Coleção pessoal de KatarineLins
-As vezes procuro a hora, só pra trocar o relógio.-
Katarine LinsAdeus, ao menino grão de Areia.
Katarine LinsSubterfúgio a Dois
Apaixonada? Boba.
Frustrada? Depressiva
Raivosa? Vingativa.
Feias? Infelizes.
Bonita? Gostosa.
Homens? Todos iguais
Mulheres? Todas diferentes.
Amor? Começa pelo ouvido.
Sexo? Expressão do amor.
Simpática? Falsa.
Traída? Mastigar tristeza, alimentar-me de dor,
Engolir rancor, digerir ódio, DEFECAR VOCÊ.
Afaga-me sobre teu prazer
Me entorpece em tuas entranhas
Me mostra a porta do éden,
Onde o teu corpo é a chave
E a fechadura é o nosso encaixe
Me afeta com o teu mal,
O mal de te amar, e de ser amada
Nas eloqüências de noites frias,
E sobre o calor do nossos corpos
Que se tornam a exaltação
Do nosso extasse sobre o outro, eu, você, nós.
Remate penoso!
Sangrando
Agora seguro entre meus dedos aquilo que volta a me possuir.
O quanto é frágil, e como ele bate, hora acelerado outra apaziguado.
Vejo que posso esmaga-lo entre os dedos, ou posso pisa-lo.
Um respigado que sai que ainda corre entre suas artérias mela a minha mão.
Me sinto enojada com esse respigado infernal que me torna humana.
Volta a bater, volta a me possuir, um dia, hoje talvez não, amanhã ainda não sei,
Mas num futuro não muito distante ele irá voltar a bombear o amor
Que falta em minhas veias.
Sou o orfanato de amores sem pais.
Sou o asilo de esperanças,
que morrem de tão velhas.
Sou o final ininterrupto
das coisas que tem que findar.
Sou o fim, que logo procede o começo.
Tapa dada ninguém tira. Palavra dita, nunca fica como não dita.
Escrevo o desabafo de mim.
Com a esperança de um dia ter o poder de descrever meu final feliz.
E me perco no abecedário, tentando descrever a cura inexistente de mim.
Katarine LinsEscrevo com a esperança de me encontrar, escrevo como um lapso nervoso de passar tudo que sinto
Pois se tentar falar, vou gritar, e grito
Escrevo sem esperança de fazer mudanças, sem esperança do novo, escrevo pra mim e por mim.
Escrevo porque é meu refúgio de fugir, escrevo porque não sei falar, escrevo porque a minha escrita me descreve.
Funciono sem você
Respiro sem você
Vivo sem você
Sou eu sem você
Amo sem você
Agora feliz não sei se eu sou sem ter você.
Essa pessoa que clama por um fim, por uma duvida esclarecida, por por uma interrogação desfeita, por tua ausência infinita.
Quero te ver desaparecer em mim, que vire neblina esse teu descontentamento de amor.
É assim, você mantém as mãos sempre ocupadas.
O coração em pedaços numa cumbuca de gelo.
O resto gélido como o coração, seco como você.
Espanque em pensamento o pé de sua barriga, e enfie agulhas em suas veias.
Pare, Parei...
Agora morra empanzinado de amargura, ódio, amor, bastante amor retraído, calado, mudo.
Sofra, chore, congele...
É parei.
Parei de por pra fora aquilo que me frustra.
Um sapo que coaxa a porra nenhuma que ninguém entende, sou eu.
PAREI.
De escrever, de viver, de ser... e de sentir ?
És assim, foi assim, me penetra assim, e nem só com o pênis entra em mim.
Katarine LinsChega do pensar, penar...
O trivial é viver a beleza do improviso.
Essa vida sem roteiros.
Onde os protagonistas se fudem e se confudem,
onde nós dirigimos nós mesmos, ou deixamos
outros nos dirigir?
O cenário se embala com os semáforos, e assim,
ensaiamos sempre um final, brevimente, FELIZ.
- Me desocupar de você, e ser inquilina de mim mesma
Katarine LinsDa primeira vez esqueci da minha escova de dentes na farmacia do seu banheiro.
Fui buscar e me esqueci no seu quarto.
Da segunda vez esqueci um livro e algumas peças de roupa.
Fui buscar e me esqueci em seu corpo.
Da terceira vez, não me esqueci de mim.
Busquei minha saudade, trouxe meus motivos, mais ainda sim esqueci de buscar meu amor.
Ele que ainda estar no teu quarto, no teu corpo. E cisma em empreguinar em você.
Consigo...
... Sigo.
Foi você no meio de minhas pernas, você dentro de mim.
Foi gozo, mais um gozo silencioso, por isso,
que agora necessito gritar, foi tão bom, tão bom...
Brincar de te amar.
O cigarro faz neblina dos meus pensamentos.
Katarine Lins