Dedicatórias Fúnebres

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Que ninguém me honre com lágrimas e homenagens / fúnebres. Porquê? Permanecerei bem vivo na boca dos homens.

Énio

Fúnebres Recordações

A frieza tomou tamanha soberania sob meu coração
Que não me lembro como é viver sem ela
Não me lembro qual a cor da vida
E dos pássaros, esqueci o canto

Das rosas, me lembro apenas de espinhos
Dos sabores, lembro-me do fel
Das águas, lembro-me da fúria
Das alturas, lembro-me da queda

Do amor guardo somente ilusão
De minha juventude restou o egoísmo
De minha sabedoria só há insanidade
De meus feitos destacam-se as falhas

Do sentimentos ró restou-me rancor
Dos parentes sobrou-me a solidão
Dos amigos sobrevive a embriaguez
Dos meus filhos, primogénita é a loucura

Da vida aguardo ansiosamente a morte
Da luz desejo somente escuridão
Apesar de vivo, morto estou
Esperando o último suspiro

WilliamLima

- Sinfonia do Ego e do Ser -

- Ato 1 -

Doce sensação teatral do jogo de palavras fúnebres
Agindo como um êxtase do ego que alimenta minha alma
Transformando em algo físico
Catalisando sentimentos...

Sou o pior dentre todos aqueles à quem desprezo
Pois vejo, e ainda assim peco
E nessa miscelânea de ritmo conturbado
Pensamentos desvairados... da culpa e do errado
De forma cálida, fumegam através das letras simplórias

Na alcunha do meu ser o personagem se forma
Que seja julgada então a veracidade do fingidor teatral
Da volúpia deste ego impostor...

Lúgubre o mundo se torna, envolto pelo véu iluminado
Pois enquanto existirem palavras, viverei
Com um consentimento calado dos meus alheios...
Alheios psicóticos sedentos de passado, agora perdidos

O simples ato do saber me torna bom ou mau?
Abdicar do altruísmo dos cavalheiros que aqui sepultam
Eternos e de vileza nua...
Atuo como um anjo de olhos estreitos para tudo
Faminto pelo desejo de ser o único...
Não sabendo se sou verdade ou mentira

Quem sou eu?...
É a pergunta que lhe faço...
Pois uso essa máscara há tanto tempo
Que desconheço o que habita por baixo

Pois diga-me nobre senhor, julgue o peso dos meus pecados
E num colapso de memórias eu verei meu corpo verdadeiro...
Padecido de rosas podres num túmulo esquecido
Não mais criado pelas ilusões teatrais do jogo da vida

E através do papel eu me liberto
Sendo perfeito, desprovido de limites e erros...
Tenho medo de ser desvendado...
Anseio o errado, meu corpo clama...
Como um ator em busca da lágrima efêmera

Um movimento incrustado na alma do fingidor

Bruno Siqueira Santos

''Certas magnitudes trazem nós fúnebres seres humanos, a decadência dentro de um mundo de ilusões, sentimentos falsos e falta de vergonha na cara de pessoas sem se quer infligir certas generosidades dentro de um planeta cruel e impiedoso.''

Félix Augusto Lopes Andrade Junior

Fálica submissão, enfasia, meu mundo de cortejos fúnebres.Sou vitima de minha fraqueza, minha embriaguez sem tato.Vitima da verdade, dos fatos, do acaso nefasto.Das correntes sombrias.Tanto a desejar, nada a possuir.Apenas mas um monte de carne sob uma pilha de ossos. frágeis.Meu câncer sustenta meus sonhos.Tanto a desejar, nada a possuir...

Magaiver Welington

Para quem vivemos?
Para assistir os momentos tristes dos nossos dias fúnebres?

Pedro Munguambe

Somente nas cerimônias fúnebres de cristãos é que o júbilo prevalece sobre a morte por causa da salvação em Cristo.

Helgir Girodo