Dedicatórias para Livros de Receitas

Cerca de 1331 dedicatórias para Livros de Receitas

Receitas do Dr.house

1.Tenha medo constantemente,de tudo,(é fácil encontrar motivos para desconfiar das pessoas e temê-las.)principalmente de que o magoem,de perder o amor de sua parceira ou o apreço de pessoas próximas.

Livro Dr.house

Como calcular a real importância do escritor? Valeria mais que um padeiro? Que um médico? RECEITAS DE MÃE ROSA. Não, não. O escritor e o idiota são uma coisa só. O mesmo espanto, a mesma confusão de significados." (Estranhos na noite, romance, 1988)

Hilda Gomes Dutra Magalhães

Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer q só me lembram q nada vai resolver pq tudo me trás vc !

Thalissa Oliveira

”Uma mistura de admiração e de compaixão é um dos mais seguros receitas de afeto.”

Darlan Clay

Ruminando...

Tantos clichês,
Receitas mágicas.
Tem um chiclete?

Francismar Prestes Leal

Expresso
Eu recito e tu me receitas
Uma xícara de café e meia
Ou uma dose alheia
Do teu mau-olhado.

E eu te olho nu – olho
E eu te decoro no olho
Mas eu te vejo é no cheiro
Eu te sinto é no trago
Mas eu te quero de lado
De perfil
Não hostil
Ou triangulado.

Eu te recito e tu me receitas um gole de café amargo.

Naty Parreiras

Sorte e escolhas bem feitas. Duas receitas basicas para a felicidade.

Mestre Arievlis

Receitas?Crie suas próprias!
O sábio testa vários novos caminhos.

Niih MSR

...Mais Receitas

Mais do ontem
Menos de amanhã
Tudo do agora...
Tenho tudo que quero
Mas não vejo nada ainda
... espera um pouco
Tenho o agora
Nele o tudo pertence
Só é uma questão de escolhas
A cada minuto uma chance
De mudar algo
Algo que amanhã não serão apenas palavras
Conselho de um sábio
Que colecionou palavras
Muitas doce como mel
Outras temperadas com lágrimas
Sabia usar todas elas
Porem não soube vive - las
Em outro lugar distante, a utopia...

André Felipe Vieira

Lamentável são os que não colocam nada em prática do que aprenderam em receitas básicas de autoajuda, talvez por experiência própria. Limitam-se a criticar o que desconhecem em seus próprios espíritos ou querem desconhecer, e vazios, nem aconselham nada, pois ainda não tem nada ou o pouco quem tem, egoicos, não aprenderam ainda a compartilhar. Nem todos os grandes pensadores do mundo, ou mesmo os pequenos, praticam o que escrevem, mas talvez sirvam de inspiração tardia para eles mesmos ou àqueles que anseiam por melhorarem como seres humanos. A crítica é sempre mais fácil e ácida, pois não há necessidade do envolvimento pessoal com nada, bastando à crítica pela crítica.

Swami Paatra Shankara

"Todas as receitas para a felicidade baseiam se sempre em um ideal superior."

Johnny De Carli

Ja enjoei de comer pão que o diabo amassou, vou dar um livro de receitas pra ele pra ver se da uma variada

Annynha Rodrigues

Quando pergunto as pessoas o que é felicidade, elas apenas me soletram receitas de como espantar a tristeza.

jefersonlima

Como as pessoas insistem em ser ignorantes? Como as pessoas insistem em deixar de lado tudo o que é mais lindo no mundo por um simples capricho? Como elas ainda falam o nome das vacas em vão, maltratam o animal mais perfeito de toda a criação divina?
O mundo é um lugar terrivel de se viver. Ainda sonho com a minha doce Mangália.

Ann Monroe, Livros Mangalianos

Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa(...) Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.

Desconhecido

Minha solidão me serve de companhia. Com os livros nas mãos tento fugir desse mundo tão promiscuo, desse mundo tão hostil. Dizem que é errado sonhar demais e esquecer a realidade, mas há tempos que não ouço mais o que dizem. A música me fascina e ajuda-me a seguir vivendo cada dia sem olhar para as coisas que a vida levou, então apenas sigo vivendo, pensando, sonhando. Cada dia mais…

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AMOR AOS LIVROS
Posso lhes apresentar na mais nada menos que uma bela e satisfatória história das pessoas que cultivam o amor pela palavra impressa e encadernada, o LIVRO.
O livro é o meu ganha pão,
O livro é o meu desenvolvimento intelectual e fraterno,
O livro me acalenta, me esclarece,
E me faz acrediar no H O M E M !
O livro me conduz a compreender o significado da V I D A,
Me fez M U L H E R e me faz a pessoa que sou,
E que ainda continuarei a SER!
O meu amor pelos livros teve início,
Lá na minha infância linda e feliz,
Junto à minha cidade querida, pequena e aconchegante, Localizada no sul do Estado do Espírito Santo
(São José do Calçado),
Alí surgia a primeira biblioteca pública,
E foi alí que tudo começou.
Depois, aos 21 anos, já em São Paulo, fui trabalhar na Universidade de São Paulo, claro,
Em Biblioteca e até então não parei mais.
Sou graduada em Bibliotecomia e Documentação,
Pela primeira Escola de Política do Brasil,
Que é a Fundação Escola de Sociologia e Política-FESP.
Sempre me preuocupo e atuo na Educação do meu País, Acredito que o Brasil cresca e se torna,
Um gigante educacional, cultural e econômico
Com uma educação de melhor qualidade,
E de políticas públicas de LEITURA de verdade.

Fátima Bindes

AINDA QUE...
Ainda que não escrevas livros...
És o escritor de tua vida.
Ainda que não sejas Miguelangelo...
Podes fazer de tua vida uma obra-prima.
Ainda que cantes desafinado...
Tua existência pode ser uma linda canção,
que qualquer afamado compositor invejaria.
Ainda que não entendas de música...
Tua vida pode ser uma magnífica sinfonia que os clássicos respeitariam.
Ainda que não tenhas estudado numa escola de comunicação...
Tua vida pode transformar-se numa reportagem modelo.
Ainda que não tenhas grande cultura...
Podes cultivar a sabedoria da caridade.
Ainda que teu trabalho seja humilde...
Podes converter teu dia em oração.
Ainda que tenhas quarenta, cinqüenta,
sessenta ou setenta anos...
Podes ser jovem de espírito.
Ainda que as rugas já manquem teu rosto...
Vale mais tua beleza interior.
Ainda que teus pés sangrem nos tropeços e pedras do caminho...
Teu rosto pode sorrir.
Ainda que tuas mãos conservem as cicatrizes dos problemas,
e das incompreensões...
Teus lábios podem agradecer.
Ainda que as lágrimas amargas recorram teu rosto...
Tens um coração para amar.
Ainda que não o compreendas...
No céu tens reservado um lugar...

Desconhecido

Helen Palmer - uma Sombra de Clarice Lispector (PREFÁCIO)

Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977 – dez e meia da manhã. Quando – em decorrência de um câncer e apenas um dia antes de completar o seu quinquagésimo sétimo aniversário – a prodigiosa escritora Clarice Lispector partia do transitório universo dos humanos, para perpetuar sua existência através das preciosas letras que transbordavam da sua complexa alma feminina, os inúmeros apreciadores daquela intrépida força de natureza sensível e pulsante ficavam órfãos das suas epifânicas palavras, enquanto o mundo literário, embora enriquecido pelos imorredouros legados que permaneceriam em seus contos, crônicas e romances, ficaria incompleto por não mais partilhar – nem mesmo através das obras póstumas – das histórias inéditas que desvaneciam junto com ela.

Entretanto, tempos depois da sua morte, inúmeras polêmicas concernentes a sua vida privada vieram ao conhecimento público. Sobretudo, após ter sido inaugurado o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) – constituído por diversos documentos pessoais da escritora – doados por um de seus filhos. E diante de correspondências trocadas com amigos e parentes, trechos rabiscados de produções literárias, e algumas declarações escritas sobre fatos e acontecimentos, a confirmação de que entre agosto de 1959 a fevereiro de 1961, era ela quem assinava uma coluna no jornal Correio da Manhã sob o pseudônimo de Helen Palmer.

Decerto aquilo não seria um dos seus maiores segredos. Aliás, nem era algo tão ignoto assim. Muitos – principalmente os mais próximos – sabiam até mesmo que, no período de maio a outubro de 1952, a convite do cronista Rubem Braga ela havia usado a identidade falsa de Tereza Quadros para assinar uma coluna no tabloide Comício. Assim como já se conscientizavam também, que a partir de abril de 1960, a coluna intitulada Só para Mulheres, do Diário da Noite, era escrita por ela como Ghost writer da modelo e atriz Ilka Soares. Mas, indubitavelmente, Clarice guardava algo bem mais adiante do que o seu lirismo introspectivo. Algo que fugiria da interpretação dos seus textos herméticos, e da revelação de seus pseudos. Um mistério que a própria lógica desconheceria. Um enigma que persistiria afora dos seus oblíquos olhos melancólicos.

Dizem, inclusive, que em agosto de 1975, ela somente aceitou participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria – em Bogotá, Colômbia – porque já estava convencida de que aquela cíclica capacidade de renovação que lhe acompanhava, viria de um poder supremo ao seu domínio e bem mais intricado que os seus conflitos religiosos. Talvez seja mesmo verdade. Talvez não. Quem sabe descobriríamos mais a respeito, se nessa mesma ocasião, sob o pretexto de súbito um mal-estar ela não tivesse, inexplicavelmente, desistido de ler o verdadeiro texto sobre magia que havia preparado cuidadosamente para o instante da sua apresentação.

Em deferência aos costumes judaicos quanto ao Shabat, Clarice só pode ser sepultada no dia 11, domingo. Sabe-se hoje que o seu corpo repousa no túmulo 123 da fila G do Cemitério Comunal Israelita no bairro do Caju, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Coincidentemente, próximo ao local onde a sua personagem Macabéa gastava as horas vagas. No entanto, como quase todos os extraordinários que fazem da vida um passeio de aprendizado, deduz-se que Clarice tenha mesmo levado consigo uma fração de ensinamentos irreveláveis. Certamente, os casos mais obscuros, tais como os episódios mais sigilosos, partiram pegados ao seu acervo incriado, e sem dúvida alguma, muita coisa envolta às suas sombras não seriam confidenciadas. Como por exemplo, o verdadeiro motivo que lhe inspirou a adotar um daqueles pseudônimos (...)

Marcus Deminco

Barroqueira do Agreste – Bahia
(Fevereiro de 1934)

A grande distância da realidade dos centros urbanos, longe de qualquer vestígio de progresso e imensamente afastada de tudo aquilo que poderia ser compreendido como civilização, Lea Leopoldina era mais uma pobre cambembe emprenhada, prestes a parir mais um predestinado sertanejo azarento. À sua volta, pouquíssima história para ser contada e nenhum tipo de adornos para enfeitar o seu xexelento pardieiro de barro batido: três cuias de água salobra, brotos de palmas estorricadas e um saco de farinha de mandioca dividiam o apertado espaço na mesa de madeira crua com sabão de sapomina, folhas de macambira e um desusado pilão emborcado numa arredondada bacineta de pedra, guardando ainda as raspas das rapaduras trazidas pelos mascates dos canaviais das circunvizinhanças.

Acima dos caibros e das varas que faziam a parede engradada de taipa, o maljeitoso telhado de ripas, com uma tira grossa de embira amarrada ao centro da cumeeira, segurava num só laço de nó um leocádio apagado bem na direção do velho fogão de lenha. E presa na memória dos seus parcos pertences espalhados naqueles quatro cantos de extrema vileza, a triste lembrança de seu companheiro: Nestor a tivera abandonado, inexplicavelmente, após tomar conhecimento da sua inesperada gravidez.

Do lado de fora, onde fumaça manava em vez de flores e onde nada germinava pelas estreitas fendas cravadas na superfície do chão estéril, pouca coisa sobrevivia da crueldade de uma duradoura estiagem. Rodeados por xiquexiques, quipás, seixos, pederneiras, juazeiros e mandacarus, formigas, besouros, calangos e lagartos escondiam-se num devastado matagal pálido e amortecido. Ao redor deles, pedregosas areias de rios secos, cisternas vazias, lavouras abolidas e ossos de animais mortos eram sobrevoados por outros tantos insetos invictos e descorados.

Caia mais um fim de tarde e o céu avermelhava-se por inteiro, levando consigo as minguadas sombras dos resistentes pés de umbu, jataí e jericó. Parecia mais um entardecer inexpressivo – como todos os outros marasmados e silentes daquele lugarejo fosco – não fossem aquelas repentinas vozes cantarolando mais alto que os cadenciados apitos das cigarras entocadas nos calhaus dos roçados e trauteando mais modestas que os finos gorjeios dos cinzentos pássaros que voavam rumo ao infindo horizonte de mato desbotado: "Nós somos as parteiras tradicionais que em grupo vamos trabalhar! Todas juntas sempre unidas, muitas vidas vamos salvar..." (Helen Palmer - Uma Sombra de Clarice Lispector (Capítulo 3).

Marcus Deminco