Coleção pessoal de drmarcioconsigo
Aos
Prezados Senhores,
Promotores de Cursos de rh.
Formado em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFMG e com especialização em Psiquiatria e Psicoterapia, percebi que muitos empresários buscavam tratamento por sentirem-se estressados com o relacionamento com seus funcionários.
Criei a pedido deles, cursos que visavam uma melhoria no relacionamento e na comunicação, vindo a induzi-los a criar uma eficaz Relação Humana, que melhores resultados forneciam que os medica-mentos.
Hoje participo de entrevistas em diversas TVs Regionais e creio que um passo grande em marcha a ré foi dado com a invenção do Departamento de Recursos Humanos, pois observei um aumento de pedidos de afastamento por parte dos funcionários, sobrecarregando as perícias no INSS para con-seguirem absenteísmo, ocasionando um aumento no vandalismo nos sanitários das empresas e ce-nas consequentes de Sabotagem, incluindo em empresas de grande porte, que acabaram se auto-destruindo ou sendo vendidas a preços banais, pelas gigantescas corporações por estes motivos.
Descrevendo sobre estas constatações, escrevi de forma inédita um primeiro trabalho conhecido e distribuido a grandes Corporações, cujo título é tão sintético, como óbvio, intitulado “Sabotagem - Identificação e Controle”. Ele já foi traduzido pelos solicitantes em vários idiomas, incluindo o chinês e a o inglês.
Entusiasmado com a repercussão, acabei por concluir um livro, que envio uma cópia em .pdf (www.recantodasletras.com.br/2640494.pdf), onde os assuntos variam, desde a realização e julga-mento de um currículo, até à demissão com classe, baseando em fatos: - um indivíduo vive cerca de 30% da sua vida numa empresa, onde deveria ser muito bem avaliado para contratação, ser avaliado em sua produção real, participativa na empresa, fazendo parte de um grupo de realizadores que le-vem a empresa a uma otimização crescente, de preferência “revoluindo” (revendo a sua evolução de forma a impedir a repetição de erros constantes), criando a percepção de que sabemos errar, mas acertaremos se nossa Capacidade de Realização “CR” for estimulada, com simples elogios e premia-ção por reconhecimento divulgado (sem prêmios), sempre retirando o “joio do trigo”, com demissões amigáveis, com a contratação de gente capaz de ensinar-nos ou aprender e criar novas opções e principalmente viver num ambiente alegre, pragmático, que o faça refletir no lar esta alegria funcional.
Mal acabara de redigir tudo isto, vejo os “mandantes” se defendendo de suas incapacidades, criando o departamento de recursos humanos, onde além de desvalorizar o SER, transforma em material, geralmente administrado por indivíduos treinados para a cobrança, na maioria sem um mínimo de habilidade na comunicação.
Sempre que vejo cursos anunciados, com este nome calamitoso, tento mostrar aos instrutores a falha neste apelido. As escolas entretanto não fornecem um e-mail de acesso, talvez até se defendendo.
Assim envio-lhes uma cópia do meu Livro, que está muito longe da perfeição, mas se distancia bas-tante dos cursos, com a intenção de criar um ambiente favorável, deixando de perceber que recursos são objetos e técnicas para obtenção de um produto.
Nunca um Ser Humano é criado para ser recurso humano.
Colocando-me à disposição de VV. SS. para consultas ou mesmo críticas construtivas, despeço-me com a certeza de estar tentando despertar a “CR”, em indivíduos que só creem no QI.
Abraços
Há mais de 50 anos, os estudiosos em comportamento humano reuniram-se e decidiram, depois de algumas experiências e muitas discussões, elaborar a Lei da Atração Marginal.
Esta Lei foi redigida mostrando que os diversos grupos sociais com seus desejos, comportamentos, ideologias, escolhas afetivas, estado de humor e todos os fatores que compõem o ser humano, de certa forma eram os delineadores de atrações interpessoais e de busca da sua “outra metade”.
Os antigos, vividos e espertos, diziam popularmente que cada “balaio encontra sua tampa”
Um estudioso psicólogo de animais demonstrou que os animais buscavam encontrar seus pares conforme um odor não identificado pelo olfato, que ele chamou de ferormônio e que acreditava se tratar de um hormônio para despertar atração sexual, exalado pelas glândulas sudoríparas.
Algum tempo depois, um anatomopatologista, feitor de necropsias, se fez uma pergunta muito importante: _ Se tudo que não tem mais função no organismo desaparece, por que temos um pequeno orifício na junção do osso vômer com o osso nasal, que não desapareceu?
Este ‘buraquinho’ conhecido por todo estudante de medicina, chamado de “fóvea vômero-nasalis” (orifício vômero-nasal) mostrava aos alunos uma massa cinzenta em seu interior, que retirávamos e jogávamos fora, nas aulas de dissecação de cadáveres, durante o curso de anatomia, crendo tratar-se de uma ‘melequinha’.
O anatomopatologista citado resolveu estudar estas ‘melequinhas’ e viu que se tratava de micro-células olfativas, que não dirigiam seus terminais para a identificação na área do olfato, mas para a área da integração mental de forma inconsciente, captando as emissões dos ferormônios e fazendo uma análise afetiva e constitucional dos seres próximos.
Um exemplo desta verdade, todos nós já vivemos com o seguinte exemplo: vamos a uma reunião e nos deparamos com uma pessoa sem chamativos no traje, no comportamento, na gesticulação, ou mesmo na fala e nós decidimos se esta pessoa nos parece simpática ou não. Os feromônios dela foram por nós sentidos e nos mostraram se pertence ao nosso padrão ideal ou não.
Com a descoberta do papel tradutor dos ferormônios, podemos concluir que a união dos casais é feita como preconizavam os antigos, “cada tampa encontra seu balaio”, com a seguinte complementação “geralmente com texturas similares ou complementares”.
Assim o ser bem amado ou mal amado, como todos acreditavam ser uma questão de sorte, na verdade é uma questão de aceitação da estrutura psíquica de quem escolhe com a de quem aceita ser escolhido.
Gostos, desejos, frustrações, formações de personalidades criam seres com determinadas características que atraem ou repelem ao outro. Isto é tão importante, pois o inseguro buscará alguém mais inseguro para controlar, ou que também inseguro, o domine. Da mesma forma o seguro pode ser visto como não ideal para o inseguro e assim por diante.
Não existe na transferência dos feromônios a captação só do gênio principal do ‘cheirado’ ou do’ cheiroso’, mas uma percepção profunda do conteúdo geral de quem transmite.
Muitas vezes a impressão geral da atração é justificada por um gosto em comum, como a música, os tipos de filmes, festas, etc, mas isto pode ser uma máscara usada para camuflar o intento geral: ser feliz ou ser não, dominado, ou dominador, atirados para o sucesso ou temerosos ao fracasso.
Lembro-me que uma participante de uma desta palestras, que vim a descobrir era maltratada pelo esposo, mas disfarçava em público demonstrando muita afinidade com ele, desafiando a informação transmitida com a frase: _ Meu Deus, isto é puro determinismo; a vida e Deus, jamais permitiriam tal desastre!
Após ambos saírem para uma comemoração aliada á palestra, descontrolaram-se com um mínimo de bebidas e brigaram, como fiquei sabendo por ela, mais tarde, como sempre o faziam.
Recentemente os botânicos tentando entender como plantas sem odores agradáveis perceptíveis e mesmo não fornecedoras de mel, ou outro agrado palpável, escondiam um tesouro em ferormônios para atrair machos e fêmeas para cada espécie que precisavam para ajudá-las a conseguir sua polinização.
A partir desta nova percepção, psicoterapeutas conscientes sentiram a necessidade de demonstrar estes fatos aos seus clientes, abrindo espaço para a idéia de que existiria uma melhor transmissão de ferormônios que revelassem personalidades mais adaptadas, estruturadas, se voltassem os olhos para dentro de si, buscando obter conhecimentos transformadores através da análise de seus comportamentos.
Este tipo de Análise Cognitivo-Comportamental não enquadra o indivíduo num determinado padrão; só faz por levá-lo a ver o seu comportamento, criando conhecimento para modificar aquilo que o incomoda.
Podemos concluir dizendo que os grupos sociais são criados à margem de determinados comportamentos (daí a Lei da Atração Marginal), que podem determinar se o grupo está feliz, ou está enquadrado em determinadas normas, como a exigir um controlador, ou trabalha em lugares com os quais suas idéias se identificam, sejam elas idéias criativas ou limitadoras.
GÊNIO FORTE = FRAQUEZA OCULTA
Ouço todos os dias cônjugues que descrevem sua tampa como tendo um Gênio Forte. Já estou acostumado inclusive quando os dois adentram o meu consultório e por cerca de 30 minutos surge o “Porque ela..., Porque ele...”, com acusações infantis sobre o procedimento do ‘outro’ na vida conjugal (=sob o jugo). Costumo dar meia hora de prazo, ouvindo atentamente as acusações. Cessado este tempo, faço um T com as duas mãos e peço: “Poderiam dar um tempinho?” Geralmente concordam. Aí tiro o relógio do pulso, coloco-o sobre a mesa e olhando ora para eles, hora para o relógio, fazemos um minuto de silêncio, ao fim do qual coloco de novo o relógio e digo: “Dei um minuto de silêncio, pois preciso que os dois estejam bem atentos a uma pergunta complicada e que requer bastante coragem para responde-la, estão prontos?” “Pode dizer!’, costuma ser a resposta. Prossigo: “ A pergunta será resumida, para conseguirem pensar com clareza: Da maneira como estão se tratando, estão caminhando para uma boa solução?”
Irritados, respondem, não raro em uníssono: “Claro que não, não é doutor; se estivesse bem não estaríamos aqui!...” O fechamento da querela: “Se estão me dando a honra de ajuda-los, precisarei que façam um pacto comigo: doravante só quero ouvir de cada um, como fazem para atrapalhar esta união, sem que citem defeitos ou causas atribuídas ao outro”. Eles se olham, como se dissessem ”como vamos sair dessa?”.
Neste ponto eu explico a eles que gostariam que não trocassem idéias sobre como fazer, se fosse preciso comprariam um caderno do tipo brochura, de umas cem folhas e uma caneta, e passassem a questionar, a analisar seu comportamento, como se estivessem vendo um conhecido, sem medo de dizer qualquer coisa, sem acusar ninguém, mas olhando-se por inteiro. Lembro-lhes uma frase popular que fala: “Os amigos sabem tudo sobre os outros!”,
assim, escrevendo, iriam falar sobre um personagem conhecido, sem mágoa, buscando ver como o problema surgiu, como cresceu e como os despertou para a busca de uma ajuda. Falo ainda em como esta atitude foi corajosa, pouco comum na maioria da sociedade, que se dilapida, chegando a um papel triste e ridículo, camuflado por compras, gestos e na maioria das vezes em competições de gênios, para verem quem cala a quem.
Para se mostrarem elegantes ou para despistar sua frustração ao verem que nossa varinha mágica não funcionava com eles, traçamos um novo encontro para um prazo estipulado por eles, findo o qual é muito comum trazerem o caderno em branco, ou com algumas frases citando suas frustrações, mostrando estarem enganados, mal preparados para o casamento, ou outras fugas.
Analiso o medo de se verem nus; mostro que só mudaremos o mundo se dermos algumas voltas dentro de nós; mostro que a quantidade de casais que vivem felizes é muito pequena e volto a insistir na tarefa.
Alguns chegam a dizer que não vão conseguir e eu complico a vida deles mostrando que se fugirem do seu encontro só restará uma conversa franca, sem agressões, visando o estabelecimento de um meio pacífico para a separação. Pois terão que ser amigos, sendo pai e mãe atuando com amor na criação deles, apoiando-os e ensinando-os a não se enganarem, para não chegarem também a um final de matrimônio, ao contrário de uma vida saudável. Geralmente aí, vejo lágrimas e disfarces do marido, para não chorar.
Surge então a brecha que preciso para ensinar a se olharem.
Conto-lhes que a união de casais é ditada pelo interior de cada um, que sem o perceber produzem hormônios secretados pela pele, comandada esta secreção por um código psíquico, onde se revelam ao outro inteiros, com todas as qualidades e mazelas, e que estes ferormônios (feromônios, popularmente chamados), penetram por um buraco no nariz, chamado órgão vômero-nasal e chegam ao inconsciente, fazendo um raio X da pessoa, dizendo se sua textura é compatível com as dos aspiradores, dizendo se podem ou não serem aspirantes ao cargo de tampa ou corpo do balaio, com a mesma textura, isto é, com a mesma taxa de segurança, insegurança, tristeza, coragem, medo, fuga, certeza e todas as características que formam a personalidade complementar, suplementar, ou antropofágica.
Prossigo dizendo que o nosso inconsciente sabe muito detalhadamente como é o outro; sabe se poderá viver harmoniosamente, se haverá dominação, ou haverá respeito, harmonia sexual, gostos e desgostos em comum.
Isto é o que nos afasta ou aproxima de pessoas que nunca vimos, que nem se manifestaram, que gera em nós simpatia ou vice-versa.
Ocasionalmente ocorre uma pergunta: “Quer dizer que se eu me separar, vou buscar alguém igual a este(a)?
A resposta é: “Caso não se encontrem e partam com o mesmo conteúdo, para a busca, sim! Darão com os ‘burros n’água’ novamente!”
Nova questão: “E como modificar isto?”
A resposta: “Já lhes ensinei, mas o medo de se perceberem, desnudarem-se, criou uma fuga dizendo que não sabem como fazer para olhar para dentro”.
A réplica (ou será vintépica?): “O senhor crê que não gostaríamos de viver bem, é isto?”
“Acho que se quiserem viver melhor, terão que iniciar uma vida matrimonial, não a conjugal que estão vivendo!”, é a resposta.
“Como? Teremos que ficar nús?”, é a pergunta mais frequente...
“Não sem roupa, pois não me buscaram para ser voyeurista, apenas para ajuda-los a parar de se defender. Ninguém pode culpar ao outro, a escolha, embora inconsciente, já determinara como seria o casamento, os dois sabiam que estavam blefando. Assim só resta uma saída: procurar se conhecer, mudar tudo que for possível e os monólogos passarão a ser: ‘porque eu, porque eu...” “Cada um olhando para suas entranhas, nem um pouco estranhas, mas cheias de manhas, que esconde as esporas nas polainas”, brinco com eles.
É um momento maravilhoso, pois eles percebem com a brincadeira, que não sou juiz, que não criarei métodos, caminhos ou clones meus.
Rimos à beça e não raro as armas caem ao chão, dando lugar a um novo mundo: “Como posso mudar e agradar a mim mesmo?”
Estão rindo? Já foi escrito ‘zilhões’ de vezes, que nosso melhor próximo, somos nós mesmos.
Ame-se sem falsidades, revendo seu caminhar e encontrará sossego, para enfrentar as batalhas do dia a dia.
Reformule seus ferormônios, mudando seu jeito de ser. Busque achar seu chanel, nunca um ferormônio sem graça, sem jaça, com trapaça, que nem disfarça.
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JOGO È JOGO!
Quando estudante de Medicina, costumávamos jogar pôquer nos intervalos de estudos aos sábados. As apostas eram feitas em centavos e um grande perdedor chegava a perder numa tarde, cerca de cinco cruzeiros.
Certa feita, depois de uma jornada de ‘sorte’ eu já ganhara algumas partidas e acumulava a ‘riqueza’ de vinte cruzeiros, quando saio com jogada pronta de um street-flush até rei ( 9, 10, valete, dama e rei - de paus). Disfarcei, fingi ter dúvidas se trocava uma carta e uma alegria imensa, muito bem contida, se apossou de mim.
Ao iniciar as apostas, lancei vinte centavos na mesa, dois jogadores pagaram e o terceiro dobrou minha aposta, fazendo fugir os dois ‘blefadores’. Fomos dobrando as apostas, até que eu paguei uma aposta de dez cruzeiros, que me sobravam.
Ao abrir o jogo, meu oponente viu meu street e completou: “Ganhei!”, exibindo um Royal-street-flush de ouros (até ás).
Desde este dia passei a ter mais firmeza numa crença que já professava: “Não existe sorte em jogo, existe habilidade ou coincidências”.
Hoje, 02/07/2010, fomos desclassificados da Copa. Ainda bem que a nossa copa não foi inundada por uma enchente! Mas, senão vejamos: Tomamos um gol por mera casualidade: homens escolhidos, defendendo a área, no lugar errado e um mergulho bem intencionado produz um erro, que não queríamos que acontecesse, pois a partida fica empatada.
Desesperados, com raiva, ‘ultrajados’ pela Holanda, o nosso time se descontrola e numa série de atitudes impróprias, perde a habilidade e voltamos para casa.
Já ouvi uma série de justificativas e acusações, que de nada valem, pois perdemos a chance de vitória nesta Copa.
Creio que o erro nos destrona por algum tempo, mas começamos a amadurecer a seguir:
- Dunga protegeu a seleção de exposições que a prejudicassem, fazendo com que o ‘já ganhou’ atrapalhasse a concentração;
- As escalações das equipes, sempre favorecem a alguns patrocinadores e patrocinoraptores,
- A imprensa tem idéias díspares, favorecendo aos que as acertam e calando aos que as erram;
- As ‘bumbunzelas’ não foram bem o que eu esperava: sem um pingo de ‘sex-apeal’, só emitiam sons horríveis, que devem ter perturbado vários jogadores de muitas seleções;
- As Jabulanis pulavam mais que periquitos no cio, muitas vezes atingindo o terceiro andar do gol, ou as laterais de escanteio, ao contrário de serem encaminhadas para o gol, levando os torcedores ao ‘clímax’, como estavam acostumados a proporcionar os periquitos, digo, os jogadores. Fica aqui uma pergunta? Quem se beneficiou com a contratação desta ‘pelota’? Garanto que não fui eu nem a população da África, nossos ancestrais;
- Nossa seleção e a da Holanda deram um show em civilidade, demonstrando pejo ao racismo;
- Talvez o Dunga consiga ter como prêmio a melhora de seu pai doente;
- Talvez na próxima Copa, no Brasil, tenhamos um técnico com o apelido de Dengoso, que não irrite a imprensa, mesmo se não levarmos o título. Aliás, o apelido do nosso técnico é impróprio pois o Dunga era mudo. Acho que poderíamos dispensar algum Zangado, para evitar prejuízos à Seleção Canarinho, que intentava tomar ‘laranjada’ e acabou chorando, como todo ser humano de caráter é capaz de fazer, ao perceber suas falhas;
- Por último, mas muito importante, é preciso ressaltar que a única seleção candidata ao hexa-campeonato e capaz de sambar com desenvoltura é a nossa.
Viva o Brasil!
Viva a Seleção!
Vamos escolher com consciência nossos próximos dirigentes, pois a ‘LISTA SUJA’, parece que está sendo burlada!
E viva Zambi!
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A CBF DIZ: "CALA A BOCA DUNGA"; EU NÃO CALARIA.
Aclamado na chegada,
Ele disse que ficava.
Não pensou que a cachorrada,
A espada lhe fincava.
Precisavam de um bode
Pra derrota espiar,
Assim o bobo se _ode,
E seguem a indicar,
Gente com bom patrocínio,
Para as burras entupir.
Pois, burro sem raciocínio,
Com dinheiro vai fingir,
Ser o dono deste mundo,
Com sete palmos pro fundo.
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Pastéis, não diferenciam
O que apenas só viam,
Não sendo racionais,
Sem julgar, gestos errados,
Pois creem ser maiorais.
Ao se tornarem malvados.
Corrompem tudo e todos,
Que querem ter muito mais.
Costumam criar uns modos,
Que os fazem tais e quais,
Às bestas despudoradas,
Pouco importando quem torce.
Esquecem que nas 'peladas',
O fome ronca em morse.
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Daí vem o futebol,
Minorando o sofrer,
De quem olha o arrebol,
Pensando em renascer.
Talvez perdendo a Copa,
Consiga no voto vencer,
A política que dopa,
Com mentiras todo o ser,
Criando em farsa time,
Ao qual se deve torcer.
Não mais deitando no vime,
Mas lutando e vencer.
Do nosso berço beleza,
CRIEMOS NOSSA GRANDEZA!
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"NO MEN IN GANA"? - Taí a resposta!
Há algum tempo numa festividade envolvendo habitantes de Gana, um norte-americano vendo todos vestidos a caráter, com fantasias que incluíam saiotes para os dois sexos inqueriu: "No men in gana"?
As pessoas riram do `trocadalho', mas foi de muito mal gosto.
Hoje Gana usando a Jabulani, mostrou sua superioridade junto aos 'habanas', mostrando que os costumes culturais não assustam àqueles homens verdadeiros, que não merecem nenhum deboche, que no fundo esconde um preconceito racial, que espero tenha sido banido da América do Norte, com a eleição do presidente negro, meu irmão de raça, pois meu avô era mulato e consta que somos todos originários da África.
Precisamos pensar em nossas palavras, para não mostrarmos nossos preconceitos; devemos, isto sim, corrigi-los, para que não ajudem ao sermos julgados inseguros.
Fico pesaroso em ver uma nação que está despontando para o futebol ser desclassificada. Mas me lembro de um americano entrevistado há dias declarando "ser o futebol um esporte preferido pelas mulheres americanas, e acreditava que o basquete era um esporte preferido pelos homens". Ao ouvir tal afirmativa tive a vontade de perguntar-lhe se já aprenderam a jogar, depois que 'paizicos' como o Brasil estão provando que em esportes, em relações com o 'império' e com outros povos, começam a perceber falhas, verdadeiras omissões, como a crise financeira recente e as declarações vergonhosas de um general, desrespeitando a 'otoridade' do meu irmão de côr.
Isto posto, não me engano, tem HOMEM de peito e de bom futebol em Gana.
Só espero que a humildade americana faça-os aprenderem a jogar bola, para conseguirem impressionar às mulheres, já que elas gostam de ver os jogadores atuando. Isto inclusive me coloca uma questão: "Será que elas gostam dos jogadores, como homens do esporte ou como substitutos de panacas uisqueiros apagados?"
Cuidado gente, o Brasil pode não sair campeão desta Copa, mas tem algumas pessoas que ainda percebem coisas, como verdadeiros atos falhos, que dizem muito mais que o gesto errado, mal dito.
Durmam com a Jabulani debaixo do travesseiro, meus amigos. Sejam mais humildes e menos potoqueiros. Quem sabe consigam dormir sem a bubuzela soando sua derrota!
Parabéns, equipe de Gana!
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JABULANIS? PRO FUTEBOL AMERICANO!
Julio Cesar ataca bola da Copa:
‘Parece com as compradas em mercado’’.
Mal sabe ele, que de fato topa,
Com um grande acordo negociado:
A FIFA envolveu todos ‘mafifosos’,
Onde correu solta uma dinheirama,
Para se vingarem destes ‘ardorosos’,
“Que querem seu time com bastante fama”!
Por isto usaram só as JABULANIs
Que chutadas acertam os torcedores,
Fazendo galos nas cucas dos romanis
Que com VUVUZELAS querem escores.
Moral: Se até na distração há safo,
Só nos resta torcer, como desabafo!
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QUEM SABE, QUEM SABE É DEUS! (Paródia)
Paródia brasileira de Quizás, quizás, quizás
De O Ferres (prá valer!)
Tom Cm (pelo menos isto!)
Ritmo Bolero
Sempre que te pergunto:
“O quando comes e onde?”
Tu sempre me respondes:
“Quem sabe, quem sabe é Deus!”
E assim passando fome
E eu bem revoltado
E tu abobalhado:
“Quem sabe, quem sabe é Deus!”
Estás perdendo o voto,
Esperando, votando,
Por mais que tu o queiras
Estão se lixando, até quando?
Não passe assim os dias,
Estou te informando
Pra ir se rebelando,
Agrade a ti e a Deus!
Não vote nos filisteus!
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DILMA BENGUEL, BENGUEL
Os Jornais estão todos noticiando que a candidata fez um site: www.dilmanaweb.com.br, onde colocou duas fotos suas, uma como criança e outra como adulta. No meio do caminho pos uma foto da Norma Benguel, para atrair os incautos, dizendo ser ela, apesar de que os “amontoadores” da página dizer que não foi “benguel” esta a intenção.
Ponho–me a recordar: na época da ditadura e eu e meus colegas, que detestávamos o comunismo, também achamos um absurdo os militares tomarem o poder e o sustentarem de forma tão cruel, como o fizeram.
Do mesmo modo, nunca aceitei que se lutasse contra a ditadura roubando bancos, como o fez a dilmasempostura, pois um crime não pode ser combatido com outro.
Se ela hoje é capaz de permitir fraudes em sua campanha, me sobra a pergunta que há muito tempo me assola e não nunca quis calar: _ Agindo com roubos em bancos, “para sustentar a causa socialista”, ou “anti-militarista” se o preferirem, será que um gesto desonesto nunca a tentou, para ficar com um pouco do saque?
Sempre me ocorreu esta dúvida, hoje reforçada, no mínimo...
Lula escolheu mal e vai pagar caro por sua ignorância.
Seu Governo sempre teve altos níveis de aceitação graças a ter se escudado em economistas que deram a volta por cima e nas “borsa famia”, sem uma fiscalização severa, como tenho frequentemente alertado, com fatos que vejo.
À dilmafeiura sugiro ir para Holywood, ou criar aqui a “Patetawood” ingressandor numa vida de famosos caubóis, prosseguindo sua carreira competente de ‘cauguéu’ e fazer com que nos orgulhemos de vê-la duelando e quem sabe fingindo de morta, pelo menos, num filme do velho oeste, ou mesmo da “DITADURA QUE NÃO QUER FALAR”?
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ELA É DILMA MARMOTAGEM, ELE É DILMA FEIURA!
(Escrito em portugues bem coloquial, ou 'coloquiado' do colegiado, sei não que lado está!)
Num voto, num voto e num serro fieira (2 PT)
Elé dilma incompetênssia de dá dó(PT)
Já maginou se ela dá dilma disligada e eli xupa a joãgulart dela? CreinDeusPadre (iscramação)
Dilma coisa istô certo: gurdura num eh pra queim qué, eh pra queim podi e teim muinto dinheiru (iscramação)
Dilma otra coisa eu tamém sei: Num olhô prondi pisô, sujô os peis na lama da safadaji. Oia pro anel rodaviado, baratin né (inté rrogui ação)
Brasilia eh dilma currupssão sô, di dá medu! Putzgrila (iscramação)
Si nóis eh tudu nêgo, pro caus di quê qui o cabelu del'é da cor bremeia (inté rrogui ação)
Seih naum, ma aí tem tinta (iscramação) Queim camufra, tem rabu incurto (iscramação)
Si ocêis tivé um dedin di vergonha na carah, podi inté miorah a pustura dilma mulhé ô dum feiozin (iscramação)
Serra véia, quebra muinto faciu (iscramação)
A pur causa di quê qui eu vô votá nessas coisinha istranha (inté rrogui ação)
Ceis num sabe indicah meió não (inté rrogui ação)
Vai tudu continua pastanu, ô entra no borsa famia. Pelu menus dá pra cumprá uma cestabas(PT)
Posentadurinha (doi ponto) mia cunhada morreu de fomi (iscramação)
Ô chente, cês num acha bão finji que tá ajudanu nas inxentis? Pelu menus teim um monumento de fama. Num pricisa ficá qui nem a hebe, que num podi pará, mermu morrendu im pé (iscramação)
Coceio pra dilma e pro serra: Vãum no programa da julianta, qui lá cês fica cum faladô chique no úrtimo! Eh só pedi antis as pregunta e falá pro paucuelho tradusi (trêspontim) (Eh muitu PT)
Acanssei de dah bão conçeio (pelu menu o da dilma tá grandi) (PT)
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PUBLICIDADE MAL DIRIGIDA
"Inundai a mídia com propaganda mal dirigida e verás a onda que se abaterá sobre vós".
Marcio Funghi de Salles Barbosa
Em Sociologia existe uma frase que repito incansavelmente e que é imbatível, pois expressa a realidade insofismável: “Quem agride está inseguro e quem se sente agredido também!”.
Pela própria consciencia do ser humano de ser passível de erros, pela identificação da sua pequenez diante dos agressores, quando percebe uma agressão gratuita a outra pessoa ou a um objeto, por parte de quem tem o poder ou finge te-lo, a percepção cria uma reação negativa ao agressor, seja ele numa simples polemica, seja em propagandas pela mídia.
Este fato é característico daqueles que ascenderam um degrau na evolução e maravilhados tendem a menosprezar o deslocado, humilhando-o, mas causando uma sensação de mal estar em quem a ouve. È como se as pessoas assumissem o lugar do ultrapassado, possibilidade a que está sujeito qualquer indivíduo ou empresas nesta concorrencia vital.
Quando em exercício da Consultoria em Publicidade somos chamados a construir, ou mesmo analisar uma campanha, aconselho a mostrar os pontos positivos alcançados, nunca menosprezando os concorrentes, pois nunca sabe-se um dia terá que descer um degrau.
O resultado da campanha mal direcionada irá criar no imaginário de quem a ouve duas hipóteses: se a campanha agressiva for verdadeira, o custo da aquisição do produto será maior, beneficiando aos que necessitam exibir, mostrar-se atualizado, para fingir que são grandes muitas vezes vazios de saber. Se a campanha for falsa, a raiva de quem adquiriu o produto criará uma resistencia ao produtor, que poderá tornar os produtos da empresa evitáveis para sempre, mesmo que atinja um grau de perfeição inigualável.
Vemos isto na indústria automobilística, com muita freqüência: os compradores são impelidos pela publicidade exaustiva e ao adquirir o produto percebem o desleixo na pintura e nos demais acabamentos, que se deterioram com rapidez.
Recentemente vemos competições imensas, sem um pingo de ética por empresas até recentemente apagadas, que insistem nesta prática danosa contra seus objetivos.
Minha avó sempre me ensinou a ser seguro em meus passos, satisfeito com as alegrias que posso conquistar ao ser competente e nunca ser um ‘bufão’ em minha autopromoção.
Ela estava certa, pois quem delira, não pode estar sadio, é no mínimo sem autocrítica.
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A REALIDADE NAS SALAS DE AULA?, Ou deixa como está?
Acabei de assistir o filme “Entre os muros da escola”, onde senti uma tristeza imensa, ao deparar com o tratamento indecente entre o corpo dicente e docente. Assusta-nos a agressividade que extrapola dos alunos a ponto de levarem professores às reações inusitadas e à aceitação passiva dos erros cometidos, terminando numa partida de futebol, sem que nada seja transformado, sugerindo que ocasionalmente possam ocorrer períodos de acalmia, desde que atividades comuns sejam usadas como derivativo.
Desligo o vídeo, sento num local que se apresenta como de meditação e consigo ver, triste, a imensa rachadura que separa os ‘mestres’ dos ‘alunos’.
Existe um responsável por isto, ou mudou o mundo? O que houve com a ‘evolução’! Houve evolução, ou os jovens se revoltam com situações que aceitávamos como obrigações incontestáveis? O ensino é mais dinâmico? Será que mestres e alunos falam a mesma língua? Se falam, por que eles dizem tudo em gírias? Isto está acontecendo no mundo inteiro? Estamos preparando as pessoas para a vida real? O que está faltando para ser notado, complementado?
Meu PCérebro não dava pausa, só repassava as perguntas. Tentei um Shift, Ctrl, Esc, mas não conseguia, pois tenho este defeito grave: “Cando a pioienta isquenta, demoru pra cunseguí quiela isfrii!”.
Busquei por ordem nos pensamentos e só consegui perceber que somos assim, rebeldes, fugitivos, inseguros, porque não sabemos quase nada e temos medo de admitir.
Imagine um Ministro da Educação crendo que não levará nenhuma vantagem, se não fizer algo de novo? Não importa o que, importa fingir que progredimos.
Nós, população, temos que trabalhar duro, termos mil conhecimentos práticos para sobrevivermos, pois afinal não aceitamos corrompermos nosso íntimo, exceto com as ‘ajudas’ safadas que inventamos para ‘provarmos que não temos tempo a perder, pois o Jornal da TV e a porcaria da novela e do brodedroga tem hora certa para começarem.
E la nave vá...
“Quem é mesmo este lourinho?”. “Filho de qual dos meus filhos?”. “Páscoa”? “De novo levar cotoveladas pra agradar a prole, com um chocolate midiático, tipo Bon12”? “E se não tiver, será que eles trocam por bons oitos dos comuns?”
Lembro de um amigo explodindo: “PPTQP! Que droga de vida! Foi pra isto que nascemos, o que eu ganho com esta rotina embriagante, depressiva, vendo meus filhos trabalhando sem prazer, formados num curso que nunca os entusiasmou, com subempregos, esposas mártires, ciumentas, anorgásmicas, pois o marido não sabe amar, tem ejaculação precoce, impotência, finge ser calmo para o chefe, mas vomita por detrás?".
Chega ‘gentem’! Até a natureza já se encheu, por que vamos continuar cegos, sem amor, como dizia Mestre Gigault (nunca existiu, que eu saiba): “Vivre pour vivre, mon Dieu, qui saleté du vie!” (*).
Proponho o seguinte (será que posso, tenho este direito?): “Vamos compreender um pouco mais de nós mesmos?” “Vamos ver como estamos bagunçando esta vida, sem colocar políticos e patrões no meio (mesmo porque somos e temos um meio também).” “Vamos ser realistas e percebermos como faríamos para quebrar a agressividade de alunos carentes, como nossos filhos também o são?”
“Qual seria o método de ensino eficaz?” “Será que as aulas não os motivam porque se veem como um estorvo para nós?” Será que não lhes dissemos isto, mesmo sem palavras?”
“Nossos gestos demonstram amor ou frustração?”
“Os participantes dos conselhos estudantis, nas escolas, são os mais dotados, tem o bom discurso que convence, ou será que foram escolhidos porque ninguém se habilitava?”
“Não é mais fácil ficar de fora e sentar a pua depois?” “Afinal não posso parecer burro, tenho que ser agressivo”.
Em suma: “Vamos admitir nossa burrice?” “Vamos partir para o diálogo que engrandece, quando dizemos: não sei, preciso aprender?” “Vamos parar de fingir e vamos errar até acertar?” “Vamos etc, etc e etcetera?”
Desistam: “Só sei que nada sei e vou viver me questionando, errando muuuuito, pois isto me dá o sentido da vida!”.
Abraços e feliz páscoa (se é que conseguimos renascer).
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(*) “Viver por viver, meu Deus, que porcaria de vida”
O CIÚME
Quando se gosta de alguém,
O correto é procurar
Dar muito amor ao seu bem,
Sem coleira pra guiar.
O ciúme é um sinal
De haver insegurança
Quanto a ser, ou sexual,
Que destrói a aliança.
Daí monólogos surgem,
A deformar sua prole,
Que pra fugir da ferrugem,
Costuma ser bom de gole.
Quer ajuda? Busque ver:
Não ama, quem faz sofrer.
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QUE DEUS CONSIGA CONSCIENTIZAR O GLAUCO DE SEU ERRO!
Em nossa lide como psiquiatras temos convivido de forma muito preocupante com os amantes do Daime, em suas 'seitas', a nosso ver já um desequilíbrio mental, mesmo que o escondam sob seitas.
O Daime é um alucinógeno perigoso, que pode despertar delírios e alucinações a partir da primeira dose e o faz com frequencia, levando muitos indivíduos com uma formação de personalidade defeituosa, a se apegar a esta prática, acreditando que o Chá de Daime abre a mente. Creio que abre sim, para o vício, a dependência. Mesmo que seu uso se limite a sessões 'religiosas', muitas vezes embusteiras, como comprovei com clientes que compravam garrafões de chá do Daime para uso caseiro constante, em várias doses diárias, vendidos a preços de cocaína ou crack.
Suponhamos que o 'genio' Glauco chegasse a um ponto de crer que sua seita seria a salvação para muitos. Ele era no mínimo um equivocado sobre o assunto.
Depressivos e com personalidade próxima aos psicóticos são os piores prejudicados com esta prática, que produz dependência, mesmo que utilizada nos rituais 'religiosos', e isto é um crime, permitido por Lei, sem uma avaliação científica, com a mera justificativa de não intervenção, ou liberdade de expressão religiosa. Quiça influenciada por algum juiz ou político acostumado a estas práticas, não posso afirmar, apenas supor, pois a idiotice escondida por trás deste uso é tão mortal como a de um suicida.
Tenho condições de provar minha acertiva, com uma visita a diversos hospitais psiquiátricos, onde as Stas. Terezinhas, os Jesus salvadores e os 'perseguidos pela sociedade' já não podem mais ter o convívio social, tal o estrago causado pelo Daime e outros alucinógenos.
Sabemos que um gênio de qualquer arte, como era o caso do meu admirado Glauco, pode ter este fulgor de inteligência, para compensar depressões mal avaliadas e quadros mais graves, que o indivíduo camufla.
Lanço um repto: Quem conseguir provar que minhas afirmativas são falsas ou sensacionalistas, entrem em contato comigo e me rebatam.
Para a Lei só tenho um recado: querem liberar o chá do Daime, pois que liberem as outras drogas e transformemos o mundo num 'paraiso de tresloucados'.
Sem estras drogas graves, incluo o álcool e o tabagismo, já temos uma anarquia e conflito, ou mesmo compactuações com maus policiais de sobra, imagine se abrirmos as porteiras: teremos que nos trancarmos e não sairmos para a violência que se instituirá.
Perdoe-me caro Glauco, Perdoe-me Raoni e todos os seus, mas voces precisavam de um pouco mais de bom senso e julgamento das realidade.
Tenho um amigo muito radical que fala que se engarrafarmos fezes cujo cheiro possa ser camuflado e anunciarmos como salvação do Universo, em breve teremos ETs vindo buscar a 'solução fantástica'.
Meu apelo urgente: Senhores representantes da Justiça cega, surda e muda, busquem rever seus conceitos. Nós psiquiatras estamos pondo nossas vidas em risco, diuturnamente, como fez o Glauco.
Acordem! Vejam a Realidade! Discutam o problema com os mestres da Toxicologia e provem que estou certo.
Parem de se enganar.
"Dura lex, sed lex!" Ou já mudou o conceito?
Se duvidam, peçam às Tvs, para reapresentarem o enterro do Glauco e vejam quantos indivíduos com aspecto e sinais de usuários, lá velavam o Pai Glauco?
Como será a conversa dele com Deus, depois de ter se convencido da burrice que cometeu?
Vejo um quadro:Deus triste, dizendo para ele: "Devia ter buscado ajuda, pois seus personagens, embora irreverentes, já estampavam seus pensamentos carentes".
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VAMOS FAZER MAIS SARAUS?
Tenho falado muito sobre um costume sadio e divertido que aprendi com meus avós Mineiros, que é FAZER SARAU.
O Sarau é uma reunião de amigos, em lares, clubes ou lugares públicos, como coretos, bares, postos de conveniência, onde as reuniões são marcadas com antecedência e na maioria das vezes com regularidade de uma semana a um mês e seus participantes podem se inscrever previamente, oferecendo a sua participação, seja em instrumentação musical, bandas, poesias, artigos, debates e qualquer assunto de interesse do grupo.
Em São Paulo, tenho feito diversos saraus, onde as discussões são planejadas com um assunto fixo, com um palestrante, com um poeta ou um músico, ou todos juntos e a plateia debatendo os assuntos ao final.
Como se percebe, cada sarau segue a diretriz que o grupo pretende dar.
"Para que isto?", já me perguntaram e eu queria um minuto da atenção de vocês para justificar o porque da insistência.
Não é novidade que o sistema de vida atual nos faz trancafiados em casa, com medo de marginais, com preocupações de gastos extras, tal o custo de vida, escolas desestimulando os diálogos, mestres mal formados, mal remunerados, recitando as 'cartilhas' de programas escolares (des)educadores, maçantes, criando crianças surdas e incapazes de discordar ou questionar aquilo que creem um absurdo.
Assim estamos ficando anti-sociais, temerosos da exposição do quão pouco estamos sabendo e deixando, como faziam nossos pais e avós de trocar experiências após o jantar, com os vizinhos, enquanto a criançada sadia brincava de esconder e de pega-pega.
O Sarau não é, a priori, um momento exibicionista, mas se soubermos escolher os componentes e até frearmos com educação algum 'sabe-tudo', ele servirá de recreação, como adoçante desta jornada difícil que vivemos e até, porque não dizer um canal para troca de informações e cultura.
Em Belo Horizonte existe um bairro que se transformou na maior concentração de bares por metro quadrado do mundo. Falo do bairro de Santa Efigênia. E lá as variedades oferecidas pelos proprietários, variam desde iguarias saborosas até saraus lítero-musicais. É uma delícia ver a concorrência esmerar-se para se superar.
Isto posto, crio uma questão: Por que não fazer reuniões de saraus com nossos amigos, vizinhos ou outros convidados? Medo de não conseguir um bom resultado?
Medo de ter um gasto para manter as pessoas reunidas? Não conseguir adesões? Não encontrar temas importantes?
E quem disse que estes são motivos para nem tentar? Os medrosos!
As reuniões podem ser feitas em casas de amigos e compartilhadas os aperitivos e refrescos por todos, práticas e com custo baixo.
Os temas podem ser qualquer um que interesse ao grupo. Mesmo que as primeiras reuniões possam ser pouco brilhantes, o 'hábito faz o monge'. Em pouco tempo todos estarão buscando superar-se.
Os assuntos podem começar com leituras e discussões de notícias, depois assuntos pertinentes ao grupo e as experiências crescerão e farão momentos alegres.
As poesias, as músicas entoadas por um participante ou por todo o grupo, a execução musical de um ou mais participantes, o concurso de piadas, de desenhos, de composições poéticas ou literárias, enfim qualquer assunto pode ser animador.
Tendo vivenciado a realização de muitos saraus, a convite de amigos, empresários, bares, ex-cinemas reformados, departamentos culturais, secretarias de prefeituras, percebo apenas algo que deve ser evitado: transformar um frequentador em dirigente do sarau. Frequentemente isto serve para esvazia-lo em pouco tempo.
É preciso que impeçamos formar em nós uma auto-crítica severa, onde passemos a ser 'burrinhos de presépio', sem uma participação efetiva, agradável, onde para compensar o esquivamento, após o sarau começa-se a por defeito nas roupas, atitudes, maquiagem, no 'exibicionismo de alguém'.
Costumo dizer que se for a um sarau apenas para ficar alheio, é preferível bigbrodear na tv minúscula mesmo.
Já participei de saraus, onde o tema daquele dia era sobre os problemas da comunidade, como os seus eleitos os abandonaram e em muitas destas situações eles criaram coragem para buscar métodos de protestos, e até de escolha de novos candidatos.
O nosso silêncio, o nosso medo de errar está ensejando catástrofes nas áreas políticas e somos tratados como serventuários obedientes desta canalha que cresce por causa da nossa omissão, pelo fato de esquecermos o que vem a ser um cidadão.
Muitas perguntas não querem calar em minha cabeça e tem me levado a propalar um pensamento que creio intrigarão a muitos:Como conseguir criar filhos que vençam na vida, se deixam acorrentarem-se com ideias de passividade, de raciocínios cômodos, com: "De que adianta tentar mudar?". Creio e sugiro a estes deprimidos, covardes, que busquem nas listas telefônicas o endereço de uma funerária, para começarem a cuidar de seu futuro.
Gente, o mundo está mudando! Estamos sendo esmagados pela agressão que nos devolve a natureza. Nem sabe-se mais educar os filhos, criados num 'faz de contas', onde para verem os pais com um mínimo de aborrecimento, gastam a mais não poder.
Ensinemos a eles que estamos mudando, que somos gente e que podemos pensar, criar, modificar, exigir um comportamento criativo, com crescimento, sem indolência.
Criar é dar o exemplo!
Para começar, que tal um sarau?
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Dr. Márcio Funghi de Salles Barbosa
Mineiro de Nova Lima (terra onde surgiu o "UAI!"), reside em Araras - SP, é psiquiatra, terapeuta e consultor de relações humanas nas empresas, tem como certeza que o medo, reflexo da insegurança, é o pior inimigo do ser humano, que muitas vezes não percebe que todo acerto é baseado em tentativas erro, para o encontro do acerto.
Aprendeu com sua mãe que "só devemos nos arrepender das coisas que não fazemos". Por isto é fotógrafo, escreve poesias, contos, humor, teatro, crônicas, edita a Revista Consigo há 6 anos (www.revistaconsigo.com), escreve na sua coluna "Pergunte ao Doutor!"
(www.drmarcio.com/pergunte), dando orientações
médico-sexológicas aos consulentes, sem fornecer consultas pela internet, prática esta acertadamente condenada pelo Conselho Federal de Medicina.
Analisa a cultura de grandes empresas, tendo produzido uma monografia "Sabotagem, identificação e controle, solicitada por grandes empresas nacionais e internacionais, que mudou em diversos dicionários, o conceito desta prática doentia.
Só sabe que precisa olhar sempre para dentro de si, para não se tornar num mineiro "crente, que já é gente".
Adora estar vivo e ter que enfrentar seus embates.
Endereço eletrônico para contato: drmarcioconsigo@drmarcio.com
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POR QUÊ? (WY?)
Pouco tempo depois de ter escrito “O VALOR DA VIDA!”,
descobrindo que a vida sem conveniências era a mais saudável, percebi o entendimento do por que a sociedade exigia tanto de seus participantes a ponto de obrigar-lhes a levar uma vida tão vazia.
Passei a ver pessoas assustadas, como baratas que fogem do inseticida; mudos que apenas fingiam não poder falar; gente que sofria de torcicolo crônico, de tanto balançar a cabeça, concordando com seus donos; homens fingindo serem poderosos; vi mulheres posando de vítimas submissas (que não o são); os jovens querendo fumar, beber, usar drogas, viver como manda o figurino; vi a lógica irracional do por que era preciso comprar o lugar no céu; ter um senhor da fé que os engane dizendo que tem a chave, quando a chave que tem é a do cofre, onde esconde suas pilhagens, para de poderoso, esperto, camuflado de enviado da Sabedoria suprema.
Entendi também por que tudo é envolto em mistérios, tudo tem peso e tudo é contado.
Penso no mundo recalcado, nas pessoas que servem sem sequer se dar conta que são massa de manobra. Penso nos infelizes políticos que crêem enganar a humanidade, a morrer de câncer ou outra doença grave, para sua autopunição.
Sofro quando vejo a destruição do nosso paraíso, por causa de dinheiro, poder...
Aí olho para a vida e sinto vontade de gritar: “Burros, estamos sendo burros ao trocarmos a felicidade por metas, que só servem para tentar causar admiração à nossa pessoa, mesmo sabendo que somos pequenos e que os pequenos é que são maravilhosos”.
Sei que os acomodados me chamarão de burro, que o que estou falando é mais velho que fazer as necessidades de cócoras; que não acrescentei nada.
Precisamos olhar para dentro de nós, nos vermos e nos aceitarmos sem a ditadura da INSEGURANÇA. Precisamos ao invés do medo, ser espontâneos, olharmos a fundo, enxergando, entendendo que temos livre arbítrio e que nossas buscas podem ser feitas sem medo à crítica, ou ao julgamento dos tacanhos.
Entendamos a ajuda valiosa, num pensamento de Millor Fernandes que abre muitas portas : "A leitura amplia minha ignorância".
Eles querem que trilhemos o caminho das pedras, porque se acharmos outro mais fácil, eles se desesperam...
A vida é tão simples, como quando em Minas os ingleses que levando nosso ouro nos inquiram sempre, buscando entender nossa paciência: _Wy? A resposta vinha sempre: _ É por que uai, é uai, uai!
Simples, espontâneo. Como o divino, uai!
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TRANSTORNO DA HIPERATIVIDADE COM DÉFICIT DE ATENÇÃO
Transtorno de Hiperatividade com Déficit de Atenção
Preocupado em auxiliar a melhoria do aprendizado escolar em todos os níveis, o Psiquiatra Márcio Funghi de Salles Barbosa tem dedicado-se a fazer pesquisas nas esco-las a que tem sido convidado, notadamente sobre as relações de comportamento e a-prendizado dos alunos. Já realizou pesquisas sobre drogas no meio escolar e até sobre as motivações para o uso de drogas.
Percebendo um número crescente de Diretores e Professores estressados na sua lide diária, faz palestras a pais, mestres e alunos sobre os mais variados temas. Há quatro anos vêm se dedicando a preparar as escolas para um problema crescente: o Transtorno de Hiperatividade com Déficit de Atenção (THDA) e nos concede esta entrevista
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RECANTO: O que vem a ser o Transtorno da Hiperatividade com Déficit de Atenção?
Dr. Marcio: O THDA é um transtorno que ocorre precocemente, iniciando-se na infância ou na adolescência e exibe uma combinação de comportamentos agitados, impulsivos, com difícil controle, dificuldade para o portador obedecer a ordens ou ficar quieto, esque-cendo-se facilmente das recomendações e freqüentemente desatento e com pensamento muito rápido, fornecendo respostas erradas, ao que pensa, será perguntado. Às vezes as crianças portadoras deste transtorno podem ser encaradas como “sonhadoras”, apáticas, preocupadas ou ansiosas. Existem casos relatados na literatura médica de crianças que foram tratadas como “retardadas”, tal o seu alheamento às situações escolares.
RECANTO: Quais as causas deste Transtorno?
Dr. Márcio: Constatamos na psiquiatria que as causas podem ser constitucionais, adquiridas na gravidez e no parto, no período dos primeiros desenvolvimentos (quase sempre em conseqüência de traumas de parto, quedas, infecções do Sistema Nervoso Central, como meningites e encefalites), por problemas de desajustes familiares, por inconformis-mo com a situação sócio-financeira e várias outras causas.
RECANTO: Este transtorno pode desenvolver crianças incapazes de um aprendizado escolar?
Dr. Márcio: Se a escola não souber lidar com elas, elas podem abandonar os estudos, mas geralmente, se não houver problemas decorrentes, como a criminalidade ou o uso de drogas, acabam aprendendo até mais do que a escola pode ensinar.
RECANTO: Como é possível isto acontecer?
Dr. Márcio: muita freqüência estas crianças têm como compensação um nível intelectual muito grande, mas quando desatentas, não conseguem se organizar e por a funcionar esta inteligência.
RECANTO: Qual o maior risco que correm?
Dr. Márcio: Se prosseguem mal compreendidas, acabam sendo “adotadas” por trafican-tes, que ao lhe venderem drogas, sem o perceberem, costumam acalmá-las bastante, isto se deve ao fato de que as drogas, para estas crianças agem ao contrário: acalmam ao invés de agitá-las, o contrário dos calmantes, que as agitam.
RECANTO: Como é possível tratá-las?
Dr. Márcio: Foi por muito tempo indicado o uso de anfetamínicos, que eram os únicos estimulantes que existiam. Contudo esta medida começou a ser desestimulada, ao ocasionar sintomas de dependência física e psíquica nos usuários. Descobriu-se posteriormente que existia um derivado anfetamíico que praticamente não trazia este inconveniente. Hoje com as descobertas dos antidepressivos, estudou-se e comprovamos existir um grupo deles, que produz melhoras fantásticas, sem nenhum risco, seja de dependência (os antidepressivos não causam dependência) ou estimulação psíquica, como faziam os anfetamínicos (remédios hoje usados erroneamente para emagrecer). Em alguns casos onde a tranqüilidade não é obtida, apesar de reajustes das dosagens, usam-se certas substâncias chamadas de neurolépticos em doses mínimas, não prejudiciais.
RECANTO: Quando deve ser iniciado o tratamento?
Dr. Márcio: Até a bem pouco tempo recomendava-se o uso de antidepressivos apenas após os seis anos, como medida de precaução (?), contudo já existem casos que recebem doses pequenas, com poucos meses de vida, pois não dormem, não se alimentam, choram o tempo inteiro e não conseguem ficar sozinhas, levando as mães ao desespero. Muitas vezes elas buscam tratamento, crendo-se incapazes de lidar com os filhos. Vimos famílias rotulando as mães de incompetentes para criar, quando na verdade elas lidam, sem saber, com um filho hiperativo.
O tratamento precoce é muito mais eficaz que o realizado num adolescente rebelde, mui-tas vezes desviado para o caminho das drogas.
Só para se ter uma idéia do que refiro, conto um caso real. Uma mãe adentra o consultó-rio sozinha, para uma consulta do filho. Diz-nos de chofre: _Doutor meu filho é viciado em maconha. Fuma cerca de 5 a 8 cigarros por dia, principalmente nos domingos. Estou pre-ocupada com ele, mas tem um outro lado estranho, que acho o senhor vai rir do que vou falar... Antes de fumar maconha ele era intragável, briguento, ia mal à escola e não fazia amigos. Hoje, com o vício, está ajuizado, trabalhador e fala com medo em parar com a maconha, mas três a quatro dias de abstinência, volta a ficar difícil. É por causa da abstinência?
Explico a ela que o tratamento poderá ajudá-lo, ao fazer o interrogatório e descobrir que o filho teve parto difícil, com circular de cordão. Em pouco tempo de antidepressivo ingerido, adeus maconha, adeus mau humor, adeus tratamento. Está noivo, cursando o último ano de engenharia, com notas surpreendentes. Milagre da medicação!
RECANTO: E nas escolas, que tipo de problemas apresentam?
Dr. Márcio: Geralmente são inquietos, falantes, provocadores, desafiam os colegas e a professora, adoram brincar em horários impróprios, querem ir a todo instante ao banheiro, aproveitam a escapadela para perturbar outros colegas e classes, jogam bolinhas de pa-pel no quadro, na professoras e nos colegas. Aparentemente não demonstram interesse pelo que está sendo dito, seja por apresentarem déficit de atenção, seja por serem muito inteligentes, sabendo, às vezes, mais que a professora.
Tenho um caso de um menino que aprendeu a ler e escrever sozinho com 4 anos. Aos 8 anos não queria ir para a escola, pois achava muito chato o que o irmão mais velho 5 anos aprendia.
Seu outro irmão primogênito de 28 anos cursava o último ano de arquitetura e vivia reclamando de dificuldades com as matérias do último ano. Meu cliente pegou a lanterna no carro do pai, escondia-se em tenda de cobertores e lia os livros do futuro arquiteto, fazendo blague com as dificuldades alegadas e mostrando a ele, para surpresa dos familiares, como entendera e sabia aplicar o que lia.
O pai, trabalhador de uma multinacional, amigo do superintendente de São Paulo, conseguiu por meio da firma, um emprego nos EE.UU. próximo ao Vale do Silício, onde o filho trabalha realizando jogos e programas de computador com o Bill Gates. Lá ele tem assistência médica e psiquiátrica, sente-se integrado e namora firmemente uma superdotada, ex hiperativa como ele, esperando se casarem um dia. Provavelmente, para infelicidade dos filhos, se "nascerem apenas normais".
RECANTO: O senhor nos disse fora do ar que tem feito palestras e cursos com professores e educadores destes hiperativos. Como os ensina a tratá-los, de forma a não se desesperarem?
Dr. Marcio: Creio que nós só tememos aquilo que não conhecemos ou sabemos lidar. Assim ensino aos educadores como fazer um relatório detalhado aos pais, sem usar ex-pressões que indiquem, mesmo que de raspão, que o aluno é doente. Seus gestos, sua fala, suas demonstrações de dificuldades (principalmente nos que têm a atenção deficiente) ou nos frustrados com uma classe e professora que não o entendem, pois não está distraído, está divagando, às vezes, a idade do universo, tal a sua inteligência.
Proponho testes ligeiros de raciocínio lógico, analiso a capacidade de resolução de pro-blemas, tornando-os cada vez mais complexos, até que ele proponha um que os mestres desconheçam.
Peço para analisarem qual a área em que têm mais dificuldade: ouvir, gostar de música, raciocínio lógico, empatia, desdém por algo (que deve ser relatado). Em suma, tudo que puder ajudar na avaliação dos pais e possível (eis) tratador (es). Não importa o tempo e sim a qualidade do material avaliado.
Depois aconselho discutir o caso com a psicóloga ou psicopedagoga da escola e depois a Diretora convoca aos pais, apontando sempre o lado humano, a competência ou a capa-cidade de recuperação se bem encaminhados.
Ensino a quebrarem o preconceito contra os PSI (cólogos e quiatras) não usamos mais pernas secas de sapo, nem azas assadas de morcego, mas medicamentos que não ma-tam, não aleijam, nem trazem retardo ou dependência.
A propósito: dependência é algo que acontece com drogas nocivas, onde incluo diversos calmantes, que passam a exigir doses cada vez maiores, para produzirem cada vez menos efeitos positivos; só lhes resta o vício.
Os resultados são muito gratificantes e construtores de cidadãos, não de marginais drogados.
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Agradeço se derem oportunidade para que a sociedade receba estas informações, ela que está tão carente de contatos comparativos.
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A CULTURA DA EMPRESA
Um dia o indivíduo se cansa de correr para os outros, ou atrás de empregos e resolve partir para o “seu negócio”.
Pensa, que pensa, briga com a mulher pela “sua intolerância”, com a sogra “pela constante implicância”, corre até o boteco, onde os amigos fiéis o acolhem sempre, ou então vai até a mamãe, que é sempre imparcial, “a favor do filho”.
E fala, que fala, e crescendo em seu idealismo, pimba: Nasce uma empresa!
O dinheiro é curto, mas a idéia parece boa.
Procura um possível comprador e descobre, que eles estavam precisando, há tempos, que alguém tivesse esta idéia brilhante. A primeira encomenda é uma piada: 30 unidades.
Pede ao primo rico e descobre que o Banco é mais barato, pois não tem que ouvir asneiras, do tipo: “Só trinta!? Você está ficando louco!”
Hipoteca o carro, a casa, compra o estritamente necessário, fica alguns sonos sem dormir, mas “Voila!”, conseguiu produzir as trinta em tempo recorde, com boa qualidade.
Entrega, recebe aquele dinheirinho, que corresponde ao gasto inicial, mais 15% “de lucro”, sem incluir a mão de obra, a eletricidade, a água, os minutos atendendo a mulher ao telefone, que queria falar do júnior, que estava “quase reprovado” e outras coisas “sem importância”, pois tivera sucesso.
Recebe uma encomenda de 100 iguais...
Não sendo burro, resolve buscar o Otacílio, amigão da sinuca, que estava desempregado, ensina-o a produzir as 100, com comissão, pois não pode pensar em salário.
Deixa o Otacílio se virando com todo o entusiasmo e sai em busca de novos clientes. Consegue em vinte dias, mais 1000 encomendas iguais.
Passa o Otacílio para chefe-treinador, com um modesto salário, contrata mais 3 peões do ramo e manda a esposa e a sogra engolirem as imprecações, mas elas afirmam “que é mera sorte de incompetente”.
Em um ano está produzindo 5.000 por mês. Resolve sair da informalidade, registra a micro-empresa, contrata um anúncio num jornal de repercussão e em 10 anos contrata uma empresa publicitária (barata), que acaba tendo uma idéia fantástica. Suas vendas crescem para 500.000 por mês e esperto, continua expandindo, até chegar a 1.000.000 por semana, iguais àquelas.
O Otacílio? É Diretor de Produção; além disto a empresa já tem um casca grossa no RH, que põe medo até na sogra de qualquer um; o carinha de vendas vive com a pressão alta, mas esconde seus chiliques, que só a Da. Carminha ouve (a secretária). E vende, que vende!
Um dia, nosso bem sucedido personagem vai dar uma volta no carrão e resolve ver a periferia onde omite já ter habitado lá.
Vê os velhos colegas de sinuca, mas os vidros escurecidos do carro, o ocultam. “Ainda bem! Já imaginou se me reconhecessem e me fizessem passar o desgosto de dizer não, a algum pedido de empréstimo?”.
Dá umas quatro viradas de esquinas e, pasmem... Descobre uma fabriqueta vagabunda, anunciando ser produtora das mesmas, com uma diferencial na aparência, que não percebera até então!...
Quase tem um treco, mas se recompõe e voa até a empresa convocando meio mundo, para uma reunião de emergência a portas fechadas. Dali sai uma brilhante idéia: contratar um espião, que arrume emprego “lá na tal” e descubra como, quantos e para quem.
O leitor identifica alguém parecido? Pois pode ter certeza que é o tal.
Existem milhares destes em qualquer ramo de atividade.
A paranóia se instala, todos os puxa-sacos vêm lhe contar fuxicos, invenções, tentando ganhar as boas graças do infeliz patrão, que novamente passa a receber o chumbo da sogra: “Não falei? O cara tá ficando doido! Precisa de um psicólogo!”
Sem querer, a sogra deu uma dentro. Ele pensa: “Por quê não buscar alguém que me aconselhe? Quem? Acho melhor pedir uns calmantes para um médico.”
O Otacílio entra em sena e diz: “Faz tempo que eu quero lhe dizer algo e não pode passar de hoje!”
“Fala Otacílio!”, consegue responder.
“Eu nunca pensei em fazer o que estou fazendo, estou explodindo e quero minhas contas!...”
“Que isto meu caro, sou eu, seu amigo. Acha que é hora de falar nisto? Só confio em você!”
“Vou aguentar mais um pouco, mas arranja alguém para o meu lugar, senão minha mulher me mata. Minha pressão chegou a 17 X 13. Isto não é vida!”, confidencia o Otacílio.
Nosso herói quase despenca. Toma água, café, água gasosa, come um iogurte, vomita tudo e se pergunta: “Onde foi que eu errei?”
Exatamente neste ponto, se usar uma visão sócio-antropológica associada ao método científico, o consultor, quando contratado, inicia um diagnóstico da empresa.
Questões como: “Quando começou a empresa? Como? Onde? Por quê? Para servir a que ramo? Quem alavancou? Como evoluiu? Com foram feitos os primeiros contratos? Quando iniciaram a fazer (se os fazem) os planejamentos? Por quanto tempo se estendem os planejamentos? Qual o patrimônio social da empresa? Quanto vale a marca do(s) produto(s)? Qual o nome do porteiro? Quem faz as compras? Quem cuida do almoxarifado? Qual o estoque mínimo necessário? Quantos são os fornecedores? São propositadamente diversificados, de forma a permitir que cotemos os preços das mercadorias? Que gastos supérfluos estão sendo feitos? Qual a capacidade ociosa ou sobrecarregada a firma está suportando? Quantos são os compradores da Empresa? Existe só um? Qual o grau de satisfação dele(s) para conosco? Que área está servindo de gargalo empresarial? Quais bancos nos oferecem vantagens reais? Quando paramos de otimizar nosso produto/produção? Como está a comunicação intra/entre os departamentos? Como anda a manutenção dos equipamentos industriais? Os equipamentos são padronizados de forma a serem substituídos por diversas marcas, conforme os preços e a qualidade? Está o RH, pelo menos obtendo informações, sobre a doença do pai do pai do torneiro chefe? Mais outras cem perguntas devem ser analisadas”
Paramos por aqui, pois não tivemos a intenção de falar sobre nenhuma novidade. Nem usamos coerência, para fazer as perguntas, as deixamos fluir, pois as fazemos sempre, checando sem parar.
Muitos já nos perguntaram: “O quê um psiquiatra entende disto?”
Nossa resposta é: “Nada, se o psiquiatra, psicólogo, engenheiro, consultor, administrador, gerente ou diretor, não perceberem como se deve usar e para que serve o método diagnóstico, aprendido com o Método Científico de raciocinar”.
A Cultura da empresa não é só um luxo, ou um modernismo, que se tenta impor goela abaixo. É questão de vida ou morte, se deixarmos que os otacílios dirijam a empresa e não causem preocupação, pois o dinheiro está entrando fácil. Entretanto, criou uma brecha tão grande, que lá na Vila, outro concorrente e sabem-se lá quantos, usaram o mesmo caminho, só aperfeiçoando um pouco daquilo?
Conhecemos empresas, onde uma análise banal, nos revela qual sua vida útil. Em quanto tempo poderão estar falidas, se certas idéias não forem identificadas, discutidas, implantadas e não forem eliminados seus gargalos.
Só para criar um raciocínio: em japonês, um mesmo ideograma significa risco e oportunidade. Cabe ao bom empresário escolher, como vai lê-lo.
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MÉDICO MODERNO
Quando graduou-se, deram-lhe um anel de pedra verde.
Pretendiam que simbolizasse a esperança.
Dele para com a profissão; do paciente, para com ele.
Puseram-lhe uma roupa branca.
Imaculada, como esperavam que fosse a sua carreira.
Deram-lhe um "Doutor" pomposo, como pré nome.
Deram-lhe um consultório.
Mandaram-lhe flores, que duraram uma semana.
Jogou-as no lixo.
Começava a se impacientar...
Os clientes não vinham, apesar do letreiro na porta.
Aguardou mais um mês.
Pagou o aluguel, com o dinheiro do pai.
Neca de ninguém...
Parece que ninguém morria, ou mesmo adoecia naquela cidade.
Como nada fazia, pôs-se a andar pelas ruas de sua infância.
Tentava compreender: "Será que acham que nada sei?"
"Será que viram a minha placa?"
"Opa!... Que placa é aquela?"
Dizia literalmente:
"Doutor Sei Lá das Quantas"
ATENDE-SE TODOS OS CONVÊNIOS.
CLÍNICA POPULAR
Quase desfaleceu!...
Mas, resolveu investigar.
"Como numa cidade, tão pequena, ele iria fazer convênios?"
Pululava de gente!
Entravam e saiam, como num formigueiro.
Cortou caminho, entre berros de: "Olha a fila!..."
Levou cotoveladas, empurrões, disposto a ver o colega.
Empurrou a porta e viu:
UM ROBÔ,
de anel verde,
roupa branca e
uma caneta,
com acabamentos em ouro.
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