Tag Reggae na coleção de Shallkytton
NEGUINHA DA ILHA DO AMOR
Naquela tarde com o raio de sol no mar,
Quebrando todas as ondas do meu sorriso,
Decompondo as tristezas do meu paladar,
Na Ponta da Areia de frente ao Atlântico,
Ela vem contrabalançando no som reggae,
Da radiola caravela que brada e soa no ar,
Lá vem ela saracoteando o quadril pra cá,
Minha Neguinha de olhos mágicos a brilhar,
Dividindo as formosuras que me rodeiam.
É no meu caribe transatlântico que vagueia,
No raio azulado verde vão as minhas pupilas,
Donde o sol nasce dentro do meu continente,
Com mil encantos naturais dos olhos da gata,
Ata em brilhos de fogos que assim se desdobra,
Na razão primitiva de ser uma luxuosa mulher,
É ela que chega rebolando na Ponta da Areia,
A minha Neguinha africana da Ilha de São Luís,
Do Maranhão é ação que me faz e me ponteia.
Ela viaja o mundo dos meus sonhos em poesia,
Donde o sol nasce dentro do meu continente,
Mitigando transcendência que enfeitiça o tempo,
Ela vem como as palmeiras do meu ouro verde,
E flutua no rio perene Itapecuru da Ilha do caju,
Minha Neguinha da Ilha do Amor é mais esplendor,
Rebola, remexe e se sacode na via da Litorânea,
Na Ponta da Areia na cabeceira do meu Atlântico,
É a minha Neguinha africana da Ilha de São Luís.
No calorismo que abafa a avenida dos olhos,
Lubrifica e trafega na alma o meu reggae roots,
De todo o litoral afro norte do meu terno Brasil,
Luzindo o conjunto de minhas ilhas oceânicas,
Lá vem ela pisando macio nas areias da praia,
Sorrindo na Ponta da Areia do bumba meu boi,
Altera a cor da mãe lua no sotaque da matraca,
Faz a terra vibrar da minha Jamaica Brasileira,
Dançando agarradinho faz a camisa tremer.
Do coração que não para da América do Sul,
Do azul do céu da água pura azul verde mar,
É aqui o apogeu todo espiritual do reggae,
Da minha majestosa Neguinha da Ilha do Amor,
Das dunas que encobrem o céu dos azulejos,
Dance, vem rebolando por todo o meu litoral,
Com intrincas verdes, vermelhas e negras,
Colorindo o fim da tarde entre o sol e o mar,
Nesse temporal e visual vai me enlouquecer.
Em versos únicos obra que sei bem fazer,
É a Neguinha do meu Maranhão uma flor,
Tocando as areias com os pés macios é clamor,
Saia colorida da minha, tua única Jamaica,
Do Forte de Santo Antônio vou sempre te olhar,
Manuel Beckman é ordem e o herói do povo,
Revolucionou do Maranhão até em Lisboa,
Esse foi o cara que fez do seu povo o coração,
Neguinha africana de São Luís do Maranhão.
Desfila com sua negreja bela de uma rainha,
Padre Vieira sorrir com o teu manto de cor,
Viajando nas delicias dos sermões do vento,
Cortando a seiva da inverdade portuguesa,
Falava tão alto que se ouvia em toda a Europa,
Pena reluzente do nosso torrão Jamaicano,
Peixe da água doce e salgada com reflexão,
Padre Vieira chamava de ar em movimento,
Timbre que nomeou as ações do coração.
Minha! Minha Neguinha da Ilha do Amor,
Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah,
Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor,
É reggae que viaja no dia e entra no anoitecer,
Furacão de som nas ondas caribenhas do amor,
Sacudindo e estremecendo as paredes do sol,
E a lua enamorada diz que aqui é a Jamaica,
Onde o céu todo azul se encontra com o mar,
Da Ponta da Areia é reggae roots do Atlântico Sul.
Vislumbra a Ilha num toque de uma boa batida,
Atiça todo o horizonte com as melhores pedras,
É território de mar aberto pra quem quer navegar,
Minha! Minha Neguinha beleza da Ilha do Amor,
Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah,
É aqui o azul do céu da água pura azul verde mar,
Vem Neguinha, dance que eu vou sempre te amar,
No balançar do teu corpo é reggae sem parar,
Maranhão guerreiro das tribos e tantos encantos.
Minha! Minha Neguinha da Ilha do Amor,
Neguinha! Dance! Dance com a Tribo de Jah,
Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor,
Deixe as ondas nas alturas e tudo vai reinar,
É o Reviver patrimônio dos teus olhinhos,
Bailando do Calhau aos meus e teus brincos,
Bob Marley rir o tempo todo dos requebrados,
Dos quadris maneiro tão leve como as espumas,
Beijando as areias da praia sem se incomodar.
Na Ponta da Areia de frente ao Atlântico,
Ela vem contrabalançando no som reggae,
Da radiola caravela que brada e soa no ar,
Lá vem ela saracoteando o quadril pra cá,
Minha Neguinha de olhos mágicos a brilhar,
No balançar do teu corpo é reggae sem parar,
Rebole, rebole e faz ginga pra cá com amor,
Deixe as ondas nas alturas e tudo vai reinar,
Beijando as areias da praia sem se incomodar.
EDSON GOMES – O REI DO REGGAE BRASILEIRO
Ali descia uma alma com viva luz nos olhos,
Vibrante cruzou os trilhos da ponte de ferro,
Pousou na aceleração dos minutos sem trolho,
Labor dos ingleses e alegria de Dom Pedro II,
A Rodoferroviária de Cachoeira de São Félix,
Naquele berço de calçadas históricas baianas,
Ali nascia o menino Edson do reggae protesto.
Cresceu vendo o Rio Paraguaçu descer docemente,
Naquele pedaço negro do louvável chão baiano,
E no imperialismo das dificuldades financeiras,
Não teve porteiras, celeiros e tão pouco veleiros,
A resguardar as mil aspirações do menino pobre,
Dando adeus as letras e abraçando o Deus Apolo,
Nas escadarias da mãe Grécia com tantas alegrias.
O garoto de São Félix sabia o gosto da liberdade,
Sem submissão e autonomia olhava a cor do sol,
Da verdade social esmagada pela racionalidade,
Penteava o tempo na sua autoafirmação musical,
Mesmo com o olhar triste da vida ríspida social,
Fez da equação da existência a sua própria vontade,
Lendo as pupilas das leis esmagadoras e sociais.
Os Gritos das notas musicais voam e fazem espaço,
Do domínio sobre o homem objeto sem objetos,
Das penas do sujeito no labor com dor no trimilenio,
Triturado nas massas das angustias e corrupções,
Eis aí o cara certo e bem adequado para falar,
Grita sem medo ou receio com afinidade ao seu povo,
Brada e agita sem negar a liberdade como deve agir.
Edson Gomes é a voz guerreira do reggae,
É a pegada gigante no levante dos dramas,
Sangue que não brinca e faz da massa seu anel,
Correntes contrárias não lhe vence em batalha,
Apostos contra a voz que clama o reggae protesto,
Na melodia dançante faz a galera ir à liberdade,
Da opressão e dos meios que mutila o honesto.
É bastante consagrado pela mídia regueira,
Mesmo que algumas rádios e TV não tocam,
Sua conceituada voz ultrapassa oceanos e mares,
Esse é o verdadeiro Bob Marley brasileiro,
O rei do reggae brasileiro de todos os tempos,
A pedra preciosa da arte jamaicana Nacional,
Olha aí mano! Vai nessa! Curte! Dance! Salve Jah!
Escute e navegue. A vida não parou, a vida não para aqui.
Cante:
Link: www.youtube.com/watch
LILI
Edson Gomes
Composição: Edson Gomes
Vamos amigo lute
Vamos amigo lute
Vamos amigo lute uoh oh!
Vamos amigo ajude, se não
A gente acaba perdendo o que já conquistou... ("iêa")
A gente acaba perdendo o que já conquistou ...bis
Vamos levante lute
Vamos levante ajude
Vamos levante grite
Vamos levante agora
Que a vida não parou
A vida não para aqui
A luta não acabou
E nem acabará
Só quando a liberdade raiaaarrr iêa
Só quando a liberdade raiaaarrr...
Repete introdução 2x
Repete 1ª parte 1x
Repete 2ª parte 1x
Liberdade
Liberdade
Teu povo clama lili
Dona lili
Dançando um reggae romântico
Amor, hoje à noite eu te mostrarei o mar,
Da minha Ilha caribenha pra ti enfeitiçar,
Da Casa do Maranhão ao Centro de Cultura Popular,
Beijar-te-ei na porta do Museu Cafua das Mercês,
E nesse vai e vem, saibas que sou muito cortês.
E sei que o bom da noite será possuir a tua alma,
Trazendo abraços com relampejos à majestade lua,
Na maior inspiração jamaicana da Ilha do Maranhão,
Unindo o meu e o teu coração nesta comunhão,
Na Ilha do Reggae de São Luis é a maior atração.
Amor! É aqui a minha terra e toda a massa regueira,
Venha! Vamos dançar “um reggae de responsa”
No ritmo envolvente onde o nosso amor é doce,
E tudo para quando se escuta uma boa pedra,
Na mais suntuosa Capital Brasileira do Reggae.
Meu amor! Vamos curtir no Trapiche Reggae Bar,
Lá na Ponta da Areia um reggae romântico ao vivo,
Em três ambientes, prefiro curtir na areia da praia,
Falar no teu ouvido e dançar a Melô Maria Madalena,
Na voz da gatinha Raissa Star e Som Costa. É massa!
Pense numa coisa boa, dançar contigo agarradinho,
Suando entre os teus seios no chamego de dois pra lá,
Apertando a cintura no balanço sai um beijo coladinho,
Marcando um passo lento e romântico de dois pra cá,
Ritmicamente de leve, “bate bem”, vou me apaixonar.
Dançando nesse clima deixa a gente arrepiado demais,
Muito maneiro essa pedra e trás ótimas lembranças,
Pense numa coisa boa, dançar contigo agarradinho,
Bem de mansinho com as ondas tocando os nossos pés,
“Eu não sou magnata, mais tenho que estar no pano”
Meu amor! Vamos curtir no Trapiche Reggae Bar,
No ritmo envolvente onde o nosso amor é doce,
Apertando a cintura sai um beijo bem coladinho,
Pense numa coisa boa, dançar contigo agarradinho,
Na voz da gatinha Raissa Star e Som Costa. É massa!
E aí galera? Vai essa pedra nesse video maneiro!
http://www.youtube.com/watch?v=nv2pUH-kJBU
