Banco Praça

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"No palco, na praça, no circo, num banco de jardim, correndo no escuro, pichado no muro... Você vai saber de mim."

Chico Buarque

Para o amor, um banco de praça já basta.
Ou ficar na frente de um portão.
Ou uma xícara de café.
Amor mesmo é um filme de baixo orçamento."

Fabrício Carpinejar

Num banco de praça
a sombra de um velho assombra
o vento que passa.

Luciano Maia

Então contarei uma história minha pra vocês.
Estava eu sentada em um banco de praça, esperando o dito cujo, que disse que precisava conversar comigo. Ele chegou trazendo flores, e eu juro por Deus que enquanto ele caminhava em minha direção tudo parou. Parou mesmo. A cena aconteceu em câmera lenta e na hora pensei FINALMENTE DESENCALHAREI, OBRIGADA JESUS!. Ele foi chegando mais perto e não me entregou as flores. Pensei. Ah, ele primeiro irá se declarar e depois me dará as flores. Ele começou dizendo. Isso só tá acontecendo porque eu confio muito em você. Você sabe que eu nunca fui de falar sobre sentimentos e que a gente sempre se zoava um pro outro quando era pra falar disso, certo? Certo, certo, prossiga, amor da minha vida, pensei. Recentemente aconteceu uma coisa muito engraçada comigo, que eu achei que não fosse acontecer nunca. Ok, já entendi que você quer que eu seja a mãe dos seus filhos, cacete. Fala logo! Então, eu tô apaixonado.
Aí adivinhem o que a avestruz acéfala fez? Peguei o bouquet de flores das mãos do cara e tasquei-lhe um beijo. Meus olhos encheram (iria fazer quase um ano que eu estava nessa, eu tinha uns 15 anos, acreditava em príncipes encantados e achava que as pessoas só transavam por amor. Tá explicada a bichisse dos olhos cheios, né?), logo após o meu ataque&, o meu então, amigo, arregalou os olhos e começou a rir. Eu comecei a rir junto, e segurei a mão dele. Quando ele puxou a mão e começou a gargalhar mais alto, eu comecei a entender que alguém ali tinha feito uma cagada (das grandes).Ai, Ké Você é hilária, ótima atriz, por um segundo achei que isso fosse verdade! Olha só que profissional, cara. Tá até lacrimejando! HAHAHA. Pois é. Sabe quando você fica paralizada pensando. Como proceder?. O desespero foi tanto que eu dei um soco (forte) no ombro dele e disse AHHH MALANDRÃO, ACHOU QUE EU TAVA APAIXONADA, NÉ?. Aí ele começou a se justificar O que eu queria te falar, é que eu tô apaixonado pela Fulana. A gente ficou ontem, e cara Ela é a mulher da minha vida! Eu nunca senti isso antes por alguém& E na medida que ele ia falando, meu olho ia enchendo e meu queixo ia tremendo. Enquanto ele desabava a falar, eu fui mudando, ficando séria, até que rolou a primeira lágrima. Foi quando o desgraçado pergunta Que que aconteceu?. A essa altura do campeonato, eu já estava puta da cara, querendo matar ele, quase pegando a porra do bouquet e fazendo ele engolir todas as rosas. E aí quem desabou a falar fui eu VOCÊ É UM INSENSÍVEL, EU ESPERO QUE VOCÊ MORRA!” Pisei no pé dele (????? POIS É) e sai correndo pra casa.
QUEM NUNCA, NÃO É MESMO?

Kéfera Buchmann

Tomar um sorvete com voce no banco da praça é melhor que uma viagem a París ou Grécia sozinho

Lucas Antunes da Silva

Lá estava ele, parado, sentado no banco da única praça da cidade, tão lindo, tão meu. Eu sabia que ao me aproximar, uma onda de dor me atacaria pelo simples fato de eu não poder chegar em você. De não poder sorrir pra você. Pensei em atravessar a rua para não passar na sua frente. Mas ainda assim fui, aproximei-me e como dito, eu não poderia nem ao menos sorrir pra você, para não mostrar nos meus olhos a angustia de não tê-lo ao meu lado. Eu me aproximei:
- Oi, ele disse.
- Oi.
- Senta aqui, preciso falar com você.
E eu, sem dizer uma palavra me sentei.
- O que aconteceu? Porque tá sendo assim comigo?
E eu, uma uma gota de lágrima desceu dos meus olhos. Eu fiquei tonta, era como se eu tivesse ouvido a lágrima cair no chão. Virei de costas pra ele, para secar minhas lágrimas e respondi:
- É que eu... te amo tanto, que não teria forças suficientes pra suportar a dor de olhar pra ti, e ver que é só um sonho.
E no momento em que me virei para ver a sua resposta. Percebi que já era tarde. Ele já tinha sentido, já tinha visto, com uma lágrima ele percebeu o que eu sentia. E me deixou ali, sentindo a leve brisa do vento nos meus cabelos. Eu quis morrer, não tinha mais sentido viver em um mundo onde o seu amor, não fosse a força pra me levantar e seguir em frente.

Letícia Nogara

Você inspira poesia na hora do almoço, de noite ou de dia. Na fila do banco, no banco da praça. Esqueço do tempo nem noto quem passa.E o tempo não passa... Olhando pra lua na beira do lago, não vejo a hora de estar do seu lado, deitar no seu colo, poder te acariciar.

Pimentas do Reino

Larissa Martins.

Havia um casal sentado no banco da praça. Fiquei intrigado com aquela conversa... Ora riam, ora choravam... A curiosidade é algo forte em mim, pois já sou um velho que joga pão aos pombos, e os velhos são invariavelmente curiosos... Que surpresa eu tive ao descobrir que o jovem casal ria alto por puro prazer da companhia um do outro. Alegria tão forte que descrevo como ‘magia’. E que no momento seguinte, choravam por saberem que ficariam separados por um longo tempo... Desfecho triste? Não. Amor verdadeiro sempre vale à pena.

Sidney Saymon

Sentados em um banco de madeira qualquer de uma praça vazia, estavam duas pessoas desconhecidas até então.
- Que horas? Perguntou educadamente a primeira.
- Não faço a mínima idéia. Disse a segunda com uma angustia vivida perceptível em sua voz. Seu rosto estava murcho como uma flor sem vida, seu corpo parecia apenas ser restos de alguém que já foi feliz.
- Está tudo bem com você? Perguntou novamente a primeira pessoa, virando-se pela primeira vez para olhá-lo de frente. Não tivera uma reação normal, estava complacente, esperando a resposta. Em vez de sair dizendo coisas que mal conhecia sobre.
- Não, não estou bem. Disse o segundo começando a se irritar com a quantidade de perguntas feitas naquele momento impróprio, sentara ali para relaxar, se isso fosse realmente possível. Há muito tempo seu coração marcava as batidas do sofrimento continuo e estava chegando ao ponto máximo de agüentá-lo. Sentar-se ali, era uma forma de fugir. Do que quer que fosse. Mas, o medo, o perseguia por todo lugar.
- O que há com você? Perguntou cautelosa a segunda pessoa demonstrando uma ternura pura e rara na voz. O segundo que estava sentado à direita, virou o pescoço lentamente para olhar a face daquele que estava disposto a gastar o pouco do seu tempo com seus problemas. Seus problemas, esse era o ponto, ninguém precisava saber.
- Apenas um pouco, perturbado. Falou involuntariamente com uma vontade imensa de abraçar a si mesmo e permanecer olhando para os que seguiam em frente, pro resto da vida.
- O que lhe perturba? Havia um sorriso brando e aconchegante em uma face já enrrugada pelo tempo.
- Me perturba o fato de não conseguir achar um motivo para viver. O fato de que não vejo sentido em continuar em um mundo onde as pessoas matam umas as outras pelos próprios interesses. Eu não quero crescer e me tornar parte dessa associação de loucos. - Falou alteradamente, porém inconsciente de que, suas palavras saíram mais altas que o previsto.
- Entendo. Simplesmente falou aquela que lhe olhava com olhos esperançosos. Sim, esperança.
- Eu tentei de tudo, tentei me agarrar em todos, tentei mudar minha vida, fiz tudo de outras maneiras, mas sempre temos que seguir os padrões, e isso, não posso mudar. É cansativo, minha mente grita tristemente causando uma queimação em meu cérebro, que não sou capaz de parar. Sento-me aqui e vejo todas essas pessoas seguindo em frente, e me vejo parado. Parado. Já não sei aonde procurar, o que fazer, o que dizer. Já não posso descrever o que sinto, porque não sei o que sinto. Apenas sei que dói, demais. Aqui dentro. – Colocou sua mão branca e longa em cima de seu peito esquerdo simbolizando seu coração. – Sinto-me morto, na verdade, estou morto, há muito tempo. Uma pausa fora feita e apenas o som da brisa era audível.
- Entendo. Disse a primeira pessoa, que virava para frente novamente. Dado por fim a sua conversa, o segundo levantou e começou a caminhar sem rumo. Rapidamente, sem entender o que havia acontecido, a primeira de perguntou de súbito.
– Para onde vais?
- Ué, para onde mais? Seguir em frente. Aquelas palavras foram como choques elétricos para os ouvidos de uma senhora que não via alguém como aquela pessoa há muito tempo.
- Seguir? Seguir pra onde? Se você está em trapos, se você não tem forças para lutar! Sente-se e fique aqui comigo.
- Não importa. Não importa quantas vezes eu caia e fique inconsciente, diga coisas insensatas, e tente me parar. Sempre há algo que me fará continuar. Mesmo morto, eu vou continuar.
- Mas isso é uma completa loucura! Para onde você vai?
- Pode qualificar de qualquer forma, meu destino é incerto, mas eu tenho apenas uma certeza. Eu vou viver. Antes de dar o próximo passo, focou-se naquela imagem sutil, e fez sua primeira pergunta.
- Quer vir comigo? – Estendeu sua mão parando à frente da senhora. Alguns minutos se passaram até que ela pousou sua mão pequena em cima da dele, sorrindo.
- Obrigado.
- Obrigado pelo o que? Falou atônito.
- Estava parada naquele banco há muito tempo. Muitos passaram, seguiram, logo pararam de novo, outros, desistiram de vez. Mas você foi o único me estendeu a mão, para caminharmos essa trilha árdua juntos.
- Dizem, que dois é melhor que um. – Pela primeira vez, pequeno sorriso quase não notável surgiu no rosto do homem.

Natália Maria de Lira Cardoso

O distante solitário no banco de uma praça
Apaixonante de palavras meigas
O garoto dos planetas, dos meus planetas
O Garoto das estrelas

Thalita B.

Mas só um pouco.


Estou sentada no banco da praça; tirei as botas, sentei com as pernas cruzadas.

Sentindo uma brisa gelada enquanto os raios de Sol passam entre os galhos e me esquentam um pouco... Mas só um pouco.

O dia está lindo. O que estraga é que me lembro que vou ter que voltar para o escritório e deixar essa natureza linda do lado de fora.

Borboletas, cheiro de mato, as folhas dançando com o vento, as sombras formando lindos desenhos no chão de terra.

Vejo algumas pessoas circulando; sendo o que devem ser, vivendo como querem viver. E eu estou aqui sem saber que direção tomar.

Mas estar aqui me alegra...

O Sol me dá um pouco de energia, sinto um pouco de paz...

Mas só um pouco.

Daqui a pouco a angústia volta.

Anna Laura Souza

Farto da luta
Levantou cedo e saiu à rua
Sentou no banco da praça
Com rosto entre as mãos
Chorou como choram os
Inocentes
Gritou como gritam os
Possuídos
No final suspirou como suspiram os
Derrotados ...

Silmatozo

PROBLEMÃO DE MEMÓRIA.

Uma velhinha de uns 70 anos estava sentada no banco da praça, chorando copiosamente. Um sujeito que passava pelo local se comoveu com a cena e perguntou:
- Minha senhora! Qual o motivo de tanto choro?
- Tenho um namorado de 22 anos em casa! - respondeu ela aos prantos - Ele faz amor comigo todas as manhãs, depois me traz café na cama: cereais, ovos mexidos, frutas...
- Mas por que a senhora está chorando?
- Ele também faz a minha sopa preferida, os meus bolinhos preferidos... Faz amor comigo a tarde toda...
- Mas... Por que o choro, minha senhora?
- No jantar ele me faz uma comida deliciosa com um vinho excelente e uma torta deliciosa de sobremesa e depois faz amor comigo até de madrugada!
- Então me diga! - gritou o sujeito, aflito - Por que cargas d'água a senhora está chorando?
Então a velhinha olhou para ele e disse:
- É que eu não consigo lembrar onde moro!!!

Julietti Andrade

"te espero no banco de praça.
tu veio, mais estava com outro olhar,
era você, mais com outro brilho
senti medo ao te tocar,
estava fria.
esperei você falar,
você disse, não dá mais!
queria motivos,pra entende tal atitude.

você choro e falou.
falando entendi sua razão
chorando, percebi o coração, abri mão
do que tanto amou.

penso, no injustiçado
a razão, que diz o certo ou errado,
ou o coração que sofre por atitudes da razão!

iago mozart

BANCAR

Eu banco
No banco
Da praça
Do dinheiro
Eu banco
No banco
Sou bobo
Sou tolo
Eu banco
No banco
Jogo
Aposto
Eu banco
No banco
Amo-te
Quero-te
Eu banco
No banco
Recito
Choro
No banco
Do carro
Quero-te
Apenas
Psvcta
Agora
Sempre
Banco-te
Amo-te

André Zanarella 23-12-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4620019

André Zanarella

Eu e meu pai sentávamos no banco da praça e olhávamos a lua e as estrelas. Ele me falava de sua infância sofrida, das coisas boas e ruins da vida.

Sabrina Niehues

“Amor é diverso. É um casal de idoso no banco da praça. É a moça e o rapaz brigando porque não querem terminar, mas não sabem mais continuar. É o menino de cinco anos levando uma flor para a “amiguinha”. É o menino apaixonado pelo menino. É a menina apaixonada pela menina. E nenhuma dessas faces atrapalha a vida alheia. Nenhuma espécie de amor foi feita para não caber no mundo. Até ele, o tal do amor, depende de como se vê.”

Camila costa

Um banco de praça, um vinho barato e as estrelas,
Deixei escapar um sorriso que encontrou o teu e ambos deram a maior gargalhada.

Tamara Machado

O banco da praça é uma instituição confiável, pois são depositadas, sem desconfiança nenhuma, diversas conversas com amigos desconhecidos cujo tema passeia entre segredos, aventuras e sonhos.

Andre Saut

LIÇÕES DA PRAÇA
Sentado na praça, num banco, que fica num canto,
sinto o odor das flores e contemplo as cores.
Vejo o bailar dos pássaros
em vôos de liberdade. Igual à que tenho,
porém, não a faço uma verdade.
A fonte luminosa e jorrante,
esplendorosa,
brilhante,
pela qual descem véus de água cristalina,
que vão e vêm,
ensinando que os ciclos se renovam,
e que todos,
a seus respectivos tempos,
beleza peculiar ostentam.
A banda no coreto postada,
toca as músicas da saudade,
aquelas do tempo em que tive vaidade,
Observo o ziguezague de pessoas ao redor,
as moças com marcha à direita,
os moços à esquerda,
se cruzam, flertam e se vão.
Não é tudo que se admira que se pode ter,
não é tudo que está no caminho que vai ficar.
Praça, simples praça,
cheia de sabedoria,
cheia de graça,
nela descanso,
num remanso,
e com suas lições
paz alcanço.

Luciano F. Aschkar