Cronica Pedro Bial sobre as Mulheres

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Verter
dois no mesmo jarro
Unir
cores e criar uma só cor

Ação
seus primeiros passos eu vi
e ri

Perto para quedas, minha mão
Perto para quedas, eu
Perto para quedas minha mão,
Perto para quedas, eu

Se um dia eu fosse
de tropeçar ou cair
Com você no colo
mãos ao alto
sã e salva

Feliz
tudo brincadeira

Pedro Pondé

Cada ponto de luz que eu vejo
é sinal vermelho
e eu não estou no trânsito

Eu tô me sentindo estranho

Cada ponto de luz que eu vejo
Eu tô me sentindo estranho

Deixa eu virar criança
deixa eu entrar na dança

E ser mais feliz
Sem culpas sem saber porque
Não há motivos para não arriscar
o que dizem não existir

Resistir sem dor
Nos apaixonar pela idéia do amor

Viver eternamente
é ter na mente
ternamente o viver

Pedro Pondé

A chuva te traz

Quando se aproxima uma nuvem cinza,
algumas imagens me aparecem,
com a água que em gota pinga,
vêm lembranças que não te esquecem

a chuva te traz a mim
por uma pequena fração de tempo,
como aguando todo o jardim,
dando um frescor ao pensamento

posso te enxergar paixão profunda,
mesmo você não estando ali,
num temporal que a terra inunda
e transborda o amor por ti

por um momento,
a chuva me faz de ti lembrar,
e, como uma folha ao vento,
desaparece devagar

Rinaldo Pedro

Mãe, como pôde me amar?

"era um planejamento
ou quem sabe um acaso
um profundo sentimento
ou um fruto de um caso
um sinal apareceu
uma semente se formou
raiz que ali cresceu
uma bolsa que cuidou
dia dia se passou
no silêncio apareceu
semente se plantou
a plantinha floresceu
o anônimo acabou
a notícia se meteu
pois a língua divulgou
e alegria apareceu
um choro aconteceu
quando ele me puxou
mas você não sabia
como eu era ou seria
e eu não compreendia
porque de mim já gostou
só vi que me abraçou
e aquilo esquentou
senti forte calor
pelo olhar que dispensou
mas não me conhecia
como pôde dar amor ?
da sujeira me limpou
e o pranto acabou
feliz se tornou
de filho me chamou
uma lágrima derramou
de mim sempre cuidou
nenhum dia reclamou
e pra sempre me amou
por isso Deus te abençoou
mãe,
com palavras te agradeço
pois presentes não tem preço
mas um beijo eu te dou
em cada canto eu te vejo
cada vez que vou ao espelho
pois sou fruto de seu amor"

Rinaldo Pedro

Uma vez li que existem algumas pessoas que nunca se sentem satisfeitas nesse mundo: é como se o mundo não oferecesse a forma que essas pessoas anseiam. Foi numa coisa dessas de numerologia. Pode ter sido uma grande bobagem, mas me fez refletir. Ser diferente não é ser superior, não é melhor, nem pior, é viver na singularidade de cada um.
...e, apesar de achar o planeta lindo, apesar de achar a raça humana linda, ela não tem nada a ver comigo.

Pedro Marchini

Me diz o que você irá fazer
Quando encontrar alguma forma de dizer
Que tudo terminou que o sonho acabou
Que nunca na verdade me amou
O que eu tenho pra falar
Você nunca quis escutar
E o que eu disse
Sofri mais disse
Você não ligou
Parece que eu gosto de sofrer
Mas eu não consigo te esquecer
Todo dia quando acordo tento voltar
Ao sonho que estava com você
Sei que só ali posso te ter
Incompreensível não te ter
Seu sorriso me faz chorar sem entender
E hoje eu sei
Que você não é o que eu sonhei
O amor que eu te dei
Nunca mais vai voltar
Quando eu acordar
Do pesadelo de te amar
Prometo a mim mesmo
Nunca mais vou olhar em seus olhos
Mas sei que quando eu te ver vou esparramar lágrimas
Não sei por que chorando vou dizer
Parece que eu gosto de sofrer
Mas eu não consigo te esquecer

Pedro Sandim

Páre com isso de desconfiar
Páre de me olhar assim
Claro que eu não sou seu, você sabe
Páre de me olhar assim

Um dia você
Vai me entender
Um dia você vai

Um dia você
Vai me entender
Um dia você vai

Me encontrar por fim

Fácil falar sobre o amor
Todos falam
Agora eu vou falar por mim
É tão gigante
Não pede, não cabe
Não decide aonde ir

Um dia você vai perder
Um dia você vai
Um dia você vai me entender
Um dia você vai

Me encontrar por fim

Pedro Pondé

No meu sonho
Tem um mar
Tantos pontos para alimentar
Era luz
Tanto mar
Fecho os olhos
Para enxergar

Se eu pudesse ficar
Só um pouco mais
Só pra ver se fica em mim
O que te faz tão bem
O que me faz tão bem
O que te faz um bem
Assim

No meu sonho
Tem um mar
Tenho planos para me salvar
Tanta luz
Tonto mar
Tenho planos para lhe salvar

Não me deixe ficar
Nem um pouco mais
Posso não querer voltar

E ver que não pode ser
E ver que não posso ser
E ver que nem quero ser
Assim

Pedro Pondé

A lei do tempo
Em um segundo
Eu não serei mais refém
Se tempo é pouco
Sigo acordado procurando

Alguém que me entenda
Que eu me entenda bem
Que me entenda
Que eu me entenda bem

Os carros correm
Os homens bebem
Os postes beijarão
As luzes piscam
Os outros dançam
Eu me dirijo ao bar

A noite é fria
Quente é o sangue
Eu durmo pouco
E só procurando

Alguém que me entenda
Que eu me entenda bem
Que me entenda
Que eu me entenda bem

O mundo gira
Em um segundo
Eu fico sem direção
São tantas placas
Sinais fechados
Eu durmo pouco
E só procurando

Alguém que me entenda
Que eu me entenda bem
Que me entenda
Que eu me entenda bem

Pedro Pondé

Pelo visto
aquele rato
aquele rato gordo esteve
Esteve aqui
roeu meus sonhos
Delinquente
novamente
Minha fome mestra nao tem dentes junto o que restou

Alguns trapos
meus remendos
Tudo agora nutre aquele
aquele bicho
O rato estranho
estranho e gordo
come o bom
E deixa o lixo para mim
para mim

Medo de dormir novamente
Medo de estar desatento
Medo de acordar com um novo frio
Sem roupa
sem sono
e sem cobertor

Pedro Pondé

Sim
eu quero te ver quando o sol nascer
ver o seu sorriso se abrir
e quando o sol se pôr
poder te beijar
Vendo o Deus do fogo mergulhar
no mar

Hoje eu me lembro das coisas
que você me falou, não
não me arrependo de nada (quase nada)
do que eu te disse
Acreditava no amor
em viver com você
caminhar lado a lado
construir nossos sonhos
pra depois mergulhar
mergulhar

Mas nada
vai me fazer voltar atrás
mas nada
vai me fazer
tudo passará

Mas é tão difícil de esquecer os erros
teus e meus
e é quase impossível

Sigo a vida com a cabeça erguida
trago no corpo feridas
que com o tempo
fingem parar de doer
Sigo a vida com a cabeça erguida
trago no corpo feridas
que com o tempo

Mas quando eu olho pra você
os teus olhos ainda me iludem

Mas nada
vai me fazer
voltar atrás
Mas nada
vai me fazer
tudo passará

Pedro Pondé

Cantarei uma canção
Que é pra dizer que viver é bom demais
O céu azul contracenando com o mar
Se emocionar com o nascimento de uma criança

Cantarei uma canção
Vivendo agora onde tudo se parece guerra
Um egoísmo
uma inveja
e uma ingratidão
Está em suas mãos
o que me faz sorrir
um gesto de amor
Tua compreensão
por me fazer ouvir

Um homem por inteiro
vivendo na dor
Destrói o mundo inteiro
não por seu amor
E a sua ignorância
é o que te faz cegar
Destrói a esperança
de quem quer sonhar
Com verde colorido
e o sol a brilhar

Pedro Pondé

Hoje a chuva cai
mas não esta só
Leva consigo barracos
sobrados
palafitas
Crianças que tiveram
o sonho interrompido

Pelo barro que desce a encosta
Que de novo se chama encosta
E deixa de ser lar

Gritos perdidos no escuro
pessoas perdidas nos escombros
Relâmpagos cortam a noite
e as lágrimas rolam no rosto

Como a chuva
Triste chuva
Quando irá parar

O desespero já domina
Por todos os lados vemos a triste neblina
da dor
a sufocar
E quando amanhece o dia
vemos nossas vidas pelo chão

No meio da lama
Da lama que desce
Por causa da chuva

Que não quer mais
que não quer mais parar
que não quer mais parar

Dorme neném senão a chuva vem pegar
Papai só tem no céu
mamãe foi trabalhar
E só nos resta rezar

Pedro Pondé

Eu andava por ai
a noite inteira
ouvindo um monte de besteira
só pra ver o tempo passar
Eu andava por ai
a noite inteira
usando um monte de besteira
só pra ver o tempo passar

Minha namorada
ficava ligando pra minha casa
e perguntando porque eu nunca mais vou lá (sei lá..)
Minha namorada ficava ligando, ligando...
e eu nunca,
nunca mais vou lá

Eu tô down
estou pensando na vida
fico olhando o horizonte
e procurando uma saída
Eu to down
estou pensando na vida
fico olhando o horizonte
e procurando uma saída

Noites na babilônia
Noites na babilônia
A noite escura

Hoje eu sei porque você corria tanto,
sinto esta fúria
esta fuga já não adianta mais
Eu tenho ódio dos sorrisos
sensação de vazio
os dias parecem iguais
os dias parecem iguais

Os filhos do anjo caído
estão se proliferando
na virada do milênio
para eles não existem orações
e a única razão de suas vidas é
encher o corpo de todo tipo de veneno

rápido
lento
letal

Mas que condições de vida
mas que condições de vida
queremos uma vida
uma vida melhor
uma vida
uma vida melhor
uma vida
uma vida melhor

Pedro Pondé

Há momentos na vida da gente, que a gente se pergunta por que é que as coisas são assim. São nesses momentos, que paramos para refletir sobre o real sentido das coisas... descobrindo assim as certezas e as incertezas da vida que a gente vem carregando desde de sempre. O interessante disso tudo, é que não é apenas questão de rever os princípios, mas é questão de rever a si mesmo, em quem você se tornou em como você interage com as pessoas, se perguntar por que as coisas são assim não adianta em nada se você não demonstra pra você mesmo o seu brilho, a sua força, a sua garra, o seu carisma, o seu alto astral, o seu vigor, sua juventude. Não basta apenas mostrar pra você mesmo, você deve agarrar isso com tudo, e provar pra todo mundo do que você é capaz e COMO você se dispõe a encarar seu medos e seus tropeços de cabeça erguida, de peito aberto, sem medo, sem preceitos, sem esquecer de quem você realmente é de que como você realmente gostaria de ser. É com esse pensamento que você abre as portas de você mesmo para que o seu verdadeiro EU. Mostre à todos quem está por dentro e abrindo essa porta, também, é que você consegue trazer pra dentro, interagir com o exterior, absorver as coisas. Nessas horas, temos que ficar atentos e criar um filtro para drenar tudo de ruim e absorvermos somente o bom, o agradável, o doce. Se você consegue acordar todos os dias, com o brilho nos olhos, disposto a enfrentar seus medos, e dar um tapa nos inimigos, você consegue obter de você mesmo e dos outros tudo aquilo que você sonha, tudo aquilo que você quer. É a capacidade de nos apaixonarmos todos os dias é que nos faz criar asas e alçar voo rumo a lugares mais distantes, mais bonitos. O fogo inocente dos olhos de uma criança, o brilho curioso, é o que devemos ter para conseguirmos sonhar, viver, sorrir e crescer.
E para finalizar, uma citação, essa é para todos vocês então decore:
"Amanhã será tomorrow" - Falcão.

Pedro Bial

Mulheres são em tudo tão encantadoras
E tão apaixonantes
Que é quase um pecado
Entregar o coração
A uma só...

Um homem deveria ter
Portanto
Mil corações
Um para cada amada
Um para cada musa
E assim seria mais justo
Distribuir carinho entre todas
Sem vã divisão

Mas eis que não tenho mil corações
Nem posso amar tal como merecem
As minhas mil mulheres
E foi por isso que Deus me fez poeta
Para que eu possa ao menos em meus versos
Entregar para cada uma delas
Um pouquinho de mim...

Augusto Branco

Disciplina Antiga

Os que bebem não sabem falar às mulheres,se perderam de tudo, e ninguém os aceita.
Andam lentos na rua, e as ruas e postes não têm fim.
Alguns deles dão giros mais longos, mas não há o que temer:amanhã eles voltam para casa.
O que bebe imagina que está com mulheres-como postes à noite são sempre os mesmos, assim as mulheres são sempre as mesmas-; nenhuma o escuta.
Mas o bêbado tenta, e as mulheres não o querem.
As mulheres, que riem, conhecem de cor suas palavras.
Por que riem assim as mulheres ou gritam, se choram?
O homem bêbado quer e deseja uma bêbada que o ouvisse calada. Mas elas o atiçam:"Para ter esse filho, é preciso contar com a gente."
O homem bêbado abraça-se ao bêbado amigo que esta noite é seu filho, nascido sem elas.
Como pode umazinha que chora e que grita dar-lhe um filho amigo? Se aquele é um bêbado, não recorda as mulheres no andar inseguro, e esses dois perambulam em paz. O filhinho que conta não nasceu de mulher- pois seria mulher também ele. Caminha com o pai e conversa:toda a noite iluminam-lhe os passos os postes.

Cesare Pavese

Vi gente chorando na rua, quando o juiz apitou o final do jogo perdido; vi homens e mulheres pisando com ódio os plásticos verde-amarelos que até minutos antes eram sagrados; vi bêbados inconsoláveis que já não sabiam por que não achavam consolo na bebida; vi rapazes e moças festejando a derrota para não deixarem de festejar qualquer coisa, pois seus corações estavam programados para a alegria; vi o técnico incansável e teimoso da Seleção xingado de bandido e queimado vivo sob a aparência de um boneco, enquanto o jogador que errara muitas vezes ao chutar em gol era declarado o último dos traidores da pátria; vi a notícia do suicida do Ceará e dos mortos do coração por motivo do fracasso esportivo; vi a dor dissolvida em uísque escocês da classe média alta e o surdo clamor de desespero dos pequeninos, pela mesma causa; vi o garotão mudar o gênero das palavras, acusando a mina de pé-fria; vi a decepção controlada do presidente, que se preparava, como torcedor número um do país, para viver o seu grande momento de euforia pessoal e nacional, depois de curtir tantas desilusões de governo; vi os candidatos do partido da situação aturdidos por um malogro que lhes roubava um trunfo poderoso para a campanha eleitoral; vi as oposições divididas, unificadas na mesma perplexidade diante da catástrofe que levará talvez o povo a se desencantar de tudo, inclusive das eleições; vi a aflição dos produtores e vendedores de bandeirinhas, flâmuIas e símbolos diversos do esperado e exigido título de campeões do mundo pela quarta vez, e já agora destinados à ironia do lixo; vi a tristeza dos varredores da limpeza pública e dos faxineiros de edifícios, removendo os destroços da esperança; vi tanta coisa, senti tanta coisa nas almas...

Chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida. Tanto quanto a vitória estabelece o jogo dialético que constitui o próprio modo de estar no mundo. Se uma sucessão de derrotas é arrasadora, também a sucessão constante de vitórias traz consigo o germe de apodrecimento das vontades, a languidez dos estados pós-voluptuosos, que inutiliza o indivíduo e a comunidade atuantes. Perder implica remoção de detritos: começar de novo.

Certamente, fizemos tudo para ganhar esta caprichosa Copa do Mundo. Mas será suficiente fazer tudo, e exigir da sorte um resultado infalível? Não é mais sensato atribuir ao acaso, ao imponderável, até mesmo ao absurdo, um poder de transformação das coisas, capaz de anular os cálculos mais científicos? Se a Seleção fosse à Espanha, terra de castelos míticos, apenas para pegar o caneco e trazê-lo na mala, como propriedade exclusiva e inalienável do Brasil, que mérito haveria nisso? Na realidade, nós fomos lá pelo gosto do incerto, do difícil, da fantasia e do risco, e não para recolher um objeto roubado. A verdade é que não voltamos de mãos vazias porque não trouxemos a taça. Trouxemos alguma coisa boa e palpável, conquista do espírito de competição. Suplantamos quatro seleções igualmente ambiciosas e perdemos para a quinta. A Itália não tinha obrigação de perder para o nosso gênio futebolístico. Em peleja de igual para igual, a sorte não nos contemplou. Paciência, não vamos transformar em desastre nacional o que foi apenas uma experiência, como tantas outras, da volubilidade das coisas.

Perdendo, após o emocionalismo das lágrimas, readquirimos ou adquirimos, na maioria das cabeças, o senso da moderação, do real contraditório, mas rico de possibilidades, a verdadeira dimensão da vida. Não somos invencíveis. Também não somos uns pobres diabos que jamais atingirão a grandeza, este valor tão relativo, com tendência a evaporar-se. Eu gostaria de passar a mão na cabeça de Telê Santana e de seus jogadores, reservas e reservas de reservas, como Roberto Dinamite, o viajante não utilizado, e dizer-lhes, com esse gesto, o que em palavras seria enfático e meio bobo. Mas o gesto vale por tudo, e bem o compreendemos em sua doçura solidária. Ora, o Telê! Ora, os atletas! Ora, a sorte! A Copa do Mundo de 82 acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.

E agora, amigos torcedores, que tal a gente começar a trabalhar, que o ano já está na segunda metade?

Carlos Drummond de Andrade

Tenho visto muitos textos
de mulheres a dizer como os homens têm que ser,
um claro sinal de insatisfação feminina.

Mas, afinal, essas mulheres já se perguntaram
como os homens acham que elas têm que ser?

Estão tão convictas da satisfação masculina com elas?

Homem é mesmo um idiota para o qual apenas
ser bonita e gostosa basta? Pensamento medíocre, não?

Afinal, são apenas os homens que precisam de dicas
sobre como deveriam ser, queridas mulheres?

Augusto Branco

Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As “inhas” não moram mais aqui. Foram para o espaço, sozinhas.

Martha Medeiros