sempre que houver desrespeito ao cumprimento da legislação pertinente as pessoas com deficiência. Sugerimos aqui a Criação do Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência de Osasco, com recursos de empresas municipais que não cumprim a contratação de trabalhadores com deficiência – Lei de Cotas.
.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do exposto, conclui-se que a questão das pessoas com deficiência, complexa que é, não será equacionada a partir de ações setoriais ou isoladas. Ao invés disso está diretamente vinculada à superação dos mais relevantes problemas de desenvolvimento e justiça social em nosso país.

As pessoas com deficiência sabem que os avanços da ciência e da tecnologia atuais, no alvorecer do século 21, podem apoiar seus processos de independência em uma proporção nunca antes vista. Porém, esse potencial, para ser plenamente exercido, requer uma ação conjunta e dedicada de todos os setores da sociedade, responsáveis pelas políticas públicas, organizações não-governamentais, setor privado, mídia, além é claro, das próprias pessoas com deficiência e suas entidades representativas e a comunidade em geral.

O movimento das pessoas com deficiência em direção a uma vida independente e auto-sustentada é um desafio à nossa democracia social em nosso município.

Setorial da Pessoa com Deficiência do PT Osasco.

Bibiografias.

(Adaptado do Documento "Proposta Setorial para o Governo Lula 2002)
(Contribuição do Setorial da Pessoa com Deficiência aos Governos Municipais do PT.)

Setorial da Pessoa com Deficiencia do PT de Osasco

“Amar é descobrir que a deficiência do próximo, faz parte do perfeito mosaico humano”.

Douglas Domingos Américo

As Vezes Confundimos Educaçao e Fineza Com Deficiencia e Fraqueza.

Liko Lisboa

O preconceito é a pior de todas DEFICIÊNCIAS

Monica

Três deficiências, piores que a morte. A inveja, cegueira do mundo, a ganância, surdez dos tolos e a fofoca a mudez dos imbecis.

Antonildo Oliveira

Existem os cegos por deficiência , os cegos pela ignorância e os cegos porque preferem permanecer assim. Das 3 situações a ultima é a pior!

Daniel Godri Junior

Se não entendes, então deves procurar dicionário pra eliminar ou sarar/ sanar a deficiência de não alforjar a presença do entendimento, para que a sua casmonia possa cogitar duma feição condizente e meditar duma forma digna e aceitável. Meditar ou reflectir não é um delito e não deve entrar na presença de restrições, e, portanto, deve se libertar o cogito.

Félix Zacarias Mutombo António

Um líder servidor, sabe valorizar as qualidades de seus liderados, e ajuda nas deficiências de cada um individualmente com respeito e paciência, certamente terá uma equipe motivada.

pr daniel adans soares

Já imaginou se as deficiências psíquicas e espirituais também fossem visíveis? Pessoas com defeitos físicos me fazem lembrar que as tenho.

Diógenes Pereira de Araújo

"A maior deficiência não está no corpo do deficiente físico, mas, na alma do preconceituoso."

Sebastião Barros Travassos

A mentira é uma deficiência que te torna dependente dela como uma muleta. Quanto mas você mente mais você precisará mentir para manter a mentira lá de trás.

Marcello Thadeu