Cançoes de Kabir
Este corpo no final será misturado com a lama. Porquê permanecer na arrogância?
KabirA política não se faz com discursos, festas populares e canções; ela faz-se apenas com sangue e ferro.
Otto BismarckA fechadura do erro mantém fechada a porta: abre-a com a chave do amor.
Kabir"Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto."
Martha MedeirosTiradas de suas canções
“Palavras são erros e os erros são seus, não quero lembrar que eu erro também”. (Eu sei)
“Um dia pretendo tentar descobrir por quê é mais forte quem sabe, mentir”. (Eu sei)
“Por que esperar se podemos começar tudo de novo agora mesmo, a humanidade é desumana, mas ainda temos chance”. (Quando o sol bater na janela do teu quarto)
“Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor”. (Quando o sol bater na janela do teu quarto)
“Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar no mundo do meu jeito”. (Eu era um lobisomem juvenil)
“É o bem contra o mal, e você de que lado está? Estou do lado do bem, e você de que lado está?”. (1965 Duas tribos)
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”. (Monte Castelo)
“Me sinto tão só e dizem que a solidão até que me cai bem”. (Maurício)
“Quem me dera ao menos uma vez provar que quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence que não tem o bastante e fala de mais por não ter nada a dizer”. (Índios)
“Como vou crescer, se nada cresce por aqui”. (Mais do mesmo)
“Invez de luz tem tiroteio no fim do túnel”. (Mais do mesmo)
“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”. (Pais e filhos)
“E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz, teremos coisas bonitas pra contar. E até lá vamos viver temos muito ainda por fazer, não olhe pra traz apenas começamos”. (Metal contra as nuvens)
“Esse é o nosso mundo o que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance, ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres, nós não estamos”. (Teatro dos vampiros)
“Sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo”. (Sereníssima)
“Parece cocaína, mas é só tristeza”. (Há tempos)
“Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem”. (Há tempos)
“Quero ter alguém com quem conversar, alguém que depois não use o que eu digo contra mim”. (Andrea Doria)
“Quando a esperança está dispersa, só a verdade é que liberta, chega de maldade e ilusão”. (Perfeição)
“A insegurança não me ataca quando erro”. (Daniel na cova dos leões)
“Quem inventou o amor me explica, por favor”. (Antes das seis)
“Enquanto a vida vai e vem, você procura achar alguém que um dia possa lhe dizer:- quero ficar só com você”. (Antes da seis)
“Se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais, seja como for é uma dor que dói no peito”. (Angra dos Reis)
“Quando as estrela começarem a cair, me diz pra onde é que a gente vai fugir”. (Angra dos Reis)
“Já estou cheio de me sentir vazio”. (Baader-meinhof blues)
“Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém”. (Quase sem querer)
“Só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu espero conseguir aceitar o que passou e o que virá”. (Só por hoje)
“Hoje eu já sei tudo o que preciso ser, não preciso me desculpar e nem te convencer”. (Só por hoje)
“O mundo é tão radical, não sei onde estou indo só sei que não estou perdido, aprendi a viver um dia de cada vez”. (Só por hoje)
“Entendo seu problema, mas não posso resolver”. (Metrópole)
“O tempo é tudo que somos”. (La nuova Gioventú)
“Deve haver algum lugar onde o mais forte não consegue escravizar quem não tem chance”. (Fábrica)
“Nosso dia vai chegar, teremos nossa vez, não é pedir demais quero justiça, quero trabalhar em paz”. (Fábrica)
“Vem cá meu bem, que é bom lhe ver o mundo anda tão complicado por isso eu quero fazer tudo com você”. (O mundo anda tão complicado)
“Quero ouvir uma canção de amor que fale da minha situação, de quem deixou a segurança de seu mundo por amor”. (O mundo anda tão complicado)
“Nos perderemos entre monstros da nossa própria criação”. (Será)
“Ficaremos acordados imaginando alguma solução pra que esse nosso egoísmo não destrua nosso coração” (Será)
“Uma menina me ensinou quase tudo que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei”. (Ainda é cedo)
“Aprendi a perdoar e a pedir perdão, e vinte e nove anjos me saudaram e tive vinte e nove amigos outra vez”. (Vinte e nove)
“Não vou me deixar embrutecer, eu acredito nos meus ideais, podem até maltratar meu coração que meu espírito ninguém vai conseguir quebrar”. (Um dia perfeito)
“Gostaria de não saber desses crimes atrozes é todo dia agora”. (Os anjos)
“Não há mentiras nem verdades aqui”. (Música Urbana)
“Somos os filhos da revolução, somos burgueses sem religião, nós somos o futuro da nação”. (Geração Coca-cola)
“Tenho certeza que eu não sou daqui” (Meninos e Meninas)
“Meu coração é tão tosco e tão pobre, não sabe ainda os caminhos do mundo”. (Sete cidades)
“Quando se aprende a amar o mundo passa a ser seu”. (Se fiquei esperando meu amor passar)
“Quero minha nação soberana, com espaço, nobreza e descanso”. (Se fiquei esperando meu amor passar)
“Sempre em frente, não temos tempo a perder”. (Tempo perdido)
“Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo, temos todo o tempo do mundo”. (Tempo perdido)
“És parte ainda do que me faz forte, pra ser honesto só um pouquinho infeliz”. (Giz)
“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração, e quem irá dizer que não existe razão”. (Eduardo e Mônica)
“A vida continua e se entregar é uma bobagem”. (Vento no Litoral)
“Nada mais vai me ferir, eu já me acostumei com a estrada errada que eu segui e com a minha própria lei”. (Andrea Doria)
“Misturei coma promessa que nós dois nunca fizemos de um dia sermos três”. (Acrillic in covas)
“Sempre as mesmas desculpas e desculpas nem sempre são sinceras, quase nunca são”. (Acrillic in covas)
“Mas acontece que tudo tem começo, e se começa um dia acaba, eu tenho pena de vocês”. (Fátima)
“Eu já sei o que tenho quem saber e agora tanto faz” (Fátima)
“Tanto faz quem se importa se você é inocente, com uma arma na mão eu boto fogo no país e não vai ter problema se estou do lado da lei”. (Veraneio Vascaína)
“Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho, quando tudo está perdido, sempre existe uma luz”. (A Via Láctea)
“Nas favelas no Senado, sujeira pra todo lado, ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. (Que país é esse)
“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém”. (Mais uma vez)
“Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo, quem acredita sempre alcança”. (Mais uma vez)
”Deixa de lado essa pobreza de quem insiste em julgar e explicar, não vou poder calar meu coração”. (Hoje)
“Deixa que falem, eles não sabem, não falo pelos outros só falo por mim”. (Hoje)
“Tudo o que você faz, um dia volta pra você, e se você fizer o mal, com o mal mais tarde você vai ter de viver”. (Boomerang Blues)
“Não me digam como devo ser, gosto do jeito que sou. Quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa pra esconder”. (Uma outra estação)
“Seu interesse é só traição e mentir é fácil demais”. (As flores do mal)
“Sexo compra dinheiro e companhia, mas nunca amor e amizade, eu acho”. (La Maison Dieu)
“A falta de esperança e o tormento de saber que nada é justo e pouco é certo, e que estamos destruindo o futuro, e que a maldade anda sempre aqui por perto”. (Clarisse)
“Será que eu sou capaz de enfrentar o teu amor, que me traz insegurança e verdade demais, será que eu sou capaz?” (A tempestade)
“Você gosta mesmo de mim se arriscando a me perder assim, ao me explicar o que eu não quero ouvir”. (Comédia romântica)
“E tudo aquilo contra o que sempre lutam, é exatamente tudo aquilo que sempre são”. (Marcianos invadem a terra)
“E a alegria dentro de você por que sua vida é luz”. (Sagrado coração)
“Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão, eu sou metal, eu sou o ouro em teu brasão”. (Metal contra as nuvens)
“Não me entrego sem lutar, tenho ainda coração, não aprendia a me render, que caia o inimigo então”. (Metal contra as nuvens)
“Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher, sou minha mãe e minha filha, minha irmã, minha menina, mas sou minha, só minha e não de quem quiser, sou Deus, tua Deusa meu amor”. (1º de julho)
“Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre, sempre acaba”. (Por Enquanto)
“Pecado é provocar desejo e depois renunciar”
“Triste coisa é querer bem a quem não sabe perdoar”
“Se o amor é verdadeiro não existe sofrimento”
Ah, Quem Me Dera
Ah, quem me dera ser poeta
Pra cantar em seu louvor
Belas canções, lindos poemas
Doces frases de amor
As canções, os relatos, os contos populares, pintam em poucas palavras o que a literatura se limita a amplificar e a disfarçar.
George SandTudo acaba em canções.
Pierre BeaumarchaisO REI Marley dizia em uma de suas canções uma coisa boa:Na música,quando ela te atinge, você não sente dor.
Bob MarleyNão me cante canções do dia, pois o sol é inimigo dos amantes. Cante as sombras e a escuridão, cante as lembranças da meia-noite.
SafoEla lhe perguntou num daqueles dias se era
verdade, como diziam as canções, que o amor tudo podia.
-É verdade - respondeu ele - mas será melhor não acreditares.
CARTAS DE AMOR
Ah! As Cartas de Amor!...
Não existem poemas mais belos,
nem canções mais lindas do que as cartas de amor!
E elas podem ser simples,
podem ser descoladas,
podem não ter mais que quatro ou cinco linhas,
mas sempre serão lindas,
perfeitas,
maravilhosas,
e sublimes,
pelo simples fato
de serem Cartas de Amor!
Que eu queria poder te dizer sem palavras...
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões...
(Esperando aviões)
"Meu propósito?
eu acho que...
fazer o melhor que eu possa através das canções, através da dança e através da música.
Eu estou confiando na minha arte.
Eu creio que todas as artes tenham como um último objetivo a união entre o material e o espiritual, o humano e o divino.
Eu acredito ser essa a razão da existência da arte.
E eu sinto como se fosse um instrumento...
apenas para dar música e amor, harmonia ao mundo. Para crianças de todas as idades, adultos e adolescentes."
- Para mim, a ironia é um insulto disfarçado com um sorriso.
- Não, a ironia são duas verdades contraditórias, que unidas formam uma nova verdade.
Quando uma flor se abre,
nunca é apenas uma flor
- ela ativa um processo;
então, flores continuam a se abrir.
A primeira flor pode ser difícil,
mas as outras simplesmente virão.
A primeira experiência é difícil,
porque você não a permite.
Uma vez que a permitiu,
então não é só uma flor que se abre
- mil e uma flores vão se abrir...
altam palavras, descrições, canções. Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase: “Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz.” E sei que você vai ler, e vai me dizer que leu e vai me perguntar se era pra você. E mais uma vez vai me dizer que não quer me machucar. E eu vou entender. Não vou cobrar nada porque já fomos longe demais. E no fundo eu só quero que você guarde um pouco mais. E que daqui a muitos e muitos anos nossa memória consiga se lembrar dos nossos jeitos, sorrisos e momentos. Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez. Porque mesmo a gente voltando para outros abraços só o nosso valerá a pena. —
Tati BernardiCaio Fernando Abreu - Pálpebras de Neblina
Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar. Andar e olhar. Sem pensar, só olhar: caras, fachadas, vitrinas, automóveis, nuvens, anjos bandidos, fadas piradas, descargas de monóxido de carbono. Da praça Roosevelt, fui subindo pela Augusta, enquanto lembrava uns versos de Cecília Meireles, dos Cânticos: "Não digas 'Eu sofro'. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram/ que era sofrer ?" Mas não conseguia parar. Surdo a qualquer zen-budismo, o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia - coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker. Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban - filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia Tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás. Foi então que a vi. Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela. Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja.
E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu "dói tanto", contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou "porquê?", compreendi ainda mais. Falei: "Porque é daí que nascem as canções". E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?
(in: Pequenas Epifanias)
Existem mulheres que fazem parecer que todas as canções do mundo foram escritas para elas.
Alessandro Igor"Fiquei ali sentado, ouvindo. Dulce cantava novamente aquelas canções desconhecidas. Além da lua, as estrelas e coisas assim, do espaço sobre nossas cabeças, percebi que falavam também de seres da terra, escondidos entre as árvores, na fundura das grutas, nas curvas dos caminhos.
Ela disse:
- Força e fé, repete comigo: dai-me força e dai-me fé, dai-me luz.
Eu pedi:
- Força e fé. Dai-me força, dai-me fé e dai-me luz.
Dulce perguntou se eu queria cantar junto com ela. Disse que não, eu preferia ficar ouvindo. Eu não sabia cantar, expliquei. No mesmo momento, sem ouvir o que ela dizia, e talvez não dissesse nada, apenas cantasse, uma estrela cadente riscou o céu. Pensei em fazer um pedido, era meu aniversário. Mas não tinha nada para pedir. As coisas vivas, pensei, as coisas vivas não precisam pedir."
