Coleção pessoal de jokalink

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Há dias!!!

Eu sou um canto vazio!
Sou rouxinol resgatado!
Sem vida, cor ou entoação!
De cantar perdi o pio!
Rastejo desventurado!
Por conta de um desafio!
O de almejar tua paixão!

Jorge Ferreira dos Santos

Sonhar

De Raínha tem o porte!
A elegante Senhorinha!
Que de mim já é Senhora!
Eu um pobre dum plebeu!

Nasce uma paixão na Corte!
Dum bobo pela Raínha!
Me anelo um dia me adora!
Subsisto não dela, nem meu!

Jorge Ferreira dos Santos

Astro Rei!

Cintila ao raiar do dia!
O Astro de quem sou fã!
E me embala de mansinho!

Do gelo que me existia!
Me agasalha com muito afã!
E aconchega com carinho!

Estou louco mas sou feliz!
Doente, só de saudade!

Sou substância que se desdiz!
Escravo da ansiedade!

Jorge Ferreira dos Santos

Eu

Sou réstia de vida!
Sem sentido no fim!
Quase sempre perdido!
Dentro de mim!
Procuro e não acho,
Não sei o quê!
Em tudo o que faço!
Saio a perder!
Me sinto cansado!
De nada fazer!
Luto comigo!
Não consigo vencer!
A vida me deu!
E só fiz asneira!
Sou um pobre ateu!
Sem eira nem beira!
Assim sou eu!
Não me invejo!
Enfim!
Não tenho inteligência!
Nem pena de mim!
Choro sem saber!
O que quer dizer!
Meu peito rebenta!
De tanto sofrer!
Não quero ajuda!
Nem compaixão!
Só quería entender!
O peso que trago!
No meu coração!

Jorge Ferreira dos Santos

O Sol e a Lua

Pairando se vai a Lua!
Docemente! sossegada!
Em seu trajecto constante!

Intrépido o Sol amua!
Deixando-a desconcertada!
Cala o brilho deslumbrante!

Lua de enredo! que apogeu!
Suavemente enlevada!
De apolo dueto amante!

Plena de “amor dor” estremeceu!
Perdida! de luz e achada!
Está tão perto e tão distante!

Àh meu Sol! meu astro belo!
Furacão adormecido!
Sonho lindo! radiante!

Me foras o meu degelo!
Sinto-me meio perdido!
Estranho amor meu dominante!

De seu amado ser sua!
Triste sonho apocalipse!
Anseia pela bonança!

Que vai ser da tua lua!
Esperando o eclipse!
Simbolo da sua esperança!

Sol amor puro sereno!
Teu calor minha energia!
Minha alma me suprimiste!

Quero beber teu veneno!
Finar-me só de alegria!
Pra sentir o que sentiste!

Jorge Ferreira dos Santos

Sem resposta

Alma minha se existisse!
Ao nascer me foi levada!
Por Ele me foi tirada!
Sem me deixar consentisse!

Lerdos se são e senhores dão!
Por quem nos ousa comandar!
Se esfuma no sonho assombrar!
Pudor sem raíz seu condão!

Levita alvo o coração!
De véstia pura e capital!
Se liberta de todo o mal!
Prodigiosa a separação!

Na alvorada da vida!
A esperança me foi roubada!
Se não acredito em nada!
Só Ele conhece a medida!

Sou incrédulo? sim eu sei!
Mas tenho visão para ser!
Por tanto me vi já sofrer!
Do meu pensamento sou rei!

Se sou giro? sei bem que sou!
Não como eu gostaria!
Mais formoso fui um dia!
Até nisso me aldrabou!

E agora que faço ou digo?
Da minha alma desgarrada?
Se não me acredito em nada!
Alma penada é castigo?

Jorge Ferreira dos Santos

Lua

De sentimento mais puro!
Sonha a Lua e docemente!

Sol que diz amá-la e sente!
Um fervor calmo e seguro!

Jaz em seu coração morno!
Acesa a chama de um vulcão!
Da malha que o amor tece!

Do calor que arde em seu forno!
E lhe enternece o coração!
Sol calor que o enaltece!

Jorge Ferreira dos Santos

O Sol

Sol que em seu fulgor aquece!
Muita alma entristecida!
Seu brilho que lhe dá vida!
E a tristeza desvanece!

O dia nasce eclíptico!
Mãe natureza se sorri!
Nuvens brancas choram por ti!
Lua! que amor crítico!

Àh Sol lindo! quanto empenho!
Em tua feliz Lua sofrer!
Que chora e ri por te querer!
Por seu eclipse ferrenho!

Assim sofrem bem juntinhos!
Um do outro bem distantes!
Sonhando os dois amantes!
Chorando por seus carinhos!

Pérfido amor que descontas!
Tua raiva em quem te adora!
Como vão juntar agora!
Os sonhos que tu desmontas!

Jorge Ferreira dos Santos

Amar

Amar é aprender e corrigir uma deficiência de nascença. Quando se nasce, é-se como um diamante bruto, tal como era na pré história, a seguir vem a lapidação, a tranformação em algo de majestoso e belo. Se não ocorrer essa transformação, fica-se perdido no espaço, sem rumo definido e depois, vem a ganância, a prepotência e as guerras. Amar é tão, ou mais importante na vida, que respirar.

Jorge Ferreira dos Santos

Sol

Olá Sol minha existência!
És musa do meu coração!
Linda deusa minha paixão!
Teste da minha paciência!

Adoro-te mais que muito!
Por ti sou louco varrido!
Tiras-me todo o sentido!
Que amor este tão furtuito!

Ando triste sendo alegre!
Desta vida que me mata!
Onde “Ele” meter a pata!
Nos tortura assim de leve!

Minha nossa se te amo!
Mais que a mim e te desejo!
Extraviado o meu ensejo!
Se não vens quando te chamo!

Sei que não podes e queres!
Mas nosso sonho há-de vencer!
Por quanto amor me deres!
Vou ter de esperar-te e sofrer!

Jorge Ferreira dos Santos

Pensar!
Faz cansar!
Melhor não!
Pra não recordar!
Pra não doer!
Porque pensar muito!
Faz a gente sofrer!

Jorge Ferreira dos Santos

Lágrimas!

Lágrimas salgadas, rolam pela minha face e param!
No canto da minha boca!
Quanto me dizem essas simples gotinhas de água!
Por vezes choro porque me sinto um fracasso!
Como homem, como marido, como pai!
Outras choro, porque amo!
Com tanta intensidade!
Que tenho medo de acordar de mais um sonho!
Tenho medo do que digo, do que faço!
De ser mal interpretado!
Nesta minha escalada desmedida!
À procura, não sei bem de quê!
Será que me vou sair bem? será que não?
Quem sabe sou um daqueles homens maus!
De tal forma que não conseguem ser!
Nem fazer ninguém feliz?
Tenho medo de mim, do futuro!
Do que ainda possa sofrer!
Por amores e desamores.
Sinto um nó no peito que me chega à garganta!
Que sobe, me invade e me faz chorar!
Nem eu sei bem porquê!
Tenho andado assim!
Meio perdido!
Dentro de mim!

Jorge Ferreira dos Santos

Homens!

Afasta-te deles!
Não precisas deles pra nada!
Nenhum homem te merece!
Quanto mais cedo meteres isso na tua cabeça melhor.
Não vês o exemplo dos cães?
Que se agarram a tudo que mexe
Só para esvasiar as bolas?
Assim são os homens!
Se queres um conselho de amigo!
Afasta-te de mim!
Eu também faço parte dessa raça!
Não sou flor que se cheire!
Só que tenho essa percepção!
A maior parte deles não!
Nasceram com um defeito!
Que não tem reparação!
São como uma bomba!
A que já acionaram o botão!
Só ninguém sabe o porquê
De não ter havido explosão.

Jorge Ferreira dos Santos

Bom dia

Bom dia minha flor!
Minha pétala de rosa.
Meu sofrer, minha dor!
Minha alegria.
Meu Amor!
Minha Gatinha formosa.
No meu leito a tua falta!
Estendo o braço!
Não te encontro!
Foges pra longe.
Anseio por teu regaço!
Meio inconsciente!
Te chamo!
E repito vezes se conta!
Te amo! te amo! te amo!
Te amo! te amo! te amo!

Jorge Ferreira dos Santos

Grito

Que o mundo todo escute
Vou gritar até doer
Bendita “dor” me atingiu
Antes que a sorte me chute
Estou a adorá-la e a sofrer
“Ela” já me descobriu

Meu grito silencioso
Abafado o meu sentir
Receoso da explosão
Antes que volte o teimoso
Me quede o sonho a dormir
E me arremesse no chão

Quero beijar tua boca!
Pra sentir o teu sabor;
E matar toda esta sede!
Minha mente ficou louca
Nada mais vê, só amor!
Estou preso na minha rede!

Jorge Ferreira dos Santos

Bruxinha linda

Bruxinha sou e adivinho
Não desejo ir plo cano
Pra longe de mim a lama
Não me perco por carinho
Pois raramente me engano
Quem quero levar pra cama

Gelada me encolho e tremo
Sol lindo que me aquecia
És tão raro e tão denso
Mas nem o gelado extremo
Deixa a minha mente fria
Pra calar tudo o que penso

Jorge Ferreira dos Santos

“Sol”

Hoje eu vi nascer o “Sol”
Mais belo que nunca e radioso!
Só porque te vi!
Quando te vejo, fico assim!
Como um pato bravo!
Feliz! Dengoso!

Jorge Ferreira dos Santos

“Fim de Relação”

Gélidas se curtem noites!
Tragando odores de solidão
Sem promiscuidade mais não
Bons agouros tais açoites!

O riso seco estridente!
A alma sem motivação
Inteiriçado sem ereção
Mirra o sonho seca a mente!

Bem alva se some atração!
Em enxames vespianos
Zunbindo recriam danos
Mais doeras no coração!

Alvuras se vão sem mito!
Sem sabor de alvorada
Tão sofrida de estirada
Sem séquito gratuito!

Some a vida verte o sonho!
Lágrimas que o sonho embala
Cala o grito mas não cala
O seu passado enfadonho!

Jorge Ferreira dos Santos

Que pena!

Sinto pena, de quem pena;
Só de pensar arrepia;
Comparando à leucemia;
Minha dor é tão pequena.

Doutras tantas comparada;
Que de amor não sofre apenas;
Outros males, me fazem penas;
Qual Poena castigada.

Rejeito a dilação menor;
Sonho vão, se vai de cena;
Dor dos outros, sinto pena;
Desta minha, só sinto a dor.

Jorge Ferreira dos Santos

Ah! como eu gostaria

Como eu gostaria!!!
De poder dar-te tudo!
Aquilo a que tens direito;
Ouro, joias, pedraria...
O céu e estrelas te daria;
Um Dom Sebastião seria;
Tão majestoso perfeito;
Se o portal me não fechasses;
A entrada do teu peito!
Mas não sou...
Não sei ser especial
Assim! belo e grandioso!
Tampouco rico ou garboso:
Sou apenas um vulgar!
Sem riqueza pra te dar;
Sem beleza natural;
Só te posso assegurar;
Com a certeza de quem ama;
Me puderas tu amar!
E dizê-lo ao meu ouvido;
Pra sempre teu só seria!
Fiel e dedicado amigo!
Todo o amor aprisionado;
Com o teu se fundiria;
Pela vida fora a sonhar;
Contigo sempre a meu lado!

Jorge Ferreira dos Santos
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