Declaração para Filha

Cerca de 789 frases e pensamentos: Declaração para Filha

Um nada
Um tudo
Um papel e uma caneta
O meu futuro

Mas o tudo vira nada
E o nada continua sendo o nada
O papel continua em branco
A caneta continua largada
O meu futuro continua enevoado
Como se fosse ilusão
Como se a linha do sonho não chegasse até a realidade

Você, eu peço
Troque a minha linha por um elástico

A Filha de Shakespeare

O teu olhar tão puro
Me leva todos os dias
A um lugar do amor
Que eu não sabia que existia
Na espera
Viajando no teu universo
Encontro a pureza
Querendo ver o teu sorriso
Sorriso quando se abre
Me derrete
Abre uma porta
E por essa porta
Eu entro, demoro, habito.

Ben-Hur

Os magistrados criaram 30 artigos Declaração Universal dos Direitos Humanos, porem eu vos que as gerações futuras só vão ter o ARTIGO 1.º em conta e digo basta:

ARTIGO 1.º - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.

Os de mais artigos são uma hipocrisia, já que ninguém compre.

Miguel Westerberg - Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declaração de amor.

Você me olha com seu olhar enigmático
Fico sem reação.
Me perco toda vez que te vejo.
O meu coração fica desesperado ao sentir sua ausência.
Com desorientação te procuro,
Porem não te encontro.
Com carência choro,
Por você imploro.
O meu ser lamenta não lhe ter.
Sinto dizer que sem querer em você eu penso,
Te sinto e te desejo.
Esperando que venhas entender o que nesse poema quero dizer.
Te amo mas estou tentando te esquecer.
Só isso queria pessoalmente te dizer,
Sem coragem venho por meio deste a fazer.
Te amo não se esqueça!

Jhennifer Karoline May

Te espero no farol
Pra ver o sol se pôr
Fazer denguinho
Fazer declaração de amor

Te espero no farol
Pra ver o sol se pôr
Fazer amor, fazer amor

Sei que um dia vai lembrar
O tanto que eu te quis
Eu sei você vai ver
Mas eu tenho que aceitar
Viver sem teu olhar
Não posso resistir

Vem pra perto de mim
Faz o tempo parar
Faz tudo acontecer
Vou te fazer carinhos
Até o amanhecer

Não posso resistir
Vem pra perto de mim
Faz o tempo parar
Faz tudo acontecer
Vou te fazer carinhos
Até o amanhecer

Te espero no farol
Pra ver o sol se pôr
Fazer amor, fazer amor

Tomate

Declaração

Estive pensando e querendo lembrar,
a que momento comecei a me apaixonar por você!
Enfim percebi que não houve um momento certo,
pois esse sentimento estava guardado no meu coração
esperando apenas você chegar para sair e declarar
tudo o que sinto por você!
Me perdoa se alguma vez te magoei
não foi por querer!
Confesso que tive um pouco de medo de me entregar!
Medo de me ferir outra vez!
Mas hoje olhando nos seus olhos vejo que
não tenho motivos pra isso!
Espero que o que acontecer entre a gente
seja lindo enquanto dure!
Se for pra sempre...
Que Deus nos abençoe!
Se não for, que seja inesquecível
e nossa amizade seja eterna!
Mas o que interessa agora
é que nossos sentimentos sejam correspondidos!
Pois hoje sei o quanto te adoro
e o quanto é bom estar ao teu lado!

Te amo

Tafnes Rocha

"Se eu pudesse fazer uma declaração pra você,
de tudo que eu queria, ou não queria, te dizer
não precisaria ler nem ouvir
Pra sentir...

O medo bate fundo em meu coração.
É estranho te querer assim.
É estranho ainda te querer...

Apesar de tantas oportunidades que eu tive
Optei por sentir, não, por fugir...

Mas como eu não controlo meus sentimentos
Fico à mingua de falar.
Esperando você me salvar de mim mesmo

Pra você pouco importa o que eu sinto
Mas você não pode me impedir de sentir."

Luís Galdino

“Nunca ouvi coisa boa quando alguém foi sincero comigo. Nunca ouvi uma declaração de amor. Uma declaração de fé. Uma declaração de confiança.
Com a sinceridade, suportei despedidas, críticas e desaforos. Fui demitido, ou avisado do fim do namoro. Não fui promovido, abençoado. Não me ressuscitaram com a sinceridade.
Não recebi pedido de casamento. Não me salvaram com a sinceridade. Não me resgataram com a sinceridade. Não tiveram pena, compaixão, compreensão com a sinceridade.
Ser sincero é uma condição que traz unicamente cobrança, ajuste, saldo.”

"Aprendo a amar amando, para entender que a maior declaração ainda não é o "eu te amo". É quando alguém confessa: "Não consigo mais viver sem você." Mas isso não é amor, é coragem."

Fabrício Carpinejar

Esta é uma Declaração Pública de Amor

Torno Público e que se publique :
"Eu te Amo"

Uma história se escreve dias após dias, encontros e desencontros, conquistas e algumas perdas.
Mas a nossa história, como diria o poeta :
“Estava escrito nas estrelas.”
Como as profecias do profeta, a se concretizar.
E como ele previu, o primeiro encontro foi de encantamento, de descobertas, de conversas ao ouvido,
segredos que há mais ninguém podiam se revelar.
No mesmo instante eu senti que:
”Eu sei que vou te amar”.
Tanta ternura em nossas manhãs de sol, na praça que adotei como nossa praça, onde crianças dividiam brinquedos, corriam felizes, comiam pipoca,
algodão doce, e sorriam, sorria o seu melhor sorriso.
Mas também tinha os dias de chuva, mas brincávamos em uma casa, onde os muros eram feitos de papoulas e apenas com um passo estávamos no jardim do vizinho.
Quantas tardes fugíamos 'a sala do cinema e disfarçarmos na saída para que o lanterninha não descobrisse que estivemos o tempo todo ali.
Vezes têm que penso em te deixar... E vou.
Recolho algumas lembranças, e disfarço a tristeza na despedida.
Preciso de um tempo para sentir saudades, ou seria para ir a outros encontros, a outros lugares?
Quero um pouco de silêncio, até para te entender melhor no dia que resolver voltar, e sei que vou voltar.
De longe tenho notícias suas.
O cenário é o mesmo. Os personagens muitos são os que já conheço.
Aparece um ou outro artista, querendo se fazer notar por ti.
E lá vai você, com seu charme, seu jeito de menino moleque, ou um galanteador nato, a cantar em prosa e versos a beleza das belas damas.
Na sua volúpia, debulhas em gracejos, estende tapete vermelho para quem passa por ti. Até oferece flores, bombons... e um sorriso malandro.
E despertas paixões, encontros furtivos, mal disfarçados.
Eu quero voltar... Talvez precise voltar.
Não tenho as expectativas de outrora, agora eu já te conheço o suficiente para caminhar por tuas ruas sem o medo de me perder.
Chego nas asas de um passarinho, o coração tranqüilo... Aprendi a mantê-lo sereno.
Acolhe-me com a mesma gentileza, e até sinto que também sentiste saudades.
Volto ao meu jardim onde esquecida num canteiro se encontra uma flor, quase a perder suas pétalas de saudades de seu beija-flor.
Acalma teu coração singela flor.
Eu estou de volta e vou cuidar de ti, e logo estarás vestida com seu melhor vestido, e seu amigo beija-flor a te namorar.
Ah... Não tens um belo vestido? Entendo... Queres vestiste da melhor seda...
Mas deixa eu te contar um segredo:
Teu amigo beija-flor, te ver como a mais bela flor, neste vestido de chita.
Quero voltar a construção da ponte sobre o mar para ir ao outro lado da rua. Agora sem pressa que o tempo me atropele. As amarras agora vou tecendo com serenidade. Fortalecendo os laços, antes frouxos pela minha impaciência na ânsia de chegar do outro lado, sem perceber que ainda não estava totalmente segura, e que poderia me machucar, ao tentar atravessa-la.
Como entendo bem quando Oswaldo Montenegro diz:
"Sempre , não é todo dia"
Sempre é por toda vida!
Assim fica proibido a partir desta data, duvidares do meu Amor.
Agora , que é notório o meu Amor por Você, só resta te dizer:
“EU SEI QUE VOU TE AMAR. POR TODA MINHA VIDA VOU TE AMAR.”
Eu te Amo, Meu RECIFE!

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Não quero tirar o melhor de si.
Quero comungar contigo o melhor de nós.

Antonia
Recife, 23/ outubro/2007

Antonia Moreira

DECLARAÇÃO

Não quero teu corpo
Enquanto tua alma não me pertencer
Não quero sua vida
Pois não saberia vive-la
Não quero sua riqueza
A qual, não teria valor algum sem você?

Quero o teu sorriso
Descobrir teus segredos, com a intenção de roubar teu coração
Quero teus abraços, ouvir sua voz
Teu olhar indiscreto me procurando pôr ai
E seus labios me consumindo pôr inteiro

Não quero sua tristeza
Pois, só alimentaria minha dor
Não quero teus sonhos
Prefiro que os realize comigo
Não quero suas lagrimas
Pois sua ausencia não me permite enxuga-las

Quero sua alegria
Quero teus beijos, quando me pertencer
Quero te conquistar, pra que não precise roubar o teu amor
Antes que o tempo me consuma e não permita faze-lo
Quero teu amor, pôr um dia e uma noite a mais
Ainda que pela ultima vez
Porque descobri que ainda te amo

Reinaldo Toledo

O ato de tatuar a própria pele era uma transformadora declaração de poder, um anúncio ao mundo: eu tenho controle sobre a minha própria carne. O espírito humano anseia por dominar seu invólucro carnal

Dan Brwon

A declaração de amor que mais agrada o coração de Jesus é amar o próximo sem fazer distinção.

Élis Rocha

Declaração De Amor


Vamos lá, yeah

Você é meu cavaleiro de armadura
O herói do meu coração
Quando você sorri para mim, eu vejo
Um mundo de verdade
O rio está ficando, acredito
Você esta em meus braços e eu quero segura-lo
Tudo envolve um rio
Baby, eu estou te dando esse coração de ouro

Então ouça, confio em você
Eu sinto a magia toda vez que nós nos tocarmos
Eu garanto fidelidade além do céus
Esta noite para você baby, eu farei minha declaração
de amor
(é de amor)

Assim como Julieta pertenceu à Romeu
Você pode ficar preparado que eu não vou deixar você
ir
No calor da noite
É certo que você teste minha doçura em seus lábios
Eu farei melhor do que você já sonhou
e o resto de sua vida será desse jeito
(Baby)


Declaração de amor (amor)
Declaração de amor (é)
Declaração de amor (oh)
Declaração de amor (não não não não)
Declaração de amor (para você baby)
Declaração de amor (oh).

No calor da noite
É certo que você teste minha doçura em seus lábios
Eu farei melhor do que você já sonhou
e o resto de sua vida será desse jeito
(Baby)


então ouça, confio em você
Eu sinto a magia toda vez que nos tocarmos
Eu garanto fidelidade além dos céus
Eu juro à você meu querido
então ouça, confio em você
Ooh eu garanto fidelidade além dos céus

Celine Dion - Declaration Of Love (tradução)

Uma declaração de amor não é coordenada por si próprio mas sim pelo coração!

Wagner Ramos

Um simples: ”EU TE AMO” se torna uma grande declaração...

Francisco Guilherme-FG

O seu estado é inconsequente com as minhas doces palavras de declaração...

Julio Aukay

A música é a mais perfeita declaração de amor. Quando se diz, eu te amo, em forma de canção é a alma e o espirito que se declaram, por isso, nada nem ninguém, jamais poderá colocar um ponto final...

Leônia Teixeira

Declaração do Glorioso Mistério da Pessoa de Cristo – Parte 2

Capítulo 1 – O fundamento de tudo repousa na vindicação das palavras de nosso bendito Salvador, nas quais ele declara ser a rocha sobre a qual a igreja é edificada. Mateus 16.18. "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”
A pretendida ambiguidade atribuída a estas palavras, tem sido levantada pelos interesses seculares dos homens, para dar ocasião à controvérsia prodigiosa entre cristãos, ou seja, se Jesus Cristo ou o papa de Roma são a rocha sobre a qual a igreja é edificada.
Os santos homens da antiguidade para os quais Cristo era precioso, sendo imaculados, e sem os desejos de grandeza secular e poder, nada sabiam disto. Testemunhos podem ser dados, eles têm sido multiplicados por outros para este propósito. Mencionarei alguns poucos deles.
Inácio diz em sua Epístola a Filadelfo. "Ele" (isto é, o Cristo ) "é o caminho que conduz ao Pai, a rocha, a chave, o pastor." E Orígenes expressamente afirma em relação a estas palavras que foram proferida pelo Senhor em Mt 16.18:
“Se você deve pensar que toda a igreja foi edificada em Pedro somente, o que devemos dizer de João, e de cada um dos apóstolos? O que, nos atreveremos a dizer, que as portas do inferno não prevalecerão apenas contra Pedro?”
Assim, ele expressa em comum acordo com a opinião dos antigos, que não havia nada - peculiar na confissão de Pedro, e na resposta dada pelo Senhor à mesma, bem como em si mesmo, senão que ele falou em nome de todos os demais apóstolos.
Eusébio, em Prgeparat . Evangel , liv. i. cap. 3, afirma: “Ele comprova a veracidade das predições divinas do cumprimento glorioso daquela palavra da promessa de nosso Salvador, que ele iria construir sua igreja na rocha” (isto é, ele mesmo), "de modo que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Porque esta é o único fundamento inabalável; esta é a bendita rocha da fé, confessada por Pedro, tu és o Filho do Deus vivo.”
(O próprio Pedro foi edificado nesta rocha, e quanto trabalho ele deu ao Senhor para ser edificado e confirmado. A começar por sua negação, sua resistência para ir à casa de Cornélio, sua dissimulação em Antioquia, quando foi repreendido por Paulo, e as tantas situações que devem ter ocorrido e que não estão registradas nas Escrituras, que demonstram que Pedro era um homem comum tal como nós, mesmo quando já era um crente, e necessitava continuar debaixo do trabalho de aperfeiçoamento operado pela Rocha da igreja, na qual somos firmados, a saber, nosso Senhor Jesus Cristo – nota do tradutor).
Agostinho, assim se expressou: “Sobre esta rocha que tu tens confessado a mim mesmo o Filho do Deus vivo, edificarei a minha igreja. Edificar-te-ei sobre mim, e não em ti”. E ele declarou mais plenamente sua mente, ao afirmar: "A Igreja no mundo é abalada por várias tentações, como por inundações e tempestades, mas não cai, porque ela é construída sobre a rocha (Petra) de onde Pedro tomou seu nome (Petros). Porque a rocha não é chamada Petra procedente de Pedro, mas Pedro é chamado de Petros na rocha; assim como Cristo não é assim chamado por ser procedente de cristão, senão que cristão é procedente de Cristo. Por isso, disse o Senhor, sobre esta rocha edificarei a minha igreja; porque Pedro havia dito. Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Sobre esta rocha, que tens confessado, eu edificarei a minha igreja. Porque Cristo era a rocha sobre cujo fundamento o próprio Pedro foi construído. Porque outro fundamento, ninguém pode colocar, salvo o que já está posto, o qual é Jesus Cristo." – I Coríntios 3.11.

Cap. II - Contra esta rocha, este fundamento da igreja, a pessoa de Cristo, e a fé da igreja sobre ele, grande oposição tinha sido feita pelas portas do inferno. Sem mencionar a ira do mundo pagão, se esforçando por todos os efeitos da violência e crueldade para arrancar a igreja deste fundamento; todas as heresias com as quais desde o início, e por alguns séculos foi importunada, consistiram na oposição direta à eterna verdade sobre a pessoa de Cristo.
Seu início se deu no início da igreja, antes mesmo da escrita do Evangelho de João ou de suas revelações, e, na verdade antes de algumas das epístolas de Paulo. E embora o seu início, tenha sido pequeno e, aparentemente, desprezível, ainda assim, estava cheio do veneno da velha serpente, e se difundiram em várias formas, até que não havia mais nada de Cristo, nada que se relacionasse a ele, e nada às suas duas naturezas, divina e humana, nem seus atributos e operações, que não tivesse sido atacado e agredido por eles. Especialmente quando tão logo o evangelho havia subjugado o império Romano a Cristo, e até mesmo seus governantes, o mundo inteiro ficou durante alguns séculos cheio de tumultos, confusão, e desordens escandalosas sobre a pessoa de Cristo, através das oposições amaldiçoadas que lhe foram feitas pelas portas do inferno. A igreja verdadeira nunca teve qualquer descanso desses conflitos por cerca de 500 anos. Mas nesse período de tempo, o poder da verdade e da religião começou a decair universalmente entre os cristãos nominais, e Satanás aproveitou para fazer esses estragos e destruição da igreja, por superstição, falsa adoração, e profanação da vida, e que ele havia falhado em sua tentativa contra a pessoa de Cristo, ou a doutrina da verdade concernente a isto.
Seria um trabalho tedioso, e poderia não ser de muito lucro para aqueles que são totalmente alheios em relação às coisas passadas há tanto tempo atrás, e que parecem não lhes dizer respeito, dar-se conta de tantas heresias pelas quais se tentou derrubar esta rocha e fundamento da igreja; e até mesmo para aqueles que investigaram os registros da antiguidade, isto seria completamente inútil. Porque quase todas as páginas deles à primeira vista apresentam aos leitores uma conta de apenas alguns deles. Ainda que eu estime isto como útil, a saber, que o tipo mais comum de cristãos deve, pelo menos, em geral, estar familiarizado com o que já se passou em relação à pessoa de Cristo, desde o início. Porque há duas coisas relacionadas a isto, onde sua fé está muito interessada. Porque primeiro, há evidências que nos são dadas quanto à verdade das previsões das Escrituras sobre esta fatal apostasia da verdade, e da oposição ao Senhor Jesus Cristo; e, em segundo lugar, uma eminente demonstração do seu poder e fidelidade em decepcionar e vencer as portas do inferno, no enfrentamento dessa oposição.
A defesa da verdade desde o princípio; foi deixada ao encargo de guias e líderes da igreja em suas diversas capacidades. E foi pela Escritura que eles cumpriram o seu dever, confirmado com a tradição apostólica. Isso foi deixado ao seu encargo pelo grande apóstolo: Atos 20.28-31; 1 Tim 6.13,14; 2 Tim 2.1, 2; 5.23,24; 4.1-4; e quando alguns deles falhavam neste dever, eram reprovados pelo próprio Cristo: Apo 2.14,15,20.
E todos os crentes deveriam também cumprir fielmente o seu dever relativo à defesa da verdade, de acordo com o mandamento que lhes fora dado: 1 João 2.20,27; 4.1-3; 2 João 8,9. Todos os verdadeiros crentes em suas várias épocas, pela vigilância mútua, pregação, ou escritos, de acordo com suas chamadas e habilidades, usando eficazmente os meios externos para a preservação e propagação da fé da igreja. E os mesmos meios são ainda suficientes para os mesmos fins. A pretensa defesa da verdade com as artes e os braços de outro tipo, tem sido a ruína da religião, e a perda da paz de cristãos, além da recuperação. E isso pode ser observado, que enquanto este único modo de se preservar a verdade foi mantido, embora inúmeras heresias surgissem uma após outra, e algumas muitas vezes juntamente, elas nunca fizeram qualquer grande progresso, nem chegaram a uma consistência, pela qual pudessem se afirmar em oposição contra a verdade, mas os erros e seus autores eram como meteoros cadentes que apareciam por pouco tempo, e desapareciam.
Com o decorrer do tempo, quando o poder do império Romano deu proteção à religião cristã, um outro modo foi fixado para esse fim de preservar a verdade, com a utilização de assembleias de bispos e outros como eles foram chamados de concílios gerais, com uma composição mista, em parte civil e em parte eclesiástica, com respeito à autoridade dos imperadores, que começaram a chamada jurisdição da igreja. Este método foi iniciado no Concílio de Niceia, onde embora houvesse uma determinação de doutrina sobre a pessoa de Cristo, então, em agitação, e oposição, à sua natureza divina, de acordo com a verdade, ainda assim diversos males e inconvenientes se seguiram. E a partir daí a fé dos cristãos começou a ser mais esclarecida com base na autoridade dos homens, e já não se colocava mais tanto peso no que era claramente ensinado nas Escrituras.
Os Arianos, que negam a divindade de Cristo, acharam uma incrível vantagem neste Concílio para expandir sua convicção contrária às Escrituras.
Em concílios posteriores, como em Éfeso e em Calcedônia, a natureza divina de Cristo continuou sendo discutida quanto se era da mesma essência ou substância que a de Deus Pai.
No entanto, tal era o vigilante cuidado de Cristo sobre a igreja para a preservação desta sagrada verdade fundamental, relativa à sua pessoa divina, e a união de suas naturezas, mantendo as suas propriedades e operações distintas, que, não obstante toda a facção e desordem que havia naqueles Concílios, e as escandalosas contestações de muitos dos seus membros; a determinação contrária a isto, em grandes e numerosos concílios; a fé foi preservada inteira nos corações de todos que realmente criam, e triunfou sobre as portas do inferno.
Mencionei essas poucas coisas que pertencem à promessa e predição de nosso bendito Salvador, Mt 16.18, para mostrar que a igreja sem qualquer desvantagem para a verdade, pode ser preservada sem essas assembleias gerais, que em épocas posteriores provaram ser mais perniciosas para a corrupção da fé e da adoração. Sim, desde o início eles estiveram tão distantes da única forma de preservar a verdade, que a mesma quase sempre era prejudicada pela adição da autoridade deles para a sua confirmação. Também não houve qualquer um deles, em que o mistério da iniquidade não tivesse trabalhado para a colocação de algum lixo no fundamento da apostasia fatal, que mais tarde abertamente se seguiu. O próprio Senhor Jesus Cristo, tinha tomado isto sobre si, para construir sua igreja sobre esta rocha de sua pessoa, por verdadeira fé dele e nele. Ele envia o seu Espírito Santo para dar testemunho dele, em todos os efeitos abençoados do seu poder e graça. Ele confirma a sua palavra pela ministração fiel dela, para revelar, declarar, fazer conhecido, e reivindicar a sua verdade sagrada, para a convicção de opositores. Ele afirma que nada poderá prevalecer contra a fé nele, e o amor a ele, nos corações de todos os seus eleitos. Portanto, a par das oposições a esta verdade sagrada, este artigo fundamental da igreja e da religião cristã, acerca de sua pessoa divina, sua constituição e uso, quanto a sua natureza humana conjugada substancialmente a ela, e subsistindo nela, ainda que seja contestado com mais sutileza e pretextos capciosos do que nos séculos anteriores, ainda assim, pelo cumprimento do nosso dever e da ajudas da graça a nós proposta, vamos finalmente triunfar nesta causa, e transmitir esta verdade sagrada inviolavelmente àqueles que nos sucederem na profissão dela.

John Owen

Declaração do Glorioso Mistério da Pessoa de Cristo – Parte 3

Capítulo III - A pessoa de Cristo, que é o fundamento sobre o qual a igreja é edificada, apesar de todos os tipos de oposições que são realizadas e projetadas, é o efeito mais inefável da bondade e sabedoria divinas; sobre o qual trataremos agora. Mas aqui, quando eu falo da constituição da pessoa de Cristo, eu me refiro não à sua pessoa absolutamente como ele é o eterno Filho de Deus. Ele era realmente, verdadeiramente, completamente, uma pessoa divina, desde a eternidade, que está incluído na noção de ser o Filho, e assim distinto do Pai, que é a sua personalidade completa. Seu ser assim não era um artifício voluntário ou efeito da sabedoria divina e bondade, sua geração eterna sendo necessariamente um ato interno da natureza divina na pessoa do Pai.
Da geração eterna da pessoa divina do Filho, os escritores da antiga igreja constantemente afirmaram firmemente que isto era para ser crido.
Sobre o mistério da pessoa de Cristo, Maxêncio, bem se expressou: “Nós não confundimos a diversidade das naturezas de Cristo, embora não acreditemos que é o que você afirma, que Cristo foi feito Deus, mas cremos que Deus se fez Cristo. Por que ele não foi feito rico quando ele era pobre, mas sendo rico, se fez pobre, para que ele pudesse nos fazer ricos. Ele não tomou a forma de Deus, quando ele foi achado sob a forma de um servo, mas por ter a forma de Deus, ele tomou sobre si a forma de servo. Da mesma forma, ele não foi feito a Palavra, quando ele era carne, mas, sendo a Palavra, ele se fez carne."
Capítulo IV - Que ele era o fundamento de todo o santo conselho de Deus, com respeito à vocação, santificação, justificação e salvação eterna da igreja, é declarado em seguida. E ele foi assim em três aspectos.
1. Do inefável prazer mútuo do Pai e do Filho naqueles conselhos desde toda a eternidade.
2. Como o único caminho e meio da realização destes os conselhos e a comunicação de seus efeitos para a eterna glória de Deus.
3. Como ele estava em sua própria pessoa como encarnado, a ideia e exemplo na mente de Deus de tudo o que a graça e a glória na igreja, que foi concebido para ela naqueles eternos conselhos. Como a causa de tudo de bom para nós, ele é reconhecido nisto pelos antigos.
Clemente disse: "Ele , portanto, é a Palavra, a causa do nosso ser, pois ele estava em Deus, e a causa do nosso bem-estar. Mas agora ele tinha aparecido aos homens, a mesma Palavra eterna, o único que é ao mesmo tempo Deus e homem, e para nós, a causa de tudo o que é bom.”
Capítulo V - Ele também é declarado no próximo lugar, como sendo a imagem e o grande representante de Deus, o Pai, para a igreja. Em várias passagens ele é assim chamado, e declarado totalmente por ele próprio.
Em sua pessoa divina, como ele era o unigênito do Pai desde a eternidade, ele é a imagem essencial do Pai, pela geração de sua pessoa, e a comunicação da natureza divina a ele mesmo.
Encarnado, ele é ao mesmo tempo em sua própria pessoa inteira Deus e homem, e na administração de seu ofício, a imagem ou o representante da natureza e da vontade de Deus para nós, pois está totalmente provado.
Então, assim fala Clemente de Alexandria: "A imagem de Deus é a sua própria palavra, o Filho natural da mente eterna, o Verbo divino, a Luz original, e a imagem da Palavra feita homem". E o mesmo autor, disse: "A Palavra é a face, o rosto, a representação de Deus, em quem ele é trazido à luz e se fez conhecido".
Assim como está em sua pessoa divina sua eterna imagem essencial, por isso, em sua encarnação, sendo o instrutor dos homens, ele é a representação da imagem de Deus para a igreja.
Capítulo VII – Sobre a glória desta pessoa divina de Cristo depende a eficácia de todos os seus ofícios; uma especial demonstração é dada portanto em seu ofício profético. Então, isto é bem expressado por Irineu: "Nós não poderíamos ter aprendido de outra forma as coisas de Deus, a menos que o nosso Mestre fosse e continuasse a ser o eterno. A Palavra se fez homem. Por nenhuma outra forma as coisas de Deus poderiam ser declaradas a nós, senão pela sua própria Palavra. Porque quem jamais conheceu a mente do Senhor? ou quem se fez seu conselheiro? Ninguém por outro lado poderia ter aprendido, de outra forma, a menos que tivéssemos visto o nosso Mestre, e ouvido a sua voz. (na sua encarnação e ministério), que seguindo suas obras e lhe dando obediência à sua doutrina, podemos ter comunhão com Ele."
Capítulo IX - No nono capítulo, e nos seguintes, nós tratamos da honra divina que é devida à pessoa de Cristo, expressada em adoração, invocação, e obediência procedentes da fé e do amor. E o fundamento disso tudo repousa na descoberta da verdadeira natureza e nas causas de tal honra, e três coisas são projetadas aqui em confirmação.
1. Que a natureza divina, que individualmente é a mesma em cada Pessoa da Santíssima Trindade, é o objeto formal adequado de todo culto divino, em adoração e invocação; portanto, nenhuma pessoa é ou pode ser adorada exclusivamente, mas no mesmo ato individual de adoração, cada pessoa da trindade é igualmente cultuada e adorada.
2. Que é lícito direcionar para a honra divina, a adoração e invocação a qualquer pessoa, no uso de seu nome peculiar, o Pai, o Filho, ou o Espírito Santo, ou a eles em conjunto, mas fazer qualquer pedido a uma pessoa, e imediatamente o mesmo a outra, não é exemplificado na Escritura, nem entre os escritores antigos da igreja.
3. Que a pessoa de Cristo como Deus-homem, é o próprio objeto de toda honra e adoração divina, por conta de sua natureza divina, e tudo o que ele fez em sua natureza humana, são os motivos para isso.
O primeiro destes é a doutrina constante de toda igreja antiga, ou seja, que se em nossas orações e invocações, chamamos expressamente em nome do Pai, ou do Filho, ou do Espírito Santo, se o fazemos absoluta ou relativamente, isto é, quanto a relação de uma pessoa para a outra, como invocando a Deus como o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo; a Cristo como o Filho de seu amor; ao Espírito Santo como procedente de ambos; nós formalmente invocamos a natureza divina, e, conseqüentemente, toda a Trindade, e cada pessoa da mesma. Esta verdade eles principalmente confirmaram com a forma de nossa iniciação em Cristo no batismo, conforme por ele ordenado: "te batizo em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.", porque, nisso está contido a soma de toda a honra divina.
Está previsto na sabedoria e justiça de Deus, que Satanás deveria ser vencido e subjugado pela mesma natureza contra a qual ele havia prevalecido, por sua sugestão e tentação.
Para este propósito Tedoreto escreveu: "Portanto , como dissemos antes, ele uniu o homem a Deus. Pois, se o homem não tinha vencido o adversário dos homens, o inimigo não tinha sido justamente vencido, e, por outro lado, se Deus não tivesse dado e garantido a salvação, nunca poderíamos ter uma firme e imprescritível posse da mesma, e se o homem não tivesse sido unido a Deus, ele não poderia ter sido participante da imortalidade. Convinha, portanto, o Mediador entre Deus e o homem, por sua própria participação da natureza de cada um deles, para trazê-los em amizade e concordância mutuamente.”
Isto pertence a este grande mistério, e é fruto da sabedoria divina, que a nossa libertação deva ser feita pela mesma natureza, em que nós fomos arruinados.
Se o Senhor tivesse encarnado, por qualquer outra disposição (isto é, causa, razão, ou finalidade), e se fizesse carne de qualquer outra substância (isto é, celestial ou etérea, como os gnósticos imaginam), ele não teria recuperado os homens, não teria trazido a nossa natureza em si mesmo, nem poderia ter sido dito que se fez carne. Ele, portanto, se fez carne e sangue, não de qualquer outro tipo, mas ele tomou para si o que foi originalmente criado pelo Pai, procurando isto que se havia perdido. Jesus Cristo, a Palavra de Deus, que a partir de seu próprio amor infinito foi feito o que nós somos, para que pudesse nos fazer o que ele é; isto é, pela restauração da imagem de Deus em nós.
O que havíamos perdido em Adão, isto é, a nossa imagem e semelhança de Deus, devemos recuperar em Cristo. Porque não era possível que o homem, que tinha sido uma vez vencido e quebrado por desobediência, devesse por si próprio ser reformado, e obter a coroa de vitória, nem isto seria ainda possível, que aquele que caiu sob o pecado, devesse operar a sua salvação.
Ambos foram realizados pelo Filho, a Palavra de Deus, que desceu do Pai, e encarnou, e se submeteu à morte, aperfeiçoando a dispensação da nossa salvação.
O leitor pode ver o que é discursado para esses fins; e porque o grande objetivo da descrição dada à pessoa de Cristo, é para que possamos amá-lo e, assim, ser transformados à sua imagem, vou fechar este prefácio com as palavras de Jerônimo, a respeito deste amor divino a Cristo, que é amplamente declarado.
"Se lês ou escreves, se tu vigias ou dormes, deixe o som da voz do amor (a Cristo), soar nos teus ouvidos, deixe este trompete agitar a tua alma; sendo dominado (trazido em um êxtase), com este amor, procure-o na tua cama, quem deseja e suspira pela tua alma.”

Tradução e redução do prefácio do tratado escrito por John Owen, sob o mesmo título, em domínio público.

John Owen