Daqui pra Frente tudo vai ser Diferente

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não adianta mais olhar para trás. É ir em frente ou nada.

Martha Medeiros

Entregar-se a pensar é uma grande emoção, e só se tem coragem de pensar na frente de outrem quando a confiança é grande a ponto de não haver constrangimento em usar, se necessário, a palavra outrem.

Clarice Lispector

“Agora eu tô te amando quietinha, sem mandar cartas, sem discar o seu número, sem passar em frente a sua casa. Afinal do que adianta gritar pra meio mundo ouvir o quanto nós temos que ficar juntos se você não é capaz de mover um dedo pra que isso seja possível?”

Tati Bernardi

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

Martha Medeiros

“Se a dor tiver que vir, que venha rápido. Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço. Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos. Durante anos eu lutara contra meu coração, porque tinha medo da tristeza, do sofrimento, do abandono. Sempre soubera que o verdadeiro amor estava acima de tudo isto, e que era melhor morrer do que deixar de amar. Mas achava que apenas os outros tinham coragem. E agora, neste momento, descobria que eu também era capaz. Mesmo que significasse partida, solidão, tristeza, o amor valia cada centavo do seu preço.”

Paulo Coelho

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista

Martha Medeiros

Dar um tempo é igual a praguejar "desapareça da minha frente". É despejar, escorraçar, dispensar. Não há delicadeza. Aspira ao cinismo. É um jeito educado de faltar com a educação. Dar um tempo não deveria existir porque não se deu a eternidade antes. Quando se dá um tempo é que não há mais tempo para dar, já se gastou o tempo com a possibilidade de um novo romance. Só se dá o tempo para avisar que o tempo acabou. E amor não é consulta, não é terapia, para se controlar o tempo. Quem conta beijos e olha o relógio insistentemente não estava vivo para dar tempo. Deveria dar distância, tempo não. Tempo se consome, se acaba, não é mercadoria, não é corpo. Tempo se esgota, como um pássaro lambe as asas e bebe o ar que sobrou de seu vôo. Qualquer um odeia eufemismo, compaixão, piedade tola. Odeia ser enganado com sinônimos e atenuantes. Odeia ser abafado, sonegado, traído por um termo. Que seja a mais dura palavra, nunca dar um tempo. Dar um tempo é uma ilusão que não será promovida a esperança. Dar um tempo é tirar o tempo. Dar um tempo é fingido. Melhor a clareza do que os modos. Dar um tempo é covardia, para quem não tem coragem de se despedir. Dar um tempo é um tchau que não teve a convicção de um adeus. Dar um tempo não significa nada e é justamente o nada que dói.

Fabrício Carpinejar

Não caminhe atrás de mim:
Eis que eu não sou nenhum mestre.
Mas também não caminhe na minha frente
porque nenhum líder eu sigo.
Se quiseres, pois, seguir caminho comigo
caminhe apenas ao meu lado,
seja, apenas, meu amigo.

Augusto Branco

Como um cego, grita a gente: ‘Felicidade, onde estás?’ Ou vai-nos andando à frente, ou ficou lá para trás.

Mario Quintana

Meia légua, meia légua
Meia légua para a frente,
Todos no vale da morte
Cavalgaram os seiscentos
"Avante, Brigada Ligeira!
"Carga de armas!", ele disse:
Dentro do vale da Morte
Cavalgaram os seiscentos.
"Avante, Brigada Ligeira!"
Algum homem vacilava?
Mas não sabia o soldado
Que alguém havia falhado:
Não cabe a eles responder
Nem perguntar o por quê,
A eles só cabe morrer:
Dentro do vale da Morte
Cavalgaram os seiscentos
Canhão à direita deles,
Canhão à esquerda deles,
Canhão à frente deles,
Rajadas e trovoadas;
Atormentados por balas,
Confiantes cavalgaram bem,
Dentro da garganta da Morte,
Dentro da boca do Inferno
Cavalgavam os seiscentos.
Luziam seus sabres nus,
Luziam girando ao ar,
Golpeando os artilheiros,
Atacando um exército, enquanto
Todo o mundo se espantava:
Lançados no fumo das armas
Através da linha irromperam;
Cossacos e russos
Cortados a golpes de sabre,
Despedaçados e divididos.
Então cavalgaram de volta, mas não
Não os seiscentos
Canhão à direita deles,
Canhão à esquerda deles,
Canhão atrás deles
Rajadas e trovoadas;
Atormentados por balas,
Ao caírem cavalo e herói,
Eles que lutaram bem
Voltaram na garganta da Morte
De volta da boca do Inferno,
Tudo que restou deles,
restou dos seiscentos.
Quando se acaba a glória?
Da carga selvagem deles!
Todo o mundo se espantou.
Honra à carga selvagem,
Honra à Brigada Ligeira,
Nobres seiscentos.

Alfred Tennyson

"Fé inabalável só é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade."

Allan Kardec

Meu horizonte

Meu horizonte
não tem limite!
Sigo em frente,
depois do horizonte,
se pegar a estrada,
fico acomodada,
não vou chegar...
Se pular a cerca,
mesmo que me perca
pra fugir do espinho,
encontro o caminho,
vou me superar.

Ivone Boechat

Quando a gente anda sempre para frente, não pode mesmo ir longe…
(O Pequeno Príncipe)

Antoine de Saint-Exupéry

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia n

Martha Medeiros

Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão. E que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.

Tati Bernardi

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

Martha Medeiros

"Se você realmente quer ir pra frente, você tem que saber o que está fazendo e acreditar. Não adianta ficar achando que as pessoas vão resolver os seus problemas, porque a única pessoa que pode resolver as suas coisas, é você mesmo."

Renato Russo

Na lanchonete, a garota na outra mesa sorri.
O rapaz na mesa em frente sorri também.
Dois jovens encantadores.
Um momento lindo?

Não sorriem um para o outro.
Sorriem olhando para seus tablets.

Sorriem para quem está a quilômetros de distância,
e sequer imaginam a felicidade que poderia ser
se sorrissem um para o outro...

Augusto Branco

LAÇOS
Se o filme é daqueles que as pessoas acampam na frente do cinema um
dia antes da estréia, de cara já risco da minha lista. Não vou. Mas se é
daqueles que as salas ficam vazias, só uns abnegados enfrentam, tá pra
mim. Se você fizer parte desse seletíssimo grupo “do contra”, então
reserve um tempo para assistir Estrela solitária, que não é nem nunca
será um blockbuster (orçamento de mirrados onze milhões de dólares)
mas compensa o preço do ingresso.
Mais uma vez Wim Wenders nos coloca na estrada com
personagens outsiders em busca de alguma coisa que está faltando. No
caso de Estrela solitária, o que falta é, adivinhe, sentido pra vida. A
história: depois de muito sexo, drogas e fama, um ator agora decadente
abandona um set de filmagens para buscar sabe-se lá o que no meio da
aridez norte-americana. Encontra a mãe, primeiro, que não via há trinta
anos. Depois encontra um ex-amor e um filho que não sabia que existia.
Encontra-se a si mesmo? Tenta, ao menos.
O filme é um on the road de trás pra frente: em vez de ter buscado a
liberdade e um futuro mais aventureiro, o personagem gostaria mesmo
era de ter tido laços mais permanentes, ter tido bem menos liberdade e
mais comprometimento. Cá entre nós, numa época em que ninguém
quer ser de ninguém, um homem que quer ser de alguém é um tema
revolucionário.
Não que o filme tenha essa pretensão. O diretor Wim Wenders –
aliado ao roteirista e ator Sam Shepard, sempre cool – é econômico e
não pretende fazer carnaval nenhum das emoções. Simplesmente
mostra poesia onde há poesia, e um pouco de música boa. Em termos
de fotografia, o filme é uma pintura. O homenageado é Edward Hopper,
o artista que melhor retratou a solidão e o isolamento do ser humano.
Não fosse por nada mais, só por certos enquadramentos valeria o filme.
Mas vale por mais. Vale pela cena em que Sam Shepard passa 24
horas sentado num sofá abandonado no meio da rua, sem ter para onde
ir. Vale pelo jogo de luz e sombras. Vale pela economia de diálogos,
pela total falta de frases feitas. Vale para mostrar que personagens
fictícios jamais compensarão uma boa vida real.
E vale porque durante duas horas você está dentro de um cinema
protegido dessa bandidagem que se tornou nossas vidas, em que roubo
de carro é notícia, celular em presídio é notícia, em que só é notícia o
macabro. Cinema te recupera um pouco dessa esquizofrenia.
Pode ser que você cochile em alguns momentos, se for muito
ligado em filme de ação. Mas vá. Nem que seja pra resgatar o belo e
descansar de tanto barulho.
28 de maio de 2006

Martha Medeiros

LEIA O TEXTO ABAIXO E DEPOIS LEIA DE TRÁS PRA FRENTE

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais…

Clarice Lispector