Carta para AvÓ

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TRECHO DE: AS MARGARIDAS DO QUINTAL DO MEU AVÔ

Você nunca entendeu o porquê eu tacava a bola com força em você, então. Não era pra te castigar, mas para te mostrar que você é tão frágil quando uma margarida. E que dependendo da força que você tacava a bola, deixava marcas, eternas. Mesmo que a eternidade da margarida durasse um dia.

Mayara Freire

Sinto saudade ...

SINTO SAUDADE DO ME AVÔ
A PESSOA MAIS LINDA QUE CONHECI
UMA PESSOA QUE ME AMAVA MAIS DO QUE A SI MESMO
QUE FAZIA DOS SEUS SONHOS OS MEUS
QUE ACREDITAVA EM MINHA MALUQUICES
QUE SORRIA DO MEU JEITO MOLECA DE SER
QUE ME ACONSELHAVA A CADA DIA ME ENSINANDO A VIVER
QUE QUANDO ME VIA TRISTE ME DIZIA SORRIA
QUE ME ENSINOU QUE TUDO É POSSIVEL BASTA ACREDITAR
QUE ME ESNINOU A VER O LADO BOM DE TUDO MESMO QUE RUIM
QUE ME MOSTROU O CAMINHO E ME TORNOU ESTA MULHER QUE SOU
QUE PASSAVA HORAS CONVERSANDO COMIGO NO BANQUINHO DA PRAÇA
QUE ME DIZIA QUE OS PROBLEMAS POR MAIORES QUE PAREÇAM UM DIA ACABA
QUE ME ENSINOU A SER FORTE NOS MOMENTOS DIFICEIS
QUE ME ENSINOU A AMAR O RPOXIMO COMO A MIM MESMA
NOSSA QUE FALTA ELE ME FAZ
SABE ANJO AS VEZES ME SINTIA A DERIVA MAS NO MEU MAR ELE TAVA ALI SEMPRE
PRONTO PRA ME GUIAR ,E HOJE SEM ELE POR PERTO AS VEZES ME PERCO
AS VEZES ME ENFRAQUEÇO E FICO A DERIVA ,E SINTO A FALTA QUE ELE ME FAZ
NOSSA E COMO FAZ...

Bruna Trenelly

Não confie na frase da sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece. Não existe justiça no amor.
O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo. É o mais completo desequilíbrio. Ama-se quem a gente odiava, quem a gente provocava, de quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação. O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento.
O melhor pra você é o pior. Amor é ironia.

Fabrício Carpinejar

Vovó Atenciosa
Quem já teve ou tem uma avó assim, com essa característica atenciosa, acompanhante, zelosa, vigilante, isso resume-se em amor ! Ou quem lembra dela?????????????????
Vó, Joana, mulher do século passado, muito altiva, determinada, sua palavra era ouvida e respeitada, que o diriam os genros. Eu a conheci já viúva com oito filhos, sóbria, com uma casa relativamente grande, cozinha com mesa e cadeira para toda a família. Imaginem o tamanho da mesa rsrsrs, cadeira só na sala, porque na cozinha eram bancos para abrigar a todos rsrs... Ah, que saudades...
Animada nas festas em família que era na sua casa, dançava o tempo todo, pois a alegria era muita. Também pudera a matriarca em continência a receber os seus...
Ela recebia não só os seus, como amigos também. Ah, e como era boa amiga, fazia suas visitas e eu a acompanhava, eta época boa...
Eram muitos folguedos entre os primos...
E as viagens a São Paulo na tia Alice, no Guarujá, em São Vicente...não havia dificuldades... Espero ser uma avó assim.Vamos aguardar!

Ivete Maurília

HOMENAGEM AO MEU AVÔ:
(com alterações do original)

Esta singela homenagem ao meu querido avô Nataleão Pedro da Costa,é uma maneira de tentar aliviar a dor da ausência que ele deixou em meu coração!

Bom:
O dia doze de maio de 2009 poderia ter sido um dia comum, mas não foi!
Posso dizer aqui diante todos vocês e com toda franqueza, que um pedaço de mim morreu. Morreu com a partida do meu avô. O homem que eu amava e que com toda certeza me amava também, incondicionalmente. Nada na vida acontece por acaso, podem ter certeza. Pois é vovô eu te amo muito. Homem forte, valente, como poucos, que não existem mais. Generoso com todos. Foi com ele que aprendi a confiar mais nas pessoas e continuar confiando mesmo quando me decepcionasse, a batalhar pelos meus objetivos e mesmo estando diante dos obstáculos da vida, lutar e não desistir nunca. Creio que este era seu lema, pois lutou até o fim e no momento em que Deus lhe chamou, apenas abriu os olhos, olhou ao seu redor e partiu! Meu super-herói se chama Nataleão Pedro da Costa.
Um sábio escritor relata o seguinte, no momento em que perde um ente querido:
“Na eternidade seremos lembrados, não como pontos insignificantes deste mundo real, mas como folhas sadias que, em certo momento, floresceram nos ramos da Árvore da Vida. Estas folhas caem da árvore, mas não caem no esquecimento, porque o Senhor sempre lembrará delas.”
Não pude me despedir de ti no momento da sua partida para junto ao Pai, está é minha maior dor, mais tenho certeza que estás em um mundo muito melhor que este, próximo a Jesus, e também já não sofre mais. Agora entre nós resta as lembranças, mais sei que sempre estará perto de mim, me guiando pelo caminho certo.
Nataleão Pedro da Costa, exemplo de homem forte, guerreiro, otimista, leal, sincero, amigo, PAI, AVÔ e MARIDO. Tenho orgulho de ter seu sangue em minhas veias e agradeço muito a Deus por ser sua neta. E tenho certeza que:
Um dia amigo a gente vai se encontrar!!!

Bruna Costa (readaptado por Flavia Priscila)

Acordei aos berros quando parei pra analisar era a minha mãe dizendo que a minha avó estava no telefone, ah por mais que ela tenha me mandado embora da casa dela por nao me aguentar acho que é normal sentir saudades, eu peguei o telefone levemente e coloquei no ouvido e ouvi aquele suspiro.. 'ah ah ah' com um tom sutil eu disse, ''-Alo, e eu ouvi aquela voz de quem está agradeçida por ouvir a minha voz, ''-OI COMO VOCÊ ESTÁ? ai começamos um dialogo , nao muito profundo nem cheio de espaços, com terminações normais, e tudo tranquilo ! em uma parte ela meio sem graça me disse, ''-ESTOU COM SAUDADES'' eu sem querer responder, mais já que estava ali repiti '-'EU TB EU TB'' ah, polpe-me né? tá eu sei que eu errei , mais nao é motivos para depois de tanto tempo ela me ligar e falar que sente minha falta.. Moral :
"Um dia as pessoas caem em si e veêm que sente nossa falta, e nesse dia correm atras da gente e agente se aprofunda nas lembranças, mais o orgulho fala mais alto então nem ligamos. " .. bom vou indo pra escola até mais ! ;*

Brunnagodoy

para a minha avó
minha avó é uma obra de Deus
que com a sua cançao e de todo seu coraçao louva ao Senhor
ela ama sua familia e é um exemplo de mae
nos momentos de tristeza é nos traz paz e conforto com suas palavras mansas e sabias
ela é minha avo e me orgulho disso
eu a amo de todo o meu coraçao es um presente do senhor

Débora Cristina Coelho da Rocha

“AVO RAINHA”

Ao topo da serra da Borborema,
Encravada no meio de tantas belezas
Formosa está eu.

Gentil, pacata e hospitaleira.
Aberta aos que me visitam
Com orgulho a recebê-los.

Amando-os, mesmo sem os conhece-los.
Sempre sou correspondida,
Por aqueles que me visitam.

Todos se apaixonam por minhas belezas.
Amo a todos e sou amada por todos.
Que mais? Para ter orgulho de rainha.

Sou Veneza paraibana
A natureza assim me fez.
Bela hostil e hospitaleira.

Com honradez ostento a coroa
Da paz, da fraternidade e harmonia.
De rainha do Vale do Sabgy

Amo tanto o sabugy,
Do pedestal de rainha.
Sinto-me mão ou mesmo avó
Daquelas que se desgarraram
Pra terem suas próprias belezas.

Noaldo Machado de Souto

A chácara e a avó

Ontem, 09-08, dia dos pais, fui à chacará em Pirituba. Nem de longe se parece com aquela chácara daqueles bons tempos de infância. Tá certo, as coisas mudam, mudam muito mais do que poderia imaginar ou desejar. Tem os seus pontos positivos e negativos. Olho ao redor, não vejo mais o verde que alegrava meus finais de semanas, não vejo aqueles babuzais dos tempos de pipas, não vejo nas a jaboticabeira com sua generosidade trasmudada em frutos. Ah, sim, aquela jaboticabeira...que às vezes debaixo dela eu ficava para descansar, ou que por vezes subia para olhar de um lance só toda a chacara. Já não existe mais. Somente na alma, em um tempo onde a traça não pode corroer. Quando cheguei, me deparei com aquela portinha de madeira, que antes era azul e que hoje está pintada de bege. Lembro-me das vezes que chegava, que a minha avó Haydée me esperava, debruçada gritando de lá de cima da casa: "Cado, que saudade de você!" Mas vi que ela não estava lá. Por um momento, parei para esperar que viesse e me recordei que me esperavas na portinha de madeira, por aquele farto café da manhã, com sabor de família, simplicidade, como se estivesse no interior. E realmente estava. O almoço, a tarde conversando, passando a limpo a intimidade em família. Me lembrei que me esperavas no hospital, na UTI para que rezassemos o pai-nosso, a ave-maria, para que horas depois, se despedisse do tempo. E por isso que penso que não basta ser parente, é preciso ser amigo, intimidade que não me mede com palavras, mas com olhares que sabem fazer a leitura de uma alma. Invoco Mario Quintana: "De que me adianta os livros, se ainda não aprendi a ler as pessoas que estão ao meu lado?" A saudade é grande, mas a gratidão também é. A segurança de ter passado na vida das pessoas e ter vivido com intensidade cada momento com elas, é o segredo que preciso aprender cada vez mais. As pessoas também. Não adianta violentar o ser depois que a morte nos ceifa alguém especial e amado. É sintoma de que não houve um aproveitamento qualitativo. O amor no qual amamos as pessoas não nos autoriza transformá-las em propriedade particular. Pelo contrário, ensina-nos que o amor passa pelo crivo da liberdade, mas que deve ser vivo nos detalhes, intensamente, entretanto, as pessoas que amamos não nos pertencem. Indo mais longe, nem a nós mesmos nos pertencemos! Tive a experiência de amar minha avó que não mais encontra-se no tempo. Mas está no meu coração e nas recordações mais lindas que me fizeram ser homem e ser pessoa. O verde pode ser plantado novamente na chácara, mas a ausência dela povoa meu coração, mas não é mais forte do que a certeza de que ela vive no pensamento de Deus!

Ricardo Ferrara

Sou Mãe/Tia/Avó/Bisavó

Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."
"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. 'Dona de casa' dá para isso", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante, do gênero oficial inquiridor'.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou. Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
"Sou Pesquisadora Associada no Campo do Desenvolvimento Infantil e das Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
"Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exatamente nesse campo?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me a responder:
"Tenho um programa permanente de pesquisa (qualquer mãe o tem), em laboratório e no terreno (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Trabalho para os meus Mestres (toda a família), e já passei quatro provas(todas meninas). Claro que o trabalho é um dos mais exigentes da área das humanidades (alguma mulher discorda?) e freqüentemente trabalho 14 horas por dia (para não dizer 24...)."
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta. Quando cheguei a casa, com o troféu da minha nova carreira erguido, fui cumprimentada pelas minhas assistentes de laboratório - de 13, 7 e 3 anos.
Do andar de cima, pude ouvir a minha nova modelo experimental (uma bebê de seis meses) do programa de desenvolvimento infantil, testando uma nova tonalidade da voz.
Senti-me triunfante!
Tinha conseguido derrotar a burocracia!
E fiquei no registro do departamento oficial como alguém mais diferenciado e indispensável à humanidade do que "uma simples mãe"!
Maternidade... Que carreira gloriosa! Especialmente quando se tem um título na porta.
Assim deviam fazer as avós: "Associada Sênior de Pesquisa no Terreno para o Desenvolvimento Infantil e de Relações Humanas". As bisavós: "Executiva-associada Sênior de Pesquisa". Eu acho!!! E também acho que para as tias podia ser: "Assistentes associadas de Pesquisa".

autoria desconhecida

A gente deveria ser antes velho e depois novo.

Sábias palavras do meu avô Antonio Perez, repetidas tantas vezes que eu jamais esqueci.
Uma das raras vantagens de envelhecer é que o conjunto das experiências pelas quais passamos pode ajudar a não cometer alguns erros e para que não repitamos os velhos. Erros, que podem variar de simples enganos até os monumentais, que comprometem toda uma vida ou deixam sequelas irreparáveis.
A observação atenta, que só a experiência dá, pode fazer com que algumas vezes, em vez de aprendermos como os nossos erros nós os evitemos vendo os erros dos outros.
E se a nossa imaturidade não nos permitiu isso, é bom que alertemos os mais jovens, ainda que na maioria das vezes ninguém bata com a cabeça dos outros.

Marinho Guzman

Morreu. Fedeu!
Lembro-me do nem tão velho avô Pacheco, que morreu nos anos 60.
Filho de portugueses, com um grande coração de homem rude, quando ouvia o comentário de que alguém havia morrido logo soltava a perola. Morreu fedeu.
Sei lá porque cargas d’água, quando eu almoçava na casa dele ele sempre perguntava:- Mais um bife? E eu educadamente agradecia. –Não obrigado. E ele retrucava: - Mais fica.
Como se vê, ficaram essas lembranças que com a aparência de rudes explicavam ao neto, as verdades da vida com poucas palavras.
Morreu. Fedeu!

Marinho Guzman

A gente conhece as pessoas mas nem sempre sabe da sua origem.


Outro dia escrevi do meu avô, imigrante espanhol e cujo primeiro emprego foi ser carvoeiro, chegando exclusivamente pelo árduo trabalho, a ser um dos maiores latifundiários do Brasil.
Nos dias seguintes tive uma torrente de lembranças dele, do meu pai, da minha mãe e especialmente da minha avó materna Rosa de Andrade Pacheco.
Dona Rosinha como era chamada, teve quinze filhos, dos quais doze sobreviveram. Acho que foi um recorde para a época onde a mortalidade infantil era enorme. Minha mãe filha mais velha, tem hoje 92 anos de idade e vários tios e tias estão vivos.
Dona Rosinha era quase venerada por todos que a conheciam. Depois do segundo ou terceiro incêndio que destruiu a marcenaria do meu avô, deixando-o depressivo e praticamente inabilitado para o trabalho, arregaçou as mangas e com forças tiradas de não sei onde, transformou a casa onde morava e outra que herdara da mãe, em casas de cômodos, as quais alguns mal educados e deselegantes chamavam na época de cortiços.
Com a renda dos aluguéis sustentou e formou todos os filhos, tendo como peculiaridade a formação musical da maioria no Conservatório Musical e Dramático de São Paulo, coisa que não era para muitos na época.
Não eram tempos fáceis como me contou minha mãe, mas a vó Rosinha conseguiu agregar toda a família e a sua casa era o porto seguro, o lugar onde mesmo depois de casados, filhos, filhas e netos se reuniam em almoços, festas de aniversario e especialmente no Natal, na Rua Sergipe 248, endereço nobre em Higienópolis, casa que ela comprou depois que as coisas melhoraram e ela ficou até bem de vida, tendo reformado e transformado o casarão imenso num belo palacete.
Cheguei a morar com a vó Rosinha por uns seis meses porque minha mãe, acometida por uma nefrite, ficou imóvel na cama, e essa lhes pareceu a melhor solução, uma vez que eu estudava no Colégio Rio Branco, apenas três ou quatro quadras da casa da vó.
Depois que meu avô morreu e ele morreu cedo, acho que com uns cinquenta anos, minha vó e as filhas mantiveram um longo luto, vestindo-se de preto por pelo menos um ano, como era costume na época. Eu tinha quatorze anos.
Terminado o luto, e é dessa época que eu me lembro. A casa estava sempre em festa, abastecida de comida e cheia de visitas. Familiares e amigos e amigas dos filhos vinham visitar a Dona Rosinha com um carinho memorável, uma vez que ela participou ativamente na formação de todos e a todos dava conselhos, atenção e carinho.
Dona Rosinha morreu cercada da família que criou e manteve agregada. A família amparou-a na velhice e até que o casarão da Rua Sergipe desse lugar a um luxuoso prédio, a família ainda se reuniu lá por um tempo.
Tenho saudades da lembrança do que é uma família grande e unida, coisa que hoje em dia pouco se vê.

Marinho Guzman

Ora, se deu que chegou
(isso já fez muito tempo)
no bangué do meu avô
uma negra bonitinha
chamada Nega Fulô.
Essa Nega Fulô!
Essa Nega Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
- Vai forrar a minha cama
pentear os meus cabelos
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô!
Essa Nega Fulô!
Essa negrinha Fulô!
ficou logo pra mucama
para vigiar a Sinhá
pra engomar pro Sinhô!
Essa Nega Fulô!
Essa Nega Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
( Era a fala da Sinhá)
vem me ajudar, ó Fulô,
vem abanar o meu corpo
que eu estou suada, Fulô!
vem coçar minha coçeira,
vem me catar cafuné,
vem balançar minha rede,
vem me contar uma história,
que eu estou com sono, Fulô!
Essa Nega Fulô!
`` Era um dia uma princesa
que vivia num castelo
que possuía um vestido
com peixinhos do mar.
Entrou na perna dum pato
saiu na perna dum pinto
o Rei-Sinhô me mandou
que vos contasse mais cinco ´´
Essa Nega Fulô!
Essa Nega Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Vai botar para dormir
esses meninos, Fulô!
´´ Minha mãe me penteou
minha madrasta me enterrou
pelos figos da figueira
que o Sabiá beliscou``
Essa Nega Fulô!
Essa Nega Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
( Era a fala da Sinhá
chamando a Nega Fulô)
Cadê meu frasco de cheiro
que o teu Sinhô me mandou?
Ah! Foi você que roubou!
Ah! Foi você que roubou!
O Sinhô foi ver a negra
levar couro do feitor.
A negra tirou a roupa.
O Sinhô disse: Fulô!
( A vista se escureceu
que nem a Nega Fulô)
Essa Nega Fulô!
Essa Nega Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
Cadê meu lenço de rendas,
cadê meu cinto, meu broche,
cadê meu terço de ouro
que o teu Sinhô me mandou?
Ah! Foi você que roubou,
Ah! Foi você que roubou.
Essa Nega Fulô!
Essa Nega Fulô!
O Sinhô foi acoitar
sozinho a Nega Fulô.
A Nega tirou a saia
e tirou o cabeção,
de dentro dele pulou
nuinha a Nega Fulô.
Essa Nega Fulô!
Essa Nega Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Cadê, cadê teu Sinhô
que nosso Senhor me mandou?
Ah ! Foi você que roubou,
foi você, Nega Fulô?
Essa Nega Fulô!

Jorge de Lima

SOBRE O CHORINHO , MEU AVÔ E EU

O meu avô era um chorão.
Para quem não sabe, chorão é tocador de chorinho, esse gênero musical genuinamente brasileiro.
Herdei geneticamente de meu avô, a quem não conheci pessoalmente, um carinho especial pelo “Brasileirinho”, pelo “Assanhado”, pelas “Noites cariocas”, pelo “Carinhoso” e por tantas outras peças geniais. Aliás, até me arrisco de vez em quando e humildemente, a tocar essas músicas.
Já disserem que o nosso chorinho equivale, em riqueza musical , ao Jazz de Nova Orleans. Discordo!
É bem superior! Tanto na melodia, quanto no ritmo e na harmonia! Isso, sem contar as letras que sempre tem o toque do romantismo, da sátira e da alegria que só o brasileiro tem. Coisas que só um chorão pode entender... !
Voltando a meu avô, sei pelo meu pai, que ele foi para o interior paulista afim de fugir da polícia getulista. Lá ele ajudou espalhar , com seu regional e com seu virtuosismo, as variações-da-beleza e os improvisos-entusiasmadores de seu cavaquinho.
Passados mais de sessenta anos esse seu neto-da-resistência-cultural, também vive fugindo de outra polícia, a do comando-de-caça-aos-hereges. Mas aí eu não fico triste não!... Ao contrário, evoco o choro mais alegre de Waldir Azevedo:

O brasileiro quando é do choro
É entusiasmado quando cai no samba,
Não fica abafado e é um desacato
Quando chega no salão.

Não há quem possa resistir
Quando o chorinho brasileiro faz sentir,
Ainda mais de cavaquinho,
Com um pandeiro e um violão
Na marcação.

Para Giovani e Kauan, meus filhos...amáveis chorões.

Carlos Alberto Rodrigues Alves

Mulher

Avó, Mãe, Tia, Irmã, Filha e Esposa, tão jeitosa e
meiga, é uma flor delicada e graciosa, quando necessário
uma lutadora, uma guerreira, de sua aparência frágil és forte,
de teu jeito meigo és blindada, não para mesmo que o cansaço
tente lhe derrubar, sempre se mantêm de pé cuidando de tudo.
mais existe o momento para o amor, e a mulher também
precisa de carinho, de ser tratada como uma flor.

Neimar Magewiski

Saudade
Ah, saudade!!!
Como sinto saudade, saudade de tudo!!
Saudade do avô, dos tios...
Saudade de quando tinha 15 anos
Saudade de quando meus filhos tinham 1 ano
Saudade daquela mulher que não sabia o que era dor
Saudade de quando você me beijou a primeira vez
Saudade de quando conheci o amor
Saudade de ser apenas uma menina
Sem preocupações, responsabilidades
com apenas alguns medos e angustias
Hoje tenho medos, angustias, preocupações
responsabilidades e muita, mas muita saudade
de tudo isso e algo mais...

Valéria Bischof

Trecho da crônica "Uma infância apagada"

Embaixo do avarandado está meu avô, sentado em um banco velho de madeira, vestia um jaleco de couro encardido, suas roupas eram velhas, surradas pela lida na roça e na cabeça um chapéu baeta. Ele observava suas vacas magra, sua égua branca e reclama da seca:

-“Vigeee lástima! Deus está castigando está terra”.

Mislene lopes

PARA UMA AVÓ.

Deus Pai, Tu És Único e o Senhor da Verdade.
A Ti clamo: faça-me capaz de demonstrar, em palavras.
O tanto, que uma avó, é capaz de amar seus netos.
Ser vó é ser, um ser, cego de amor e fervor.
Demonstrando a todos o quanto eles são belos.
Enaltecendo os momentos importantes de suas vidas.
Considerando cada neto um pedaço de seu coração.

Lucio Sá

Ser Mae pela a analise de um avô babão

Parece que ontem, quando minha querida filha  em um restaurante ( bibi sucos ) me sentenciou a vontade de ser mãe .......
O que você acha pai ???????
Olha que eu sonhava com esse momento há séculos !!!!!!
Quem não sonha ????
Ver de novo meu filho ou filha nascerem de novo ????
Viver de novo  aqueles momentos maravilhosos , obvio com
Escutar de todos , principalmente da mulher e filha , vc é desajeitado , não tem jeito , cuidado heeeeeeeemmmmm....Coisas  e afazeres que nós homens , mesmo com o melhor doutorado em filhologia  nunca vamos substituir um simples cuidado de mãe ou avó .
Mais que depressa expressei :
Que bom querida , que maravilha.......
Não vejo a hora .....
Nasceu a Rafa , que coisa deliciosa !!!!!!
Me deliciei  quando ela chorou pala primeira vez .......
Uma vida nascida de minha vida que mais aprecio e amo , a minha filha !!!
Me delicio quando  aquele portão  automático se abre e vejo as duas sorridentes com o querido Andre .....
Me delicio quando a pego no colo e a acaricio no meu corpo , sinto- Me mais jovem , porque parece que tudo voltou de novo!!!!!
Minha filha , você não imagina a felicidade que hoje estou
Porque sei da sua  imensa felicidade
com a Rafa e eu só sinto felicidade quando você mamãe Renata está também feliz
Um beijo enorme no seu coração pelo primeiro ano de MÃE  em toda a acepção  da palavra
De seu papai
Rabudo .....

Raimundo grossi