Tag Amor na coleção de schmorantz

Encontrados 7 com a tag amor

Sinto o vento do mar soprar em meu rosto

Fecho os olhos para senti-lo tocar minha pele.

Seria este vento invisível a mão de Deus?

Acho que sim...

Todas as grandes mudanças na minha vida

Foram precedidas por um vento vindo não sei de onde,

Como quem sopra as velas de um barco

Que precisa ir mais longe...

Seria o vento o destino?

Levando este barco para novos lugares?

Talvez eu seja o próprio vento,

Porque nem todos vêem o vento

Assim como não vêem a mim,

Mas me alcançam pelas palavras,

nesta busca infinita

De mim mesma...

Talvez o vento venha para juntar meus retalhos,

Para depois contar histórias de vida,

De vidas tantas que suavizam o cansaço, e

Que me protegem feito manta colorida,

Embalando sempre meus sonhos.

Sônia Schmorantz

Quando te amei, amei cada instante, como se fosse único.
Quando te amei, sonhei com uma vida diferente...
Quando te amei, não dei flores, mas dei a mim mesma.
Quando te amei, eu te sentia perto, podia te abraçar sem sair de casa.
Quando te amei, também briguei, porque é assim que sou, mas lutei
Para ter sempre você...
Quando te amei, não era tudo perfeito, fiquei triste, chorei, me magoei
Mas a vida tinha mais cor, mais sabor, mais calor...
Quando te amei, eu não era só mais uma, mas um ser privilegiado.
Quando te amei, deixei de sonhar com anjos para dormir com um deles.
Quando te amei, me senti segura e o teu abraço levava as tristezas embora....
Agora fica a incerteza do que virá, a certeza de ter desiludido quem amava.
Agora que não tenho, entendi que não sou privilegiada, sou só mais uma
Daquelas que nasceu para viver e morrer sozinha...
Machuco as pessoas que me amam e a culpa machuca a mim também,
Mas não consigo aceitar que tudo que foi dito e feito seja esquecido,
Que as dúvidas superem a razão
Que as fantasias tornem ásperas as palavras de quem disse que me amava.
Amei, chorei e sorri e minha parte deste privilégio perdi,
Agora não sei....falar de amor não adianta mais...

Sonia Schmorantz

Amor no outono da vida

Abro meus braços para o mar
Sinto meus pés afundarem na areia molhada...
Um imenso mar azul está à minha frente,
Refletindo gotas douradas pelo sol e areia.
Pensei em ti nesse momento e agradeci
Pelos beijos úmidos de maresia,
Pelo abraço apertado a me proteger do vento,
Pela íntima conversa silenciosa dos olhos...
Passos perdidos em meu caminhar
Sinto a areia molhada e minha alma
Marcada pela paisagem...
Este momento tem sentido na minha alma,
Este momento tem sentido na minha vida...
Uma lágrima serena escorre pela face
Formando um secreto sorriso...
Passado o vento na tarde que se fez outono
Em minha vida, esvaneceram alguns sonhos,
Mudou o tema da poesia,
Muitas histórias para contar...
Envelheceram as linhas do rosto e do corpo.
Mas o coração solto, liberto ainda quer amar.
Lento e invasivo, o amor chega sem avisar,
Outra vez laço de abraço e o gosto de um beijo.
Nos desvarios das horas na praia...
Continuo meu passeio na areia molhada
Perdida na memória dos meus passos
Vou deixando as ondas para trás e
Sigo em tua direção para te encontrar
Além da estrada, além do tempo para
Viver este presente de amor...

Sônia Schmorantz

Sem pretensão poética

A noite é um quadro adormecido,
Com a lua lendo a alma da gente.
Estes pensamentos dançantes,
Que penetram na noite
Enquanto morrem as estrelas.
Serenos silêncios da madrugada,
Coração deambulando saudades.

Amo a noite calada,
O som dos pios noturnos,
Os soluços da natureza e
O roçar das folhas nos telhados.
Vejo meu amor nas sombras da noite,
Quando vaga, viajante na noite fundida,
Desfaço a distância e me lanço ao vento,
Com o coração aberto à vida...

Sônia Schmorantz

Cheiro do Vento, cheiro do mar...

O cheiro do vento brota das folhas,
que cobrem a trilha que leva ao mar,
cheiro doce do mar quando a água
dança numa gostosa tarde de sol,
subindo nas pedras e explodindo no ar.

Sonhando tolices, a gente segue o caminho,
borboletas também seguem flores pela trilha,
beirando suas vidas no caminho do mar,
onde o cheiro do vento tem cheiro de amar,
e sopra as memórias no imenso azul da ilha.

São os ventos do fim de mais um verão,
balançando a palha seca dos coqueiros,
tem o cheiro gostoso do mato, da maresia,
cheiro de poesia pairando no pensamento,
este passageiro clandestino em um veleiro.

Cheiro do vento espalhando o amor no ar,
vida passando no meridiano do coração,
seguindo os rastros da memória na trilha
que leva ao mar, que leva embora a estação,
e a vida vai ganhando o perfume do mato
nas tardes serenas e calmas desta ilha...

Sônia Schmorantz

Dúvidas

Não tenho mais muitos sonhos,
resumem-se às boas lembranças,
aos lugares bonitos por onde passo,
esperando que a serenidade do amor,
seja um ninho aconchegante de pássaros.
Minha alma anda cansada,
chorando em versos tortos suas dúvidas,
buscando a dor certa para as injustiças,
ditas e desditas em nome do amor.
Vivo num sonhar e esperar irriquieto,
casual na vida e na alma,
peito rasgado por sentimentos vários,
uma ira ou uma mulher que ama,
desconhecida força que invade,
mágoa verdadeira que fere,
quando o amor não é entendido.
Tenho um caminho inseguro,
cresce uma profunda incerteza,
protegida à sombra das palavras,
só preciso que segure longamente
a minha mão e me faça esquecer
que sou diferente do que me supôs ser.

Sônia Schmorantz

Chuva de amor


Quando digo em segredo que te quero,
e um sorriso doce me encanta,
sou como o arco-íris na chuva ,
garoa fina que toca a pele,
gota singela a percorrer sem rumo,
como as gotas da chuva na janela.
Meu amor adormece aquecido,
chuva fria fica lá fora,
goteiras fazem serenata,
com o cinza da saudade.
Aqui dentro faz calor,
não existe tempestade,
chuva fria fica na calçada,
aqui dois braços abertos
e um sorriso me esperam.
Com licença,
o amor me chama.

Sônia Schmorantz