Caipira

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Declaração aos amigos de uma forma caípira

Ces são o colírio do meu ôiu.
São o chiclete garrado na minha carça dins.
São a maionese do meu pão.
São o cisco no meu ôiu (o ôtro oiu - eu ten dois).
O limão da minha caipirinha.
O rechei do meu biscoito.
A masstumate do meu macarrão.
A pincumel do meu buteco.

Nossinhora!
Gosto dimais da conta docêis, uai.

Ces são tamém:
O videperfume da minha pintiadêra.
O dentifriço da minha iscovdidente.

Óiproceisvê,
Quem tem amigos assim, tem um tisôru!

Eu guárdêsse tisouro, com todo carin,
Do Lado Esquerdupeito !!!
Dentro do Meu Coração!!!

Paulo Master

Trenzinho Caipira

Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar no ar no ar
Lá vai o trem com o menino
Lá vai a vida a rodar
Lá vai ciranda e destino
Cidade e noite a girar
Lá vai o trem sem destino
Pro dia novo encontrar
Correndo vai pela terra
Vai pela serra
Vai pelo mar
Cantando pela serra do luar
Correndo entre as estrelas a voar
No ar no ar no ar

Heitor Villa-Lobos

SO PIADAS HUMMMM ...
VÂMU RÍ?... SÓ VALI PIADA DI CAIPIRA

Vâmu rí cum as piada di caipira?
Ocê podi contá a sua pra nóis si rí di nóis.


uá piadin in rimiproza sô!!!!

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O caipira resolve trocar o seu galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia suas funções, o velho galo foi conversar com seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por isso que meu dono o trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote?! Vou ficar com todas.
- Mas só duas... Ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte: Propõe o galo velho. - Apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas. O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar a vinte passos a frente - Pediu o galo velho.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho.
Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo. O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem.
No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o caipira pega sua espingarda eatira sem piedade no galo jovem. Guardando a arma,comenta com a mulher:
- É o quinto galo viado que a gente compra esta semana!
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çês cunheçem eça?
Três paulistas e um mineiro numa clínica de loucos:

1º. paulista: -


Eu tenho muito dinheiro... Vou comprar o Citibank!

2º. paulista: -

Eu sou muito rico... Comprarei a General Motors!

3º. paulista: -

Eu sou um magnata... Vou comprar a Microsoft!



E os três ficam esperando o que o mineiro vai falar.



O mineiro engole a saliva... faz uma pausa... e diz:

- Num vendo...
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)

Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz

Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá

Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá

To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá

A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho

Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
: A PRIMEIRA VEZ DO MINERINHO

Joãozinho, mineirinho batuta da quinta serie, escreveu uma poesia na aula de redação, chamada

"A Primera Veiz ":

O céu tava bem craro ,
A lua quasi dorada ,
Ali nu campu eu i ela,
I não si via mais nada.

Sua pele era suave,
As ancas tava exposta,
I eu tocando di leve,
U macio di suas costa.

Num sabendo começá ,
Olhei u corpo isguio .
I dicidi pô as mão,
Sobre seu peito macio.

Eu sentia medo.
Meu coração forte batia,
Enquanto ela divagarinho ,
As suas perna abria.

Inda bem qui cunsigui !
Tudo então melhorô .
Pelo menos desta veiz ,
O líquido branco jorrô .

Finarmente tudo acabô ,
I quasi saio di maca.
Foi assim a primera veiz
Qui tirei leite da vaca.

Êita, gente mardosa ....


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Mais uma minha gente!!!!!!

O alemão e o caipira

Um alemão estava passeando pelo interior de Minas. Encontrou com um caipira e começou a conversar, procurando de toda a forma fazer gozação com o humilde homem. Num certo trecho da conversa, o alemão disse na maior cara-de-pau:
- No Alemanha, o ciência estarr muito avançado, non! Meu vozinha ficarr cego dois vistas e cientistas alemons fazerr dois novas de bolas de vidrro e ele enxerga agorra perfeitamente, non!
- Arre égua! Pois lá em Matutina, meu irmão perdeu a mão na máquina de cortar capim e os médicos de lá puseram uma teta de vaca no lugar da mão e agora, quando ele qué tomá leite, é só espremê um dedo e pronto!
- Ora! Isto ser impossível! Eu querrer verr parra crerr!
- Tá bão! Intão traz a tua vozinha com os óio de bola de gude prá eu vê!
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KKKKKKKK.....issakí tá baum dimái..... maizôta intoncis.....

ói só issss!!!

Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido
no interior.
- Essa terra DÁ MANDIOCA?
- Não, senhora - responde o capiau.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! SE PLANTAR É DIFERENTE...

"Poizé, quem pranta cói, i num é memu sô?!!!!!"

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Otro dia, o cumpadi Ocridi, foi na primêra veiz nu tar di proctologista. Foi fazê ixami da prostata...
Quânu chegô no consurtóriu du dotô, dispois di fazê aqueas pregunta normá, mandô o cumpadi deitá di bruçu e arriá as carça ... Ele, meiu disconfiadu, cabô fazênu o que o seu dotô mandô.
Intão o dotô cumeçô a fazê us ixami nu fiofó du cumpadi Ocridi...
- Dotô, iêu vô gritá, dotô!
- Carma cumpadi! Tenha carma, aqui as coisa são rápida!
- Dotô, iêu vô gritá...
- Grite não cumpadi! Tã cheiu di pacienti lá fora, isperânu ... o quê eles vão pensá? Carma que tâmu acabânu ...
Dispois di Ocridi se aguentá cum aquilo ...
- Dotô... Dotô... num aguentu mais ... vô gritá!
- Vai cumpadi (disse o dotô)... podi gritá ...

Ê TREIM BÃO SÔ!!!

O cumpadi Ocridi num ficô satisfeitu e o dia seguinte foi ni otrô dotô, pra uma segunda opinião!

inté, intão!
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A garota nunca usou nada por baixo. Um dia precisou sair e, não se sabe por que, pegou um saco de algodão e costurou uma calcinha. Ficou joinha.
Vestiu e tomou um ônibus. Lá dentro, um caipira sentado na frente dela, não parava de olhar pra suas pernas. Uma hora ela não aguentou mais:
- Que foi, zé mané, nunca viu uma calcinha?
- Vi sim, dona. Mas nunca escrita "Ração pra pinto".
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cumadi Nilma....KKKKKKK...Ração pá pinto foi d+++.
óia essa "verdadi verdadêra" sô!!!! num é piada naum......via vênu.....

Caipiras na cidade...
O casal de caipiras velhinhos resolve finalmente deixar o torrão natal para visitar a capital.
Eles estão num shopping e assistem a um desfile de modas para apresentação da coleção de maiôs e biquines de uma grife. Vendo esse espetáculo, o marido fica com os olhos literalmente arregalados.
A mulher passa-lhe um sermão:
- Ei Tião, parece inté que ocê nunca viu perna e peito de mulher antes!
O caipira responde:
- Sabe que eu tava pensando a mesma coisa, muié???
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Noite, pessoar! O Depoimento do Caipira
O caipira pensou melhor e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.

No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir:

- O senhor não disse na hora do acidente: "Tô muito bem"?

E o caipira responde:

- Baum, vô cuntá u ki kunteceu. Ieu tinha cabadu di colocá minha mula favurita na caminhoneti..

- Eu não pedi detalhes! interrompeu o advogado.- Só responda à pergunta: O senhor não disse na cena do acidente: "Tô muito bem"?

- Beim, ieu coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia...

O advogado interrompe novamente e diz:

- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta?

Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta do caipira e disse ao advogado:

- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.

Genival (o caipira) agradeceu ao Juiz (gradicidu) e prosseguiu:

- Cumu ieu tava dizenu, coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia quandu uma picapi travessô u sinar vermeio i bateu na minha caminhoneti beim na laterar. Ieu fui jugadu fora du carru prum ladu da rudovia i a mula protuladu. Ieu tava muitu firidu i não pudia mi movê. Di quarqué forma, ieu pudia uvi a mula zurrandu i grunindu i, pelu baruio, ieu pude percebê qui u istadu dela era muitu gravi. Logdispos du acidenti, u patrulheru rudoviáru chegô au locau. Eli uviu a mula gritandu i zurrandu i foi inté ondi ela tava.

Dispois di dá umoiada nela, eli pegô a arma i atirô beim entriusóio du animar.

Entaum, u puliciar travessô a istrada com sua arma na mão, oiô pra mim i dissi:

“Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela.
E o senhor? Como está se sentindo?"

Caipirinha - O poetinha da roça

Porteira


Por ela passam os sonhos de um caipira
Aquele que sai de sua terra
Para a cidade grande em busca da felicidade
Que trabalha de sol a sol
Esperando um dia voltar...

E na capital nascem seus filhos
Distantes da vida simples de seus pais
Assim vive o caipira
Saudoso e choroso pela lembrança de criança
Onde montava o cavalo...

Bebia água na fonte
Corria entre os pastos atrás dos vaga-lumes
Assim vivem todos aqueles que sobrevivem longe da terra natal
E só pensa em voltar...

E por sorte um dia ele volta
A alegria lhe salta os olhos
Ao ver os campos tão verdes
E frutas no pé...

Então ele passa pela porteira
Olha o mata-burro no chão
Nessa hora o caipira
Se sente feliz ao voltar a vida de peão...


Leticia Andrea Pessoa

Letícia Andrea Pessôa

Chora viola

Passei a mão na viola
Ponteei uma canção caipira
Que fala de um beija flor, que falava de um amor
Mas qual canção não fala de amor?
Amores perdidos
Amores não correspondidos
Paixões e emoções... decepções
Contos da vida
Traduzidos nas notas da canção...
Saudades, vontades
Emoções...
Toquei na viola, notas assim, melancólicas
Notas tão firme como a vontade de um beijo teu,
Vivo assim visionando, poetando o meu amor...
Tiro do peito rimas e prosas
Frases e contos de tantas paixões
Canto o amores dos outros
O encontro sonhado
O homem apaixonado pela mulher que sonhou
A mulher que ama mais não trai
A que trai por amar...
O filho que a casa deixou
A mão que escreve palavras assim belas
Talvez queira nelas
Contar a sua própria dor
Vou assim... Transferindo para as palavras
O que meu coração jura negar
Espelhando o rosto de amores alheios
Querendo que o meu olhe por um só instante
O que eu teria a dizer...
Chora viola...


Letícia Andrea Pessoa

Letícia Andrea Pessôa

UM CAIPIRA SORTÊRO, PRECURA

Ocês tudu devi di tá sabênu qui us casamentu deu xabú
A sinhá Mariquinha mais iêu ia si casá
Mais intão ela si arresorveu qui num qué mais iêu
Ela num sabi u qui perdeu!

Sô um caipira da roça, trabaiadô e bão di prosa
Sô bão di laçu, pegu boi brabu nus abraçu e nas pêia
Num tenhu medu di onça, saçi e curupira
Só si dismanchu quanu óio uma sereia

Gostu di vê a lua, cum ela i minha viola
Passo as madrugada cantanu i prosianu
Sô violêru i sanfonêru dus bão
Quanu cumeçu a tocá, os passarinhu vem e vão
Parecênu que tão tudu dançanu pra modi si alegrá

Mais tameim trabáio nas roça, capinu, rastelu e limpu o terrerâo
Semêio, prantu, cuidu i côlhu as prantação
Façu cerca, portêra, cochete e mata-burru
Cuns morão proteju as criação
I cum amô cuidu di tudu que Deus mi dá

Tenhu minha casinha branca
I muita terra pra cuidá
Sô dônu dus meu narizi
Só mi farta uma sinhá

Intão, agora precisu si casá
To precurânu otra sinhá
Num sô homi di si avivê sozinhu nessi mundão
Queru incontrá arguém pra morá nu coração

Intão quem quisé si acandidatá
É só iscrevé pra cá!

Inté, intão!

Obesse: Di preferença donzela! Muié gasta só si fô nova, istalanu nus cascu!

Tânia Mara Camargo

Minha família é daquela que se junta no final de semana
Toca moda caipira, faz churrasco e bebe cerveja
Tem gente que conta piada, outros que contam “causo”
Cachaça boa não falta pra quem chega
E caldo forte no fogão é pra “arribá” quem parte

Josane Hodniki

Espírito que desencarna de pessoa mesquinha, depois não consegue reencarnar nem em galinha caipira.

Saint-Clair Mello

Para mim o Brasil perdeu um de seus maiores mestres da música raiz caipira! Descanse em paz Tinoco, junto aí de seu irmão Tonico.

Luiz Maria Borges dos Reis

Ahh, nada melhor do que pequi no almoço, uma caipira nervosa te xingando e um sol desses, ah, como eu amo meu Goiás!

Máculah

Mago jovem e sem barba?
Que fada feia... E não tem varinha de condão!
Bruxa boazinha?
Caipira bonitão!

Nem toda patricinha é metida
E nem toda metida é antipática.
Nem todo caçula é mimado.
Nem toda irmã mais velha é chata.

Nem toda pessoa do interior já andou à cavalo na vida
E há quem diga que muito chocolate não faz mal.
Tem pitbul que não é bravo.
E tem gente que não gosta de praia, mesmo morando no litoral!

Nem toda goiaba tem bichinhos.
Nem todo Natal tem presentinhos.
O papai também tem medos.
A mamãe também tem segredos.

Nem toda prova de matemática é difícil.
Os dias de férias, nem sempre são todos de sol.
Nem todo dia de chuva é sem graça.
Posso me divertir na praça ou também dentro de casa.

Não há uma fórmula pra tudo
Não há para tudo uma regra.
Cada pessoa é o que é.
Não importa se é branca, negra ou amarela.

Thaís Falleiros

Coração: um caipira remendado, emotivo e esperto. Ele ganha por tamanho e batimento.

Bruno Guilherme Fonseca

Caipira que foi salvo por Jesus não capina mais nas trevas, não calça as botas do diabo e, muito menos, tira o chapéu para seus escravos na roça, porque virou gente grande.

Helgir Girodo

Nao Sou Apenas Um Famoso
Sou apenas um Caipira Matador.

Iohann Mateus

Nasci no "Dia do Rock" - hoje dia 13 de Julho, mas, adoro uma violinha caipira de 10 cordas. Abraços violeirísticos.

Luiz Maria Borges dos Reis

Percebo que sou um caipira preso na liberdade de Goiânia. Tenho vontade dar uns cascudos na cabeça de quem plantou prédios, um lado do outro, no Setor Bueno. Penso que o pior lugar de Goiânia para se morar é aqui. Idiota de quem o inventou cheio de arranhas-céus de narizes arrebitados.Até a lua nesse lugar só aparece acima dos prédios. A impressão é a de que a lua do Setor Bueno é diferente de outros lugares; já surge no zênite. (Do livro de crônicas Romanceiro de Goiânia - Doracino Naves).

Doracino Naves

E que nunca me falte
a boa música, gente divertida, o som do violão,
a moda caipira juntando a família,
o cafuné pra dormir e tentadores desafios.

Josane Hodniki

Ela muito pura, jurava amor eterno ao pequeno alagoano. Ele sem vergonha fingia entender... Moral da história, ela era uma puta e ele um vigário de boas intenções. Coisas do interior do Brasil.

JustinoManoel