Tag Amor na coleção de gabiiinvittti
This little heaven.
“Tell me baby, what are we going to do? Tell me baby, what are we going to say? With their sweet words, please answer me. And everytime I try to walk away, and everytime you want to hear me say - the words disappear”. – Olho as nuvens no céu e consigo dar mil formas a elas, minha imaginação flui rapidamente e posso desenhá-las com meus próprios dedos. Queria poder desenhar nossa história também. – Olho você e posso imaginar mil e uma formas de dizer o que penso e o que desejo, mas pincelar num papel e acreditar em cada cor dos desenhos de minha imaginação, seria voar como as nuvens.
Ontem estava me lembrando de nós dois, quando dei por conta estava rindo de minhas bobagens. Fiquei me perguntando ‘como me agüentou por tanto tempo?’. Fiquei imaginando tudo que aconteceu em formas coloridas. Consegui me lembrar de seu cheiro e a imagem do seu olhar não saía de minha mente. Suas palavras me fazem acreditar em flores... Seu jeito ainda me intriga.
“Com dias contados o ponteiro do relógio parece voar, logo vai dar meia-noite, tenho que ir embora. Tudo que faço é te olhar de longe, sem você perceber. Sorrio calmamente, mas não consigo disfarçar que estou aflita. Posso lhe fazer uma pergunta? Apenas mais uma? – Em que momento de minha vida sua rua vai encostar na minha?”
Com destinos tão paralelos não consigo parar de me perguntar: ‘Por que nos encontramos?’, talvez destino, talvez desvios do destino. – Você talvez já tenha percebido que apareceu em minha vida em um momento de trânsitos, me trouxe paz e sossego de forma que eu não estive fora do perigo. De forma que me fez perder a respiração – a forma exata para me perder e me encontrar – a forma exata para achar mais evolução.
Suas idéias abrem meus pensamentos, sua maneira de pensar às vezes é muito semelhante a minha e repito, suas palavras me fazem acreditar em flores. – Quando para mim já não fazia sentido, minhas palavras de esperança puderam invadir alguém e tomaram novas proporções dentro de mim.
Confesso que de longe te vejo sorrir e seu sorriso me invade, sua alegria me traz paz. Confesso que em uma noite dessas, quando meu dia não estava bom, você me ligou para contar um problema e eu esqueci completamente a pequena dor que havia sentido naquele dia e me enchi de dores que eram suas. Confesso que se nossos olhares se encontram meu coração dispara e todas as vezes que me perguntam de você eu tento disfarçar meu suspiro ao inevitavelmente me lembrar dos seus carinhos. Confesso que ao ouvir sua voz eu tenho arrepios e se você ousar passar por mim com teu perfume fico sem direção.
Confesso que as vezes meu sorriso é para disfarçar o que não quero que você saiba.
Diga-me, o que fazer agora? Se toda vez que eu fujo, eu me aproximo mais. Se estranho seria se eu não sentisse nada. Se guardo as lembranças e imagino nosso futuro. Se lá no fundo eu peço que o tempo demore a passar quando estamos juntos. Se quando estamos juntos tudo parece mais fácil – por que destinos tão distantes?
Um sentimento tão incompreensível o que eu sinto por você – afinal, se eu te ver com outra pessoa não sinto nada, mas se eu te ver triste a dor e às vezes a raiva me invade, se te vejo feliz meu coração se alegra e se estou com você ele sai pela boca.
Se você é a boa inspiração de minhas resenhas – afinal, sem você eu escrevo apenas coisas tristes – se suas palavras estão guardadas comigo, se o que eu sinto é tão sincero. Diga-me meu doce amigo, o que fazer agora? “Tell me baby. Tell me! I see the hours pass”.
Amor de um homem
Eu não acredito na velha história do “Te ligo amanhã”. Apesar de notar diferenças, sei que no fundo são todos iguais. E cada dia que passa, a cada novo homem que conheço, eu amo mais meu cachorro.
É incrível como as mulheres sempre foram tolas, acreditam no amor e no respeito, enquanto os homens acreditam na paixão e no desejo. No entanto, existem aquelas que se fazem de neutras. Não acreditam, nem ignoram. Eu sou umas delas.
Acredito no respeito, porém sei que é difícil dele existir. Acredito na paixão, porque sei que é ela que encaixa dois corpos. Acredito no desejo, porque sei que ele é a semente da paixão. Mas não sei descrever o amor, muito menos acreditar nele.
Amor é designado como segurança e proteção, respeito e carinho, fidelidade e lealdade, desejo e ternura. Porém, não é fácil encontrar um casal que tenha todas essas virtudes. Se o amor existe, então o que é ele?
Amor é uma incógnita, é um sentimento entre Deus e fiéis, entre pais e filhos. Porque essas são relações de serenidade, de cumplicidade e fidelidade. Claro que nem todas as famílias são assim, porém tudo tem exceções.
Mas se o amor existe entre duas pessoas, o que é ele? Para mim, o ‘eu te amo’ é uma das maiores mentiras já ditas entre homens e mulheres. O que eles querem dizer na verdade, é ‘eu te desejo’. Acredito no amor sincero, entre amigos e famílias. Mas não acredito no amor entre um homem e uma mulher. Porque se ele existisse, não existiria traição, nem brigas. Ninguém sairia chorando, e ‘coração partido’ seria a metáfora mais mentirosa já dita.
Quando sua barriga sentir aquele frio, quando seu coração bater rapidamente, quando você sentir aquele arrepio e sua respiração parar. Saiba, você não sente amor, sente paixão. Porque paixão é o grande fluxo entre dois corpos. É ela que sustenta a lei da atração entre um homem e uma mulher.
Quando conhecer alguém que tudo indica ser o amor da sua vida, não acredite nisso. Não se iluda, nem deseje demais. Se controle, e deixe o tempo dizer.
O amor foi inventado para as pessoas se sentirem mais felizes, mais iludidas. E eu não posso julgar. Nunca me iludi ao ponto de achar que estava amando.
Não acredito em príncipes, nem no ‘felizes para sempre’. O juramento do matrimonio já não é mais real. Parece até história de alguém desiludido, e talvez seja. Mas se prestarem atenção, o que move as pessoas é a paixão, e não o amor. Então, o desejo de um homem sempre falará mais alto. E você, você sempre irá se decepcionar.
Chega de esperar que eles liguem e nos amem. Apenas viva sua vida, e coloque ele em segundo plano, como ele faz com você.
"O amor de um homem, é apenas o que lhe satisfaz".
Jogo sem vencedor.
No começo, quanto mais você me esnobava, mais eu queria você. Eu sempre vi o nosso amor como um jogo. Sem regras e sem tempo estimado. Era uma bebida com veneno.
Se você me atacasse, eu atacava você. E se eu te atacasse você me atacava também. Não tínhamos limites, gostávamos mesmo de nos maltratar. A dor virava prazer, a tristeza virava emoção. Era uma ventura, sem limites.
E então, você jogou pesado demais.
E quando se percebe que irá perder em um determinado tempo do jogo, você há de pensar em desistir. Eu pensei seriamente no momento da sua jogada, mas por teimosia, continuei apostando. Apostei um preço alto demais, e continuei perdendo. Foi então que eu desisti.
Acho que eu corri atrás de outros jogos, mas vi que nada se comparava ao nosso. Então, eu fui tentando esquecer toda essa loucura. Era difícil, mas eu havia desistido. Em momento algum, eu quis te deixar, e em momento algum, eu te deixei. Porém, eu desisti de toda aquela loucura.
E quando você desconfiou que pra mim já tanto faz, você tentou dar cartadas altas a meu favor. Porém, eu já havia saído do jogo.
Como todo jogador que se preze, eu fiquei tentada a voltar ao jogo com suas apostas. Mas como decisão tomada é um juramento para mim, eu não voltei a jogar.
Acho que você ainda não entende que eu desisti. Mas acho que no fundo, você também desistiu.
Quando dois grandes jogadores se encontram, a partida é emocionante, porém o final é desprezível - ou um desiste, ou os dois empatam. E eu, não queria jogar como você, meu jogo era mais raciocínio, o seu era mais vontade.
Nunca quis empatar, quis vencer. Mas chegou um dia, que desistir era melhor que perder.
Agora, eu vou atrás de outro jogador, alguém que eu possa competir, sem ser enganada. Seguiremos nossas partidas, sem se precipitar em pensar que algum dia voltaremos a competir.
Comece a amar!
“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.” (Antoine de Saint-Exupéry)
Porque o amor é puro. Você faz tudo sem querer nada em troca, você fica feliz ao ver a outra pessoa sorrir e se entristece ao notar que aquela pessoa chora. Você perdoa os crimes mais absurdos e nunca desampara. Você confia, você ouve, você aconselha, você aceita defeitos e admira as qualidades. Você ama, simplesmente, ama e faz o bem.
Já a paixão é o delírio da posse, é quando você deseja alguém e quer uma espécie de contrato. Quando você não pode nem pensar em soltar a outra pessoa. Quando muitas vezes você se sente doentio e ridículo. – Porque ver aquela pessoa feliz não bastará a você, você precisará dela Somente para você. E só dará o que puder receber. – Quando você se apaixonar, você perderá o chão. – E paixão, paixão não convence, não sustenta e nem completa. Você sempre sentirá falta de algo, o que normalmente causa insegurança, dor e traição. A paixão não é sincera, é doentia e desonesta, ela acaba com a gente, e apesar de nos fazer voar – o tombo sempre é maior do que suportamos.
Por isso são privilegiadas aquelas pessoas que sentem o amor, porque o amor é apenas um sentimento bom, que não causa infelicidade e não prejudica o próximo. É um sentimento que agradece até a perda, que agradece até a dor. Porque quando você ama, cada coisa ruim que você passa, você entende o que não deve fazer para não machucar quem ama. Porque quando você ama, você pode até machucar, mas nunca com a intenção de ver o amado sofrer.
Porque somente pessoas de bom coração podem amar realmente, podem olhar a pessoa amada e dizer: “Vá, viva e seja feliz.”. Pode soltar quem ama, pode ajudar quem ama, pode fazer bem a quem ama – e não só a quem você ama, quando você ama você aprende a fazer o bem sem olhar a quem, aprende que amar é a coisa mais pura, fiel e que causa extrema felicidade que existe. Quando você ama, você se sente bem.
E privilegiados também, sejam aqueles que são amados. Porque aos poucos, com tanto carinho e liberdade, eles entendem que o amor cura feridas e alimenta a alma de todos. Eles entendem a vida, e começam a dar valor as coisas simples, como o amor. Porque o amor não é tão complicado como a paixão, o amor é somente amar.
“Eu prefiro acreditar no amor do jeito que ele deve ser. Mas não acho que serei privilegiada para obtê-lo, apenas me entendo como aquela que não negará o verdadeiro sentimento as pessoas.”
Gabriella Beth InvittiAcho desnecessário falar de amor em momentos que se pode apenas senti-lo.
Gabriella Beth Invitti"Amor para mim é o futuro - no presente eu vivo o aprendizado de toda felicidade que ele há de me causar."
Gabriella Beth InvittiNesta magia.
“ – Não – disse o príncipe. – Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
– É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. Significa “crias laços”...
– Criar laços?
– Exatamente – disse a raposa. – Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
– Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. – Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...” (O pequeno príncipe)
São de literaturas puras e belas, de palavras mágicas e fantasias que me fazem suspirar, que eu tiro o meu melhor. O melhor do mundo, e daquilo que desejo do mundo. É nessa pureza que eu acredito, é essa pureza que eu cativo. – “Mas eu não estava seguro. Lembrava-me da raposa. A gente corre risco de chorar um pouco quando se deixou cativar...” (O pequeno príncipe) – Eu corri todo este risco por você. Me deixei cativar, quis lhe cativar, crias laços. Eu procurei enxergar com o coração aquilo que aos olhos era invisível. E mesmo assim hoje não posso chorar. Porque não chega a tanto, porque o que sinto por você é puro, sem ambição de posse. Cativei apenas coisas boas. – Olha, ontem, eu fiquei a te olhar por um tempo, cara a cara, olhar teu rosto de menino iluminado com a luz da lua, fiquei acariciando teu rosto, sentindo teu perfume, me deliciando com teu sorriso e tentando não lembrar que logo acabaria. Aproveitei do primeiro ao último beijo. Me encaixei em seu abraço, afaguei meu rosto em teu peito. E fiquei sonhando... cativando aquele momento.
Apontei para as estrelas e fiquei olhando elas brilharem para nós. Então você falou em meu ouvido: “Toda vez que olhar para elas, lembrarás de mim”. – Inevitavelmente, eu lembrarei. E o brilho delas será como música, que despertará um sorriso em minha face ao lembrar dos nossos momentos – do nosso tempo.
“ – À noite, tu olharas as estrelas. Aquela onde moro é muito pequena para que eu possa te mostrar. É melhor assim. Minha estrela será para ti qualquer uma das estrelas. Assim, gostaria de olhar todas elas... Serão todas suas amigas. E, também, eu lhe darei um presente...” - “ – As pessoas vêem estrelas de maneiras diferentes. Para aquelas que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém nunca as teve...”- “ – Quando olhares o céu à noite eu estarei habitante uma delas, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Dessa forma, tu, e somente tu, terás estrelas que sabem rir.” (O pequeno príncipe).
E eu já sinto falta. Eu já tenho mais mil questões sem soluções em minha cabeça. – O que você quis dizer com ‘saudades tristes’? Eu acho que compreendo. – Perdoa-me por ser grossa e estar sempre dentro de uma armadura, é que eu sei que o amanhã vai chegar e isso aqui não vai ser mais real. – Lembra-te quando eu disse que tudo ao seu lado parece mais fácil? É que não existe ‘tudo’ ao seu lado, só existe você. É a fantasia que se solta, e que só prende a nós. – Lembra-te todas as palavras que te disse? Elas se engrandecem cada vez mais, toda vez que te encontro, que me olha nos olhos e conversamos, eu acredito cada vez mais em você. Eu tenho cada vez mais fé de que vai conseguir tudo que você quer. – Lembro-me de quando tudo começou e fico rindo, lembra-te que de vez em quando eu te batia? – Lembra-te quando eu bebia e falava pelos cotovelos mais bobeiras do que costumo falar? Ah, que bom que você relevou isso até hoje. – Quem bom que durou até hoje, porque eu aprendi tanto com você, vou levar tanto de você dentro de mim, que juro que não me importo que para você não seja nada. – Mas sei que aí dentro, existem minhas palavras que eu espero que estejam com você nos momentos em que eu não estiver para lhe mostrar o quando você é capaz, e o quanto eu te admiro.
Preciso lhe falar, o quanto você fica belo de cores escuras, estava tão lindo ontem com sua camisa preta – ou azul marinha, na escuridão não deu para definir bem. Preciso lhe falar que às vezes parece que te assusto, e que isso é prazeroso. Preciso lhe falar que enquanto você não gosta de dominar, dominar é tudo que mais aprecio – e que mesmo assim não te domino e aprecio. Preciso lhe falar que sou romântica assumida, mas não existem palavras a seu lado que expressem o que eu quero falar, e como você costuma dizer, – eu aprendi – ‘a falar com o corpo’. Preciso lhe confessar que cada palavra sua gera mil pensamentos em minha mente, e que o valor da sua experiência rega a sementinha de sabedoria que começo a cultivar dentro de mim. Preciso lhe falar... mas escrever é tão melhor, pois não irei receber respostas.
“ – E quando estiveres consolado (a gente sempre se consola), tu ficarás contente por teres me conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás tua janela apenas pelo simples prazer... E teus amigos ficarão espantados de ver-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!” E eles te julgarão louco. Será uma peça que te prego...
E riu de novo.
– Será como se eu lhe houvesse dado, em vez de estrelas, montes de pequenos guizos que sabem rir...” - “ – Será lindo, sabes? Eu também olharei as estrelas. Todas as estrelas serão como poços com uma roldana enferrujada. Todas as estrelas me darão de beber...” (O pequeno príncipe).
Porque eu estarei cultivando aqui dentro de mim o brilho das estrelas até que não seja mais possível. E ficarei lembrando da tua boca, teus braços e tuas palavras – de uma forma tão pura que só poderei rir. Desenharei com os dedos teus passos de mel em caminhos de flores e guardarei esta magia aqui comigo. Significa “criar laços”.
“Então, eu me sinto feliz. E todas as estrelas riem docemente.” (O pequeno príncipe)
Falta de nexo.
Eu queria escrever sobre saudade, mas não seria justo falar que sinto saudades de você. Queria escrever sobre o amor, mas não tenho motivos. – A onde é que você está agora? Quando eu estou triste, não tenho mais para quem ligar. Quando estou feliz, não tenho mais com quem dividir. – Você sumiu, e levou consigo uma parte de mim. – Minhas mudanças de humor aumentaram, estou triste e de repente qualquer coisa me faz sorrir, porém o sorriso não é verdadeiro. – Espero por alguém que não existe, espero por um amor verdadeiro. Fico me culpando por acreditar em palavras que foram ditas da boca para fora, fico remoendo as coisas do passado porque não tenho no que pensar. – Eu sinto sua falta, porém qualquer outra pessoa me completaria, qualquer noite de amor me estabilizaria o coração. Porque eu sinto falta de alguém e você foi a minha equação matemática errada. – Sei que aquela noite foi à última vez e mesmo que seja estranho, consigo rir ao pensar nisso. Porque só ficaram lembranças boas... Eu ando escrevendo coisas sem nexo, porque toda vez que tento escrever sobre amor e saudade, você me vem à cabeça. Mas eu não quero você, eu quero alguém que eu possa amar. E eu devo confessar que ando sentindo medo de você.
O perfume do amor.
Esquecendo agora todo aquele sentimento de homem para mulher, todo aquele amor e toda aquela paixão avassaladora. Vou falar do perfume. – O que é o perfume? Para não mim não basta estar totalmente maquiada, cabelo feito, unhas feitas, depilada e deslumbrante, se não tiver um bom perfume. E todos nós sabemos que o perfume é a essência.
“Qual é a sua essência?” E agora sem metáforas. “O que existe dentro de você?” – Como quebro a cabeça tentando adivinhar o que milhares de pessoas pensam, sentem e buscam. Não é raro eu ver perfis na internet e me deparar com os pensamentos: “O que esta pessoa está fazendo agora? Quem é ela? Do que tem medo? Quais seus sonhos? Seus sentimentos? E a sua história?”. Não é bem interesse pela vida dos outros, é dúvida – não sei explicar, mas eu adoro entender as pessoas. E Ah! Ah quando encontro uma pessoa interessante... Como eu fico encantada com pessoas que tem uma fragrância gostosa de se sentir – que essência mais pura!
“E se sentires o perfume desta árvore, perceberá a essência do amor. Se sentires o perfume desta flor, perceberá a essência do amor. Se sentires o perfume deste ar limpo, perceberá a essência do amor. Se sentires o perfume... perceberá a essência do amor.” Que está em tudo. Em cada ato, cada gesto, cada palavra... o perfume está lá, basta sentir.
Então agora me veio uma pergunta na cabeça: “Como as pessoas não conseguem sentir o mesmo perfume que eu sinto?”, como podem olhar para todas estas belezas e não acreditarem que existe uma essência. Como surgiram todas estas belezas? Alguém criou. – Então eu insisto: “Qual é a sua essência?”.
E a minha, você consegue entender? A minha essência é simples. Mas tão mais raro entender a essência do próximo, é conseguir definir sua própria essência. Por isso buscai, buscai boas essências e acrescentei sonhando que a tua será uma boa fragrância. – “Decifra”.
Postado por Gabriella
“O amor... Ele pode surgir em uma noite e durar apenas naquela. Pode surgir em semanas e durar meses. Pode surgir após meses e permanecer o resto da vida. Pode ser amor verdadeiro ou apenas paixão. Pode ser sentimento ou apenas vontade. Mas ele prevalece nos toques, carinhos, abraços, beijos e olhares. Existem vários jeitos de amar, e eu amo pela intensidade da luz do sol.”
Gabriella Beth InvittiNDA.
Era a mesma sensação de pegar a caixa de cigarros e o meu isqueiro que eu escondo na segunda gaveta de meu guarda-roupa – acender meu cigarro, tragar e soltar a fumaça – nos momentos de nervoso, tristeza e solidão. A mesma coisa que roubar o uísque de meu pai do pequeno bar instalado na sala e tomar um gole nos momentos de fraqueza.
As únicas coisas que eles me pediram era que eu fosse breve, que eu respondesse “por que eu fazia aquilo?”, e, que eu contasse os meus objetivos. – Mas eu me calei. – Para fugir das perguntas, ou, fugir das respostas. Eu não queria conversar, eu só queria ficar olhando os passos do velhinho que andava mancando pela rua. Queria ver como ele usava a bengala, queria me imaginar no lugar dele, queria poder sentir minha imaginação fazendo um pequeno filme sobre aqueles passos, sobre aquela rua ou sobre o jovem que andava com o cachorro no outro lado da rua. Mas eles queriam conversar, queriam me dar uma lição de moral, queriam falar sobre aquilo que eu não queria ouvir. Teimar que podiam optar sobre minha forma de viver.
Quando a única explicação se encontra em três palavras: “eu estou confusa”. Confusa como, pelo menos, metade da população mundial. Confusa como a menina que está na sorveteria tentando decidir entre cobertura de chocolate ou cobertura de morango. Mas ao contrário dela, eu não tenho opções. E é a falta delas que me faz “meter os pés pela cabeça”.
Com uma imaginação fértil, eu não me concentro. Com um espírito disperso, eu não me contento. Com uma energia forte, eu não consigo ficar parada. Com poucas opções, eu escolho sempre a opção errada.
Se eu falasse todos os sentimentos e fatos: não me entenderiam. E se eu falasse como estou escrevendo, entrelinhas, me julgariam mal. Então, era melhor não falar. Era melhor desviar o assunto e colocar os fones de ouvido.
Eles foram embora e com o volume baixo pude ouvir suas criticas, suas previsões para meu futuro nada promissor. – Soltei os ombros. – Aumentei o volume, e, fechei os olhos. Pude me imaginar tocando cada um dos instrumentos que reconhecia ao ouvir a melodia, pude ver flores e lembrar de amores. – Só faltou o café. – Me levantei e fui até a sorveteria na tentativa de que leite gelado esfriasse os sentimentos conturbados. Era só atravessar a rua e comprar um sorvete. Mas ouvi aquele barulho de motor de moto, então fechei os olhos e sorri, só podia ser ele. Era ele! E ele estava ali, impecavelmente lindo, com um capacete nas mãos. Logo abriu aquele sorriso que dizia: “Venha comigo”. Não pensei duas vezes, fui correndo até ele, coloquei o capacete e subi na garupa da moto.
O abracei com força e os sentimentos ruins se foram com o vento, só restaram às borboletas na barriga, que diziam: “É ele!” – e mais ninguém.
Só para ver nascer e brilhar.
Meu querido, tu não podes ver os dias como eu vejo, pois, tu acordas tarde todas as manhãs, na verdade, acordas no meio dos dias. Tu achas belo os grandes prédios, os carros modernos, as roupas de marca, as festas de segunda a segunda. Tu amas fazer cálculos, contar teu dinheiro e viajar ficando nos hotéis mais caros. Tu gostas de comer em restaurantes chiques, de tomar banho de piscina e de beber café na cafeteria do shopping. Tu gostas disso, do movimento seguro de uma vida agitada das grandes cidades... Já eu, eu gosto das incertezas e das poucas mordomias.
Eu amo vestir, praticamente, as mesmas roupas durante a semana, gosto daquelas blusas largas e dos shorts rasgados, que me são muito confortáveis. Eu amo andar na minha bicicleta e apostar corrida com os moleques da rua. Eu amo as jantas nos finais de semana, onde reunimos os amigos, contamos histórias e damos muita risada. Eu amo dar água as flores, desenhar, e ajudar as outras pessoas. Eu amo comer a comidinha de minha mãe, que é sempre aquele arroz papado, aquele bife mau-passado e aquele feijão temperado. Eu gosto de subir nas árvores de manga, caju e goiaba, aqui do quintal e pegar as frutas para comer no fim da tarde. Eu amo tomar banho de rio, cachoeira e de mar... E, eu... Eu, acordo cedo todas as manhãs, na verdade, acordo durante a madrugada, quando o céu já está preto, sem estrelas e sem lua. São sempre quatro horas da manhã quando meu despertador toca. Eu me levanto da cama, escovo os dentes, troco de roupa e vou para cozinha fazer um bom café, um café bem forte e açucarado. Pego as correntes do meu cachorro, e vou correr com ele. Antes disso, coloco o café numa térmica e coloco a térmica dentro de minha bolsa... Corremos até um ponto do caminho, guiados por uma lanterna. Sentamos sempre no mesmo banquinho, e paramos para esperar. Enquanto esperamos, eu abro a minha térmica, coloco café na caneca e dou um bom gole do café quentinho e fresquinho. Respiro fundo, olho no horizonte e vejo as luzes começarem a aparecer. Então, ele nasce, dando brilho as minhas manhãs.
Meu querido, tu não podes ver os dias como eu vejo, porque tu não te arriscas, tu não abres os olhos nem para ver o sol nascer. Talvez, tu o vejas às vezes, quando viras a noite numa festa ou outra. Mas, tu não o vê, como eu o vejo: no meio de uma natureza, de um café fresco e de um cheirinho de terra.
Tu vives num mundo que se acaba, eu vivo num mundo que não para de nascer. Assim como, a fotossíntese das plantas, que não param de gerar oxigênio.
Tu não vês as coisas como eu vejo, e, mesmo assim, eu posso te ver meu querido. Mas, quem sabe, um dia, tu descobrirás o segredo da minha felicidade inabalável. E verás então, um nascer do sol mais rico que o carro de tintura brilhante que se encontra em sua garagem de portão elétrico.
Pois, “O nascer do sol iluminará e tu encontrarás um sabor especial em cada coisa que farás durante o decorrer dos teus dias. E o pôr-do-sol deixará, o ar de saudade, que inundará tuas noites e lhe fará admirar as estrelas, na espera de um sol que já vem...”. Só para ver nascer e brilhar, como o brilho do teu sorriso.
Queria lhe agradecer – queria.
“Não leve apenas o que foi bom, as coisas ruins também contam, minha querida”. Foi o que ele me disse pela última vez – com sua voz linda que era tão tranqüila que parecia música em meus ouvidos – quando eu lhe disse que havia sido um estúpido comigo e que eu iria esquecê-lo a todo custo. – “Não leve apenas o que foi bom...” – aquelas palavras, naquele momento, me fizeram desabar. Não fazia sentido lembrar-me das coisas ruins... Não fazia sentido lembrar-me dos momentos de humilhação, de brigas, de dor... E ele se foi. Mandou-me algumas palavras uma e outras vezes, ligava-me, pedia-me para não esquecê-lo e depois desaparecia – até lembrar-se novamente que eu existira. Mesmo com todos os seus erros, eu nunca conseguira rejeitar-lhe algumas palavras. Sempre lhe respondia. Sempre lhe ouvia. Sempre suspirara com sua forma doce de agir comigo. Mas nunca me esquecia de tudo que passei – de toda a dor – porque ainda doía. E assim, sempre lhe dava o silêncio quando ele resolvia falar de “nós” – “nós” hoje esta palavra me parece até piada.
Pois bem, ele se foi, para longe deste lugar e de meu coração. Confesso que ainda me lembro – com alegria – dos momentos felizes, e, também dos momentos de tristeza. Pois ele estava certo. E eu tenho que admitir – baixar a guarda pela primeira vez – e aceitar: por mais cafajeste que ele tenha sido, o infeliz estava certo. – “Não leve apenas o que foi bom, as coisas ruins também contam...” – contam mesmo. As coisas ruins lhe servem para, primeiramente, esquecer. E, depois, para aprender.
Aprende que – assumir um relacionamento não é primordial, primordial é senti-lo.
Aprende que – para haver qualquer coisa, seja algo importante ou não, deve haver reciprocidade, deve haver respeito, deve haver sinceridade, deve haver paciência, e, sobretudo deve haver lealdade.
Aprende que – serás e agirás da mesma maneira que gostaria que seu amado agisse contigo.
Aprende que – deves deixar seu amado livre, e ser livre da mesma maneira. Mas que nenhum dos ambos amados deverá confundir a liberdade com libertinagem.
Aprende que – se tu não és exclusiva e não tem prioridade, não há porque tratar a pessoa da mesma forma, e, não há porque continuar.
Aprende que – se for verdadeiro não enjoa, acostuma-se a qualquer rotina – até a da distância e a das regras –, aumenta com o tempo e solidifica-se com cada momento.
Aprende que – o amanhã sempre vem, mas o amanhã é sempre tarde para falar o que se sente agora.
Aprende que – a sinceridade é o fruto do seu amadurecimento, e, que ser sincero exige entrega.
Aprende que – qualquer relacionamento exige entrega.
Aprende que – se não te faz feliz, não é amor.
Aprende que – o amor é bem mais do que alianças no dedo. Que o amor é bem mais do que se pode imaginar, e, aprende que – sem amor, tu não vives de verdade.
As decepções e as vitórias lhe dão maturidade para aceitar as coisas e buscar sempre a sua felicidade. Dão-lhe maturidade para entender o próximo. Dão-lhe maturidade para respeitar o próximo.
Dão-lhe maturidade para perder a paciência para joguinhos e pessoas que não lhe farão bem, para entender que amores de uma noite acabam e que, na maioria, você pode arrepender-se no outro dia. Dão-lhe maturidade para ser sincera e não brincar com os sentimentos alheios.
Dão-lhe maturidade para aprender a esperar, doar, receber, proteger, e, a por um ponto final naquilo que não vai levar-lhe a lugar algum – que não vai acrescentar-lhe nada. Porque o amanhã é incerto, e, não se pode perder tempo com aquilo que não sai do lugar. Senão, a vida passa, as pessoas se vão, e, você vai ficar sentado olhando a vida passar.
Dão-lhe maturidade, sobretudo, para amar e ser amado.
“Não leve apenas o que foi bom, as coisas ruins também contam, minha querida”, eu levo de você todas as coisas boas e ruins, e não sabes como aprendi com você, meu doce e velho melhor-amigo.
Ainda que, a convivência não nos pertença mais, você ainda é o meu primeiro amor. E, te levarei sempre, mesmo que o nosso amor também não pertença mais a meu coração. O amanhã é incerto, e você ensinou-me a não perder tempo, e, amar – simplesmente amar – de verdade, com todas as forças da alma. – “Obrigada!” por fazer-se eterno.
Eu poderia começar a escrever isto com a palavra “talvez”, mas não irei. Porque o que irei escrever, serão certezas da alma – da minha alma.
Não há amor sem respeito. Não há amor sem sinceridade. Não há amor sem honestidade. Não há amor sem amor... O que há sem isto, não poderá nem ser chamado de paixão. O que há sem isto são meras confusões do coração. Quando há amor e faltamos a ele, não há amor. Existe apenas uma falta de amor, é somente solidão e dor, que se mistura com esperança e vontade de amar e ser amado. É somente o conforto de ser amado... É somente isto.
O velho do amor.
Notei em suas palavras que falar de amor para ele já não parecia ser importante. O amor andava por lhe dar sono. Parecia-me um homem castigado por amores falsos, daqueles que amam e amam, mas recebem apenas pedras de corações, ou melhor, daqueles homens enganados ou abandonados por um grande amor nunca curado. Achei aquela situação triste, mas mesmo assim, prendia-me a ela. E o homem continuava a falar... Era tão amargurado que já não acreditara em mais ninguém, ou, não acreditara mais em sua amada. Falava com os olhos perplexos de ódio de que desejava amar, mas ansiava mais ainda por ser amado. O homem dizia que havia enfrentado uma grande perda, e que não merecia ser passado para trás. Fez-me pensar que certas pessoas nasceram apenas para dar e nada receber.
Prendi-me os olhos nas mãos daquele senhor, ele tinha hiperatividade nas mãos, ao ficar nervoso, as mexia sem parar. Falava-me com segurança os feitiços daqueles que não sabem amar. E repugnava-me o modo como ele pronunciava a palavra “amar”.
Quando, finalmente, o homem acalmou-se e calou-se. Foi que perguntei sobre sua amada. E, num tom orgulhoso, disse que nunca havia amado uma mulher. Fitei-o, esperando explicações. Esperava que ele me dissesse que era homossexual para fazer minha próxima pergunta, quando, o homem – tão sábio – surpreendeu-me: “Não se ama, quando não se é amado. Apenas admira-se, gosta-se e é rejeitado”.
Bobagem! Ama-se sim, pois há entrega e sinceridade num sentimento mesmo que ele não seja correspondido. – Creio que o homem leu isto em meus olhos. E disse: “Há uma imensa diferença entre: dar amor e amar... Dão amor aqueles que são puros de coração. Amam aqueles que são puros de coração e ainda são amados.”
Arregalei os olhos e fiz expressão de estar confusa, ou ainda, expressão de estranhar tudo aquilo, de não concordar.
Então, o velho de cabelos brancos, fechou: “Quando damos amor e não recebemos, ainda insistimos, mas cansamos. Então caminhamos em frente, até esquecer. Há aqueles que sofrem por muito tempo e não aceitam, mas mesmo assim esquecem. E quando se ama, o amor é para sempre, não se acaba. Agora, quando se da amor, podemos dar amor para qualquer coisa e pessoa. Podemos dar amor para um cãozinho e podemos dar amor ao maior pilantra que existe. Mas, amar, só amamos aqueles que se encaixam a verdadeira melodia de nossos corações.”
O homem, agora gentil, levantou-se, deu uma piscadela e deixou-me sozinha com meus devaneios. “E agora? Dou amor ou amo?”. Não sei, só sei que a melodia deste coração ainda bate e toca um rock das mais belas e doces palavras. E um dia esta melodia encontra alguém que a sentirá da mesma forma. Tão mágicas palavras daquele velho, que não sei definir no momento se são verdadeiras ou não, me fazem crer que meu coração ainda bate por aquele que não sai de minha mente.
“E se é para amar, eu irei amar. Se for pra dar amor, tu sabes que já dou e não me negarei a isto. Mas não peça para agir de outra forma, senão, da forma que tu mereces.”
“Quando damos amor e não recebemos, ainda insistimos, mas cansamos. Então caminhamos em frente, até esquecer. Há aqueles que sofrem por muito tempo e não aceitam, mas mesmo assim esquecem. E quando se ama, o amor é para sempre, não se acaba. Agora, quando se da amor, podemos dar amor para qualquer coisa e pessoa. Podemos dar amor para um cãozinho e podemos dar amor ao maior pilantra que existe. Mas, amar, só amamos aqueles que se encaixam a verdadeira melodia de nossos corações.”
Gabriella Beth InvittiQueria o teu amor.
“Em meio a tantos encontros e reencontros. A vida nos prega uma peça e nos castiga com um desencontro. Este deve ser o preço por amar...” – Sinto estar jogando as cartas sujas na mesa, e, dando-lhe todos os motivos para que tu voltes a roubar todos os meus trunfos... Eu queria tanto olhar em teus olhos e lhe falar todo o amor que sinto aqui dentro. Queria tanto lhe contar as dúvidas e medos, os motivos por tantos erros, e, falar-te sobre a saudade que tanto aperta o peito... Porque quando tu me abraças, não existe mundo lá fora. E se eu lhe falar que tu vens te tornando “tudo para mim”, não te assuste, nem leve muito a sério. Mas, é, tornaste. Pois não há outra pessoa que me faça mais feliz, não há outra pessoa que faça este coração provar que vive, não há outra pessoa que me entenda tão bem, e, não há outra pessoa que me ame de maneira melhor. Queria agora poder segurar a tua mão e falar-te que o mundo lá fora me espera, mas eu prefiro ficar. Porque a vida vem me mostrando, que tudo é pequeno e inválido se não houver amor. Que o amor torna-se um sentido para a vida, e, teu respirar tornou-se um sentido para amar.
Obrigada por entrar no meu destino, mesmo que nossos destinos sejam tão diferentes. Perdoa-me por não saber lhe amar direito. E viva em mim o máximo que puder.
Sei que venho mudando... Sei que podes começar a desencartar-te por mim, mas este é um preço que tenho que pagar, por aprender da pior e mais verdadeira maneira, que amar não é sinônimo de perfeição. E, que, cobrar-te é injusto quando não posso ao menos cobrar de mim mesma as mesmas coisas. Perder-te é um preço que tenho que pagar, por descobrir que por mais que eu fuja, este amor está em mim. “É que são tantas inseguranças, medos e coisas que machucam...” Mas amar não é sinônimo de perfeição.
Quero então, entrar em teu coração, e falar-te aí de dentro que tu estás em mim, da mesma maneira que estou em você. Preciso, agora mais do que nunca, do teu amor. E entendo se não puder dá-lo a mim... Queria parar o tempo, ao estar ao teu lado, só para que comigo tu para sempre fiques. Mas o relógio, sempre volta a girar, e tu se vais. Mas o amor que tenho em mim, tem tamanho suficiente, para resistir a tudo. Tanto é, que aqui ele está, aos teus pés para pedir-lhe as portas abertas do teu coração. Perdoa-me. Perdoa-me.
"Aqui amor, viajei por todos os lugares que sempre sonhei e até por aqueles que nunca imaginei. Conheci pessoas totalmente diferentes, encontrei amores, fiz laços e me diverti aos bocados. Mas olha só, aqui amor, olha onde estou. Aqui amor. De volta! – Foi que descobri que, tendo tudo, ainda lhe quero por perto para dividir o meu mundo..."
Gabriella Beth InvittiO meu amor.
O meu amor carrega um chapéu na cabeça e viaja por todas as estradas. Ele vai a festas que tu nunca poderias ir, ele vai a lugares que tu nunca conseguirás ir, ele conhece pessoas que tu nunca irás sequer ver. O meu amor é um moço aventureiro, que sente o vento contra o corpo e canta para o sol. O meu amor já chegou ao final do arco-íris, e nasceu no começo dele. O meu amor já viajou de navio e na partida acenou com lenço branco para a mãezinha que veio a morrer durante a sua viajem. O meu amor já chorou contemplando a Deus, e já sorriu rejeitando o diabo. O meu amor já enfrentou a morte um dia, e enfrenta a vida no resto deles. O meu amor já sentou pra ver o pôr-do-sol, e se levantou pra ver o nascer dele. O meu amor tem o perfume mais doce, os olhos mais vivos e o sorriso mais calmo. O meu amor tem pele morena, e fala quatro línguas sem gaguejar. O meu amor tem o sotaque que ele mesmo inventou, e fala do amor como se fosse à única coisa que ele dá valor. O meu amor é um drama em pessoa, e a comédia também. O meu amor já esteve na guerra, já pilotou avião, já dançou jazz, samba e rock. E, ainda escreveu poemas falando sobre meus olhos, elogiando minha pele, descrevendo a cor dos meus cabelos, falando da saudade do meu cheiro, e suplicando o meu sorriso. O meu amor é o amor mais belo, mais puro, e ainda por cima, verdadeiro. O meu amor só tem um problema: ele é um moço aventureiro! Quer, mas não pode estar ao lado meu. Só que eu sei, eu acredito e eu espero... Um dia, o meu amor, ele volta.
Então menina, um dia a gente descobre que todo o amor dado pode ser um desperdício. Mas isto não é motivo para chorar, não menina! Porque é neste dia que você encontra as pessoas que precisam do amor que você desperdiçou, e estas pessoas lhe dão o amor que você sempre quis. – É isto menina: um dia você descobre que os únicos que não irão lhe abandonar, são aqueles que te educaram durante toda tua vida. E, deste momento, tu vais começar a tratá-los melhor. Porque no amor há isto: descobertas.
Gabriella Beth InvittiO amor que me deixa mais leve.
Talvez, o segredo da felicidade seja saber amar.
Se já amei da verdade? Na verdade, ainda amo. E todas as flores do caminho parecem ter um brilho especial. Todas as letras de músicas parecem tem partes escritas para mim. Todas as melodias parecem leves e passam a ser trilhas sonoras da minha vida. Todas as pessoas me falam palavras bonitas, mesmo que tentem me ofender. Todos os sorrisos parecem sorrir para mim, e despertam-me a sensação de gargalhar. Todos os cheiros são doces. Todas as bebidas são gostosas, e fico bêbada até com água. Todos os problemas são mais fáceis de resolver, e se não resolvidos são facilmente deixados de lado. Todos os olhares parecem brilhar. Toda noite tem estrela no céu. Todo sol parece queimar, sem deixar queimaduras. Toda chuva parece molhar, embora seja só um chuvisco. Todo detalhe parece importante. E se eu for gritar, gritarei o nome da pessoa amada. Porque o amor nos deixa assim: mais fortes. O amor é aquilo que vivo, por hora é daquilo que preciso. O amor já me faz suspirar o ar mais puro em meio a fumaça. E, a sensação que estou experimentando é maravilhosa! Ah! Quem dera todos pudessem amar como eu! Quem dera todos soubessem que da única coisa que a gente não perde na vida é capacidade de amar, e mesmo assim nos deixamos ser incapacitados. – Então, a cada dia que passa, eu descubro que posso amar cada vez mais. – O amor é, sem dúvida, o livro que nós nunca terminaremos de ler – ele é feito de descobertas. E nós, talvez, sejamos feitos de amor...
"O amor é, sem dúvida, o livro que nós nunca terminaremos de ler – ele é feito de descobertas. E nós, talvez, sejamos feitos de amor..."
Gabriella Beth InvittiAos poucos encontramos em nós sentimentos desconhecidos, capacidades desconhecidas, vontades desconhecidas. Porque por mais que tudo isto nasça em nós em determinado momento, é tão nosso que parece que sempre esteve ali. – O amor me é assim. Por mais que eu venha amar pessoas diferentes durante minha vida, este sentimento sempre esteve em mim. E ele só aumenta, apenas aumenta.
Gabriella Beth InvittiMesmo.
Parei com amor, e decidi provar o sabor da vida. Perdoa-me. Eu te amei com todas as minhas forças – não importando teus defeitos, nem os maldizeres das pessoas. – Aprendi a te amar. – E nunca duvidei do teu carinho. Carinho, porque apesar das palavras ditas da boca pra fora, o que sentias por mim, não era amor. – Não! Recuso-me a acreditar ou tentar acreditar que era amor o que tu sentias por mim. – Não era! – Era uma falcatrua, era o teu próprio engano, mas não amor. Se prometi te amar não importando o que aconteça. Perdoa-me. Há apenas duas respostas para isto: eu não sei amar, ou teu “amor” também me ensinou a mentir... Perdoa-me. Mas foi a única forma que encontrei para conciliar o agradável ao útil: parando com o amor, saboreando a vida e te sentindo nos momentos de carência. – Porque foi apenas carência. Não foi amor, nem nunca mais será.
Ainda que por pura educação, te peço desculpas. Mas há momentos na vida que é preciso chutar o balde, sem se importar com a água derramada. É preciso seguir o caminho, mesmo que o caminho seja até o fundo do poço – e, se ao cair, a água for gelada... O choque será bom, apesar de desagradável. Pois somente assim, é possível tomar outro caminho e escalar as paredes escuras daquele poço.
É preciso medidas drásticas, ou medidas confusas – quando – não você – mas outra pessoa lhe derrama um balde de água fria em tua cabeça.
Perdoa-me. Mas parei com amor.
