Babilonia

Cerca de 41 frases e pensamentos: Babilonia

"Quanto mais pessoas
Fumarem erva,
Mais a babilônia cai"

Bob Marley

Quando for ver o sol nascer, me chama.
Estando unidos é fácil perceber, Babilônia em chamas.

Banda Ponto de Equilibrio

Enquanto o mundo peidar fedorento, a terra vai feder pacas

Bob Marley

Eu toco fogo,
Eu ponho na Babilônia!

Edson Gomes

Sair dessa cidade,soltar o meu cachorro , fugir pra Babilônia.

Armandinho

Daniel entrou na Babilônia, mas a Babilônia jamais entrou nele. Eis a diferença. Somos agentes em trânsito.

Hermes Fernandes

Queda de Babilônia

Certamente, Isaías não viveu para ver a glória e o domínio do reino de Babilônia.
Era a Assíria o reino dominante em seus dias.
Mas foi dada a ele por Deus a revelação do que sucederia à glória futura de Babilônia que viria a ser o império dominante do mundo antigo, depois da Assíria.
Todavia, a queda de Babilônia não é profetizada no 13º capítulo de Isaías, apenas para ser uma referência a este fato histórico que ocorreria em 537 a. C., mas para servir de ilustração da queda da cidade gloriosa, que é exaltada na terra, tal como fora Babilônia no passado, no dia da visitação do juízo do Senhor contra a sua impiedade e luxúria, por ocasião da Sua segunda vinda, conforme se vê no livro de Apocalipse, onde a cidade é codinominada de Babilônia, que passou a ser um nome profético na Bíblia para designar todas as cidades e reinos deste mundo que estejam vivendo na impiedade, numa luxúria obtida através de violência, furto e pilhagens, à custa da prática de toda sorte de injustiça; e que dá aos seus governantes e grandes, o sentimento de exaltação e vanglória, tal como este existiu nos reis de Babilônia desde Nabucodonosor, por se gloriarem em suas posses, conquistas e glória terrena, e não na justiça e no Senhor.
Por conseguinte, no meio das profecias que são dirigidas especificamente contra a Babilônia dos dias do profeta Daniel, está inserida a profecia que tem paralelo no livro de Apocalipse e que se refere às assolações que virão sobre toda a terra no dia do Senhor, que é o modo de se designar profeticamente no Velho Testamento o dia da segunda vinda de Cristo.
Esta parte da profecia se refere à destruição da impiedade em toda a terra e não apenas no território da cidade de Babilônia, e que as estrelas do céu e suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz; e a visitação do juízo do Senhor será sobre a maldade em todo o mundo, e Ele diz que visitará também a iniquidade dos ímpios, e que fará cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterá a soberba dos cruéis.
Tantos serão os mortos, que os homens serão tão raros na terra quanto é o ouro de Ofir, porque é difícil de ser encontrado.
E diz também que fará estremecer o céu, e a terra se movera do seu lugar, por causa do Seu furor, e por causa do dia da sua ardente ira (v. 6 a 13).
A partir do verso 14 até o 22 são retomadas as profecias contra Babilônia, que seria derrubada em 537 a. C.
O que Deus faria com Babilônia, serviria portanto de aviso para as nações para não viverem na mesma impiedade daquele grande reino, porque foi dEle que partiu o grande juízo que veio sobre Babilônia.
Contudo, somente os que conhecem o Senhor dão ouvidos à Sua Palavra, e fogem da impiedade.
Então, em Sua onisciência, e por conhecer o que é a natureza soberba do homem, especialmente dos grandes da terra, já são previstas e descritas as terríveis assolações que virão sobre o mundo no tempo do fim, por causa da referida impiedade e iniquidade, que aumentarão em vez de diminuir, apesar das muitas profecias como esta, que encontramos na Bíblia, revelando os juízos que Deus trouxe sobre os reinos que viveram na impiedade, para servirem de alerta para que os homens se convertam das suas maldades e se voltem para o Senhor, para viverem na prática da justiça.

Baseado em Isaías 13

Silvio Dutra

Falsa Paz e Segurança – Zacarias 1

Os judeus haviam retornado de Babilônia a Judá, por decreto de Ciro, em 537 a.C., e no mesmo ano começaram a reconstruir o templo de Jerusalém, que havia sido destruído por Nabucodonozor.
Mas, sofreram uma forte oposição dos samaritanos, que foram rejeitados por eles quanto à participação na reedificação do templo, ficando a obra paralisada por cerca de 16 anos.
As obras de reconstrução do templo foram reiniciadas em 520 a C., através das exortações dos profetas Ageu e Zacarias, sendo o templo concluído 4 anos depois em 516 a.C.
A primeira profecia de Zacarias, no segundo ano do rei persa Dario, pode ser situada, portanto, cerca de 17 anos após o retorno dos judeus à Palestina.
Como se afirma no primeiro versículo de seu livro, Zacarias começou seu ministério junto aos judeus no oitavo mês do segundo ano de Dario; sendo que o profeta Ageu começou o seu, dois meses antes, a saber, no sexto mês do segundo ano de Dario, como se vê em Ageu 1.1.
Os judeus estavam em grande perplexidade, porque o Senhor havia prometido lhes dar descanso quando se completassem os setenta anos de cativeiro em Babilônia, e estavam, depois de cumprido aquele prazo, ainda debaixo das aflições de seus inimigos.
No entanto, o Senhor lhes falou através do profeta Zacarias, que eles haviam se afastado dEle, e que deveriam se converter para que Ele voltasse a tornar para eles (Zac 1.3), e que deveriam aprender do que havia acontecido aos seus pais, para que não andassem nos mesmos caminhos deles, porque haviam despertado grandemente a ira do Senhor, porque não se arrependeram de suas más obras, quando o Senhor os exortou pelos profetas (Zac 1.2, 4).
Eles foram exortados do mesmo modo, pelo profeta Ageu, a se converterem ao Senhor, e a se santificarem, conforme podemos ver no livro do referido profeta.
Então, não foi pela falta de poder ou interesse de Deus, que eles se encontravam ainda debaixo da opressão dos povos inimigos, mas, por causa da sua própria infidelidade, que é descrita em Ageu, por estarem principalmente, dando prioridade aos seus próprios interesses e negócios, e não à casa do Senhor e à Sua vontade.
Cerca de três meses depois, no décimo primeiro mês, do segundo ano, do reinado de Dario, a palavra do Senhor veio novamente a Zacarias (v. 7), numa visão, na qual viu “um homem montado num cavalo vermelho, e ele estava parado entre as murtas que se achavam no vale; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, baios e brancos.” (v. 8).
Zacarias pediu a Deus o significado da visão, e um anjo lhe respondeu que eram aqueles que o Senhor havia enviado para percorrerem a terra (v. 9, 10).
E aqueles cavaleiros responderam ao anjo, que estava parado entre as murtas, que estavam percorrendo a terra e que toda ela estava tranqüila e em descanso (v. 11).
Nós vemos em I Tes 5.3, que quando o Senhor voltar para julgar toda a terra, os seus habitantes estarão dizendo “paz e segurança”, a par de toda a iniquidade em que estiverem vivendo.
Há fomes, pestes, assassinatos, e toda sorte de calamidades na terra, e ainda assim, seus habitantes têm este falso sentimento de paz e segurança.
Nas palavras desta profecia de Zacarias, estão tranquilos e em descanso, enquanto o povo de Deus é duramente oprimido e perseguido pelos seus inimigos.
São rejeitados por aqueles que não conhecem ao Senhor.
São desprezados e oprimidos, tal como os judeus, em seus dias.
Então o próprio anjo da visão de Zacarias clamou ao Senhor, em face de tal quadro:
“Ó Senhor dos exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém, e das cidades de Judá, contra as quais estiveste indignado estes setenta anos?” (v. 12).
Certamente, por ter o povo de Judá se arrependido pelas repreensões que vinham recebendo desde o sexto mês, por Ageu, e do oitavo, por Zacarias, veio então, neste décimo primeiro mês, da parte do Senhor para eles, palavras boas, palavras consoladoras (v. 13), por meio do anjo que falava com Zacarias.
Deus prometeu dar descanso ao Seu povo, contra aqueles que estavam lhes oprimindo, e que se encontravam em descanso, isto é, sem estarem debaixo de Seus juízos, tal como estava fazendo com o Seu próprio povo.
Então para confirmar a obra de juízo que faria contra as nações inimigas de Judá, que estavam se lhe opondo, Deus deu a Zacarias a visão de quatro chifres, que simbolizavam os poderes daquelas nações, sendo amedrontados e derrubados por quatro ferreiros, e assim seriam dispersados pelo Senhor (v. 18 a 21).
Disto aprendemos, para a Igreja de Cristo, que quando estamos empenhados numa obra de Deus, para a qual Ele nos chamou, e se somos paralisados pelas forças do Inimigo, não devemos buscar a causa da nossa falha não em outros, senão em nós mesmos, para nos humilharmos e nos arrependermos, de maneira que o Senhor disperse as forças do Inimigo e nos fortaleça a cumprir a obrar que Ele havia designado para ser feita por nós.




“1 No oitavo mês do segundo ano de Dario veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:
2 O Senhor se irou fortemente contra vossos pais.
3 Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor dos exércitos: Tornai-vos para mim, diz o Senhor dos exércitos, e eu me tornarei para vós, diz o Senhor dos exércitos.
4 Não sejais como vossos pais, aos quais clamavam os profetas antigos, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Convertei-vos agora dos vossos maus caminhos e das vossas más obras; mas não ouviram, nem me atenderam, diz o Senhor.
5 Vossos pais, onde estão eles? E os profetas, viverão eles para sempre?
6 Contudo as minhas palavras e os meus estatutos, que eu ordenei pelos profetas, meus servos, acaso não alcançaram a vossos pais? E eles se arrependeram, e disseram: Assim como o Senhor dos exércitos fez tenção de nos tratar, segundo os nossos caminhos, e segundo as nossas obras, assim ele nos tratou.
7 Aos vinte e quatro dias do mês undécimo, que é o mês de sebate, no segundo ano de Dario, veio a palavra do Senhor ao profeta Zacarias, filho de Berequias, filho de Ido, dizendo:
8 Olhei de noite, e vi um homem montado num cavalo vermelho, e ele estava parado entre as murtas que se achavam no vale; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, baios e brancos.
9 Então perguntei: Meu Senhor, quem são estes? Respondeu-me o anjo que falava comigo: Eu te mostrarei o que estes são.
10 Respondeu, pois, o homem que estava parado entre as murtas, e disse: Estes são os que o Senhor tem enviado para percorrerem a terra.
11 E eles responderam ao anjo do Senhor, que estava parado entre as murtas, e disseram: Nós temos percorrido a terra, e eis que a terra toda está tranqüila e em descanso.
12 Então o anjo do Senhor respondeu, e disse: Ó Senhor dos exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém, e das cidades de Judá, contra as quais estiveste indignado estes setenta anos?
13 Respondeu o Senhor ao anjo que falava comigo, com palavras boas, palavras consoladoras.
14 O anjo, pois, que falava comigo, disse-me: Clama, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: Com grande zelo estou zelando por Jerusalém e por Sião.
15 E estou grandemente indignado contra as nações em descanso; porque eu estava um pouco indignado, mas eles agravaram o mal.
16 Portanto, o Senhor diz assim: Voltei-me, agora, para Jerusalém com misericórdia; nela será edificada a minha casa, diz o Senhor dos exércitos, e o cordel será estendido sobre Jerusalém.
17 Clama outra vez, dizendo: Assim diz o Senhor dos exércitos: As minhas cidades ainda se transbordarão de bens; e o Senhor ainda consolará a Sião, e ainda escolherá a Jerusalém.
18 Levantei os meus olhos, e olhei, e eis quatro chifres.
19 Eu perguntei ao anjo que falava comigo: Que é isto? Ele me respondeu: Estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
20 O Senhor mostrou-me também quatro ferreiros.
21 Então perguntei: Que vêm estes a fazer? Ele respondeu, dizendo: Estes são os chifres que dispersaram Judá, de maneira que ninguém levantou a cabeça; mas estes vieram para os amedrontarem, para derrubarem os chifres das nações que levantaram os seus chifres contra a terra de Judá, a fim de a espalharem.” (Zacarias 1.1-21)

Silvio Dutra

"A Babilonia Moderna e o Novo Eden"

Tanques a marchar,
a paz devorada pelo som das bombas;
Lágrimas e sangue a se misturarem
nas mesmas dores, nas mesmas tristezas,
nos mesmos olhares, na mesma terra.

O vinho humano escreve a história,
mas os nomes sempre queimam
junto com a polvóra e as memórias.
Os rostos marcados,
os corações arrancados.

Sorrisos fabricados,
seguimos em frente de olhos vendados;
Estupidos e inocestes
rumo ao matadouro
como gados marcados.

Nas vitrines mentiras para todos os gostos,
de todos os tamanhos;
Pequenas, grandes,
a se procriarem,
conduzem o rebanho.

Falso sono inconveniente,
fecha a janela de tua casa derrepente
para a verdade não mais provar...

Magaiver Welington

EZEQUIEL 39

A condição presente de ruína de Israel no cativeiro em Babilônia, nos dias de Ezequiel, seria transformada somente no tempo do fim, em segurança e paz eternas para a referida nação como um todo, quando todo Israel será salvo, pela volta do Senhor, quando o Senhor também derramará sobre eles o seu Espírito para que nunca mais lhes trouxesse qualquer juízo, como os que lhes vinha trazendo até então.
No capítulo anterior são descritas as ações de Gogue nos últimos dias contra Israel, e neste capítulo se descreve os juízos que o Senhor trará sobre ele e os exércitos que estiverem coligados sob o seu comando.
É importante lembrar que a profecia relativa à destruição de Gougue, e de sua terra (Magogue) neste livro de Ezequiel, pode também ser uma referência à batalha final que ocorrerá no fim do período do milênio, conforme narrada em Apocalipse 20, quando ocorrerá a destruição pelo fogo de todos os que marcharem contra a cidade central do governo de Cristo com os santos, em Jerusalém, o lançamento de Satanás no lago de fogo, e, então todos os ímpios terão sido mortos, e tanto os do período do milênio quanto os do passado, desde Adão, terão os seus corpos ressuscitados para que sejam julgados e condenados à segunda morte, que é o lago do fogo.
E daí por diante a morte será finalmente vencida, porque já não haverá mais reprodução, e assim a possibilidade de nascerem pecadores.
E por isso se diz também em Apo 20.14 que tanto a morte quanto o inferno foram também lançados no lago do fogo, indicando que já não haverá mais julgamento, nem condenação, daí por diante, motivo por que serão criados novo céu e nova terra, conforme relatado em Apo 21, onde estará a Nova Jerusalém como a morada eterna dos santos com o Cordeiro.
Evidentemente, a condição de todo verdadeiro israelita, pertencente a Cristo, a partir do juízo de Gogue e Magogue aqui referidos, será de segurança e paz para sempre, sem o risco de nunca mais serem oprimidos ou expulsos da sua cidade amada de Jerusalém, que estará eternamente sob o governo justo e poderoso de Cristo.
Todavia nada afasta uma maior probabilidade da profecia de Ezequiel apontar para a Batalha do Armagedon, ou seja, que ocorrerá no vale de Megido, onde as tropas do Anticristo estarão reunidas, prontas para marchar contra Jerusalém para devastá-la, e quando serão impedidos de fazê-lo pela intervenção direta do Senhor, na Sua segunda vinda.
Tantos serão os mortos nesta batalha, que serão necessários sete meses para limpar o território de Israel de todos os cadáveres e destroços desta guerra.
Israel será livrado por uma intervenção miraculosa da parte de Deus, e em vez de ser destruído pelas nações que vieram contra os israelitas, tais nações é que seriam visitadas pelos juízos de Deus.
Seria portanto, uma situação inversa do que havia ocorrido nos dias de Ezequiel, e assim, o povo do Senhor deveria manter a sua confiança e esperança nEle, porque estava cuidando de Israel, o qual já tinha toda a sua história e o seu futuro glorioso escrito perante Ele.



“1 Tu, pois, ó filho do homem, profetiza contra Gogue, e dize: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e Tubal;
2 e te farei virar e, conduzindo-te, far-te-ei subir do extremo norte, e te trarei aos montes de Israel.
3 Com um golpe tirarei da tua mão esquerda o teu arco, e farei cair da tua mão direita as tuas flechas.
4 Nos montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; e às aves de rapina de toda espécie e aos animais do campo te darei, para que te devorem.
5 Sobre a face do campo cairás; porque eu falei, diz o Senhor Deus.
6 E enviarei um fogo sobre Magogue, e entre os que habitam seguros nas ilhas; e saberão que eu sou o Senhor.
7 E farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo Israel, e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel.
8 Eis que isso vem, e se cumprirá, diz o Senhor Deus; este é o dia de que tenho falado.
9 E os habitantes das cidades de Israel sairão, e com as armas acenderão o fogo, e queimarão os escudos e os paveses, os arcos e as flechas, os bastões de mão e as lanças; acenderão o fogo com tudo isso por sete anos;
10 e não trarão lenha do campo, nem a cortarão dos bosques, mas com as armas acenderão o fogo; e roubarão aos que os roubaram, e despojarão aos que os despojaram, diz o Senhor Deus.
11 Naquele dia, darei a Gogue como lugar de sepultura em Israel, o vale dos que passam ao oriente do mar, o qual fará parar os que por ele passarem; e ali sepultarão a Gogue, e a toda a sua multidão, e lhe chamarão o Vale de Hamom-Gogue.
12 E a casa de Israel levará sete meses em sepultá-los, para purificar a terra.
13 Sim, todo o povo da terra os enterrará; e isto lhes servirá de fama, no dia em que eu for glorificado, diz o Senhor Deus.
14 Separarão, pois, homens que incessantemente percorrerão a terra, para que sepultem os que tiverem ficado sobre a face da terra, para a purificarem. Depois de passados sete meses, farão a busca;
15 e quando percorrerem a terra, vendo alguém um osso de homem, levantar-lhe-á ao pé um sinal, até que os enterradores o enterrem no Vale de Hamom-Gogue.
16 E também o nome da cidade será Hamona. Assim purificarão a terra.
17 Tu, pois, ó filho do homem, assim diz o Senhor Deus: Dize às aves de toda espécie, e a todos os animais do campo: Ajuntai-vos e vinde; ajuntai-vos de todos os lados para o meu sacrifício, que eu sacrifico por vós, sacrifício grande sobre os montes de Israel, para comerdes carne e beberdes sangue.
18 Comereis as carnes dos poderosos e bebereis o sangue dos príncipes da terra, dos carneiros e dos cordeiros, dos bodes e dos novilhos, todos eles cevados em Basã.
19 Comereis da gordura até vos fartardes, e bebereis do sangue até vos embebedardes, da gordura e do sangue do sacrifício que vos estou preparando.
20 E à minha mesa vos fartareis de cavalos e de cavaleiros, de valentes e de todos os homens de guerra, diz o Senhor Deus.
21 Estabelecerei, pois, a minha glória entre as nações, e todas as nações verão o meu juízo, que eu tiver executado, e a minha mão, que sobre elas eu tiver descarregado.
22 E os da casa de Israel saberão desde aquele dia em diante, que eu sou o Senhor Deus.
23 E as nações saberão que os da casa de Israel, por causa da sua iniquidade, foram levados em cativeiro; porque se houveram traiçoeiramente para comigo, e eu escondi deles o meu rosto; por isso os entreguei nas mãos de seus adversários, e todos caíram à espada.
24 Conforme a sua imundícia e conforme as suas transgressões me houve com eles, e escondi deles o meu rosto.
25 Portanto assim diz o Senhor Deus: Agora tornarei a trazer Jacó, e me compadecerei de toda a casa de Israel; terei zelo pelo meu santo nome.
26 E eles se esquecerão tanto do seu opróbrio, como de todas as suas infidelidades pelas quais transgrediram contra mim, quando eles habitarem seguros na sua terra, sem haver quem os amedronte;
27 quando eu os tornar a trazer de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de seus inimigos, e for santificado neles aos olhos de muitas nações.
28 Então saberão que eu sou o Senhor seu Deus, vendo que eu os fiz ir em cativeiro entre as nações, e os tornei a ajuntar para a sua terra. Não deixarei lá nenhum deles;
29 nem lhes esconderei mais o meu rosto; pois derramei o meu Espírito sobre a casa de Israel, diz o Senhor Deus.” (Ezequiel 39)

Silvio Dutra

EZEQUIEL 12

Ezequiel se encontrava novamente entre os exilados em Babilônia, quando recebeu esta profecia do Senhor, porque havia sido arrebatado de volta pelo Espírito desde Jerusalém, para onde havia sido levado por Ele, para ver as abominações do templo, e as destruições que estavam determinadas sobre aquela cidade.
Os judeus que se encontravam em Babilônia não eram melhores do que aqueles que se encontravam em Jerusalém, de modo que o Senhor disse a Ezequiel neste capitulo, que ele estava habitando no meio da casa rebelde, que não podia ouvir nem ver o Seu desígnio, por causa da rebelião de seus corações contra Ele.
Então Ezequiel lhes serviria de símile, mais uma vez, o que eles chamavam de alegorias, porque o Senhor lhe ordenou que agisse de maneira que representasse o que estava prestes a ocorrer com o rei Zedequias em Jerusalém, os príncipes, nobres e soldados que estavam com ele, bem como todo o povo que habitava naquela cidade, porque o profeta teria que pegar todos os seus pertences que havia em sua casa, e mudar-se de casa, carregando-os consigo, só que através de um buraco que ele faria na parede de sua casa, e sairia por ele como quem se encontrava em fuga de algum perigo.
Ele deveria fazer isto à vista dos judeus que se encontravam em Babilônia, para que se lembrassem do que Deus havia feito anteriormente através do profeta, antes que tal fato sucedesse em Jerusalém, quando os judeus estariam fugindo dos babilônios, que finalmente conseguiriam entrar na cidade depois de sitiá-la por dezoito meses.
Assim, lhes serviria de sinal de como aqueles que se encontravam em Jerusalém sairiam para o cativeiro: não em paz, mas em fuga da morte pela espada.
No verso 13 o Senhor revelou a Ezequiel que o rei Zedequias seria preso por Nabucodonosor, e seria conduzido por ele para Babilônia, mas não lhe seria permitido ver a cidade, porque seus olhos seriam vazados e ele viria a morrer na prisão em que seria posto em Babilônia.
E a guarda pessoal do rei seria perseguida e morta pela espada dos babilônios. Tudo isto ocorreu exatamente como foi revelado a Ezequiel, e conforme podemos ver no relato do livro do profeta Jeremias.
O Senhor deixaria que uns poucos dentre eles escapassem do juízo da espada, da peste e da fome, para que confessassem perante as nações para onde seriam dispersos, que foi por causa das abominações que haviam praticado, que o Senhor lhes trouxera todo aquele juízo. E com isto, a santidade do Senhor seria vindicada através do testemunho deles, de maneira que todos os povos soubessem que os atos dos judeus não eram inspirados e nem aprovados pelo Deus deles.
Depois disto o Senhor ordenou a Ezequiel que comesse o seu pão e bebesse a sua água com tremor e estremecimento, e como alguém que se encontrava atemorizado (v. 18), para que os habitantes de Jerusalém soubessem que seria assim que eles comeriam e beberiam em sua terra, porque seria despojada de toda a abundância que ela tivera no passado, por causa da violência que era praticada nela pelos judeus.
Por isso as cidades de Judá seriam devastadas, e ficariam desoladas, para que soubessem que isto lhes veio da parte do Senhor.
O deboche dos judeus receberia o devido castigo. Apesar de tudo o que lhes já havia sucedido, com parte do povo em cativeiro em Babilônia, ainda assim diziam que as profecias que lhes eram dirigidas falando de um juízo iminente que viria sobre eles, eram falsas, porque os dias deles em Jerusalém seriam dilatados, de forma que toda visão em contrário disto era falha (v. 23).
Mas o Senhor faria cessar tal provérbio em Judá, e mandou Ezequiel dizer-lhes que estavam próximos os dias do cumprimento de toda visão que o Senhor dera aos Seus profetas.
E toda visão vã, adivinhação para agradar a homens seriam cessadas em Israel porque o Senhor abreviaria o juízo, e já não haveria mais demora, para que não continuassem afirmando que tudo o que estava sendo dito pelos Seus profetas era para ser cumprido em dias ainda muito distantes.
Nós aprendemos deste capitulo, para o que pode ser aplicado à Igreja de Cristo e às pessoas do mundo, em nossos dias, a grande verdade que se o coração for resistente à vontade de Deus, de nada adiantará, quanto a produzir arrependimento, conversão, salvação ou santificação, proferir-lhe a genuína Palavra de Deus, porque ela não pode fazer efeito num solo infértil, como aprendemos da Parábola do Semeador. Se a árvore for má não se poderá colher dela bons frutos, ainda que seja regada com a graça e com a Palavra do Senhor.
Não há nenhuma relutância no Senhor para transformar corações de pedra em corações de carne, mas é preciso reconhecer que a condição requerida por Ele não é o coração de pedra, mas o de carne, e pedir-Lhe e deixar que faça tal transformação, como tem prometido fazer em Sua Palavra.
Não há nenhuma resistência da parte do Senhor para receber e lavar o pior dos pecadores, mas este deverá se humilhar perante Ele, e ter um coração quebrantado por causa dos seus pecados.
Todavia, os soberbos, os que confiam na sua própria justiça, os que resistem a Deus e à Sua vontade, tal como os judeus nos dias de Ezequiel, em vez de abençoados, serão destruídos pelos Seus juízos, e no caso de serem cristãos autênticos, pelas correções de um Pai, e no caso de ímpios, serão sujeitados ao juízo eterno no inferno de fogo, depois de partirem deste mundo, porque até que morram continuam alcançados pela longanimidade que o Senhor tem usado nesta dispensação da graça, convidando todos ao arrependimento, e usando de misericórdia para com todos para que se voltem para Ele. Mas se o homem se endurecer, nada mais lhe resta senão um horrível juízo de fogo.
E para nos alertar acerca desta verdade, este foi um dos propósitos de ter ordenado que fosse registrado pelos profetas todos os juízos que trouxe sobre os homens na dispensação da Lei, como os que vemos no livro do profeta Ezequiel.



“1 Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
2 Filho do homem, tu habitas no meio da casa rebelde, que tem olhos para ver e não vê, e tem ouvidos para ouvir e não ouve; porque é casa rebelde.
3 Tu, pois, ó filho do homem, prepara-te os teus pertences para mudares para o exílio, e de dia muda à vista deles; e do teu lugar mudarás para outro lugar à vista deles; bem pode ser que reparem nisso, ainda que eles são casa rebelde.
4 À vista deles, pois, tirarás para fora, de dia, os teus pertences, como para mudança; então tu sairás de tarde à vista deles, como quem sai para o exílio.
5 Faze para ti, à vista deles, uma abertura na parede, e por ali sairás.
6 À vista deles levarás aos ombros os teus pertences, e às escuras os transportarás, e cobrirás o teu rosto, para que não vejas o chão; porque te pus por sinal à casa de Israel.
7 E fiz assim, como se me deu ordem: os meus pertences tirei para fora de dia, como para o exílio; então à tarde fiz com a mão uma abertura na parede; às escuras saí, carregando-os aos ombros, à vista deles.
8 E veio a mim a palavra do Senhor, pela manhã, dizendo:
9 Filho do homem, não te perguntou a casa de Israel, aquela casa rebelde: Que fazes tu?
10 Dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Este oráculo se refere ao príncipe em Jerusalém, e a toda a casa de Israel que está no meio dela.
11 Dize: Eu sou o vosso sinal: Assim como eu fiz, assim se lhes fará a eles; irão para o exílio para o cativeiro,
12 E o príncipe que está no meio deles levará aos ombros os seus pertences, e às escuras sairá; ele fará uma abertura na parede e sairá por ela; ele cobrirá o seu rosto, pois com os seus olhos não verá o chão.
13 Também estenderei a minha rede sobre ele, e ele será apanhado no meu laço; e o levarei para Babilônia, para a terra dos caldeus; contudo não a verá, ainda que ali morrerá.
14 E todos os que estiverem ao redor dele para seu socorro e todas as suas tropas, espalha-los-ei a todos os ventos; e desembainharei a espada atrás deles.
15 Assim saberão que eu sou o Senhor, quando eu os dispersar entre as nações e os espalhar entre os países.
16 Mas deles deixarei ficar alguns poucos, escapos da espada, da fome, e da peste, para que confessem todas as suas abominações entre as nações para onde forem; e saberão que eu sou o Senhor.
17 Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo:
18 Filho do homem, come o teu pão com tremor, e bebe a tua água com estremecimento e com receio.
19 E dirás ao povo da terra: Assim diz o Senhor Deus acerca dos habitantes de Jerusalém, na terra de Israel: O seu pão comerão com receio, e a sua água beberão com susto pois a sua terra será despojada de sua abundância, por causa da violência de todos os que nela habitam.
20 E as cidades habitadas serão devastadas, e a terra se tornará em desolação; e sabereis que eu sou o Senhor.
21 E veio ainda a mim a palavra do Senhor, dizendo:
22 Filho do homem, que provérbio é este que vós tendes na terra de Israel, dizendo: Dilatam-se os dias, e falha toda a visão?
23 Portanto, dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Farei cessar este provérbio, e não será mais usado em Israel; mas dize-lhes: Estão próximos os dias, e o cumprimento de toda a visão.
24 Pois não haverá mais nenhuma visão vã, nem adivinhação lisonjeira, no meio da casa de Israel.
25 Porque eu sou o Senhor; falarei, e a palavra que eu falar se cumprirá. Não será mais adiada; pois em nossos dias, ó casa rebelde, falarei a palavra e a cumprirei, diz o Senhor Deus.
26 Veio mais a mim a palavra do Senhor, dizendo:
27 Filho do homem, eis que os da casa de Israel dizem: A visão que este vê é para muitos dias no futuro, e ele profetiza de tempos que estão longe.
28 Portanto dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Não será mais adiada nenhuma das minhas palavras, mas a palavra que falei se cumprirá, diz o Senhor Deus.” (Ezequiel 12)

Silvio Dutra

EZEQUIEL 1

O profeta Ezequiel foi juntamente com o Daniel para Babilônia, na primeira leva de cativos que se deu em 605 a.C, quando o rei Joaquim foi levado por Nabucodonosor para Babilônia.
Ele afirma que no quinto ano do cativeiro de Joaquim, ou seja, 5 anos após terem sido levados para Babilônia, ele começou a ter visões de Deus.
As citações aos anos em que recebera visões e revelações da parte Deus, ao longo de todo o seu livro, tem como referencial o início do seu cativeiro em Babilônia juntamente com o rei Joaquim, Daniel, muitos príncipes,e nobres e outras pessoas do povo de Judá.
Assim, quando ele diz sexto ano, significa que se encontrava no sexto ano do seu cativeiro, e dos demais judeus que se encontravam com ele em Babilônia.
Ezequiel era filho do sacerdote Buzi, e portanto, também seria preparado para o sacerdócio, porque este cargo era vitalício, que passava de pai para filho, desde a descendência dos filhos de Arão.
Todavia, o Senhor o chamou para o ofício profético quando se encontrava já em Babilônia há cinco anos, e a primeira visão e profecia que lhe vieram, descritas neste e nos próximos capítulos, lhes foram dadas quando se encontrava junto ao rio Quebar.
Neste primeiro capitulo ele descreve a visão que tivera da glória celestial, e especialmente dos quatro seres viventes, ou querubins, sobre os quais estaremos falando mais especificamente neste nosso comentário, em conexão com os capítulos nono e décimo, nos quais eles são achados em ação, e vinculados ao propósito da visão que fora dada pelo Senhor a Ezequiel.
Todavia, cabe ressaltar que as visões e profecias que tivera no quinto ano, encontram-se registradas do primeiro ao sétimo capitulo do seu livro; e as que tivera no sexto ano, estão contidas do oitavo ao décimo nono capitulo; as do sétimo ano, do vigésimo ao vigésimo terceiro; as do nono ano, no vigésimo quarto e vigésimo quinto capítulos; as do décimo primeiro ano do vigésimo sexto ao vigésimo oitavo, e trigésimo primeiro; as do décimo ano no vigésimo nono e trigésimo; as do décimo segundo ano, do trigésimo segundo ao trigésimo nono; as do décimo quarto ano, do quadragésimo até o último capitulo (quadragésimo oitavo).
Assim, as visões que tivera dos querubins, registradas nos capítulos nono e décimo lhes foram dadas um ano após da primeira que é narrada por ele neste primeiro capítulo.
Os quatro seres viventes, ou querubins, são citados em Gên 3.24; Êx 25.18-22; 26.1,31; 36.8,35; 37.7-9; Nm 7.89; I Sm 4.4; II Sm 6.2; 22.11; I Rs 6.23-35; 7.29,36; 8.6,7; II Rs 19.15; I Cr 13.6; 28.18; II Cr 3.7-14; 5.7,8; Sl 18.10; 80.1; 99.1; Is 37.16; Ez 1.5-26; 9.3; 10 (todo o capítulo); 11.22; 28.14-16; 41.18-20,25; Is 37.16; Hb 9.5; Apo 4.6-9; 5.6,8,11,14; 6.1,3,5-7; 7.11; 14.3; 15.7; 19.4.
A palavra Querubim significa guardar, cobrir, proteger o acesso etc (Êx 25.17-22).
Os quatro querubins, que proclamam dia e noite, sem descanso que Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso, aquele que era, que é e que há de vir, são chamados também de seres viventes, pelo profeta Ezequiel e pelo apóstolo João, em Apocalipse (Apo 4.8); quando derem glória, honra e ações de graças a Deus (Apo 4.9) os 24 anciãos se prostrarão diante do Senhor e o adorarão (Apo 4.10,11); os 4 querubins também se prostram e adoram a Deus juntamente com os 24 anciãos e todos os anjos (Apo 7.11; 19.14); são eles que chamam, respectivamente, os 4 cavaleiros quando os 4 primeiros selos do livro são abertos (Apo 6.1,3,5,7); e são eles que dão aos sete anjos, as sete taças cheias da ira de Deus (Apo 15.7).
Ezequiel os viu quando Deus manifestou ao profeta a Sua glória, estando eles sob o firmamento celestial (Ez 1.1,5-26), e posteriormente os viu no templo em Jerusalém (Ez 10.1-22). A glória do Senhor estava sobre os querubins e se dirigiu para a entrada do templo (Ez 9.3; 10.4). Depois a glória do Senhor saiu da entrada do templo e parou sobre os querubins, e estes levantaram suas asas e se elevaram da terra (Ez 10.18-20).
Na visão de Ezequiel, os quatro seres viventes ou querubins (Ez 10.20), tinham quatro rostos e quatro asas, cada um, e a semelhança de mãos de homens debaixo das asas (Ez 1.6,8; 10.21), sendo parecidos com os serafins da visão de Is 6.2,3 sendo que estes tinham seis asas cada um, como os quatro seres viventes de Apo 4.8, tendo também estes seis asas, cada um em vez de quatro.
A forma dos querubins é como de homem (Ez 1.5). A cabeça possui quatro faces, sendo rosto de homem na frente, rosto de leão, à direita, rosto de boi, à esquerda, e rosto de águia na parte de trás (Ez 1.10).
O apóstolo João teve a visão dos seres quanto à forma do rosto, como tendo cada um, respectivamente, rosto de homem, leão, boi e águia (Apo 4.7) e os viu cheios de olhos por dentro e por fora, em todo o seu redor (Apo 4.6,8). Já quanto aos olhos, Ezequiel viu que além dos olhos em todo o corpo dos querubins, inclusive nas asas e mãos (Ez 10.12) havia uma roda ao lado de cada querubim e estas também estavam cheias de olhos ao redor (Ez 1.15-18; 10.12) e estas seguiam os querubins aonde quer que fossem. Havia algo semelhante ao firmamento sobre a cabeça dos querubins, brilhante como cristal (Ez 1.22), e sobre o firmamento que estava sobre as suas cabeças, havia algo semelhante a um trono, como uma safira, e sentado no trono alguém semelhante a um homem (Ez 1.26; 10.1); e o tatalar das asas dos querubins fazia um estrondo semelhante ao tropel de um exército e como o som de muitas águas (Ez 1.24). No meio destas visões o Espírito de Deus entrou em Ezequiel e o Senhor lhe falou enviando-o como profeta à casa de Israel (Ez 2.1-7).
O aspecto deles é como o de carvão em brasa, semelhante a tochas, e ziguezagueavam como relâmpagos, como também saiam relâmpagos entre eles (Ez 1.13,14).
Os querubins com as rodas formavam uma carruagem sobrenatural para o trono de Deus, que era carregado pelos seres viventes.
A aparição deles a Ezequiel tinha a ver com os juízos que seriam ainda despejados sobre Judá, especialmente com a destruição do templo e da cidade de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C., portanto cerca de sete anos depois da visão dada ao profeta. Este juízo está descrito no Novo Comentário da Bíblia, da seguinte forma: “O incêndio de Jerusalém (Ez 10.1-22): O trono (v 1) estava vazio (cfr 9.3), os querubins aguardavam Jeová para alçar vôo e partir.
O destruidor da cidade era o homem vestido de linho (v 2), que anteriormente havia feito uma marca nos fiéis, separando-os para a preservação; todos os sete anjos. Dessa forma, eram ministros vingativos, como em Apo 8.1-11.15.
A santidade exige sempre o que é correto em nosso comportamento. As pernas dos querubins eram direitas (Ez 1.7). Não se viravam em seu movimento, sempre indo para a frente, indo para onde o espírito havia de ir (Ez 1.9,12). Quem lança mão do arado não deve olhar para trás. Não deve servir a Deus com o olhar voltado para o mundo, para a vida que tinha antes da conversão. E deve estar sob governo do seu espírito e não da sua alma, tal como os querubins.
A santidade é progresso contínuo.
É uma caminhada em busca da perfeição divina, fazendo o que agrada a Deus. Se o crente pára em sua caminhada, ele começa a cair.
A carne o vencerá porque a antiga natureza sobrepujará a nova, recebida na regeneração. As rodas e os querubins sempre se movimentavam para a frente, nem para trás, nem para a direita, nem para a esquerda. O caminho é Cristo. É estreito e reto. É neste caminho que o crente deve andar, e é nisto que consiste a sua santificação.




“1 Ora aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.
5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;
6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;
10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.
12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13 No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
14 E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.
15 Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.
16 O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17 Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam.
18 Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19 E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas.
20 Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22 E por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.
23 E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.
24 E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas.
25 E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26 E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele.
27 E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele.
28 Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.” (Ezequiel 1)

Silvio Dutra

A Babilônia anda aflita
Anda muito mais do que aflita
Agora eu toco fogo de vez
Eu sou o incendiário do sistema

Edson Gomes

Nao passarao 10 anos sem que a BABILONIA ligalize GANDJA para usar contra seus consumidores.

CHAMBULELA

Vivo no mundo, mas não vivo para o mundo. Quero viajar, sem ter hora e data pra voltar, babilônia jamais cairá.

Dennis Queiroz

Só com fé e perceve ranca, a babilônia te ensina a mentir,...e a fingir que eles estão sorrindo, mas o dragão não ta pronto! pois temos a proteção de jah em nosso coração.

O RASTA VIVE A VERDADE, O RASTA DIZ A REALIDADE !

Yuri Medeiros

Não criem um tumor dentro da sua própria mente.
aqui é a babilônia ninguém dorme sobre as flores.
Tenha amor e o bom coração, pois voce sentira o irmão.
Pelo coração entendeu ? naão? agente te explica !

Yuri MedeirosYuri MedeirosYuri Medeiros

Apesar de toda a Babilônia que me aflige eu contínuo de pé.''

Rafa Mendes

Venho do jardim da babilônia para ver os teus sorrisos e transformar a tua vida pelo que trago para você, muita experiência, carinho e infinitamente um amor verdadeiro;
Eu vi o tempo passar e busquei a felicidade para compartilhar com você que tanto amo e tanto quero para lhe honrar e dignificar;

Julio Aukay