Coleção pessoal de PRISKALINDA
SOBREVIVÊNCIA É SÓ UMA QUESTÃO DE ADAPTAÇÃO
Ali ficava um açucareiro, sempre branquinho e isso despertava em muitos que ali passavam uma curiosidade. Onde estão as formigas?
Elas não passavam nem por perto, qual seria o mistério?
Afinal, que formiga não adora açúcar?
Então quando nos aproximamos, observamos entre os pequenos grãos do açúcar, cravos da índia. Eram eles o maior obstáculo das pequenas formigas, que não se adaptaram com o seu aroma e sabor.
Porém na nossa caminhada, também encontraremos esses obstáculos e teremos de nos adaptar em certas situações. E foi assim que aconteceu.
Hoje as pequeninas, andam livremente e até dançam no açucareiro, elas estão vivendo muito bem, mesmo sabendo que a vida não é tão doce quanto parece, Mais parar ficar mais divertido, porque não acrescentar um tempero diferente?
Sabe o que elas fizeram com os cravos?
Eles continuam lá e elas simplesmente se adaptaram.
Com isso aprendi que tudo é uma questão de tempo, e nem precisa ser tanto tempo assim, mais o suficiente para nos adaptarmos.
Assim os obstáculos passam a ser um complemento para nos fortalecer.
Fica a lição.
Não desvie do seu trajeto por maior que pareçam os obstáculos, afinal de contas é sempre bom um novo aroma e sabor.
COMO EU QUERIA VOLTAR AO TEMPO, FAZER UM NOVO COMEÇO QUE NUNCA TIVESSE FIM.
PRISKALINDA (PRISCILA FERNANDES)NÃO SOU O QUE VOCÊ VE, TÃO POUCO O QUE IMAGINAS.
O QUE SOU NÃO SEI DIZER, PORQUE “SER” É CONCRETO, E EU AINDA ESTOU EM CONTÍNUA TRANSFORMAÇÃO.
QUEM SABE NO DIA EM QUE O VÉU COBRIR O MEU ROSTO E AS FLORES O MEU CORPO ÁLGIDO.
VOCÊ VENHA SUPOR QUEM FUI.
AINDA ASSIM NÃO SABERÁS O QUE SOU, MAIS APENAS O QUE EU TENTEI SER.
ENTÃO O QUE SOU SE REVELARA QUANDO AO PÓ SIMPLESMENTE EU TORNAR.
Só deixarei de escrever quando eu não mais ver a luz do sol.
PRISKALINDA ( PRISCILA FERNADES)Confie mais nos seus instintos, eles decepcionam bem menos do que as pessoas.
PRISKALINDA ( PRISCILA FERNADES)Antes eu não vivia o presente porque, vivia projetando o futuro. Hj não vivo o presente porque não tenho futuro pra projetar!
PRISKALINDASEMPRE PENSEI QUE VOCÊ FOSSE MEU SOL, AGORA SEI QUE NÃO PASSAVA DE UMA ESTRELA CADENTE, QUE MARCA PRESENÇA, PORÉM É PASSAGEIRA.
PRISKALINDAELE NÃO SECA MINHAS LÁGRIMAS,PORÉM RECOLHE TODAS ELAS.
PRISKALINDANÃO ARRANJE DESCULPAS, PEÇA DESCULPAS. ISSO TORNA-TE MAIS HUMANO.
PRISKALINDAÉ... eu pensava que sabia o que era amor!
Mais uma vez me enganei, tenho que admitir, realmente não sei.
No momento penso não estar preparada para dar ou recebe-lo.
Ele é difícil de se entender, ou melhor difícil mesmo é senti-lo, e quando raramente isso acontece, fica difícil distingui-lo. É tudo muito complexo, é embaraçoso em minha mente.
Em pensar que o egoísmo tem me dominado esse tempo todo, e eu.. eu nem tinha notado. Sempre fazendo das pessoas, o que eu queria que elas fossem, acreditando que teria delas o que eu planejava.
Nossa que imbecilidade a minha, como pude?
Então estava eu, a procura de amor, mas o amor não estava lá, lá tinha tudo, menos ele, o amor.
O motivo de tudo isso é da emoção, ela não cedeu lugar para ele, o sentimento eufórico deixou ele meio que retraído.
Em algumas vezes ele tentou saltar de dentro do meu peito, mais minha carne egoísta não o permitiu, então ele se contentou em se acalmar e voltar ao seu ritmo natural. É mais no fundo é bem melhor assim, porque se ele saísse... Hum, quem estaria jogando conversa fora nesse momento?
É na verdade, acho que falta um pouco em mim. Falta um pouco daquela criança que nunca fui, aquela que qualquer bobeira tira-lhe um sorriso do rosto, aquela que quando cai, chora um pouco, mais logo sai correndo novamente e até se esquece que tinha se machucado. Aquela teimosa, que mesmo sabendo que a vida não é brinquedo, quer mais é se divertir, aquela que quando esta triste quer o colo da mãe pra chorar. Aquela que conhece a real da vida, mais acredita que podemos fazer um final feliz.
É os ponteiros do relógio continuam a correr. Isso me assusta, tenho medo do tempo, não tenho certeza se quero chegar tão longe.
A idade nos faz retornar no começo de tudo, o bom é que não vamos aprender e sim rever o que já esta em nosso conhecimento, e de certo modo com uma perspectiva bem diferente.
Tudo isso é bem intrigante, podemos perder um pouco da visão, com o passar do tempo, mas adquirimos ma óptica melhor das coisas que vemos, perderemos uma boa parte da audição, porém passaremos a ouvir com mais entendimento, ao invés de simplesmente escutar, o nosso olfato, não sofre tanto, mas ele é ótimo pra nos trazer a lembrança de momentos agradáveis, com o simples exalar de uma fragrância.
Ah o paladar, ele continua o mesmo pois temos que saborear da melhor maneira o que a vida nos proporciona. O tato, ele vai se perdendo com o tempo, as mãos vão perdendo a vigor e a força, elas se encontram tremulas, é.... Mais uma coisa é interessante, no final de tudo elas permanecem unidas, isso não deve ser por um acaso.
Essa parte é bem interessante, pensarei mais sobre isso.
Hum... nada ver.
Quem disse que temos que saber o que fazer?
Sei lá viu, se você não sabe o que fazer, simplesmente não faça, pois seria uma coisa meio que impossível. Só podemos fazer algo, quando sabemos o que queremos, ou onde queremos chegar. Então se ainda não sabe, se contente em não fazer, e vê se arrume um tempinho para procurar pelo que deve ser feito, rs.
Não liga não , kkk
Já passa das 02:33 o tico já dormiu, e o teço ta um pouco cansado.
Eu tenho quase certeza que vou deitar e dormir, porque fechar os olhos, não significa estar sonhando.
Eu me divirto com isso tudo. É interessante trocar a noite pelo dia, as estrelas sempre estão a piscar pra mim.
É... O ano acabou!
Foi uma loucura atrás da outra, pensei por muitos momentos que não ia conseguir continuar, os obstáculos me assustaram, é engraçado, como tudo passou tão derrepente, hoje vejo as coisas de forma desigual.
Posso dizer que já não sou mais aquela menina que acredita em contos de fada, que caiu na real, que sabe que as dificuldades vão surgir, porém passarão também.
Que deixou de construir castelinhos de areia acreditando em um príncipe encantado, e que hoje sonha, porém de olhos bem abertos porque o coração é cego.
Que aprendeu que mesmo tomando caminhos alternativos, vai ter que passar por muitos lugares sozinha.
Que deixou de construir pontes sem estruturas, que escolheu passar por cima das dificuldades, ao invés de esperar elas transporem em mim.
Que percebeu que as pessoas é o que a gente idealiza, cuidado você pode estar confundindo lobo com ovelha.
Hum, e sabe o amor à primeira vista?
Pois é... pode acreditar não é único, sempre vai ter o segundo o terceiro... até você encontrar aquele que realmente esta disposta a ser feliz com você e te fazer muito mais feliz.
É... percebi também que tem pessoas que nos conhecem bem melhor do que nós mesmo, e sempre estão as nos motivar fazendo-nos grandes desafios, e são esses desafios que revelam o que realmente esta a pulsar dentro de nós, que nos faz ir mais longe, conquistar o que era impossível.
Há, tem uma coisa bem interessante. Sabe aquela faxina?
Então, ela é essencial, na casa, na alma, no corpo, na vida, faz muito bem lançar fora tudo o que esta em excesso, tem coisas que tornam nossa caminhada enfadonha.
E outra, as pessoas tem que gostar de você, pelo que você é e pelo que tenta ser a cada dia, e não pelo que você fingi ser, vai chegar uma hora que a máscara vai cair, é nessa hora que a situação fica critica, portanto mostre sua cara, mostre quem você realmente é.
Em relação a Deus, nossa ele me surpreendeu mais uma vez. Eu sempre com minha pequenez tentando resolver as coisas de modo mais propício, então ele chega pega as coisas que não são e confunde as que são e sempre com estratégia de modo bem na dele, sabe, aquele jeitinho que só ele tem.
E eu muito ingênua, me vangloriando por ter conseguido chegar até aqui, então ele de modo bem carinhoso sem querer me chamar atenção diz: É filha a caminhada foi longa, muitas das vezes você queria parar, quantas vezes chorou e me disse que aqui não queria ficar aqui. É ... você se lembra né? Os caminhos que você traçou e se machucou, e eu fui lá, quando ninguém podia te encontrar, te carreguei em meus braços e coloquei-te naquele caminho que eu desde o princípio tinha traçado pra você, mais que você rejeitou não acreditando ser o melhor, isso não é nada, eu nem me lembro mais. Há mais a parte que eu mais gostei, foi aquela que você me julgou culpado, por tudo o que não conquistou, pelas perdas, pela dor, e eu, haaa... sabe o que eu fazia? Eu estava esperando você esfriar a cabeça, estava moldando o seu coração, pois você sempre me dizia: - está em tuas mãos senhor.
É, porém você sempre dizia da boca para fora, e nunca abriu as suas mãos para que elas passassem a estar nas minhas. Então eu ficava ali, só tentando compreender o porquê de tanta insegurança de sua parte.
Eu já te dei minha palavra, eu sou fiel, eu dei o meu filho por você, e o que mais você poderia querer?
Há sim... eu sei, você vai dizer que tem ambições, sonhos projetos, e que você quer viver.
Pois é, e você tão ocupado com suas preocupações nem percebeu que antes que você nascesse eu coloquei tudo isso em seu coração.
É você merece viver, ser feliz, realizar. Quem disse não vai ser assim?
Só depende de você, é tão simples, e faz muito bem pra sua alma.
Vou te dar uma dica: - Descanse em mim, entrega tudo, faça o que eu faria se estivesse no seu lugar.
...É foi ai então que eu percebi, que sou cada dias mais, totalmente dependente de Deus e que sem ele eu não teria chegado até aqui, então resolvi dessa forma descrever o que sinto nesse momento.
Gostaria muito de agradecer a todas as pessoas que o papai do céu colocou no meu caminho e que muitas das vezes por eu ter tomado outros rumos, posso ter demorado pra encontrar, mais que hoje fazem parte da minha vida.
Tudo o que sou e até onde eu cheguei, foi graças a Deus e á vocês que aceitaram fazer parte dessa trajetória que é só o começo da minha história.
SE VOCÊ NÃO MATAR O MAL PELA RAIZ, LOGO ELE MATA VOCÊ.
PRISKALINDAAs pessoas só amadurecem quando param de se preocupar em passar para os outros que cresceram.
DANI SOUZAMUITAS VEZES DEIXAMOS DE GANHAR, SIMPLESMENTE PELO MEDO DE PERDER.
PRISKALINDA ( PRISCILA FERNADES)EU SOU O QUE VOCÊ NÃO VÊ, PORÉM SOU PARTE DO QUE VOCÊ SENTE.
PRISKALINDA ( PRISCILA FERNADES)NESSA TRAJETÓRIA PUDE ENTÃO PERCEBER QUE OS PROBLEMAS ESTAVAM NOS CAMINHOS ALTERNATIVOS.
PRISKALINDA ( PRISCILA FERNADES)INTERESSANTE É A RELAÇÃO ENTRE A CABEÇA E OS PÉS, ESTÃO DISTANTES ENTRE SI PORÉM A CABEÇA FAZ OS PÉS PERDER O CHÃO.
PRISKALINDA ( PRISCILA FERNADES)"Comecei uma listinha de sentimentos dos quais não sei o nome. Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto - como se chama o que sinto? A saudade que se tem de pessoa de quem a gente não gosta mais, essa mágoa e esse rancor - como se chama? Estar ocupada - e de repente parar por ter sido tomada por uma súbita desocupação desanuviadora e beata, como se uma luz de milagre tivesse entrado na sala: como se chama o que se sentiu?"
Clarice Lispector"Amanheci em cólera. Não, não, o mundo não me agrada. A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo. E o amor, em vez de dar, exige. E quem gosta de nós quer que sejamos alguma coisa de que eles precisam. Mentir dá remorso. E não mentir é um dom que o mundo não merece..."
Clarice LispectorRifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
Nota: este texto é algumas vezes atribuido erroneamente a Clarice Lispector.
