Tag Alice na coleção de sizinha1234
tua mão
no meu seio
sim não
não sim
não é assim
que se mede
um coração.
se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra
eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto
ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio
daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse…
Já estou daquele jeito
que não tem mais conserto
ou levo voce para cama
ou desperto.
Pode haver um dia
em que a poesia
mude de endereço
deixe apenas tédio
mas enquanto isso
vem brincar comigo
vamos até onde
possa ser só riso
possa ir tão longe
possa ser tão lindo
pode ser brinquedo
pode ser tão sério
Assim que vi você
Logo vi que ia dar coisa
Coisa feita pra durar,
Batendo duro no peito
Até eu acabar virando
Alguma coisa
Parecida com você
Parecia ter saído
De alguma lembrança antiga
Que eu nunca tinha vivido,
Mas ia viver um dia
Alguma coisa perdida
Que eu nunca tinha tido
Alguma voz amiga
Esquecida no meu ouvido
Agora não tem mais jeito,
Carrego você no peito
Poema na camiseta
Com a tua assinatura
Já nem sei se é você mesmo
Ou se sou eu que virei alguma coisa tua
Você já veio com contra indicação
altos riscos de contaminação
Chegou assim de vírus, radiação
contaminando minh' alma e coração ...
"Sou uma mulher polida
vivendo uma vida
lascada."
A gaveta da alegria
já está cheia
de ficar vazia
Teu corpo seja brasa
teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo
um incêndio basta
pra consumar esse jogo
uma fogueira chega
pra eu brincar de novo
pensar letras
sentir palavras
a alma cheia de dedos
o relógio marca
48 horas sem te ver
sei lá quantas para te esquecer
dentro do sono
o corpo se descobre
sem dono
Rede ao vento se torce de saudade sem você dentro.
Alice Ruizteu sol
me dis-sol-vendo
até minha raiz
passei o dia com teu céu
lá fora choveu
em mim fez sol
pernas e braços
dando um laço
na lembrança
gesto antigo
gostar de você
parecer comigo
circuluar
sonho impar
acordo par
poeira ao vento
nem bem veio
ficou dentro
Cereja agridoce
o que tiver de ser
você seja
sêde a sede do meu ser
cesse a minha sede
de ceder
dançamos em pensamento
a dança dos anos
que nos devemos
Tanka
peixe pulsando
na mão
que ao mar te devolve
ainda que você me deixe
viver nos move
na esquina da consolação
com a paulista
me perdi de vista
virei artista
equilibrista
meio mãe
meio menina
meio meia-noite
meio inteira
inteiramente alheia
toda lua cheia.
... entre tantos
loucos e livres
existe um
que é doce
e que me falta.
