Coleção pessoal de Sofiamel
As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.
Arnaldo JaborMostrando postagens com marcador Clarissa Corrêa. Mostrar todas as postagens Mostrando postagens com marcador Clarissa Corrêa. Mostrar todas as postagensquinta-feira, 19 de novembro de 2009
Maria esta no ar.
“Desocupar é a ordem. Desocupar, também, do meu coração. Cansa dar bola e se importar com gente que não está nem aí. O problema é que não mudo nunca: me ocupo de todo mundo. É por isso que sempre falta espaço aqui dentro, até mesmo pra mim. Ainda bem que o-dia-de-Maria tá funcionando com papéis, roupas e tudo mais. Um dia viro a-Maria-dos-sentimentos.”
(Clarissa Corrêa)
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Bombardeio.
"Me sinto, frequentemente, bombardeada por um mundo que não sei se suporto. Excessos e faltas. Sou movida por eles, por sentimento, sonho e lágrima. Tem gente que não entende meu estilo de ser e me doar. Para esses, eu digo que não vou desistir. Vou continuar, preciso continuar. Mesmo que o caminho seja cheio de lama, mesmo que pessoas-monstro apareçam: eu vou fechar os olhos e acreditar num mundo mais bonito. Eu vou abrir os olhos e viver um mundo mais bonito. Eu vou manter meus olhos na tela, meus dedos no coração e fazer do seu mundo um lugar mais bonito. Ah, eu vou!"
(Clarissa Corrêa)
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Tem alguém aí?
Hoje lembrei de uma amiga. Pessoa especial, com um coração cheio de espaços vazios, não por falta de amor, mas por excesso de discernimento. Ela sempre soube exatamente o que valia ou não a pena. E eu sempre pensei assim: um dia vou aprender. Lembro que ela ouvia tudo o que eu tinha pra dizer e, olha, eu dizia muita coisa. Me repetia, mesmo filme, mesmas falas. E ela nunca me deu um pause - muito menos um stop.
Era uma época em que eu me dava muito e recebia pouco (ou seria nada?). Hoje, lendo relatos e ouvindo histórias, me dou conta que a gente insiste muitas vezes no mesmo ponto. Quem sabe assim o desejo não vira uma verdade? Uma forma ingênua de esfregar na cara do mundo o que existe dentro do coração. Incertezas, dúvidas, amores vazios. Eu precisava encher alguns amores. É que tem gente que precisa desesperadamente de emoção pra viver. Por isso, inventei uns amores pra mim. E digo isso sem a menor vergonha ou pudor. Eu queria e precisava de uma vida mais bonita. E, não sei se você sabe, a vida da gente só fica completa com um amor. Eu, por me sentir tão incompleta e por pensar tem-tanta-gente-ruim-se-dando-bem-e-eu-aqui-legalzinha-da-silva-só-quebro-a-cara, decidi por conta própria criar um mundo perfeito.
É muito fácil inventar uma história de amor, basta ter um suposto par. Você conhece uma pessoa, se encanta, constrói coisas e passa a acreditar naquilo. Tudo o que é dito é interpretado da sua maneira. Tudo o que é vivido é sentido pelo seu ponto de vista. Então, tudo fica lindo. Até que você percebe que viveu tudo sozinha. E volta pro início, repassa os acontecimentos e se dá conta de que foi ilusão. A ilusão tira o sossego da gente. "Nada vale a minha paz", não sei quem disse essa frase, mas acho ótima.
Com a maturidade, percebi que se alguém gosta de mim alguém gosta de mim. A regra é clara, a frase é tão simples que até parece mentira. Como poder ser tão simples? Sendo. O amor não é complicado para surgir, ele só é complicado de manter. Nada fica na mão de um só, porque o amor é feito de dois. E essa é uma importante parte: ninguém ama sozinho. Você não pode levar um relacionamento nas costas. Você não pode carregar sozinha uma relação, ainda mais se for inventada.
Um dia a gente cansa de contar amores. Ainda mais pra mim, que sou péssima em matemática. Uma hora também cansamos de inventar amores. Mesmo pra mim, que gosto de criar tantas coisas. Hoje lembrei da minha amiga. Falei com ela e, apesar de ter namorado, anda se sentindo sozinha. Me peguei pensando em como deve ser difícil ter um amor real e sentir uma solidão real.
Em um relacionamento, é importante cada um ter o seu espaço. Individualidade, peça indispensável no guarda-roupa. Só é preciso um certo cuidado pra que ela não traga um acessório indesejado e monte um look egoísta (sim, até a individualidade tem limite. Quando passa do ponto vira egoísmo puro). Gosto da solidão desejada, não da que faz doer. E vi que muita gente se sente só em um relacionamento, o que acho péssimo. É claro que ninguém precisa estar colado o tempo todo. Se a gente precisa de oxigênio pra viver, uma relação também precisa. É bom dar uma ventilada no ambiente, abrir janelas, deixar o sol entrar, fazer a energia circular. Mas sem tirar os olhos da outra pessoa. Porque quem ama sempre presta atenção no outro.
(Clarissa Corrêa)
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Me dê motivos.
A gente sempre precisa de um motivo, seja para culpar alguém ou para as nossas próprias desculpas urgentes. Amanhã eu dou aquele telefonema que há horas estou adiando, segunda vou ver os horários na academia, no próximo mês visito um parente que mora distante, no final de semana faço as pazes com minha mãe, na próxima vida aprendo a ser mais generosa, quando eu juntar dinheiro visito Paris, quando eu ganhar na Megasenaacumulada eu dou um dinheirinho para o asilo e o orfanato, quando eu tiver tempo faço um trabalho voluntário, quando eu ficar grávida paro de fumar, quando eu crescer não peço mais colo para minha avó, quem sabe outro dia eu lavo a louça? Ei, a vida está acontecendo aqui e agora e isso não é o programa que dava na televisão há anos atrás, com Gil Gomes e suas tragédias cotidianas (por onde ele anda, está no Uruguai com o Belchior?).
Minha vida não é quando, mas como. Não dá para adiar, é preciso viver. E o viver, leia bem, é de coração lotado, abarrotado, explodindo de sentimento, de gente, de tudo. Porque não adianta viver fajutamente, paraguaiamente, fingidamente. Tem que viver completo, se dando, doando, mesmo que ninguém mais acredite em você, mesmo que te achem louca por pensar que existe gente com coração puro e intenção franca no mundo. Mesmo que nenhuma pessoinha bote fé, por favor, bote a fé você. Sei que é estranho, mas se eu gosto de você eu gosto de você, não importa se te conheço há anos ou minutos. E se eu gosto de você, seja decente comigo, tenha honestidade na cara. E se você não gostar de mim, não venha pra cá fingir que tudo está bem. Mas se você for com a minha cara, me trate bem, porque eu sou sensível e trato todo mundo direito. Só não me peça pra puxar o saco, não tenho estômago pra isso. Entenda minha mania (que quem não me conhece direito pensa que é delírio): pessoas que eu gosto coloco num canto lá dentro, com direito a cobertor e chocolate quente. No meu coração tem muita gente, posso não falar com os habitantes todos os dias, posso ficar meses sem aparecer, mas eles sempre estão lá. Ei, galerinha, se vocês sentirem fome é só avisar que chamo uma pizza!
Não vou negar que uso muito o quando-se-quando-se, é um vício. Pouco a pouco, tento me livrar. Existe um velho ditado que diz "Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". É antigo, mas certas coisas nunca saem de moda. Se você ficar com vergonha de usar, coloca um acessório bacana, pega uma bolsa bonita, um óculos enorme e vai sacudir essa saia na rua. Por favor, viva a sua vida intensa e verdadeiramente hoje, agora.
E já que tudo precisa de um motivo, o meu é esse: adeus, autodesculpas, não quero mais saber de vocês!
(Clarissa Corrêa)
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Memórias perdidas.
Achei coisas perdidas. E se achei, perdidas não mais estão. Volta e meia acho um papel solto, um pedacinho de folha rasgada, frases em caderninhos e cadernetas. Quer me ver feliz? Então me dê caderninhos, bloquinhos, frufruzinhos e canetas. Sou tarada por essas coisiquinhas. Escrevo por tudo e vou largando por aí. Mas eu encontrei um pedacinho de papel que dizia assim "não sei lidar com isso agora, não me peça para tentar". Não lembro quando nem como nem o motivo, mas a letra me pertence e o papel parece ser meio antiguinho.
Isso me fez pensar em tentativa e erro. É tentando que a gente acerta, é errando que uma hora se chega no lugar que queria. Tem coisa mais auto-ajuda que isso? Mas é a mais insana verdade, o que me leva a crer que a vida é a soma de frases de auto-ajuda. Quando alguém está mal a gente se pega dizendo calma-tudo-vai-melhorar. Quando passamos por um problema tudo-vai-dar-certo. Quando queremos muito uma coisa, por mais que a gente não pertença a nenhuma religião, lá estamos nós de terço na mão e oração na boca. Somos contraditórios.
Se nem eu consigo entender o que é meu, não vou pedir para que você entenda. Se volta e meia não consigo lidar com meus sentimentos, não vou exigir que você lide. Não quero ser ingrata e colocar no seu colo o que me pertence. Inclusive a minha imaginação, que é poderosa. Por isso, de fininho, me retiro do ambiente. E vou pro canto pensar nas coisas que eu preciso lidar, mas esqueci de lembrar.
(Clarissa Corrêa)
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Um dia frio.
Senti tristeza. Vi que as pessoas morrem de medo dela. Eu não tenho, às vezes até gosto. A tristeza é carente, precisa de ajuda. Ela chega enfiando o pé na porta, agitada. Ela vem de mansinho, camuflada. Nunca se sabe a hora, forma ou dia. Mas é certo que uma hora ela aparece, mesmo que a gente insista em fugir dela.
A danada nos acha, não adianta buscar esconderijo. Fico admirada com a falta de educação. Muita gente nem dá bola para a coitada, mal cumprimenta, a educação vai pro beleléu, a boa vontade não consegue entrar por nenhum lugar. Procuro tratar ela bem, fico com pena. Sempre me sensibilizei demais com as pessoas, com a tristeza não seria diferente.
Já tratei bem quem me fez mal, já maltratei quem me queria bem. Os dias passam, a gente abre os olhos e entende que deve aprender a pedir desculpas, tem que saber perdoar. Não adianta levar rancor no peito, não vale a pena tirar a cor da alma. Acumulando mágoas e somando decepções a gente acaba descolorindo a alma. Gosto muito de cores, quero a minha com vida. Imagino que você também queira. É preciso aprender a relevar, rebolar, deixar pra lá.
Já fui muito extremista, tudo precisava ser do meu jeito. Só abraçava a coitada da tristeza quando queria. E de vez em quando o que eu queria, na verdade, era algo em troca. Mas mesmo não querendo, acredite em mim, a tristeza sempre nos dá, ensina. Ela até reanima, porque depois que passa deixa um gosto bom. Não que eu sinta falta dela, não sinto. Não quero ela perto de mim, juro. Mas eu sei que a gente precisa aprender a conviver com ela. É mais fácil, melhor assim.
Em alguns dias dói. A tristeza puxa os cabelos, arranha a cara, machuca dentro. E a gente não tem mais nada pra fazer a não ser dizer que tá tudo bem. Porque vai passar, passa. Só que antes de passar maltrata. E, entenda, a pior dor é aquela que ninguém vê. Só ela, a tristeza.
(Clarissa Corrêa)
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Um mais um.
Sempre me achei diferente de todos. Não, eu não me sentia mais especial que o resto da humanidade. Me sinto diferente porque sempre senti diferente. Falo de intensidade e sensibilidade. Sofri um muito, aprendi em dobro. Descobri que a gente nunca deve insistir em quem só aprendeu a subtrair.
A soma sempre me atraiu. E vamos combinar: é bem mais fácil somar que diminuir. Para diminuir eu conto nos dedos. Para somar também, é verdade. Mas na hora de somar nada falta. Posso pegar os meus 20 dedos, objetos, dedos imaginários e até mesmo o do vizinho. Para subtrair, nananinanana. Tenho que me virar nos 30, ou melhor, nos 20. E se ficar faltando, o problema é todo meu. Por isso prefiro somar. Já viu que todas as coisas boas chegam em pares?
Meias, por exemplo. São duas. Pijamas precisam da parte de cima e de baixo. Tênis. Scarpins. Sandálias. Botas. Cremes. São sempre muitos, soma infinita. Shampoos. Maquiagens. Plural. Mais de um. Soma. Mais. Cartões. Canetas. Bloquinhos. Caderninhos. Bolsas. Calcinhas. Blusas. Calças. Saias. Amigos. Pais. Bichos. Almofadas. Tudo é somado.
Alguém disse que uma pessoa precisa de outra para ser feliz. Um dia acreditei cegamente nisso. Precisa. Hoje, distante da solidão dolorida e insucessos amorosos constantes, que somavam e se multiplicavam, eu digo que não acredito mais. Uma pessoa não precisa de outra para ser feliz. Porque uma pessoa precisa, isso sim, descobrir a felicidade sozinha. (Saber tudo o que gosta e o que pode ser descartado. Isso a gente só aprende sozinho. E isso ninguém pode nos tirar.) Precisa curtir momentos a sós, com os amigos, com outras bocas, com diferentes rostos. Todo mundo precisa disso. Precisa conhecer e sentir toda a liberdade que a solteirice dá. Mesmo que a solteirice pareça monótona, chata e mesmo que, no fundo, a gente sempre busque um grande amor. Acho que o amor não tem muita explicação, a não ser a seguinte: a gente precisa estar preparado para a chegada dele. Porque é difícil, é muito difícil amar. E dói. Não pense que ao encontrar o amor da sua vida os dias se transformarão em delícias sem fim. Dói. O amor de verdade dói. Ele arranha. Você fica com medo que um dia o sentimento te abandone. Isso causa dor. Dói. Eu insisto: dói. Não é um mar de rosas, depois que passa a fase inicial e você conhece os defeitos de trás para a frente, dói. É uma dor doce. Mas você não precisa da outra pessoa. Você gosta de como ela te abraça, te entende, te ouve, te beija, te olha. Você acha bonita a forma como ela mexe a colher dentro da panela, amarra o sapato, segura o guarda-chuva, tosse, liga a televisão. Só aquele tom de voz te tranquiliza, só aquele abraço te salva do caos de uma semana infernal. Você tem consciência que existem outras coxas, peitos, braços, pernas, olhares e cérebros no mundo. Você sabe que existem outras pessoas bonitas, atraentes e cheirosas no planeta. Mas só aquela te deixa com tesão. Tesão por tudo. Pela vida. Pela crença no amor de verdade. Pela vontade de juntar as escovas de dentes e as meias na gaveta. Pela magia que o amor traz. Pela rotina que o amor traz. Pela chatice que o amor traz. Porque o amor também é chato, um legítimo velho resmungão. O amor também é cheio de tédio. Mas se você sente que só aquela pessoa vale e merece essa dor que acompanha o amor, então é porque você ama com tudo o que você pode. E, aí sim, é que você está completamente livre. Livre para ser quem quiser. Para fazer o que tiver vontade. Para exercitar a sua solidão. A dois. Somando. Fazendo crescer.
Gosto de pessoas e amores inteiros. Porque não sei me dar pela metade nem por partes. Eu transbordo. E se você também for do time que transborda, vem pra cá.
(Clarissa Corrêa)
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ao pé do ouvido.
Existe uma coisa dentro de mim que nunca dorme ou cala a boca. O sono bate, eu deito, penso que a noite vai ser boa. Ela, de fato, é. Mas antes de ser, algo sempre acontece. São eles, meus pensamentos. Sem trégua, férias, intervalo, hora do lanche. Eles me acompanham até na hora de escovar os dentes. Converso, jogo carta, passo a mão em cada cabeça.
Tenho a mania da mão na cabeça. Gosto de passar a mão nos cabelos dos meus queridos. Os meus queridos são as pessoas que me são queridas. Só isso. E para ser um querido meu nem precisa muito. Um sorriso e me ganhou. Mentira, antes eu era boba. Eu vivo repetindo pra mim tá-aprendendo-tá-aprendendo. Queria muito aprender, mas não dá. Basta a pessoa contar uma história triste que eu digo senta aqui. Desde pequena, não tem jeito. Me olhou com cara de cachorro sarnento e eu fico com dó.
Juro que preciso aprender muito da vida ainda. É que antes era tão bom. Essa coisa de vamos ser adulta é muito chata. Não confia em todo mundo, nem todo mundo é teu amigo. Tá legal, tá legal, já ouvi. E já quebrei a cara também, você sabe, e eu ainda guardo cada marquinha. Só que elas são externas, não sei ter marca lá dentro. Cicatrizes existem, quem não têm? Mas o rancor não mora aqui, eu garanto. Passou e pronto. E se ainda tá amassado, a gente sacode, disfarça e tudo fica bem.
Não aprendi a ter raiva. Me faço de durona, entende? Falo palavrão, digo que ah, essa desgraçada vai ver, vai ter, vai, vai. Mas assim como você não é Escola de Samba de São Paulo, eu não sou a vilã da jogada. Se precisar de uma mão na cabeça, senta aqui.
(Clarissa Corrêa)
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terça-feira, 1 de setembro de 2009
Eu me excedo - Beleza Real: De Dentro pra Fora.
"Você cuida tanto do seu corpo e do seu rosto que esquece do resto. Esse resto é você. Você arruma tanto as almofadas do seu sofá, nada pode ficar fora do lugar: nem as almofadas, nem os seus fios dourados, chega a ser patológico. Algo de muito grave acontece aí dentro de você. Eu sei, minha amiga, te entendo: não há como limpar o coração, fazer lifting nas emoções, implante nos sentimentos e redução nas frustrações. A medicina estética não evoluiu o suficiente.
A memória enferruja por falta de uso. Ou por excesso de vaidade. Lipoaspiração não tem prazo de validade, sentimentos sim. E é disso que você tem medo. Tem gente que faz lipo, eu faço poemas.
PS. Meu ministério adverte: estrias na alma, celulite no amor, rugas no coração fazem mal para a saúde."
Eu só quero que você entenda que eu te mando embora querendo que você fique. Penso em não te querer mais sonhando em como te ter mais um pouco. Fico com raiva de você e isso passa. Quero mais carinho e isso me cansa. Penso que você é um ser inatingível, um ser que vive num mundo fechado a mil chaves e cadeados...quero que você entenda: eu gosto de demonstrações de amor, paixão, seja lá o que for.
Clarissa CorrêaSou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhosa. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim.
Clarissa Corrêa(...) Experimente dar uma palavrada na cara. Eu sei, você vai esquecer da força com que ela saiu da sua boca e percorreu o curto espaço entre os seus lábios e os ouvidos do outro. Você nem vai lembrar o peso da sua língua. O outro? Ele vai tentar esquecer, vai tomar todos os remédios que indicarem, vai fazer a dança da chuva, vai rezar pra Nossa Senhora Desatadora de Palavradas na Cara, vai implorar para que o Demônio Palavral volte para o inferno. Nada vai adiantar. O roxo da palavrada é na alma. E, acredite, dependendo da situação, nunca sara. É por isso que a gente deve tomar muito cuidado. Principalmente se quem nocauteia a sua alma reside dentro dela. Sem pagar aluguel, nem condomínio, nem nada.
Clarissa Corrêa"Eu não sou legal, não mesmo. Acho que sempre tenho razão e quando minhas previsões dão certo olho com a cara mais abominável do mundo, dou um sorriso irônico e falo o clássico eu-te-avisei. É que, em geral, eu tenho razão. Essa é a primeira –e mais importante – coisa que você precisa aprender a meu respeito. (...) Não sei receber elogios, fico sem saber o que fazer, me atrapalho e acabo trocando de assunto – quando não troco as pernas e tropeço em algum canto de mim. Sorrio para disfarçar desconfortos. Se eu não gosto de você é bem provável que você tenha medo do meu olhar. E eu posso simplesmente não gostar de você de graça. Se eu gostar de você aviso de antemão que você é uma pessoa de sorte. Eu me entrego. Quem vive comigo sabe. Quem convive comigo sente. Eu amo poucos. Mas esses poucos, pode apostar, amo muito."
Clarissa Corrêa"Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E - sem saber - busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir... Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem - na verdade - a gente é. "
Fernanda MelloÉ PRECISO SABER DESLIGAR
Esqueça o trânsito caótico, a urucubaca política, o tal balancete no final do ano. Deixe de lado a cobrança interna, a dívida externa, a tão eterna dúvida. Viver é assim. Não há como negar. Para ficar ligado é preciso saber desligar. Fácil? Nem tanto. Descobrir qual é o seu tempo é tarefa nobre: exige um grande conhecimento sobre si mesmo. Portanto, esqueça o relógio. Seu tempo está dentro de você. Chega de viver com a ansiedade no colo e o celular na mão. Não deixe a agenda ocupar ? sem querer - o lugar do coração. Respeite sua hora. Desacelere. TURN OFF. Mais do que correr, é preciso saber parar. Não adianta viver no piloto-automático e deixar de sorrir. Nem tirar folga e levar uma enorme culpa dentro da mala. O mundo lá fora exige produtividade e imediatismo. Aqui dentro, corpo e alma pedem menos, muito menos. Como fazer, então, para conciliar tempos tão diferentes? A resposta não está em livros. Mas dentro de cada um. Quer tentar? Respire fundo. Desencane. Perca seu tempo com você!É uma responsabilidade enorme desconectar-se, eu sei. Mas vida ao vivo é pra quem tem coragem. Coragem de arriscar. Cuidado em saber a hora certa de parar. Difícil? Pode ser. É um exercício diário que exige confiança e um amor incondicional por tudo o que somos e acreditamos. Uma aceitação suave dos próprios defeitos, um rir de si mesmo, um desaprender contínuo, um aprender sem fim sobre o que queremos da vida. Não importa se tudo parecer errado e o mundo virar a cara para você. Esqueça. Se esqueça. Hora de se perdoar. RENASÇA. Eu sei pouca coisa da vida, mas uma frase eu sigo à risca: é preciso respeitar o próprio tempo. E eu respeito! Acredito no que diz o silêncio na hora em que a mente cala. E meu silêncio - que não é mudo e também escreve - dita com voz desafiante: confie em si mesma. Quebre a rigidez. Ouse. Brinque. Viva com mais leveza. E - por favor - desligue-se. Só assim você vai transformar vida em letra e letra em vida. E ter coragem e fôlego pra ser VOCÊ, no momento em que o mundo te atropelar sem licença e disser: CHEGOU A HORA!
"Chega de reticências.
Ficar esperando.
Sofrendo.
Contando saudades.
Se o amor não é possível, o melhor é colocar um fim. E ponto."
"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."
Fernanda Mello"Vem cá. Me dá aqui a sua mão. Coloca sobre meu peito. Agora escute. Olha o tumtumtum. Você pode me ouvir? É pra você, seu besta! É por você que meu coração bate! (Ele, que de tanto bater, parou sem querer outro dia). Posso confessar? Jura que vai acreditar em mim? A verdade é que estou de saco cheio de histórias românticas. Meus casos de amor já não têm a menor graça. Será que você me entende? Eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pro mundo. Não!! Eu escrevo porque eu sou uma maluca. Minha vida é real demais. Um filme B pra ser mais exata. E eu não acho graça em amores sem final feliz. Por isso, invento. Pro sangue correr pelas veias, pra lágrima cair dos olhos, pra adrenalina sacudir o corpo. Eu invento amores pra ver se eu acredito em mim. (Acredita?). Mas hoje eu estou cansada. Estou cansada de mentiras, de realidade, de telefone mudo e de músicas sem letra.(...)
(...)Me deixa ser egoísta. Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada. Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada. Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas. E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado. Não me diga nada. (Ou me diga tudo). Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi. Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?) Mas meu coração está rouco agora. GRAVE! Você percebe? Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade. O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais). Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca. Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta. Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também."
"Ela também teve seu coração machucado. Dilacerado, imagino. Normal. Desse mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sim, sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama!"
Fernanda MelloPior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico.
Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam.
Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece?
Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento).
Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem.
Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios.
Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim.
Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca em de frio na barriga.
Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva . Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala.
se todos dermos as mãos quem sacara as armas?
Bob Marleyquando vc acha q sabe todas as perguntas vem a vida e muda todas as respostas
bob marleyDeus me enviou à terra com uma missão. Só Ele pode me deter, os homens nunca poderão.
Bob MarleyAs Vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!
Bob MarleyPreocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles.
desconhecidoPara que levar a vida tão a sério, se a vida é uma alucinante aventura da qual jamais sairemos vivos.
Bob MarleyOs homens
pensam que possuem uma mente,
mas é a mente que os possui
Há pessoas que amam o poder,
e outras
que tem o poder de amar
