Coleção pessoal de zacum

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" Ama-me por Amor somente "

Ama-me por amor somente.
Não digas: "Amo-a pelo seu olhar,
o seu sorriso, o modo de falar
honesto e brando. Amo-a porque se sente
minh'alma em comunhão constantemente
com a sua".

Porque pode mudar
isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
de tuas mãos enxuga, pois se em mim
secar, por teu conforto, esta vontade
de chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
me hás de querer por toda a eternidade.

Desconhecido

SONHO E AMOR

Sonho, a gente só se dá
conta dele depois que acorda,
depois que ele acabou...
E fica aquela vontade
na gente de sonhar
mais um pouquinho.
Existem pessoas
que são um sonho.
Um sonho pelo qual
a gente dormiria
a vida inteira.
Mas o destino vem
e nos acorda violentamente...
E nos leva
aquele sonho tão bom...
Existem pessoas
que são estrelas.
Doces luzes que enfeitam
e iluminam as noites
escuras de nossas vidas.
Mas vem o amanhecer
e nos rouba
com toda a sua claridade
aquela estrela tão linda.
Existem pessoas que são flores.
Belezas discretas
que alegram o nosso caminho.
Mas com o tempo, as flores murcham,
e nos enchem de saudade
de sua cor e de seu perfume.
Existem, finalmente,as pessoas
que são simplesmente amor.
Um amor doce como o mel de uma flor...
que desabrochou numa estrela
e que veio até nós num lindo sonho!
E ainda bem que são amor,
porque flores,
estrelas ou sonhos,
mais cedo ou mais tarde,
terminam...
mas o amor...
o amor não termina nunca...
Sonho e Amor

Deconhecido

À noite tarde, tarde noite,
Em transe de açoite
Naquele apartamento,
Eu te amei em tormento

Teus seios sob blusa carmesim
Pontudos me diziam sim;
Tua boca ávida, seca de prazer
Engoliu-me a ponto de jazer

Tuas gostosas coxas quentes
Enlaçavam-me em frementes
Amarras do trepar,
Já na iminência de gozar...

Arranquei tua calcinha, quinha
Senti a delícia de tua castanhinha
Quando em frenesi meu falo
Adentrou tuas entranhas em calo

Renasci e acalmei o teu desejo,
Que mesmo agora ainda vejo
E sinto o ardor, o sugar, o morder,
O mamar, o beijar, o penetrar, o foder...

Desconhecido

Como que se possível fosse...
Como se possível é
Assim te deixar louca
Rouca de desejos
Beijos.

Se a imaginação não existisse..
O coração não sentiria
O pulso não pulsaria
E os dedos, ávidos de desejos
Delineasse as curvas,
Os gestos, no teclado
Noite a dentro.

Vadios de nós...
Nos lençóis virtuais
Amar o não visto
Dos gemidos dados
Ouvidos ao longe
Oceanos a dentro.

E nós, desse jeito...
Sem jeito algum
Procurando um jeito de
Se conquistar
Conquistar-se.

E nós reinventando a roda.....
Nos beijos, desejos,
Vontades sem fim.
Como que se fosse possível
Matar todas as sedes
Desse nosso sentir.

Sexo Virtual?
Onde?

Desconhecido

De tanto desejos
Desejei...
Que foge a mim
O discernimento...
Neste momento, só sinto,
Só sou.
Que se dane as
Convenções...
As boas e más
Intenções.
Que brote em
Mim os desejos.
E os beijos
Que sejam dados,
Roubados,
De ti.
E o fogo tome
Conta de nós.
E os nós sejam
Atados, apertados,
Nos desejos,
Nos beijos,
De nós dois.
E seja,
Enfim.
Os desejos
Saciados.
Pois o que
Tenho de melhor
Hoje são os desejos,
Que sinto, que me
Permito ter.

Desconhecido

Viver não será mais preciso,
Quando o navegar me jogar no porto.
De que me adianta essas caravelas,
Se não sei pra onde vou!

Nenhum vento me ajudará...
Se não sei aonde ir...
Tanto faz...
Tanto fez...

Guardarei minhas velas...
Baixarei meus mastros.
Minhas galeras enfurnarão
Na anseada do meu desejo.

Mas por que não lutar?
Revoltar-me contra
O destino?

Desembainhar a espada,
Soltar a voz.
Içar a bandeira,
Atacar o teu porto.

Matar-te as saudades,
Afogar seus desejos.
Cobrar em dobro os beijos,
Escravizar-te de tesão.

Tornar-me senhor
Dos seus setes mares.
E reescrever o destino.
Transformar tudo em
Meu domínio.
Estabelecer a nossa paz.

E navegar será preciso.
Viver nem preciso seja.
Mas que seja mesmo assim.

Desconhecido

Como se tuas mãos não fossem duas
E o meu corpo apenas o universo
Nos teus olhos flutuam outras luas
E a tua pele permeia os meus versos

Fosse a tua bunda o meu descanso
E o meu falo te servisse de guarida
O guerreiro, de voraz, iria manso
Se renderia, entregaria a própria vida

Que se espera, então, de fêmea e macho
Senão o orgasmo profundo e infiel
De amar mais o outro que a si?

Se entre tuas coxas eu me encaixo
É o teu gozo, purgatório, inferno e céu
Imortalidade que podemos possuir

Desconhecido

Num impudor de estátua ou de vencida,
coxas abertas, sem defesa... nua
ante a minha vigília, a noite, e a lua,
ela, agora, descansa, adormecida.

Dos seus mamilos roxo-azuis, em ferida,
meu olhar desce aonde o sexo estua.
Choro... e porquê? Meu sonho, irreal, flutua
sobre funduras e confins da vida.

Minhas lágrimas caem-lhe nos peitos...
enquanto o luar a numba, inerte, gasta
da ternura feroz do meu amplexo.

Cantam-me as veias poemas nunca feitos...
e eu pouso a boca, religiosa e casta,
sobre a flor esmagada do seu sexo.

Desconhecido

Membro a pino
dia é macho
submarino
é entre coxas
teu mergulho
vício de ostras

II

O corpo é praia a boca é a nascente
e é na vulva que a areia é mais sedenta
poro a poro vou sendo o curso da água
da tua língua demasiada e lenta
dentes e unhas rebentam como pinhas
de carnívoras plantas te é meu ventre
abro-te as coxas e deixo-te crescer
duro e cheiroso como o aloendro.

Desconhecido

Você corria
e eu até
já me esquecia
da beleza de
um corpo de mulher
em movimento.

Sem haver tempo, espaço
ou qualquer
coisa dessas, vagas
você vagava
num interlúdio
num entreatto
e eu navegava.

Apenas havia
coxas, braços, seios
vários cabelos
e devaneios.

Pensei ter visto
areia, mar
e nuvens:
miragem
era só a passagem
do teu corpo
de um ponto a outro.

Você corria
e eu podia
recordar como é bonito
um corpo de mulher
em movimento
alheia a outros
alheia ao tempo.

Desconhecido

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A metade

Sinto tantos desejos estranhos
quando te vejo tão sensual
olhar no fundo de teus olhos castanhos
e te fazer feliz de modo sem igual....

acariciar-te por inteira
dizer-te bobagens ao ouvido
deitar-te numa esteira
e me sentir totalmente envolvido...

Pois teu cheiro me desperta o olfato...
tua voz me comanda de forma aberta...
quando sinto a tua pele macia, de fato...
é como ter achado a metade que me completa...

Desconhecido

Passo a passo, meu Caminho eu traço,
no meio de flores, fadas, duendes,
pássaros cantam, me encantam,
lindo é meu Caminho em busca da LUZ...

Te encontro no meio, e de pronto me seduz...
Te tenho a meu lado, caminhamos...juntos...
Não mais sozinho, me vejo mais feliz,
por te ver, por te ter...

Buscando minha LUZ te encontrei,
estrela minha que em mim agora brilha,
iluminando minha trilha, meus passos,
doces passos em meio a riachos e árvores...

Feliz vou seguindo, sorrindo...
Cantando com os pássaros...
Leves estão meus passos, marcam minha VIDA,
com alegria, com a emoção de te encontrar,
uma estrela para guiar meu coração,

Minha LUZ que me seduz.
VIDA...

Desconhecido

Olá mulher menina!
Onde você estava todo esse tempo?

Planejei, sonhei e projetei uma vida ao seu lado,
mas você não vinha.
Fiquei perdido sem saber para onde ir.
Sem você me desesperei, encontrei guarida em um coração
estranho e me escondi.
Fui aprisionado junto com meus sonhos,
minha vida e meus projetos.
Os grilhões do cativeiro me marcaram e feriram.
Sangrei, sofri, chorei.


Novamente andei por lugares estranhos.


Mas um dia afinal, lá estava você.
Onde nunca sonhei. Lhe encontrei.



Sim, é você
Minha mulher menina que sempre sonhei.

Não lhe porei grilhões, não lhe fecharei.
Sua boca não calarei e seus desejos saciarei;
Ao seu lado ficarei.
Ao meu lado ficará por sua vontade.



Uma só alma iremos ser de um par a se completar.





Minha mulher menina toma-me para si e vamos viver sem demora.
O tempo perdido já foi muito.
Quero agora ao seu lado ficar.
A felicidade está a nossa espera.
Eu estou a sua espera.
Vem comigo ficar.
Minha mulher menina.

Desconhecido

Alberto Monteiro Alves


Menina desperte... bom dia!

Longe já se vai o sol... diria

que em breve... a água mansa

de um riacho a cantar...

à sombra descansa...

esse desejo...

esse fogo a me queimar!

Venha buscar-me... querida...

de menina... de mulher... sentida!

Venha ensinar-me...

despida...

saborear a mais desejada fruta...

que a imaginação inventa...

neste infinito azul...

ao acordar...

e assistir mais um dia raiar!!!

Desconhecido

Será que a vida tão depressa rola
Nessa tela de computador?
Mistura à noite, mistura a dor...
De não sentir teu calor,
Misteriosamente chegar...
Para me amar?
Fico rolando na tela...
O pensamento,
Qual vela sem vento...
Perdido em pensamento...
Dos desejos que o prazer
Encheu momentos de querer...
Músicas, postais, vozes,
Tudo se confunde em anseios.
As fotos não mostram teus seios
Arfando cheios de desejos.
O tempo faz correr...
Nesta busca incessante...
O momento de teus olhos fitar,
Abrir a porta do interior inquietante,
Tua roupa tirar e fazer tocar
O mais lindo hino de amor.
Misturar no ar,
O perfume que vem de nosso interior
Fazer arder o incenso,
no fogo do desejo...
Ao sentir o calor do teu universo
Que vai de sonhos à imaginação
Uma escultura que antevejo,
Nessa minha virtual inspiração
Que sempre foge dessa tela exterior.

Desconhecido

Depois de tanta chuva,
o sol timidamente volta a aquecer as gotículas de orvalho
que dançam nas folhas e pétalas das flores dos jardins.

Uma lembrança, não, uma sensação percorre minhas entranhas.
Algo que não chega a incomodar mas lateja o tempo todo, não me deixando esquecer sua presença.

Largo tudo que estou fazendo.
Me imobilizo tentando "segurar" este movimento interno
que aos poucos vai tomando forma,
se firmando, até explodir como um pensamento,
como uma verdade subconsciente,
interiorizada que brota aos poucos...

Eu te descobri...Você existe...!!!
Depois de tantas caminhadas cansadas,
de tantas portas que se abriram e fecharam,
uma que demorei tanto a encontrar,
abriu-se e lá estava você... esperando-me...
convidando-me à entrar...

E ... que prazer, que delicia falar aos teus ouvidos: "...onde estavas ?
Porque demorastes tanto ?
Porque ficastes escondida tanto tempo da minha vida !? "

Desconhecido

Que culpa tenho Eu?

De comparar-te com uma estrela,
Se tens um brilho tão intenso...
Um olhar felino no corpo de uma sereia,
Juro! Só de te olhar já fico tenso...

Que culpa tenho Eu?

De confundir-te com a luz da lua,
Ou até mesmo com o azul do céu,
Se me és tão linda, tão pura!
E teu beijo é tão doce quanto o mel...

Que culpa tenho Eu?

De comparar-te com o mar de outono,
Ou até mesmo com o pôr do sol mais alucinante,
Se o meu amor por ti é tão infinito quanto...
Quero ser teu homem, teu amor, teu amante...

Que culpa tenho Eu?

De amar-te sem medida,
Se em ti, encontrei tudo que sempre quis,
Eu preciso encontrar uma saída,

Desconhecido

Amar com os olhos, sem nada poder dizer,
Juro! É castigo!
Algo que não combina comigo,
Desse amor não quero sofrer!

O amor tem que ser pra valer.
Ardente feito chama,
Pressupondo contato, cama,
Tudo que nos dê prazer!

É preciso portanto aproximação,
Toque de corpos...bocas...mãos...
Abraços...carinhos...beijos...

Olhar apenas não satisfaz,
Sempre queremos um pouco mais
Para saciar nossas "fomes", nossos desejos!

Desconhecido

Qual contas de um colar
Você se desfecha
Em uma cortina a cair
E esse manto se faz
Em um eterno e sublime reluzir.
Mas, no translúcido
Da gotinha congelada,
Uma explosão de cores se apresenta
Basta um tímido raio solar
Para que o arco íris
Em seu prismático fluir,
Surja enchendo o céu azul
De brilhos frutacores.
São partículas de vida
Como aquelas que penetram
Os corações apaixonados.
Que se deixam embriagar
Pelos beijos do ser amado
E se perdem em sonhos
Qual mundo da fantasia
Entre duendes, magos e princesas.
Mas como separar
Fantasia da realidade
Se mesmo no mais vã dos sonhos,
Nossa realidade é preemente.
É como aquele
Que se entrega ao primeiro amor.
Sonho buscá- lo
Sempre que necessário,
Pois é só nele
Que nossa alma
Repousa em paz!!!
No amor verdadeiro!!!

Desconhecido

Qual coisa é essa
que de modo sutil se apresenta,
dentro de mim começa
E todo o meu ser esquenta?

De repente, vai surgindo,
devagar, de forma lenta,
aos poucos vai me invadindo,
como o nascer da tormenta...

E a isso vou sucumbindo.
Meu coração não agüenta,
as forças me vão sumindo,
nesse amor aos cinqüenta.

Amor maduro, amor infindo,
que a tudo corrói, violenta,
O corpo vai consumindo
E o coração se arrebenta.

Mas, ainda assim é lindo...
Esse sentir que atormenta,
A vida vai ressurgindo,
Nesse meu amor aos cinqüenta!

Desconhecido
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