Coleção pessoal de vaumirtes

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Da árvore do silêncio pende seu fruto, a paz.

Arthur Schopenhauer

Há momentos infelizes em que a solidão e o silêncio se tornam meios de liberdade.

Paul Valéry

Se o que tens a dizer não é mais belo que o silêncio, então cala-te.

Pitágoras

Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo.

Oscar Wilde

As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.

Leonardo da Vinci

Você é o senhor do seu silêncio e escravo das suas palavras.

Pensamento Árabe

A Voz Do Silêncio -

Pior do que a voz que cala,
é um silêncio que fala.

Simples, rápido! E quanta força!

Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.

Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.

Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.

Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim.

É mil vezes preferível uma voz que diga coisas
que a gente não quer ouvir,
pois ao menos as palavras que são ditas
indicam uma tentativa de entendimento.

Cordas vocais em funcionamento
articulam argumentos,
expõem suas queixas, jogam limpo.
Já o silêncio arquiteta planos
que não são compartilhados.
Quando nada é dito, nada fica combinado.

Quantas vezes, numa discussão histérica,
ouvimos um dos dois gritar:
"Diz alguma coisa, mas não fica
aí parado me olhando!"

É o silêncio de um, mandando más notícias
para o desespero do outro.

É claro que há muitas situações
em que o silêncio é bem-vindo.
Para um cara que trabalha
com uma britadeira na rua,
o silêncio é um bálsamo.
Para a professora de uma creche,
o silêncio é um presente.
Para os seguranças de um show de rock,
o silêncio é um sonho.

Mesmo no amor,
quando a relação é sólida e madura,
o silêncio a dois não incomoda,
pois é o silêncio da paz.

O único silêncio que perturba,
é aquele que fala.

E fala alto.

É quando ninguém bate à nossa porta,
não há emails na caixa de entrada
não há recados na secretária eletrônica
e mesmo assim, você entende a mensagem.

Marta Medeiros

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

Artur da Távola

"Se, amar-te, pecado for,
pecador pra sempre serei..
Se não, oh! Deus me dizeis...
Pois quero morrer de amor.

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Do livro: Vaga-lumes que choram

Vaumirtes Freire o poeta do silêncio

"É impossível existir tanto amor e tanta felicidade, no entanto existe...E o que eu poso querer mais? Mas, se minha filha, mesmo que uma só vez pudesse chamar-me de papai e nem que depois voltasse ao seu silêncio, eu seria bem mais feliz. No entanto aprendi ser impossível exigir que uma flor fale para que possamos ser feliz, se só sua presença já é sufiente para isso. Talvez se a flor falasse, andasse, não seria tão bela, tão perfumada, não seria flor, nem os beija-flores felizes."
__________________________________________________
Fragmentos de um poemas do seu livro: O Diário de Déborah.
Acesse www.poetadosilencio.blogspot.com

Vaumirtes Freire O poeta do siLêncio.

O ANJO SEM ASAS
Autor: Vaumirtes Freire – O Poeta do Silêncio
( 23/04/2007 )

Deus enviou à terra, assim como muito outros, um de seus anjos mais amados, porém a este não entregou suas asas. Ele teria que consegui-las sozinhas durante sua missão terrena, depois
voltaria ao céu.
Na terra o anjo cresceu n uma família feliz e desde pequeno já sorria quando olhava o vôo dos pássaros no infinito. Aos poucos foi construindo um mundo de paz e de sonhos e foi assim que começou a confeccionar as suas asas para voar. Eram asas de metais e sempre que queria conversar com seu Pai Celestial saía voando com suas asas mecânicas sobre os rios, cidades, serras e oceanos.
Era tão grande o seu amor pelo vôo que Deus resolveu colocar em seus olhos dois pedaços azuis do céu. Ele vivia no seu dia a dia a fazer amigos, distribuindo bondade e sorriso por onde passava e aos poucos se tornava bastante querido por todos que o conheciam, mas o que mais gostava era de voar, voar bem alto todos os dias...e por enquanto voava com suas asas de metal.
Ao cumprir sua missão aqui na terra, ele não sabia que a cada bondade sua Deus colocava uma pena a mais na confecção de seu par de asas. E como não sabia deste critério, ele mesmo fabricava suas asas mecânica cada vez mais modernas a ponto de um dia, quem sabe levá-la de volta ao céu- pensava.
Durante seus vôos ele fazia favores para amigos, parentes e até simplesmente para pessoas que apenas conhecia pelo caminho. Tinha o dom de fazer amigos e era isso que, sem que ele soubesse, acelerava mais ainda a fabricação de suas próprias asas.
O tempo passou e numa manhã, quando faltava somente uma pena para que Deus terminasse de confeccionar as asas e colocá-las em seu anjo, este voava debaixo de um temporal que caiu de repente sobre a bela cidade que ele tanto amou e tanto admirou em seus passeios alados.
A chuva tornava difícil o vôo, mesmo assim ele estava seguro, pois sabia que era anjo, no entanto, levava consigo sua alma gêmea, aquela a quem mais amou e que escolheu para ser a mãe de seus três maiores tesouros, então, esquecendo de si mesmo, fez de tudo para salvá-la e não abandonou um só momento sua outra metade.
Esta grande prova de amor por parte do anjo foi suficiente para que Deus terminasse de confeccionar suas asas, que de imediato surgiram nas suas costas segundos antes da ultraleve chocar-se contra a parede de um edifício.
Ninguém viu, mas ainda deu tempo do anjo abandonar seu corpo já sem vida e proteger com suas asas aquela a quem mais amou e continuará amando na eternidade.
Assustado ele a viu desmaiada em seus braços, quando policiais chegavam para socorrê-la, mas Deus o conformou: Calma, ela apenas dorme. Veja você conseguiu suas asas ao doar sua própria vida para salvá-la. Cumpriu pois sua missão e já pode voltar. Mas sei do seu pensamento e vou lhe conceder um pedido, completou Deus sorrindo.
- Deixe-me continuar ao lado de minha família, falou.
E Deus concedeu o seu pedido, porém, o tornou invisível como todos os outros anjos da guarda.
Hoje, Maurocélio, não voa mais no seu ultraleve, pois agora tem suas próprias asas. Não o vemos mais, mas com certeza está voando em silêncio por aí, protegendo a todos aqueles
a quem continuará amando eternamente.
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Crônica escrita por Vaumirtes Freire, o poeta do silêncio, In memória de Maurocélio, um anjo sem asas que voava entre nós, e que numa manhã chuvosa tornou-se invisível para continuar sua missão de anjo da guarda. Durante sua vida terrena nunca quis os holofotes dos palcos, nem os aplausos dos amigos a quem tanto serviu, viveu sempre nos bastidores, invisível como um anjo, a plantar sementes de bondade e conquistar amigos, que se fizeram presentes às centenas no instante em que ele finalmente recebeu suas asas para voar como sonhou um dia...
* Maurocélio partiu para a vida eterna em abril de 2007 após uma queda de ultraleve quando passeava sobre os céus de Sobral,ce numa tarde chuvosa com sua esposa, que sobreviveu a queda, graças a atitude do seu anjo sem asas.

Vaumirtes Freire O Poeta do Silêncio

NO SILÊNCIO DE MINHAS INSÔNIAS.

O que faço por Debinha não é o que deixo
de fazer por Barbarah, mas sim, o que não posso fazer
por ela é o que faço por sua irmã.

Nunca pensei que fosse escrever sobre isso, mas já previa que estava chegando o dia.

Quinta-feira, 03 de abril de 2008

Ultimamente Debinha está com o hábito de acordar de madrugada, ou melhor, antes das 3horas. Algumas vezes tendo acordado antes das 2h. Deborah quer apenas que fique com ela em seu berço, pois em seguida volta a dormir, mas se eu ameaço sair, chora e resolvo ficar ali, muitas das vezes acordado em silêncio a cantarolar baixinho, canções de ninar para fazê-la dormir.
Quando ela não acorda, mesmo assim não consigo dormir a noite por completo, várias vezes acordo pensando que ela está me chamando...e assim, talvez por esta ansiedade, vivo meu período de insônia, coisa que nunca havia tido na minha vida.
Quando alguém falava nesta palavra, eu não acreditava que ela pudesse existir, porém agora as madrugada fazem parte de minha vida.
Nesta semana, na quinta-feira, 02 , acordei por volta de 1h15 e não consegui mais dormir, era como se a cada segundo eu iria ouvir Debinha me chamando e aquela ansiedade e certeza me impedia de dormir, pois qualquer ruído eu achava que fosse ela acordando. Se o barulho de um carro rasgava a madrugada eu me assustava com medo de que ela fosse acordar, então eu não conseguia dormir.
No silêncio da noite que agonizava lá fora no frio da noite que também chorava, ouvi todos os meus pensamentos gritarem de uma só vez: Deus por que Debinha não fala comigo? Acho que a minha insônia é essa ansiedade que me atormenta. Ou melhor, essa esperança que me alimenta a cada dia. Não sei. Ninguém acredita nos poetas, nem mesmo outro poeta, por isso acho que a madrugada é o melhor momento para falar com Deus, para ouvir nossos pensamentos.
E nesta madruga um pensamento me veio à lembrança, acho que isso foi um dos motivos de minha insônia nesta madrugada.
Às vezes certos comentários me deixam triste e um desses aconteceu com Barbarah. Estávamos almoçando quando ela nos falou: Paínho, uma mulher não vou citar nome) falou assim: Olha, teu pai só escreve sobre tua irmã e nunca pra ti.”
Aquilo me machucou bastante, pois se não fosse o carinho e a dedicação que Suelane eu temos para com a Barbarah, realmente aquele comentário teria lhe machucado bastante.
Depois a chamei para o quarto e falei muitas coisas sobre aquele comentário:
- Filha, eu queria muito fazer com a Deborah o que faço com você: como andar de bicicleta, brincar na Internet, jogar vídeo game, correr pela chuva, jogar xadrez, ou até mesmo pescar no rio no final de semana, ir pegá-la na escola. Como eu queria também ficar torcendo por ela durante as partidas de voley e mesmo que ficasse sentadinha no banco de reserva todas às vezes, lhe confesso que seria feliz do mesmo jeito. Como eu queria fazer com a Debinha o que faço com você: Ir com ela comprar livros, jogos interativos e sair pelas lojas, camelôs comprando vídeos de filmes, e mesmo que tivesse que comprar outra vez toda a coleção da Barbie eu não iria me aborrecer.
Paínho, o papai queria poder fazer com Debinha apenas dez por cento do que faz com você e isso já seria suficiente, mas como nada disso posso, resta-me apenas sonhar nos meus poemas, e se eu os divulgo é porque sinto que faz bem a alguém, não porque eu goste mais dela do que de você, pois eu não posso dimensionar o amor que tenho por vocês quando só me resta o infinito como medida e não sei quantos universos são preciso para medir eterno amor.
O que faço com Debinha não é o que deixo de fazer por você, e sim o que não posso fazer por ela. Sei que me entende, mas preciso dizer tudo isso e publicar, pois a mesma observação fazem a mim, algumas pessoas.
Barbinha é incrível, apenas segurou minha cabeça e me deu um beijo na testa: Se preocupe não, painho, eu nem liguei. Te amo. Disse, e ao sair ainda se virou para me enviar outro beijo, o que sempre faz quando me olha.
Mas o coração de poeta é de água, talvez seja por isso que é fácil molhar os olhos por tudo ou por quase nada. .. e naquela madrugada, talvez eu tenha colocado o meu coração de água toda pra fora tamanha a dor que sentia...Até onde aquela mulher estava certa? Mas lembrando do beijo e das palavras tão meigas da Barbarah eu chegava a sorrir e molhava os lábios de lágrimas, acho que era assim que meu coração de água voltava outra vez para o meu peito...e acabei cochilando e acordei minutos depois para cobrir a Barbinha com o lençol, pois o frio havia se refugiado ali também com medo da chuva que chorava lá fora.
_ Painho, eu sonhei que você me cobria com a folha de um livro, como se fosse um lençol. - Barbarah falou quando lhe acordei para ir para o colégio, coisa que eu queria muito fazer com Deborah e sei que nunca vai ser possível, então só me resta escrever ...e sonhar, mesmo acordado no silêncio de minhas insônias.
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* Deborah, 15 anos, permanece todo este tempo em silêncio a me olhar aPAIxonadamente, parece até que consegue ler meus pensamentos. Eu, no sonho de um dia vê-la tagarelando ao meu lado e lendo minhas poesias, passei a escrever o seu diário que depois o transformei num livro. Esta é um dos poemas.

Transcrito do livro : O Diário de Déborah
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Vaumirtes Freire o poeta do silêncio
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