Calar

Cerca de 716 frases e pensamentos: Calar

É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do quer falar e acabar com a dúvida.

Abraham Lincoln

É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.

Friedrich Nietzsche

Quando guri, eu tinha de me calar, à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem.

Mario Quintana

O dinheiro não só fala, como faz muita gente calar a boca.

Millôr Fernandes

Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio.

Simone de Beauvoir

Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio, é melhor calar e esperar.

Eduardo Galeano

Quando o amor quer falar, a razão deve calar.

Jean-François Regnard

Quando não se tem ideias, as palavras são inúteis e até nocivas; melhor calar-se do que falar só para confundir.

A. Ganivet

A alegria intensa é recolher-se e calar-se. Falar é dispersar.

Henri Amiel

A sabedoria humana aprende muito se aprender a calar-se.

Jacques Bossuet

Contra o calar não há castigo nem resposta.

Miguel de Cervantes

Há coisas que melhor se dizem calando.

Machado de Assis

Há momentos na vida, em que se deveria calar e deixar que o silêncio falasse ao coração, pois há emoções que as palavras não sabem traduzir!

Jacques Prévert

Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém.

Rousseau

Vocês podem calar a minha voz, mas não os meus pensamentos! Vocês podem acorrentar o meu corpo, mas não a minha mente! Não serei plateia desta sociedade doente, serei autor da minha história! Os fracos querem controlar o mundo; os fortes o próprio ser! Os fracos usam as armas, os fortes as ideias.

Augusto Cury

Silêncio

Saber ouvir e saber calar: nisto consiste o supremo valor do silêncio.

Ouvir, silenciar, pensar, falar, silenciar e pensar outra vez evitaria muita coisa dita em vão.

Por falar apenas e pouco pensar, pessoas cometem erros difíceis de reparar depois.

E por ouvir tanto menos do que pensam, piores erros cometem ainda...

Augusto Branco

“Toda vez que um justo grita,

um carrasco vem calar.

Quem não presta fica vivo,

quem é bom, mandam matar.”

Cecília Meireles

Não importava se tinha razão, devia me calar. No meu tempo, ser educado era ficar em silêncio. Na mesa, não podia emitir som que não fosse da natureza do garfo e da faca. Criança aceitava, não falava. Como um bicho doméstico, um galo, um cachorro, um gato, um canário belga. Encabulava quando raspava a louça, arranhava as rodas ao estacionar no meio-fio do prato. Meu pai falava sem parar dos negócios, dos vizinhos, do futebol e eu escutava com continência e louvor. Nunca me passou pelos ouvidos nenhuma pergunta inteligente para fazer, até porque as perguntas inteligentes surgem das bobagens e não corria riscos. Se as conversas tivessem sido gravadas na época, descobriria que não apareci na própria infância. Entrava com um "obrigado" e saía no "com licença". Não questionava os hábitos, preocupado em me ver livre o mais rápido possível daquela cena. Não sabia como viver para me sentir morto. Não sabia como morrer para me sentir vivo. Meus bolsos cheios de bolas de gude para acompanhar as mãos. Os bolsos do meu pai cheios de chaves para desafiar as mãos. Os bolsos de minha mãe cheios de pedras do terço para esquecer as mãos. A sobremesa era sagu ou arroz de leite, que comia com vagar e ódio, já que consistia na mesma merenda da escola. Passava o dia comendo sagu ou arroz de leite. A canela em cima do doce me arrepiava de careta, emburricava a respiração. Me censurava antes da censura, me proibia antes da negação, me cavava antes de ser enterrado. Pensativo como quem se penteia no espelho. Prestativo como quem tem culpa por crescer. Nas saídas em família, permanecia igualmente calado, omisso, aceitando que as pessoas secassem seus dedos no meu rosto em cada encontro. Quando recebia um elogio público de comportado, o pai sorria, a mãe sorria, e bem que tentava sorrir, mas os dentes eram de leite e logo cairiam. Nunca levantei a voz. Falava para dentro, com a cabeça inclinada de cavalo cansado. Tinha serenidade porque não encontrava outro sentimento para colocar em seu lugar. Não havia estômago para chegar ao fim da esperança. Não estava escuro para me defender com vela, muito menos claro para procurar sombras. Conhecia de cor o ato de contrição, apesar da dificuldade de inventar pecados. A humildade lembrava covardia, o que explica minha vontade insana de fazer calar esse tempo, o meu tempo de camisa fechada até o último botão.

Fabrício Carpinejar

É preciso saber ouvir e saber calar. Por falar apenas e pouco pensar, pessoas cometem erros difíceis de reparar depois. E por ouvir tanto menos do que pensam, piores erros cometem ainda...

Augusto Branco

"Você não terá piedade diante de seus inimigos. E ao se voltarem contra você, calar-se-ão diante de sua grandeza de alma."

Maquiavel