Carta de Amor para Namorada Distante

Cerca de 30593 carta de Amor para Namorada Distante

Se você quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.

Vinicius de Moraes

À minha eterna namorada

Lembro cada Momento
Único e verdadeiro
Com você a meu lado
Iremos ser muito felizes
Amando-nos por inteiro.

Hoje, ontem e amanhã.
Estaremos sempre juntos
Lembrando o que passou
Esperança é o que restou
Na vida intensa vivida
Amaremos por toda vida.

Antonio Bezerra

Amizade Distante

Amigo(a),

Estamos distantes e ao mesmo tempo tão perto...
A amizade que nos une pode vencer todas as distâncias.

Ela sim é mais forte que o tempo. Ela sim poderia atravessar
a imensidão do espaço e transcender os limites da vida.

Sim... Como ela é forte, pois essa amizade nada nem ninguém
destruirá. Que perdure enquanto nossas almas existirem...

Que nem a distância, nem o tempo e nem mesmo
os nossos erros, terminem a nossa amizade.

Nada é mais valioso do que ela.

Desconhecido

Extremos da paixão

Não, meu bem, não adianta bancar o distante lá vem o amor nos dilacerar de novo...

Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" - perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua vivo(a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morreu. E dói mais fundo- porque se poderia ter, já que está vivo(a). Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER.

Pensando nisso, pensei um pouco depois em Boy George: meu-amor-me-abandonou-e-sem-ele-eu-nao-vivo-então-quero-morrer-drogado. Lembrei de John Hincley Jr., apaixonado por Jodie Foster, e que escreveu a ela, em 1981: "Se você não me amar, eu matarei o presidente". E deu um tiro em Ronald Regan. A frase de Hincley é a mais significativa frase de amor do século XX. A atitude de Boy George - se não houver algo de publicitário nisso - é a mais linda atitude de amor do século XX. Penso em Werther, de Goethe. E acho lindo.

No século XX não se ama. Ninguém quer ninguém. Amar é out, é babaca, é careta. Embora persistam essas estranhas fronteiras entre paixão e loucura, entre paixão e suicídio. Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe,berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo entre esses dois portos gelados da solidão é mera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o terno do perecível, loucos.

Depois, pensei também em Adèle Hugo, filha de Victor Hugo. A Adèle H. de François Truffaut, vivida por Isabelle Adjani. Adèle apaixonou-se por um homem. Ele não a queria. Ela o seguiu aos Estados Unidos, ao Caribe, escrevendo cartas jamais respondidas, rastejando por amor. Enlouqueceu mendigando a atenção dele. Certo dia, em Barbados, esbarraram na rua. Ele a olhou. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se em símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia somente dentro dela. Adèle morreu no hospício, escrevendo cartas (a ele: "É para você, para você que eu escrevo" - dizia Ana C.) numa língua que, até hoje, ninguém conseguiu decifrar.

Andei pensando em Adèle H., em Boy George e em John Hincley Jr. Andei pensando nesses extremos da paixão, quando te amo tanto e tão além do meu ego que - se você não me ama: eu enlouqueço, eu me suicido com heroína ou eu mato o presidente. Me veio um fundo desprezo pela minha/nossa dor mediana, pela minha/nossa rejeição amorosa desempenhando papéis tipo sou-forte-seguro-essa-sou-mais-eu. Que imensa miséria o grande amor - depois do não, depois do fim - reduzir-se a duas ou três frases frias ou sarcásticas. Num bar qualquer, numa esquina da vida.

Ai que dor: que dor sentida e portuguesa de Fernando Pessoa - muito mais sábio -, que nunca caiu nessas ciladas. Pois como já dizia Drummond, "o amor car(o,a,) colega esse não consola nunca de núncaras". E apesar de tudo eu penso sim, eu digo sim, eu quero Sins.

Caio Fernando Abreu

Comprovei que, quase tudo o que já foi escrito sobre o amor... é verdadeiro.
Shakespeare disse: as viagens terminam com o encontro dos apaixonados. Que idéia mais extraordinária! Pessoalmente, nunca experimentei nada,
ou algo parecido. Mas estou convencida de que Shakespeare, tenha. Suponho que penso no amor mais do que deveria. Admira-me constantemente seu poder esmagador de alterar e definir nossas vidas. Também foi Shakespeare quem disse que o amor é cego. Pois bem, estou segura de que isso é verdade.
Para algumas pessoas, de forma inexplicável o amor se apaga. Para outras, o amor singelamente se vai. Mas é claro, o amor também pode existir, mesmo que só por uma noite. No entanto, existe outra classe de amor mais cruel.
Aquele que, praticamente mata suas vítimas. Chama-se "amor não correspondido" e nesse tipo... sou experiente. A maioria das histórias de amor
falam de pessoas que se apaixonam entre si. Mas o que acontece com os demais? E as nossas histórias? Aquelas que nos apaixonamos?
Somos vítimas de uma aventura unilateral. Somos os amaldiçoados dos seres queridos. Os seres não queridos. Os feridos que se valem por si mesmos.
Os incapacitados sem estacionamento reservado.

O Amor Não Tira Férias

Distante o meu amor, se me afigura
O amor como um patético tormento
Pensar nele é morrer de desventura
Não pensar é matar meu pensamento.
Seu mais doce desejo se amargura
Todo o instante perdido é um sofrimento
Cada beijo lembrado uma tortura
Um ciúme do próprio ciumento.
E vivemos partindo, ela de mim
E eu dela, enquanto breves vão-se os anos
Para a grande partida que há no fim
De toda a vida e todo o amor humanos:
Mas tranqüila ela sabe, e eu sei tranqüilo
Que se um fica o outro parte a redimi-lo.

Vinicius de Moraes

Teus olhos são lassos, amante!
Olhos em sono a se perder,
Nesta posição tão distante
Pode surpreenter-te o prezer
E pelo pátio o jorro de água
Não cala nunca o seu rumor,
E entretém a extasiada mágoa
Em que pode atirar-me o amor.

Mas o amor irradia
E é odo flores
Ede Febo a alegria
Enche-o de corres
E tal chuva desfia
Imensas dores

Charles Baudelaire

‎Tive um vizinho que gritava com a namorada ao telefone, sem se importar que o prédio inteiro ouvisse: “Não sei o que fazer! Fico mal contigo e fico mal sentigo!”. Sempre achei essa situação desoladora, e nem estou falando do português do sujeito. É duro ter apenas duas alternativas (ficar ou ir embora) e ambas serem terríveis.

Martha Medeiros

Eu sou o que penso, sou o que sou e o que quero ser.
Sou família, sou filha, sou irmã e namorada.
Eu sou o tudo. Eu sou o nada.

Sou a sorte do que tenho e do que possuo. O azar do que a vida não me trouxe e eu desejei.
Sou um verme que um dia quis ser astro e tão depressa se tornou estrela.

Sou mais uma pecadora, com tamanha fé.
Sou um mundo de maldades e um paraíso de boas acções. Sou um quarto com inúmeros espelhos fantásticos que torcem para reflexões falsas.
Sou o meu reflexo num canto de paisagem, ou numa miragem, onde tu não podes ver.

Sou a alegria de quem me ama, a tristeza de quem me odeia e a ocupação de quem me inveja.
Sou uma folha em branco, ou um caderno completo.
Sou os livros que li e os textos que já te escrevi.

Sou os momentos que passei e os que ainda quero passar, eu sou os brinquedos com que brinquei, e os amigos que conquistei. As fábulas em que acreditei e os jogos que inventei.

Sou o amor que dei, o que dou e o que continuarei a dar. Sou os amores que tive, as viagens que fiz e as que quero fazer. Sou todos os desportos que pratiquei, e aquele em que sempre continuarei por ser mais que lazer, é prazer.

Sou a minha disciplina preferida, a minha comida predilecta, sou o cheiro que me seduz, a cor que me apaixona, a bebida que me refresca.
Essa sou eu...eu mesma, será que vais entender?

Sou o ódio resguardado, sou os sonhos realizados, os objectivos alcançados.
Eu sou o meu interior, mas também o meu exterior.
Sou um conjunto de factores que tu não podes entender.

Sou a saudade, os abraços que já dei, eu sou o passado, mas também o presente e o futuro.
Eu sou os meus actos.

Sou o perfeito, mas também sou o imperfeito.
Sou o contraste e a contradição.
Sou a complexidade do mundo.

SOU O QUE NINGUEM VÊ.

Paula Fernandes e Sousa

Eu amo a Tati só porque…


Só porque ela é a melhor namorada do mundo.

Só porque ela é a minha melhor amiga.

Só porque eu amo estar do seu ladinho.

Só porque ela é a melhor companheira que um Homem poderia ter.

Só porque são lindos nossos momentos juntos.

Só porque eu adoro te mimar muito.

Só porque ela é carinhosa comigo.

Só porque as pessoas (menos a rosa) te adoram.

Só porque ela é única.

Só porque ri das minhas bobeiras.

Só porque me ama mesmo eu sendo um chato insuportável.

Só porque sou ciumento e as vezes digo que não.

Só porque nunca me deixou na mão.

Só porque evita machucar.

Só porque tudo o que vivemos é especial.

Só porque às vezes briga comigo.

Só porque sempre me compreende.

Só porque me faz feliz.

Só porque é a pessoa mais gentil do mundo comigo.

Só porque ama as coisas que eu faço.

Só porque sempre acredita em mim.

Só porque cuida de mim.

Só porque quer se casar comigo.

Só porque ama as mensagens e emails que eu mando quase todos os dias.

Só porque me acha lindo.

Só porque gosta de fazer nada comigo.

Só porque ri de mim.

Só porque me acha perfeito mesmo não sendo.

Só porque me deixa deitar no seu colo.

Só porque faz carinho na minha cabeça.

Só porque adora meus carinhos.

Só porque adora minhas mãos.

Só porque entende que estou falido no momento e sempre.

Só porque se preocupa comigo.

Só porque me ajuda com meus problemas.

Só porque me apóia.

Só porque é sincera.

Só porque me faz feliz.

Só porque combinamos em uma porção de coisas.

Só porque discordamos de outra porção de coisas, mas nem por isso nós brigamos.

Só porque eu adoro a família dela.

Só porque ela é uma gracinha.

Só porque passamos por um monte de coisas juntos.

Só porque nos conhecemos muito bem.

Só porque é cheirosa.

Só porque adora se cuidar.

Só porque se lembra de mim.

Só porque concorda com as minhas loucuras.

Só porque discorda das minhas loucuras também, me fazendo enxergar o melhor.

Só porque ela é meu neném.

Só porque ela é minha flor.

Só porque ela é o maximo.

Só porque sempre me diz que esta com saudades.

Só porque morro de saudades dela.

Só porque ela nunca desistiu de mim (mesmo tendo pensado).

Só porque ela jamais me esqueceu.

Só porque meus pais me fizeram para ela

Só porque os pais dela a fizeram pra mim.

Só porque ela muda as fotos do Orkut nos mostrando pra todos.

Só porque ela adora quando dou sonho de valsa de trufas.

Só porque ela tem um cabelo longo, Que eu amo passar a mão.

Só porque se arrepia inteira quando a toco.

Só porque os cachorros dela passaram a gostar de mim.

Só porque ela faz chocolate quente pra tomar comigo.

Só porque ela me acha um fofo.

Só porque ela ama se arrumar pra mim.

Só porque ela me ama.

Só porque ela ama as musicas que eu canto.

Só porque amo quando ela sorri.

Só porque amo quando ela faz biquinho.

Só porque ela adora dormir grudada em mim.

Só porque ela adora me abraçar, e adora quando eu a abraço.

Só porque ela adora quando eu me perfumo todo pra ela.

Só porque eu quero me casar com ela.

Só porque ela ama beijo roubado, mas nunca me deixa roubar um.

Só porque ela me quer do ladinho dela 24Horas por dia.

Só porque eu amo beija-la.

Só porque eu amo quando ela me beija.

Só porque eu amo quando ela beija meu corpo todo.

Só porque eu amo quando ela me deixa beijar seu pescoço.

Só porque ela é diferente e igual ao mesmo tempo todos os dias.

Só porque eu sou doido, mas ela não ta nem ai.

Só porque ela talvez brigue comigo por causa deste texto, mas mesmo assim vai gostar.

Só porque me perdoou pelos meus erros.

Só porque eu não quero perdê-la nunca.

Só porque ela me entende.

Só porque ela deita do meu ladinho pra assistir filme e eu durmo.

Só porque ela encosta a cabeça no meu peito.

Só porque eu devo ter repetido um bocado de coisas aqui, mas ela não vai se importar.

Só porque se eu for falar tudo o que sinto por ela nunca vai acabar.

Só porque ela vai rir da maioria destas frases.

Só porque vou colocar isso tudo no meu Orkut pra todo mundo ver.

Só porque ela ama as poesias que eu faço pra ela.

Só porque eu não imagino minha vida sem ela mais.

Só porque minha vida ganhou um novo rumo com ela do meu lado.

Só porque ela tem me suportado por todo esse tempo e ainda quer suportar por muitos outros.

Só porque eu quero passar o resto da minha vida com ela.

Só porque para amar a gente não precisa de “porque’s”, mas encontra um punhado.

Só porque eu sei que ela não é perfeita, mas eu acho perfeita mesmo assim.

Só porque ela também sabe que eu não sou perfeito, mas não sai do meu ladinho.

Só porque eu sou louco por ela.

Só porque eu seria capaz de fazer loucuras por ela.

Só porque eu enfrentaria o mundo por ela.

Só porque Deus a trouxe pra mim e eu agradeço a Ele todos os dias.

Só porque vai me encher de beijinhos quando ler isso.

Só porque ela guarda tudo que eu dou pra ela.

Só porque ela adora as surpresas que faço pra ela.

Só porque ela me ama.

Só porque ela é quem ela é.

Só porque ela é apaixonada pelo meus filhos, da mesma forma que eu também.

Só porque ela quer tanto quanto eu ter um filho só nosso.

Só porque eu sou meio crianção, mas ela gosta de mim mesmo assim.

Só porque ela cuida de mim quando to “dodói”.

Só porque ela vai à minha igreja e se sente bem comigo.

Só porque ela às vezes é tímida, mas quando ta comigo não (pelo menos nem um pouco hehehe).

Só porque ela adora fazer amor comigo.

Só porque ela quer me ver sempre lindão.

Só porque mesmo se eu não soubesse porque eu a amo eu continuaria lhe amando.

Flor.... tudo isso porque te amo!!!

Carlos Correia

Cinderela às avessas

Não contam os contos de fada
que o príncipe não quer namorada
nem procura num cavalo branco
o pezinho da sua amada...

Não contam os contos de fada
que à meia-noite o feitiço não se acaba
e que a princesa não precisava ir embora
nem esquecer o sapatinho na escada

Não contam os contos de fada
que nem toda canção de baile é valsa
e que nem todo reino vai à festa
disputar a atenção da Vossa Alteza

Não contam os contos da fada
que de madrinha ela não tem nada
pois onde já se viu calcular nas horas
o tempo de encontrar um grande amor?

Nos contos as fadas também não contam
que a abóbora nem sempre é carruagem
que o cetim é só uma camuflagem
apenas beleza exterior

A porta trancada, a fada não abre
o quanto chorou, a fada não sabe
o que se sujou, a fada não limpa
A canção que tocou, a fada não rima...

Não é tão má a madrasta
Nem tão boa a princesa
Tampouco é florido o caminho da floresta
Por onde passa toda a realeza

As fadas ainda não contam nos contos
Que o certo é o imperfeito
Que é desencanto o grande encanto
E que não há verdade sem direito

Com sua licença, senhora fada
Conto neste conto que, de boba, a princesa não tem nada
mas quer, para cada pergunta, uma resposta
Porque é do sapo que ela mais gosta....

Jéssica Vieira da Silva

NAMORAR É TEMPO PERDIDO?

Pra quem diz que namorar é tempo perdido,
não sabe o que é ganhar um carinho, um abraço ou
um beijo, sem precisar pedir por isso

Não sabe o que é sentir falta mesmo sem estar
tão distante

Este alguém não sabe o que é compartilhar
de momentos de alegria e sorrisos com quem
ontem você nem imaginava que pudesse ser
tão importante em sua vida

Amar é para poucos. É integrar a sua vida
a vida de outra pessoa, registrar seu
nome não só no pensamento dela,
como também em seu coração, pois por mais
que ela vá embora, um dia ainda
lembrará de você

É construir uma história sem medo de
se perder pelo caminho, pois se isso acontecer,
ao menos você irá se perder ao lado de
alguém que você aprendeu a gostar e passou
a dedicar uma grande parcela de sua vida

Namorar não é para quem quer e sim para
quem está preparado! E se depois de tudo
isso você acha que namorar é tempo perdido,
você definitivamente não está preparado!

Pessoas tem medo de amar, porque consequentemente
tem medo de sofrer, de se ferir... Mas afinal
isso faz parte da vida, você precisa disso para
crescer. Todos são amáveis em suas mais variadas
formas... de pensar, de agir, de sentir, de viver. Então
sempre existirá alguém pra preencher aquele vazio
que você julga inexplicável no seu coração

E se você se sente preparado, pense no amor como
um jardim, afinal de contas a primavera sempre irá chegar!

Julio Ramos

julio ramos

SONHO


Sonhei com você,
sonhei anteontem,
sonhei ontem,
Sonhei hoje,
Sonho todos os dias.
Estou sonhando agora,
Quero sonhar amanhã e nos dias seguintes,
Até ter você comigo.
Sonho acordado ou dormindo,
Não importa de que maneira ou quando,
Se é sonho ou realidade,
O que importa é você.
Você é o meu grande sonho!

Sundry

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Amor é síntese

Por favor, não me analise
Não fique procurando
cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu !
Ciumenta, exigente, insegura, carente
toda cheia de marcas que a vida deixou :
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor !

Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!

Myrtes Mathias

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

Fernando Pessoa

SONETO CV

Não chame o meu amor de Idolatria
Nem de ídolo realce a quem eu amo,
Pois todo o meu cantar a um só se alia,
E de uma só maneira eu o proclamo.
É hoje e sempre o meu amor galante,
Inalterável, em grande excelência;
Por isso a minha rima é tão constante
A uma só coisa e exclui a diferença.
'Beleza, Bem, Verdade', eis o que exprimo;
'Beleza, Bem, Verdade', todo o acento;
E em tal mudança está tudo o que primo,
Em um, três temas, de amplo movimento.
'Beleza, Bem, Verdade' sós, outrora;
Num mesmo ser vivem juntos agora.

William Shakespeare

Coisa Amar

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Manuel Alegre

Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

João Cabral de Melo Neto

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

Mario Quintana