Coleção pessoal de lucasmunhoz

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Amor e delícia

II
A estrela do belo romance

Se o delírio do céu sinto-me como teu amigo,
Tu, amaste o meu ardor em lindo castelo
Deleito-te o forte espasmo em doce consolo,
Amor, se queres o gozo perverso em fogo?...

Amor, se és tão deleitosa e bela em abrigo,
Tu, inda o tiraste o corpo em doce colo
Faze-me o logro malicioso em céu singelo;
Querida! O doudo afago em doce fogo...

Mas, inda hei de amar-te o belo delírio...
Quero-te a bela amizade em noite fogosa;
Meu amor, se és uma amiga do ar e lírio.

Querida, se és uma doce estrela do amor
Quero-te a bela amizade em noite gozosa;
Meu amor, o teu aroma ao corpo sedutor.

Lucas Munhoz

A minha amada Rachel Keka (Amor e prazer)

Um bom selinho na sua nudez, sem pejo...
Ó meu amor! Amo-te tanta ternura...
Beijo-te, ardendo o seu forte desejo.
Os seus belos seios em doce aurora.
Sabes, vou mordê-los o amor sugador
Sou o amigo do seu coração em fulgor.

A tua boca... O teu belo corpo em mar
Os teus abraços... A tua paixão fogosa
Amo-te, meu amor! Amo-te tanto lar...
Há o bom amor em noite primorosa.
Vem, minha amiga. Amo-te o bom colo
Meu amor... Beijo-te o forte selinho!...

Nua, vamos vê-lo ao forte latejo sem lar
Quero-te o banho gozoso sem pejo,
O langor virgem no seu forte desejo.
Amo-te o bom coração em doce mar
Amo-te tanto! Sem ar ao teu coração...
Lambo-te o ventre, um lindo selinho.

Lucas Munhoz

Amor e delícia

III
A minha amante Daniela do fogo

Nua, sentada em ventre. O gozo quente e forte
Amo-te o cabelo solto em banho ao teu corpo;
Amo-te os teus doces seios ao lar sem campo,
Vou sugá-los bem forte, eu a amo sem morte.

Beijo-te a língua do fogo em doçura do papo,
O teu perfume, eu a amo a bela corte...
O teu pêlo perfumoso, em um fogo em porte
Beijo-te a vulva úmida em beleza do corpo.

Amo-te como teu amante em bom coração;
O meu sentido, em teu arfar apaixonado
Amo-te, és minha amante em minha paixão.

O sexo ardente, eu a amo a bela delícia
Meu amor, és tão fogosa em amor fúlgido
Beijarei o teu corpo formoso pela ânsia.

Lucas Munhoz

Soneto do amigo

Gosto de ti eternamente, meu poeta!
A ti, que és tão adorado ao meu amor
A ti, que és meu grande amigo do labor.
Brilha-te o vosso soneto à boa ponta.

Em que o brilhaste tantos carinhos a ti,
Camões brilhou o teu coração à poesia,
Há o ensejo vivo como o belo dia!...
Adoro-te o bom coração em que vivi...

Adoro-te a boa amizade sem brilho,
Em que ouvi a tua vida tantos fulgores,
O belo soneto, que és um grande ninho.

Adoro-te como o teu melhor amigo,
És um único sonetista, se deres bem
Adoro-te a boa saudade sem abrigo.

Lucas Munhoz

O amor da pátria

Pátria é amor que ama sem se perder;
é tão querida que adora, sem morte
é um sentimento contente e forte;
é vida que desama sem poder.

É um país amado pelo bem-querer;
é um povo eterno entre a parte;
é sentir-se o país pendente;
é um cuidar que sente em se ver.

É querer estar vivo por vontade;
é servir a quem luta, o lutador;
é ter com que nos ama, lealdade.

Mas como lutar pode seu favor
nos carinhos humanos bondade,
se tão querido a mim é o grande Amor?

Lucas Munhoz

A amiga Mel

Tu que és amável e bela por diadema,
A bela fusão da formosura e do amor
E sabes adorar o meu querido poema;
Uma beleza da vida e um perfume da flor.

Tu, uma bela amiga do coração e amor
Dos olhos que resvala o culto da beleza;
Um belo dia da saudade ao doce fulgor,
A musa dos meus poemas e o amigo da brisa.

Tu, que me amas a amizade ao coração,
Aos versos do poeta um amoroso beijo,
Mel, ouve os lindos corações da bela canção,
Amo-te como teu grande poeta sem pejo.

Autor:Lucas Munhoz

Lucas Munhoz

A bela esposa

Uma mulher ao céu - há todo o meu gorjeio;
Vinhas o meu ninar ao luar carinhoso,
O brilho dos teus doces carinhos ao siso...
A lua amorosa aos lindos corações.

A luz estrelada, que és meu céu formoso
Uma linda mulher ao céu - há todo o corpo,
Há o luar eterno, que tens o belo campo...
O casto fulgor, que és meu céu deleitoso.

Sinto-me o forte esplendor ao meu brilho,
A bela alvorada, há o doce luar:
"Lúcido ou sereno, te amarei sempre..."

A bela Julieta, como és doce ninho...
Uma lua carinhosa ao meu doce estrelar:
"Límpido ou perfeito, te abraçarei bem."

Autor:Lucas Munhoz

Lucas Munhoz

Amor e delícia

I
A bela amante e esposa

Amo-te o licor fecundo entre os beijos,
Ela solta o cabelo em rigor voluptuoso...
Nua, ao cravar o teu pêlo em globo formoso
Amo-te como o teu coração em gozos eternos:

"Cravados no teu peito um corpo deleitoso;
Lambo voluptuosamente os teus contornos...
O leito libidinoso em nossos corpos fogosos,
Meu amor! Deleito-me o teu corpo airoso.

Olho-a nua e apaixonada, em leito ardente
Quero-te o gozo virgem ao belo frenesi;
A casta esposa, eu a amo lindamente."

Amo-te como teu marido apaixonado;
Há os sentimentos carnais em sedução a si
Amo-te o coração ao leito perfumado.

Lucas Munhoz

A flor poética

A tua flor é um casto amor,
Ardo o teu doce coração...
A noite bem-amada à flor
Ardo o teu ser perfumado.

Amo a tua flor primorosa,
O primor és um doce langor
Amo o teu doce coração;
O ser bem-amado sem vida.

A tua flor é um doce fulgor,
Colhi o teu doce perfume...
O ser dócil ao teu coração.

Amo o teu beijo formoso,
Florirás o meu divino beijo
Amo o teu doce coração.

Lucas Munhoz

A flor da Julieta

Hás de amar-me sem doudo azo,
O cintilar do teu amor ao poeta
Eis-me o grande poeta! Ó meu amor
O suave âmbar,amo a tua doce flor.

Sou um menino poeta! Oh Julieta
A haste perdida sem doce carinho,
O doce viver aos teus lindos carinhos
O teu seio formoso ao meu coração.

Faze a bela página sem desamor,
Tresmalhai-me o vosso ser bem-amado!
És uma grande amiga! Amo-te tanto...
A página do amor há de sorver-vos.

O amor frondoso sentiu-lhe o gozo,
Sabes como eu te amo,querida!
Sou o amigo da tua bela poesia;
Amo-te tanto carinho ao teu vergel.

O tinir do coração... És tão eterna!
Oh! És minha bela Julieta em leito...
Amei-te o doce alento sem pejo,
És uma bela flor ao teu carinho.

Eis-me o grande poeta! Ó meu amor
O siso eterno ao vosso coração,
Os seus talhares à bela página
Amo-te como um menino poeta!...

Autor:Lucas Munhoz

Lucas Munhoz

Soneto do amigo (Verso alexandrino)

Tinindo o nosso coração como o bom amigo,
Dize-me o doce carinho ao meu coração
Reza-me o vosso ser vivido à oração;
O fulgor glorioso sem vida ao teu abrigo.

Queres ser o meu grande amigo sem loucura,
Adoro a ti como o bom vate dos amores
Gosto de ti perfeitamente aos teus ardores,
Escrevo-te os bons poemas à tua leitura.

Amigo! Hás de abraçar-me o vosso viver,
A vós,inda hão de volver os lindos poemas
Sabei,como és meu doce amigo ao teu ser.

Amigo! Hás de volver-me o belo poema,
O vosso amor senti-me os teus abraços
Os seus poemas hão de tornar-me aos amigos.

Lucas Munhoz

O amor maravilhoso

O meu langor a ti vos ama sem fulgor,
Quero-te o vosso leito ao doce palor
Se tu visses amar-me o vosso amor
O dulçor há de amar o vosso encanto.

Se tu visses sentir-me o vosso amor,
A aurora do vosso coração sem vida
Vejo-te o teu ser à vida lânguida
És um doce carinho ao vosso ardor.

A feição vos sente aos teus carinhos,
Sou o poeta do teu fogo abrasador
Ama-me o vosso leito ao teu fulgor!

Quero-te a bonina do vosso beijo,
Ama-me o vosso langor mui lânguido
Se eu fosse o teu doce leito fúlgido.

Lucas Munhoz

A baile da amiga

Que ao doce sentimento sem vida possante,
Hão de devorar-me os teus beijos eternos
Tu,que amas o meu doce licor aos carinhos
Que as belas amigas vos amam perfeitamente.

Que o alvor primoroso aos teus corações,
Hás de abraçar-me a doce amizade... amiga!
O licor abrasador aos teus amores em plaga.
Quero beber-te o doce silfo aos corações.

O doce afago vos ama aos teus encantos,
Hás de volver-me os doces sentimentos
Que ao ar silente os teus lindos amores
Senti-me os teus corações mais primores.

Abraça-me o vosso afago aos teus carinhos,
Torna-me a doce amiga sem doudo sentimento
Querida,como és um doce lume ao meu pranto
A baile fúlgida à doce amizade sem cantos.

Lucas Munhoz

As estrelas do sol

Amá-las! O teu amor estrelado sem moita
Canta-me o céu deleitoso pelo carinho,
Olha-me o beijo brilhante pelo caminho
Olho-te o fulgor estrelado, oh Julieta!

O sol airoso deu-me ao vosso sentimento,
Ama-me o vosso lume aos doces corações
Fala-me o olhar sereno tantas orações!
Amo-te o olhar sereno ao lindo canto.

Quero-te as belas estrelas ao doce luar,
Amo-te o doce luar ao forte esplendor
Oh amor! Como o sol formoso és meu pesar.

Amemo-nos! O vácuo do sol sem pesar a ti...
Amo-te a noite tresloucada ao doce céu,
Amar-te dentro de um peito eterno a si...

Lucas Munhoz

A grande amiga

O trescalar do amor, és meu doce coração!
Eis o siso formoso - inda há de amar-vos?...
Há a brisa ardente pelos doces encantos;
Amiga, queres banhar-me a tua doce vulção.

Que as belas amigas vos beijam docemente,
O licor fecundo, como és meu doce beijo
Ao fim do teu coração, o meu doce latejo
A bela ventura sem clamor, o ar silente.

Do clangor ao doce coração, és tão serena!...
A flor singela, o doce carinho sem ar...
Vinhas o meu amor fúlgido ao doce pesar,
Amor, és um doce fulgor à vida eterna.

O teu doce coração, és minha bela virgem!
A aura perfumosa pelos doces abraços;
Eis a urze perfumosa - os lindos beijos
A hera do vosso amor ao doce vertigem.

Lucas Munhoz

Amor e paixão

Amar! mas um coração que tenha amor...
E que beije o fogo ardente, querida!
Que penetre o meu fogo - luz plácida!
Amor, e que beije a minha doce flor...

Sejam só sempre arrepios e beijos,
Que seja só a paixão encantada...
Dados no delírio - e não só vida
Mas amor... dos amores que têm fogo.

Sim, doce e quente! flor perfeita
Nem virá machucá-lo nos delírios,
Como o primor da sedução e rota.

Amor que viva e brilhe! luz vivida
Nem virá dissipá-lo nos desejos;
Sejam só lindos amores... se têm vida.

Lucas Munhoz

Baladas sensuais

III

Julieta dengosa

Foste o meu amor sereno...
Inda o licor formoso, amando
Que às belas margens um lindo ano;
O sol luzente à flor, cantando.
Que eras a flor esplêndida...
O ar silente à luz, amando
À vargem, que a noite florida
Eras o olhar perfeito, cantando.

Inda és bela volúpia em leito;
Ao teu doce corpo em que o beijei
Que o fogo eterno ao doce coito,
Ao vosso delírio em que o tomei!
O fogo ardente à flor, amando
Que eras a bela Julieta à noite;
O alvor perfeito à luz, cantando
Como eras o fogo inocente...

A tua ardentia em que a amei,
O lampejo esse doce castelo...
Dá-me o sonho delirante ao estalo!
Ao doce castelo em que fui rei!...
Dá-me o leito deleitoso ao beijo,
Ao doce transe em que o senti
Que eras o amor fogoso sem pejo,
Ao corpo ardente em que te vi!...

O mar eterno à flor, amando
Inda eras o belo castelo, amor!
A flor serena ao mar, cantando
Eras o leito perfumoso à flor.

Lucas Munhoz

Minha amiga amada Mel (Soneto do amor)

Amo-te como um amigo real... não cantes!
És a mulher formosa aos teus sonhos do amor,
Amo-te como amigo aos teus prantos da flor
A casta noite, e há as belas amizades.

Amo-te um lindo coração à amizade,
O carinho fiel, és tão serena e bela
Amo-te como amigo bem-amado a amá-la;
E todo dia vais sentir-me a bela beleza.

Quero senti-lo a alva formosa sem brilho,
És bela amiga com doce sedução e flor
Amo-te, és tão querida ao meu doce carinho.

A aura perdida, e fui triste e sozinho...
Amo-te como minha bela amiga, Amor!
Sinto-te o belo coração em lindo ninho.

Lucas Munhoz

O castelo da Julieta

"Sinto às vezes amar-me o deleite abrasador,
Um rude licor há de exprimir-me o beijo
Ó Julieta! O beijo supremo em lampejo;
Arfa-te o meu seio formoso em doce esplendor.

Treme-te o doce mar ao delírio em langor;
Ei-los! Ó rude esplendor em um ar fulgente
Amei-te o latejo esse mar palpitante...
Amor! O leito perfumoso ao teu mar adorador."

Fulge-te o meu seio eterno ao doce castelo;
- Ei-los! A alva singela em um ar silente...
Ó Julieta! A aura deleitosa sem solo.

Lembra-te o doce alvor em beijo formoso,
- Entre os sóis sedentos aos mares ardentes!
Beija-me! O langor formoso em doce gozo.

Lucas Munhoz

Fatalismo II

Nua,mas para o amor cabe no leito
Logra-te a comer o meu ser! Meu amor...
A minha língua senti-me no seu ventre:
- Lambe mais abaixo! Quero a tua fome!

Em prazeres carnais,quero o coração a ti
Os seus seios tão virginais eu já mordia,
Lambe-me a tua mordida do deleite:
- Morde o meu pescoço! Meu amor...

Os vis gozos da vida iônia no leito,
Resvalo-te as tuas formas nuas sem pejo:
- Lambe bem forte! Meu bem... Meu ventre!

Disse-me tão quente e louca! Meu amor
O meu beijo eu já obedeci a vida!...
Ó delícia da minha amada fatal!... Amor.

Lucas Munhoz
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