Cronicas sobre Futebol

Cerca de 117 cronicas sobre Futebol

Pagina 1, Era meu único desejo.
Nascido para brilhar, nascido para jogar futebol… E mais…

Pagina 2

Quando estou triste e com o coração cheio de amor por alguém distante de mim, sentimento que me sufoca de uma maneira terrível, sinto me mal, vontade de chorar, gritar, de estar em um lugar vazio de presença de pessoas, e qualquer outra coisa, que não seja a natureza, Deus, e ver o tempo passar, em fração de segundos, segundos que muitas vezes passa rápido, outros nem tanto, mas embora passe por cada coisa que me deixa desanimado, creio que existe um ser, um espirito, creio que ele é a curo de todos os meus sentimentos, mesmo que não fale nada, eu confio em te, no espirito santo de Deus, o meu consolador.

Pagina 3

Todos dizem que serei um bom marido, um bom esposo. Mas será mesmo?! Me tento a pensar, penso constantemente, como eu seria com minha esposa, não me vem muitas coisas, sei que todo que fiz por garotas e continuo fazendo foi sempre o melhor, carinho, amor, respeito, atenção, verdade, e tantas outras coisas que tenho em meu caráter, pois o meu jeito de ser é muito bacana, e curto esse jeito. Vivo minha vida com princípios e com eles a toco.

Pagina 4.

… Escrita pelo dedo de Deus

Evandro Novaes

Uma visão caótica sobre o Brasil e a copa do mundo, é que o futebol como uma das maiores formas de alienação, passou a ser de certa forma a cultura brasileira (o carnaval também, mas o futebol se tornou mais universal), pois, se observar o Brasil não possui uma cultura nacional, o que temos são culturas regionais, tomando da seguinte que se o que une um povo é sua cultura, então a única coisa que unem os brasileiros é o futebol, por tanto, assim conseguimos ver a pobreza do país em mais um sentido, sendo que nós nos apegamos em uma alienação que foi adotada como cultura, mostrando o quanto o senso comum brasileiro é tão vago como sua política, cultura e saber. A copa do mundo de forma capitalista e política pode até ser favorável ao Brasil em alguns pontos, mas não há como negar que há existências de outras prioridades na situação do país. Como segurança, saúde e educação.
Como já dizia meu velho pai: Cada povo tem o governo que merece!

Leila Mustafa

Há poucos dias eu disse que era hipocrisia tirar foto comendo banana só porque um jogador de futebol rico e famoso foi vitima de uma banana voadora, mas eu mudei de ideia.

Tem muita gente sendo vitima de racismo todo dia e toda hora, não precisa ser no futebol, tem gente sendo humilhada na rua, tem gente perdendo emprego e oportunidades na vida por causa de racismo e eu não vejo tanta revolta nos formadores de opinião, acho que o problema é que essas vitimas do dia a dia do racismo não são famosas e não vão ajudar ninguém a ganhar "Likes". Pra ser sincero, se eu ganhasse o que estes jogadores ganham jogando futebol, eu nem me importaria se jogassem uma bananeira inteira por cada escanteio que eu fosse bater, eu comeria todas as bananas e a bananeira junto!!

Hoje volto pra dizer que tirar foto comendo banana é uma hipocrisia³ (Elevado ao cubo), afinal, se a regra é ser solidário, eu não vi artistas ou "subcelebridades" fazendo gracinha na internet depois de uma mulher, mãe de família, pobre, ter sido assassinada violentamente por uma ignorância imensurável de um grupo de pessoas que simplesmente acharam que ela parecia com a mulher de um retrato falado divulgado pela PM, eu não vi artistas e nem sub celebridades dizendo: "TODOS NÓS JULGAMOS AS PESSOAS SEM CONHECER" eu vi poucas pessoas revoltadas com tanta animalidade, e pra piorar, a pobre coitada não era a tal mulher procurada pela PM.

Estamos em um país que quer mais saúde, educação, segurança e é legitima a busca por estas melhorias...
Estamos em um país que quer trocar COPA DO MUNDO por INFRA-ESTRUTURA e que bom seria se não fosse em muitos casos mais um discurso hipócrita e oportunista de gente que só sabe repetir igual papagaio o que ouve por ai, é um discurso sem força, que se perde em poucos dias, INFELIZMENTE, como eu queria que isso fosse 365 dias por ano, como eu gostaria que isso realmente fizesse parte de uma ideologia da massa.
Mas afinal, onde esta a coerência? neste mesmo país "os formadores de opinião" se revoltam mais com uma banana jogada na direção de um jogador de futebol a se revoltarem com um um ato que juntou crueldade, violência, maldade, equivoco...

Eu fico imaginando se essa banana tivesse acertado o tal jogador, teríamos muitas pessoas por aqui fazendo discurso contra a violência, afinal, em um jogador da "Seleção Brasileira de Futebol" não se bate nem com uma rosa e muito menos com uma banana.

Em que mundo estamos? todo mundo é macaco mas ninguém é "humano"?

William Carvalho

A culpa não é da copa, e muito menos do futebol.

É muito importante, pelo menos pra mim, salientar e não fingir que sou cego quando as pessoas tentam impor tamanha hipocrisia e descredito para com o futebol e a copa do mundo que se aproxima. Assim, tem que se entender o gostar e o não gostar. Eu gosto de futebol, vou assistir a copa, eu não gosto de futebol, não vou assistir a copa. Qualquer um tem o direito de gostar e não gostar, então é certo e que se respeitar quem não gosta. Porém tense que frisar a loucura por uma derrota do Brasil na primeira fase ou então a torcida por outras seleções. Obviamente a seleção Brasileira não é a melhor, e dificilmente será campeã, mas dizer que vai torcer pela Argentina, ou para Alemanha porque o Brasil tem que se fu** já é hipocrisia, a mesma que usam para dizer que tudo esta comprado e o Brasil já é campeão, a mesma que usam de desculpa pelo fracasso na copa de 1998, e, além disso, acreditam que a bola entra no gol sozinha e que jogadores que já recebem milhões teriam capacidade/"dinheiracidade" de venderem o grau máximo do futebol, que é ser campeão do mundo, por trocados que nem se aproximariam do que cada um deles ganha por ano.
E pior do que tudo isso, é a culpa que o futebol tomou para si, o peso de se dizer que a culpa do país é da copa, do futebol. Que a saúde não melhora por causa do futebol, porque a educação é uma mer** por causa da copa. Culpam a copa, mas não mudam o voto que se segui há 12 anos no maior furto da história desse país.
E o gosto amargo disso tudo está enraizado, as pessoas estão com medo de falar que vão torcer freneticamente para o Brasil, tão com medo de dizer que vão gritar e chorar caso o Brasil perca, tão com medo de amarem o país que amam, de modo que a competição deveria aproximar o povo do país e não afastá-los.
As ruas não estão pintadas, as camisas estão guardadas, e o calendário de quem esta louco que os jogos comecem está guardado dentro do armário. Única e exclusivamente por causa de pessoas hipócritas, e não por medo, mas sim por imposição.

A teoria de que tudo se compra e nada se conquista não vale apenas para copa, vale para vida. Deus não trabalha por você e não estuda por você, não chuta e não agarra para ninguém. O dinheiro não compra amor e não compra respeito, e principalmente, não compra a pátria. Porque me diga um país, um povo que se põem contra seus esportes e suas seleções que sejam países considerados de primeiro mundo. O Brasileiro tem essa "mania", a grama do vizinho é sempre mais verde. E esse texto foi pago ou comprado!

Daniell Brandt- eu mesmo...

FÁBULA DO FUTEBOL

A bola vai rolar em campo aberto
sem linhas demarcando esta partida
de futebol sem árbitro e torcida,
mas eu, só de bobeira, estou por perto.

E vejo que rolou a bola, certo
da alegre apoteose sem medida
que o gol ensejará em minha vida,
mantendo a vista atenta, fico esperto.

Jogadas de espetáculo circense
empolgam-me no início, estou contente,
com ânimo de time que só vence.

Depois, eu torço feito um penitente,
mas que jogada heroica há que compense
um campo de traçado e gols ausentes?

Marcos Satoru Kawanami

Não confunda time de futebol com partido político.
No Brasil, o cidadão comum costuma confundir uma coisa com a outra. Futebol é esporte e diversão e a torcida faz parte do jogo e sem ela o futebol não existe, pelo menos como diversão. Já Partido Político é coisa séria ou deveria ser. No futebol a torcida não depende da eficiência do time. Esteja mal ou esteja bem, o torcedor está lá para apoiar. Na Política, isso não acontece ou não devia acontecer. Se um partido dá sinais de ineficiência, se seus integrantes são desonestos, se seu programa de governo é inexequível, e qualquer outro sinal de desgoverno, o cidadão deveria descartá-lo. No Brasil, isso não acontece. Os Partidos mudam para melhor ou para pior. Da mesma forma que os times de futebol, os Partidos também mudam os seus integrantes. Se no time de futebol isso não é motivo para deixarmos de ser torcedor, no Partido político um novo integrante é motivo para passarmos apoiá-lo, continuar apoiá-lo e ou rejeitá-lo.

Oswald Wendel in Elementos de Cidadania

Oswald Wendel

O bom futebol, uma quarta de Nelson Rodrigues.

As páginas do livro se abriram, as cortinas solitárias estavam por dilacerar. O futebol anteontem foi digno da literatura de Baudelaire, digno das crônicas de Nelson Rodrigues. Armando Nogueira parecia querer ressuscitar para contemplar o desempenho tático do Atlético de Madrid, e analisar, se possível, a raça muito mais que emblemática do tradicional San Lorenzo da Argentina.

O primeiro, comandado por Simeone, visava sua conduta individual em prol da coletiva. Um 4-3-3 que se propagava em 4-5-1. As subidas de dois em dois, e um volante na sobra caso houvesse contra ataque por parte do adversário; foi algo tão monumental, quanto o estádio do River.

Nos 3 x 0 do time do Papa contra o implume das Américas, Botafogo. A palavra emoção teve importância relativa. A equipe Argentina que ao certo não estabelecia nada semelhante a um fulgor tático. Supriu com raça, alma, e com o monstro que foi sua torcida. O jogo ora se resolvia, ora não. O épico Lorenzo dependia do outro jogo do grupo; partida que por sua vez teimava em não concretizar um placar. Mas ao fim, a merecida classificação. Bem como merecida, a do Atlético de Madrid. Foi uma quarta de poesia, de bom futebol, da máxima esportiva. Foi uma quarta de Nelson Rodrigues.

danielmuzitano

Você veja como são as coisas...
Nem preciso dizer como é triste a corrupção do futebol...
Mais de todas as vezes que já houveram confrontos... o Clássico dos Clássicos...o terceiro mais antigo do Brasil...tem a inconstância nos resultados. E não importa quem ganhou mais vezes, se os coisados ou os corados, eu me considero vencedora... porquê se vencermos... e quando perdermos... sempre será nossa competência... ou inocência....
mais nunca... na história do meu clube houve conformismo. Pode não existe RAÇA... mais existe amor... cm toda força por ser o primeiro..o verdadeiro.
Então apaixonada, por que futebol é assim...Quero ver meu Timbú jogar,nem sempre ganhando, ou perdendo, mais sendo eternamente NÁUTICO até depois de morta!!!!

Liliane Bacalhau

O lôbrego futebol brasileiro

O futebol somítico configurado neste país, deixa intuitivo não tão somente a realidade do mesmo, como também o modo cujo são tratadas as pautas. Robinho que estava desprezado em meio à crise do futebol italiano. Aqui, é de todo roborado. Elias, volante importante na campanha do Flamengo, e peça fundamental no esquema do Corinthians. Nada conseguiu senão a reserva no futebol português.

Especificidades táticas já ultrapassadas no continente europeu, sequer tiveram primícia aqui. Me refiro ao camisa 5 fazendo o papel do 10 clássico; modo cujo Zidane e Pirlo passaram a atuar há pelo menos uma década. Podemos fazer menção também aos pontas canhotos que jogam pela direita. Ou pontas destros, pela esquerda; ambos visando o drible para o meio rumando para o gol, seja à base do cruzamento. Seja, finalizando. Não se trata apenas das más gestões adotadas pelas confederações e pelos clubes. O problema também pode ser atribuído a sornice dos treinadores que não buscam aprofundar seu enriquecimento tático.

Adenor Leonardo Bachi, o Tite, talvez seja uma das raríssimas exceções a essa execrável regra da negligência. O mesmo tem feito viagens para conhecer modelos táticos de clubes de ponta na Europa. Algo que convenhamos, deveria ser obrigação de cada treinador. Mas ai afloram os problemas: Calendário, o número de torneios, e etc, etc; dificuldades que de fato existem, entretanto, não podem servir de desculpa. Enquanto quem estiver à frente pensar o futebol como instrumento para acordos e interesses pessoais, a realidade tende assim a se perpetuar. Talvez o maior problema esteja no fato do Brasil ser o país que não comporta a palavra experiência, afinal, já dizia Oscar Wilde: "A experiência é o nome que damos aos nossos erros".

danielmuzitano

A canhota para destros

Um gol perdido pelo capricho da perna destra pode ser um desastre cômico, mesmo para aqueles que possuem total concentração no pé direito. Driblar com a perna direita, trazendo pra dentro, arriscando um arremate com a mesma pode não parecer, mas é inviável - salvo por exceções. Mesmo assim o momento nos força a acreditar que é chutando de canhota que as coisas se complicam. E o risco de, numa situação dessas, bater com a destra, é uma “trivela inversa” - sei que o termo produz uma imagem desengonçada - que, pelo desequilíbrio induzido pelo curso livre da bola, após uma matada ou percurso indefinido, não chega a ser chute mascado ou espirrado, e vou comparar com uma desculpa da sinuca: faltou giz no taco. Como diria um conhecido narrador esportivo em seu comentário: "que beleza!"

Jogar com as duas pernas pode parecer um paradoxo. O jogador cresceu chutando com aquela perna direita, com a qual se sentiu mais à vontade para bater no gol, driblar, tomar a bola do adversário, fazer um passe. Criou uma perna viciada e, em momentos, descontrolada e alienada, egoísta; e com uma personalidade forte mas, nem por isso, livre do castigo da desatenção, que leva ao erro. Porque, ao passar do tempo é como se não lhe fosse permitido atuar com as duas, ou então, uma proeza para os craques (como muito se fala, para não dizer para poucos), ou mesmo que não sejam considerados craques, para pessoas que nasceram com uma habilidade especial, um dom: ser ambidestro. Criou-se um mito em torno do ambidestro, na proporção “8 ou 80”, que permeia o imaginário futebolístico. Por isso, esquece-se com frequência da natureza da perna esquerda; ela é preterida, mas pode ser tão surpreendentemente extraordinária e potente na mesma medida, que pode até apresentar um resultado superior ao comumente obtido pela destra. Fato que faz com que nem mesmo o autor do chute acredite no feito.

Embora nos apeguemos à simetria, ou seja, uma perna “igual” à outra, - pelo menos aparente, poupe-me da necessidade dos detalhes - de forma oposta, não há como negar que possuem mentalidades diferentes (ou pelo menos é a hipótese que sugiro - estranhas uma à outra). Quem nunca experimentou escrever com a mão esquerda, ou até mesmo, viu-se forçado a isso por alguma circunstância do destino ou do acaso? Em um primeiro momento é uma sensação desconfortante, comparável a andar em um ambiente escuro, desconhecido. Parece tudo ao contrário, se desenvolve para o outro lado, a caligrafia por mais que se tente com esmero, não se compara à escrita destra - atente que meu ponto de vista é o de um destro. Portanto, praticar a escrita com a mão esquerda é algo que se faz quando não se tem o que fazer (em situações muito isoladas, e é uma prática que ao passar do tempo é deixada de lado na medida em que o sujeito amadurece). E, em situações que exigem alta concentração, praticidade, agilidade e excelência, não é a esquerda que entra em ação, é a destra. E a perna canhota, partindo desta análise subjetiva dos membros superiores, pelo histórico do jogador de estar habituado a bater de direita, passa despercebida, esquecida. É como se o jogador, em seu imaginário, acreditasse que não há opção, se não bater de direita. Para o destro nato, bater de canhota não chega a ser considerada nem como última alternativa na maioria dos casos.

Por fim, a favor da canhota, há de se ressaltar o seguinte: imprevisibilidade. Aquele que ousa chutar com as duas pernas, entendendo a maneira como os pés buscam estratégias para bater na bola, torna difícil a reação do adversário quando esse exerce marcação, que tende, inconscientemente, a focá-la prevendo o chute com uma das pernas (a destra). Você já ouviu aquele ditado: Ele não sabia que era impossível, foi lá e fez. Pois, transpondo para o nosso texto, num “insight” futebolístico (me permito escrever): ele não sabia que era possível bater de canhota, foi lá e (não só bateu) fez um golaço.

Robinson Klaesius

Há brasileiros morrendo na construção de estádios, para que empresários bem sucedidos recebam dinheiro, gerado pelos que pagarão para ver jogos de futebol, na Copa do Mundo.

Que bom se a família desses brasileiros mortos recebessem uma comissão gerada pelos que vão gastar dinheiro na Copa!

José Guimarães

EU TE ODEIO
Autoria: Seres Humanos

Eu te odeio sem saber o que você faz e sem saber quem você é.
Eu te odeio, sem ao menos saber o teu nome.
Eu te odeio porque você não pensa como eu, não gosta das mesmas coisas que eu gosto e não ama quem eu amo.
Eu te odeio porque seus objetivos e sonhos não são os mesmos que os meus. Você valoriza o que eu desvalorizo e cultua deuses que eu não cultuo; por isso 'tenho que' te odiar.

Te odeio porque não temos a mesma cor, a mesma idade, a mesma altura.
Te odeio porque seu peso é diferente do meu, o 'padrão' diz que você é 'feio' e a propósito... sua aparência não me agrada.
Te odeio porque você tem mais dinheiro e bens, e não acho isso justo!... mesmo que você tenha conquistado com trabalho e honestidade. Mas também odeio quem tem menos do que eu, pois sinto que não são 'dignos' da minha atenção.
Eu te odeio porque não ouvimos as mesmas músicas.
O teu sotaque também me irrita.

Você torce por pessoas que eu não torço e grita por nomes que jamais sairiam da minha boca.

Te odeio assim, gratuitamente.
Simplesmente porque somos diferentes.

Dentro e fora dos estádios: eu te odeio.

Tainah Ferreira

Esse povo é estranho. Horas atrás estavam vestidos de verde e amarelo dos pés a cabeça, beijando bandeiras e usando o hino nacional como toque de celular. Bastou essa lavada de gols do time adversário pro amor se transformar em ódio e pra Copa ser uma grande perda de tempo. O 'grande evento' se tornou nada mais que uma indústria de lavagem de dinheiro. Os dias de folga para assistir os jogos se tornaram sinônimo de vagabundagem. E nossos 'heróis' viraram um bando de manés que são muito bem pagos (com salários milionários diga-se de passagem) e por isso tem a obrigação financeira, moral, cívica e psicológica de não nos deixar sofrer. As imagens postadas de otimismo brasileiro rapidamente se converteram em hospitais lotados, enchentes e podridão política.
A Copa ficou chata, nosso futebol virou o pior do universo. 'São Júlio César' virou capeta.

Ah vá.
Povo estranho.

Serei brasileira, torcedora da Seleção, ganhando ou não. Continuarei achando a Copa um grande evento e me sentindo feliz por ver o empenho de tanta gente esforçada pra fazer bonito pro mundo afora. Me diverti demais e nada foi desperdiçado. É um jogo, alguém vai perder. Uma pena que dessa vez fomos nós.

A vida segue.

Tainah Ferreira

DIGA-ME QUANTO GANHAS E TE DIREIS SE PODE ERRAR

Ainda no assunto 'jogo de ontem' (sim, fiquei triste. sim, acho que perder faz parte. e sim, perder de 7 foi o ó). Mas queria deixar aqui apenas um adentro: o povo fala em salários "astronômicos" dos jogadores como se dinheiro comprasse tudo. É assim que você enxerga as coisas? "O cara é MUITO bem pago pra isso e tudo o que faz na vida é treinar, logo: ele tem por OBRIGAÇÃO ser infalível".

Pra começo de conversa eles já são bons, tanto é que foram escolhidos entre milhares para representar o país. Quanto ao valor dos salários não vou entrar nesses méritos, porque o mercado futebolístico foge do meu alcance. Se acho justo um cara ganhar milhões pra jogar uma bola, um ator ganhar milhões pra fazer um filme não vem ao caso agora, como também não acho justo um professor ganhar pouco, e não acho "justo" eu não ter dinheiro pra fazer as viagens que quero porque também não ganho muito, blá blá blá, mas na boa... deixemos esse assunto para uma outra hora (as eleições estão aí, teremos muito 'pano pra manga').

Só que me espanta ver pessoas condenando os caras e usando valor salarial como justificativa para não se aceitar falhas. Para elas será que o dinheiro compra tudo? Não estou dizendo que todos são uns pobres coitados, dignos de pena, mas ninguém notou que o emocional desses caras estava ao pedaços? Se para nós às vezes já é um fardo tentar corresponder expectativas, imagine você ter um país inteiro na sua cola? Sim, eles são treinados pra isso. E sim, eles são HUMANOS também. Ficou claro como se desestruturaram sem o capitão Thiago e sem o Neymar (já que por muito tempo não pensaram no coletivo, mas jogaram o peso de uma copa inteira em cima de um único cara, etc, etc, etc; e você já sabe disso). Dito e feito: tomaram o primeiro gol bobo da Alemanha (que diga-se de passagem é um grande time) e perderam o rumo. Não aguentaram a pressão e pasme você: mesmo sendo milionários!

Você também recebe salário e você também é treinado para cumprir seu papel. E você também erra (às vezes até erros bobos, primários, simplesmente porque acordou mal, brigou com alguém, tá de TPM, etc).

Felizes sao aqueles que conseguem enxergar o ser humano além de uma conta bancária.

Tainah Ferreira

No campo e na vida
“A queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!”
“Não é normal cair um viaduto de $500 milhões!”
“A vida é um combate que aos fracos abate, aos fortes aos bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias)

Tanto para o campo de futebol, como para a vida, precisamos estar preparados.
Não há como conseguirmos uma vitória, em qualquer campeonato, sem preparação, sem concentração, sem garra.
Disse, há alguns dias, que a vida é feita de “jogo duro”. Parece que os jogadores da seleção brasileira perceberam isso hoje, 08 de julho, ao enfrentarem uma Alemanha organizada, concentrada, há anos, para a Copa do Brasil.
Pasmem! Foram 08 (oito) anos juntos, preparando-se para a Copa do Brasil.
Foram oito anos de seriedade em relação ao esporte, à competição, não em relação ao que a vitória pode render em termos de dinheiro e de notoriedade.
Bom será se o aprendizado for o resultado desta percepção, deste “sofrer na pele” a diferença entre a fantasia e a realidade.
Nosso país acordará mais consciente no dia 09 de julho, dia em que se comemora uma das mais importantes revoluções em nosso país, a Revolução Constitucionalista de 1.932, uma revolução que foi feita, exatamente, para voltar as coisas aos seus devidos lugares.
Estará ainda incrédulo, atônito, mas estará mais consciente. Terá, então, a oportunidade histórica de “Cair na Real”, de perceber que “a vida é um eterno combate, que aos fracos abate”, e aceitará, então, que não fizemos por vencer.
Se retrocedermos um pouco, veremos que em nenhum momento a Seleção Brasileira levou a sério este Mundial. Em nenhum momento as opiniões dos torcedores e da imprensa foram respeitadas.
Baladas, visitas de familiares, visitas de vizinhos, oba-oba, samba, esta era a tônica da preparação dos nossos jogadores do “tudo pode”, enquanto as outras seleções treinavam, suavam a camisa, se concentravam para os jogos e estudavam (e muito!) os adversários.
Poucas horas depois de desembarcar no Brasil a Holanda já estava treinando na praia, já estava concentrada nas responsabilidades que tinha perante seu público!
É fundamental que o Brasil caia na real!
É imperioso que nós, brasileiros, paremos um pouco para repensar nosso país, repensar nossos hábitos, repensar nossa filosofia de vida, enfim.
É muito importante que percebamos que não se pode construir um país sério baseado na fantasia.
Não gostamos de levar nada a sério! Achamos bonito e engraçado quando ouvimos falar que o Brasil é o “país do jeitinho”.
Não podemos!
O fato de “Deus ser brasileiro” não nos isenta de nossas responsabilidades, ao contrário, nos torna mais responsáveis ainda! Nossa vida, nossa existência, nossa origem divina não nos permite levar as coisas no “jeitinho”.
Há que se ter seriedade com as coisas públicas! Há que se ter seriedade nos estudos, no trabalho, nos relacionamentos, e em tudo o mais que fazemos. Até nas brincadeiras, nos jogos de carta, e inclusive nos esportes.
Não podemos achar que é normal ficar sem água, ter buracos nas estradas, vivermos na insegurança, não termos hospitais adequados, não termos atendimento médico de qualidade, não termos uma administração pública preocupada com o bem público, não conhecermos o planejamento de nossa cidade, de nosso estado, de nosso país.
Isto não é normal!
Não é normal cair um viaduto de $500milhões (quinhentos milhões)!
A corrupção não é algo que está ligado ao humano. Não é normal, e não podemos aceitar!
Como queremos passar em um concurso público sem estudar? Como queremos “ir levando” um curso universitário, ou qualquer outro, e ter um bom resultado ao final?
Como aprenderemos a ler e escrever sem leitura?
Como podemos ser músicos sem estudo e sem prática?
Como podemos ter resultados em nossas empresas sem seriedade e trabalho duro?
E como podemos vencer uma COPA DO MUNDO sem preparação e seriedade?
Este texto é um convite à reflexão, de verdade! Um convite ao debate, ao repensar, à consciência.
Não estamos perdendo somente nos campos de futebol. Todos nossos índices são piores que os da Alemanha e dos países afins.
Na educação, na produtividade, no desenvolvimento tecnológico, no investimento em pesquisas e desenvolvimento, entre outros.
Queridos leitores, a queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!
O desastre estava anunciado e cantado em verso e prosa.
O Brasil acordará, neste Nove de Julho, mais maduro, mais preparado para a vida, mais preparado para as mudanças que o Mundo moderno exige.
Bem mais preparado para se tornar em um País Real!

Poeta Sidarta da Silva Martins

Estou de LUTO sim!!!
Estou sentindo vergonha do meu país, me sinto uma péssima anfitriã, pois não temos aqui nenhum serviço de qualidade para oferecer (gratuitamente) aos irmãos gringos. Afinal, não tem nem para nós... Se eles quiserem coisa boa, vão ter que ter grana pra bancar! Ser bom anfitrião assim é fácil, não?
Dane-se a Copa! Não tenho motivos pra gritar gol, se é que vai ter gol...
Gosto de futebol e tenho orgulho do meu país - geograficamente falando - porque politicamente falando eu tenho é NOJO!
E por respeito ao meu povo sofrido (onde eu me encaixo, porém independente disso), não vou gritar gol, não vou vestir verde e amarelo, e nem tampouco gastar um real a mais para contribuir com esse circo onde os "palhaços" somos nós!
Patriotismo pra mim está muito além de pular numa arquibancada com cara pintada. E engana-se quem pensa que protesto começa nas urnas... Nas verdade ele termina lá, pois o começo dele é deixando de se importar com o que não tem importância, pra ter tempo de dar valor ao que realmente vale.
Sejam bem-vindos, gringos! Mas nos desculpem o transtorno... Estamos em reforma para melhor atendê-los!

Ket Antonio

Driblou, bateu,
É Gol?
Não, não é gol!
Apenas bateu

Aliás, não bateu,
Estão batendo
Mas quem Bate?!
E quem apanha?!

Na realidade, bate o fraco
Apanha o forte
Quem é fraco?
Quem é forte?

Quem pensa ser Fraco é forte
Quem pensa ser Forte é fraco
O grande que pensa ser forte
Realmente é o fraco

O pequeno que pensa ser fraco
Não é fraco não
Pois é mais que milhão
Pense nisso multidão

Uma única sugestão
Sendo fraco ou forte
Pequeno ou grande
Vence a UNIÃO

Captou MULTIDÃO??

Marcelo B. Moretti

Brasil

Doente? Eu é que sou doente?

Vivo em um país onde um joguinho é mais importante que a educação
Onde todos dias pessoas morrem em baixo de pontes com frio e fome
País onde a fome impera e a justiça não combate mais as facções
Moro em um país onde funk é considerado cultura,
Convivo com pessoas que ao invés de participarem de grupos como teatro, música, literatura preferem fazer parte de bondes
É lamentável o nível de alienação que o povo chegou
Vergonhoso, sem duvidas
As cirurgias pelo SUS são marcadas para depois que as pessoas estão em baixo da terra
O brinquedo das crianças é pular nos esgotos que correm no céu aberto
A unica alegria dos anciãos é quando chega o fim dos meses pegarem seu dinheiro que não dá nem para pagar um alimento digno
Toda hora pessoas inocentes são presas, torturadas e bandidos circulam livremente nas ruas
Passa ano, muda governo e tudo continua igual isto é, quando não piora
O sustento de crianças de 13 anos de idade é vender drogas nas esquinas ou até seus próprios corpos.
Depois da meia noite somos presidiários dentro de nossas próprios condomínios ou casas porque certamente estar após esse horário nas ruas é pedir para ser assaltado ou morto
Tem dias que esperamos mais de 1 hora nos terminais de metros e quando chegam, vem super lotados transportando o dobro, o triplo do permitido
Enquanto existem pessoas que gastam 700, 800 reais em um tênis, a outras que trabalham um mês inteiro para ganharem essa quantia e sustentarem suas famílias
E o governo ainda vem falar em igualdade social. Me pergunto é isso que se chama igualdade?
Ultimas noticias governo diz que a escola é muito mais um lugar de socialidade do que aprendizagem... sempre pensei que para se socializar existiam clubes, amigos, parques, mas não a escola virou um centro de sociabilidade e realmente com o incentivo que os professores recebem daqui a uns anos essa vai ser a unica função da escola do pobre.

Sale Rabagi

Descrevemos o Futebol como a Vida, onde CHUTAR e errar nos cria o sentimento de perserverança em acertar; onde o PASSE nos leva a partilhar com os outros; o PENALTIi, a criar nossa autoconfiança em arrematar; vestir o UNIFORME, o valor de nossa auto imagem; a VITÓRIA, o triunfo alcançado; a DERROTA, algo a se melhorar; O Clube de Coração, fidelidade

Carlos Alberto Abujabra Merege Filho

Um dia o marido estava assistindo futebol, então sua mulher diz: “mor, a pia está pingando, tem que trocar o cano” e ele responde: “está escrito encanador na minha testa?” Um tempo depois ela diz: “mor, tem que arrumar o degrau da cozinha” e ele responde: “ta escrito pedreiro na minha testa?” mais tarde ela volta: “mor, tem que trocar a lâmpada do banheiro” e ele diz: “ta escrito eletricista na minha testa?” Cansado disso, ele foi dar uma volta. Quando voltou, percebeu que estava tudo feito, a pia arrumada, o degrau concertado, e a lâmpada trocada. Então ele entra, e pergunta para sua mulher: “você que fez tudo isso?” ela reponde: “não, passou um homem muito bonito na rua, e disse que faria tudo pra mim, mas com uma condição, ou eu fazia um bolo, ou eu ia pra cama com ele” o marido assustado perguntou: “e você fez o bolo né?!” ela reponde: “ta escrito Dona Benta na minha testa?”

Luisa Franco