Crônicas para Crianças

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Um certo dia um homem foi em uma escola falar de DEUS. Chegando lá perguntou se as crianças conheciam a Deus, e elas responderam que sim. Continuou a perguntar e elas disseram que Deus é o nosso pai, que ele fez o mar, a terra e tudo que está nela, que nos fez como filhos Dele, etc. E o homem se impressionou com a resposta dos alunos e foi mais longe: “Como vocês sabem que Deus existe, se nunca ninguém O viu?”
A sala ficou toda em silêncio, mas Pedro, um menino muito tímido, levantou as mãozinhas e disse: “A minha mãe me disse que Deus é como o açúcar no meu café com leite que ela faz todas as manhãs. Eu não vejo o açúcar que está dentro da caneca no meio do café com leite, mas se não colocá-lo , fica sem sabor. Deus existe, e está sempre no meio de nós, só que não O vemos; mas se Ele sair de perto, nossa vida fica sem sabor...” O homem sorriu e disse: “Muito bem Pedro, eu agora sei que Deus é o nosso açúcar e que está todos os dias adoçando a nossa vida...” Deu a bênção e foi embora da escola surpreso com a resposta daquela criança. Deus quer tornar a nossa vida muito abençoada, mas para que isso aconteça é necessário deixarmos que Deus faça milagres e uma grande transformação em nosso coração. Pense nisso, hoje e não esqueça de colocar "AÇÚCAR" em sua vida!

Charlesk

Conheço muitos adultos que ficam desconcertados quando as crianças pequenas fazem perguntas científicas. Por que a Lua é redonda? (...) "Como é que você queria que a Lua fosse, quadrada?" As crianças logo reconhecem que esse tipo de pergunta incomoda os adultos. Novas experiências semelhantes, e mais uma criança perde o interesse pela ciência. Porque os adultos têm de fingir onisciência diante de crianças de seis anos é algo que nunca vou compreender. O que há de errado em admitir que não sabemos alguma coisa? A nossa auto-estima é assim tão frágil?
(do livro 'O mundo assombrado pelos demônios')

Carl Sagan

"Apenas já não somos mais crianças e desaprendemos a cantar. As cartas continuam queimando. Eu tentei pensar em Deus. Mas Deus morreu faz muito tempo. Talvez se tenha ido junto com o sol, com o calor. Pensei que talvez o sol, o calor e Deus pudessem voltar de repente, no momento exato em que a última chama se desfizer e alguém esboçar o primeiro gesto. Mas eles não voltaraão. Seria bonito, e as coisas bonitas já não acontecem mais."

"Quando percebi, estava olhando para as pessoas como se soubesse alguma coisa delas que nem elas mesmas sabiam. Ou então como se as transpassasse. Eram bichos brancos e sujos. Quando as transpassava, via o que tinha sido antes delas, e o que tinha sido antes delas era uma coisa sem cor nem forma, eu podia deixar meus olhos descansarem lá porque eles não se preocupavam em dar nome ou cor ou jeito a nenhuma coisa, era um branco liso e calmo. Mas esse branco liso e calmo me assustava e, quando tentava voltar atrás, começava a ver nas pessoas o que elas não sabiam de si mesmas, e isso era ainda mais terrível. O que elas não sabiam de si era tão assustador que me sentia como se tivesse violado uma sepultura fechada havia vários séculos. A maldição cairia sobre mim: ninguém me perdoaria jamais se soubesse que eu ousara.Ninguém me perdoaria se soubesse que eu sei o que elas são, o que elas eram."

"Fico tão cansada às vezes, e digo para mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida. (...)então eu não sentia nada, podia fazer as coisas mais audaciosas sem sentir nada, bastava estar atenta como estes gerânios, você acha que um gerânio sente alguma coisa? quero dizer, um gerânio está sempre tão ocupado em ser um gerânio e deve ter tanta certeza de ser um gerânio que não lhe sobra tempo para nenhuma outra dúvida..."

"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante. As vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilio que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem."

Caio F.

Crianças.

Nossos anjos atrapalhados, que bagunçam nossa rotina, que tiram nosso sono, mas que com um sorriso são capazes de lavar nossa alma. Parabéns a todas as crianças e aquelas que vivem dentro de nós também! Que Deus abençoe todos os pequenos, que leve conforto e saúde para aqueles que estão em cima de um leito e que leve discernimento aqueles que vivem nas ruas!
Como é triste ver que no mundo em que vivemos, as crianças são esquecidas, ignoradas e até maltratadas! O que mais me deixa triste, é ver que desde sempre no mundo, elas têm sido vítimas de muita violência doméstica e abuso de várias ordens, seja ele psicológico ou até mesmo emocional! Dia da criança é todo dia, dia de educar, dia de dar atenção e muito carinho, pois esses pequenos gestos valem mais que mil presentes...Crianças Crianças. Seres especiais! ♥

Ligia Venute

Pois bem, crianças são como animais, quando vocês judiam bastante, a gente acaba acreditando que somos realmente culpados por aquilo. A isso eu me comparo, e assim me punirei, assumindo uma culpa que - não sei se sei - é minha. Vejo pessoas saindo para festejar, tão deslumbrantes, que me dá uma pontada de inveja automática, pois não consigo ser assim. Não consigo ver o - bonito - nisso. O bonito em tirar a camisa no meio de uma festa, pra mostrar a todas o quanto ele teve que malhar. O bonito em mulheres de roupas curtas descendo até o chão e rindo da cara daqueles lobos famintos por carne grossa. O bonito em beijar um aqui, outro ali, e alguns no meio termo, só pra não ficar entediante. Isso pra mim, chega a ser até feio demais. Essa frieza em que o mundo vem se tornado, e parece que aonde eu vou, estou andando sob os IceBergs - ainda não explorados - do Polo Sul. Porque não consigo mais sentir a chama viva do sentimento. Pessoas traindo, mentindo, humilhando... tão cruéis que chegam a achar graça disso. E aí eu me pergunto: Qual a beleza dentro desse corpo cheio de curvas, se a mente está completamente vazia? Pessoas que nunca leram Quintana, que nunca suspiraram com Caio F. Abreu, que nem imaginam a história de Lispector, inventam de dizer o nome deles porque "ouviu falar por aí".

Me culpo por ser completamente diferente, por ter que escolher dentre me modelar pelo que a sociedade quer ou ser excluído, reprimido, criticado. Que se exploda essa minha culpa desenvolvida por essas tais regras. Fisionomia acaba, físico sarado acaba, dinheiro, meu amor, ainda que muito... acaba. Eu quero mais é continuar amando a beleza que eu vejo em um sorriso sincero, em cabelos naturais e em corpos macios. Nada duro, nada estéticamente planejado. Quero o natural, quero o interior, quero mais desse cheiro que tem as ruas quando chove. Mais desse choro infantil do primeiro amor, mais dessas lembranças gostosas que nos fazem rir até doer a barriga.

E agora, sem mais delongas, me perdoem os homens que lerem este texto. Pra que dar atenção ao meu pseudo-pensamento insano? Sou apenas um garoto...

(Minha parte masculina - Senhorita Gobeth)

Srta Gobeth.

CRIANÇAS...

Crianças seres misteriosos curiosos.
Arrepio só de pensar já fui um curioso.
Crianças quando brincam correm como se o folego nunca lhes faltasse,
a como eu queria novamente correr e não me cansar.
Crianças com seus olhares de quem o mundo as pertencesse,
a como eu já fui dono do mundo.
Crianças do medo a esperteza destreza,
a como já fugi com destreza.
A criança em mim se foi,
restou o medo do mistério de buscar o ar pela última vez.

Lúcio Ernesto Caixeta

Sinto falta da inocência de antigamente, onde crianças acreditavam em Papai Noel ou a velha história da Cegonha. Lembro do tempo em que passava horas no karaokê ou brincando descalço na rua, onde empinava pipa ou brincava de pega se esconder e outros jogos que faziam passar o dia mais rápido. Era como se o amanhã não fosse tão importante. Aproveitava o dia de hoje, não tinha muita preocupação em saber se o dia de amanhã iria chover ou não, porque com ou sem chuva iria aproveitá-lo da mesma maneira.
Sinto falta de ver a inocência das crianças, das músicas bestas que me divertiam por horas em uma festa, de saber que as festas sempre acabariam cedo. Hoje em dia vejo barbaridades que muitos que realmente deveriam estar mais preocupados por serem mais velhos, simplesmente se acostumaram. Como sempre, se acostumam com tudo o que acontece. Crianças que hoje em dia cantam e dançam aquilo que eu na idade que tenho não tenho nem a coragem de dizer ou fazer. Crianças com a inocência perdida é o que eu vejo andando pelas ruas de adultos.

Adalberto Rodrigues

SAUDADES DE MIM
Hoje quando acordei me deu uma forte saudade de mim. Quando crianças nós éramos muito mais originais. Nós vamos crescendo e deixando de ser nós mesmos,
insistimos em "tunar" nossas vidas com tantos equipamentos sofisticados que , aos poucos, o original vai sendo encoberto. Somos uma profissão, somos um cargo, somos cópias de outros, somos sonhos da sociedade, somos tudo que nos torna iguais aos outros. Saudade de sentar no quintal e ouvir a bagunça dos pardais, poxa vida, eu gosto disso e não é perda de tempo. Saudade de andar descalço na terra. Saudade daqueles 2 ou 3 amigos que nós sempre temos, mesmo que não os vejamos por anos. São eles que valem mesmo a pena, pois essas relações onde temos que fingir ser outros, para pessoas que também não são o que são, não tem nada de divertido. Ando meio sem paciência para ser falso. Bom mesmo é jogar conversa fora com amigo de verdade. Amigo de verdade não liga mesmo que a conversa seja cortada por um looooongo silencio , silêncio de amigo não incomoda. Saudade de colo de mãe, de ouvir conselho de pai e contos longos que só os avôs sabem contar. Saudade de quando os primos sentavam todos no chão pra comer qualquer coisa, de cheiro e gosto bom, que só tem na casa da avó. Saudade de conversa de irmão, de jogar bola na rua, de ralar o joelho, de comer manga no pé. Como mineiro é feliz e não sabe. Onde será que está aquela vasilha cheia de bolinhas de gude?

Davi Costa

E vejam só essas crianças
Que ainda brincam de cirandas
Pedindo esmolas em sinais, ou vendendo alguns jornais
Crianças, futuro da nação!
Crianças, partindo pra enganação
Crianças, que ainda não sabem o que fazer
Crianças, pegam o seu corpo para vender
Partindo para indignação
Se vendendo pra aumentar o ganha pão.

Alberto Saliba

Jesus Abençoa as Crianças – Mateus 19.13-15

“13 Então lhe trouxeram algumas crianças para que lhes impusesse as mãos, e orasse; mas os discípulos os repreenderam.
14 Jesus, porém, disse: Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, porque de tais é o reino dos céus.
15 E, depois de lhes impor as mãos, partiu dali.”

As boas promessas que Deus fez aos israelitas, eram dirigidas a eles e a seus filhos (At 2.38, 39).
Nesta passagem, nosso Senhor revela que estas boas promessas dirigidas a Israel não estavam vedadas aos menores deles, ou seja, às criancinhas de colo que foram trazidas a Ele para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas.
Nos textos paralelos de Marcos e Lucas (Mc 10.13-16; Lc 18.15-17) nós lemos que os discípulos estavam repreendendo aqueles que estavam trazendo as crianças a Jesus, porque pensavam que o pedido deles era uma perda de tempo e incômodo para o Senhor, mas Ele repreendeu os discípulos com a ordem que não mais tentassem impedir que crianças Lhe fossem trazidas para serem abençoadas.
Nosso Senhor fez o bem por toda parte por onde andou (At 10.38), e nunca recusou atender a qualquer um que Lhe procurasse, fosse qual fosse a sua condição.
Se Ele sempre fez o bem e nunca rejeitou a qualquer que O buscasse com sinceridade o mesmo devem fazer os Seus servos.
A Igreja deve aprender do exemplo do Seu mestre, e não negar-se a orar por quem quer que seja, inclusive por aqueles que a maldizem e a perseguem, conforme é ordenado na Palavra.

Silvio Dutra

Senhor
quantas crianças ficaram por nascer hoje?
porque as pessoas acham
que seriam maltratadas,
mal-educadas,mal alimentadas..
que seriam desnecessárias ao mundo!
Protege estes seres inocentes da maldade..
de todo o ser humano que somos todos nós.
Acolhe-as no teu leito como anjos..
da queles que não as deixaram nascer.
rezemos um Pai Nosso.

Isabel Ribeiro Fonseca

Como é difícil crescer... Quando crianças, parece que é tudo tão fácil, tão simples... é, crescer dói e não é pouco! Perdemos primeiro a inocência da infância, ai então percebemos que confiança não são todas as pessoas que merecem, começamos a ver a maldade nas pessoas e que nem todo sorriso que recebemos é verdadeiro, percebemos que aquele coraçãozinho que tanto desenhavámos nas folhas em branco e pintávamos de vermelho, ele existe em nós sim, porém ele dói tanto com as perdas que temos que encarar no decorrer dessa vida, é... O mundo nos acolhe, nos encanta e nos assusta, nos eleva e nos destrói.
A única coisa boa é lembrar daquela velha infância e sentir uma saudade, uma vontade de voltar nem que seja por alguns segundinhos a ser como era antes: o riso sincero, ás lágrima apenas de um joelho ralado, a ternura, e todo aquele bocado de coisas que hoje nos faz refletir naquela velha frase: Eu era feliz e não sabia.

Geise Braghiatto

Sempre em algum lugar eu estarei de volta

Crianças não faça o que eu fiz
Eu não conseguia andar
E eu quis correr
E agora o fim está próximo
Então eu encaro o desafio final
Minha amiga, eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza
Eu vivi uma vida que foi cheia
Eu viajei cada estrada
E mais, muito mais do que isso
Eu fiz do seu jeito
Arrependimentos, eu tive alguns
Mas, novamente, muito
poucos para mencionar
Eu fiz o que tinha que fazer
E eu vivi tudo, sem exceção
Eu vivi cada caminho do nosso relacionamento
Cada passo, cuidadosamente, sem correr riscos
Ah, e mais, muito mais do que isso
Eu fiz do seu jeito

Sim, houve vezes, eu tenho certeza e você sabe
O quanto eu mordi mais que eu podia mastigar
Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engoli sem cuspi-la
Eu enfrentei tudo e eu fiquei a sua altura
E fiz do seu jeito
Eu amei, eu ri e chorei
Eu tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora com as lágrimas
Agora eu acho tudo em paz
Ao pensar que eu fiz tudo o que podia
E eu posso dizer, não de uma maneira tímida
Eu fiz do seu jeito
Os registros revelam que os golpes foram fortes
Pois o que é um homem se ele pensa que tem
O que jamais foi dele
Sempre em algum lugar eu estarei de volta
Mas jamais do mesma forma
Com a mesma intensidade
Você me deixou de lado
Mas eu nunca deixei você
Sim eu fiz do seu jeito
Então, eu só tenho que te dizer
Adeus, adeus.

Wellber Oliver

Senhor.
Mais um dia que amanhece....
Sinto-me triste tu sabes que eu amo as crianças,
e cada vez sinto menos respeito pelos teus filhos,
o ser humano...Como podem matar estes seres inocentes...
Eles não sabem que são anjos que tu mandas...
Porquê???
Quantas crianças ficaram por nascer hoje?
Porque as pessoas acham...
que seriam maltratadas,
mal-educadas,mal alimentadas..
Que seriam desnecessárias ao mundo!
Protege estes seres inocentes da maldade..
de todo o ser humano que somos todos nós.
Da-mos o teu perdão....
Acolhe-as no teu leito como anjos..
daqueles que não as deixaram nascer.
rezemos por todos estes anjos um Pai Nosso.

Isabel Ribeiro Fonseca

Presentes diários

Lembro na casa de minha avó, que existia uma sala de visitas. Nós, crianças, não podíamos brincar lá. Aliás, não fazíamos refeições lá também apesar da grande mesa. Quando em família nem os adultos lá comiam. Era um espaço reservado para as visitas. Que sinceramente, nunca vi sendo usado, porque as tais visitas nunca apareceram enquanto eu estava por lá. E no ambiente havia enfeites, sofás, cristaleira, tudo muito bonito, preparado para receber as tais pessoas, mas nada realmente funcional ou, na minha opinião, agradável. Era uma fachada de coisas bonitas mas inúteis, que estavam ali acho apenas para impressionar os outros.
Interessante como muitos de nós têm essa mania de reservar em nossas casas e em nossas vidas aquilo que só será usado com as tais visitas. São louças, talheres, salas inteiras, reservadas para os outros.

Mas isso não é só em coisas da casa. Tenho amigas que compram jóias caras para usar só em festas, só para os outros verem. E são apaixonadas por suas jóias, mas as deixam guardadas na caixa, para os dias “especiais”.

Bem, eu nunca entendi muito isso.

Penso que seríamos muito mais felizes se aprendêssemos a agradar à nós mesmos e àqueles mais próximos de nós, e a fazermos coisas pelo simples prazer de as vivenciarmos. Essa idéia de termos que aparentar mais do que curtir o nosso dia a dia me parece receita para o insucesso pessoal e familiar.

Uso os cristais sempre que me dá vontade, organizo minha casa para que todas as salas sejam de estar, não de visitas. Voto que devemos dividir com quem amamos o melhor de nós, não com estranhos.

Não é realmente proveitoso reservarmos espaços apenas para aparências. Compro jóias se pretendo usá-las no dia a dia. Não as compro para guardá-las no armário. Organizo minha casa para que meu filho possa nela brincar com segurança, mas para que tenha a liberdade de usá-la da maneira que mais lhe fará feliz.

O cuidado excessivo com coisas nos tira de foco o que realmente importa: as pessoas.
Os sofás, os enfeites, isso tudo pode ser reposto. Se gastar, compra-se outro. Pior seria terminar os dias com os objetos novos em folha, jogos completos de tudo, mas sem ter aproveitado. Sem ter dividido momentos de felicidade com a família e com os amigos. Ricos em contas bancárias, mas pobres em experiências e oportunidades aproveitadas.

Aprendi com meus pais a viver e não apenas acumular coisas. À gastar com aquilo que nos dá prazer, ainda que para os outros pareça besteira. Viagens, carros, brinquedos de crianças e de adultos... Aprendi à guardar para ter segurança financeira mas não me tornar vítima do trabalho e do dinheiro.

Porque no final, o que resta se tornará herança para alguém. E quem sabe essa outra pessoa lhe dê algum valor. Quem sabe jogue fora. Por isso, não fique guardando o melhor de você para os outros verem só nas festas. Aproveite a vida e as coisas. Todos os dias. Aprenda a ser feliz com o que você tem. E lembre-se: Não existe aparência mais bonita do que a da felicidade!

Gisele Lemos Kravchychyn

O QUE VOCÊ QUER DA VIDA?

Na minha infância tinha uma brincadeira chamada: Que mês?
Duas crianças combinavam um mês em segredo, as outras tinham que tentar adivinhar qual era. O sabidão que chutava certo tinha que responder: O QUE VOCÊ QUER DA VIDA?
E surgia um:
- Eu quero um carro.
Aquelas duas do começo soltavam a imaginação e descreviam qual seria o carro que elas entregariam para o sortudo. Cada uma inventava um sonho de carro.
Eu sempre tive dificuldade para escolher. E escolhia pelo encanto.
Quando cresci, percebi que o mau de ser sonhadora é sempre se encantar e quando o encanto acabava a gente percebe que o motor não era bem aquele, que a lataria estava riscada, que o outro carro talvez fosse melhor e que escolheu errado.
Daí você ouve: "É errando que se aprende". E aprende mesmo. Mas a vida é feita de escolhas e sabendo escolher você tem mais chances de acertar. E eu me perguntei por anos: E como saber escolher? Como saber se a escolha vai dar certo? Ninguém vai dizer.
Vão dizer: tem que arriscar! Pagar pra ver! E de repente está você mais uma vez escolhendo o carro errado, a casa errada, o trabalho errado, amigos e parceiros errados. Uma vida errando para aprender.
Aprender que a vida vai sempre te dar opções e se você não souber o que quer dela, deverá saber o que você não quer. Não tem problema nenhum em não saber o que se quer.
Saber o que você NÃO quer, também é princípio de escolha e sabedoria.

Natalie Carvalho de Luiz

Adultos inventaram passado, presente e futuro, já diria um amigo meu. As crianças são vida, hoje, criatividade. Sem se preocupar com compromissos, carreira, amanhã. Mas o tempo passa e a gente carrega a gente mesmo de dentro pra fora, numa tarefa quase impossível de ser feliz, apesar de ser triste. Somos tristes porque somos condicionados, moldados, esteriotipados e até nossa felicidade é falsa. Não é nossa, é como alguém nos disse que deveríamos ser felizes. Aprendemos com os erros do passado? Acho que fim de ano nos desperta um senso de recomeço inevitável. Pra mim esse ano foi muito bom em todos os aspectos da minha vida, descobri muitas coisas sobre mim. Descobri coisas que não quero mais pra minha vida, descobri quem sou, do que sou capaz e do que não sou e não quer ser capaz. Descobri o amor em mim novamente e por isso, especialmente estou grata à vida. Entendemos num momento da vida o quão é bom pra gente mesmo em primeiro lugar, amar. Amar beneficia antes do outro, à nós mesmos. Quando somos amados, isso é multiplicado imensamente. Pois acho que não há felicidade maior e mais genuína no ser humano do que se aceitar, se amar, amar o outro e ser amado.
Mas amar não é simples, é pior que báscara, pior que algoritmos de programação, pior que decorar o DSM. Tá, exagerei, decorar o DSM é impossível mesmo, e inútil também. Mas enfim... Porque é tão dificíl amar? Porque temos medo, e o medo é da aprendizagem. Aprendemos com nossos erros a ter medo de errar. Como eu não tive medo na primeira vez que amei? Porque eu estava inaugurando tudo em mim, e cometi erros pra dedéu, e não tava nem aí. Criança feliz, se sujando no parquinho. Mas agora que sei que errar custa caro, e é do dinheiro mais caro que estamos falando, do emocional. Nossa conta bancária emocional faz de cada centavo de real valer por euro. E nem tô falando do medo clichê de não ser amado de verdade de volta ou do medo de se magoar no final, do abandono. Tô falando dos pequenos traumas e aprendizados e marcas que adquirimos com a vida. Cada frase que te remeta ao passado te faz tremer. E então entramos num dilema, somos quem fomos antes como se fosse a primeira vez ou mudamos pra não cometermos os mesmos pequenos erros? Não diga que é fácil escolher a primeira opção. É difícil, muito difícil se isentar do sentimento de culpa de por ser quem é, acabar com uma chance de ser feliz.
Não dá pra simplesmente dar um F5 nos traumas e atualizar para o aqui e agora e correr pro parquinho. Esse F5 é exatamente o contrário ás vezes, atualizar nosso sentimento talvez seja exatamente mudar. Mudar relações, hábitos e certezas. Pra que a gente não seja repetição e sim criação.

Kelly Maia

A CRIANÇA

Rezo aos filhos dos meus amigos queridos,
Crianças que talvez sejam meninos perdidos.
Vejo crianças filhos de crianças adultas,
Pais que se entregam a paixões ocultas.
Resta-me orar para a melhora do mundo,
Para que os filhos não caiam no poço sem fundo.
Hoje o pai da criança pouco quer lhe vê,
Não dá exemplo, pois prefere as facilidades da teve.
O pai solteiro acha que apenas o falar é certo,
Esquece que quem não se sacrifica tem futuro incerto.
Num mundo de malandro, gangue e bando;
Temos que dar exemplo, amar e viver educando.
A criança é e será sempre dos pais a projeção,
Mostre amor não com bens, mas com educação.
Mostre exemplo e de valores dentro de uma religião,
Assim sendo a criança terá base para enfrentar este mundão.

André Zanarella 27-08-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4419954

André Zanarella

A forma de ensino brasileira, além de ser defasada,
foge do entendimento atual das crianças e jovens, o sistema
criou uma forma competitiva e danosa aos adolescentes.

Onde inteligente são os que sabem somar, dividir ou multiplicar melhor que o outro, os que lutam pelo livre pensamento e querem discutir sobre temas específicos e sociais não são considerados inteligentes o suficiente para o sistema educacional atual!

Amilton Farias

Quando somos crianças, existe aquela vontade de desbravar o mundo, crescer logo, virar gente grande. E no meio desta loucura sempre surge alguém para cortar nosso barato.
As frases são sempre as mesmas: Você não sabe o que é a vida adulta, curta esta fase porque o tempo não volta. Estes frases soavam como um conselho chato, embora fosse uma sentença!
Lembro-me da minha mãe fazendo um total terrorismo da vida adulta, e não é que ela estava certa. Ela até hoje me trata como se eu fosse uma criança, sempre me lembrando que a vida fora de casa sofrida e que a responsabilidade é um ônus apenas dos adultos. E penso que de fato quando adultos somos muito mais cansados e vivemos reclamando das mesmas coisas. Hoje vejo que o tempo passa muito rápido e algumas expectativas se transformam em cinzas. Não dá tempo para analisar com demasia e já aconteceu. Então a gente cresce e fica em total nostalgia de ser aquela criança de outrora, ai aquele tempo com menos preocupações, menos responsabilidades, um menos de um tanto de tudo que hoje é mais. Neste mundo de tantas diferenças, tanta descrença, a gente sabe que de obrigações a vida está cheia. Fazer o bem por obrigatoriedade não faz bem. Agradecer só para fazer tipo não é gratidão. Amar por obrigatoriedade não é amar! O que é natural, espontâneo, que vem da alma, é o que realmente vale. Acho muito digno viver sem medalhas de ouro. Sem bajulação. Só porque amar vale a pena. E gratidão também.
Frase de José Carlos N. S. Junior: O mundo é só alegoria e minha alma é a passarela. O mundo é uma falácia.

Carla Lopes Cah