Cronicas sobre Futebol

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PROFESSORES X FUTEBOL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Quando nós, educadores, protestamos pura e simplesmente conta o sucesso financeiro dos atletas, em especial dos jogadores de futebol, depomos contra nós mesmos ao demonstrarmos desprezo pelo talento. Da mesma forma contradizemos nossos discursos contra exclusão; desigualdade; falta de oportunidades para os mais simples.
Aquelas pessoas que neste momento de suas vidas ganham milhões, são quase todas de origem bastante humilde. Filhos de pedreiros, serventes, lavradores, balconistas e afins, todos visionários e atentos aos sinais de que seus filhos têm algo especial: talento. Esses pais atentos apostam; dispõem de todos ou quase todos os seus poucos recursos, até marcarem o gol definitivo, acertando em cheio na grande chance dos filhos. No futuro com que nunca sonharam para si próprios.
Nas salas de aula, falamos quase o tempo inteiro em talento; no entanto, somos elitistas: não aprovamos o talento dessa gente humilde que de uma hora para outra pode ser detentora de uma fortuna que nos dá inveja, sem terem passado por ensino médio, faculdade, às vezes nem mesmo pelo ensino fundamental completo.
Mas esses atletas não chegam lá sem esforço. E muito esforço. Sacrifício. Renúncia. Ainda bem novos deixam famílias, brincadeiras, amigos de infância, e vão trabalhar duro: fazer muitas horas diárias de preparação física, treinos com e sem bolas, educação alimentar e outros cuidados criteriosos com saúde, o que inclui não ter vícios, vida sedentária ou promíscua. Tudo isso, além de aprenderem regras rígidas de convivência. Coleguismo. Ética desportiva. Recolhimento. Meditação. Autocontrole. Respeito por quem está do outro lado. Uma verdadeira universidade que os prepara para viver dignamente, como cidadãos que quase sempre não sabem falar, mas sabem agir. Sabem ser quem são. E quase nunca renegam suas origens.
Temos preconceito desses atletas, porque não foram nossos colegas de faculdade; porque venceram pelo talento sem aprender gramática e raiz quadrada. Porque não foram modelados pela educação formal. Porque ganham mais do que nós, que não percebemos o quanto eles geram em recursos, movimentação financeira, patrocínios de produtos e marcas que eles fazem vender, somados às vendas de ingressos, audiências de rádio, televisão e web, circulação de impressos e influência nas bolsas de valores.
Os milhões que esses jogadores ganham honesta e merecidamente são centavos diante das fortunas dos seus patrocinadores e o sistema que os cerca. Esses, nunca são alvos de nossos protestos, a não ser no aspecto político-partidário, que de nossa parte é sempre questionável: Temos, invariavelmente, uma bandeira partidária que tentamos substituir pela que está no poder.
Quanto ao mais, não conheço nada, além da educação formal, que seja mais educativo do que o esporte. O esporte educa bem mais do que a própria arte, se compararmos o exemplo pessoal obrigatório do esportista com o do artista. O artista, por exemplo, se for sedentário, fumante, promíscuo, viciado em droga ou álcool, continuará artista. O atleta, não. Se ele quiser ser e permanecer atleta, não poderá jamais, ser um exemplo negativo em nenhum destes aspectos. E uma criança ou um adolescente, quando imita uma pessoa que admira, o faz na sua totalidade.
Quem está com o dinheiro do professor na sua conta pessoal não é o jogador de futebol. É o político corrupto deste país, em especial, que desconhece os políticos honestos. Quem nos rouba todos os dias não é o Neymar nem o Thiago Silva. Também não é o jogador de futebol que decide as alíquotas de impostos. Ele pode estar dentro deste sistema, como todos nós que compramos, vendemos e vivemos, mas não é ele quem decide.
Nós, educadores, merecemos ser muito mais valorizados; ter salários muito melhores; ter condições muito mais humanas, dignas e honestas de trabalho, mas nosso grito de basta e de protesto tem que ser por nós. Não contra o outro. Temos que lutar pelo que é nosso, sabedores de que esse tesouro é usurpado pelo poder público e pelos poderes econômicos que mandam neste pais e estão muito acima dos jogadores de futebol. Quero ter mais, sem desejar que nenhum deles tenha menos, pois isto seria possível se os poderes constituídos não estivessem inchados de corrupção e os grandes grupos econômicos não estivessem fechados com os tais poderes.
Porém, se mesmo assim queremos protestar contra os esportes, que tal se fôssemos menos elitistas e voltássemos nossos protestos contra a fórmula 1, o golfe e outros esportes de ricos que sempre foram ricos e cujas riquezas não sabemos de onde vieram?

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Sempre os mesmos.

Nesses dias de Copa e pós Copa vendo esse “sambadocriolodoido” que é o futebol brasileiro lembrei da Tânia, namorada nos anos oitenta que não perdia a oportunidade de me lembrar sempre, numa crítica velada e bem-humorada, o grupo dos meus amigos que formavam uma tropa desvairada.
Sempre os mesmos! Criticava ela...sempre os mesmos...
Unidos pelas motocicletas de grande cilindrada, carros potentes, discotecas da moda, Aquarius, Banana Power, Papagaio, Ta Ma Tete, Hipopótamus, Gallery e claro pelo álcool que rolava solto.
A turma do futebol brasileiro é a dos “sempre os mesmos”.
Mesmos técnicos, mesmos dirigentes, mesmos “investidores”, mesmos críticos, locutores e “entendidos” de todo o gênero.
E na política heim? Sempre os mesmíssimos. Quando aparece uma figura nova é dos mesmos que já vinham frequentando o noticiário como ativistas, grevistas, sindicalistas, ladrões e baderneiros em geral.
Sempre os mesmos...Por onde andará a Tânia? Se eu tivesse que adivinhar diria que ela, diferente de mim era a novidadeira, da turma dos “sempre outros”.
Sempre outros cabeleireiros, outras lojas de grife, outras amizades, outros namorados.
Foi nessa que eu dancei. Eu sempre com os mesmos, ela sempre com os outros...Rsss...
Não foi de todo mal!

Marinho Guzman

ALEMANHA 7X1 BRASIL

Não houve nada de anormal nessa partida de futebol.
Se ponderarmos que a saída de Thiago Silva e Neymar,
serviu somente para mostrar a realidade da qualidade
técnica dos jogadores brasileiros.
Senão vejamos:
Os técnicos dos times adversários do Brasil, nos jogos
anteriores ao da Alemanha, sempre se
preocuparam com as marcações cerradas nos melhores
jogadores brasileiros, não porque eram tão bons assim,
mas, porque eram ágeis e tinha melhor percepção espacial
e posicional dos demais jogadores, e eram bons de passes.
Como sabemos, um time é composto de 11 jogadores.
Então, escalavam de 3 a 4 jogadores para "colarem" em
Neymar e 1 ou 2 para marcação em Thiago Silva.
Portanto, dos onze, um era o goleiro, e seis em marcações
em dois jogadores brasileiros, sobravam apenas 4 jogadores
para levarem a bola até o gol... Praticamente impossível.
Com a ausência de Neymar e Tiago Silva, o técnico alemão
viu que não existia a necessidade de marcações. Portanto,
jogou com 10 jogadores em campo com total liberdade e
fizeram a festa. ( Restou alguma dúvida ? )
Os demais jogadores da seleção brasileira não tiveram culpa,
foram sim mal escalados (convocados ) para o embate da copa.
Periga acontecer o mesmo com a Holanda.
Luis Felipe Scolari, foi sim, e sempre foi, turrão, teimoso, arrogante e
prepotente, dono exclusivo da própria verdade, com a
Imprensa, público e jogadores. Ahh faltou o "mal educado".

Marcos Marques

Quando um cara decide deixar o futebol no domingo pra poder passar mais tempo com você de valor, quando um cara se afasta daquelas amizades bailadeiras, de valor a ele, quando o cara sai na chuva pra compra remédio pra você mesmo sem guarda chuva, de valor a ele, quando um cara deixa cartas e versos românticos como surpresas expressando seu carinho, de valor a ele, quando um cara te mima na sua tpm e sempre te traz doces sem pedir e aguenta seu mal humor, de valor a ele, quando o cara levanta no meio da noite todas as vezes pra levar alguma coisa que traga alivio as suas dores noturnas, de valor a ele,quando um cara derrama lagrimas na sua frente pra saber o quanto se importa, de valor a ele, quando um cara faz das tripas um coração pra te ver sorrir todos os dias,e é gentil, atencioso, carinhoso, amigo, amante e poem as suas necessidades nas frente da dele acredite, de valor, porque isso é amor. E se você não saber da valor a isso, eu tenho pena de você, porque se não esta pronta pra ser amada, então se conforme a passar a vida sozinha, e não sai magoando os outros por ai pelo medo de sua solidão egoísta, porque isso não se encontra em qualquer esquinas por ai, isso é como tirar o bilhete premiado, mais sorte que isso é ter todo esse amor retribuído. Infelizmente sincronia é a armadilha de dois corações que deveria se encontrar no dia, na hora, no momento certo e infelismente aquilo que deveria ser amor recíproco acaba apenas sendo um paixão fogo de palha por um lado e pelo outro um coração partido afogado em lagrimas.
Pior que isso vai ser quando você olhar todo aquele amor que você recusou e rejeito varias e varias vezes, e notar o quão lindo e valioso era aquele sentimento e então perceber que é tarde demais . Pior que se arrepender por algo que fez é se arrepender de algo que realmente não tentou. E enquanto você vive com esse seu orgulho egoísta esperando ele fazer algo pra querer voltar, ele estará lá procurando alguem pra amar, e decidindo todos os dias se te guarda em algum lugar no seu coração ou dentro de uma caixa como lembrança de algo que já se foi. Vivendo no mundo em que você criou.

Erick Fernando

FUTEBOL


Uma BOLA num campo GRAMADO
e ONZE homens de cada LADO.
Duas TRAVES com suas REDES presas
e os detalhes que em TINTA branca são DEMARCADOS.
Um JUIZ que fica com o APITO e CARTÃO mais CENTRALIZADO
enquanto dois BANDEIRINHAS correm nas LATERAIS lado a lado.
ATLETAS com DRIBLES desconcertantes e bem ENSAIADOS
se animam com os APLAUSOS de TORCEDORES emocionados.
Com a MARCAÇÃO do GOL que por alguns... É COMEMORADO
e a GALERA adversária que TORCE para que o JOGO seja ao menos EMPATADO.
Apito FINAL e o JUIZ anuncia que o tempo foi ENCERRADO
enquanto a MASSA o ESTÁDIO esvazia à COMEMORAR o RESULTADO
que acabou ficando - Um GOL para cada LADO!

Nivaldo Duarte

Futebol não é circo, é arte. Pão até gosto do pãozinho francês, mas se fosse brioche a coisa ficaria feia. Gosto mesmo é de croissant, e assim mesmo não é qualquer um que passa pelo meu crivo.
Hoje tremi nas bases pensando no discurso dos chatos de plantão que querem nos tirar um dos poucos prazeres que ainda temos, que é o de poder ter acesso a um espetáculo que é pura arte. Tremi e temi, perder o jogo e ter que engolir mais um governo vermelho. Mas os deuses do olimpo que protegem os jogos desde a antiga Grécia fizeram a justiça que o árbitro não fez. A nação brasileira hoje teve o direito de embriagar-se de felicidade.

Ângela Beatriz Sabbag

Sentimento Estranho
Caio Rossan

Que o Futebol é a paixão nacional disso eu não tenho dúvida. Basta lembrar que aquele 7x1 contra a Alemanha provocou uma comoção quase unânime. Comoção ou revolta? Eis a questão. Afinal, aquele 7x1 foi mais dolorido do que a corrupção que assola o país, o fato de estarmos aprisionados em nossa própria residência pelo medo de sair na rua e a crise da água, quem diria, no país com maior quantidade de água doce em seu território.
Não tenho dúvidas também que o que aconteceu com o Neymar provocou uma chacoalhada nos ânimos da brasileirada. Foi um sentimento estranho, não é mesmo? As pessoas colocam um peso tão grande sobre as costas de alguém e um dia essas costas quebram, se partem, desmoronam. Que coisa, foi até literal. E esse sentimento estranho também é de impunidade. Os juízes, aqueles que detêm o poder sobre o jogo, fazem o que querem, agem como bem entendem e enxergam a falta onde não há; em algumas situações até as enxergam, mas se cegam, “passam a mão na cabeça” e distribuem cartões para quem não merece.
Esse sentimento estranho é o reflexo do que acontece com o nosso mundo, em todos os setores onde vivemos, seja no trabalho ou no templo que você frequenta, seja na roda de colegas ou até entre sua família. A impunidade está aí, presente, não apenas latente, mas manifestada e duramente perceptível. Mas a questão é que nós nos acostumamos com a dor e não conseguimos senti-la com o peso devido. O mundo olha para ela e ela desfila, com um “tchauzinho” de miss.
É possível dizer também que essa revolta que vivenciamos na mídia, poderia não ser tão escancaradamente parcial. Esse povo nem sabe disfarçar. Péssimos atores. O pior é que tem gente que ainda acredita naquela atuação fajuta. A mídia se indignou tanto com o 7x1 que seria impossível o brasileiro esquecer que um dia ele existiu. A mesma mídia omissa e manipuladora, que cria sistemas e os destrói, que impulsiona heróis e que adora vê-los cair. Talvez porque a mídia saiba quem nos tornamos.
A debilidade do sistema econômico, a decadência da saúde, a falta de segurança. Fruto do desenvolvimento, da necessidade de criar mão-de-obra para exercer aquele trabalho nada escravo em empresas, em regimes dóceis e intimamente humanos, onde é possível prosperar e ter tempo para a família, para o lazer, até mesmo porque sempre sobrará dinheiro para tal. O fato é que as cidades inflaram e não houve planejamento para o bem-estar das pessoas. O que houve foi uma ilusão, uma ilusão amarga, cujo gosto é pior do que o fel. E com isso, o que nos tornamos? Cada vez menos cooperativos e mais ambiciosos, imediatistas e consumistas.
Adoráveis adoradores ávidos do jeito Lannister de ser (manipulações, egoísmo, arrogância, egocentrismo e sede extrema pelo poder). São pessoas com essas características que vemos ascender. E não adianta dar um de politicamente correto. São elas que queremos ser. É a cabeça das pessoas sendo alterada e ninguém está se dando conta disso. As pessoas não têm mais palavra. Elas olham nos seus olhos e mentem descaradamente. Estamos sob o domínio desses juízes. Onde estão os nossos valores? Esquecidos, como um sentimento estranho 24 horas depois. E aí você vê pessoas indo ás ruas motivados sabe-se lá porquê. Uma coisa é lutar por um governo melhor. Outra é caminhar com extremistas e compactuar com devaneios, como aquela faixa contra Paulo Freire. Aquilo não existiu, né?
A sensação que toma conta dos ares é de que o brasileiro esqueceu quem ele é. Esqueceu dos bons valores. Deixou de lado o senso crítico e a lógica, afinal, a água está acabando por culpa dos governos atuais, certo? E a corrupção, bem, ela não existia antes e quem quer entrar fará diferente, porque se você for um governante, você fará a diferença, certo? Talvez porque a corrupção não está impregnada em suas veias, nos mínimos detalhes diários. E Paulo Freire realmente deve ser esquecido, aquele homem cruel, com as barbas cheias do sangue daqueles que ele perseguiu durante a ditadura. Ditadura essa que precisa voltar, através de um golpe militar, pedido pela população. Essa é a nossa salvação. A última esperança. Talvez tenha sido por isso que o 7x1 doeu tanto. Era a única chance do brasileiro sorrir.

Caio Rossan

PROFESSOR, eu desejo a você o salário de um deputado e o prestígio de um jogador de futebol!
Autor Desconhecido (Movimento Belém/PA Livre)

Já foi bem próximo disto, vivi esta época... se a população quiser voltará a ser!
No Japão o único profissional que não precisa abaixar-se para reverenciar o Imperador é o PROFESSOR, lá, eles entendem que sem PROFESSOR não haveria Imperador!
Aqui, um mecânico que se aposentou porque não tinha dedo vem a público dizer que se tornou Presidente SEM ESTUDO...
O gigantesco abismo que separa Japão e Brasil está nos ESTÍMULOS, nos EXEMPLOS, nas REFERÊNCIAS, daí, todo pilantra quer ser político e todo menino quer ser jogador de futebol!

FATO: a verdadeira REVOLUÇÃO de um povo começa com EDUCAÇÃO e ESTUDO/ENSINO, que são bem diferentes, uma aprendemos EM CASA com nossos familiares, com as pessoas próximas; a outra, aprendemos a todo momento e em qualquer lugar, inclusive numa ESCOLA!

PROFESSORES SEMPRE SERÃO AMEAÇAS PARA MAUS POLÍTICOS, por isto são DESVALORIZADOS, RELEGADOS AO LIMBO SOCIAL, podemos afirmar que toda sociedade que NÃO VALORIZA O PROFESSOR é CÚMPLICE dos POLÍTICOS MAL INTENCIONADOS que a administra!

É bem verdade que esta INVERSÃO DE VALORES não começou agora, tampouco com este senhor acima citado, perde-se no tempo este descaso com o País, é fruto de uma meticulosa articulação de "valorizar o que não tem valor" enquanto o que realmente vale é surrupiado ante os olhos desatentos da população (tal qual os mágicos procedem ao realizarem suas apresentações, chamando atenção do público para um lado/uma mão enquanto o truque é feito do outro lado/na outra mão), verdadeiros donos do PATRIMÔNIO chamado BRASIL!

Sid Trombini

Qual a real definição de TORTURA?
POLÍTICA não é uma PARTIDA DE FUTEBOL em que FACÇÕES torcem para um time ganhar e outro perder, em POLÍTICA se o jogo não for bem jogado TODOS OS TORCEDORES PERDEM, menos os DIRIGENTES!

DITADURA NUNCA MAIS, mas que tal se o Brasil seguisse o EXEMPLO de NELSON MANDELA?

Somos TODOS BRASILEIROS, não nos deixemos enganar, qualquer violência contra a POPULAÇÃO é sinal que a TORTURA SOMENTE MUDOU SUA CARA!
O verbo é FARTO e INFLAMADO, mas desde o fim da DITADURA MILITAR, NOSSA VIDA EM SOCIEDADE PIOROU, temos hoje mais de 50.000 mortes por ano (durante os 21 ANOS DE CHUMBO NÃO CHEGOU A 2.000), mais que países que vivem guerras civis:
IRAQUE - http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-03-17/guerra-do-iraque-contabiliza-174-mil-mortes-em-dez-anos;

SÍRIA - http://noticias.terra.com.br/mundo/oriente-medio/a-siria-hoje-entenda-a-guerra-civil-que-ja-matou-mais-de-100-mil-pessoas,34c5b259a25e0410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

SOMÁLIA, período de 1991 até 2014, de 300.000 a 500.000 mortes - http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_da_Somália

É o “sujo falando do mal lavado”, sem VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES, sem INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO não haverá SEGURANÇA, SAÚDE, PAZ e FELICIDADE para o POVO!
Sou brasileiro e QUERO viver num país onde haja DIGNIDADE, HONESTIDADE, RESPEITO, JUSTIÇA e principalmente PAZ!

Sid Trombini

Sobre a Copa do Mundo de Futebol de 2014 realizada no Brasil.

Enquanto não nos conscientizarmos que numa vida EM SOCIEDADE o problema de um é PROBLEMA DE TODOS, não estaremos AINDA vivendo em sociedade!
Nossa alegria deveria ser vermos os 200 milhões de brasileiros servidos de SEGURANÇA, SAÚDE, EDUCAÇÃO, MORADIA, TRANSPORTES... uma NAÇÃO em que continuassem as diferenças sociais, pois que dificilmente serão extintas, mas que o MENOS FAVORECIDO TIVESSE O MÍNIMO PARA VIVER COM DIGNIDADE!!!!!!
Que a ALEGRIA DE TANTA GENTE fosse uma vida ABASTADA DE PAZ neste País tão rico!

Sid Trombini

CARNAVAL É CULTURA!

Você pode ir ao seu futebol e gastar o que quiser como quiser e com quem quiser.
Você pode ir a sua religião, pagar seu dízimo, dar suas oferendas, fazer suas vibrações com quem quiser.
Você pode comprar seu baseado, fumar na janela do condomínio, encher nossos quartos de marola, sempre como quiser

Professor Glauco Marques

A canhota para destros

Um gol perdido pelo capricho da perna destra pode ser um desastre cômico, mesmo para aqueles que possuem total concentração no pé direito. Driblar com a perna direita, trazendo pra dentro, arriscando um arremate com a mesma pode não parecer, mas é inviável - salvo por exceções. Mesmo assim o momento nos força a acreditar que é chutando de canhota que as coisas se complicam. E o risco de, numa situação dessas, bater com a destra, é uma “trivela inversa” - sei que o termo produz uma imagem desengonçada - que, pelo desequilíbrio induzido pelo curso livre da bola, após uma matada ou percurso indefinido, não chega a ser chute mascado ou espirrado, e vou comparar com uma desculpa da sinuca: faltou giz no taco. Como diria um conhecido narrador esportivo em seu comentário: "que beleza!"

Jogar com as duas pernas pode parecer um paradoxo. O jogador cresceu chutando com aquela perna direita, com a qual se sentiu mais à vontade para bater no gol, driblar, tomar a bola do adversário, fazer um passe. Criou uma perna viciada e, em momentos, descontrolada e alienada, egoísta; e com uma personalidade forte mas, nem por isso, livre do castigo da desatenção, que leva ao erro. Porque, ao passar do tempo é como se não lhe fosse permitido atuar com as duas, ou então, uma proeza para os craques (como muito se fala, para não dizer para poucos), ou mesmo que não sejam considerados craques, para pessoas que nasceram com uma habilidade especial, um dom: ser ambidestro. Criou-se um mito em torno do ambidestro, na proporção “8 ou 80”, que permeia o imaginário futebolístico. Por isso, esquece-se com frequência da natureza da perna esquerda; ela é preterida, mas pode ser tão surpreendentemente extraordinária e potente na mesma medida, que pode até apresentar um resultado superior ao comumente obtido pela destra. Fato que faz com que nem mesmo o autor do chute acredite no feito.

Embora nos apeguemos à simetria, ou seja, uma perna “igual” à outra, - pelo menos aparente, poupe-me da necessidade dos detalhes - de forma oposta, não há como negar que possuem mentalidades diferentes (ou pelo menos é a hipótese que sugiro - estranhas uma à outra). Quem nunca experimentou escrever com a mão esquerda, ou até mesmo, viu-se forçado a isso por alguma circunstância do destino ou do acaso? Em um primeiro momento é uma sensação desconfortante, comparável a andar em um ambiente escuro, desconhecido. Parece tudo ao contrário, se desenvolve para o outro lado, a caligrafia por mais que se tente com esmero, não se compara à escrita destra - atente que meu ponto de vista é o de um destro. Portanto, praticar a escrita com a mão esquerda é algo que se faz quando não se tem o que fazer (em situações muito isoladas, e é uma prática que ao passar do tempo é deixada de lado na medida em que o sujeito amadurece). E, em situações que exigem alta concentração, praticidade, agilidade e excelência, não é a esquerda que entra em ação, é a destra. E a perna canhota, partindo desta análise subjetiva dos membros superiores, pelo histórico do jogador de estar habituado a bater de direita, passa despercebida, esquecida. É como se o jogador, em seu imaginário, acreditasse que não há opção, se não bater de direita. Para o destro nato, bater de canhota não chega a ser considerada nem como última alternativa na maioria dos casos.

Por fim, a favor da canhota, há de se ressaltar o seguinte: imprevisibilidade. Aquele que ousa chutar com as duas pernas, entendendo a maneira como os pés buscam estratégias para bater na bola, torna difícil a reação do adversário quando esse exerce marcação, que tende, inconscientemente, a focá-la prevendo o chute com uma das pernas (a destra). Você já ouviu aquele ditado: Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez. Pois, transpondo para o nosso texto, num “insight” futebolístico (me permito escrever): ele não sabia que era possível bater de canhota, foi lá e (não só bateu) fez um golaço.

Robinson Klaesius

Há brasileiros morrendo na construção de estádios, para que empresários bem sucedidos recebam dinheiro, gerado pelos que pagarão para ver jogos de futebol, na Copa do Mundo.

Que bom se a família desses brasileiros mortos recebessem uma comissão gerada pelos que vão gastar dinheiro na Copa!

José Guimarães

ESTÁDIO AO INVÉS DE ESCOLA (NÃO QUERO ISSO)
MAL AO INVÉS DO BEM (NÃO QUERO ISSO)

CONTRA O FUTEBOL ? NÃO, TAMBÉM QUERO JOGAR.
MAIS DE MIL SÓ NA PENEIRA UM QUE VAI FICAR
ISSO É CRUEL DEMAIS 999 CASOS QUE O FUTEBOL NÃO VAI DEIXAR O SEU LEGADO.
EXPERIÊNCIA NO CURRÍCULO PULO DRIBLE E CHUTE DEZ EM COMPANHEIRISMO E ATITUDE
MAIS LÁ NO SEU ZÉ NÃO ESTÁ CONTRATANDO JOGADOR NÉ
COMO É QUE FICA ESSA CRIANÇA NO MUNDÃO NÉ
E ELE CORRE PRA ESCOLA, NÃO TEM FECHOU E ELE CORRE PARA O CURSO, NÃO TÊM FECHOU.
MAIS AINDA TINHA VAGA, O PAI E A MÃE NÃO LEVOU
CARA ASSIM FICA DIFÍCIL DE TENTAR SER DOUTOR
E ESSA É SÓ UMA FARPELA DAS PORTAS QUE FECHAM A ELA
UM PRÍNCIPE SEM CAVALO E A FESTA SEM CINDERELA
NUM PAIS ONDE A SAÚDE E EDUCAÇÃO SÃO ULTIMO LUGAR
TE INCENTIVAM A JOGAR AO INVÉS DE ESTUDAR.

Shack Mate

Hj passou na tv
"Violência entre torcidas.. ódio... brigas... pancadarias"
N se assuste com isso é normal hj se ver
O ser humano virando bicho e o bicho deixando de ser.
Na verdade nunca o foi
N se pode afirmar só prq n se vê.
O bicho homem q diz q pensa
Mata por causa de uma preferência
A cor de uma roupa é a sentença
Q te tira a inocência
De aqui poder viver.
O q chamas de selvagem
Q n pensam.. só reagem
Mas só matam p comer.
Me ponho a refletir
Na real forma de existir
Quem é o bicho aqui?

Paulo Arcanjo

Amor Futebolístico.

E nesse jogo do amor
Você sempre irá ganhar de mim
Talvez por que eu não queira jogar
Ou talvez porque eu adore me render aos seus dribles.

Só sei que na verdade nesse jogo do amor nunca se perde
Sempre se empata, sempre acaba no um a um
Ou alguém cede à vitória
Só pra ter o prazer de ver o outro feliz.

Ninguém ao certo sabe o porquê disso
Apenas segue as regras do jogo
E talvez essas regras não sejam tão justas quanto parecem
E talvez nem os jogadores sejam tão amistosos.

Mas vale a pena sofrer uma falta por amor
Por que no final das contas o juiz sempre apita a falta
Falta que é feita na grande área chamada coração
Tudo sempre acaba em pênalti.

Bruno Beranger

Ser mascote é amar incondicionalmente o universo dos esportes!
Ser mascote em primeiro lugar é saber respeitar todos os filhos das torcidas do mundo!
Ser mascote é deter o domínio de nunca deixar a tristeza se criar dentro de nós.
Pois, oque ecoamos reflete em nossas torcidas.
E em nosso destino de mascotes, devemos estar sempre ecoando alegria, mesmo nas derrotas de nossa pátria esportiva.
Pois, os Deuses dos esportes nos ofertaram a dadiva de poder ver de dentro de nossas fantasias a alegria de nossos ídolos e torcidas ecoarem suas vitorias!
Mas, os Deuses dos esportes em suas sabedorias, nos empoçaram também de sorrimos mesmo com as dores das derrotas.
Nós mascotes detemos a sinergia de levantar milhares de torcedores rumo à motivação de empurrarem nosso time do coração rumo à virada histórica!
Pois nossas fantasias são na verdade nossas armaduras empoderadas da sinergia de amor aos esportes.
Ser mascote na realidade é ser o verdadeiro ELO entre os ídolos e as massas torcedoras.
Enquanto os jogos escrevem seus poemas, nós mascotes conseguimos ver os semblantes de alegrias, apreensões, tristezas, entusiasmos e outros milhares de sentimentos que nossas torcidas fazem fluir enquanto o relógio crava o tempo.
De dentro de nossas fantasias também podemos ter a oportunidade de ver nossos atletas sendo empoderados de suas conquistas únicas!
Nós mascotes somos únicos, e quando convocados para expandir a emoção das massas sorrimos em nosso anonimato!
Somos amados, mas nunca poderemos mostrar nossas faces, pois assim a magia ira acabar!
Ser mascote é sorrir feliz de dentro de uma fantasia a mais de 45 graus de temperatura.
Ser mascote é ser feliz encharcado com a chuva (enviada pelos desuses dos esportes) que cai durante as partidas.
Ser mascote e passar frio e saber se aquecer com o calor vindo da massa torcedora.
Ser mascote é saber respeitar a zoação das torcidas rivais e nunca revidar, mas sim saber levar na esportiva as ofertas dos campos que visitamos.
Mascotes é na realidade a sinergia que os Deuses dos esportes empoderam para fazerem os jogos serem mais alegres a todos.
Não somos os bobos da corte, mas somos sim, a correria que sonha ver todos sorrirem enquanto os jogos escrevem suas historias.
Somos assim, meros mascotes, mas somos a representação em carne, osso e fantasia dos símbolos que representam milhares de massas torcedoras pelo mundo.
Pois somos filhos de uma paixão única, que ecoa todos os sentimentos humanos quando o universo dos esportes pulsa vida.

Somente quem foi e é mascote poderá entender minha palavras escritas aqui nesse texto...

Namaste a todos!

Sullivan Mascote

Sullivan o Sonhador

No campo e na vida
“A queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!”
“Não é normal cair um viaduto de $500 milhões!”
“A vida é um combate que aos fracos abate, aos fortes aos bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias)

Tanto para o campo de futebol, como para a vida, precisamos estar preparados.
Não há como conseguirmos uma vitória, em qualquer campeonato, sem preparação, sem concentração, sem garra.
Disse, há alguns dias, que a vida é feita de “jogo duro”. Parece que os jogadores da seleção brasileira perceberam isso hoje, 08 de julho, ao enfrentarem uma Alemanha organizada, concentrada, há anos, para a Copa do Brasil.
Pasmem! Foram 08 (oito) anos juntos, preparando-se para a Copa do Brasil.
Foram oito anos de seriedade em relação ao esporte, à competição, não em relação ao que a vitória pode render em termos de dinheiro e de notoriedade.
Bom será se o aprendizado for o resultado desta percepção, deste “sofrer na pele” a diferença entre a fantasia e a realidade.
Nosso país acordará mais consciente no dia 09 de julho, dia em que se comemora uma das mais importantes revoluções em nosso país, a Revolução Constitucionalista de 1.932, uma revolução que foi feita, exatamente, para voltar as coisas aos seus devidos lugares.
Estará ainda incrédulo, atônito, mas estará mais consciente. Terá, então, a oportunidade histórica de “Cair na Real”, de perceber que “a vida é um eterno combate, que aos fracos abate”, e aceitará, então, que não fizemos por vencer.
Se retrocedermos um pouco, veremos que em nenhum momento a Seleção Brasileira levou a sério este Mundial. Em nenhum momento as opiniões dos torcedores e da imprensa foram respeitadas.
Baladas, visitas de familiares, visitas de vizinhos, oba-oba, samba, esta era a tônica da preparação dos nossos jogadores do “tudo pode”, enquanto as outras seleções treinavam, suavam a camisa, se concentravam para os jogos e estudavam (e muito!) os adversários.
Poucas horas depois de desembarcar no Brasil a Holanda já estava treinando na praia, já estava concentrada nas responsabilidades que tinha perante seu público!
É fundamental que o Brasil caia na real!
É imperioso que nós, brasileiros, paremos um pouco para repensar nosso país, repensar nossos hábitos, repensar nossa filosofia de vida, enfim.
É muito importante que percebamos que não se pode construir um país sério baseado na fantasia.
Não gostamos de levar nada a sério! Achamos bonito e engraçado quando ouvimos falar que o Brasil é o “país do jeitinho”.
Não podemos!
O fato de “Deus ser brasileiro” não nos isenta de nossas responsabilidades, ao contrário, nos torna mais responsáveis ainda! Nossa vida, nossa existência, nossa origem divina não nos permite levar as coisas no “jeitinho”.
Há que se ter seriedade com as coisas públicas! Há que se ter seriedade nos estudos, no trabalho, nos relacionamentos, e em tudo o mais que fazemos. Até nas brincadeiras, nos jogos de carta, e inclusive nos esportes.
Não podemos achar que é normal ficar sem água, ter buracos nas estradas, vivermos na insegurança, não termos hospitais adequados, não termos atendimento médico de qualidade, não termos uma administração pública preocupada com o bem público, não conhecermos o planejamento de nossa cidade, de nosso estado, de nosso país.
Isto não é normal!
Não é normal cair um viaduto de $500milhões (quinhentos milhões)!
A corrupção não é algo que está ligado ao humano. Não é normal, e não podemos aceitar!
Como queremos passar em um concurso público sem estudar? Como queremos “ir levando” um curso universitário, ou qualquer outro, e ter um bom resultado ao final?
Como aprenderemos a ler e escrever sem leitura?
Como podemos ser músicos sem estudo e sem prática?
Como podemos ter resultados em nossas empresas sem seriedade e trabalho duro?
E como podemos vencer uma COPA DO MUNDO sem preparação e seriedade?
Este texto é um convite à reflexão, de verdade! Um convite ao debate, ao repensar, à consciência.
Não estamos perdendo somente nos campos de futebol. Todos nossos índices são piores que os da Alemanha e dos países afins.
Na educação, na produtividade, no desenvolvimento tecnológico, no investimento em pesquisas e desenvolvimento, entre outros.
Queridos leitores, a queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!
O desastre estava anunciado e cantado em verso e prosa.
O Brasil acordará, neste Nove de Julho, mais maduro, mais preparado para a vida, mais preparado para as mudanças que o Mundo moderno exige.
Bem mais preparado para se tornar em um País Real!

Poeta Sidarta da Silva Martins

Driblou, bateu,
É Gol?
Não, não é gol!
Apenas bateu

Aliás, não bateu,
Estão batendo
Mas quem Bate?!
E quem apanha?!

Na realidade, bate o fraco
Apanha o forte
Quem é fraco?
Quem é forte?

Quem pensa ser Fraco é forte
Quem pensa ser Forte é fraco
O grande que pensa ser forte
Realmente é o fraco

O pequeno que pensa ser fraco
Não é fraco não
Pois é mais que milhão
Pense nisso multidão

Uma única sugestão
Sendo fraco ou forte
Pequeno ou grande
Vence a UNIÃO

Captou MULTIDÃO??

Marcelo B. Moretti

Estou de LUTO sim!!!
Estou sentindo vergonha do meu país, me sinto uma péssima anfitriã, pois não temos aqui nenhum serviço de qualidade para oferecer (gratuitamente) aos irmãos gringos. Afinal, não tem nem para nós... Se eles quiserem coisa boa, vão ter que ter grana pra bancar! Ser bom anfitrião assim é fácil, não?
Dane-se a Copa! Não tenho motivos pra gritar gol, se é que vai ter gol...
Gosto de futebol e tenho orgulho do meu país - geograficamente falando - porque politicamente falando eu tenho é NOJO!
E por respeito ao meu povo sofrido (onde eu me encaixo, porém independente disso), não vou gritar gol, não vou vestir verde e amarelo, e nem tampouco gastar um real a mais para contribuir com esse circo onde os "palhaços" somos nós!
Patriotismo pra mim está muito além de pular numa arquibancada com cara pintada. E engana-se quem pensa que protesto começa nas urnas... Nas verdade ele termina lá, pois o começo dele é deixando de se importar com o que não tem importância, pra ter tempo de dar valor ao que realmente vale.
Sejam bem-vindos, gringos! Mas nos desculpem o transtorno... Estamos em reforma para melhor atendê-los!

Ket Antonio