Cronicas sobre Futebol

Cerca de 124 cronicas sobre Futebol

Pão e Circo

A gente não quer só futebol
A gente quer futebol, justiça, educação e saúde
A gente não quer só ganhar
A gente quer ganhar segurança e paz.

A gente não quer só um gol
A gente quer um gol prá balançar a rede
A gente não quer só lançar
A gente quer lançar fora a corrupção.

A gente não quer só ser Hexa
A gente quer ser Hexa sem politicagem.
A gente não quer só a Copa
A gente quer a copa sem malandragem.

A gente não quer só jogada
A gente quer jogado fora o homicídio.
A gente não quer só vencer
A gente quer vencer o infanticídio.

A gente não quer só o circo
Que nos oferecem sem compaixão
A gente quer dignidade
E um emprego prá ganhar o pão.

Angela Natel

Uma visão caótica sobre o Brasil e a copa do mundo, é que o futebol como uma das maiores formas de alienação, passou a ser de certa forma a cultura brasileira (o carnaval também, mas o futebol se tornou mais universal), pois, se observar o Brasil não possui uma cultura nacional, o que temos são culturas regionais, tomando da seguinte que se o que une um povo é sua cultura, então a única coisa que unem os brasileiros é o futebol, por tanto, assim conseguimos ver a pobreza do país em mais um sentido, sendo que nós nos apegamos em uma alienação que foi adotada como cultura, mostrando o quanto o senso comum brasileiro é tão vago como sua política, cultura e saber. A copa do mundo de forma capitalista e política pode até ser favorável ao Brasil em alguns pontos, mas não há como negar que há existências de outras prioridades na situação do país. Como segurança, saúde e educação.
Como já dizia meu velho pai: Cada povo tem o governo que merece!

Leila Mustafa

Carnaval aqui no Brasil é igual ao nosso Futebol nós não inventamos, mas soubemos reinventar. Só quem já viveu nos blocos "Toca Raul" "Orquestra voadora" "Mulheres de Chico" "céu na terra" e os mais de 50 blocos que ocupam o Rio de Janeiro, sabem o que eu estou dizendo. Tem nudez, tem pornografia, mas simpatia é quase amor e o rio nesses 4 dias nunca amou tanto seus convidados.
Tem gente que acha que é que é a festa da carne como assim foi criada, mas eu acho que a festa da alma.
As fantasias, as musicas isso tudo faz nossa alma sambar na cara da alegria, pois é mais que isso é o Brasil no seu concentra mas não sai e eu gosto disso
que pelo menos uns dias do ano sejam mágicos, crus, sejam carne e alma.

Nayara Nascimento

Pagina 1, Era meu único desejo.
Nascido para brilhar, nascido para jogar futebol… E mais…

Pagina 2

Quando estou triste e com o coração cheio de amor por alguém distante de mim, sentimento que me sufoca de uma maneira terrível, sinto me mal, vontade de chorar, gritar, de estar em um lugar vazio de presença de pessoas, e qualquer outra coisa, que não seja a natureza, Deus, e ver o tempo passar, em fração de segundos, segundos que muitas vezes passa rápido, outros nem tanto, mas embora passe por cada coisa que me deixa desanimado, creio que existe um ser, um espirito, creio que ele é a curo de todos os meus sentimentos, mesmo que não fale nada, eu confio em te, no espirito santo de Deus, o meu consolador.

Pagina 3

Todos dizem que serei um bom marido, um bom esposo. Mas será mesmo?! Me tento a pensar, penso constantemente, como eu seria com minha esposa, não me vem muitas coisas, sei que todo que fiz por garotas e continuo fazendo foi sempre o melhor, carinho, amor, respeito, atenção, verdade, e tantas outras coisas que tenho em meu caráter, pois o meu jeito de ser é muito bacana, e curto esse jeito. Vivo minha vida com princípios e com eles a toco.

Pagina 4.

… Escrita pelo dedo de Deus

Evandro Novaes

Que o Futebol é a paixão nacional disso eu não tenho dúvida. Não tenho dúvida também que o que aconteceu com o Neymar ontem deu uma chacoalhada nos ânimos da brasileirada. Foi um sentimento estranho né? As pessoas colocam um peso tão grande sobre as costas de alguém e um dia essas costas quebram, que coisa, foi até literal. E esse sentimento estranho pode ser também de impunidade, os juízes, aqueles que detêm o poder sobre o jogo fazem o que querem, agem como bem entenderem, enxergam a falta onde não há, e em algumas situações até enxergam, mas se cegam, 'passam a mão na cabeça', distribuem cartões para quem não os merece. Esse 'sentimento estranho' é o reflexo do que acontece com o nosso mundo, a cada momento, em todos os setores em que vivemos, seja no seu trabalho ou no templo que você frequenta, seja na roda de colegas ou até entre sua família. A impunidade está aí, o mundo todo olhando para ela e ela, simplesmente, dando um 'xauzinho' de miss. É possível dizer também que essa 'revolta' que vemos na mídia (a mesma mídia omissa em tantos outros casos), no facebook, nas conversas em nossas casas, poderia ter uma porcentagem destinada a tantos outros exemplos de impunidade que temos visto por aí. Exemplos? Só se informar sobre a debilidade do sistema econômico, a decadência da saúde, a falta de segurança, os adoradores cada vez mais ávidos do jeito Lannister de ser (manipulações, egoísmo, arrogância, sede extrema pelo poder). É a cabeça das pessoas sendo alterada e ninguém está se dando conta disso. As pessoas não têm mais palavra. Elas olham nos seus olhos e mentem descaradamente. Estamos sob o domínio desses juízes. Onde estão os nossos valores? Esquecidos, como o sentimento estranho 24 horas depois.
- Caio Rossan, em 05 de julho de 2013.
‪#‎COPA2014‬ ‪#‎OCAMPEÃOVOLTOU‬ (E vamos pensar mais em outros aspectos, unidos não apenas no futebol. Que o campeão volte e acorde, pra valer!) ‪#‎FORTESENTENDEM‬

Caio Rossan

No país da bola, política funciona como futebol. O importante é defender seu time.
Quem vota no “Partido A” não cobra nada dele. Se estiver roubando, "Mas o “Partido B” roubava". Se estiver matado; "É mentira!". Se estiver soltado o político corrupto, "Mas ele é inocente". Se comprou voto, “É intriga da oposição”. Se manipulou, “É teoria da conspiração”. Virou religião. Falam tanto dos evangélicos na eleição, mas são mais fiei do que o Malafaia.

Ton Gadioli

Os olhos do palco

Confesso sem muito tardar que sempre fui um fã assíduo do ímpar futebol argentino, sobretudo do clássico de Buenos Aires que comporta a dupla inexorável Boca Juniors e River Plate. Pude ao longo de minha puerícia ver jogadores como: Batistuta, Riquelme, Caniggia, Sorín, Sallas, Ortega : todos os excepcionais subirem na grama aura dos estádios que protagonizavam escritas de Borges e Sábato.

Dito isso e tendo assistido tantos personagens impecáveis escreverem essa história, é de causar uma lamúria ensurdecedora ao analisar o que Boca e River hoje são. No primeiro jogo da semifinal da Copa sul-americana assisti a uma partida apática tecnicamente, somítica taticamente: me deparei com o horror que não faz jus ao passado dessas duas camisas. Houve naquela quinta-feira uma espécie de silêncio fantasmagórico de minha parte. Tomei a decisão de não mais ligar a TV, mas sim o computador a fim de reviver os bons tempos de Boca x River. Afinal, exercer isso é fazer menção ao grande Ernesto Sábato: "Eu escrevo, porque senão estaria morto, para procurar o sentimento da existência". É isso.

danielmuzitano

Alex, a alma eterna de um dez

O futebol sentirá saudades das redações ao brilho digno da maestria, Alex nos deixou com lances inenarráveis e um olhar ímpar que fez do tempo a mais bela era do pranto. O meia fora, por assim dizer, o conluio que o futebol comportou numa reunião de brilho. Quem ouviu alguma vez um narrador de rádio declamar as poesias do jogador mediante seus pés, teve a certeza que a imaginação - como promulgava o escritor Baudelaire - era sim parente de um infinito dentro do palco cujo o craque nos benzeu.

Seus dribles e suas assistências, sua aplicação e o seu talento, merecem sim uma homenagem de um silêncio que em nossas mentes jamais dormirá. Alex, uma estátua que corre chorando, um verso que dribla o porém, um além que outorga o espaço. Nosso muito obrigado por construir um livro de boas lembranças, e nos trazer um retrato de boas esperanças, para que um dia possamos vê-lo nascer de novo. Alex, a alma eterna de um dez.

danielmuzitano

CARNAVAL É CULTURA!

Você pode ir ao seu futebol e gastar o que quiser como quiser e com quem quiser.
Você pode ir a sua religião, pagar seu dízimo, dar suas oferendas, fazer suas vibrações com quem quiser.
Você pode comprar seu baseado, fumar na janela do condomínio, encher nossos quartos de marola, sempre como quiser

Professor Glauco Marques

FUTEBOL


Uma BOLA num campo GRAMADO
e ONZE homens de cada LADO.
Duas TRAVES com suas REDES presas
e os detalhes que em TINTA branca são DEMARCADOS.
Um JUIZ que fica com o APITO e CARTÃO mais CENTRALIZADO
enquanto dois BANDEIRINHAS correm nas LATERAIS lado a lado.
ATLETAS com DRIBLES desconcertantes e bem ENSAIADOS
se animam com os APLAUSOS de TORCEDORES emocionados.
Com a MARCAÇÃO do GOL que por alguns... É COMEMORADO
e a GALERA adversária que TORCE para que o JOGO seja ao menos EMPATADO.
Apito FINAL e o JUIZ anuncia que o tempo foi ENCERRADO
enquanto a MASSA o ESTÁDIO esvazia à COMEMORAR o RESULTADO
que acabou ficando - Um GOL para cada LADO!

Nivaldo Duarte

“O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o País precisam passar a enxergar isso. A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a Educação de um povo é muito mais.”.

Romário. Ex-jogador de futebol. Deputado Federal

A canhota para destros

Um gol perdido pelo capricho da perna destra pode ser um desastre cômico, mesmo para aqueles que possuem total concentração no pé direito. Driblar com a perna direita, trazendo pra dentro, arriscando um arremate com a mesma pode não parecer, mas é inviável - salvo por exceções. Mesmo assim o momento nos força a acreditar que é chutando de canhota que as coisas se complicam. E o risco de, numa situação dessas, bater com a destra, é uma “trivela inversa” - sei que o termo produz uma imagem desengonçada - que, pelo desequilíbrio induzido pelo curso livre da bola, após uma matada ou percurso indefinido, não chega a ser chute mascado ou espirrado, e vou comparar com uma desculpa da sinuca: faltou giz no taco. Como diria um conhecido narrador esportivo em seu comentário: "que beleza!"

Jogar com as duas pernas pode parecer um paradoxo. O jogador cresceu chutando com aquela perna direita, com a qual se sentiu mais à vontade para bater no gol, driblar, tomar a bola do adversário, fazer um passe. Criou uma perna viciada e, em momentos, descontrolada e alienada, egoísta; e com uma personalidade forte mas, nem por isso, livre do castigo da desatenção, que leva ao erro. Porque, ao passar do tempo é como se não lhe fosse permitido atuar com as duas, ou então, uma proeza para os craques (como muito se fala, para não dizer para poucos), ou mesmo que não sejam considerados craques, para pessoas que nasceram com uma habilidade especial, um dom: ser ambidestro. Criou-se um mito em torno do ambidestro, na proporção “8 ou 80”, que permeia o imaginário futebolístico. Por isso, esquece-se com frequência da natureza da perna esquerda; ela é preterida, mas pode ser tão surpreendentemente extraordinária e potente na mesma medida, que pode até apresentar um resultado superior ao comumente obtido pela destra. Fato que faz com que nem mesmo o autor do chute acredite no feito.

Embora nos apeguemos à simetria, ou seja, uma perna “igual” à outra, - pelo menos aparente, poupe-me da necessidade dos detalhes - de forma oposta, não há como negar que possuem mentalidades diferentes (ou pelo menos é a hipótese que sugiro - estranhas uma à outra). Quem nunca experimentou escrever com a mão esquerda, ou até mesmo, viu-se forçado a isso por alguma circunstância do destino ou do acaso? Em um primeiro momento é uma sensação desconfortante, comparável a andar em um ambiente escuro, desconhecido. Parece tudo ao contrário, se desenvolve para o outro lado, a caligrafia por mais que se tente com esmero, não se compara à escrita destra - atente que meu ponto de vista é o de um destro. Portanto, praticar a escrita com a mão esquerda é algo que se faz quando não se tem o que fazer (em situações muito isoladas, e é uma prática que ao passar do tempo é deixada de lado na medida em que o sujeito amadurece). E, em situações que exigem alta concentração, praticidade, agilidade e excelência, não é a esquerda que entra em ação, é a destra. E a perna canhota, partindo desta análise subjetiva dos membros superiores, pelo histórico do jogador de estar habituado a bater de direita, passa despercebida, esquecida. É como se o jogador, em seu imaginário, acreditasse que não há opção, se não bater de direita. Para o destro nato, bater de canhota não chega a ser considerada nem como última alternativa na maioria dos casos.

Por fim, a favor da canhota, há de se ressaltar o seguinte: imprevisibilidade. Aquele que ousa chutar com as duas pernas, entendendo a maneira como os pés buscam estratégias para bater na bola, torna difícil a reação do adversário quando esse exerce marcação, que tende, inconscientemente, a focá-la prevendo o chute com uma das pernas (a destra). Você já ouviu aquele ditado: Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez. Pois, transpondo para o nosso texto, num “insight” futebolístico (me permito escrever): ele não sabia que era possível bater de canhota, foi lá e (não só bateu) fez um golaço.

Robinson Klaesius

Estou de LUTO sim!!!
Estou sentindo vergonha do meu país, me sinto uma péssima anfitriã, pois não temos aqui nenhum serviço de qualidade para oferecer (gratuitamente) aos irmãos gringos. Afinal, não tem nem para nós... Se eles quiserem coisa boa, vão ter que ter grana pra bancar! Ser bom anfitrião assim é fácil, não?
Dane-se a Copa! Não tenho motivos pra gritar gol, se é que vai ter gol...
Gosto de futebol e tenho orgulho do meu país - geograficamente falando - porque politicamente falando eu tenho é NOJO!
E por respeito ao meu povo sofrido (onde eu me encaixo, porém independente disso), não vou gritar gol, não vou vestir verde e amarelo, e nem tampouco gastar um real a mais para contribuir com esse circo onde os "palhaços" somos nós!
Patriotismo pra mim está muito além de pular numa arquibancada com cara pintada. E engana-se quem pensa que protesto começa nas urnas... Nas verdade ele termina lá, pois o começo dele é deixando de se importar com o que não tem importância, pra ter tempo de dar valor ao que realmente vale.
Sejam bem-vindos, gringos! Mas nos desculpem o transtorno... Estamos em reforma para melhor atendê-los!

Ket Antonio

DIGA-ME QUANTO GANHAS E TE DIREIS SE PODE ERRAR

Ainda no assunto 'jogo de ontem' (sim, fiquei triste. sim, acho que perder faz parte. e sim, perder de 7 foi o ó). Mas queria deixar aqui apenas um adentro: o povo fala em salários "astronômicos" dos jogadores como se dinheiro comprasse tudo. É assim que você enxerga as coisas? "O cara é MUITO bem pago pra isso e tudo o que faz na vida é treinar, logo: ele tem por OBRIGAÇÃO ser infalível".

Pra começo de conversa eles já são bons, tanto é que foram escolhidos entre milhares para representar o país. Quanto ao valor dos salários não vou entrar nesses méritos, porque o mercado futebolístico foge do meu alcance. Se acho justo um cara ganhar milhões pra jogar uma bola, um ator ganhar milhões pra fazer um filme não vem ao caso agora, como também não acho justo um professor ganhar pouco, e não acho "justo" eu não ter dinheiro pra fazer as viagens que quero porque também não ganho muito, blá blá blá, mas na boa... deixemos esse assunto para uma outra hora (as eleições estão aí, teremos muito 'pano pra manga').

Só que me espanta ver pessoas condenando os caras e usando valor salarial como justificativa para não se aceitar falhas. Para elas será que o dinheiro compra tudo? Não estou dizendo que todos são uns pobres coitados, dignos de pena, mas ninguém notou que o emocional desses caras estava ao pedaços? Se para nós às vezes já é um fardo tentar corresponder expectativas, imagine você ter um país inteiro na sua cola? Sim, eles são treinados pra isso. E sim, eles são HUMANOS também. Ficou claro como se desestruturaram sem o capitão Thiago e sem o Neymar (já que por muito tempo não pensaram no coletivo, mas jogaram o peso de uma copa inteira em cima de um único cara, etc, etc, etc; e você já sabe disso). Dito e feito: tomaram o primeiro gol bobo da Alemanha (que diga-se de passagem é um grande time) e perderam o rumo. Não aguentaram a pressão e pasme você: mesmo sendo milionários!

Você também recebe salário e você também é treinado para cumprir seu papel. E você também erra (às vezes até erros bobos, primários, simplesmente porque acordou mal, brigou com alguém, tá de TPM, etc).

Felizes sao aqueles que conseguem enxergar o ser humano além de uma conta bancária.

Tainah Ferreira

Esse povo é estranho. Horas atrás estavam vestidos de verde e amarelo dos pés a cabeça, beijando bandeiras e usando o hino nacional como toque de celular. Bastou essa lavada de gols do time adversário pro amor se transformar em ódio e pra Copa ser uma grande perda de tempo. O 'grande evento' se tornou nada mais que uma indústria de lavagem de dinheiro. Os dias de folga para assistir os jogos se tornaram sinônimo de vagabundagem. E nossos 'heróis' viraram um bando de manés que são muito bem pagos (com salários milionários diga-se de passagem) e por isso tem a obrigação financeira, moral, cívica e psicológica de não nos deixar sofrer. As imagens postadas de otimismo brasileiro rapidamente se converteram em hospitais lotados, enchentes e podridão política.
A Copa ficou chata, nosso futebol virou o pior do universo. 'São Júlio César' virou capeta.

Ah vá.
Povo estranho.

Serei brasileira, torcedora da Seleção, ganhando ou não. Continuarei achando a Copa um grande evento e me sentindo feliz por ver o empenho de tanta gente esforçada pra fazer bonito pro mundo afora. Me diverti demais e nada foi desperdiçado. É um jogo, alguém vai perder. Uma pena que dessa vez fomos nós.

A vida segue.

Tainah Ferreira

EU TE ODEIO
Autoria: Seres Humanos

Eu te odeio sem saber o que você faz e sem saber quem você é.
Eu te odeio, sem ao menos saber o teu nome.
Eu te odeio porque você não pensa como eu, não gosta das mesmas coisas que eu gosto e não ama quem eu amo.
Eu te odeio porque seus objetivos e sonhos não são os mesmos que os meus. Você valoriza o que eu desvalorizo e cultua deuses que eu não cultuo; por isso 'tenho que' te odiar.

Te odeio porque não temos a mesma cor, a mesma idade, a mesma altura.
Te odeio porque seu peso é diferente do meu, o 'padrão' diz que você é 'feio' e a propósito... sua aparência não me agrada.
Te odeio porque você tem mais dinheiro e bens, e não acho isso justo!... mesmo que você tenha conquistado com trabalho e honestidade. Mas também odeio quem tem menos do que eu, pois sinto que não são 'dignos' da minha atenção.
Eu te odeio porque não ouvimos as mesmas músicas.
O teu sotaque também me irrita.

Você torce por pessoas que eu não torço e grita por nomes que jamais sairiam da minha boca.

Te odeio assim, gratuitamente.
Simplesmente porque somos diferentes.

Dentro e fora dos estádios: eu te odeio.

Tainah Ferreira

Há brasileiros morrendo na construção de estádios, para que empresários bem sucedidos recebam dinheiro, gerado pelos que pagarão para ver jogos de futebol, na Copa do Mundo.

Que bom se a família desses brasileiros mortos recebessem uma comissão gerada pelos que vão gastar dinheiro na Copa!

José Guimarães

Brasil

Doente? Eu é que sou doente?

Vivo em um país onde um joguinho é mais importante que a educação
Onde todos dias pessoas morrem em baixo de pontes com frio e fome
País onde a fome impera e a justiça não combate mais as facções
Moro em um país onde funk é considerado cultura,
Convivo com pessoas que ao invés de participarem de grupos como teatro, música, literatura preferem fazer parte de bondes
É lamentável o nível de alienação que o povo chegou
Vergonhoso, sem duvidas
As cirurgias pelo SUS são marcadas para depois que as pessoas estão em baixo da terra
O brinquedo das crianças é pular nos esgotos que correm no céu aberto
A unica alegria dos anciãos é quando chega o fim dos meses pegarem seu dinheiro que não dá nem para pagar um alimento digno
Toda hora pessoas inocentes são presas, torturadas e bandidos circulam livremente nas ruas
Passa ano, muda governo e tudo continua igual isto é, quando não piora
O sustento de crianças de 13 anos de idade é vender drogas nas esquinas ou até seus próprios corpos.
Depois da meia noite somos presidiários dentro de nossas próprios condomínios ou casas porque certamente estar após esse horário nas ruas é pedir para ser assaltado ou morto
Tem dias que esperamos mais de 1 hora nos terminais de metros e quando chegam, vem super lotados transportando o dobro, o triplo do permitido
Enquanto existem pessoas que gastam 700, 800 reais em um tênis, a outras que trabalham um mês inteiro para ganharem essa quantia e sustentarem suas famílias
E o governo ainda vem falar em igualdade social. Me pergunto é isso que se chama igualdade?
Ultimas noticias governo diz que a escola é muito mais um lugar de socialidade do que aprendizagem... sempre pensei que para se socializar existiam clubes, amigos, parques, mas não a escola virou um centro de sociabilidade e realmente com o incentivo que os professores recebem daqui a uns anos essa vai ser a unica função da escola do pobre.

Sale Rabagi

No campo e na vida
“A queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!”
“Não é normal cair um viaduto de $500 milhões!”
“A vida é um combate que aos fracos abate, aos fortes aos bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias)

Tanto para o campo de futebol, como para a vida, precisamos estar preparados.
Não há como conseguirmos uma vitória, em qualquer campeonato, sem preparação, sem concentração, sem garra.
Disse, há alguns dias, que a vida é feita de “jogo duro”. Parece que os jogadores da seleção brasileira perceberam isso hoje, 08 de julho, ao enfrentarem uma Alemanha organizada, concentrada, há anos, para a Copa do Brasil.
Pasmem! Foram 08 (oito) anos juntos, preparando-se para a Copa do Brasil.
Foram oito anos de seriedade em relação ao esporte, à competição, não em relação ao que a vitória pode render em termos de dinheiro e de notoriedade.
Bom será se o aprendizado for o resultado desta percepção, deste “sofrer na pele” a diferença entre a fantasia e a realidade.
Nosso país acordará mais consciente no dia 09 de julho, dia em que se comemora uma das mais importantes revoluções em nosso país, a Revolução Constitucionalista de 1.932, uma revolução que foi feita, exatamente, para voltar as coisas aos seus devidos lugares.
Estará ainda incrédulo, atônito, mas estará mais consciente. Terá, então, a oportunidade histórica de “Cair na Real”, de perceber que “a vida é um eterno combate, que aos fracos abate”, e aceitará, então, que não fizemos por vencer.
Se retrocedermos um pouco, veremos que em nenhum momento a Seleção Brasileira levou a sério este Mundial. Em nenhum momento as opiniões dos torcedores e da imprensa foram respeitadas.
Baladas, visitas de familiares, visitas de vizinhos, oba-oba, samba, esta era a tônica da preparação dos nossos jogadores do “tudo pode”, enquanto as outras seleções treinavam, suavam a camisa, se concentravam para os jogos e estudavam (e muito!) os adversários.
Poucas horas depois de desembarcar no Brasil a Holanda já estava treinando na praia, já estava concentrada nas responsabilidades que tinha perante seu público!
É fundamental que o Brasil caia na real!
É imperioso que nós, brasileiros, paremos um pouco para repensar nosso país, repensar nossos hábitos, repensar nossa filosofia de vida, enfim.
É muito importante que percebamos que não se pode construir um país sério baseado na fantasia.
Não gostamos de levar nada a sério! Achamos bonito e engraçado quando ouvimos falar que o Brasil é o “país do jeitinho”.
Não podemos!
O fato de “Deus ser brasileiro” não nos isenta de nossas responsabilidades, ao contrário, nos torna mais responsáveis ainda! Nossa vida, nossa existência, nossa origem divina não nos permite levar as coisas no “jeitinho”.
Há que se ter seriedade com as coisas públicas! Há que se ter seriedade nos estudos, no trabalho, nos relacionamentos, e em tudo o mais que fazemos. Até nas brincadeiras, nos jogos de carta, e inclusive nos esportes.
Não podemos achar que é normal ficar sem água, ter buracos nas estradas, vivermos na insegurança, não termos hospitais adequados, não termos atendimento médico de qualidade, não termos uma administração pública preocupada com o bem público, não conhecermos o planejamento de nossa cidade, de nosso estado, de nosso país.
Isto não é normal!
Não é normal cair um viaduto de $500milhões (quinhentos milhões)!
A corrupção não é algo que está ligado ao humano. Não é normal, e não podemos aceitar!
Como queremos passar em um concurso público sem estudar? Como queremos “ir levando” um curso universitário, ou qualquer outro, e ter um bom resultado ao final?
Como aprenderemos a ler e escrever sem leitura?
Como podemos ser músicos sem estudo e sem prática?
Como podemos ter resultados em nossas empresas sem seriedade e trabalho duro?
E como podemos vencer uma COPA DO MUNDO sem preparação e seriedade?
Este texto é um convite à reflexão, de verdade! Um convite ao debate, ao repensar, à consciência.
Não estamos perdendo somente nos campos de futebol. Todos nossos índices são piores que os da Alemanha e dos países afins.
Na educação, na produtividade, no desenvolvimento tecnológico, no investimento em pesquisas e desenvolvimento, entre outros.
Queridos leitores, a queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!
O desastre estava anunciado e cantado em verso e prosa.
O Brasil acordará, neste Nove de Julho, mais maduro, mais preparado para a vida, mais preparado para as mudanças que o Mundo moderno exige.
Bem mais preparado para se tornar em um País Real!

Poeta Sidarta da Silva Martins

Driblou, bateu,
É Gol?
Não, não é gol!
Apenas bateu

Aliás, não bateu,
Estão batendo
Mas quem Bate?!
E quem apanha?!

Na realidade, bate o fraco
Apanha o forte
Quem é fraco?
Quem é forte?

Quem pensa ser Fraco é forte
Quem pensa ser Forte é fraco
O grande que pensa ser forte
Realmente é o fraco

O pequeno que pensa ser fraco
Não é fraco não
Pois é mais que milhão
Pense nisso multidão

Uma única sugestão
Sendo fraco ou forte
Pequeno ou grande
Vence a UNIÃO

Captou MULTIDÃO??

Marcelo B. Moretti