Tag Sexo na coleção de carolbarbosa
Dois Corpos
O amor é como imã, une.
Dois corpos violados, seres que se amaram.
Na mais pura impureza, se amaram.
Um beijo, um toque, desejo incontido,
E assim estavam, dois corpos, unidos.
Corpos sem vestes e ao mesmo tempo vestidos,
Vestido de sentimentos de todos os tipos.
Corpos unidos, sentimentos que se misturaram.
Dois corpos unidos, corpos violados, corpos sem lei.
Corpos que se amaram.
Layla
Andava triste pelas ruas frias
No escuro você me parou e perguntou meu nome
Não respondi. Você pediu que eu não tivesse medo, mesmo porque, eu não tinha motivos.
Me levou p’rum lugar estranho, parecia mais uma prédio abandonado...
Tão escuro quando meu coração naquela hora.
Você me ofereceu bebida e drogas
Pediu que eu sentasse pra ouvir sua história
- Meu nome é Layla e eu sou do Brasil. Vim parar aqui com a ilusão de ganhar muito dinheiro. Quando cheguei meu inglês era péssimo e isso irritava as pessoas, virou rotina eu ser demitida em menos de uma semana de tudo que conseguia
A única saída que encontrei de conseguir sobreviver, foi me prostituir
Mas, e você o que faz aqui?
Depois de queimar vários cigarros e beber todo whiskey que me coube, eu disse:
- Não importa quem eu sou, o que fui, o que vou... só me chame de amor...
Abaixei minhas calças e disse pra Layla: Quero te tocar e sentir seu calor, quero te chupar, quero te lamber... a foda vai ser longa, até amanhecer!
Manhã de sol forte batendo nos meus olhos.
Levantei viajando, meu cérebro queimando e meu cu estranhamente estava ardendo...
Mas, a Layla, cadê?
Arranquei minhas roupas e fui correndo pro banheiro
E como doía meu cu!
Quando olhei dentro do Box, algo estava estranho...
O corpo de Layla já não era o mesmo....
Ela percebeu que eu estava olhando
Ela me olhou e disse: -Oi amor! Nem tinha visto você aí.
-Ontem foi tão bom, nunca me diverti tanto assim!
-Só esqueci de te avisar: Eu sou um travesti!
Quando escutei aquela frase meu cu quis explodir
Peguei minhas roupas e saí correndo dali
Parei num café e fiz um pedido
Na hora de pagar, enfiei as mãos nos bolsos do jeans
- Senhor são 90 centavos!
A LAYLA ROUBOU TODO O MEU DINHEIRO!
Noite de Lucce - Parte 2
Compartíamos de uma conversa muito agradável, que tinha sabor ainda mais especial com o barulho da chuva e com a sensualidade que o doce-amargo do vinho dilatava.
Ele nos interrompeu bruscamente num salto de alguém que tinha acabado de ter uma idéia genial. Tola. O que vinha dele que não era genial…
Ele me pediu que fechasse os olhos, quase sem entender, obedeci, claro.
Me pediu que eu sentisse, só sentisse.
Eu pensei comigo: quem seria capaz de não sentir em tão sublime presença?
Enquanto eu me perdia dentro de mim, ouço Lucce me presenteando com o som do piano. Que homem incrível era aquele, que tocava em harmonia com o barulho da chuva, e mesmo assim não perdia o clima daquele momento.
Aquela era eu, sentada na poltrona sentindo muito mais do que eu devia, até.
Ele me pediu que eu abrisse meus olhos. Abri.
Ele fez isso na hora certa, eu estava lá, já quase em êxtase pelas fantasias que me ocupavam os pensamentos.
Lucce, chegou perto de mim, me levantou daquela poltrona por suas mãos envolvidas pelos meus cabelos, em ritmo de Bossa. Me colocou de costas pra ele.
Fez um leve peso com sua cabeça sobre a minha, inclinando-a. Beijava meu pescoço como se não mais tempo pra nós.
Soltou levemente sua mão de meus cabelos, alisando suavemente minha nuca e percorrendo meu corpo até tocar meu sexo. Enquanto, com a outra mão, acariciava meus seios. Eu gemia. Muito alto. Estar ali era,uma mistura de sensações. Na verdade, uma mistura de prazeres. Era satisfação, desafio, clímax.
Lucce, de repente, cessou. Se afastou. Me olhou fundo nos olhos com uma pergunta: É isso mesmo que você quer?
Cheguei perto dele e arranquei sua camisa numa voracidade animal, respondendo-o de fora que não restasse qualquer dúvida. Ele me compreendeu perfeitamente.
Me puxou novamente o cabelo, me abraçando, arrancando cada peça que me cobria, agressivo, intenso, sensível. Me tocava como seu eu fosse sua principal canção num dia de recital. Me desalinhava harmonicamente enquanto sua língua desbravava meu corpo. Fomos agarrados, até seu quarto, onde ele me jogou com toda a audácia que havia dentro dele, naqueles lençóis vermelhos que um dia iriam ditar toda aquela efervescência. Lucce, me conduzia em beijos vulcânicos até finalmente me violar. Impetuosamente. Másculo, sem jamais perder sua delicadeza.
Nos amamos, nos odiamos, nos misturamos por horas a fio como se não houvesse amanhã. Como se não houvesse. Como não havia.
