Cartas de Amizade Verdadeira

Cerca de 2567 cartas de Amizade Verdadeira

Algumas regras para a vida:
- Questione a autoridade.
- Nenhuma ideia é verdadeira só porque alguém diz que é, incluindo eu.
- Pense por si próprio, questione a si próprio.
- Não acredite em algo só porque quer acreditar, acreditar em algo não o torna verdadeiro.
- Teste ideias pelas evidencias adquiridas, pela observação e experimentação.
- Se uma ideia prevalecente falhar num teste bem desenvolvido, esta errada. Supere.
- Siga as evidências onde quer que elas levem, se não houver evidências, evite julgamento.
E talvez a regra mais importante de todas:
- Lembre-se, você pode estar errado.

Neil deGrasse Tyson

Um dia conheci a felicidade.
Aquela que todos falam.
Sem limites, única e verdadeira.
O sentimento que deixava em mim, a forma como me fazia sentir… tudo era perfeito.
Ninguém me podia derrotar, ninguém me conseguia vencer.
Todos os meus olhares se dirigiam no sentido do que eu mais queria, e lutava com uma força e destreza sobrenaturais.
Era a menina mais sorridente, mas também a menina mais rebelde.
Enquanto criança, todas as coisas se assimilavam fáceis. Agora, sei que não é assim.
Mas… eu era realmente feliz.

Meninahhh

À Minha verdadeira Paixão

Oh minha paixão terei eu de esconder para todo sempre,
minha verdadeira vontade de tocar- te, até me desfalecer em ti.
Terei de morrer e não escutar seu sussurro aos pés do meu ouvido.
Me fazendo voar verdadeiramente, e flutuar, com sua suave e doce melodia.
Todo meu desejo esta guardado em ti,
ao mesmo tempo que me aflora o mais tenebrosso medo,
me desperta o mais singelo desejo
de tocar- te, sentir- te , escutar-te.
E quando vibras, vibra também meu pobre coração,
que só de te ver, acelera eterno e fugaz.
Você meu verdadeiro amor reprimido e descontinuo.

lol

O QUE É SER AMIGO

Como será que podemos definir o que é ser amigo.
Mas, amigo, na verdadeira acepção da palavra, ou seja aquele que poderemos considerar como alguém que nos dedica um sentimento de carinho que extrapola qualquer outro sentimento.
Bem, certamente um amigo de verdade não será capaz de solucionar todos os problemas que tivermos, não poderá eliminar todas nossas dúvidas ou incertezas. Mas certamente será capaz de nos ouvir em nossos desabafos, ajudando-nos a pelo menos pensar em soluções, se as houverem. E a amizade só será completa, se houver reciprocidade de nossa parte quando a situação for inversa.
Um amigo não poderá mudar nosso passado, consertando nossos erros, nem acabar com nossos sofrimentos e dores, mas será capaz nos ajudar entender onde foi que erramos, para que mesmos enganos não sejam reprisados. E isso é muito importante, pois nem sempre somos capazes de descobrir porque algo não deu certo. Um amigo o fará, basta que saibamos escuta-lo, e que saibamos corresponder quando for nossa vez de ouvir.
Certamente não será amigo de verdade se nada falar para nos apontar um caminho errado que estamos trilhando. Embora possa nos desagradar, saberá indicar o que nos poderá acontecer de mal, se insistirmos nesse rumo. E deveremos saber discernir sobre seus caminhos também.
Reciprocidade sempre é exigível para a sobrevivência de uma amizade.
Nem sempre ele poderá evitar um tropeço nosso, mas poderá nos amparar quando nos ver caindo, amenizando o impacto da queda. Poderá nos estender a mão para nos ajudar depois, ao invés de simplesmente balançar a cabeça, como que dizendo: “eu te avisei...” Nem sempre sabemos ouvir a voz da razão, e preferimos seguir nosso impulso. E quando for a nossa vez, é lícito que ele espere a mesma atitude de nossa parte.
Um amigo pode não ser o responsável direto nossos êxitos, por nossa felicidade, mas saberá dela compartilhar, regozijando-se com nossa alegria, da mesma maneira que iremos participar de suas vitórias, de sua felicidade.
Não poderá, certamente, tomar decisões por nós. Contudo, poderá emitir sua opinião, poderá nos orientar em nossas dúvidas. Da mesma maneira deveremos proceder, quando a situação for inversa.
Com base na reciprocidade de nossa amizade, estaremos seguros de poder contar sempre com seu apoio e encorajamento, como certamente ele contará com nossa sustentação, se preciso for.
Com base na sinceridade do sentimento, mesmo que não possamos determinar nossos limites, de uma maneira total e completa, poderemos sempre dar-nos espaço mutuamente, possibilitando um crescimento. Permitindo nossa individualidade. Assim se vive com amizade, numa sociedade. Sem tolher movimentos. Sem interferir diretamente. Mas dando sinais de erros ou acertos.
Certamente por mais forte e sincera que seja uma amizade, certas dores não poderão ser evitadas. Nosso coração sempre estará sujeito a certos golpes inevitáveis. Simplesmente um amigo leal poderá, quando muito, nos ajudar a recolher os fragmentos, colocando-os no lugar.
E assim deveremos agir, se for o seu coração que estiver despedaçado. E se for o caso, choraremos juntos. Sempre é melhor contar com um ombro amigo nessa situação.
E essa amizade poderá ser encontrada em um pai, em um filho, em um irmão, num conjugue, ou mesmo em quem, embora não seja da familia, será ainda melhor do que se o fosse, por ser uma amizade sincera.
Amizade apenas exige sinceridade e reciprocidade e, claro, seriedade.
Não interessa muito saber quem e o que somos, basta que possamos nos abraçar, em nome de nossa amizade, e saber que poderemos sempre contar com essa amizade como um bálsamo que nos ajudará a aliviar certas dores, mas que também poderá festejar conosco nossa alegria.
Agora, com a certeza de nossa amizade, esquecendo quaisquer mágoas passadas, presentes ou futuras, vamos imaginar um circulo, dando-nos as mãos, e vamos viver mais UM LINDO DIA.

Marcial Salaverry

A ética tem tirado a essência de cada um, ocultado a sua face verdadeira. Com tanta definição de certo e errado as pessoas não se assumem, praticam o cinismo e vivem na hipocrisia.
Eu amo a liberdade, mas não sou livre, estou presa aos meus princípios.

Detesto subestimação tanto quanto superestimação.
Tenho exercitado a atividade de observar, é bem mais eficiente do que qualquer julgamento antecipado.

Jucely Regis

Quem Sou Eu?

Palavras não revelam a verdadeira personalidade de alguém...

Só descobrimos a verdadeira personalidade, através
da convivência no dia-a-dia... da troca de experiências...

"Quem Sou Eu" depende muito de como estou, onde estou e com quem estou...

Durante nossa vida nos deparamos com todo tipo de pessoas,
A maioria delas, pessoas normais que vivem vidas normais.
Mas algumas se destacam...
Talvez simplesmente por serem diferentes daquilo que estamos acostumados a ver.
Talvez por serem misteriosas e cativantes a ponto de nos fazer tentar conhecê-las mais e mais...
Talvez por serem tímidas... reservadas...
Talvez por qualquer outro motivo diferente, seja ele significante ou não...

Então basta ter alguém assim sempre do lado...
pra nos motivar a fazer as coisas com mais plenitude e energia possível...
pra nos motivar a viver a vida de verdade e não simplesmente deixar que ela nos leve...
pra nos fazer querer compartilhar tudo... e cada momento de experiência que vivemos...

by Je[Ziel]

JeZieL L. CarVAlhO

Para onde você está indo?
A verdadeira missão de cada um de nós é viver e ser feliz. E não apenas existir! Tome conta de sua vida! E não perambule mais sem rumo, viu?

Tenha planos. Tenha sonhos! Tenha objetivos. Tenha projetos de vida! Tudo isso bem definido! Mesmo que os planos, desejos e sonhos e objetivos sejam pequenos. Mas é bom tê-los, viu? Aliás, comece com os pequenos e depois que perceber que tem capacidade de realizá-los, vá para os sonhos grandes.Você os merece!

Quem não consegue definir bem o que quer da vida, é como estar dizendo a si mesmo: qualquer coisa serve! E você não merece qualquer coisa, viu? Você foi feito para brilhar e ter o que há de melhor! Em todos os aspectos de sua vida! Todos! No profissional, no amoroso, no social, no financeiro,no espiritual, no físico.... Em tudo!

Comece a semana desejando saber onde quer chegar, tá? Reaja aos desafios que tem enfrentado! Um porto seguro está te esperando!
Já percebeu como a maioria de nós gasta mais tempo fazendo planos para uma festa, uma viagem de férias ou um passeio do que planejando a própria vida?

Para onde você está indo?

Quais são os seus propósitos de vida?

O seu modo de viver é que determina o alvo, a direção para o qual está se movendo, viu? Por isso, tenha todas as suas metas bem claras e bem definidas. Porque se os seus objetivos, sonhos forem confusos ou inferiores, as chances serão diminuídas e comprometidas. Queira ser bem sucedido! Queira ser feliz! Permita-se ser feliz!

Defina suas prioridades, tá? Trabalhe nos melhores e mais importantes projetos de sua vida! E perceba como isso pode te dar motivação para o seu futuro.

Bom Dia! Bom Divertimento! Boa semana! Que Deus te abençoe em todos os seus projetos de vida!

"Enfrente as dificuldades corajosamente. Todas elas são sempre menores que você"

Mensagem do Mazzini

MEU AMOR É UMA FLOR

Morena da cor do pecado
Eu tenho o maior orgulho de você
Uma verdadeira flor você é

Amo-te de verdade
Minha vida não teria sentido sem você
O meu coração é só festa se estou com você
Rosa, uma rosa encantadora

É você meu amor

Um dia acredito, estaremos ta juntos
Mesmo que tenha que esperar
Aguardarei pacientemente por esse dia

Feliz vou ficar quando esse dia chegar
Loucamente pretendo te amar
O tempo sei, passará de repente
Rezarei para que não

genivaldo rosa dos santos

“Saudade é a coisa mais verdadeira na vida,
Para se ter saudade, é preciso ter amado,
Para ter saudade, é preciso ter vivido, ter conhecido,
E saber acima de tudo o porquê das pessoas
Fazer-nos falta.
Portanto, viva, ame, chore, brinque, compartilhe da vida de alguém
E esta saudade será repleta de momentos felizes”.
Eliane Barbosa Sobral ( Para sua filha Jéssyca Barbosa )

Eliane Barbosa

"A sua beleza é uma combinação dos sentidos no reconhecimento de uma verdadeira obra de arte de Leornado da Vinci.Uma individualização caracterizada normalmente pelo que é apreciável aos sentimentos do belo.Esta percepção depende da pessoa especial,contexto e do universo que adquiri um conhecimento do primor."

(Villeneuve Alencar)

Villeneuve Alencar

verdadeira e dolorosa dor...
Hoje descobri uma grande verdade, dolorosa mais verdade não deixei de te amar, nem sei se vou deixar um dia, mais descobri que me perdeste , é perdeste-me e ainda não percebestes, não sei o que pode acontecer quando descobrires, mas estou feliz apesar de tudo , você será uma doce lembrança de doces momentos de doces palavras, sabes de tudo isso fico triste com uma única coisa o fato de não teres acreditado em mim , preferes como sempre acreditar em outras pessoas , e com isso descobri que não me mereces , nem minha confiança, nem amizade, muito menos o meu amor, é doloroso, mais é a verdade ...Sabe o que te desejo? Toda a felicidade do mundo ao lado de quem te ame e de quem você ame você poderia fazer e dizer o que quisesse menos uma coisa. Acreditar os outros sem confiar em mim. Isso eu nunca perdoarei! Felicidades.

Sentir que você não está aqui perto de mim,
isso sim, é sofrer em segredo...
Lembrar que não posso ter você ao meu lado,
ver que está longe, não ter os seus beijos...
Ah!... Isso sim é uma angústia
, um sofrimento...
Não sei como posso deixar de te querer,
se a cada instante sinto você.

È duro mais será assim daqui pra frente...
Gi!!!

girllene Valério

Procuro alguém que sonhe que ame e que seja verdadeira.
Procuro alguém que seja simples, goste do simples, pois aqui neste universo o que não é simples ficara aqui quando partimos.
Procuro alguém que sinta desejo que gosto de mim assim como sou e não pelo que posso ser.
Procuro alguém que goste do cheiro das flores, da terra molhada após um dia chuvoso.
procure alguém que esteja a minha procura..

Denis

A transparencia é a verdadeira marca daquele que busca
entender o que é sabedoria; e onde poderemos encontra-la?
Somos todos seus apaixonados; procure entender o que è
renuncia, e seja util ao seu próximo, e assim já pode
apresenta-la como sua namorada,pois está cuidando dos
futuros filhos.

almeidaademir

A lágrima é verdadeira, mesmo que os meus sentimentos estiverem sepultados;
Mas sei que o meu futuro recomeça a partir que minhas esperanças renasçam;
Enfrento com otimismo as dificuldades que se estende diante de mim;
Prospere para que entenda a própria evolução que não se dá de um dia para o outro...
Fica a dica!

Julio Aukay

A Verdadeira Fonte da Sabedoria



O apóstolo Tiago sabia como a natureza terrena aprecia se gabar de grandes feitos, como ama desenvolver teorias com o fim de se mostrar esclarecida e sábia.
Então, ele coloca no 3º capítulo de sua epístola um antídoto contra este mal e uma séria advertência quanto ao perigo que há em especular com a verdade revelada por Deus, para se obter a reputação de mestre.
Ele diz que Deus julgará com maior rigor aqueles que se entregarem a especular sobre a verdade e que no final nada alcançaram em termos de uma vida piedosa, senão uma língua eloquente e falta de verdadeiro entendimento espiritual e verdadeira santificação.
Afinal, a verdade não foi dada para ser especulada, mas para ser obedecida e vivida.
Coisas espirituais se discernem espiritualmente, e com a mente de Cristo; e não propriamente com nossa mente natural, corrompida pelo pecado.
A assertiva de Tiago que o simples conhecimento intelectual das coisas de Deus sem um viver piedoso e dirigido pelo Espírito, está exposto a muitos juízos; se comprova em que não há nenhum valor em falar da verdadeira doutrina, de se bendizer a Deus, de orar a Ele, e ao mesmo tempo amaldiçoarmos os homens criados à Sua semelhança.
Uma obra misturada com bênção e maldição; com acertos e com erros, não pode contar com a aprovação do Senhor.
Tal vida não pode ser útil ao Seu serviço e não dará um bom testemunho da nossa condição de sermos filhos de Deus.
A nossa fonte deve jorrar permanente e somente águas vivas através de nós.
Esta água é cristalina, limpa, doce, potável, apropriada para gerar e manter a vida eterna.
Logo, o que deve fluir de nós são águas limpas e somente águas limpas, que procedem do trono de Deus.
A nossa árvore deve dar apenas bons frutos.
A verdadeira sabedoria e conhecimento da vontade de Deus são demonstrados quando se vive em submissão (mansidão) à Sua vontade.
Sem consagração ao Senhor não pode haver um trabalho de disciplina do Espírito para a crucificação das paixões e desejos da nossa carne, de maneira que as obras da carne sejam destruídas, e o lugar delas seja ocupado pelo fruto correspondente do Espírito, como por exemplo, o orgulho substituído pela humildade; o rancor pelo amor; a falsidade pela verdade; a hipocrisia pela sinceridade; a falta de zelo pelo fervor; a dissensão e a ira pela paz e tudo o mais que importa que sejamos despojados do velho homem, para sermos revestidos pelo que é da nova criatura em Cristo Jesus.
Cristãos não podem abrigar, nem se deixarem governar por sentimentos facciosos em seus corações, especialmente contra a própria obra do Senhor e daqueles que têm andado no Espírito.
Não devem viver em inveja amarga por não estarem contentes com aquilo que são, nem com as coisas que têm recebido do Senhor.
Tiago nos adverte em última instância, neste capítulo, que devemos estar muito vigilantes quanto ao uso que fazemos da nossa língua, estando conscientes de que ela poderá ser usada de modo muito contrário à vontade de Deus, tanto por falta de sabedoria, quanto por um uso impróprio pecaminoso, uma vez que temos uma natureza terrena que foi corrompida pelo pecado e que deve ser crucificada e renovada pelo Espírito.
Ele não nos alerta para apenas sabermos que temos tal natureza, mas para nos lembrar do dever que temos de fazer um uso santo e edificante em todo o nosso falar.
Se nossa conversação não é santa e edificante, a nossa religião é vã e temos nos enganado a nós mesmos.
Porque aquele que estiver sendo de fato santificado pelo Espírito, e por estar enriquecido com a Palavra de Cristo, haverá de demonstrar isto na sua maneira de conversar e falar.
A língua deve ser uma boa serva do nosso espírito e não como um cavalo desgovernado.
O fogo, quando é servo é de grande utilidade, mas quando se torna senhor pode fazer uma grande devastação. Enquanto sob domínio será útil, mas sem domínio é destruidor.
De igual maneira quando um cavalo é dócil, ele é muito útil, mas caso se desgoverne e entre em disparada saindo de debaixo do controle daquele que o dirigia, ele poderá produzir sérios danos e acidentes.
Assim, importa que o cristão traga sua língua debaixo do domínio do Espírito Santo, e que exerça efetivamente um governo sobre ela, de maneira que profira palavras que sejam boas somente para a edificação dos ouvintes.
Nenhum homem pode domesticar a língua sem a ajuda e graça sobrenatural do Espírito.
Não é uma coisa fácil conseguir tal governo sobre a língua, porque importa antes deixar que Deus transforme nosso coração, de onde de fato procedem todos os males, inclusive o da maledicência.


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Escatologia (tempo do fim):
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Silvio Dutra

A Verdadeira Fé

Um Cético perguntou a Devendranath Tagore:
- Sempre falas de Deus, mas tens provas de sua existência?
Devendranath apontou para uma luz:
- Sabes o que é isto?
- É uma luz- respondeu o céptico.
- Como sabes que é uma luz? - perguntou Devendranath.
- Eu a vejo, portanto, não há necessidade de prova.
- Então o mesmo se dá com a existência de Deus. Eu o vejo em mim, e fora de mim, eu o vejo dentro e através de cada coisa. Portanto, não há necessidade de prova.
E continuou:
- Enquanto a abelha se encontra no exterior das pétalas do lírio e não experimentou ainda a doçura de seu suco, ela plana em volta da flor e emite um zumbido. Mas, logo que ela penetra em seu interior; ela bebe silenciosamente o néctar. Quando alguém ainda estiver discutindo e especulando sobre uma doutrina e os dogmas religiosos, é por que ainda não experimentou o néctar da verdadeira fé. Por isso, faz silêncio e compreenderás! Onde o Espírito Eterno vem com sua Luz, nossa lâmpada terrestre já não é necessária. Pobres homens que crêem que as miseráveis lâmpadas do intelecto humano dão mais luz que o doce cintilar das estrelas divinas!

Deus

Verdadeira Conversão



Por João Calvino

A Conversão não é um produto conjunto de Deus e do Homem.

A todos estes testemunhos interpretam cavilosamente os mais sutis, insistindo em que nada impede que nós próprios apliquemos nossas forças e Deus traga ajuda a nossas fracas tentativas. Adicionam, ademais, passagens dos profetas em que a operação de nossa conversão parece ser dividida meio a meio entre Deus e nós: “Convertei-vos a mim e eu me converterei a vós” (Zac 1.3).

Que tipo de ajuda nos traga o Senhor que foi citado acima, tampouco aqui se faz necessário repeti-lo. Desejo ao menos que isso me seja concedido: em vão se procura em nós a capacidade de cumprir a lei pelo fato de que o Senhor no-la ordena à obediência, quando é evidente que, para se cumprir todos os preceitos de Deus, a graça do Legislador não só é necessária, mas ainda nos é prometida, pelo que daí se evidencia que, no mínimo, se exige de nós mais do que sejamos capazes de executar.

Na verdade, não se pode diluir de quaisquer falsas razões essa afirmação de Jeremias: que foi sem efeito o pacto de Deus firmado com o povo antigo, porque o era apenas da letra; nem ser além disso estabelecido de outra maneira, que é o Espírito quem inclina os corações à obediência (Jr 31.32).

Também de nada lhes serve para firmar seu erro esta injunção: “Convertei-vos a mim e eu me converterei a vós” (Zac 1.3). Pois aí por conversão de Deus se denota não aquela em virtude da qual o coração nos renova para o arrependimento, mas aquela mediante a qual se atesta benévolo e propício pela prosperidade das coisas, assim como pelas coisas adversas às vezes indica seu desagrado. Portanto, uma vez que o povo, atormentado de muitas formas, de misérias e calamidades, se queixava de que Deus se afastara dele, responde que não lhes haveria de faltar sua benignidade, se volvessem à retidão de vida e a ele próprio, que é modelo de justiça. Esta passagem, pois, é indevidamente torcida quando é arrastada a este ponto: que a obra da conversão parece estar repartida entre Deus e os homens. Por isso, temos abordado estes tópicos mais sumariamente, porque o lugar deste assunto será mais propriamente na parte em que se procederá à consideração da lei.

Tampouco o Livre-arbítrio reabilita as promessas da Escritura.

A segunda classe de argumentos se assemelha à anterior. Citam as promessas nas quais o Senhor estabelece um pacto com nossa vontade, que são: “Buscai a bondade e não a maldade, e vivereis” (Amós 5.14); “Se quiserdes e ouvirdes, comereis as boas coisas da terra; se, porém, não quiserdes, a espada vos devorará, porque a boca do Senhor falou” (Is 1.19, 20). Ainda: “Se removeres tuas abominações de minha face, não serás lançado fora” (Jer 4.1); “Se deres ouvido à voz do Senhor teu Deus, e fizeres e guardares todos os seus mandamentos, o Senhor te fará mais exaltado que todos os povos da terra” (Dt 28.1). E outras afins. Julgam que as bênçãos que o Senhor oferece nas promessas nos são delegadas à vontade; se não estivesse em nossa mão e vontade fazê-las ou deixá-las sem efeito seria uma zombaria. É bem fácil amplificar esta matéria com eloquentes recriminações, tais como: somos cruelmente enganados pelo Senhor, quando declara que sua benignidade depende de nossa vontade, se nossa vontade não fosse algo de nossa própria alçada; esta liberalidade de Deus será mui eminente, quando ela nos propõe assim suas bênçãos, e não tem qualquer capacidade de usufruí-las; admirável seria a certeza de promessas que dependam de uma coisa impossível, de sorte que nunca se cumpram. Acerca das promessas desta espécie que têm uma condição anexa, falaremos em outro lugar, de modo que fique evidente que nada há de absurdo em seu impossível cumprimento.

No que diz respeito a esta consideração, nego que Deus nos engane de forma desumana, quando a nós, que sabe sermos de todo desprovidos de capacidade para fazê-lo, nos convida a merecer suas bênçãos. Mas uma vez que as promessas são oferecidas igualmente a fiéis e a ímpios, sua aplicação se refere a ambos. Da mesma forma que, mediante os preceitos, Deus punge a consciência dos ímpios, para que não se deliciem nos pecados de forma tão deliciosa, sem nenhuma lembrança de seus juízos, assim nas promessas lhes faz de certo modo testificar quão indignos são de sua benignidade. Pois, quem haja de negar que é mui justo e próprio que o Senhor cumule de bênçãos aqueles de quem é honrado, mas, na medida de sua severidade, castigue aos que desprezam sua majestade?

Portanto, Deus age retamente e em ordem quando aos ímpios agrilhoados pelas peias do pecado, nas promessas enuncia esta lei: que finalmente receberão então suas bênçãos, caso se apartem da depravação; ou, só por isto: que compreendam ser com razão excluídos daquelas bênçãos que se devem aos verdadeiros adoradores de Deus. Por outro lado, porque diligencia de todos os modos estimular os fiéis a que implorem sua graça, de maneira alguma será inconsistente se o que mostramos em relação a eles operar com muito fruto mediante os preceitos, isso também tente por meio das promessas. Ensinados pelos preceitos acerca da vontade de Deus, somos advertidos de nossa miséria, nós que, de todo o coração, dela tanto discordamos.

Ao mesmo tempo, somos instigados a invocar-lhe o Espírito, por quem somos dirigidos pelo reto caminho. No entanto, uma vez que nossa displicência não é suficientemente estimulada pelos preceitos, acrescentam-se as promessas para que, por um certo dulçor, a seu amor nos aliciem. Mas, de quanto maior desejo de justiça somos possuídos, tanto mais fervorosos nos tornamos em buscar a graça de Deus.

Eis como, por estas injunções, “se quiserdes”, “se ouvirdes”, o Senhor não nos atribui a livre capacidade de querer ou ouvir, nem ainda zomba de nós em razão de nossa falta de poder.

Nota do Pr Silvio Dutra: Considerando que a conversão é o ato de se voltar para Deus e associar-se a Ele pela fé, não se pode sequer imaginar que pessoas ímpias, perdidas, pecadoras, mortas espiritualmente, inimigas de Deus, possuidoras de uma natureza corrompida pelo pecado, como somos todos nós neste mundo antes de sermos revivificados por Cristo, possam produzir de si mesmas qualquer ação conjunta com Deus para operar esta aproximação inicial que lhes conduzirá à salvação de suas almas.
Ai de nós se não fosse a graça do Senhor que nos aproxima dEle, por Sua própria escolha e iniciativa! Estaríamos perdidos para sempre! Isto pode ser visto claramente em todos aqueles que resistem bravamente a qualquer tentativa de lhes expormos a graça do evangelho de Jesus Cristo. Estão cegos e cheios de si mesmos, de justiça própria em seus egos dilatados que consideram a graça de Deus como coisa desprezível e barata, e não digna portanto de qualquer apreciação.
Ora, à vista desta realidade prática que perdura ao longo dos séculos, como poderíamos sustentar que haja no próprio homem a capacidade de escolher a Deus, se Deus não o amar primeiro? “Não fostes vós que escolhestes a mim, eu que vos escolhi...” afirma nosso Senhor Jesus Cristo, e ainda assim, mesmo entre os que têm sido eleitos serão achados aqueles que, por causa desta cegueira que é remanescente neles por causa da dureza do pecado, afirmam que foram salvos porque decidiram um dia buscar a Deus, como se tal desejo tivesse partido de suas próprias naturezas mortas e caídas, e não do Deus que ressuscita os mortos.
Se até para o nascimento natural que nos trouxe ao mundo não houve qualquer escolha da nossa parte, quanto mais esta não existe naquele novo nascimento que não é natural deste mundo, mas celestial, espiritual e divino, que recebemos por meio da fé em Jesus Cristo!
Nossa parte é apenas receber pela fé o que nos está sendo dado gratuitamente.

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Calvino

O Significado de Estar Unido a Cristo



“1 Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
2 Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.
3 Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado.
4 Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
5 Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
6 Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem.
7 Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.
8 Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos.” (João 15.1-8)

Nosso Senhor discursa relativamente ao fruto que os Seus discípulos deveriam produzir, usando a ilustração de uma videira.
Jesus Cristo é a videira, a verdadeira videira.
A igreja que é o corpo de Cristo é uma videira. Cristo é a videira plantada no vinhedo, e não uma planta que nasce espontaneamente da terra; ao contrário, Ele foi plantado na terra, porque o Verbo se fez carne.
A videira é uma planta que é cultivada por propagação, e por isso Cristo será conhecido como salvação até aos confins da terra.
O fruto da videira honra a Deus e dá alegria aos homens, assim o fruto da mediação de Cristo é melhor que o ouro (Prov 8.19).
Ele é a verdadeira videira, porque o oposto à verdade é a falsificação; e é somente nEle que podemos achar o fruto da verdade.
A fonte de vida, designada como videira, que é Cristo, produz a verdade que salva, e somente nEle podemos encontrar esta salvação verdadeira, pelo conhecimento da verdade que está nEle.
Os cristãos são os ramos desta videira da qual Cristo é a raiz.
A raiz é visível, e nossa vida está escondida com Cristo; a raiz desta árvore de vida eterna (Rom 9.18), que difunde seiva a todos os ramos da videira e que os tornam férteis e frutíferos.
Todos os ramos, embora muitos se encontrem todos eles ligados à raiz. Assim Cristo é o centro da unidade de todos os cristãos.
O Pai é o agricultor.
Embora a terra seja do Senhor, ela não produziria nenhum fruto a menos que Deus a trabalhe.
É Deus quem cuida de todos os ramos da videira.
Ele os limpa por poda, e provê todos os meios necessários para que sejam frutíferos (I Cor 3.9; Is 5.1,2; 27.2,3).
Por isso devemos ser frutíferos, porque os ramos estéreis (v 2) são lançados fora.
Há muitos que passam por ramos em Cristo, contudo não dão frutos; porque estão ligados a Ele apenas por uma profissão externa, e embora eles pareçam ser ramos, eles logo secarão porque a seiva da videira não penetra no coração deles.
Estes ramos não honram a Deus porque não podem dar fruto, ao contrário trazem desonra ao Seu nome.
Por isso serão cortados como Judas.
Mas Deus limpará os ramos frutíferos pela poda para que produzam ainda mais fruto.
Note que a fertilidade adicional é a recompensa abençoada de uma vida fértil.
A quem tem mais se dará.
O que for fiel no pouco, sobre o muito será colocado.
A primeira bênção era ser frutífero; e ainda será uma bênção ainda maior, porque está determinada uma fertilidade ainda maior para os que estão dando frutos, e para tanto será necessário que sejam podados, por se lançar fora aquilo que for supérfluo neles e que esteja atrapalhando a sua frutificação.
Pela poda serão renovados, de maneira a terem maior vigor e força para a frutificação.
Assim, na época apropriada o Pai tirará pela mortificação do Espírito e pela Palavra, tudo aquilo que necessita ser limpo na vida destes cristãos frutíferos.
O Pai fará este trabalho como agricultor para a Sua própria glória.
Os benefícios que os cristãos têm através da doutrina de Cristo, o poder pelo qual eles serão trabalhados para terem um bom testemunho numa vida frutífera será a própria Palavra de Cristo, que os limpou (v. 3).
A Palavra de Cristo é uma palavra distintiva que separa o precioso do vil, e foi por esta Palavra que Judas ficou separado dos demais apóstolos, porque não se firmou nela.
É por esta Palavra que os cristãos são santificados (João 17.17). Esta Palavra é quem purifica os nossos corações (At 15.9).
É pela Palavra que o Espírito refina os cristãos de toda escória do mundo e da carne, e remove deles todo fermento dos escribas e fariseus.
Quando a Palavra de Cristo habita ricamente no coração do cristão ele fica santificado por esta Palavra.
Seus pensamentos são direcionados para Deus, seus objetivos de vida são centrados em Cristo, a carnalidade e todo comportamento mundano são despojados, e o lugar deles é ocupado pelo revestimento das virtudes de Cristo, em pensamentos espirituais, celestiais e divinos.
O Espírito Santo se move num coração que está assim tomado pelo amor de Deus, e por sentimentos puros e elevados.
O contrário disto produz uma porta aberta para as operações do Inimigo, porque ele acha um repouso seguro num coração impuro que seja dominado pelo ódio, pela inveja, ciúme, sensualidade e toda forma de obra da carne.
Nós comprovamos que somos limpos pela Palavra, quando nós produzirmos fruto de santidade.
Nisto nosso Pai será glorificado.
Para sermos frutíferos nós temos que permanecer em Cristo.
Isto é um dever ordenado por Ele(v. 4).
Devemos permanecer (estar) em Cristo, em comunhão espiritual, para que Ele permaneça (esteja) em nós.
Veja que esta palavra foi dirigida aos que já eram cristãos.
Exige-se constância nesta permanência no Senhor para a frutificação.
Aqueles que são de Cristo têm que permanecer nEle. Ele nos convoca a estarmos nEle por fé, e Ele estará em nós pelo Espírito.
Ele promete que da parte dEle nunca falhará nesta união, pois tem dito que permanecerá em nós caso permaneçamos nEle.
Esta permanência será real na medida que tiver a evidência de estarmos cumprindo os mandamentos de Cristo, permanecendo na Sua Palavra que será luz para os nossos pés em nossa caminhada neste mundo.
O ramo não pode ter vida separado da videira; de igual modo a vida espiritual que está em Cristo só pode ser experimentada se estivermos unidos a Ele permanentemente.
A necessidade de estar em Cristo tem a ver com a nossa fertilidade (v. 4, 5). Ele diz que sem Ele nada podemos fazer, mas se estivermos nEle e suas Palavras em nós, daremos muito fruto.
Aquele que é constante no exercício da fé e amor a Cristo, aquele que vive nas Suas promessas e é dirigido pelo Seu Espírito, dará muito fruto, e será muito útil à glória de Deus.
Há conseqüências fatais em abandonar a Cristo (v. 6):
"Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem."
Aqueles que pensam erroneamente que não têm nenhuma necessidade de Cristo serão por fim também rejeitados por Ele.
Mas há um privilégio abençoado para aqueles que frutificam em Cristo (v. 7):
"Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito."
Como nossa união com Cristo é mantida pela Palavra, onde estiver a Palavra de Cristo ali Ele habitará.
Como nossa comunhão com Cristo é mantida através da oração: Você pedirá o que quiser e lhe será feito. Não há risco de pedirmos o que não seja segundo a vontade de Deus quando se está numa comunhão real e verdadeira com o Senhor porque tudo o que sair da nossa boca estará debaixo da instrução e direção do Espírito Santo, que na verdade é quem intercede por nós, pois não há verdadeira oração que não seja no poder do Espírito (Ef 6.18).
Se o Senhor é o nosso deleite, a nossa alegria, o nosso agrado, todo desejo carnal dará lugar a desejos santos e aprovados por Deus.
Se nós estivermos em Cristo, numa verdadeira e íntima comunhão com Ele, guardando a Sua Palavra, nada lhe pediremos, que seja fruto de desejos interesseiros, egoístas, carnais, senão o que é bom para edificação.
Buscaremos como Ele nos tem ordenado o reino de Deus e a Sua justiça e tudo o mais nos será acrescentado.
Estas coisas acrescentadas não precisam ser buscadas porque Ele tem prometido que as acrescentará se buscarmos diligentemente os interesses de Deus e do Seu reino.

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Silvio Dutra

A verdadeira sabedoria

Além da ciência jaz a verdadeira sabedoria, a qual pouquíssimos seres humanos têm acesso. É tão profunda, que só anos de muita prática no raciocínio da análise lógica de tudo que existe realmente, por aqueles que tenham o conhecimento de todas as ciências, lhes garantirá o pleno entendimento, após o filtro e seleção dos diversos conhecimentos nela contidos, conseguindo a plena interpretação da vida, do mundo e do espaço que nos rodeia.

No mundo que conhecemos e vivemos atualmente, por uma simples opção de continuidade e multiplicação das espécies, como o fazem os que aqui habitam, independente do seu reino, seja este animal, aquático ou vegetal, inteligente ou não, logo após o início do desenvolvimento da era tecnológica, 14 anos após o ano 2.000 PC, quando do início do desenvolvimento industrial, mergulhados que fomos, de cabeça, na tecnologia computadorizada, após o domínio do silício e da nanotecnologia aplicada nos produtos dele derivados, unindo milhões de circuitos integrados, dominantes do mundo atual, nota-se um início do retorno do homem as suas origens primitivas, fazendo a guerra nas cidades e desrespeitando todas as leis por eles mesmos criadas, enquanto a mulher perdeu sua verdadeira identidade de mãe e educadora dos seus próprios filhos, pagando a terceiros para isto. Enquanto muitas lutam desesperadamente, competindo e tomando os lugares dos homens, no trabalho e na política, outras são presas fáceis do culto da beleza ilusória e transitória, que a nada leva a não ser a sua própria degradação social, pois para tal não são poupados os meios, nem sempre justificando os fins.

José Elierre do Nascimento

Verdadeira Comunhão com Deus



Por Jonathan Edwards


O Diabo tem um grau elevado de conhecimento especulativo sobre a divindade, tendo sido educado na melhor escola de teologia do universo, ou seja, o céu dos céus. Ele tem de ter tal conhecimento extenso e preciso relativo à natureza e atributos de Deus, que nós, vermes do pó, em nosso estado atual não estamos aptos. Ele tem de ter conhecimento mais extenso das obras de Deus desde a obra da criação em particular, pois ele foi espectador da criação deste mundo visível e foi uma das estrelas da alva: "Onde estavas tu quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam?" (Jó 38.4-7).

Ele tem de ter conhecimento muito grande das obras do Deus da providência. Desde o princípio, ele foi um espectador da seqüência destas obras. Ele viu como Deus governou o mundo em todos os séculos. Viu a série das maravilhosas dispensações sucessivas do Deus da providência para a igreja de geração em geração. Ele não foi espectador indiferente, mas a grande oposição entre Deus e ele no transcurso das dispensações necessariamente prendeu-lhe a atenção da observação mais rígida. Ele tem de ter elevado grau de conhecimento em relação a Jesus Cristo como Salvador dos homens, a natureza e método da obra de redenção e a sabedoria maravilhosa de Deus nesse esquema. É essa obra de Deus na qual, acima de todas as outras, agiu em oposição a ele e na qual ele se fixou em oposição a Deus. E com relação a este assunto que a guerra poderosa foi deflagrada, a qual prosseguiu entre Miguel e seus anjos e o Diabo e seus anjos ao longo de todas as épocas desde o princípio do mundo e, sobretudo, desde que Cristo apareceu. O demônio teve o bastante para ocupar sua atenção nos passos da sabedoria divina nesta obra, pois é a essa sabedoria que ele opôs sua sutileza. Ele viu e descobriu, para grande decepção e tormento indizível seu, como a sabedoria divina, segundo foi exercida nessa obra, frustrou e confundiu seus dispositivos. Ele tem imenso conhecimento das coisas do outro mundo, pois as coisas daquele mundo estão na sua visão imediata.

Ele tem vasto conhecimento do céu, porque foi habitante desse mundo de glória. Tem amplo conhecimento do inferno e da natureza de sua miséria, porque ele é o primeiro habitante do inferno, e, acima de todos os outros habitantes, tem a experiência dos seus tormentos, pois constantemente os sentiu por mais de cinco mil e setecentos anos. Ele tem de ter extenso conhecimento das Escrituras Santas, porque é evidente que não teve dificuldade em saber o que está escrito lá pelo uso que fez das palavras da Escritura na tentação de nosso Salvador. Ele pode e tem muita oportunidade e disposição para perverter e torcer a Escritura, e impedir tal efeito da Palavra de Deus no coração dos homens, como tenderá a subverter o seu Reino. Ele tem de ter grande conhecimento da natureza do gênero humano, sua capacidade, disposições e corrupções do coração, pois teve muito tempo e observação e experiência livres. Ele teve de tratar principalmente com o coração do homem em seus artifícios sutis, esforços portentosos, operações inquietantes e infatigáveis e esforços desde o princípio do mundo. E evidente que ele tem amplo conhecimento especulativo da natureza da religião experimental, por ser capaz de imitá-lo tão ardilosamente e de maneira tal quanto a se transformar em anjo de luz.

É óbvio pelo meu texto e doutrina que nenhum grau de conhecimento especulativo da religião é evidência da verdadeira devoção. Quaisquer que sejam as noções claras que o homem tenha dos atributos de Deus, da doutrina da Trindade, da natureza das duas alianças, da economia das pessoas da Trindade e da parte que cada pessoa tem na questão da redenção do homem, se ele nunca pode discursar tão excelentemente dos ofícios de Cristo, do caminho da salvação por meio dEle, dos métodos admiráveis da sabedoria divina e da harmonia dos vários atributos de Deus nesse caminho; se ele nunca pode falar tão clara e exatamente do método de justificação do pecador, da natureza da conversão e das operações do Espírito de Deus, aplicando a redenção de Cristo, dando boa distinção, resolvendo alegremente dificuldades e respondendo objeções, até certo ponto tendendo a esclarecer os ignorantes para a edificação da igreja de Deus, a convicção dos contradizentes e o grande aumento de luz no mundo; se ele tem mais conhecimento deste tipo do que centenas de verdadeiros santos de educação comum e da maioria dos teólogos, não obstante, tudo isso não é evidência certa, em qualquer medida, da graça salvadora no coração.

E verdade que a Escritura fala de conhecimento das coisas divinas como algo peculiar aos verdadeiros santos, como vemos: "E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste"(Jo 17.3); "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mt 11.27); "E em ti confiarão os que conhecem o teu nome" (SI 9.10); "E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como estéreo, para que possa ganhar a Cristo" (Fp 3.8). Temos de entender que se trata de tipo diferente de conhecimento da compreensão especulativa que o demônio tem em tão elevada medida. Também se admitirá que o conhecimento salvador espiritual de Deus e das coisas divinas promove grandemente o conhecimento especulativo, quando engaja a mente na busca de coisas desse tipo e muito ajuda na compreensão distinta entre elas, de forma que, outras coisas que sejam iguais, os que têm conhecimento espiritual são mais prováveis que outros de ter boa familiaridade doutrinária das coisas da religião. Entretanto, tal familiaridade pode não ser característica distintiva dos verdadeiros santos.

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