Condenação

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A profundidade da aflição é para nos livrar da profundidade da condenação. Que nós sempre justifiquemos a Deus; quando a nossa condição exterior for a pior possível, que possamos dizer: “Ainda assim, Deus é bom”.

Thomas Watson

É a dor de carregar alguém conosco. É a condenação eterna por um erro do qual não temos culpa. É sentir que tudo o que possuis é uma perda incalculável. É olhar para o céu e conseguir enxergar mais do que nuvens ou estrelas. É correr sem parar e não conseguir se cansar. É tomar banhos de chuva cada vez mais demorados, e agir como se não sentisse nenhuma gota tocando sua pele. É sussurrar palavras suaves sobre alguém que talvez você nem conheça tão bem. É um nome no meio da infinidade. É um desafio no meio do inalcançável. É uma perda no meio das conquistas. É uma rosa que brota em um deserto povoado pelo vento. É uma conseqüência no meio dos riscos não sentidos. É um momento que poderia ser ignorado como tantos outros. É uma lembrança de uma conversa que nunca acontecera. É uma memória que se tem de um momento nunca vivido. É sobrepor consigo o retorno de quem nunca partiu de fato. É ver um filme e chorar não pela história, mas pelo impacto que a dúvida de quem se ama está sentindo o mesmo por você ou não. É escrever coisas absurdas pensando em alguém que talvez nunca leia. É olhar para alguém que senti no começo apenas uma atração, e ver se a mesma pessoa carrega uma aliança em seu dedo. É passar todos os dias em frente ao lugar que viu aquela pessoa pela primeira vez, na esperança de poder revê-la, mesmo sem muita coragem de cumprimentá-la. É ouvir uma música e sentir que está dançando com a pessoa que você tanto cobiça. É uma coisa que vale mais do que qualquer diamante, até mais do que uma vida. É uma coisa que sabe que sem ela, você perde um pouco os sentidos. É uma sensação de liberdade que te prende. É uma forma inusitada de chamar loucura de sentimento. É uma forma meio perdida de se fazer o que quiser na direção que leva o vento. É uma esperança que nunca morre. É uma coisa que você sabe que nunca te trairá, e se acontecer, você irá perdoar. É um momento que você nunca esquece, apesar de substituí-lo várias vezes por momentos sem significado algum, mas que você encara como uma forma sensata de viver a vida sem algemas. É um momento que você implora para ter todos os dias. É uma sensação que te livra do mundo por instantes. É acima de tudo, uma conseqüência formada de carne e sonho.

Denis Scarpa

REFÉM

Algemada, fruto do meu coração
Consumada, minha própria condenação...
Viver sem ti, é estar sem mim
Mesmo sabendo aonde estou
Certo de que nada sou.
Certo demais,
De que não sou capaz.

Confinado, olhos da minha razão
Fustigada fio da minha canção.
lembro os teus olhos
Entre as vidraças
Te acostumando ao pavor
E eu me entreguei ao sabor
Da mesma pena e da mesma dor.
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naeno*comreservas

Naeno Rocha

Cristãos Não São Reprovados por Deus para Condenação

Era de tal ordem a resistência de alguns cristãos coríntios que Paulo disse, no 13º capítulo da 2ª epístola que lhes escreveu, que se valeria do testemunho de duas ou três pessoas, conforme a norma da disciplina evangélica, que confirmariam o modo desordenado de vida dos que deveriam ser confrontados quando ele fosse ter com eles, e que desta vez, não lhes perdoaria, e seriam submetidos à disciplina da aliança que tinham com o Senhor.
Eles estavam lhe tentando a demonstrar que Cristo falava realmente por seu intermédio, apesar de terem visto a forma poderosa como Ele havia operado entre eles através do seu ministério.
O próprio Cristo foi crucificado por meio de sofrimentos suportados pacientemente em fraqueza, no entanto vive agora pelo poder de Deus.
De igual modo os seus ministros, ainda que fracos, vivem manifestando por toda parte o poder de Deus, o qual opera nos seus ouvintes.
Todo cristão deve portanto fazer um auto exame diário, e colocarem à prova não os outros, mas a si mesmos, para verem se têm permanecido na fé.
Os que são de Cristo têm a habitação de Cristo. Caso contrário, é porque já estão condenados.
No entanto, os cristãos verdadeiros não são reprovados para condenação eterna (v. 6).
Mas nenhum cristão deve se gloriar simplesmente nesta verdade, mas fazer valer e manter a vocação para a qual foi chamado por Deus de praticar o bem segundo Cristo, e não viver mais na prática do mal.
Porque se existe uma aprovação por Deus que é incondicional, por pura graça, relativa à nossa filiação e aceitação, no entanto, há uma outra aprovação quanto ao nosso modo de viver, que deve ser segundo a verdade e a justiça.
Viver portanto no pecado é viver de modo reprovado quanto à santificação, ainda que não sejamos reprovados quanto à nossa justificação, porque esta não foi dependente de nossas boas obras, senão dos méritos exclusivos de Cristo, da fé e da pura graça, sem o concurso das nossas obras (v. 7).
Então nenhum cristão terá o seu comportamento aprovado por Deus caso não esteja andando na verdade, porque não se pode ir contra a verdade quando se é de Cristo, senão viver pela verdade.
Paulo não se importava portanto com o que dizia respeito à sua fraqueza humana, ao contrário, se regozijava nisto, porque era por meio dela que se manifestava a graça e o poder do Senhor, que fortalecia os cristãos coríntios, e que lhes aperfeiçoava.
O intuito de tantas admoestações, exortações e repreensões tinham em vista conduzir os coríntios ao retorno à santificação de suas vidas, de modo que o apóstolo não necessitasse usar de rigor quando estivesse com eles, porque afinal, o poder que os ministros receberam de Cristo visa à edificação e não à destruição do Seu rebanho.

Silvio Dutra

Livres da Condenação Eternamente



Deus afirma na Bíblia que tem prazer em salvar e que Seu braço nunca se recolherá para que não possa remir. E nunca lhe faltará poder para livrar do mal.
Então a consequência de falta de atendimento à convocação à reconciliação, o resultado é principalmente morte espiritual, que é a condição de espírito resultante da falta de comunhão com Deus.
Os que buscam o Senhor Jesus sempre receberão dEle palavras boas para instrução e para edificação e consolação porque não fala por Si mesmo, mas pelo Pai. E demonstrou isto fartamente em Seu ministério terreno.
O Pai Lhe sustentou na angústia, especialmente nos momentos que acompanharam a Sua morte, de modo que não recuou, ao contrário, ofereceu-se voluntariamente para ser ferido em suas costas com as chibatadas que recebeu dos soldados romanos, e para que sua barba fosse arrancada e não se envergonhou e não deixou de contemplar corajosamente os rostos daqueles que lhe cuspiam na face.
O Pai lhe amparou naquela hora difícil e por isso não se sentiu confundido, e pôde assim fazer o seu rosto como uma rocha inabalável, porque sabia que não seria envergonhado, antes glorificado e engrandecido pela Sua aflição e morte.
Não foram os homens os seu juízes naquela hora, porque a Sua morte foi injusta da parte dos homens, mas justa aos olhos de Deus, não propriamente por ter cometido alguma transgressão, ou por ter algum pecado, mas porque carregou os nossos pecados sobre Si, e era a ofensa dos nossos pecados que estava sendo visitada pelo juízo de Deus naquela hora de terrível angústia e dor, que o Senhor suportou por nós e em nosso lugar.
Foi o Pai que fez com que Ele fosse feito pecado por nós, para que pudéssemos ser feitos justiça para Deus.
Quem quiser contestar esta justiça divina deve apresentar-se ao próprio Cristo para que juntos sejam julgados por Deus.
Afinal foi justo o que o Pai fez por nós pelo Filho?
O Filho afirma que Ele foi justificado pelo Pai em tudo o que fez. Quem é então o homem para contender com Deus e para contestar tal obra, se apresentado como adversário de Cristo?
Se é o Pai que justifica o Filho, então aqueles que foram alvo da obra do Filho em Suas vidas, convertendo-se a Ele, são também justificados por Deus.
Assim quem intentará acusação contra eles?
Quem os condenará?
Os que ousarem fazer isto perecerão e envelhecerão como um vestido e serão consumidos pela traça do pecado, que destrói oculta, silenciosa e progressivamente.
Então, aqueles que temem a Deus devem ouvir a voz do Messias.
Os que andam em trevas e que não têm luz devem simplesmente confiar no nome de Jesus e se firmarem, não em suas próprias convicções, mas no seu Deus.
Agora, aqueles que não atenderem tal convocação e continuarem se cingindo com o fogo do inferno, permanecerão andando em tais labaredas de tormento e serão atormentados para sempre pelo Senhor na morte espiritual eterna.
Porque o evangelho, é aroma de vida para a vida nos que se salvam, e cheiro de morte para a morte nos que se perdem.

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A Bíblia não foi produzida pela inspiração do Espírito Santo de Deus com o mero propósito de narrar a história da redenção, mas revelar a nossa necessidade de redenção do pecado, como também o modo de obtê-la. Por esta revelação somos alertados quanto ao perigo de permanecer na condição de não sermos justificados do pecado, pois se há um futuro de glória esperando pelos redimidos pela fé em Cristo, há um destino horrível aguardando por todos os que não forem redimidos.

A revelação foi feita por Deus através da história de Israel no período do Velho Testamento, porque Ele falava por meio desta nação no citado período.
Veja tudo sobre as Escrituras do Velho Testamento no seguinte link:
http://livrosbiblia.blogspot.com.br/

Como a redenção é operada exclusivamente por meio de Jesus Cristo, de quem as Escrituras do Velho Testamento dão testemunho, então, quando Ele se manifestou há cerca de 2.000 anos atrás, não somente a redenção começou a alcançar todas as nações da Terra, bem como o seu testemunho passou a ser dado não mais pela nação de Israel, mas através da Igreja, conforme se vê no Novo Testamento.
Veja tudo sobre as Escrituras do Novo Testamento no seguinte link:
http://livrono.blogspot.com.br/

A Igreja tem testemunhado a redenção de Cristo juntamente com o Espírito Santo nestes 2.000 anos de Cristianismo.
Veja várias mensagens sobre este testemunho nos seguintes links:
http://retornoevangelho.blogspot.com.br/
http://poesiasdoevangelho.blogspot.com.br/

A Bíblia também revela as condições do tempo do fim quando Cristo inaugurará o Seu reino eterno de justiça ao retornar à Terra. Com isto se dará cumprimento ao propósito final relativo à nossa redenção.
Veja a apresentação destas condições no seguinte link:
http://aguardandovj.blogspot.com.br/

Silvio Dutra

Como Agir nos Fracassos



Nossos fracassos não são para que passemos uma condenação em nós mesmos e muitos menos nos outros, mas são uma chamada de Deus para orarmos. Não temos orado o tanto quanto deveríamos, e por isso os problemas se multiplicam ao nosso redor, e parece até mesmo muitas vezes que Deus nos abandonou ou que se esqueceu de nós, quando na verdade, somos nós que temos nos esquecido de Deus, de irmos continuamente a Ele em oração. Por isso Ele permite estas coisas para que voltemos a clamar a Ele por socorro.
Não é fácil prevalecer com Deus em oração quando as coisas se tornam cada vez mais difíceis. Quando vemos que aqueles que deveriam dar bom testemunho de Cristo, se tornam ao contrário, motivo de escândalo para a Igreja e para o mundo. Mas é preciso fortalecer-se na graça do Senhor, revestir-se de toda a longanimidade, conforme nos ordena a Palavra, e nos entregarmos a uma intensa vida de oração para que o poder seja derramado, lá do alto sobre nós.
Se isto não ocorrer, muito do nosso esforço e trabalho será em vão.

Silvio Dutra

Não Mais na Carne

“Rom 8:1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
Rom 8:2 Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.
Rom 8:3 Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado,
Rom 8:4 a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
Rom 8:5 Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito.
Rom 8:6 Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz.
Rom 8:7 Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar.
Rom 8:8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.
Rom 8:9 Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
Rom 8:10 Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça.
Rom 8:11 Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.
Rom 8:12 Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne.
Rom 8:13 Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.
Rom 8:14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”

A força e o foco do argumento do apóstolo Paulo, nesta seção do oitavo capítulo da epístola aos Romanos repousa na verdade espiritual de que em Cristo nenhum servo autêntico de Deus, nascido de novo do Espírito Santo, encontra-se em estado de inimizade com Deus, por não estar reconciliado com Ele.
Todos, sem uma única exceção, são filhos amados, por meio da sua união com Cristo.
Foram resgatados de um viver exclusivamente pela energia da natureza terrena, porque encontram-se agora também dotados de uma nova natureza, pela habitação do Espírito Santo, que está destinada a destruir e a despojá-los da antiga natureza terrena pecaminosa.
Já são assim considerados, embora ainda neles remanesça o velho homem com suas paixões terrenas, de modo que deles se diz que não estão mais na carne, caso tenham de fato a habitação do Espírito Santo.
Deus os vê na nova natureza que lhes deu por causa da fé em Cristo.
E os chama a mortificarem os feitos da velha pelo poder da nova, de modo que tenham toda a plenitude da vida espiritual que se encontra em Jesus Cristo.
Já se encontram na posse da vida eterna, mas necessitam crescer na graça e no conhecimento de Jesus, pela mortificação do pecado e por um andar no Espírito Santo.
É evidente que, quando o cristão faz provisão para as obras da carne, que ele não está agradando a Deus, mas ele possui, pelo Espírito que nele habita, a condição de reverter este quadro pela confissão e abandono do pecado, com a devida consagração ao Senhor.
Mas, não é ao cristão que Paulo está se referindo, quando diz:
“Rom 8:8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.”
Porque, seu propósito, quando faz esta afirmação no contexto desta epístola aos Romanos, é o de demonstrar que não ter a Cristo significa não ter consequentemente a nova natureza celestial e divina, senão apenas a terrena, que é designada na Bíblia pela palavra “carne”.
Assim, não é possível se agradar a Deus, por qualquer obra religiosa ou de caráter de benemerência, com vistas à salvação ou à comunhão, porque a carne não está sujeita a Deus, não lhe ama, nem os seus mandamentos, e não está habilitada a fazer a sua vontade, porque isto é possível somente quando somos transformados e dirigidos pelo Espírito Santo.
Como o cristão possui a referida habitação do Espírito ele pode realizar o trabalho de mortificação do pecado, pela operação do Espírito.
E como este trabalho é realizado pelo Espírito, podemos concluir consequentemente que não se pode ver isto sendo feito naqueles que não são de Cristo.

Silvio Dutra

A União Indissolúvel do Cristão com Cristo

"1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.
2 Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte." (Romanos 8.1,2)

A libertação encontrada pelo crente em Jesus, em relação à condenação, ao pecado e à morte, é afirmada pelo apóstolo como uma verdade absoluta e final na vida de todos aqueles que foram justificados pela fé e que por conseguinte foram regenerados pelo Espírito Santo, ou seja, tornados novas criaturas.
Não é particularmente Paulo que vê o crente nesta condição, mas o próprio Deus que revelou a ele esta condição firme e segura na qual todo cristão autêntico se encontra em sua união vital com Jesus Cristo.
Muitos indagam entretanto, por que teria então o apóstolo citado a condição de desventura citada por ele na parte final do sétimo capítulo?
Não podemos esquecer que a condição ali apontada por ele não se refere a qualquer tipo de instabilidade no edifício espiritual que está sendo erigido com os cristãos como sendo pedras vivas sobre o alicerce que é Jesus Cristo. Até mesmo o conflito interior da luta contra o pecado não pode mais separar o crente do Senhor que o resgatou e o tornou participante da Sua própria vida, e, na verdade, esta luta está polindo o crente como pedra do edifício.
Nós vimos o apóstolo afirmando esta firmeza do crente em Jesus ao longo de toda esta epístola, e a título de recordação, leiamos as suas palavras em Rom 6.17-22, onde ele reafirma esta plena condição de liberdade alcançada pelo crente por meio da simples fé em Jesus.

"Rom 6:17 Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues;
Rom 6:18 e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça.
Rom 6:19 Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da impureza e da maldade para a maldade, assim oferecei, agora, os vossos membros para servirem à justiça para a santificação.
Rom 6:20 Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça.
Rom 6:21 Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de que, agora, vos envergonhais; porque o fim delas é morte.
Rom 6:22 Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna;"

Veja que é destacada uma condição presente de liberdade total do crente, por estar em Cristo, contrastada com a de escravidão ao pecado no passado.
Não há qualquer sombra de dúvida no apóstolo e muito menos nos Senhor Jesus, quanto ao fato de que os crentes já não são mais escravos do pecado, e nem de Satanás, porque Jesus os livrou perfeita e completamente.
Mas alguém indagará: "Por que então se vê tanto mau testemunho mesmo nas vidas de crentes autênticos - pessoas que foram justificadas e regeneradas pelo Espírito?"
Isto decorre não por que perderam a filiação a Deus, ou por que deixaram de ter o Espírito, ou ainda por que voltaram à sua velha condição anterior de pessoas inteiramente carnais, deixando de ser novas criaturas em Cristo.
O que sucede é que deixaram de andar do modo digno da sua vocação, abandonaram a comunhão com o Senhor, negligenciaram os deveres espirituais da vigilância, da oração e da meditação da Palavra e do empenho na obra de Deus.
Voltaram a ser, caso nunca tenham deixado de ser, pavios fumegantes e canas rachadas, mas mesmo assim não serão lançados fora pelo Seu Senhor, que há de completar a boa obra neles, ainda que seja no céu.
Ele os corrigirá, disciplinará, mas não os rejeitará.
Afinal, não foram escolhidos por Deus por algum mérito que houvesse neles, ou algo que Lhe agradasse, mas simplesmente o Senhor lhes escolheu porque lhes amou primeiro antes mesmo da fundação do mundo.
Todavia, uma vez tendo sido feitos filhos de Deus não poderão agradá-Lo caso não vivam do modo digno da sua eleição, que foi para a santificação no Espírito (I Pedro 1.2).
O justo (aquele que foi justificado) recebeu a vida de Jesus pela fé, e agora importa que continue caminhando por fé e não por vista.
Deve se despojar das obras da carne, uma vez que o velho homem recebeu a sentença de morte na cruz do Calvário, quando morreu juntamente com Cristo.
Uma pessoa que foi libertada não deve viver mais como um escravo do seu antigo senhor, a saber, do pecado e do diabo.
Quando Jesus disse que somente Ele poderia nos libertar dessa escravidão, ele enfatizou com um "verdadeiramente" - "verdadeiramente sereis livres", ou seja, uma liberdade efetiva, real, consumada, para um casamento com Cristo que é de caráter indissolúvel, e que nem mesmo a morte pode separar.
Nosso Senhor também afirmou em João 3.6: "O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito."
E foi daqui que o apóstolo Paulo retirou o seu ensino que encontramos neste oitavo capítulo de Romanos, quando diz que aos olhos de Deus os crentes são vistos como espirituais, e não mais como carnais, ou seja, eles nasceram da carne, de seus pais, mas em Cristo, nasceram do Espírito, e são espírito vivificado, pronto para responder à demanda de Deus em ser adorado em espírito e em verdade. Todavia, não podem manifestar esta vida separados da comunhão com Jesus. É nEle, que todo o propósito de Deus é cumprido, de modo que sem Ele, nada podemos fazer.
Tudo isto está declarado pelo apóstolo em Rom 8.4-17. Releia este texto, e note como ele se refere ao fato inconteste de que o crente não anda segundo a carne, como aqueles que não foram justificados (v.4), e estes últimos caminham sem Deus no mundo porque podem somente se inclinar para as coisas da carne, e não para as que são do Espírito (v.5) - e o resultado desta inclinação que o ímpio tem para carne é inimizade contra Deus e morte espiritual, mas a que o crente tem no Espírito é para a vida eterna e para a paz, reconciliação com Deus (v.6).
Deus criou o homem para ser espiritual e não carnal - leia Gên 6.3. Mas é somente em Cristo que alguém pode se tornar espiritual, e como todos os crentes estão em Cristo, e todos são de Cristo e têm a habitação do Espírito Santo, eles têm o seu espírito vivificado porque foram justificados com a justiça de Jesus (v. 7-11).
Como toda a nossa vida espiritual tanto em crescimento e manifestação depende inteiramente do nosso caminhar no Espírito, é evidente que quando fazemos concessão ao pecado e andamos segundo o mundo, não há de se ver um espírito cheio da vida abundante de Jesus, senão um espírito que, ainda que tenha sido vivificado no dia da conversão, encontra-se agora como morto, insensível e incapacitado para manifestar a vida que é do céu, condição esta, entretanto, que pode ser revertida pela confissão e pelo arrependimento, ainda que repetidamente.
Mas ainda que isto seja verdadeiro, nem sequer é a isto que Paulo se refere em primeira mão no verso 13, no qual afirma que se vivermos segundo a carne, morreremos, mas se pelo Espírito, mortificarmos as obras do corpo, viveremos. Ora, o argumento segue também aqui neste ponto tudo o que ele disse anteriormente e que continuará afirmando, até culminar com o brado de triunfo e louvor do final deste capítulo quando diz que nada mais poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, e o motivo disto é porque fomos justificados e unidos a Ele para sempre, como membros do Seu corpo, sendo participantes da Sua própria vida.
Então estes que tiveram o seu velho homem crucificado, e que pelo Espírito tiveram os feitos do corpo mortificados na regeneração, são indubitavelmente todos aqueles que creram em Jesus e que pela fé nEle se tornaram filhos de Deus.
De modo que logo a seguir, a partir do verso 14 até o 17, o apóstolo confirma o que acabamos de expor.
Até mesmo a citação dos versículos 18 a 28, que pode parecer à primeira vista estar fora do contexto dos argumentos que Paulo apresentou anteriormente, na verdade é uma confirmação de tudo o que havia dito, porque nem mesmo as aflições presentes, nem o gemido da criação existem como uma forma de oposição ao plano de Deus de ter muitos filhos semelhantes a Cristo. Tudo o que há de tribulação e aflição no mundo coopera para a consumação deste Seu propósito eterno, porque é justamente por estas provações que somos aperfeiçoados para sermos à imagem e semelhança de Jesus.
E para suportar e vencer estas provações temos a ajuda do Espírito Santo que nos fortalece para mantermos uma vida de vigilância e oração, de modo que possamos viver de modo agradável a Deus crescendo na graça e no conhecimento de Jesus.
Daí Paulo ter dito:

"28 E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."

Paulo chamou os crentes de Corinto de carnais, porque eram bebês em Cristo que não se desenvolviam em seu crescimento espiritual. Não devemos portanto entender essa forma dele se expressar naquela epístola como algum tipo de indicação que eles não eram de Cristo, ou que não tinham o Espírito.
Eles foram assim chamados porque estavam andando de modo desordenado, mas daquele mal foram curados pelo mesmo remédio que nós também somos, porque se arrependeram e retomaram a caminhada da vida cristã do modo pelo qual deve ser retomada, a saber por um andar no Espírito, em comunhão com Cristo, observando e guardando os Seus mandamentos, por meio da fé e graça que Ele concede àqueles que se aproximam dEle com um coração sincero.
Assim, ao chamar, em certa ocasião, os crentes coríntios de carnais, o que Paulo queria dizer era que eles estavam no Espírito, mas viviam como os que vivem exclusivamente na carne, a saber, aqueles que não conhecem a Jesus.
E como sucedeu a eles, ocorre com muitos na Igreja, em razão da luta constante entre o Espírito e a carne, pois há em todo crente duas naturezas, uma terrena e outra celestial, uma velha e outra nova, uma carnal e outra espiritual, daí a existência do conflito.
Então, para o propósito de aperfeiçoamento dos santos Deus concedeu dons e ministérios pelo Espírito Santo, à Igreja, como se vê em I Cor 12, 14 e Ef 4.
Se o cristão permanecer vivendo de modo carnal Ele não poderá manifestar a vida e paz do Espírito Santo, a qual só pode ser conhecida e experimentada, caso se ande no Espírito.
Entretanto, por ter a habitação do Espírito ele já alcançou a condição de vida e paz, e foi livrado para sempre da condenação de morte que pairava sobre ele antes da sua conversão.
John Owen escreveu um tratado intitulado A Graça e o Dever de Ser Espiritual. O título é muito apropriado porque esta condição de ser espiritual é recebida exclusivamente pela graça e será mantida para sempre, todavia a sua manifestação na nossa viva cotidiana é dependente da nossa obediência ao Senhor e aos Seus mandamentos, por se viver na fé e andando no Espírito.
Foi para isto mesmo que fomos predestinados por Deus. De modo que nos chamou, pelo Espírito Santo, para nos convertermos e sermos adotados como Seus filhos, por meio da justificação, com vistas à nossa glorificação futura.
Deus não poupou ao seu próprio Filho para que Ele morresse por nós. Então como haveria nEle alguma possível intenção de vir a anular tudo o que nos tem prometido dar juntamente com Cristo, por causa da nossa união com Ele?
Como dissemos anteriormente fomos feitos co-herdeiros com Ele e isto significa que tudo o que é de Cristo é também nosso por direito concedido, prometido e jurado pelo Pai.
Então quem poderá ser contra o cristão de maneira a impedir que se cumpra nele o propósito de Deus?
Por que então viverá o cristão de modo diferente deste propósito glorioso que lhe foi concedido pela graça do Senhor?
Ele não deve dar ouvido à carne, voltaria Paulo a dizer no desenvolvimento destes argumentos verdadeiros que está apresentando desde o verso 30; mas seguir sempre a direção e instrução do Espírito Santo.
Ainda que esteja num corpo carnal que enferma e morrerá, contudo vive pelo espírito e no Espírito.
Paulo começou este oitavo capítulo dizendo que já não há nenhuma condenação para os que são de Jesus, e que andam segundo o Espírito Santo, e agora ele afirmou nos versos 33 e 34, que por causa desta justificação pela graça, mediante a fé, ninguém pode sustentar qualquer tipo de acusação contra os escolhidos de Deus que prevaleça no juízo vindouro contra eles, porque foram justificados.
Já não há de fato nenhuma condenação eterna para os cristãos, e nem o próprio Deus os condenará, porque Cristo carregou sobre Si os pecados daqueles aos quais justificou.
E é Ele mesmo que intercede pelos santos à direita de Deus, para que continue operando eficazmente naqueles que foram transformados em Seus filhos, para que sejam santificados.
É por causa desta intercessão de Cristo que o cristão persevera, porque se fosse deixado entregue a si mesmo, não poderia prosseguir adiante por causa do pecado que ainda opera na carne.
De maneira que necessita do Espírito Santo e da intercessão de Cristo para que o pecado seja vencido, e seja capacitado com poder, para viver segundo o homem interior, no espírito, e não segundo a carne.
O nosso Grande Sumo Sacerdote, nosso Senhor Jesus Cristo, intercede por nós dia e noite e tem cumprido a promessa de estar conosco todos os dias até a consumação dos séculos, e é esta a razão de não desfalecermos no meio da nossa jornada rumo à nossa pátria celestial.
De tal ordem é a força deste poder operante da graça de Jesus no cristão que nada poderá separá-lo do Seu amor.
Nenhuma tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, espada poderão consegui-lo, porque o caráter desta união é indissolúvel; porque tem o mesmo caráter matrimonial.
A fé vence o mundo, e todas as coisas que se levantam contra o conhecimento de Deus, em Cristo. A fé que salvou o cristão é um dom de Deus, e sendo assim é algo indestrutível.
Ela não pode ser vencida por nenhuma tribulação, seja interna ou externa.
Nada do que sentimos ou sofremos poderá nos separar de Cristo se pertencemos de fato a Ele, por termos sido, justificados e regenerados.
Deus trabalhará em nós através de todas estas coisas que no presente nos parecem adversas, mas que no fundo estão contribuindo para o nosso bem, de maneira que sejamos aperfeiçoados em santificação e amor; o que nos fará experimentar graus cada vez maiores da plenitude que há em Cristo.
É portanto por meio de todas estas coisas que os cristãos são mais do que vencedores por meio do amor de Jesus.

Silvio Dutra

A Real Causa da Condenação Eterna

Se todas as almas humanas possuem aqui neste mundo a sua parcela de impurezas, por que então Jesus afirma que haverá almas condenadas eternamente enquanto outras serão salvas para estarem na glória para sempre com Ele?
Isto pode soar muito injusto, parcial e estranho para o entendimento comum. Afinal não somos todos impuros? Entretanto, a condenação não decorre meramente do fato de haver impurezas em nós neste mundo, mas de não desejarmos ser continuamente purificados para a vida de absoluta santidade do céu.
A salvação pela fé em Jesus se faz necessária para o livramento da condenação justamente em razão de sermos impuros. Pecadores necessitam de perdão. Justificação e purificação para que possam estar de pé diante de um Deus que é inteiramente santo e justo.
Como esta purificação da alma não pode ser realizada aparte da comunhão com Jesus Cristo, então subentende-se que a falta de fé nEle para ser o Salvador e Senhor de nossas vidas é a grande causa da nossa condenação.
Deus é amor e deseja que todos sejam salvos, todavia, a salvação não pode ser concedida fora das bases estabelecidas por Ele e que são necessárias para o perdão dos nossos pecados, para a nossa justificação, santificação e glorificação.
Tão grande é o Seu amor e misericórdia que nada demanda de nós senão apenas que nos arrependamos e confiemos em Cristo para operar a salvação da nossa alma da condição pecaminosa na qual se encontra.
Não é o nosso mero desejo de sermos purificados que nos salva porque é possível haver o desejo sem que haja a correspondente entrega do coração à conversão e à santificação que são operadas pelo Espírito Santo.
Mas sem que o desejemos, sem que o busquemos com todo o empenho, é certo que jamais poderemos encontrar a salvação que nos está sendo oferecida gratuitamente em Cristo Jesus; porque não somos salvos por nossos méritos, desejos, obras etc, senão somente pelo poder e méritos exclusivos de Cristo.
Daí Ele próprio afirmar:

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.” (Mateus 7.7,8)

Silvio Dutra

'NENHUMA CONDENAÇÃO HÁ'

De todas as coisas que eu já passei, é tão difícil Senhor,a gente ter que ouvir acusações do vil tentador.

Davi S Miranda

Médicos falsos costumam enganar a própria medicina; mas, não conseguem escapar da condenação do principal Médico -- Jesus Cristo.

Helgir Girodo

A espiritualidade da nova era caminha para a destruição e condenação, pois ignora o cristianismo, influenciado pelas forças místicas do islamismo e outras facções doutrinárias modernas.

Helgir Girodo

As pragas das religiões humanas têm conduzidas inumeráveis almas para a condenação, perdição e sofrimento eternos.

Helgir Girodo

Os pecados do homem o levará à sua própria tortura, sofrimento e condenação.

Helgir Girodo

Esta vida é tão breve! Não podemos ter a veleidade de emitir qualquer condenação sobre o amor.

Flória Emilia Sauda - Jostein Gaarder

Perseverança

Jesus não nos chamou somente
para nos livrar da condenação eterna
no fogo do inferno,
mas para efetuarmos conquistas
sobre o reino das trevas,
sobretudo resgatando almas
das garras do diabo.

Provamos para nós mesmos
que somos de fato pertencentes a Cristo
e participantes da Sua natureza divina,
por permanecermos firmes na fé
até ao fim da nossa jornada neste mundo.

É por isso que se diz que confirmamos
que somos de fato participantes
da vida ressurrecta de Cristo,
pelo Seu poder operante
em nossas vidas, todos os dias,
até o fim, e desde o início
da confiança que depositamos nEle
desde o dia da nossa conversão.

Quem é realmente
participante de Cristo,
persevera.

É por esta perseverança
que se comprova
a genuinidade da fé.

Mas, caso contrário,
a falta de evidências de santificação,
perseverança, boas obras,
obediência, que são conseqüências
da salvação,
não poderá dar a certeza
a qualquer que creia,
da segurança eterna
da sua salvação.
Porque para isto,
se demanda evidência.

É da vontade de Deus,
que se tenha esta certeza
e regozijo, por se andar
em santidade de vida.

Há uma tendência em nós
para dizer:
“eu passei da morte para a vida,
estou entre o limiar do meu batismo
e da minha ressurreição prometida,
já o tenho conquistado,
vou sentar, descansar e esperar.”.

Mas a vida cristã não é isto;
é uma caminhada,
no caminho da perseverança
e da santificação.

A vida cristã é uma carreira,
e não uma mera
expectativa contemplativa
do cumprimento da promessa
da esperança da glória do céu.

Não é bastante para o crente,
ter passado por uma experiência
gloriosa de justificação e regeneração
no passado;
é necessário crescer espiritualmente,
pela transformação do seu caráter,
e aprender a fazer a vontade de Deus.

É preciso experimentar,
que Jesus é competente
para remover minha corrupção
pelo despojamento da carne;
e me revestir de suas virtudes.

Isto é um programa para toda a vida;
não é algo para se obter em único dia
ou momento de nossa vida.

Silvio Dutra

SOMENTE PERDOAR PODE TRAZER A SALVAÇÃO, PORQUE A CONDENAÇÃO NÃO TRÁS A REMISSÃO COMO RESGATE - Almany Sol, 28/07/2013

Almany Sol

A soildao pode ser uma tremenda condenaçao ou um feito impressionante"

Flavio Gonçalves Filho

Olhe nos olhos de alguém que já não vê a vida, que vive o inferno da condenação sua própria consciência e verás o teu medo de viver refletido nos olhos de alguém que te fará querer vida.

Renata Cristine

Quando descobre-se dinheiro sujo deve-se a condenação, quando se lava o dinheiro sujo deve-se a repartição...

Cesar Jihad (Vulto Madhiba)