Coleção pessoal de jeffer

1 - 20 do total de 71 pensamentos na coleção de jeffer

A saudade é uma massinha de modelar tentando tapar um buraco do tamanho da parede.

Jefferson Luiz Maleski

Há livros que nos afastam das pessoas.
Há pessoas que nos afastam dos livros.
Ambos são o que há de melhor em seu gênero.

Jefferson Luiz Maleski

Às oito horas ele ia trabalhar.
Às dezoito precisava estudar.
Mas sonhar, ah ele o fazia
Tanto à noite quanto ao dia.

Jefferson Luiz Maleski

Sabe qual a diferença entre uma pessoa que lê e uma que não lê? A primeira sabe.

Jefferson Luiz Maleski

O problema de se acreditar que sonhos tornam-se realidade é ter de admitir que pesadelos também são sonhos.

Jefferson Luiz Maleski

Para se aproveitar bem a vida não é preciso chegar aos extremos, basta ser intenso aonde você estiver.

Jefferson Luiz Maleski

Enlouqueça um pouco todos os dias para não enlouquecer tudo de uma só vez.

Jefferson Luiz Maleski

O aumento de gaivotas no mar anuncia a terra firme assim como o aumento de veículos em uma rodovia anuncia a proximidade de uma cidade. Os veículos são as gaivotas do asfalto.

Jefferson Luiz Maleski

Nossa ignorância tende a diminuir assim que nos apercebemos dela.

Jefferson Luiz Maleski

A ignorância de sua ignorância é o principal defeito do presunçoso.

Jefferson Luiz Maleski

Vivemos em tempos onde os ignorantes é quem mandam. Os sábios têm coisas melhores para se ocupar

Jefferson Luiz Maleski

Aquele que segue a sua própria sombra nunca avançará. O mesmo acontece com quem vive do passado.

Jefferson Luiz Maleski

Hoje em dia, a única coisa que me choca é uma galinha gigante sentada em cima de mim.

Jefferson Luiz Maleski

Pior do que ter uma sogra com o nome de Esperança, é ter uma chamada Eterna. Pelo menos a Esperança morre, né?

Jefferson Luiz Maleski

O maior risco que um homem corre ao passar uma cantada é a mulher aceitar e, algum tempo depois, ele ter de dizer: "Sim, eu a aceito".

Jefferson Luiz Maleski

Invejo profundamente a mim em um futuro próximo!

Jefferson Luiz Maleski

Quanto menos se lê, mais dano provoca o que se lê.

Miguel Unamuno

UMA LENDA GOIANA


Existe uma velha lenda, talvez o único vestígio da extinta tribo dos índios Goyazes - além, é claro, dos genes que os seus descendentes mestiços carregam por aí - que conta como surgiram o amor e a humanidade. Diz a lenda que Jê, o grande deus guerreiro solar, habitava acima das nuvens e irradiava a sua luz por todo o universo, sem preocupar-se com coisa alguma. Até que certo dia, ao olhar para baixo, avistou alguém enviando em sua direção um brilho intenso que ele nunca vira antes. Jê nunca tinha sido ofuscado por outro, e resolveu descer para conhecer de perto aquele que competia com ele. A grande surpresa de Jê foi perceber que não era nenhum ser mais iluminado que ali habitava, mas a bela Avá, a deusa das águas, que refletia os próprios raios do deus sol de volta para ele. Quando perguntou a ela por que fazia aquilo, respondeu-lhe com um sorriso que era porque a luz e calor que ela recebia faziam-na feliz, e tinha resolvido devolver um pouco do que ganhava como sinal de gratidão. E, sem querer, acabou chamando a atenção do poderoso Jê para ela. Jê enamorou-se dos longos cabelos azuis de Avá e desejou casar-se com ela. A deusa também ficou fascinada pela majestade do deus guerreiro, mas havia um problema, ela já era prometida de Orenoco, o deus da terra. Orenoco, quando viu ambos conversando, irritou-se grandemente, mas sabia que ambos eram deuses poderosos e era improvável que um deles ganhasse uma luta, caso houvesse. Por isso, ao invés de desafiá-lo para a batalha, lançou um poderoso feitiço sobre ambos. Jê e Avá não poderiam nunca mais se aproximar. O fogo do deus sol seria insuportável para a deusa das águas, fazendo-a ferver e evaporar-se, desaparecendo na sua presença. E Avá, se insistisse em se aproximar de Jê, presenciaria o brilho do guerreiro desvanecer até se apagar por completo. Estariam fadados a eterna ausência um do outro ou a destruírem-se mutuamente. Como a poderosa magia de Orenoco não poderia ser desfeita, Jê resolveu, como o seu primeiro e último gesto de amor por Avá, dar-lhe uma raça inteira de filhos para que ela lembrasse do seu amor. Estes eram os homens e mulheres goyazes, que sentiriam em seu peito a mesma dor dos dois amantes. É por isso que quando o homem se apaixona pela mulher, o seu peito arde como se ali dentro habitasse a chama de Jê. É por isso que quando o amado se afasta da sua mulher, ela derrama pequenas gotas de água por ele, deixando-as cair por terra. A palavra tupi Goyá significa literalmente “semelhante”, “da mesma raça” ou “parecido”. Assim, quando cada homem e cada mulher se ama, provam que são parecidos, semelhantes e da mesma raça que os deuses que os criaram.


Este texto é uma ficção, escrita por Jefferson Luiz Maleski em 3 de julho de 2009, sob o frio da primeira noite de Pecuária em Anápolis, Goiás.

Jefferson Luiz Maleski

O lugar mais inóspito e distante de tudo e todos neste planetinha fica exatamente dentro de si mesmo. Mas poucos são os que acham o caminho para lá e menos ainda os que voltam.

Jefferson Luiz Maleski

Gênesis Gramatical


No princípio era o verbo.
Depois, apareceram o sujeito e o predicado.
Todo o resto, foi o Diabo quem inventou.

Jefferson Luiz Maleski
1 2 3 4   Próxima