Coleção pessoal de stefaniagostini

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Seu grande defeito era esperar e acreditar demais nas pessoas. Mas os ditos seres racionais sempre lhe foram ingratos.Com isso ela machucava seu coração, mas nem sentia, até aquilo chegar a um ponto "inaguentável" então ela entrava no seu mundinho particular se fechava pra tudo, e o seu pobre coração transbordava de tristeza.
E aquelas mesmas pessoas em quem ela sempre acreditou e confiou, simplesmente lhe viram as costas...
Então ela se foi, por amar demais...

Stéfani Agostini

Nós dois tão perto...
Nossas mãos tão perto...
Mas elas tinham medo de se encontrar...Seria medo?Vergonha?
Meus dedos gélidos precisavam de carinho, e algo que os aquecesse...
Não era uma mão boba, jamais, era uma mão que sabia muito bem o que queria...
Ela te queria, assim, por inteiro...

Stéfani Agostini

E ela sempre se iludia, esperava demais dos outros, por mais que não quisesse isso sempre acontecia, pois ela tinha medo de que quando encontrasse a pessoa certa não se iludisse e então perderia o melhor do amor...

Stéfani Agostini

Se não for pra me amar enlouquecidamente, fazer o coração sair pela boca, as pernas tremerem como galhos na ventania e fazer as borboletas no estômago ficarem malucas, nem me procure...

Stéfani Agostini

Sempre tive cara de poucos amigos; e é verdade. Eles são poucos mas bons...

Stéfani Agostini

Sim, ele tinha superpoderes, com um beijo a fez voltar a sorrir e cantar...

Stéfani Agostini

E é impressionante como a poesia consegue te tirar do ócio e da letargia dos dias de hoje, ela te faz abrir a janela e agradecer a deus por ouvir os pássaros cantando mais uma vez, talvez a ultima!

Stéfani Agostini

O coração de uma mulher é um labirinto cheio de sutilezas que desafia a mente grosseira do homem trapaceiro. Para realmente possuir uma mulher , é preciso pensar como ela, a primeira coisa a fazer é ganhar sua alma. O resto, o doce e fofo embrulho que nos faz perder os sentidos e a virtude. Vem por acréscimo.

Carlos Luis Zafon

Confortável Exílio

Em meio a minha covardia,
Fiz de ilusões moradia,
Pra fugir da dura realidade.
Sou nada mais que um animal indefeso,
Preso aos meus meros instintos,
E a discursos sucintos...
Me escondi em uma redoma,
Temendo os horríveis sintomas,
De um mundo que padece.
Criei uma armadura,
De temível criatura,
Para enfrentar os meus medos...
Permaneci camuflada,
Fingindo ter sido criada,
Com o mesmo cinismo de outrem...
Por fim cansada e aflita,
Com minhas forças já finitas,
Entreguei-me a solidão,
Ela nunca me foi falsa,
Nunca foi uma omissão.
Agora vivo em meu mundo,
Pacato, porém fecundo,
Nele os sonhos brotam sem medo...

Me perdoem a inconveniência,
Mas o mundo não merece complacência,
Prefiro o ostracismo...

Stéfani Agostini

Cartas de uma Julieta Comtenporânea

Ah doce Romeu, não sabes como é triste o meu penar, jurei aos céus nunca mais me apaixonar pelo que quer que seja, mas tu doce Romeu me fazes quebrar tão tolas promessas. E agora eis me aqui, tão boba, tão tola, tão tua. Tão melancólica, dramática, apaixonada, deitada aos teus pés como o mais fiel dos cães.
Meus sentimentos podem se parecer ingênuos e pueris, mas te juro que são os mais sinceros que já tiveram para contigo. Despojo-me das meras formalidades e me entrego novamente nos braços do sádico e maquiavélico amor. Mas não tenho mais amor pela vida, e em ti o depositei. Meu amor é profundo e não conhece fronteiras.
Os poucos momentos que passei ao teu lado foram eternos, e somente o anseio do reencontro ainda mantêm em mim a vontade de viver. Cada segundo que tuas mãos permanecem unidas as minhas num ato ilícito de amor, elevo a Deus uma prece com todas as forças que ainda restam em meu ser para que não me deixes, fiques comigo e compartilharei contigo os últimos resquícios de vida que ainda me restam, prometendo te fazer mais feliz do que jamais fostes.
Teus olhos são poços sem fundo, repletos de encantamentos, e mesmo sem dizer-me uma palavra teus olhos revelam-me todas elas. Ah, e teus sorrisos maliciosos, me escondem segredos maiores do que o da própria morte.
Serei a mais feliz de todas as donzelas quando os teus braços forem os meus braços, quando as minhas forem as tuas pernas, quando as nossas bocas forem só uma, e quando os nossos corpos, de tal maneira unidos, se confundam e fundam um no outro.
Meu doce Romeu, aqui te juro, e prometo cumpri-lo, que se me deixares, degustarei com deleite o pior veneno já inventado. Sorverei a indiferença, que correrá por minhas veias como um soro, esconder-me-ei do carrasco que é o amor, vestir-me-ei do mais negro dos lutos, o luto da solidão.
É assim que te amo, apaixonadamente, com todas as minhas forças, é assim que te sonho, sempre ao meu lado, para nunca te perder... Trago-te à flor da pele para não sufocar com a tua ausência, é assim que saboreio cada segundo, cada momento que a emoção me faz sentir...
Sonha comigo meu doce Romeu... Sinta o calor deste beijo que te mando, que a tranqüilidade se aninhe em seu peito...
Da sempre sua: Julieta...

Stéfani Agostini

Alguns dias valem a pena por apenas alguns segundos deles...

Stéfani Agostini

Escrever é...

Escrever é...
Escrever é conceber um filho,
É transpirar alma, verter sentimento,
Chorar poesia, e sorrir sofrimento.
Escrever é simular vida,
Respirar solidão, e colher melodia,
É distrair a alma,
E ousar a ousadia.
Escrever é revelar quem somos,
É delirar ilusões,
E solidarizar solidão.
Escrever nada mais é que o orgasmo da mente
E o gozo da alma.

Escrever é... Escrever é conceber um filho É transpirar alma verter sentimento Chorar poesia e sorri

Desisti de tocar instrumentos, para aprender a tocar almas...

Stéfani Agostini

Paixão Mortal

O que é vida?
Senão o pavor de um suicida,
Uma estrada curta, sem saída,
Uma longa despedida,
Uma caprichosa ilusão?
Por isso amo a morte,
A minha única sorte,
Nesse mundo tolo e vão.
Ela será companhia,
Por toda eternidade,
Minha mais doce fatalidade,
Triunfal solenidade.
E quando os vermes se apoderarem de meu corpo,
Assim feliz descansarei,
Deitarei nos braços da morte,
Relembrando as tênues memórias,
Da vida que eu deixei...

Stéfani Agostini

Nenhum homem que tenha vivido conhece mais sobre a vida depois da morte que eu ou você. Toda religião simplesmente desenvolveu-se com base no medo, ganância, imaginação e poesia.

Edgar Allan Poe

A morte, por si só, é uma piada pronta.
Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada,
está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem,
precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no
carro e no meio da tarde morre. Como assim?
E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia:
MORRER!!!
A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio
estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve
lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física,
quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para
estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer
da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora
de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway,
numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,
sem ter dançado com a garota mais linda,
sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e
penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas,
a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce,
caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina,
começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte
costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.
Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o
sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não
acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase
nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão,
desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!!!

Pedro Bial

O homem não tem poder sobre nada enquanto tem medo da morte. E quem não tem medo da morte possui tudo.

Léon Tolstoi

Quem não tem medo da vida também não tem medo da morte.

Arthur Schopenhauer

Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte.

Sigmund Freud

Ora, mas que pergunta é essa? Se pareces um pateta? É claro que sim. É o preço a ser pago pelo amor. Patetice aguda. E não há remédio que cure...

Stéfani Agostini
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