Conceito de Leitura

Cerca de 535 frases e pensamentos: Conceito de Leitura

Santo é aquele que sabe apreciar e separar tempo para a boa leitura de um livro, tornando-lhe menos ignorante e mais sensível à realidade.

Gil Nunes

Dispensei as palavras: ultimamente tenho me dedicado apenas à leitura corporal.

L. S. Dias

A verdadeira liberdade, encontramos na leitura de um bom livro que nos remete a lugares lindos e por vezes, distantes da realidade.

Gil Nunes

Tudo que não é confiável, até pode ser lido, todavia, não é digno de leitura.

Gil Nunes

Sempre sofri quase em silêncio. Escrevo, mas a leitura do que deixo para sempre marcado é baixinha ou silenciosa. Fica na mente, quem sabe na tua. Na minha está tudo tão marcado.

Marcella Prado

Por um mundo com mais leitura e menos alienação das nossas crianças.

Valdiclayton Pontes

É uma nação pobre aquela que não lê. A leitura faz parte do desenvolvimento intelectual dos cidadãos, e sem a leitura, ficamos mais alienados aos preceitos da mídia televisiva e suas inclusões de pensamentos coletivos, na maioria deturpados de senso moral.

Valdiclayton Pontes

A leitura é tão importante e útil ao nosso espírito, assim como a luz que nos livra da escuridão.

Adelmar marques marinho

“O livro é um transporte da alma; a leitura é uma fantástica viagem ao mundo da imaginação.”

Sebastião Barros Travassos

O ato da leitura é muito bom. Expande os horizontes, aumenta o vocabulário e nos torna mais flexíveis para argumentar.

Ninah Alves

O maior erro do ser humano é a preguiça para leitura, mal sabe ele que através da leitura se adquiri o maior bem q se pode ter ... O CONHECIMENTO. Esse é o único bem que ninguém pode tirar de voce, além disso ele te prepara para adversidades da vida!!

Alessandra V. Santos

Se entrelinhas não me compreendes, tenta uma leitura nas tabuinhas da tua ignorância.

Evan do carmo

Desconstruamos o velho para que o novo se apresente.

Desconstruo tudo que recebi seja por leitura, ensino verbal ou intuição análoga, para inferir, livre de dogmas e teorias preconcebidos, minha própria ideia de mundo, dos homens e de Deus.

Toda as formas de pensar estes universos são hoje heranças de povos tribais, contudo a maioria das pessoas prefere não buscar outra forma de enxergar a vida e o homem atual.

René Descartes, com o seu método incomum, ou Espinosa com a sua Ética quase infalível, Einstein com o seu Deus Cósmico, ou Nietzsche com o seu Eterno Retorno, Cristo com sua Lei Régia de amor ao próximo, ou Hitler com seu ódio racial, todo pensamento existente não me serve como base, exceto como algo a ser superado.

Depois de muita investigação constatei que todos eles foram importantes em seu tempo, e a seu modo, agora não nos servem mais, a não ser como algo a ser definitivamente descartado para se criar uma aurora mais vibrante e realista. Quem pode conceber algo realmente novo sem anula-los por completo?

Evan do carmo

Há um fenômeno em curso no planeta, as pessoas estão desenvolvendo o gosto pela leitura, falta apenas adotarem a cultura de comprar livros.

Evan do carmo

Incentivar a Leitura

O maior acontecimento de minha vida foi, sem sombra de dúvida, a biblioteca de meu pai". A frase impactante e, ao mesmo tempo, grandiosa, por tudo o que traz implícita, foi proferida pelo escritor argentino Jorge Luis Borges. Sua paixão pelos livros seguiu avassaladora até o final de sua vida, quando já estava cego e dependente de amigos ou familiares que liam para ele todos os dias. Borges sofria de um problema congênito na visão, proveniente de seus ascendentes paternos. Mesmo assim, isso não foi empecilho para que ele se tornasse um dos maiores escritores de todos os tempos, autor de preciosidades como "Ficções" e "O Aleph". Todavia, sua história poderia ter sido outra se, desde menino, não tivesse tido acesso ao maravilhoso e encantado mundo dos livros. Clássicos como "As mil e uma noites" ajudaram a fazer com que o menino tímido e retraído da Buenos Aires romântica do início do século 20 pudesse dar asas a uma imaginação já privilegiada, originando o escritor fenomenal em que se transformaria mais tarde. Mudemos, agora, de cenário. Brasil. Recife. No conto "Felicidade Clandestina", Clarice Lispector narra, de forma primorosa, o sofrimento de uma menina pobre cujo sonho era ler "Reinações de Narizinho", clássico de Monteiro Lobato. No final da narrativa, após ter conseguido seu tão desejado exemplar, a menina permanece abraçada ao livro, em êxtase, sem abri-lo por um bom tempo, tamanho é o seu respeito e admiração pelo tesouro recém-adquirido. Entre os grandes escritores, o que não faltam são histórias relatando o amor que devotavam aos livros, ao conhecimento, ao aprendizado... O que seria desses homens e mulheres das letras não fosse o contato precoce com a literatura? Teriam eles seguido rumos diferentes? Teriam se tornado os grandes mestres que conhecemos? Possivelmente, não. Daí a importância crucial de as escolas incentivarem a leitura e a familiarização dos estudantes com o espaço fantástico que são as bibliotecas. Cabe aos diretores e professores organizarem visitas das classes a esses centros do saber em suas escolas. A prática, com certeza, fará toda a diferença na vida das crianças e adolescentes. Para os mais novos, podem ser organizados leituras de histórias em rodas, com direito a interatividade e atividades que, já em sala de aula, complementem o trabalho iniciado na biblioteca. Quando o assunto é o estímulo à leitura, a criação de programas de incentivo é fundamental. Programas como o "Leia Mais" e campanhas como Tempo de Leitura são exemplos bem-sucedidos. Só o "Leia Mais" atendeu mais de 2 milhões de alunos do ensino médio com 3 milhões de livros de literatura. Foram investidos 20 milhões de reais com o envolvimento de 1.245 escritores e 1.934 títulos diferentes para a escolha das próprias escolas. Já a campanha "Tempo de Leitura" teve como palavra-chave o compartilhamento. Mais de 8,5 milhões de alunos do Brasil inteiro, de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental, levaram para casa uma das seis coleções compostas de cinco volumes do projeto "Literatura em Minha Casa", do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O PNBE está disponibilizando 30 títulos literários diferentes, contabilizando um total de 12,18 milhões de coleções. Livros de Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ângela Lago. Luís Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Oscar Wilde, Mark Twain, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e outros escritores e poetas nacionais e internacionais vão fazer parte da biblioteca particular dos alunos. Parafraseando Monteiro Lobato: um país se faz com homens e com livros. É assim que se constrói o futuro e se garante às novas gerações, uma sociedade e um mundo mais condizente com o sonho de todos os grandes escritores e poetas. O verdadeiro educador deve trabalhar em seus aprendizes o desenvolvimento desses valores. Este texto tem como objetivo ser um convite para que reflitamos sobre livros, bibliotecas, sonhos e o quanto eles podem ser fundamentais na vida de todos nós. E para salientar esse conceito, nada mais adequado do que lembrar um trecho do poema O Livro e a América, de Castro Alves: "Oh, Bendito o que semeia/Livros... livros à mão cheia.../E mando o povo pensar!/O livro caindo n alma/É gérmen que faz a palma,/É chuva que faz o mar".


Publicado no Jornal Vale Paraibano

Gabriel Chalita

Leitura: uma odisséia rumo à descoberta

É impressionante como o mar e a leitura estão ligados de forma indelével há milhares de anos. O escritor argentino Jorge Luis Borges - amante inveterado dos livros - dizia uma frase que sintetiza bem esse conceito: "Toda a literatura declina de Homero". A afirmação impactante do autor de Ficções expõe a importância do poeta grego, cujas obras Ilíada e Odisséia podem ser consideradas verdadeiros marcos da literatura ocidental. Ambos são belíssimos, mas, em Odisséia, Homero criou uma das mais belas e instigantes histórias já escritas e na qual o mar exerce um papel fundamental no desenvolvimento de seu enredo. Afinal, o que seria de Ulisses (ou Odisseu) sem o mar como pano de fundo para suas aventuras? Da mesma forma, Luís de Camões e Fernando Pessoa - para citar apenas dois ícones da literatura de língua portuguesa - muitas vezes fizeram uso da pena para versificar sobre o mar, sua grandiosidade, sua imponência, sua beleza e sua relevância crucial para o progresso da civilização (grandes descobrimentos, novas rotas de navegação, possibilidade de expansão econômica, comercial etc.) Por meio da História e da Literatura, percebemos que o mar sempre foi palco de grandes aventuras, conquistas e numerosos feitos heróicos da humanidade. Esse mesmo sentimento de descoberta, de desbravamento e de heroísmo presente no espírito dos grandes navegadores também se apodera de todos os personagens reais da vida quando se envolvem, se entregam e se deixam levar pela fascinante viagem proporcionada pela leitura. Quando nos tornamos leitores e passamos a apreciar e valorizar devidamente essa condição, percebemos o quão maravilhoso é poder desvendar o universo e cruzar suas fronteiras de forma ilimitada. Em outras palavras, ler é singrar os mares em direção à esplêndida aventura do conhecimento e do aprendizado. Temos nos livros uma espécie de bússola que nos orienta - piratas e vikings curiosos e sedentos de experiências diversas - na direção exata de um tesouro singular: o saber. Passaporte imprescindível para quem deseja realizar a verdadeira viagem da vida. Neste novo tempo em que o verbo "navegar" ganhou conotações cibernéticas devido às novas ferramentas tecnológicas que nos auxiliam na busca contínua do entretenimento e da informação (leia-se internet), é preciso deixar claro: nada substitui o prazer e os ganhos proporcionados pela leitura de um bom livro. Sem uma sólida formação cultural, acabamos por subutilizar tanto a rede mundial de computadores como todas as demais criações tecnológicas, recebendo suas informações de forma fragmentada e descontextualizada. A leitura nos fornece as condições necessárias para ampliarmos nossos horizontes ao infinito. Aumentamos nossa capacidade crítica, nosso poder de argumentação, de discernimento, de persuasão... Adquirimos a força, a coragem, o entusiasmo, o dinamismo e o espírito adequado para enfrentar as grande tempestades, turbulências e desafios da jornada. Os livros nos credenciam para empreender com sucesso as expedições mais variadas, traçando o rumo de nosso próprio destino com talento, sabedoria e confiança. Em seu poema O Livro e a América, o poeta brasileiro Castro Alves mescla com maestria a relação metafórica mais do que pertinente entre o livro e o mar. Uma visão magistral e que, certamente, irá nos inspirar para que prossigamos esta reflexão que apenas iniciamos : "Oh, Bendito o que semeia / Livros... livros à mão cheia... / E manda o povo pensar! / O livro caindo n'alma / É gérmen - que faz a palma, / É chuva - que faz o mar".


Publicado na Revista E - Sesc SP

Gabriel Chalita

Ler é seguir por longas viagens sem sair fisicamente do lugar!
A leitura permite que sejamos levados para quaisquer distâncias, em qualquer tempo, passado, presente ou futuro, pela nossa máquina chamada "imaginação". Fazemos viagens únicas e personalizadas, pois a leitura reflete a compreensão, única e exclusiva, de cada ser humano!

Alfredo Martini Júnior