Coleção pessoal de marciagarcia

Encontrados 18 pensamentos na coleção de marciagarcia

O perdão é algo simples para o ser humano.
É só se olhar no espelho e ver que não és perfeito, então como condenarás a imperfeição do teu próximo?

Ivan Luiz Valente da Silva

MEU MUNDO É VOCÊ FILHO


A RAZÃO DO MEU VIVER...

Durante anos passei vagando.
Talvez buscando o significado
de estar aqui nessa vida e me
cobrando respostas, soluções.
Deixei o tempo me levar junto
de sensações, descobrimentos
e segui em frente sem ter em
mim um objetivo que realmente
me completasse, que me fizesse
sentir que tinha um porque aqui.
Mas minha vida toda mudou com
você do meu lado, tudo passou a
ter uma razão de ser e viver, me
descobri dentro de mim mesmo.
Você hoje é meu mundo, dono de
todos os meus desejos e sonhos.
Te proteger, te ensinar, te cuidar
e ver crescendo me faz perceber
o quanto a minha vida é completa.
Hoje você faz 8 anos, esta lindo e
cada dia mais me deixa feliz em
poder ser seu pai e seu protetor.
Obrigado meu filho por dar essa
razão no meu existir e por ser
esse menino lindo e maravilhoso.

HERBERT ALVARÃES DA CRUZ

" UMA ETERNA CRIANÇA "

Aos poucos fui crescendo.
Observava as mudanças
e me perguntava porque
as coisas estavam assim.
Eu podia correr livre nas
ruas, tomar chuva e ser
apenas eu, sem medo e
receio do meu amanha.
Meu sorriso era visível e
meu coração batia forte
diante da pessoas que
mesmo estranhas vinham
compartilhar meu viver.
Não tinha nada mas nem
me preocupava, eu tinha
a pureza dentro de mim.
Podia ser apenas eu, essa
criança que ainda teima e
se faz presença constante.
Hoje luto contra o mundo e
não me permito ser ceifado
dessa essência que sempre
alimentou minha felicidade.
Olho distante o progresso e
percebo que as pessoas se
vendem pelo luxo, vivem no
lixo e não sabem o valor de
ser apenas elas mesmas e
carregar dentro do coração
esse sentimento tão unico e
verdadeiro chamado Amor.
Prefiro na minha solidão me
permitir ser feliz do que ser
apenas uma sombra que se
perde no meio da multidão.

Prefiro Ainda Ser Criança.

HERBERT ALVARÃES DA CRUZ

O CASO DO VIOLÃO APREENDIDO


O instrumento musical foi encaminhado ao Foro, com auto de apreensão. O advogado Ronaldo da Cunha Lima - em nome do interessado, cujo nome não foi divulgado - ingressou em Juízo com uma petição em versos:

O instrumento do crime
Que se arrola neste processo de contravenção,
Não é faca, revólver, nem pistola,
É simplesmente, doutor, um violão!

Um violão, doutor, que na verdade,
Não matou e nem feriu um cidadão.
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.

O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade,
O crime a ele nunca se mistura,
Inexiste entre ambos afinidade.

O violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida,
Que cantam as mágoas que povoam a vida
E sufocam as suas próprias dores.

O violão é música e é canção,
É sentimento, vida e alegria,
É pureza, é néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração.
Seu viver como o nosso é transitório.
Mas, seu destino, não – ele se perpetua.
Ele nasceu para cantar na rua,
E não para ser arquivado em cartório.

Mande soltá-lo pelo amor da noite,
Que se sente vazia em suas horas.
Para que volte a sentir o terno açoite,
De suas cordas leves e sonoras.

Libere o violão, doutor Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, por ventura, o infeliz,
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?

Será crime e, afinal, será pecado?
Será delito de tão vís horrores?
Perambular na rua um desgraçado,
Derramando na praça as suas dores?

É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza de seu acolhimento,
Juntada desta aos autos, nós pedimos,
Esperando também deferimento.

O juiz Artur Moura, da 2ª Vara Judicial da comarca de Parapaíba, deu uma sintética decisão, também rimada:

“Para que eu não carregue
remorso no coração,
determino que se entregue
ao seu dono, o violão."

Reproduções das peças principais do processo foram emolduradas e estão enfeitando as paredes de bares e restaurantes do lugar. O editor do Espaço Vital viu e copiou.

Desconhecido

AS RAÍZES DA CORRUPÇÃO NO BRASIL

O brasileiro corrupto, na sua maioria o é por uma questão de cultura. Todo povo carrega em sua cultura peculiaridades que lhes são marcantes. Infelizmente nosso país carrega em seus ensinamentos naturais de berço a marca da corrupção e da marginalidade.

Nosso povo é formado de brancos, negros e índios.

Os brancos em sua maioria foram na época da colonização os enviados de Portugal para povoar a terra diante do receio de perderem o domínio e não ser possível explorar suas riquezas. Assim foi enviada para o Brasil a escória de Portugal, representada por bandidos, prisioneiros condenados, ladrões, assassinos, prostitutas e toda espécie de gente renegada pela sociedade portuguesa.

Os negros, por terem sido subjugados na escravidão e tratados como sub-raça humana aprenderam a se defender com muita garra, porém não havia exemplos de dignidade que pudessem seguir a não ser os de suas tribos de origem que ficaram na memória dos primeiros que aqui chegaram. Assim tornaram-se naturalmente corruptos como os brancos.

Os índios, os mais indefesos, sempre minoria, acabaram por perder a sua identidade. Uma pequena porção deles ainda hoje luta para manter sua cultura de origem. Porém, a maior parte desfaleceu, desanimou, baixou as machadinhas e se corrompeu.

Na mistura dessas três raças, que é o principal cruzamento genético brasileiro, não houve escapatória.

O povo brasileiro aprendeu a se aproveitar maliciosamente de tudo nesta vida.

O Brasil tem apenas 500 anos... dessa mistura de raças a que mais tarde acresceu-se outras culturas, advindas de imigrações européias e orientais, resultou um povo alegre, fascinante, de uma beleza que lhe é peculiar e esplendorosa. Porém facilmente assediável pelo vício da corrupção, desonestidade e alienação. O povo brasileiro não se importa com muita coisa. Não se permite ter memória para se defender do mal e se deixa levar facilmente por falsas promessas. É o povo que mais cai no conto do vigário. Porque é de boa-fé e não rancoroso.

Defeitos e virtudes à parte, penso que o nosso povo que aí está adulto, dificilmente mudará o seu jeito. Se há uma saída esta e encontra a partir da educação de nossas crianças. Os pais, e os mestres, o governo e as ONGs, todos num esforço de propósito precisamos investir nas crianças brasileiras, para ensiná-las e nos esforçar para não sermos maus exemplos a serem seguidos. Não se muda a cultura de um povo se não mexer na educação. Tarefa dura e de difícil adesão diante do quadro que se apresenta na geração atual. A saída conhecemos, mas como torná-la uma realidade?

Márcia Garcia

O tempo passou e me formei em solidão


Sou do tempo em que ainda se faziam visitas. Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de paraquedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.

– Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.

E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.

– Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!

A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre… Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro… casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.

Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha – geralmente uma das filhas – e dizia: – Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.

Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite… tudo sobre a mesa.

Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança… Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam…era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade…

Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida. Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, t ambém ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos… até que sumissem no horizonte da noite.

O tempo passou e me formei em solidão. Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail… Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
– Vamos marcar uma saída!… – ninguém quer entrar mais.

Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.

Casas trancadas.. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite…

Que saudade do compadre e da comadre!

* Texto de José Antônio Oliveira de Resende - (Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa, do

José Antônio Oliveira de Resende

"O homem é dono do que cala e escravo do que fala."
"Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo."

Sigmund Freud

O que é prosperidade ?

É correr atrás da chuva e sentir o vento solto no rosto. É ver o outro lado das pessoas que alguns não conseguem discernir. É sentir o calor da madrugada e o frio da tarde, sabendo que nenhum é pior que o outro, na verdade se completam.

É andar descalço na chuva e sentir pingos no rosto, e se chorar, chore, deixe correr o desejo de ver a justiça vir a galope contra a corrupção. É andar na cor do sol amarelada e vermelha no entardecer e saber que depois vem a noite que abrirá para o mais nobre viajante: o amanhecer.

Se o medo te colocar um peso: deixe-o na estrada. Se a angústia te cobrar: pague com o olhar ao pôr do sol. Se a tristeza de envolver: aproveite para crescer. Se a ansiedade te for um peso: lembre-se que ela é filha do medo, se não conseguir deixá-la na estrada, alia-se a ela por um tempo e ela perderá seu poder.

Prosperidade do nobre é ver beleza na simplicidade, é ter amor a verdade. A grande luta pela prosperidade do ter, trás mais escravidão que solução. Ter sempre mais, nos torna menos.

Sentar tranqüilo e ouvir os sinos do coração e também a música do céu. Viver cada momento sem pensar na próxima hora. Prosperidade é deixar a vida correr como rio abaixo que escolhe, tranquilamente, o caminho do mar.

Ser prospero é não ter nada e ter tudo. É viver descansando nas Mãos do dono e servindo o outro, para se ter a riqueza de ser.

Qual é o próspero que amou mais que tudo suas conquistas: É aquele que viu as águas passarem; as nuvens nas estações; a cor do som dos pássaros; o coração dar a mão aos olhos; e aquele que chorou a alegria de ser. Bem-aventurado os pacificadores… .

Na paz do Verbo,

Silvério Peres

Se você fosse:

Uma rosa
eu o adubo.
Um brinquedo
eu a criança.
Uma lenda
eu a história.
Um sorriso
eu o palhaço.
Uma palavra
eu o livro.
Um desejo
eu o despertar.
Uma verdade
eu as razões.
Um momento
eu a eternidade.
Uma lágrima
eu a enxurrada.
Um querer
eu o oferecer.
Uma nota
eu a melodia.
Um lamento
eu a penitencia.
Uma crise
eu o alento.
Um choro
eu o lenço.
Uma duvida
eu a solução.
Um verso
eu a prosa.
Uma frase
eu a redação.
Um terço
eu a missa.
Uma cor
eu o arco-íris.
Um medo
eu a acolhida.
Uma pedra
eu a montanha.
Um grito
eu o silencio.
Uma droga
eu o remédio.
Um gole
eu a taça.
Uma luta
eu a batalha.
Um pesar
eu a redenção.
Uma verdade
eu a consciência.
Um ícone
eu a marca.
Uma fúria
eu a calmaria.
Um gesto
eu o objeto.
Uma paixão
eu o coração.

Ainda assim eu continuaria
Te Amando por toda a vida.

Herbert Alvarães da Cruz

E POR FALAR EM LADRÃO DE GALINHAS...

"Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e
levaram para a delegacia.
- Que vida mansa, heim, vagabundo ? Roubando galinha para ter o que
comer sem precisar trabalhar. Vai para cadeia!
- Não era para mim não. Era para vender.
- Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio
estabelecido. Sem-vergonha!
- Mas eu vendia mais caro.
- Mais caro?
- Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as
minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as
minhas botavam ovos marrons.
- Mas eram as mesmas galinhas, safado.
- Os ovos das minhas eu pintava.
- Que grande pilantra...
Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.
- Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...
- Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais
boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços
dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos
de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio.
Ou, no caso, um ovigopólio.
- E o que você faz com o lucro do seu negócio?
- Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei
alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui exclusividade no
suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação do governo e
superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a
cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois
perguntou:
- Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está
milionário?
- Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que
tenho depositado ilegalmente no exterior.
- E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
- Às vezes. Sabe como é.
- Não sei não, excelência. Me explique.
- É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.
Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma
coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me
sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui preso,
finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.
- O que e isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
- Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
- Sim. Mas primário, e com esses antecedentes..."

Luís Fernando Veríssimo

O furto de oito galinhas – que terminaram devolvidas ao dono, logo após a imediata intervenção policial – transformou-se em caso judicial curioso, na pequena cidade gaúcha de Augusto Pestana.

Ali, ante o inquérito policial aberto, o Ministério Público denunciou o autor do furto das aves. O juiz Adair Philipsen rejeitou a denúncia. E para fazê-lo, valeu-se de 16 estrofes de versos – de rimas, ora ricas, ora brancas.

Na noite fria e silenciosa...

Fulano de tal foi denunciado,
"Devereda" é o seu apelido.
É que do alheio se fez amigo
E isso, sem dúvida, é pecado.

Com o minguado fruto do furto,
No silêncio da madrugada,
Em plena e imprópria empreitada,
Pela polícia resultou flagrado.

Consta da peça de acusação,
Que em três galinheiros ingressou
E algumas poedeiras surrupiou,
Assim agindo como ladrão.

Não deveria ter feito isso,
Mas o fato não é preocupante
Por ser deveras insignificante
O produto da sua subtração.

É que muito ele não quis:
Tão-somente a oito penosas,
Na noite fria e silenciosa,
Resumiu-se a sua ação infeliz.

Acredito que, de fato, é pouco,
Quando for feita a comparação
Com tanta fraude e sonegação
Que campeiam soltas pelo país.

Cada galinha furtada,
Por modestos quatro reais,
E nenhum centavo a mais,
Restou sendo avaliada.

E, por terem sido devolvidas,
- Ao meu modesto juízo -,
Parece não haver prejuízo
Aos donos das aves afanadas.

Então, à ação do fulano de tal,
(Que não poderia ter feito o que fez)
Mas, face ao valor irrisório da "res",
Impõe-se saída sem previsão legal.

Incide o princípio da insignificância,
Diante da irrelevância social do fato,
Sabido que o Estado e seu aparato
Devem voltar-se à lesão substancial.

A pouca ou nenhuma expressividade
Autoriza essa solução excepcional:
Sem incidir em censura penal,
Ações despidas de reprovabilidade.

Enfim, o delito de cunho bagatelar
Pelo valor de reduzida monta,
Só pode ser levado em conta
Para afastar a sua tipicidade.

Foram oito galinhas, é verdade,
Mas é preciso ter o cuidado,
Para evitar a sabedoria do ditado:
"Só pobre conhece autoridade".

O que serão oito galinhas,
Perto de tantos escândalos,
De fraudes e ações de vândalos,
Nessa nossa triste realidade?

Na tarefa de aplicar o Direito
É preciso tentar fazer Justiça.
E vou considerar essa premissa
Registrando ao MP, todo respeito.

E também por ter presente
Que já foi punido o "Devereda"
Ao longo de sua vida azeda,
No caso, a denúncia eu REJEITO.

Inconformado com a rejeição da denúncia, o promotor de justiça da comarca recorreu ao TJRS. Sem êxito.

(Fonte: www.espacovital.com.br)

Adair Philipsen

QUE MEDO É ESTE? ( MEDO II)

QUE MEDO É ESTE QUE TEMOS PERDER, NÃO SERÁ O MESMO MEDO DE GANHAR?

SE GANHARMOS O QUE ACONTECERÁ COM O SUCESSO DO SONHO?

QUE MEDO É ESTE DE PERDER O QUE ACABAMOS DE GANHAR. ENTÃO É MAIS FÁCIL, NADA GANHAR.

SE GANHARMOS O TEMPO TODO QUEM NOS LEVARÁ A NOVOS DESAFIOS, QUEM CRIARÁ MAIS IMBATES E TEMORES PARA NOS TIRAR DO TÉDIO, O CAMINHO PARA SER FELIZ NOS DÁ UM MEDO DANADO.

É MUITO DIFÍCIL ESTA SINA DE SERMOS FELIZES, É UMA ARTE PARA APRENDERMOS, AFINAL DE CONTAS: DEUS É FELIZ – QUÃO DISTANTES ESTAMOS DELE?!

APROXIMARMOS DO PERFEITO CAUSA UM PÂNICO INSURPORTÁVEL, ELE É FELIZ, É PERFEITO, QUE MUNDO NOVO É ESTE QUE SER FELIZ ME DEIXA LIVRE?

SERÁ A LIBERDADE DESPROVIDA DE TÉDIO? PENSAMOS QUE SEJA, MAS SERÁ QUE TEMOS CERTEZA? QUEM ME GARANTE QUE NÃO VOU TER QUE TER MAIS PROBLEMA PARA PODER CONTINUAR A EXPERIMENTÁ-LA, CUIDADO COM ESTE NEGÓCIO DE SER LIVRE: “PODE SER UMA PRISÃO”.

QUERÍAMOS REALMENTE SER TRANQUILOS, DEIXAR O BARCO IR A DERIVA PELA CORRENTESA LIVRE NO CURSO DO RIO, MAS NÃO CONSIGUIMOS.

QUE LOUCURA MARAVILHOSA É AQUELA PALAVRA DITA POR UM LIVRE: “TOMAI SOBRE VÓS O MEU FARDO QUE É LEVE E SUAVE”. SERÁ ESTE FARDO TÃO LEVE QUE ME DEIXA LIVRE, FELIZ? CLARO!!!!!!

NA VERDADE ESTE MEDO ME IMPEDE DE ENTREGAR-ME A QUEM CONHECE-O E O VENCE-O, PORQUÊ NA VERDADE TEMOS SEGURANÇA NO MEDO: ELE É RUIM , MAS É PALPÁVEL É O QUE TENHO PARA SEGURAR. SER LIVRE E FELIZ É VOAR NO NADA SEM SABER SE TEM CHÃO, MAS NÓS PREFERIMOS A MISÉRIA SEGURA DO CHÃO DO QUE ATIRAR NO NADA DO DESCANSO.

QUE MEDO DANADO É ESTE VOARMOS SOBRE AS TEMPESTADES, ACHAMOS QUE PRECISAMOS DELA, MAS É O MEDO QUE NOS CONVENCE DISTO.QUE MEDO DANADO QUE TEMOS DE SERMOS LIVRES E FELIZES!

“CORDEIRO DE DEUS TENDE PIEDADE DE NÓS”: SERÁ QUE QUERO?.

Silvério Peres

VIDA ETERNA

FICO IMAGINANDO
NÃO CONSIGO ENTENDER
COMO PODE UM SER HUMANO
TÃO POUCO TEMPO VIVER
CRIATURA DE TAMANHA COMPLEXIDADE
DEVERIA SUBSISTIR POR UMA ETERNIDADE

COMO ENTENDER ,
SE EM POUCOS ANOS
TEMOS DE MORRER
SETENTA OU OITENTA
É QUANTO DURA A VIDA
PENA QUE PELO TEMPO
ELA SEMPRE É CONSUMIDA

VEJO UMA ARVORE
FICO PERGUNTANDO,
COMO PODE UM VEGETAL
DURAR ATÉ QUINHENTOS ANOS?

NÓS TEMOS A INTELIGENCIA
O AMOR E A SABEDORIA
MAS TUDO SE ACABA
EM TÃO POUCOS DIAS

SERIA A MORTE
O FIM DA HUMANIDADE?
OU É APENAS UMA PASSAGEM
PARA A ETERNIDADE?!

ACREDITO QUE SIM
ESBOÇO EM MEU
ROSTO UM SORRISO
AMANHÃ TU ESTARÁS,
COMIGO NO PARAÍSO

ESSA TAL AFIRMAÇÃO
SEMPRE DEI MUITO VALOR
AFINAL QUEM DISSE ISSO
FOI O NOSSO CRIADOR

LA NESSE LUGAR NÃO HAVERÁ
QUALQUER GRADUAÇÃO
PAI,MÃE OU FILHOS
SEREMOS APENAS IRMÃOS

HIERARQUIA TERRESTRE
LA NÃO TEM VALOR
SEREMOS UM REBANHO DE OVELHAS
SEGUINDO UM SÓ PASTOR!

DEUS PAI E JESUS CRISTO
CONOSCO FARÃO MORADA,
E ASSIM SUAS PALAVRAS
ESTARÃO AGORA CONSUMADAS

ASSIM SERÁ O RECOMEÇO
UMA NOVA HUMANIDADE
UM DIA FOI NO EDEM
AGORA UM PARAÍSO
NOS CONCEDEM
A VIDA EM ABUNDANCIA
PARA TODA ETERNIDADE!!!

devanir ant neves pirólla

A corrupção não está nas instituições democráticas, mas na cabeça e no coração daqueles que as assaltam. Onde a democracia funciona, o lugar dos corruptos é na cadeia. Onde a democracia não funciona, eles deitam e rolam.

Waldecy de Oliveira

Nas asas do tempo cada um escreve a sua História

Waldecy de Oliveira

Os maiores crimes ambientais contra a Humanidade são: a corrupção, a pobreza e a miséria implantados pelos líderes mundiais e apoiados por grandes corporações. Eles estão assentados nos tronos como santos e inocentes pregando mentiras, enganando e explorando os povos.

Waldecy de Oliveira

Quem tem o conhecimento e a informação pode mudar a história e o destino de um país.

Waldecy de Oliveira

Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.

Cora Coralina