Daqui pra Frente tudo vai ser Diferente

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Mas o homem que enxerga dois séculos na frente de seu tempo morre na forca...

Honoré de Balzac

não adianta mais olhar para trás. É ir em frente ou nada.

Martha Medeiros

Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na introdução de uma mudança.

Maquiavel

Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda a calma do mundo.

Renato Russo

Não me desencorajo, porque cada tentativa errada descartada é outro passo à frente.

Thomas Edison

Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão. E que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.

Tati Bernardi

"Se você realmente quer ir pra frente, você tem que saber o que está fazendo e acreditar. Não adianta ficar achando que as pessoas vão resolver os seus problemas, porque a única pessoa que pode resolver as suas coisas, é você mesmo."

Renato Russo

Na lanchonete, a garota na outra mesa sorri.
O rapaz na mesa em frente sorri também.
Dois jovens encantadores.
Um momento lindo?

Não sorriem um para o outro.
Sorriem olhando para seus tablets.

Sorriem para quem está a quilômetros de distância,
e sequer imaginam a felicidade que poderia ser
se sorrissem um para o outro...

Augusto Branco

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia n

Martha Medeiros

"Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade."

Allan Kardec

Meu horizonte

Meu horizonte
não tem limite!
Sigo em frente,
depois do horizonte,
se pegar a estrada,
fico acomodada,
não vou chegar...
Se pular a cerca,
mesmo que me perca
pra fugir do espinho,
encontro o caminho,
vou me superar.

Ivone Boechat

Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe…
(O Pequeno Príncipe)

Antoine de Saint-Exupéry

“Agora eu tô te amando quietinha, sem mandar cartas, sem discar o seu número, sem passar em frente a sua casa. Afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível?”

Tati Bernardi

“Se a dor tiver que vir, que venha rápido. Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço. Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos. Durante anos eu lutara contra meu coração, porque tinha medo da tristeza, do sofrimento, do abandono. Sempre soubera que o verdadeiro amor estava acima de tudo isto, e que era melhor morrer do que deixar de amar. Mas achava que apenas os outros tinham coragem. E agora, neste momento, descobria que eu também era capaz. Mesmo que significasse partida, solidão, tristeza, o amor valia cada centavo do seu preço.”

Paulo Coelho

Não caminhe atrás de mim:
Eis que eu não sou nenhum mestre.
Mas também não caminhe na minha frente
porque nenhum líder eu sigo.
Se quiseres, pois, seguir caminho comigo
caminhe apenas ao meu lado,
seja, apenas, meu amigo.

Augusto Branco

Dar um tempo é igual a praguejar "desapareça da minha frente". É despejar, escorraçar, dispensar. Não há delicadeza. Aspira ao cinismo. É um jeito educado de faltar com a educação. Dar um tempo não deveria existir porque não se deu a eternidade antes. Quando se dá um tempo é que não há mais tempo para dar, já se gastou o tempo com a possibilidade de um novo romance. Só se dá o tempo para avisar que o tempo acabou. E amor não é consulta, não é terapia, para se controlar o tempo. Quem conta beijos e olha o relógio insistentemente não estava vivo para dar tempo. Deveria dar distância, tempo não. Tempo se consome, se acaba, não é mercadoria, não é corpo. Tempo se esgota, como um pássaro lambe as asas e bebe o ar que sobrou de seu vôo. Qualquer um odeia eufemismo, compaixão, piedade tola. Odeia ser enganado com sinônimos e atenuantes. Odeia ser abafado, sonegado, traído por um termo. Que seja a mais dura palavra, nunca dar um tempo. Dar um tempo é uma ilusão que não será promovida a esperança. Dar um tempo é tirar o tempo. Dar um tempo é fingido. Melhor a clareza do que os modos. Dar um tempo é covardia, para quem não tem coragem de se despedir. Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus. Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói.

Fabrício Carpinejar

Como um cego, grita a gente: ‘Felicidade, onde estás?’ Ou vai-nos andando à frente, ou ficou lá para trás.

Mario Quintana

Daqui a três anos eu serei exatamente igual. Com um corpo diferente, cabelo diferente, sonhos diferentes … mas serei exatamente igual .Pois a unica certeza que terei é que serei exatamente eu daqui a três anos .

Thais Magalhães

DIAS DESSES
provavelmente terei vivido mais da metade da minha vida no
século passado, daqui pra frente estou decidido nada será como tem sido um jogo já jogado, provavelmente ter escolhido este caminho só faz sentido sem pressa e para sempre, n'alma da gente já existia cicatriz antes do corte, cinza antes do fogo, vida após morte...
Nem sempre os numéros estão com a razão.Às vezes, os adjetivos se aproximam mais da verdade. Mas, na hora certa, 0,1,2,3,4,5,6,7 e 9 são ótimos companheiros. Tá te achando o máximo? Experimenta colocar teus anos de vida numa timeline mais abrangente. Não precisa ir muito longe, um único século basta. Garanto que os pés voltam ao chão
rapidinho.
Desde o início da minha saga de músico-amador-profissional, acompanhei várias mudanças drásticas (ah, que vontade de usar a palavra "revoluções") na tecnologia de audio. Entre elas, a digitalização (que tirou do chão os pedais e empilhou os efeitos num rack) e o MIDI (um protocolo para teclados trocarem informação). Sem falar nos processos de gravação. Oops estúdio é papo de produtor. E produtor é quem transfroma música em produto. E eu sou
músico.
A revolução (pronto, usei a palavra) mais sintomática foi uma que não aconteceu.Na primeira metade dos anos 90, a revista Keyboard veio com uma capa definitiva:"The Next Big Thing". Falava de uma nova
tecnologia de sintetizadores.
{Nos anos 60, se os sintetizadores analógicos queriam imitar o som de algum instrumento já existente, o resultado ficava tão distante que soava original. E ser original, acreditem, era do caralho! Com a digitalização, nos anos 80, abria-se uma estrada potencialmente infinita para a originalidade. Dando as costas a esta estrada, os sintetizadores começaram a ter, cada vez mais, sons que imitavam instrumentos já existentes: pianos, órgãos, cordas, metais e até Moogs e Oberheims (os teclados analógicos do passado). Criou-se um vácuo, um buraco negro. Uma época sem sons
próprios.}
A tal nova tecnologia anunciada na capa da Keyboard permitiria, além de copiar quaquer instrumento, criar instrumentos virtuais. Se bem me lembro, davam como exemplo uma flauta com 3 metros de comprimento. Kitsch, mas, pelo menos, promessa de novos sons. Só promessa. A revolução morreu na casca. O que pintou foi mais do mesmo: sons de piano elétrico (anos 40), sons de piano acústico (século XVIII), os sons que Keith Emerson tirava dos Moog e que Jon Lord tirava do órgão Hammond (anos 70), o som que Van Halen tirava de um Oberheim (anos 80) A guitarra ficou nos anos 60/70. Este instrumento
ump! To the past..
ainda evoluiu até o início dos 90, com a sonoridade quase nerd dos shredders (caras que apostavam corrida nos braços das guitarras, os gatilhos mais rápidos do oeste). São desta época os últimos modelos a ter alguma
relevância: Kramer, Parker Fly, Paul Reed Smith... O grunge acabou com os atletas da guitarra e suas armas letais. Voltou-se à época dourada das Fender, Gibson, Rickenbacker... É óbvio e, ainda bem, que há exceções nesta história que exponho de maneira tão generalista.
Os sons têm significados técnicos (frequências, timbres) e culturais (quem usou, em que canções). Características inatas e adquiridas. Misturando estas duas perspectivas, coisas interessantes e inesperadas acontecem.
Astor Piazzolla fez sociologia e piada quando disse que o bandoneon nasceu na igreja mas cresceu nos bordéis. Um dos sons mais sexys do mundo, a Clavinet Hohner usada por Stevie Wonder eletrificava o som do cravo
(sim, o cravo do período barroco). O mesmo caminho foi feito pelo órgão Hammond: originalmente pensado para igrejas e lares recatados, se transformou num som tão maravilhosamante sacana quanto a guitarra. Taí o Deep Purple de Jon Lord e Ritchie Blackmore que não me deixa mentir.
Smoke on the water, fire in the sky
Peixe fora d'água, borboletas no aquário. Coisas fora do lugar. Inesperado e interessante. Como o mictório branco que Marcel Duchamp transformou em peça de museu.
'' eu sei, a onda é teclado virtual, luvas com dedos é o normal,mas tenho ideias caminhando e onde ando faz um frio glacial''..
Música sempre foi uma atividade social. Com o surgimento do walkman começou a individualização do que era coletivo. Na contramão, resta a praga dos caras que abrem o porta-mala do carro num posto de gasolina pra beber cerveja quente e ouvir a eguinha pocotó.
Minha amiga tá atucanada procurando novos fones de ouvido. Quer o melhor som que seu dinheiro pode
comprar. Me pediu dicas... não sei se ajudei. Por deformação profissional, os fones que uso se parecem mais com um árido raio X de tórax do que com uma bela pintura de torso. E são muito caros.
Espero que minha amiga tenha encontrado as frequências graves que procurava. Ela tinha razão na sua atucanação: fones são mais importantes do que roupas.
Mal posso esperar o início da temporada dos
fashion weeks
. Acompanho pela TV. Não os desfiles, pois não tenho talento para apreciá-los. O que me fascina é a
cobertura especializada, os comentários, as entrevistas com estilistas. Nem na Academia Brasileira de Letras nem nas vanguardas do modernismo o verbo foi levado a limites tão longínquos. Me divirto muito. Numa dessas, ouvi essa: "a
coleção sintetiza a história dos Jogos Olímpicos e tudo que aconteceu na Rússia,dos czares ao comunismo". Impagável!
E dê-lhe "tendência" pra lá e "tendência" pra cá. O termo é onipresente. Atrás desta palavra suave (que sugere possíveis caminhos), se esconde uma rígida lista de regras e imposições. Estou exagerando? Tente comprar uma calça sem bolsos nas pernas quando esta não for a tendência. Será tão fácil quanto comprar uma camisa do Renato Gaúcho na loja do Inter. Se for tendência, a calça com excesso de bolsos será inevitavel
como uma camisa do Zico na loja do Flamengo.
Dias desses perdemos um GreNal decisivo. Nos pênaltis! Nosso centroavante chutou a bola a perder de vista. Algumas
horas mais tarde, Osama Bin Laden foi assassinado. Não lembro de terem usado a palavra "assassinato". Eufemismos devem ter limpado a cena do crime. Ok, o cara era uma mala, mas, pelo meu dicionário, o termo seria esse mesmo.
Por conta do meu fuso horário disfuncional (fruto do meu talento inato para trocar o dia pela noite e da minha rotina-sem-rotina de músico-amador-profissional), eu estava dormindo quando a notícia tomou conta do
mundo. Quando acordei, a crer no relato, o corpo de Bin Laden jazia no mar havia algumas horas. A primeira mensagem que li no twitter dizia: "pô, esta piada
é velha! RT: Osama morreu por que foi atingido pela bola do pênalti que Borges errou".
Menos de 24h horas depois, a piada já era velha? Era. Caraca!

Dia desses vi, na capa do jornal, o desenho de um iPod andando de bengalas e usando cachecol, óculos e
boina. O aparelho (tão inovador há tão pouco tempo) fora transformado num velhinho para ilustrar uma matéria que anunciava o iminente fim de seus dias.
Caraca! Tempos velozes para as piadas e para a tecnologia.
Hegemonia me irrita. Melhor: me dá sono. Melhor ainda: irrita E dá sono. Seja nas relações pessoais, nas inovações tecnológicas, na indústria cultural ou mesmo no futebol. Neste, se trata de ganhar, é claro. Mas acho bobagem o papo
sobre quem tem o maior estádio, a maior torcida.
Na indústria cultural, não é de agora o uso de metáforas bélicas: o filme foi um "blockbuster". A música "estourou". Rolou uma "blitz" de divulgação. Sintomático: guerra, hegemonia.
Fico irritado e com sono quando, num piscar de olhos, o país inteiro começa a usar palavras em italiano macarrônico ou termos mal assimilados da cultura indiana por que assim falam numa novela da rede de TV hegemônica. O efeito manada não acontece só nas camadas mais populares. Teus amigos cultos começaram a falar de belle époque com uma sincronicidade estranha? Deve ser influência de um novo filme do Woody Allen.
Segundo a tese tecnicista, tudo que pode ser quantificado pode ser comparado e aprimorado. O raciocínio pode servir para uma fábrica de parafusos, mas será que faz sentido para qualificar vinhos, restaurantes ou perfumes?
Quando as mais importantes revistas especializadas começaram a dar nota numéricas (números com vírgula!)
aos vinhos, a excitação do mercado foi evidente. Uma ferramenta para medir objetivamente o que é subjetivo.
Quem realmente entende do assunto despreza estes rankings. Mas, pro mercado, funciona. E muito. Parece que as pessoas não estão interessadas na qualidade do vinho ou no prazer do jantar. Elas querem dizer que
tomaram O MELHOR vinho e jantaram n'O MELHOR restaurante. Querem estar no lado hegemônico.

Existe o melhor beijo? Até pode existir, mas só na opinião de, no máximo, duas pessoas. O melhor beijo
jamais será hegemônico.
Acho que enveredei para este papo sobre hegemonia por que, enquanto escrevia
este texto, na sala de embarque do aeroporto, um menininho puxou o pai pelo
braço e, apontando para o meu laptop, disse: "Eu queria um computador daqueles da maçã. São os melhores do mundo,pai!".
Me deu vontade de dizer: não entra nessa, garoto! O melhor computador é o de quem tem as melhores idéias. Não
.
adianta entulhar as fotos de filtros bacaninhas que envelhecem e embelezam "naturalmente" a imagem. Nenhuma maquiagem esconde a falta de conteúdo.
Bons fones, se possível. Boa música, sempre!
PERGUNTAS QUE SONHEI RESPONDER
RESPOSTAS QUE ESQUECI AO ACORDAR

Por que pessoas que adoooooram minhas
letras vivem mandando letras pr'eu musicar?
Será verdade que Ela não gostou do meu dente de ouro?
Se são as pessoas mais escrotas que estão acertando profecias o mundo está ficando mais escroto?
Por que Ela não gostou do meu dente de
ouro? Qual é a droga que salva qual é a dose fatal?
Alguém pode mudar de opinião sobre um dente de
ouro? Onde estão os caras que desmaterializavam moedas de 10.000 reais?
Se as moedas acima fossem de ouro, quantos dentes dariam?
A vida é muito curta para vivermos sempre
com o mesmo corte de cabelo ou
curta demais para experimentarmos outros cortes?
Vale a mesma resposta para relacionamentos amorosos?
A vida é muito curta para torcermos só para um time ou curta demais para torcermos por vários times?
Qual seu prato preferido?
-O que estiver mais perto. (sonhei com esta resposta a vida
inteira mas quem a encontrou foi H. D. Thoreau) .... Que tal????
aonde leva essa loucura? qual é a lógica do sistema?

Humberto Gessinger

“Era para ter sido diferente poxa. Não era para ter dado errado e muito menos para ter acabado. Era para ser pra sempre, como havíamos prometido. Deveríamos estar rindo um do outro, fazendo piadas infantis, brigando, enfim, fazendo o que costumávamos fazer. Era para estarmos juntos. Como deveria ser, como eu queria que fosse, como não é. Queria que tivesse dado certo, pelo menos dessa vez.”

Não foi diferente, infelizmente.