Coleção pessoal de anaferreira
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
"No decorrer desta vida, o prazer,
a alegria, a tristeza, a dor, o amor
desfilam em nossa alma e em nosso
coração, deixando diferentes marcas.
São essas marcas combinadas que
formam a riqueza da nossa caminhada.
A vida é curta, mas as emoções que
podemos deixar duram uma eternidade!"
MINHA AMIGA
Deus, na sabedoria, criou a amiga, alguém em que se possa confiar, uma amiga fiel que nos compreenda, e nos estenda sempre a mão para ajudar.
Ele sentiu que precisaríamos de alguém, que nos confortasse quando estivéssemos tristes,
cuja especial ternura e sorriso feliz, nos fizesse sentir que vale a pena viver.
Alguém com quem dar um passeio, compartilhar um livro ou um segredo.
Bater-papo ao telefone, no MSN agora , mas que também, perceba nossa necessidade de estar algum momento a sós.
Em resumo, Deus criou a amiga para ser alguém que sempre nos alegramos em rever.
Existem poucas coisas que Deus possa nos dar que signifiquem tanto como uma boa amiga.
DESEJO A TI UMA LINDA SEMANA ...E QUE VC MINHA AMIGA NÃO ´´E LEMBRADA APENAS NO DIA DO AMIGO E SIM TODOS OS DIAS.... E QUE EU ADORO VC DE MONTAOOOOOOOOOOO....
BJSS CARINHOSOS
Amar você
Sentir é simples,
difícil é demonstrar
o que sinto.
Pensar é simples,
difícil é transformar
o que penso em ato.
Agir é simples
difícil é assumir
a conseqüência do que faço.
Sentir, pensar, agir
difícil é a arte
de aprender a viver,
o segredo é amar assim,
assim como amo você.
h1><img src=" border="0">Querer Bem...<br>Querer bem é guardar dentro da alma,<br>A lembrança de alguém;<br>É sonhar acordada, é ter suspensa a vida<br>num olhar, que nem sabe o encanto que ele tem.<br>É aquela crença forte e nunca desmentida.<br>Naquele que se espera, o que talvez não vem.<br>É aquela dor atroz e sempre incompreendida,<br>que a gente vai sofrendo e não conta a ninguém.<br>Querer bem é perdoar o que ninguém perdoa.<br>É melodia do céu que dentro da alma soa.<br>A saudade depois que tudo termina...
uma boa semana com muita paz em Deus...
Desejo que em sua vida...
Não exista cara feia, Não exista bolso furado, Não exista vida apressada,
Muito menos grãos de areia.
Não exista tempo fechado, Não exista problema dobrado, Não exista sonho frustrado, Muito menos amor acabado.
Não exista amigo esquecido, Não exista negócio falido, Não exista boato mexido, Muito menos dinheiro sumido.
Não exista tempo nublado, Não exista ambiente abafado, Não exista corpo dobrado, Muito menos bom senso abalado.
Não exista mágoa engolida, Não exista emoção reprimida, Não exista alma sofrida, Muito menos felicidade perdida.
Só desejo que você seja feliz, linda e maravilhosaaa!!! Que sua semana seja linda, seja maravilhosa assim como vc é...
Bjss carinhosos
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
Carlos Drummond de AndradeTento encontrar o meu destino;
Chego a viajar em pensamentos;
Espero ser um sonho, uma realidade em mim.
Nem sempre sei, apenas sinto,
E as vezes sem razões ou motivos;
Logo descubro que é amor.
Sinto algo inesplicavelmente inesquecível.
Assim percebo o amor como um instinto;
Que simplesmente acontece.
Como se tudo fosse premeditado
Como se tudo estivesse ali..
Escrito nas estrelas.
BRINCADERA DI RIMÁ
Vâmu brincá di fazê versu e rimá?
É só fazê versu e rimá, acumpanhandu us versu di trais, us anteriô!
Se ocê num sabê iscrevê im caipirêis, num faiz má ... O importanti é brincá!
Intáo?! Vâmu brincá!
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Sô o primêru a iscrevê
E os versu dexá
Queru iTô gostanu di acumpanhá
As rima du pessoá
Tá ficanu muitu ingraçadu
Vê ocis tudo rimá
Mais tá fartânu muita gente
Que faiz parte dessi lugá
Ocêis intão cunvida os amigu
Pra vim brincá di rimántão vê voismicê
Meus iscritus acompanhá
***********************
Vâmu iscrevê uma história
Há quantas mão aguentá
Ela cumeça com a lua
E seu lindu brilhá
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Bão sinhá Rachel
Seje beim-vinda no Recantu
Se achegue mêmu di mansinhu
E cum nois podi ficânu
Abri intão seu coração
E di presenti dê pra nóis
Uns versinhu, uma melodia
Umas rima e umas canção
Inté e um beju nu seu coração!
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)
Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz
Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá
Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá
To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá
A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho
Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
*******************************
SO PIADAS HUMMMM ...
VÂMU RÍ?... SÓ VALI PIADA DI CAIPIRA
Vâmu rí cum as piada di caipira?
Ocê podi contá a sua pra nóis si rí di nóis.
uá piadin in rimiproza sô!!!!
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O caipira resolve trocar o seu galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia suas funções, o velho galo foi conversar com seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por isso que meu dono o trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote?! Vou ficar com todas.
- Mas só duas... Ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte: Propõe o galo velho. - Apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas. O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar a vinte passos a frente - Pediu o galo velho.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho.
Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo. O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem.
No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o caipira pega sua espingarda eatira sem piedade no galo jovem. Guardando a arma,comenta com a mulher:
- É o quinto galo viado que a gente compra esta semana!
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çês cunheçem eça?
Três paulistas e um mineiro numa clínica de loucos:
1º. paulista: -
Eu tenho muito dinheiro... Vou comprar o Citibank!
2º. paulista: -
Eu sou muito rico... Comprarei a General Motors!
3º. paulista: -
Eu sou um magnata... Vou comprar a Microsoft!
E os três ficam esperando o que o mineiro vai falar.
O mineiro engole a saliva... faz uma pausa... e diz:
- Num vendo...
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)
Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz
Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá
Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá
To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá
A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho
Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
: A PRIMEIRA VEZ DO MINERINHO
Joãozinho, mineirinho batuta da quinta serie, escreveu uma poesia na aula de redação, chamada
"A Primera Veiz ":
O céu tava bem craro ,
A lua quasi dorada ,
Ali nu campu eu i ela,
I não si via mais nada.
Sua pele era suave,
As ancas tava exposta,
I eu tocando di leve,
U macio di suas costa.
Num sabendo começá ,
Olhei u corpo isguio .
I dicidi pô as mão,
Sobre seu peito macio.
Eu sentia medo.
Meu coração forte batia,
Enquanto ela divagarinho ,
As suas perna abria.
Inda bem qui cunsigui !
Tudo então melhorô .
Pelo menos desta veiz ,
O líquido branco jorrô .
Finarmente tudo acabô ,
I quasi saio di maca.
Foi assim a primera veiz
Qui tirei leite da vaca.
Êita, gente mardosa ....
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Mais uma minha gente!!!!!!
O alemão e o caipira
Um alemão estava passeando pelo interior de Minas. Encontrou com um caipira e começou a conversar, procurando de toda a forma fazer gozação com o humilde homem. Num certo trecho da conversa, o alemão disse na maior cara-de-pau:
- No Alemanha, o ciência estarr muito avançado, non! Meu vozinha ficarr cego dois vistas e cientistas alemons fazerr dois novas de bolas de vidrro e ele enxerga agorra perfeitamente, non!
- Arre égua! Pois lá em Matutina, meu irmão perdeu a mão na máquina de cortar capim e os médicos de lá puseram uma teta de vaca no lugar da mão e agora, quando ele qué tomá leite, é só espremê um dedo e pronto!
- Ora! Isto ser impossível! Eu querrer verr parra crerr!
- Tá bão! Intão traz a tua vozinha com os óio de bola de gude prá eu vê!
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KKKKKKKK.....issakí tá baum dimái..... maizôta intoncis.....
ói só issss!!!
Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido
no interior.
- Essa terra DÁ MANDIOCA?
- Não, senhora - responde o capiau.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! SE PLANTAR É DIFERENTE...
"Poizé, quem pranta cói, i num é memu sô?!!!!!"
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Otro dia, o cumpadi Ocridi, foi na primêra veiz nu tar di proctologista. Foi fazê ixami da prostata...
Quânu chegô no consurtóriu du dotô, dispois di fazê aqueas pregunta normá, mandô o cumpadi deitá di bruçu e arriá as carça ... Ele, meiu disconfiadu, cabô fazênu o que o seu dotô mandô.
Intão o dotô cumeçô a fazê us ixami nu fiofó du cumpadi Ocridi...
- Dotô, iêu vô gritá, dotô!
- Carma cumpadi! Tenha carma, aqui as coisa são rápida!
- Dotô, iêu vô gritá...
- Grite não cumpadi! Tã cheiu di pacienti lá fora, isperânu ... o quê eles vão pensá? Carma que tâmu acabânu ...
Dispois di Ocridi se aguentá cum aquilo ...
- Dotô... Dotô... num aguentu mais ... vô gritá!
- Vai cumpadi (disse o dotô)... podi gritá ...
Ê TREIM BÃO SÔ!!!
O cumpadi Ocridi num ficô satisfeitu e o dia seguinte foi ni otrô dotô, pra uma segunda opinião!
inté, intão!
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A garota nunca usou nada por baixo. Um dia precisou sair e, não se sabe por que, pegou um saco de algodão e costurou uma calcinha. Ficou joinha.
Vestiu e tomou um ônibus. Lá dentro, um caipira sentado na frente dela, não parava de olhar pra suas pernas. Uma hora ela não aguentou mais:
- Que foi, zé mané, nunca viu uma calcinha?
- Vi sim, dona. Mas nunca escrita "Ração pra pinto".
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cumadi Nilma....KKKKKKK...Ração pá pinto foi d+++.
óia essa "verdadi verdadêra" sô!!!! num é piada naum......via vênu.....
Caipiras na cidade...
O casal de caipiras velhinhos resolve finalmente deixar o torrão natal para visitar a capital.
Eles estão num shopping e assistem a um desfile de modas para apresentação da coleção de maiôs e biquines de uma grife. Vendo esse espetáculo, o marido fica com os olhos literalmente arregalados.
A mulher passa-lhe um sermão:
- Ei Tião, parece inté que ocê nunca viu perna e peito de mulher antes!
O caipira responde:
- Sabe que eu tava pensando a mesma coisa, muié???
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Noite, pessoar! O Depoimento do Caipira
O caipira pensou melhor e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir:
- O senhor não disse na hora do acidente: "Tô muito bem"?
E o caipira responde:
- Baum, vô cuntá u ki kunteceu. Ieu tinha cabadu di colocá minha mula favurita na caminhoneti..
- Eu não pedi detalhes! interrompeu o advogado.- Só responda à pergunta: O senhor não disse na cena do acidente: "Tô muito bem"?
- Beim, ieu coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia...
O advogado interrompe novamente e diz:
- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta?
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta do caipira e disse ao advogado:
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Genival (o caipira) agradeceu ao Juiz (gradicidu) e prosseguiu:
- Cumu ieu tava dizenu, coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia quandu uma picapi travessô u sinar vermeio i bateu na minha caminhoneti beim na laterar. Ieu fui jugadu fora du carru prum ladu da rudovia i a mula protuladu. Ieu tava muitu firidu i não pudia mi movê. Di quarqué forma, ieu pudia uvi a mula zurrandu i grunindu i, pelu baruio, ieu pude percebê qui u istadu dela era muitu gravi. Logdispos du acidenti, u patrulheru rudoviáru chegô au locau. Eli uviu a mula gritandu i zurrandu i foi inté ondi ela tava.
Dispois di dá umoiada nela, eli pegô a arma i atirô beim entriusóio du animar.
Entaum, u puliciar travessô a istrada com sua arma na mão, oiô pra mim i dissi:
“Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela.
E o senhor? Como está se sentindo?"
PRECURANU UM AMÔ!
Fui au incontro da noiti
Vaguemu pelas madrugada
Preguntei a todas as instrelas
Ondi anda minha amada?
A lua num me disse nada
As pedra da rua neim me arrespondero
As fulô, tudu drumindu naquea hora
Ansim me arresorvi vim simbora
Intão ao raiá da orora
Cum o sór imprranu a noiti
Preguntei: aqueceu meu amô?
E eli neim uma palavra falô!
Intão seguind minha istrada
Infeitada de árvuris e fulô
Cuns passarinhu em revuada
Preguntei se viru meu amô
A rosa, toda facêra
Oiô pra margarida e falô
Esse tá tãum perdidu
Que neim sabi du seu amô
U pé di piqui todu prosa
Se balançanu pro de jambu rosa
Sorrisu matrêru comentô
Esse Caipirinha num percebeu
Seu amô num si perdeu!
A coruja inteligenti
Se arresorveu cunversá
Caipirinha venhá cá
Que vô lhe preguntá!
Já procurô u seu amô
Aondi ele devi di tá?
Tenhu certeza que não!
Ocê lá num procurô
Seu amô há di istá
Onde ocê o dexô!
Tá certu dona coruja!
Intão pra lá vô vortá
Vô prega nu sonu
E continuá a sonhá!
AINDA QUERO SI CASÁ
Muitus passus eu dei
Pra incontrá uma sinhá
Que pudessi mi amá
E mais iêu se casá
Mais num tive sorti
De uma cabrocha incontrá
Pra nois dois si incantá
E da vida se aproveitá
Intão tô aqui
Sozinhu e seim carinhu
Quero logo uma cabrocha incontrá
Pra morá mais iêu nu meu cantinho
ADEUS DO CAIPIRINHA - CARTA PARA NININHA
Minha minina Nininha!
Isperu que essas már traçadas linha, quanu em suas mão chegá, incontre voismicê cum seu coração tranquilu e cuns perdão a transbordá!
Tô se adespedinu da sinhá! Vô pru meu recanto vortá pra mió podê cuidá dus piá que vão chegá.
Amuntei nu seu coração, fiz deli minha paióça, si isquentei nu seu fogu e brasa, colhi as fruta que semiei e adispois de tantu pelejá, num teim mais jeitu, tenhu que se arretirá.
Voismicê me feiz muitu filiz, enquantu nóis se preparava pra casá, mais u destinu não quis dexá a nossa vida continuá e juntu na nossa istrada caminhá.
Intão, fique cum as certeza, que ocê foi a muié dus meu sonhu! Mais eu num subi ti dá valô e perdi meu grandi amô!
Inté, meu amô e te dexu uma canção!
Num aprendi dizê adeus
Num sei si vô mi acustumá
Oianu ansim nus zóiu seu
Sei que vai ficá nus meu
As marca dessi oiá
Num tenhu nada pramodi dizê
Só os silençu vai falá pru iêu
Iêu sei guardá a minha dô
E apesá di tanto amô
Vai sê mió ansim
Num aprendi dizê adeus
Mais tenhu qui si aceitá
Que amores veim e vão
São avis de verão
Se ocê tem que me deixá
Que seje intão filiz
Num aprendi dizê adeus
Mas dexo ocê í
Sem lagrima nu meu oiá
Se o adeus me machucá
O invernu vai passá
E apaga as cicatriz
Intão, Nininha!
Ondi qué que iêu vá e ondi iêu istivé, nunquinha vô isquecê, dessa linda prendada muié!
Sempri ocê vai tá nu meu coração!
Adeus, Nininha!
Adeus!...
A Deus: - Cuidi beim da Nininha!
Seu Joca, o poeta cumpadi Caipirinha
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Não aprendi dizer adeus / Joel Marques
Versão e tradução para o caipirêis / Joca Caipirinha
CARTA PRO CAIPIRINHA
(Tânia Regina Voigt)
U XUPIM I U TICO-TICO
Joca Caipirinha,
Ispéru qui quano arrecebê
Estias már traçadas linha
Qui ocê num venha si
arrependê neim uma só veizinha,
Das bobági qui acabo di fazê
Ieu já tava memu discunfiada
Du qui podia acunticê na sequênça
Deisdi qui arrecebí aquéia correspondença
Dandu conta di qui tinha
ti inrabichadu cuma prenda assanhada
Óia só, a carta qui arrecebí,
Diz qui vóis micê, ta qui neim tico-tico, u passarim
Qui di bobo qui é, cria fio di xupim
Inda faiz papér di muléqui guri.
Dêxa di casá Cuma prenda sincera,
Qui sempri lhi arrespeitiô, (Num si isqueça!)
Pra ficá cuma ordinária quei lhi infeitô as cabeça.
Intonsis vá, i veja u qui lhi ispéra.
Ieu num vo morrê
Neim vo sinti sodadi
Quéio ficá beim longi di ocê
I di toda essa barbaridadi!
Prendada cumo sô
Num há di mi fartá
Im siguida, um novo amô
Qui quera cumigu si casá.
Inquantu u qui vai sobrá pra vóis micê
É us fio dus otros pra criá.
Bem feitio! Inté andá di cabeça agachada,
vai tê qui aprendê!
Inté, intão!
Assina: Nininha, uma prenda fromosa i casadoira.
Anéxu: Correspondença qui arrecebi.
... continua
Sinhá Nininha
Eu sube do seu casamento, mai tenhu uma
históra ruim pra ti falá. Uma prima da
cidade preparô um górpe pra acabá cum
essi casamentu. Tá grávida dum bacana,
qui sempri diz que ama ela, mai é casadu i
num vai podê assumi us compromissu.
Pur issu iscolheru um caipira dessis que num
intendi nada i, ela deixô êli dá uma bimbada,
iscondeu as ropa di guerra, (ropa di muié da vida)
i, cum cara di disisperada, vai se apresentá
pru tonto dizeno qui tá imbuchada deli.
Qui êli num é u pai ela num si importa,
(só importa é que êli pensi qui é). U qui ela qué,
é o que êli tem, uma fazendinha razoávi i um gadinho.
Poca coisa pertu du qui a rapariga pretende, mai podi
istá certia qui antis di metê u pé na bunda deie,
ela limpa até o úrtimu fiapo que êli tem.
To ti contanu pruque sei qui ocê tá preparanu u enxovár
i é moça dereita. Fiquei cum dó di vê ocê vendê a porca
da sua vó, pra arranjá dinheru pra comprar aquéia corcha
di retaiu pru adúrtero deitá. Si sobessi qui êli ia casá
cum ocê ficava quéta, mai sei qui ela vai si apresentá
embuchada. I, tonto qui só, êli vai caí na dela i querê
mantê a HONRA. I, ocê vai perdê seu tempu e dinhero,
pur issu ti avisu, mai num sei qui atitudi ocê deve di tomá.
Sua amiga Mafarda.
... continua
E a carta da Nininha cuntinua….
PêÉSSI:
Essa correspondença mi dexô furiosa qui neim brasa
Puis, ieu num sô muié di levá disaforu pras casa.
Anssim, tomei minha dicisão,
Num teim mai casório não!
Fui correno na capela falá mai u vigáriu
I contei tudu pra êli u qui mi feiz u ordináriu
Intonssis traçamu dereitinhu nossus planu
U vigáriu num aparicia i nóis ingambelava u fulanu
Tava lá na capela um rapaiz apessoado
Qui mivenu chorandu, veiu pru meu lado
Mi dissi: _ Fiqui tranquila, ieu sô u Sertanejo
I se ocê quisé daqueie desavergonhadu ti protejo.
Na hora qui u disgramentu pensá
Qui as mão im ocê vai botá
Nóis disparêmu na éguinha serroti
I si êli si bestiá, vai vê u pesu du meu chicóti.
I livrai-mi São Pedru
Qui di xupim ieu tenhu medu
Mi acódi ligerinhu, Santu Antonhu,
Qui nu lugá di caipirinha otro ieu ponhu.
I di lá du fundu du meu coração,
Nessi deseju di sê filiz,
Vem um gritu facero, qui beim artu diz:
VIVA SÃO JOÃO!!!
Nininha
E a carta da Nininha cuntinua….
PêÉSSI:
Essa correspondença mi dexô furiosa qui neim brasa
Puis, ieu num sô muié di levá disaforu pras casa.
Anssim, tomei minha dicisão,
Num teim mai casório não!
Fui correno na capela falá mai u vigáriu
I contei tudu pra êli u qui mi feiz u ordináriu
Intonssis traçamu dereitinhu nossus planu
U vigáriu num aparicia i nóis ingambelava u fulanu
Tava lá na capela um rapaiz apessoado
Qui mivenu chorandu, veiu pru meu lado
Mi dissi: _ Fiqui tranquila, ieu sô u Sertanejo
I se ocê quisé daqueie desavergonhadu ti protejo.
Na hora qui u disgramentu pensá
Qui as mão im ocê vai botá
Nóis disparêmu na éguinha serroti
I si êli si bestiá, vai vê u pesu du meu chicóti.
I livrai-mi São Pedru
Qui di xupim ieu tenhu medu
Mi acódi ligerinhu, Santu Antonhu,
Qui nu lugá di caipirinha otro ieu ponhu.
I di lá du fundu du meu coração,
Nessi deseju di sê filiz,
Vem um gritu facero, qui beim artu diz:
VIVA SÃO JOÃO!!!
Nininha
CASAMENTU QUE DEU XABÚ – Parti Um
Bão pessoa! Bão tameim!
Ocêis tudo devi di tá sabenu, que meu casóru mais Nininha deu xabû. Pois agora vô contá o que se aconticeu!
Dispois de tudo pronto, pro casóriu se sucedê, fui inté o currá, pra modi água du juelho tirá.
Intão chegô di fininhu o Zédoscorrêio, cum carta pra intregá! Era carta da sinhá Mariquinha, que antis mais eu ia se casá e sem quê neim pruquê disaparecêu daqueli lugá. A carta tava iscrita ansim:
JOCA,
Ocê se alembra da festança na casa da cumade
Tonha? Nóis enchemo a pança e bebemo
Vinho inté pelo zóio?
Adepois eu num to lembrada di como cheguei
Em casa.
Só sei dizê pro ce que adepois disso comecei
A ingorda e o povo ta falandu que eu to com
Barriga d’água, otros falam que eu to com
Bicha, outros fala que eu to com prisão nos
Ventre.
Nóis nus separamo porque o ce deu em riba
De outra e eu sô ciumenta.
Mas vortando pra barriga, a Sinhá Maria da Luiz,
Parteira de mão cheia, falo que eu to prenha e
Agora ocê vai tê qui dá um jeito.
Eu num vô ficá mãe sorteira!
Eu já tinha arrumado outro casório com um
Primo distante, nunca vi a cara do sujeito e te
Pregunto o que é que o ce vai fazê agora?
Na hora que meu pai sabê da estória, ocê qui
Se vire, ou casa ou vai morrê de morte matada.
Ah! O Joquinha é pra méis de agosto e o tadinho
Ta tudo apretado, to enfaixando a barriga pra
Escondê o fato.
Inté e se vira!
Mariquinha
Pois é, intão foi issu qui aconticeu!
Na próxima ocêis vão sabê mais!
Inté, intão e um abraçu du cumpadi Caipirinha!
...CONTINUA
CASAMENTO QUE DEU XABÚ – Parti Dois
Poisé pessoa! Intão, dispois di eu tomá aquêi sustu cum a carta da sinhá Mariquinha, fui imbora pra minha roça. Dexei a Nininha isperânu nu artá, cuns padrinhus, u vigáru, que num podi vim mais mando representanti.
Cheganu na minha roça, fui logu iscrevenu pra sinhá Mariquinha e mandei que o Zéduscorrêiu levassi logu:
Sinhá Mariquinha!
Craro que se alembru das noite daquele festão
Nois dancemu a noite toda, se abracemu e se peguemu
Enchemu u pote di vinhu e quentão
Tevi umas hora di comemoração, fomu pra detrais du barracão
A coisa fico tão bão, inté que o cumpadi Bastião
Pegô eu cum aquilu na mão
Nois fiquemu tudo sem graça e vortemu pra dançá bailão
Mais du restu num se alembru não, só sei que o treim foi bão
Se alembro de tê levadu ocê pra casa
Fomu mais iêu e a sinhá Honestina
Aquela moça prendada, que us homi dava tudu em cima
Nois treis tava tudo animadu, cum as cabeça virada
Sentemu nais páia du paiol e virêmu as madrugada
Fizêmu a maió farra, mais num se alembru di nada
Agora veim ocê, dipois de disaparecê
Mi trazenu essa notícia, que vai ganhã bebê
Ocê me abandono, sem eu sabê pruquê
Pru causa di ciúme? Ciume di que?
Agora veim ocê, sinhá, meu casamento istragá
Isperô tantu tempu, pra essa história me contá
E agora, o que possu fazê? Se o sinhô seu pai é di lascá!
Prefere a filha viúva, do que mãe sortêra ocê ficá
O que eu vô fazê? Agora ocê vem perguntá?
Já se arresorvi! Vô procurá o tár de DNA
Dizem que ele é bão de adivinhá, se us minino é du casá
... continua
E agora, sinhá, comu vô mi ispricá
Tá todo mundo mi isperanu, pras festa du arraiá
Vô tê que dexá a Nininha, mi Isperanu no artá!
Se o Joquinha fô mesmu meu fíu, dispois das adivinhação
Num sei como vô fazê! Mais casá, cum ocê
Iêu num casu não!
Agora ocê me dexô, qui neim balança mais num cai
Tenhu medu que o Joquinha, viva sendu orfu di pai
E a mãe viúva de um Caipirinha
E agora! Cumo iêu vô saí dessa inrrascada?
Inté, intão, que tô lascadu!
CAUSU DU CASAMENTO QUE DEU XABÚ
(Poeta Caipirinha)
O Caipirinha ia se casá cum a sinhá Mariquinha, tava tudo já prontu pra modi o casóru aconticê, mais dispois de uns disincontro a Mariquinha sumiu, disaparecêu seim dexá notícia e pista arguma!
Intão, o Caipirinha qui não é homi di ficá sozinhu, logu cunheceu a sinha Nininha, por ela si apaxonô e marcaru casamentu nas festa junina nas vespera de São Juão!
Tava tudo prontu e arrumadu. Tavão lá o cumpadi Juão Netu e as sinhás Craudeti, Tânha Voigt, Jô Tauil, Tânha Cardosu, Cunceição Lemus e a mãe do padre Jorge, sinhá Stella, que veiu cum procuração pramodi casá iêu mais Nininha.
Intão, quanu fui pro currá, pramodi tirá água du juelhu, chegô o cumpadi Zéduscorrêiu cum carta da sinhá Mariquinha dizênu que tava prenha di iêu e isperânu um Joquinha prus mêis di agostu.
Num pudi mais casá. Saí di fininhu pra modi se arresorvê os pobrema e fui pra minha roça, dexânu Nininha prantada no artá, isperanu pra mais iêu se casá. Ficaru tu lá isperânu, inté a madrugada chegá.
Na semana seguinte fômu iêu mais Mariquinha pra modi fazê o tár do DNA, pois nóis num se alembrava di nada, muitu quentão e vinhu na cabeça, nóis se perdêmu dus aconticido que se passáru na festa da cumadri Tonha.
Intão cum as nova tecnologia fizeru tirá sangui do Joquinha que tava di sete mêis, tudo apertadu nas barriga taméim apertada da Mariquinha. Tiraru sangui meu mais Mariquinha e num sei o que a tár da cumadi Honestina, aquéia que os homi dava tudo insima tava fazênu lá taméim ...
Passáru os tempo e fômu pegá os resurtado.
Resurtado: Positivu... sô pai do minino mêmu!
Intão fômu sentá e conversá cum o cumpadi Camargu, pai da Mariquinha.
... continua
- Bão cumpadi Camargu?... Bão taméim!... Possu me entrá?
- Acabe di entrá cabra, sente e vâmu cunversá mais iêu... Tome uma branquinha pra modi isquentá as palavra!
- Num bebu em serviçu, cumpadi!
- Ara!... Ocê num vêiu a serviçu homi!... Ocê veiu é pidi a mão da minha fia em casamentu e já tá dada!... E num tem vorta, num quero minha fia carreganu mininu nas costa sortêra não vici!... Prefiru ela viúva de ocê!... E ocê? O que acha cabra!?
- Uái!... Já que as proposta são essa e num tenhu braganha ... o jeitu é casá!... Num quero vê o Joquinha órfão di pai não!
- Pois é!... Intão vô chamá a Mariquinha pra ocêis se arresorvê cum as data que quero pra já!... E sem festa!... Num quero o povo falanu da minha fía casânu buchuda, prenha não!
Então o cumpadi Camargu mandô chamá a Mariquinha e nois se arresorvemu casá no sábadu, em casa mêmu e era só mandá chamá o dotô iscrivão du Cartório e pronto.
Mas a Mariquinha veio também cum otra situação ... que me dexô isquisitu ...
- Caipirinha, ocê num se alembra nadinha du quê aconticeu?
- Num se alembru di nada, Mariquinha!... Só se alembro que nóis tava lá nas páia de mío nu paiol, iêu, ocê mais a sinha Honestina!
- Pois ói homi, safadu!... Ocê bulinô cum nóis duas vici!... Emprenhou iêu mais a cumadi Honestina!... Ela proveitô e feiz taméim o tár do exame de DNA e ocê é pai do Zequinha taméim!
-Zequinha?!... Iêeeeeeu!
- Ocê memu, cão disgramentu!... Que emprenhô duas no mesmu dia!
- Iêuuuuuuuu!!
- Ocê sim!... Agora é que as coisa vão ficá preta pru seu ladu vici!... Ocê vai casá cum eu e ela vai morá mais nóis!... Ô cá!... Ô lá na sua roça!... Mais casá, casá só mais iêu!... Já tá tudo se acombinadu... Iêu mais cumadi Honestina já se acertamu e ela só qué que ocê cuide dela e du fiu di ocêis, num qué casá nem brigá!... Intão, o que você arresorve!
... continua
Ocêis já tão tudo cas combinação ajeitada?
- Já, cabra safadu!
- Uái, num tenhu iscapatória!... Vâmu tudo pra minha roça que cuido do Joquinha e do Zequinha ... Vai sê inté bão uma dupra caipira na famía!... oquinha da viola e Zequinha da sanfona ...
Intão foi isso que aconticeu... Num se alembro de nada, Mas que devi di tê sido bão, ah!... Isso devi!
.
Agora tenhu que cuidá das muié, que pro mêis us mininu tão paridu ...
Nininha me adescurpe, mais num tive comu casá mais ocê!
Pessoá, me adescurpe taméim, promodi dexá ocêis tudo isperanu e procuranu iêu!
Inté, intão!... Que a vida vai sê difíci cum duas muié em casa, tudu prenha, isperânu dois mininu pru méis que veim!
Mais vô a vida levânu, chorânu cum a viola e puxânu o fole da sanfona. Insaianu as música pra fazê mininu drumi e duas muié pra dá conta.
Agora ansim, preciso das gemada du cumpadi Juão Netu, dos ovo de pata e da garrafada du cumpadi Jorge LInhaça.
Inté, intão!... Mais meu amô du coração, tá na morena do meu sertão! Nininha num fique triste. Vô dá um jeitu di casá mais ocê um dia!
Um abraçu du cumpadi Caipirinha, que si metêu numa confusão!!! To num matu seim cachorru, cheiu di onça pintada e parda!
SONHANDO COM NININHA
(Poeta Caipirinha)
Gostu di vê u sol nu amanhecê
Brilhanu nu seu oiá
Gostu di tê seu beju na manhazinha
Em cada veis que acordá
Senti seu coração batenu mansinhu nas minha mão
A paxão é as mais pura razão qui me amarra a ocê
É as mágica, us sonhu, us prazê
Qui existi dentru di iêu, pru voismicê
Só sei dizê que as craridadi das emoção brilhô entri iêu mais ocê
Só sei dizê qui em nossu coração é iguá o amô
Amô que chegô querenu que nois si ajunte
Pra vivê um pru otro pra vida toda
Ocê, sinhá, é minha luz, minha fuguera e meu quentão
Qui mi dá paz, alegria e emoção
Sonhá com ocê, sinhá, faiz beim ao meu coração
Inté, intão!
Amo ocê, treeeimmmmm!!!
Seu Joca Caipirinha
Que tá prontinhu pra casá mais ocê
TEIM CABROCHA ISPERANU NA JANELA
Ocê, qui pois anunciu
Pramodi arrumá maridu
Num si importi cum as beleza
Elas é tudo passagêra
O importanti nas realidadi
É sê muié di verdadi
E num precisa mostrá as coisa prus otrô
Pra chamá as atenção
Mais as veiz inté qué bão
Virá us zõios pras perna grossa
E prus decoti das cabrocha!
Se ocê é moça dereita
Mais sabi tameim usá a isquerda
Nas precisão du ladu
Pru modi fazê chamegu
Inté u homi gemê sem senti dô
Ocê deve di sê mêmu
Muié di grandi valô
Que chega divagarim
Nu mexi-mexi di fazê amô
Óia sinhá, muié prendada
Pelu quê ocê diz
Ta prontinha pra casá
Intão vamu procurá
Um homi pra ocê no arraiá
Pruque cabôca jeitosa
Morena fogosa, facêra e cherosa
Num podi ficá sortêra
Ansim, pelas vida intêra
Muié das mió qualidadi
Promodi fazê cafuné
Cumida no fugão di lenha
E cuidá di bichu di pé
Qual homi num qué?
Inté cum as garantia registrada
Ocê é muié pra si gostá
Ta prontinha mêmu pra modi si casá
Aqui no arraiá
Pessoá tem arguém aí pra si candidatá?
Tem uma cabrocha prendada
Dando sôpa no arraiá
Eu já tô inroladu
Num posso mi assanhá
Nesta semana
Nininha mais iêu
Vâmu si casá
Inté, intão!
MODI RUMÁ MARIDU
Por Genaura Tormin(*)
Num sô feia nem bunita,
Mais sô muié de verdade.
Num usu essas coisa feia
Das muié lá da cidade.
Deus me livre, credo in cruiz
Mostrá minhas coisa pus ôto!!!
Issu num faço naum!
Seu moçu eu sô direita,
Tenho vergonha na cara!
Mais sei tombeim sê muié
Qui sabi fazê chamego
Inté o home gemê.
Num é pru senti uma dô,
É prumodi o meu calô
Que inspáia divagarim
Nos balançu do amô.
Si ocê tá pricisano
Duma cabôca jeitosa,
Morena fogosa, faceira
Pramodi fazê cafuné
E uma comida gostosa,
Eu tô prontinha procê.
Eu agaranto, seu môçu,
Qui ocê di eu vai gostá.
Nóis casa aqui no Arraiá,
Muitos fio vamo tê
Pra no roçado ajudá,
Fazê muita fartura,
E inté do gado cuidá.
Brigadu sinhá poeta Genaura!
Um beju du Caipirinha
(*)Genaura Tormin. amiga, poeta e escritora.
Autora dos livros Apenas uma flor (poesias) e Pássaro sem asas (romance-biografia)
TOME TÊNTU?... IÊU?!
Tameim já tô cum tudu compradu
Ternu iscuru,
Camisa ingomada
Butina lustrada
Nu paletó um cravu du ladu
Antionti, dia dus namoradu
Fiquei no arraiá du Praneta
Ti dexêi inté recadu
Iscrivi carta i nada di ocê mi dá pelota
Fiquei cum cara di cambota
Cum seus anjinhu, tomu cuidadu
Minha perrenguice num é atôa
Juão Netu i Crodoardu das Pinga Boa
Só di falá nêis ficu inté arripiadu
Fica tudu cheiu di prosa
Dandu consêius pra tratá iêu
Falanu qui num dô conta da minha amada
Dizenu qui cum ocê, só tomanu gemada
Us segurança são pra modi mi tranquilizá
Qui nas lua di mér elis num vão istá
Nessi dia é só ocê mais iêu
Qui vamu nossa união cumemorá
Mais êlis já tão si acustumandu
Cum meu jeitu di tratá
Já si ofereceru inté
Pra di nois si afastá
I intão nois dois
Di nossa vida cuidá
Já tão inté danu consêio
Pra nois dialogá
Intão nessi ponto, sinhá
Tá tudu certu
A genti já pudi casá
Inté cum êlis pertu
Num vô im ocê marrá cabrestu
Ocê num é ninhum animár
Si pensá qui sô dessi jeitu
Muitu temu qui si cunhecê
Nunca briguei cum muié
I num vai sê agora cum ocê
Essa treim di buracu mais imbaxu
Tô cansadu di conhecê
Cobra, pau i rapu us tachu
Dissu num quero sabê
Meu negóciu é cuidá bem
Du meu amô pur voismicê
Ocê tá senu injusta, cum as muié do murá
Pareci qui tudu são umas lambisgóia
I cum issu num vô si concordá
Eu sô sempri cavalhêru cum as minina di lá
Inté cum us mininu, gosto di prusiá
Intão vamu cuidá
Da festança nu arraiá
I dexá as pinimba di ladu
U qui queru é logu si casá
Intão num vâmu mais brigá
Qui o pessoá já tá di falá
Num queru ficá faladu
Comu um már namoradu
I neim ocê há di ficá
Már falada naqueli murá
Ói, sinhá!
Bota uma coisinha da sua cabeça
Muié nu praneta mió num há
Du que a minha amada i doci sinhá
Inté, intão, amô!
