Cartas de Amizade Verdadeira

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Sobre a Santificação Verdadeira – Parte 6

Nunca podemos dizer que a santificação chega ao amadurecimento e perfeição total, ou que todas as virtudes citadas até aqui, especialmente as de Col 3.12-14, sejam achadas em total florescimento e força, para que possamos dizer que a pessoa é santa.
Não, longe disto.
A santificação é sempre um trabalho progressivo, e consoante a concessão da graça do evangelho, que trabalha muito mais com a nossa consagração a Deus e à Sua Palavra, do que com a nossa perfeição presente, quanto aos nossos pensamentos, motivações, sentimentos e ações.
As virtudes ou graças de algumas pessoas são como plantas em germinação, em outras, como plantas crescidas, e ainda em outras como plantas maduras com frutos.
Mas todas elas tiveram um começo.
Nós nunca devemos desprezar “o dia dos humildes começos” (Zac 4.10).
E a santificação neste mundo, no melhor dos snaos, é um trabalho imperfeito.
A história dos maiores santos que já viveram contem muitos “poréns”, “todavias” e “emboras”.
O ouro nunca será sem algumas escórias e nós nunca brilharemos sem algumas nuvens, até que alcancemos a Jerusalém celestial.
Os homens e mulheres mais santificados têm tido muitas manchas e defeitos, quando comparados com o padrão elevado e santo da Palavra de Deus.
Suas vidas estão continuamente em guerra com o pecado, e o diabo; e algumas vezes vocês os verão não submetendo o Inimigo e a carne, mas sendo submetidos.
Assim, não é pelo tanto que ainda haja de imperfeições e fraquezas em nós, que estaremos impedindo ou desacelerando o processo de santificação, mas o quanto não nos arrependemos do nosso procedimento contrário à vontade de Deus.
Enquanto tivermos o temor do Senhor e da Sua Palavra, enquanto confessarmos os nossos pecados, e nos arrependermos de nossas más obras, buscando andar do modo que Deus aprova, sempre haverá esperança para o nosso caso, quanto a fazermos progresso em santificação.
Afinal, a carne está sempre lutando contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, e “todos nós tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3.2; Gál 5.17).
Mas todo verdadeiro cristão, renascido do Espírito, perseguirá o alvo da santificação.
E corajosa e confiantemente eu digo, que a verdadeira santificação é uma grande realidade.
Ela é algo que pode ser visto nos homens e mulheres, e mesmo em crianças, e que pode ser sentido por todos ao seu redor.
Eu sei que o caminho pode ir de um ponto a outro, e ter muitas curvas e deformações, e a pessoa pode ser verdadeiramente santa, e ainda ser rodeada por muitas fraquezas.
O ouro não é menos ouro porque está misturado com algum liga metálica; nem a luz é menos luz porque é fraca e turva; nem a graça é menos graça porque é jovem e fraca.
Mas depois de todas estas considerações eu não posso dizer que uma pessoa mereça ser chamada “santificada”, que deliberadamente se permite continuar habitualmente nos seus pecados, e que não se sente envergonhada por causa deles.
Eu não ousaria chamar de “santo” quem faz um hábito deliberado negligenciar os deveres conhecidos, e que pratica aquilo que sabe que Deus tem claramente proibido em Sua Palavra.
John Owen se expressou muito bem quanto a isto: “Eu não entendo como um homem pode ser um cristão verdadeiro sem que o seu pecado não lhe seja a maior aflição, tristeza e problema.”.

Silvio Dutra

Sobre a Santificação Verdadeira – Parte 5

Uma pessoa santa, além das virtudes destacadas em Col 3.12-14 também possui: submissão, domínio próprio, auto negação, amor fraternal por seus irmãos em Cristo, pureza de coração, temor de Deus, fidelidade em todos os deveres e relacionamentos, e todas as demais virtudes que caracterizam o cristão fiel, segundo o que está revelado na Bíblia.
Apesar de estarmos revestidos de Jesus, temos necessidade ainda de lutar contra a carne como se diz em Rom 13.14.
Não devemos ser indulgentes com a carne, nem desculpá-la.
Nunca digamos: “Cristo me tem perdoado porque tenho mau gênio, e não posso livrar-me dele.”.
Nunca justifiquemos aquilo que em nós não se encontra na natureza de Cristo.
Alguém pode dizer: “Sou muito alegre por natureza e assim, um pouco de prazer mundano me é necessário.”.
Jogo perigoso é este!
Está fazendo o que a Palavra proíbe.
Está adulando a carne para satisfazer os seus desejos.
Cuidado!
Não se deve dar trégua ao pecado, nem por um dia, uma hora, um minuto, um segundo.
Nossa obediência deve ser sem interrupção.
Não devemos consentir que a carne levante a cabeça, pois não se pode saber até onde é capaz de nos arrastar.
A carne é voraz e nunca se sacia.
Não devemos lhe dar nem ainda as migalhas que caem da mesa.
Revesti-vos do Senhor Jesus e já não haverá lugar para as concupiscências da carne.
O pecado está onde Cristo não está.
Qual é o vestido de casamento que nos fará dignos de ir ao encontro de Cristo e participar do Seu triunfo? É o próprio Cristo.
Se aqui neste mundo Ele é meu adorno, e minha formosura, posso estar seguro de que Ele será minha glória durante a eternidade.
A carne é tão ardilosa que os próprios mandamentos de Deus, que nos são dados para vida (Rom 7.10), ela os utiliza para reviver o pecado (a carne gosta do que é proibido – Rom 7.9), e assim, o pecado, se prevalecendo do mandamento, pelo próprio mandamento nos engana e mata (Rom 7.11).
Diante de um inimigo tão ardiloso, que ainda opera na natureza terrena do cristão, toda vigilância e cuidado são poucos.
Por é necessário estar sempre alerta quanto à presunção espiritual, sobre a qual somos exortados em I Cor 10.12:
“Aquele, pois que pensa estar de pé tome cuidado para não cair.”.
O diabo e a nossa própria carne (natureza terrena) podem nos enganar imitando com o vício da presunção, a virtude da completa segurança da fé, que é uma das bênçãos que é obtida com o verdadeiro progresso na santificação, quando a salvação pela graça, mediante a fé, caminha rumo à perfeição, pelo amadurecimento na confiança no Senhor, e no trabalho que Sua graça tem realizado em nós.
Temos o grande direito de crer que estamos de pé, se cremos que o estamos através do poder de Deus.
Pois, quando cremos que estamos de pé, sem que haja comunhão real com o Senhor, quando damos acolhida a pequenos pecados que sejam, quando não há mais um trabalho de santificação na vida, porque não o buscamos, e vivemos segundo o mundo, então se aplica a nós o que o texto afirma: “aquele que pensa”.
Pensamos que estamos de pé, mas de fato não estamos.
Estamos sim, rumo a uma queda, que ainda que não seja final, há de nos manter afastados da comunhão com o Senhor, por apagarmos o Espírito Santo (I Tes 5.19; Tg 4.4, 8-10).
Assim, não estamos falando contra a fé poderosa que alguém alega possuir.
Quem dera todos a possuíssemos.
Mas estamos falando contra esta presunção não santa.
Há muitos que se aventuram no meio da tentação, frequentando companhias, locais, situações que são fontes de tentação, e que se gabam dizendo: “você pensa que eu sou fraco para pecar ?”. “Não, eu estarei de pé!”. “Dê-me um copo de bebida; eu nunca serei um alcoólatra.”. “Dê-me a pornografia em suas variadas formas (TV, vídeos, internet, casas de má fama etc) e eu me manterei puro em meu corpo e espírito.”. Assim são as pessoas presunçosas.
Não é preciso ir muito longe para achá-los.
A própria igreja está repleta deles.
Há em cada igreja homens que pensam estar de pé; homens que se gabam em si mesmos, por imaginarem ter força e poder, mas não vivem a vida dos filhos de Deus, eles não têm sido humilhados ou quebrados em espírito, ou se têm sido, adotam uma segurança carnal até que se transformem em gigantes que pisam a flor da humildade sob os seus pés.
Qualquer cristão está sujeito a ser presunçoso, cedendo a uma falsa segurança carnal.
É um mal contra o qual devemos sempre vigiar, daí a exortação do Espírito pela boca de Paulo em I Cor 10.12.
São fatores que, dentre outros, podem favorecer a presunção:
1 – Prosperidade mundana – “eu estou de pé, e a minha prosperidade prova isto”, é o que diz o presunçoso.
2 – Pensamentos leves sobre o pecado – perde-se o temor de pecar que se sentia quando era novo convertido. “Não é um pequeno pecado?” – diz o presunçoso, e ainda: “Nós tropeçamos um pouco, falamos e fazemos umas poucas cousas não santas, mas no tocante à maior parte da nossa vida espiritual temos sido perseverantes.”.
3 – Fracos pensamentos sobre o valor da fé. Nenhum de nós valoriza a fé o suficiente. Baixos pensamentos acerca de Cristo, significa baixos pensamentos acerca do estado eterno das nossas almas e do valor da fé que nos salva e santifica. Isto nos conduz a sermos descuidados com a segurança da nossa salvação. Tomemos cuidado com as fracas e baixas ideias sobre o evangelho, para que não sejamos apanhados repentinamente pelo mal.
A palavra do evangelho é o poder para a salvação de todo o que crê.
É uma palavra mais do que preciosa, de valor inestimável.
E é assim que nos convém estimar a Palavra de Deus.
4 – Ignorância sobre o que somos e sobre onde somos firmados.
Muitos cristãos não têm aprendido ainda o que eles são.
O primeiro ensino de Deus é revelar qual é a condição real da nossa natureza terrena, que devemos mortificar continuamente pelo Espírito (Col 3.5).
Mas não chegamos a conhecer isto perfeitamente, mesmo depois de muitos anos de termos conhecido Jesus.
A corrupção dos nossos corações não é desenvolvida em apenas uma hora. Há cristãos que pensam que têm um bom coração. Jeremias tinha um coração melhor do que o deles e mesmo assim disse: “o coração é enganoso acima de todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá ?” (Jer 17.9).
Na verdade, sem Cristo o nosso espírito está morto, completamente destituído da vida de Deus, e da comunhão com Ele.
É preciso estar consciente na constante luta entre a velha natureza e a nova, que se trava no coração de qualquer cristão, para que, em vigilância e oração constantes, possamos estar de pé diante do trono.
5 – O orgulho é a mais grave causa da presunção.
O verdadeiro cristão, ainda que não tenha a possibilidade de sofrer uma queda final, está muito propenso a cair. Qualquer cristão pode se desviar do caminho, e quando se desvia, se acometerá a si mesmo com muitas tristezas.
O cristão que pensa estar de pé definitivamente, e que não depende da graça diariamente, buscando santificar-se mais e mais, está muito mais exposto ao perigo de cair mais do que outros, porque será descuidado em meio à tentação.
Ele pensa que é muito forte, e em meio aos ataques do inimigo mantém sua espada na bainha, e nem sequer se dá-se conta da luta espiritual, e assim, não ora, não medita na Palavra para aplicá-la à vida, não tem compromisso real com Cristo, não frequenta a igreja com assiduidade, confia em sua prosperidade material e financeira, e considera a falta de tribulações como sinal da aprovação e bênção de Deus.
Vale lembrar que o Espírito Santo abandona os corações onde habita o orgulho.
Ele não se demorará em tal companhia. A graça é dada a quem se humilha e é negada a quem se exalta.

Silvio Dutra

Sobre a Santificação Verdadeira – Parte 4

Lendo o texto de Col 3.12-14 vemos que Paulo está descrevendo o traje do cristão.
As vestes que ali são descritas devem ser usadas permanentemente.
Nenhuma delas deve ser deixada de lado.
Todas devem ser vestidas.
Não apenas no domingo, mas durante todos os dias da semana.
As primeiras vestes citadas são a misericórdia e a bondade.
Somos tão misericordiosos, benignos, ternos e compassivos com os nossos semelhantes como é o próprio Cristo?
Pela santificação, obtivemos este traje, e estamos com ele vestidos?
Esforçamo-nos para alcançá-lo?
Se não, a nossa alegada santidade está nua em parte.
Longe de nós a presunção da igreja de Laodiceia que lhe custou a reprimenda de Apo 3.17.
Em seguida são citadas como parte do vestuário de Cristo, a mansidão e a humildade.
Jesus não oprime nem tiraniza a ninguém.
Ele foi sempre humilde, manso e cheio de graça, sendo o Mestre de todos, e o Senhor dos senhores.
Somos arrogantes e duros de coração por natureza. É somente pelo trabalho de quebrantamento do Espírito Santo que deixamos de sê-lo.
Há também os vestidos da longanimidade e da paciência, no trato com os semelhantes.
Há cristãos que se não fazem tudo a seu gosto, logo se encolerizam.
São egoístas, obstinados, iracundos e suscetíveis.
Não se sujeitam à disciplina do Espírito Santo, e nem à autoridade da Palavra de Deus.
A verdade que servem é a própria, engendrada por sua imaginação e sentimentos carnais.
Estas vestes da velha natureza devem ser trocadas pelas vestes de Jesus, da longanimidade (tardio em se irar) e da paciência.
Devemos ser pacientes ainda quando tenhamos sido vítimas de grandes injustiças: mais vale sofrer do que devolver mal por mal (Rom 12.17-21; I Pe 2.19-23; 4.12-14).
O apóstolo segue dizendo:
“Perdoai-vos mutuamente...”.
Não é evidente que tal ensino não é da terra, mas que nos veio do céu? T
Tratemos pois de colocá-lo em ação.
Vesti-vos do Espírito de Cristo, e sua língua não soltará palavras tão amargas.
Vesti-vos do seu amor, e seu coração não abrigará sentimentos tão ásperos.
Que suas almas se encham de sua santidade, e de boa vontade perdoarão, não sete, mas setenta vezes sete.
Agora, o cinturão que mantém em seu lugar cada peça deste vestuário espiritual é:
“Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.”.
Este cinturão é divino: o amor.
Tudo o que temos feito tem muito pouco valor se nossas animosidades não têm sido sepultadas com o velho homem.
Ainda que tenhamos muitos defeitos, que não nos falte o amor pelo Senhor e por nossos semelhantes.
E finalmente:
“a paz de Deus governe os seus corações e sejam agradecidos.”.
A gratidão deve ser achada entre os discípulos de Jesus.
Bem-aventurada a alma que está em plena possessão de si mesma, sempre tranquila e descansada.
Se desejamos ser semelhantes a Jesus devemos estar vestidos da Sua paz.

Silvio Dutra

Sobre a Santificação Verdadeira – Parte 3

Quando o Senhor diz “sede santos por que eu sou santo” o que está em foco é uma convocação direta a ser imitado.
Jesus é o nosso exemplo de vida que devemos seguir, se desejamos de fato ser santificados.
Por isso há várias convocações diretas na Palavra neste sentido em Mt 10.25; Fil 2.5; I Cor 11.1; Ef 5.1; I Ts 1.6; I Pe 2.21; I Jo 2.6; 4.17, entre outras.
A imitação de Cristo está embutida na ordenança bíblica que nos manda nos revestirmos de Cristo ou do novo homem, o que é a mesma coisa (Rom 13.14; Ef 4.24; Col 3.10).
Cabe ressaltar que na regeneração já ocorreu um revestimento do novo homem, e um despojamento do velho homem, mas tanto uma coisa quanto outra (revestimento e despojamento) devem prosseguir na santificação.
Quando encontramos na Palavra de Deus, citações ao fato de já termos sido lavados, santificados, revestidos do novo homem e despojados do velho, a referência se aplica no caso à REGENERAÇÃO (novo nascimento), e quando há uma exortação no sentido de se prosseguir com o trabalho de purificação da alma, de despojamento da carne, mortificação da natureza terrena e revestimento de Cristo ou do novo homem, a referência então se aplica ao processo da SANTIFICAÇÃO, que deve prosseguir por toda a vida, até que sejamos recebidos na glória.
A santificação consiste basicamente na ordenança de Rom 13.14: revestir-se de Cristo e nada dispor para a carne quanto às suas concupiscências.
E para revestir-se externamente de Cristo é necessário primeiro conhecê-lo interiormente.
Jesus deve ser recebido no coração por fé, antes de poder se manifestar na vida pela santidade.
Para que a luz apareça e ilumine é preciso primeiro acender a lâmpada.
É assim que a luz do cristão brilha no mundo, pelo testemunho de sua própria vida, pelas virtudes visíveis de Cristo que se manifestam na mesma.
Esta luz pode brilhar mais em uns do que em outros, conforme o nível de sua consagração, e consequentemente, da sua santificação.
Assim, o exterior e visível deve ser precedido e inspirado pelo interior e invisível, para que o mundo não possa negar que somos filhos da luz e do dia (I Tes 5.5,8).
Não basta que Cristo seja o alimento que sustém o homem interior, é também necessário que seja o vestido que cobre o homem exterior, e que deve ser visto pelo mundo, através do seu testemunho.
O cristão deve estar vestido de Cristo em todo o tempo, e deve estar de tal maneira vestido do Senhor, que se confunda com Ele.
Na conversão, quando é regenerado pelo Espírito esta exortação é cumprida num sentido parcial, pois o cristão se reveste de Cristo como um manto de justiça.
A justiça de Cristo que é imputada ao cristão na justificação, passa a ser dele, porque Cristo agora lhe pertence e ele a Cristo.
Embora injusto por natureza, o cristão passa a ser justo.
Mas a ordenança de Rom 13.14 não se refere à justificação, mas à santificação.
Entretanto o ato de se revestir de Cristo só pode ser cumprido por aqueles que já foram justificados e regenerados.
Devemos nos revestir de Cristo, continuamente, para que a santidade de Cristo seja reproduzida em nossa conduta diária.
Se é a Cristo que devemos ir para obter o perdão e a justificação, não devemos ir a outro para obter a santificação (I Cor 1.30).
Havendo começado com Jesus, devemos seguir com Ele até o fim.
O ato de se revestir de Cristo consiste em imitá-lo.
Ele é o modelo, o único modelo que deve ser seguido pelos cristãos.
Devemos andar no mundo como Cristo andava.
Uma pergunta deve acompanhar o cristão em todas as áreas de atividades e situações de sua vida:
“o que faria Jesus em meu lugar?”, e sua ação deve ser norteada pela resposta a tal pergunta.
É pela vida de Jesus que devemos modelar a nossa.
O motivo ativo e potente que nos encoraja a imitar Jesus como nosso modelo é a santificação das nossas almas.
Acheguemo-nos ao Senhor e Ele nos dará o vigor que nos falta.
Sem a graça que está em Cristo Jesus não é possível ter a verdadeira santidade.
O próprio Moisés e todos os que agradaram a Deus na dispensação da lei foram assistidos e fortificados pela graça, que também operou mediante a fé.
A fonte da verdadeira santidade está em que “o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim, da graça.”.
Todos os que agradam a Deus não são os que se deixam constranger pela força dos Seus mandamentos, como quem serve a um rude patrão, mas, são os que O servem como filhos que estimam e amam a seu Pai.
A motivação do cristão deve repousar na gratidão pela graça e redenção de Jesus, que lhe trouxe a salvação.
Não é no Sinai que deve buscar o estímulo à sua santidade, mas no Calvário.
Inflamado de amor pelo Salvador, que morreu por ele, será a sua felicidade estar pronto para viver ou para morrer, para trabalhar ou para sofrer pelo seu Senhor.
O desejo de ser louvado e o temor de ser censurado não são motivos para a santidade, são indignos de quem pertence a Cristo.
O servo do Senhor não pode se fazer servo dos homens, agindo como que para agradar a homens.
Antes, a glória do seu Mestre é sua paixão, e tudo o mais é sem importância.
Dizer “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” é o mesmo que dizer, “revesti-vos da perfeição”.
Assim, o cristão deve se revestir das virtudes que fazem parte do caráter de Jesus.
Não de parte destas virtudes, mas de todas elas.
Não é somente sua humildade ou doçura, ou amor, ou zelo o que devemos imitar, mas a sua completa santidade.
A nossa comunhão com Cristo deve ser tão íntima, que a sua personalidade possa ser reproduzida em nós.
A nossa vontade deve ser conformada à dEle.
É a vontade de Deus que sejamos cada vez mais semelhantes a Jesus (Rom 8.29).

Silvio Dutra

Sobre a Santificação Verdadeira – Parte 2

Tudo o que nos sucede na caminhada para o céu tem o propósito de nos preparar para o fim último da nossa jornada.
Nosso caminho através do deserto tem por objetivo nos provar, para que possamos conhecer quem realmente somos, e para que nossos males possam ser descobertos, e nos arrependermos, e assim, para que nos apresentemos a Deus, no fim, sem máculas, diante do Seu trono.
Nós estamos sendo educados pelos céus, para o encontro na assembleia dos perfeitos.
Ainda não se manifestou o que seremos, mas seremos como Ele, porque o veremos assim como Ele é.
Nós estamos sendo levantados: através de um duro combate, longa vigilância, e paciente espera, estamos sendo levantados em santidade.
Estas tribulações que trilham o nosso trigo e que lançam a palha para longe, estas aflições que consomem nossas escórias, e que tornam nosso ouro mais puro, têm um objetivo glorioso em vista.
Todas as coisas cooperam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus; e o resultado esperado de tudo isso será a apresentação dos escolhidos a Deus, não tendo mancha ou ruga ou qualquer coisa semelhante.
Não devemos pensar que a santificação ocorre instantaneamente, quando se ouve um pregador sincero.
Este não é o trabalho de um momento, de alguns dias, ou da habilidade humana, mas é o próprio Deus que deve trabalhar em nós.
Devemos, antes de tudo, ter a habitação do Espírito Santo.

É pela fé em Cristo que se é renascido pelo Espírito. É também pela mesma fé que somos santificados, assim como temos crido para o seu perdão e justificação.
Como a santificação é forjada nos cristãos? Jesus disse em João 17: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.”.
Observem como Deus tem juntado a verdade e a santificação.
Tem havido uma tendência recentemente para se dividir a verdade da doutrina; a verdade do preceito.
Nenhuma vida santa será produzida em nós por crer na falsidade.
A santificação em seu caráter visível vem da edificação em fé no interior do coração, ou de outra forma é uma mera casca.
Boas obras são o fruto da verdadeira fé, e a verdadeira fé é uma sincera crença na verdade.
Cada verdade conduz à santificação, cada erro de doutrina, direta ou indiretamente conduz ao pecado.
E não estamos falando de mero conhecimento intelectual, mas de conhecimento espiritual, por experiência pessoa, na implantação das virtudes de Cristo em nossa nova natureza, recebida pela fé nEle (longanimidade, amor, benignidade, paciência, domínio próprio, alegria etc).
Por isso, somente o ensino que é segundo a Palavra de Deus revelada, nos santificará.
A matemática é uma verdade, mas ninguém é santificado por ela.
O erro pode soprar sobre você, ele pode mesmo levar você a pensar que você está santificado, mas há uma grande e séria diferença entre ostentar santificação e estar santificado de fato, uma grave diferença entre se sentir mais purificado que outros, e estar sendo realmente aceito por Deus.
A verdade nunca é a sua opinião, nem minha; sua mensagem, nem minha.
Jesus disse, “a tua Palavra é a verdade”.
O que santifica os homens não é apenas a verdade, mas a verdade que está revelada na Palavra de Deus.
É uma bênção que toda a verdade que é necessária para nos santificar esteja revelada na Palavra de Deus, tanto que nós não temos que gastar nossas energias tentando descobrir a verdade, mas podemos, para nosso maior proveito, usar a verdade revelada nas Escrituras.
Não haverá mais revelações da verdade, não são mais necessárias.
O cânon está fixado e completo, e por isso se diz que nada deve ser retirado ou acrescentado à Palavra, sob a pena de lhe serem acrescentadas as pragas descritas em Apo 22.18,19.
O Senhor nunca reescreveu ou reeditou Sua Palavra e certamente nunca o fará, porque ela, verdade que é, permanece para sempre.
Nosso ensino pode estar cheio de erros, mas o Espírito não erra.
A fé foi entregue de uma vez por todas aos santos.
A Escritura sozinha é a verdade absoluta e eterna.
É por isso que nos é ordenado que a Palavra de Deus habite ricamente em nosso coração, e para tanto, será necessário que a leiamos e que meditemos nela dia e noite.
É pela leitura e meditação das Escrituras que se chega ao conhecimento do caráter de Deus, e a termos temor e tremor em nossa caminhada diante dEle e da Sua justiça.
Quando a verdade for totalmente usada, ela destruirá o pecado diariamente, nutrirá a graça, inspirará nobres desejos, e produzirá ações santas.
Agora, ninguém espere ter uma verdadeira santificação sem isto.

Silvio Dutra

Sobre a Santificação Verdadeira – Parte 1

O pecador é transformado em santo quando nasce de novo pelo Espírito.
Na sua conversão ele é santificado ao ser transformado em uma nova criatura.
Ele recebe um novo coração, uma nova natureza, a natureza divina, e assim tem acesso à santidade que o faz aceitável a Deus.
Esta é a razão pela qual o apóstolo Paulo se refere aos cristãos em todas as suas epístolas, chamando-os de santos, apesar de muitos deles serem ainda carnais, como, por exemplo, eram muitos dos cristãos coríntios (I Cor 1.2; 6.11; 14.33; II Cor 1.1; 13.12; Ef 1.1; 2.19; Fp 1.1; Col 1.2; Jd 3) que eram santos, separados para Deus, apesar de não serem ainda cristãos espirituais.
Entretanto, aquele que foi santificado pelo Espírito, é chamado a prosseguir em santidade, através do processo de santificação, que não deve cessar ao longo de toda a sua vida (Jo 17.17,19; Ef 4.12;I Tes 5.23; Apo 22.11).
Este processo consiste basicamente no despojamento das obras da carne (natureza terrena) e do revestimento das virtudes de Cristo.
O texto de Hebreus 12.14 diz, “segui a paz com todos e a santificação” – ambas as coisas, tanto a paz quanto a santificação devem ser seguidas de forma prática.
Se a santificação tivesse sido obtida em sua forma plena e final na regeneração (novo nascimento), não haveria necessidade de se mandar segui-la, ordenança que não se aplica à justificação, por ter sido obtida de uma vez para sempre na conversão.
Santificação é conformidade à vontade de Deus, e obediência aos mandamentos do Senhor. Isto é o trabalho do Espírito na alma, pelo qual o homem é feito semelhante a Deus, e torna-se participante da natureza divina, sendo livrado da corrupção que há no mundo através da cobiça.
Não é dito em Heb 12.14 “perfeição de santificação”, mas, “santificação”.
A santificação é uma coisa que cresce.
Ela pode ser na alma como o grão de mostarda, e ainda não estar desenvolvida; ela pode ser uma vontade e um desejo no coração, um suspiro, uma aspiração.
Com as águas do Espírito de Deus, ela crescerá como o grão de mostarda até se tornar uma árvore.
A santificação, no coração regenerado, é como criança, não está madura – está perfeita em todas as suas partes, mas não perfeita no seu desenvolvimento.
Uma criança é um ser perfeito, mas não quanto ao desenvolvimento que ainda terá até ser uma pessoa madura.
Por conseguinte, quando nós achamos muitas imperfeições e muitas falhas em nós mesmos, não devemos concluir que isto significa que não temos interesse na graça de Deus.
A santificação requer que o coração esteja em Deus, e que pulse de amor por Ele.
“Sem santificação ninguém verá o Senhor”.
Isto quer dizer, nenhum homem pode ter comunhão com Deus nesta vida, e na vida por vir, sem santidade.
“Podem dois caminharem juntos se não houver entre eles acordo?”.
Santificação é uma palavra que significa mais do que purificação, porque ela inclui mais do que a ideia de sermos limpos, ela inclui também a necessidade de estarmos adornados com todas as virtudes de Cristo.
“Por causa deles eu me santifico a mim mesmo”. Estas são palavras que foram proferidas por Jesus em Jo 17.
No caso do Senhor não pode significar purificação do pecado, porque ele não tinha pecado.
A santificação do Senhor era sua consagração ao completo propósito divino, sua absorção na vontade do Pai.
Assim, nossa própria santificação também significa a nossa consagração à vontade de Deus, além da nossa purificação, já que somos pecadores.
“Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).
Ninguém pode santificar uma alma mas somente o Todo Poderoso Deus, o grande Pai dos espíritos.
Somente aquele que nos fez pode fazer-nos santos.
A regeneração é onde a santificação começa, é totalmente o trabalho do Espírito de Deus.
Cada pensamento sobre santidade, e cada desejo posterior por pureza, vêm somente do Senhor, porque nós, por natureza, somos inclinados ao pecado.
Assim que a última vitória sobre o pecado em nós, e sermos feitos perfeitamente como o nosso Senhor, deve ser inteiramente o trabalho do Senhor Deus, que faz novas todas as coisas, desde que não temos nenhum poder para realizar tão grande trabalho em nós mesmos.
Isto é uma criação (Tg 1.18). Nós podemos criar esta nova vida?
Isto é uma ressurreição. Nós podemos levantar da morte, pelo nosso próprio poder?
Nossa natureza degenerada (terrena) pode estar rumando em direção à putrefação, mas não pode jamais retornar à pureza ou à perfeição por si mesma; por isto está sentenciada à morte, pela nossa identificação com a crucificação de Jesus, e temos recebido uma nova natureza de Deus pela fé, que está realizando em nosso espírito um trabalho de santificação, e isto é de Deus, e de Deus somente.
Uma santificação real é inteiramente do início ao fim o trabalho do Espírito do Deus bendito.
Veja então que grande coisa é a santificação, e como é necessário para isto que o nosso Senhor orasse ao seu Pai: “Santifica-os na verdade”.
Todavia, somente a verdade não santifica o homem.
Ele pode permanecer num credo ortodoxo, mas se isto não tocar o nosso coração e influenciar o nosso caráter, qual é o valor da nossa ortodoxia?
Não é a doutrina que, de si mesma, nos santifica, mas o Pai santifica usando a doutrina como meio.
A verdade é o elemento em que nós devemos viver para sermos santos.
A falsidade (mentira) conduz ao pecado; a verdade conduz à santidade; mas há o espírito mentiroso, e há também o Espírito da verdade, e por estes o erro e a verdade são usados como meios para se atingir o fim, respectivamente.
A verdade deve ser aplicada com poder espiritual à mente, à consciência, ao coração, senão o homem pode receber a verdade, e ainda permanecer na injustiça.
Eu creio que isto é a coroação do trabalho de Deus no homem, que seu povo seja perfeitamente livre do mal.
Ele os escolheu para que sejam seu povo particular, zeloso de boas obras; Ele os redimiu para que fossem livres de toda a iniquidade, e purificados; ele os chamou efetivamente para uma elevada e santa vocação, a saber para a verdadeira santidade.
Todo o trabalho do Espírito de Deus na nova natureza tem em mira a purificação, a consagração, o aperfeiçoamento de todos aqueles que Deus, em amor, tomou para Si.

Silvio Dutra

A realidade de uma verdadeira dignidade!

Analisando o tempo que ja se foi, vemos o futuro onde a incerteza e insegurança são inevitáveis! Pois os arrependimentos são contínuos, mas nunca escassos, é onde vem a pergunta - Qual a necessidade de errar e aprender tanto? - Talvez essa conclusão não deve ser desvendada jamais, ou previlegiadas a poucos, talvez é isso que ainda nos mantem as expectativas para evoluir, melhorar. Vivemos em um mundo incompreensível em alguns aspectos, onde buscamos tanto a resposta, mas por alguma razão não somos aptos a recebê-la. As pessoas não deviam usar isso a seu favor próprio, tentando buscar domínio por todos, procurando acabar com a liberdade, a ambição do poder, é a pior Guerra que ja existiu há séculos na historia! Aos que conquistaram esse poder, eu pergunto - O que adianta obter tanta fartura, se a imagem verdadeira julgada por todos não é aquela imagem digna e aperfeiçoada? - Todos os conflitos deviam ser criados pela sabedoria de uma luta pela conquista de uma imagem que realmente destaque, que tenha valor sentimental, acho que posso definir isso como ser um amigo verdadeiro. A maior riqueza que podemos oferecer se encontra dentro de nós, o coração purificado onde é reconhecido verdadeiramente. É uma sensação maravilhosa, sentir-se amado por uma pessoa, e conseguir retribuir isto. Em questão do tempo, vivemos em um curto período, a gente so realmente entra na história, quando conseguimos ser fiel, assim seremos lembrados e elogiados.

Lucas da Silva Moreira

SOBRINHA RENATA QUEIROZ

Um dia uma pessoa me perguntou
se você era minha amiga verdadeira
e eu respondi sinceramente, é meu laço familiar, e esse laço que nos prende á uma amizade infinita!
Você é minha amiga verdadeira, mesmo que se um dia você decidir não ser mais minha amiga,
mesmo assim eu não substituirei nossa amizade por outra, porque o laço família impedirá que a minha amizade se rompa com você, e não trocarei sua amizade por nenhuma outra!
Você sempre será a única no meu coração!
Quando mais preciso, você está do meu lado, mesmo, mesmo que você não entenda o valor dessa amizade, eu não me opinaria, porque amizade como a nossa não se explica, por que é produto de um milagre divino. Nas horas felizes e tristes! Que Deus te abençoe grande mente!
A sua alma é sincera, e sua amizade é pura
O seu coração também é puro, sensível, és meiga e carinhosa.
Num tenho nem palavras pra te dizer!
Adoro-te amiga!

Gilmar Fontes

História ...
Cada um tem a sua..
Verdadeira...falsa..suave..intensa..
Contada em verso e prosa...
Por vezes emociona..
Por vezes amedronta...
Por vezes consola..
Deixa-me falar daquela que alegra o coração ..
Daquela que ensina a virtude da Vida..
No sorriso da mulher amada...
Que ama por amar...sentindo-se feliz..
Justamente por também sentir amada..
Em um carinho..em um gesto..uma emoção ...
Traz o sorriso..ah e este sorriso...
Muda o mundo!!!

FELICIO

A Verdadeira Obediência

Por Thomas Watson

I. A obediência verdadeira deve seguir a regra correta. Obediência deve ter como regra a Palavra, pois este é o fundamento: "À lei e ao testemunho!" (Is 8.20). Se nossa obediência não estiver de acordo com a Palavra, será uma oferta de fogo estranho, nós adoraremos e Deus nos dirá: "Quem requereu isto das tuas mãos?" O apóstolo condena a adoração prestada humildemente a anjos (Cl 2.18) e os judeus se diziam relutantes em ir a Deus diretamente, pois seria mais humilde se prostrar diante dos anjos, desejando que fossem mediadores para com Deus. Nesses dois exemplos, temos uma demonstração de humildade na adoração a anjos, entretanto era algo abominável porque não havia a Palavra de Deus validando tal ato. Não era uma obediência, mas uma idolatria. A obediência de filhos é aquela que condiz com a vontade revelada do Pai.

II. A obediência verdadeira deve ser iniciada pelo princípio correto, que é o princípio nobre da fé: "Para a obediência por fé" (Rm 16.26). "Todas as obras aceitáveis procedem da fé", disse Agostinho. Uma macieira brava pode dar frutas agradáveis aos olhos, mas são amargas porque provêm de uma raiz que não é boa. Uma pessoa de boa conduta pode obedecer externamente a Deus, o que aos olhos dos outros pode parecer glorioso, mas sua obediência é amarga, porque não provém da raiz doce e agradável da fé. O filho de Deus lhe obedece pela fé e, com isso aprimorando seu serviço, torna-se agradável, além de muito mais aprazível. "Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício do que Caim" (Hb 11.4).

III. A obediência verdadeira deve ser para finalidade correta. A finalidade determina o valor da obra. A finalidade da obediência é a glorificação de Deus. O que tem estragado muitos dos serviços gloriosos é o fato de que a finalidade estava equivocada. "Quando, pois, deres esmola, não toques trombetas diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens" (Mt 6.2). As boas obras deveriam brilhar, não queimar. "E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará" (ICo 13.3). Devo dizer o mesmo quanto a um objetivo sincero. Se nem sempre eu obedeço e não tenho um objetivo sincero, de nada me aproveitará. A obediência verdadeira contempla Deus em todas as coisas: "Será Cristo engrandecido" (Fp 1.20). Embora um filho de Deus erre o alvo, mesmo assim está olhando para o alvo certo.

IV. A obediência verdadeira deve ser uniforme. Um filho de Deus tem consciência de um mandamento, assim como de outro. Todas as coisas feitas para Deus devem ser feitas com o mesmo zelo. Todos os mandamentos de Deus têm o mesmo selo da autoridade divina sobre eles. Se eu obedeço a um preceito porque meu Pai celestial me mandou, pela mesma razão devo obedecer todos os outros. Assim como o sangue corre por todas as veias do corpo e o sol no firmamento percorre todos os signos do zodíaco, a obediência verdadeira de um filho de Deus segue tanto a primeira tábua quanto a segunda da Lei. "Então, não terei do que me envergonhar, quando considerarem todos os Seus mandamentos" (SI 119.6). Obedecer a Deus em algumas coisas na vida cristã e não em outras revela um coração doente, como o de Esaú que obedeceu a seu pai ao lhe buscar carne de caça, mas não agiu da mesma maneira em questões superiores, como na escolha de sua esposa. Obediência de filho aponta para cada um dos mandamentos de Deus, assim como a agulha aponta na direção da magnetita. Se Deus nos chama para fazer coisas que para nós são como a cruz, se somos filhos, mesmo assim obedeceremos nosso Pai.

Essa exigência de plena obediência nos leva a uma pergunta: Quem pode obedecer a Deus em todas as coisas?

Podemos responder que: conquanto um herdeiro adotivo do céu não possa obedecer todos os preceitos perfeitamente, ele o faz zelosamente. Ele atesta cada mandamento: "Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa" (Rm 7.16). Ele se alegra em cada um dos mandamentos: "Quanto amo a tua lei!" (SI 119.97). Seu desejo é obedecer cada mandamento. "Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos" (SI 119.5). Quando ele falha, olha para o sangue de Cristo para que corrija seus defeitos. Essa é uma obediência zelosa que, ainda que não seja para satisfação, é para aceitação.

V. A obediência verdadeira deve ser constante: "Bem-aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo tempo" (SI 106.3). A obediência de filho não é como uma figura para se colorir, que logo esta acabada, mas é como a corrente sanguínea que sempre continua, é come fogo no altar, sempre queimando (Lv 6.13).

Thomas Watson

Mulher, não sei o que é mais forte, se o nome ou o dia-dia de cada uma que é uma verdadeira guerreira. Não é só o nomeado 'sexo forte', porque eu como homem, sinto aquela inveja sem maldade, aquela que não destrói o que elas conquistam. Mulher, que é pai e mãe, que trabalha fora e dentro de casa, acorda antes que todos de casa, e é a última a se deitar pra dormir, e não reclama de cansaço como quem quer desistir, só porque está e tem todos os motivos de estar cansada, mas tem prazer de se levantar de novo, dia após dia e fazer o café da manhã para a sua família. Mulher, que adoece e ainda sim continua com seus afazeres. Faça chuva ou faça sol. Dá carinho, dá beijos, dá abraços, sorri, e sorri fácil, e que sorriso. Mulher tem o sorriso mais sincero e lindo, eu admito e admiro. Por onde chega passa conquista, sabe ganhar amigos.

Mulheres não escolhem os vestidos, eles a escolhem, mas elas nem sabem disso.
O perfume, ah, elas nascem com ele. E que perfume.
Cheira a rosa com espinhos, com sabor de pecado e com a sedução doce do amor.
Quando chora, chora por dentro e por fora.
Eu gostaria de falar mais, de escrever mais, mas quem entende as mulheres? Apesar que elas não são pra entender, são pra ser amadas. Mulher tem que receber rosas sem data, sem hora, elas merecem todos os mimos, todos o carinhos, todos os amores. Porque mulher é esposa, é mãe, é pai, é amante, mulher não é sexo frágil, mulher é mulher, e poucos sabem diferenciar uma de outra. Mulher nasceu pra ser amada, acarinhada. Mulher nasceu pra ser, pra brilhar, pra estar. De salto alto ou de sandálias, mulher pode tudo e conquista tudo. Mulher tem o poder, tem a posse, tem a magia, tem o que quer. Essas mulheres sabe como ter, e como esquecer, tem como um charme saber sobressair por cima de onde as colocaram por baixo.

Essas mulheres talvez não saibam, mas quando são amadas se tornam mais belas, os olhos brilham mais, sorrindo parecem estar em plenitude, e até estão, mas não parecem notar, porque o prazer delas é fazer todos felizes, e o nosso prazer é vê-las a sorrir. Mulheres amadas são mulheres realizadas, mulheres realizadas são mulheres felizes, e ainda existe poucos que sabem como realizá-las.

Apenas amais essas mulheres, que parte nossa tens, que nós temos delas tudo que de nós elas foram criadas. Com o pecado da maçã, ou sem juízo da serpente, mulher é mulher, e nós homens não sabemos viver sem.

Stéfano Avelino

Quando se tem fé verdadeira, o que chamamos de decepção no dicionário da fé é uma indicação do caminho de Deus para se chegar a vitória. Renunciar, acreditar verdadeiramente na misericórdia Divina, não é um processo fácil; se assim fosse o coração do ser humano não teria sido comparado a um solo fértil e cultivado, e a palavra de Deus, a um arado que prepara o solo para fecundar abundantemente. Deixemos que Deus seja a referência e a luz da nossa vida.
Profª Lourdes Duarte

Prof Lourdes Duarte

Abri o teu livro
(Deus sabe muito bem
como é verdadeira
a minha afirmação)
e encontrei-me
nas tuas mãos
par de flores
dum só jardim
aberto
em percepção
certo
tremo...
porque não posso
não quero
fechá-lo
(a ele , o livro)
leio-o devagarinho
temo por tão belo
papel branquinho
por tão sentidas
e dedicadas palavras
é meu ?
o certo é que com o teu livro
tão perto... apertadinho !
o meu coração prisioneiro
é feliz na liberdade
das mãos ...

e nunca antes
a palavra Para
veio desta maneira
em dedicatória
de toda a vida ,
a vida inteira !


[Távola De Estrelas] De Ti Para Mim - O Livro que Tu me Deste - 23 de setembro de 2011, 01:09:59 Eu Canto o Poema Mudo

Luiz Sommerville Junior

“A verdadeira poesia vem de dentro de você;
O verdadeiro verso é você.
Por isso me torturo tanto, penso tanto, hmm imagino tanto.
Sei lá, você se tornou uma parte de mim, uma parte existente.
Seria bom se eu não te conhecesse… Mas quem eu estou querendo enganar? Acabei me apegando, ou melhor, me apaixonando.”

Maiara Pietra Tomaz

A Verdadeira Raiz do Mal

O poder de influência de uma pessoa sobre outra, para moldar o seu comportamento, está bem expresso no dito popular: “diga-me com que tu andas e eu te direi quem és”.
É com base neste princípio que o Arqui-Inimigo de nossas almas se utiliza de instrumentos para tentar e estimular a muitos a avançarem na prática do mal.
Isto é notório no uso do meio cultural-artístico, especialmente através da música moderna e das produções de Hollywood.
Ledo engano portanto, pensar que lutar para tentar impedir o estabelecimento de um governo mundial para que não se perca as liberdades individuais, seria a solução dos problemas do mundo, ou mesmo pensar, como não poucos pensam, e se empenham para a sua consumação para o mesmo fim, não é definitivamente a resposta para o problema do mal.
Porque este está ligado ao coração humano e dali pode ser removido somente pelo poder de Jesus Cristo, quando nos entregamos voluntariamente a Ele.
Um Sabetai-Zwi, Alester Crowley, Albert Pike, Charles Darwin, entre muitos outros são apenas meros instrumentos através dos quais Satanás dá à humanidade, em maior dimensão, aquilo que ela procura, a saber, liberdade para expressar todo o seu potencial pecaminoso contrário à vontade de Deus.
De modo que nosso Senhor Jesus Cristo afirmou que todo homem é escravo do pecado e se encontra portanto, debaixo da escravidão de Satanás, e disso pode ser libertado somente pelo Seu poder divino.
Eis então, apresentada em poucas linhas, a real causa do mal que afeta o mundo. Não vem de fora, vem do nosso próprio interior que se manifesta e se expressa exteriormente com maior intensidade quando tentado e estimulado para a prática do pecado.
Se não fosse a restrição que o Espírito Santo vem fazendo ao longo dos séculos, para que este mal não se alastrasse, de há muito a própria humanidade teria colocado um fim em si mesma.
Lembremos que a iniquidade que conduziu à prática de uma barbárie e violência tão extrema nos dias de Noé, conduziu ao extermínio de todos com exceção de Noé e de sua família, para que através deles se desse início ao repovoamento da Terra.
As coisas parecem estar marchando na mesma direção nos nossos dias, uma vez que nosso Senhor nos ensinou que os últimos dias seriam como os dias de Noé, pois é notável que a violência tem se espalhado de forma desenfreada, uma vez que o Espírito Santo já não está restringindo como dantes, o pecado naqueles que buscam o mal, e o resultado será o de que Cristo arrebatará aqueles que amam a justiça e a verdade, para que sejam traduzidos os juízos de Deus descritos nas páginas do Apocalipse sobre aqueles que deram crédito à mentira.

“2Ts 2:3 Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição,
2Ts 2:4 o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus.
2Ts 2:5 Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas?
2Ts 2:6 E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria.
2Ts 2:7 Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém;
2Ts 2:8 então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.
2Ts 2:9 Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira,
2Ts 2:10 e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.
2Ts 2:11 É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira,
2Ts 2:12 a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.”

Silvio Dutra

A Verdadeira Justiça Social

Ao estudioso que se aplica à tentativa de compreender o que seja a verdadeira justiça social aplicada no mundo, focalizando toda a sua atenção em um ponto específico, como por exemplo, o da distribuição da renda; ou o da regulamentação do trabalho; ou ainda a aquisição de bens de consumo, formas de acesso à educação, à informação, aos serviços de saúde, etc, sem que se faça uma análise da condição humana desde a fundação do mundo até os nossos dias, quanto a todos os itens referidos, com uma paciente e cuidadosa avaliação de todos os aspectos envolvidos em tudo o que possa ser considerado um avanço ou ganho para a humanidade, é bem possível que se chegue à conclusão e defesa de determinadas ideologias pela ilusão de que há nelas a própria substância da verdadeira justiça social.
Todavia, uma análise abrangente da história do que chamamos de desenvolvimento social da humanidade, sem preconceitos e balizada por princípios justos e verdadeiros, conforme os que encontramos revelados na Bíblia, há de nos conduzir seguramente à conclusão de que este mundo é tenebroso, e que toda a humanidade se encontra desde que o primeiro homem pecou, debaixo da maldição proferida por Deus, quanto às condições extremamente injustas que o homem padeceria e praticaria como consequência do seu pecado.
Todos sofrem deste mal, e toda a criação geme a um só tempo conforme dizer do apóstolo Paulo em Romanos 8.
O chamado progresso experimentado pelos EUA depois da Guerra Civil de Secessão, na segunda metade do século XIX, com a expansão da indústria petrolífera com Rockefeller, do aço e da construção civil com Carnegie, da eletricidade com J P Morgan, e das ferrovias com Vanderbilt, foi à custa de jornadas de trabalho dos operários, em condições insalubres, de até doze horas diárias por seis dias por semana, e com salários irrisórios, para a acumulação de capital e lucros exorbitantes pelos referidos monopolistas; os quais, para resguardarem seus interesses, por décadas, corrompiam ou usurpavam o poder governante.
Mesmo com a posterior quebra dos monopólios, Rockefeller, por exemplo, se tornou mais milionário ainda com a posse da maior parte das ações das novas empresas criadas.
A nova classe média, que passou a ter acesso, no início do século XX, a produtos que dantes era considerados inacessíveis, como o automóvel, por exemplo, fabricados a preços populares por Ford, caiu, desde então, no padrão consumista que alimenta a economia mundial mesmo nos blocos comunistas, aí incluídos a própria Rússia e China, que fez do dinheiro (o deus Mamom) o grande objeto de desejo inclusive das massas.
E este novo modo de vida ditado pela mídia e estimulado pelos próprios fabricantes e detentores de bens e serviços, tem conduzido por sua vez ao padrão extremamente liberal de uma sociedade que despreza os valores de uma sadia moralidade bíblica, e que apoia o individualismo dominado pela ganância, contra um viver coletivo em prol da família e da sociedade – quando falamos coletivo não estamos aludindo a comunismo ou socialismo, porque independente do regime político sob o qual se viva, seja democrático ou não, este sentimento individualista permeia o coração do homem pós-moderno, mesmo nas chamadas atividades coletivas, onde cada um procura sobrepujar o seu companheiro.
Assim, este sentimento devorador por obtenção de posição de poder financeiro, passou da elite para a população em geral nas sociedades moderna e pós-moderna.
Se antes, o homem era escravo do patrão, agora ele é escravo do dinheiro.
E a Bíblia alerta, quer a ricos, quer a pobres, que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e que aqueles que desejam ser ricos se acumulam de muitas dores, e perdem a fé em Deus.
Nunca haverá portanto, neste mundo, dominado pelo pecado e amaldiçoado em razão do pecado, uma verdadeira justiça social construída pelo próprio homem.
Entretanto, esta busca de uma justiça verdadeira não é uma utopia, ela será uma realidade plena quando da manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, em sua segunda vinda, em poder e grande glória, para estabelecer o seu governo juntamente com os santos sobre a Terra.
Ademais, de que vale a justiça que se baseia apenas em um ou mais dos aspectos citados no início deste artigo, se o homem permanecer sendo escravo do pecado?
Assim, a maior justiça de todas, que podemos obter neste mundo, independentemente da injustiça que grassa sobre o mundo desde que o primeiro homem pecou, é aquela que recebemos pela fé em Jesus Cristo, que nos torna justificados perante a exigência da santidade e justiça de Deus.
E esta justiça há de compensar todas as formas de injustiça que possamos sofrer neste mundo.

Silvio Dutra

"A Sabedoria da Não-Violência

A vida verdadeira é como a água:
Em silêncio se adapta ao nível inferior
Que os homens desprezam.
Não se opõe a nada,
Serve a tudo.
Não exige nada,
Porque sua origem é da fonte imortal.
O homem realizado não tem desejos de dentro,
Nem tem exigências de fora.
Ele é prestativo em se dar
E sincero em falar,
Suave no conduzir,
Poderoso no agir.
Age com serenidade.
Por isto é incontaminável."

Lao-Tsé

A verdadeira felicidade está baseada na doação.
Fazer, agradecer, agir... sempre pensando em se tornar um ser melhor.
Não viva somente para ser enxergado, viva para ser feliz.
Não aja para receber, caia mas não fique no chão, vá a luta e conquiste o mundo... o seu mundo e acima de tudo: Se aceite e seja feliz... Muito feliz!

Giselly Viana

"Qual é a definição de pai?
Na realidade não há uma verdadeira definição.,pois pai é amor,pai é carinho e afeto!
Todo pai é necessário na vida de um filho., e todo filho é necessário na vida de um pai!
A felicidade só está a um passo de nós, agora sei a verdadeira felicidade..
Pai é tudo, e sim com um pai que aprendemos o verdadeiro sentido de ser feliz!

Giovanna bells

A verdadeira revolução não é revolução violenta, mas a que se realiza pelo cultivo da integração e da inteligência de entes humanos, os quais, pela influência de suas vidas, promoverão gradualmente radicais transformações na sociedade.
O autoconhecimento é o começo da sabedoria, em cuja
tranquilidade e silêncio encontra o Imensurável.

Lucas Fernandes