wilson de Oliveira Vieira
1. “Meus pensamentos tomam forma de viagem e vão para o além,assim é que costumo dar formas e vidas de meus sonhos”.
2. “Não costumo ver Deus, como muitos o julgam ser, apenas vivo e procuro compreende-lo em cada ser novo que passo a conhecer, de forma respeitosa e procurando tirar o máximo de lição desta nova descoberta”.
Não tenho vergonha de ser o que o sou, mas tenho medo do que posso vir a ser”.
4. “Felicidade para mim, é como um ato de brotar de uma nova flor,compreender este momento já um principio de felicidade”.
5. “ A vida só tem valor para quem de fato a faz jus da mesma, e sabe viver de verdade, seja onde for, ser feliz e aceitar a condição de cada um , buscando sempre novas fronteiras em busca de novos rumos”.
6. “Viver de fato, é a eterna vontade dê ser feliz”.
7. “Muitos podem me chamar de louco, mas de fato eles tem razão, sou..., mas a minha loucura poucos compreenderiam, e se compreendessem queriam estar loucos como eu”.
8. “Todo homem tem seus bons e maus momentos, mas cabe a cada um destes homens saberem se ater a um destes, afinal as opções são livres, mas cada uma destas tem o seu valor, seja bom ou ruim, afinal o que pode ser bom para mim, talvez para o outro não seja”
9. “ Muitos estão preocupados com a vida pós a morte, hora?, já existe prova cientifica sobre isto?...., claro que a fé de cada ser humano neste planeta é uma questão de cultura, mas a ignorância ela pode estar presente em qualquer lugar. Hoje com tanta informação ficar ou permanecer na ignorância seria pura burrice” .
10. “Não gosto de religião, nem por isto sou ateu, e muito menos quem as utilizam,mas detesto a alienação que cega e fere o homem”.
11. “Se o Deus que é pregado por muitos por ai, para mim ele não passa de mera invenção destes, querem saber por que?, é simples, teria que haver vários paraísos com vários deuses atendendo a crendice de cada hum.
12. “Não tenho medo da morte, mas de quem a produz”
13. “Adoro riscos, riscos não de paredes ou de vidros, mas o debuxar dos diferentes, por isto só vence na vida quem procura traçar linhas em diversas posições, ou pelo menos tenta”.
14. “A cada gestão política que se passa fica cada vez mais difícil de acreditar nos eleitos, afinal nunca cumprem de fato o que prometem, ou procurar manter a integralidade do cargo”.
15. “ Queria de fato acreditar no ser humano, mas prefiro as vezes acreditar nos animais domésticos principalmente o cão, eles de fato estão cada vez mais provando ser acreditados e fiéis do que o ser humano”.
16. “ diz um velho provérbio “que o mundo é dos espertos”, mas será que estes argutos conseguem dormir tranqüilos,podem até ser,mas não possuem feitio de indolesa, afinal o caráter é para poucos”.
17. “Posso não ser poliglota das letras, mas procuro nas poligrafias da vida a verdadeira lição de ser aprendiz, nisto acabo compreendendo melhor de tudo, a vida como ela é”.
18. “Uma das melhores lições que tive na vida, foi a de aprender a ser pai”.
19. “Jamais queria ser Deus, ou um dos Deuses, simples, tudo que ocorre aqui nesta vida, ou é culpa dele ou deles, ou foi graças a Deus ou Deuses”.
20. “Não tenho nada contra quem acredita em Deus ou Deuses,mas fico irado, quando vejo que a falta de saber leva muitos ao fundamentalismo, a ponto de levar vidas inocentes que si quer sabe se Deus ou Deuses existem ou não, em nome de fulano ou sicrano se mata ou se explode,porque que estes caras não o fazem em seus próprios terreiros’.
21. “Quando vejo um canal de uma Igreja tal pregando vinte e quatro horas no ar, fico comparando como uma propaganda comercial, afinal hoje o grande mercado comercial esta nesta religiões, que cada vez engorda mais as contas bancarias de seus fundadores, e tudo em nome de deus”.
22. Só tenho um medo, nesta vida, quer saber qual?, é um dia acorda, e não ter mais consciência sobre minha existência, porque mesmo estando inutilizado, ainda sim seria útil, a inutilidade só existe para os fracos de espírito, portanto seja útil, e sempre continue tentado outra vez, por que nada acabou, tente outra vez e veja você mesmo o quanto é capaz, mesmo não movendo um dedo, mas apenas os olhos e a mente, por isto nesta vida só se torna inútil, quem de fato se entrega para inutilidade,as drogas, o álcool, pode levar os seres humanos, a este poço sem fundo de inutilidade, mas nada acabou e sempre continue a recomeçar sempre.
23.“Não creio num Deus que ofereça câmaras de torturas chamadas de inferno, não merece meu respeito e muito menos meu amor, talvez por isso que não acredito em nenhum fundador de religiões e mesmo em suas fundações.”
24“O silêncio é a melhor peça cientifica para compreendermos Deus”
25.“Viver é não ter a vergonha de viver a cada milionésimo de segundos, compreendendo que este viver é como a eternidade que é o tempo dividido em micrômetros de segundos, é nesta experiência do tempo,que a gente um dia quando chegar a morte, poderemos dizer a ela valeu apena viver, agora vamos, afinal já posso compreender a eternidade.”
26.Segundo, ( Montaigner), “ Quem ensinasse os homens a morrer, os ensinaria a viver”.
27. Comparo a vida como, uma viagem, desde do processo da gamatogenese, da formação embrionária, ao ato de nascer, infância,adolescência, juventude, fase adulta e idade madura ou seja velhice, todo estas etapas da vida é uma viagem, todos temos que ter um projeto de vida, desde o inicio nossos pais já introduzem os nossos idéias e anceios, a pior doença da vida, é a morte social, o homem que tanto faz levantar ou não da cama, não tem o que fazer, já estar morto socialmente, isto é péssimo, por que toda seu processo de viagem começada acaba no meio da estrada .
28. Precisamos mudar nossas formas de ver a vida, sairmos do pensamento cartesiano e entrarmos em conceitos mais humanos, afinal não é só penso logo existo, mas tenho fome, dor, sentimentos sou humano
29. O sentimento não tem valor, mas sim os afetos afinal a expressão “amor” torna-se infinita frente os sentimentos
30. Eu amo a vida, prova disto foi o fato de ter contribuído para o nascimento de meu filho, por isto torna-se impossível de não ama-lo e de chama-lo de filho
O que se tornou perfeito, inteiramente maduro, quer morrer”(Nietzsche).
“ Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio, julgar se a vida merece ou não ser vivida, é responder a uma questão fundamental da filosofia”..(Camus) .
Partindo destes princípios de idéias em formas de expressão poética, deduzo o seguinte, a morte para mim não é fim, mas o começo de tudo outra vez, quando morremos de forma digna, ou mesmo causado por problemas de saúde e nunca provocada, penso que quando estamos conscientes e tranqüilo deste fato, nada melhor para um recomeço, não como processo transmigrátorio de alma, ou questões como vai para o céu o inferno etc... Não, não me refiro a estas ideologias espiritualistas, mas sim o recomeço de nos tornamos pó do mesmo pó, a continuidade esta presente justamente aqui!, e neste processo de decomposição, ou cremados e jogados a natureza, é que de fato voltamos a sermos o que éramos antes, nada mais do o retorno eterno, o encontro de si mesmo, nos braços da mãe natureza, ela se encarrega de transforma nossos restos mortais a todos elementos químicos da natureza, e nisto é que esta o grande segredo da continuidade da vida, por isto é que a natureza nunca morre, e neste sentido a morte torna-se o principio da vida .
Muitos homens e até sábios, ainda não aceitaram estes princípios, os tornado doutrinas, dogmas, conceitos, religiões, grupos fanáticos, fundamentalistas, criando-se livros de toda espécie, tentando explicar o que nem eles compreendiam e nem compreenderam muito menos seus seguidores, por isto digo a religião ainda é a pior das drogas, da humanidade, por que escraviza e aliena, tirando todas as possibilidades do homem refletir de forma crítica e objetiva acerca de si mesmo, hoje o maior império capitalista chama-se religião, que alias sempre foi em nome de seu deus e deuses, várias vidas inocentes foram vitimadas, e ainda continua, mas até quando... Gostaria de estar vivo para ver este fato ocorrer, mas isto será impossível, mas quem sabe a liberdade religiosa ou mesmo a criticidade humana um dia ira compreender tais idéias deste humilde ateu, ateu no sentido de ver tantas desgraças que várias nações estão atravessando a séculos por causa das crendices humanas impostas a outros seres.
31. “A morte é como a saudade, talvez por isto que muitos não morreram ou irão morrer, afinal serão sempre lembrados”
32. Somente os que de fato souberam fazer de suas vidas uma história cheia responsabilidade e de alegrias é que deixa saudade
Sabem quais são meus sonhos? Vou te contar ver um planeta limpo, sem agressividade que vem sofrendo atualmente, a era do gelo esta chegando, tudo esta acabando e o homem? Há coitado esta preocupado em encher seus bolsos, e o pobre, cada vez mais pobre e o rico cada vez mais rico. A nossa sociedade é muito hipócrita, dita leis etc... Mas no real nada apenas a fantasia graças Impressa prevalece, que pena que os homens de hoje não se conscientizam que um dia toda beleza da natureza terrestre vai desaparecer, como muitas espécies já se foram, só falta o homem descobrir outra galáxia e tentar se mudar pra lá, isto não é fantasia a NASA, já estuda isto há muito tempo... Que pena não valoriza nossa mãe terra, que futuro nossas gerações terão...
wilson de Oliveira VieiraImagine você dentro de um coletivo super lotado, exprimido, como massa de pastel, cansado, com calor insuportável,um transito cheio de engarrafamento etc... indo para sua rotina do dia-a-dia?. Pois é isto é normal nas grandes capitais de nosso pais, aqui em Manaus não é diferente, mas o fato inusitado, que virou mania para muitos é o fanatismo de muitos, neste dia um senhor estava discursando em voz alta, parecia estar numa plenária ou num altar de Igreja. Tudo Bem ! Nosso pais é livre para expressar, mas numa situação destas torna-se incômodo para muitos, principalmente para mim que sou contra este tipo de comportamento. Não contra as crenças, mas o fundamentalismo , e as imposições que estas pessoas colocam em seus discursos, “se você não aceita fulano, beltrano etc...vai perecer e assim vai”. Por isto quando morrer,não quero ir para o céu? Sabe por que, não quero? Por que não é compatível com que ouço e vejo por ai, prefiro ir para o Inferno neste caso pelo menos minha consciência presa mais este lado”.Ainda mais que muitos dos meus ídolos estarão lá............ Ainda bem que céu é inferno são conceitos teológicos que o próprio homem inventou como forma de explicar o inexplicável”.
wilson de Oliveira VieiraPecado ? o que é isto ? existe realmente!”
2) “O pecado ocasiona a morte,logo estamos sujeitos a morte como castigo, mas não podemos responder por um pecado que não cometemos, sendo assim não deveríamos morrer por causa do pecado adâmico .”
Responde o autor do fragmento
Em primeiro lugar esta concepção è Vetero Testamentária, do A-T e N-T, têm muitas contradições, por exemplo, no A-T o pecado e visto como tudo que vai de contra a Thorà, numa linha de justiça legal, no N-T numa visão Paulina são entendidos como reflexo de um poder universal, que domina toda humanidade em conseqüência de Adão e Eva, ou seja, a idéia do pecado original. A essência desta situação consiste em uma falsa auto-afirmação do homem e na desobediência a Deus( Rom 1,21 2,8 11,30 Ef 2,2), por ordem da lei, ela se torna atual em cada pecado concreto, neste aspecto Paulo vê a conseqüência carnal, isto não significa que a corporeidade humana enquanto, tal constituía a sua pecaminosidade, mas somente que a realidade do homem, que se opõe a Deus, pertence ao reino do pecado ( visão dogmática do cristianismo Rf Rm 6,23 ).
Exposição Sistemática do fragmento
Ainda que o pecado enquanto, evento ético-psicologico, seja algo que pertence à existência humana, a sua caracterização essencial não pode ser obtida simplesmente vendo-o em relação ao homem, devem pelo contrario ser explicado pela relação entre homem e Deus, a sua amorosa vontade salvìfica, que se manifesta na historia da salvação.
Finalizando partindo destes pressupostos teológicos, o pecado na verdade não acarreta a morte física mas conseqüências dos feitos humanos, por que se ferimos os preceitos sociais interpostos em nossa sociedade pòs-moderna iremos com certeza arcar com as responsabilidades, o que difere do pecado adâmico, portanto não podemos responder por uma historia da qual se quer participamos, cada homem constrói sua própria historia e se torna responsável pela mesma .Neste sentido entra também a concepção da morte física, a morte e uma conseqüência pela qual todos seres vivos tem de passar, se não teria sentido a vida e mesmo como prega o cristianismo a eternidade, portanto a morte para mim nada mais è do que uma eternidade sem tempo e sem fim, tempo sem fim e insuportável. Já imaginaram uma musica sem fim, um beijo sem fim, um livro sem fim? Tudo que è belo tem de morrer. Beleza e morte andam sempre de mãos dadas. um tempo completo do qual um dia quando flecharmos nossos olhos para eternidade vamos dizer valeu apenas viver!
Eu sou apenas um estudante da vida que eu quero levar, viver é não ter a vergonha de ser feliz e eterno aprendiz,acho que por isto que comecei minha vida mais tarde, sempre com estas frases musicais de Belchior e Gonzaguinha , mas acabei fazendo destas frases musicais, lema principais de minha vida “. Passei por tantas experiências boas e ruins, que se tornaram lema, por isto acredito que o homem tem ter um olhar de águia sempre olhando de cima, as novas fronteiras, e só conquista estas fronteiras, quando se tem coragem de buscar o conhecimento da vida, afinal a vida só é como ela é, se de fato buscarmos novas fronteiras, sempre estaremos a caminho, porque quem não sonha não conquista, talvez por isto que ó maior mistério da vida é justamente entender a vida”
wilson de Oliveira Vieira"De fato, existem conceitos religiosos que cegam os homens, a ponto de induzi-los a fazer barbaridades com seres humanos, como foi o caso da criança na Bahia que teve seu corpo todo penetrado por agulhas pelo padrasto, uns dizem que foi vingança, outros atos de magia negra, mas o que houve foi crime mesmo, mas voltando aos conceitos de crendices, mais uma vez fica provado que a religião é a pior das catástrofes humanas que a humanidade criou,seja de forma étnica cultural, ou recriada, fica provado que somente os fracos e desequilibrados dependem de uma religião ou de grupos filosóficos para guiarem suas vidas", que pena que a humanidade cada vez mais que se envelhece, torna-se vitima de suas próprias loucuras, e uma destas entre milhares já cometidos, chama-se fé"
wilson de Oliveira VieiraFalando sobre o tempo, “Feliz ano novo, que nos mesmos criamos”
O tempo, não existe, o que existe de fato são ações e reações. Ou melhor, só reação, pois toda ação é também uma reação. Reações ocorrem em seqüência, criando inúmeras referências. A essas referências damos o nome de tempo. Em cada cultura se tem um calendário diferente, a nossa descende dos cristãos, mas é pena que tempo mesmo, somente nossas ações e reações, ou seja tudo é energia, a vida seja ela a forma que for é como um circulo, assim como a terra gira em torno do sol, sob forte energia, isto sim é o tempo, o tempo nós o invetamos e recriamos a cada instante em nossas vidas, por isto feliz final de mais um circulo de 365 dias em nossas vidas, pena que nem todos compreendem que só se faz o tempo, quem dele realmente participa com unhas e dentes em prol da continuidade da sua própria espécie .
JESUS CRISTO NUNCA EXISTIU ?
Leia ? tudo sobre sua história verdade ou mito
ateus.net/artigos/historia/Jesus cristo nunca existiu.
“Existe uma chave para a liberdade: Pense! Se quiseres ser um cordeiro, seja feita a tua vontade. Não reclames, entretanto, quando fores servido em nosso grande Sabbath!”
Um “bem velho” dito pagão, do século XX
Prefácio
Tenho a satisfação de recomendar ao público a presente obra, escrita sob o título “Jesus Cristo Nunca Existiu”, de La Sagesse, em cujo conteúdo o autor revela o seu pensamento de modo fiel e sem reticências a respeito de tão delicado assunto. Embora seja este o seu primeiro trabalho publicado, o autor revela-se um escritor em potencial, de quem muito ainda se pode esperar. Diante da necessidade sempre crescente da verdade, encetou a presente obra para doar à humanidade a sua contribuição de natureza cultural, querendo apenas cumprir o seu dever de informar, perante si próprio e perante os homens.
Aos oportunistas pouco importa se sob a palavra sonora se oculta a hipocrisia e a mentira. Contudo, para os espíritos puros e corajosos, para os quais os interesses particulares não devem sobrepor-se aos anseios do povo, mister se faz que a verdade surja em toda a sua plenitude, deitando por terra toda a fraude e mistificação. Este é um livro corajoso, concebido sem a preocupação de agradar ou desagradar, não importando se suscetibilidades são feridas pelo que aqui está exposto. O seu intuito é exclusivamente patentear as provas inequívocas de falsificação e mistificação, as quais foram impostas aos homens a ferro e fogo, durante séculos.
No decurso da obra, são reveladas todas as idéias da Igreja como realmente são: a mais pútrida e falsa amoedação que pode haver, capaz de desprezar a natureza e os valores naturais. Constituiu-se a Igreja em verdadeiro parasita do homem crente, a verdadeira tarântula através da qual o clero que se constitui em uma minoria privilegiada vem sugando e envenenando sem parar o sangue e a vida daqueles que, iludidos por falsas promessas, mantêm os olhos fechados para a realidade da vida e das coisas.
Em todo o tempo, a meta principal da Igreja é tornar o homem o mais desgraçado possível, daí a idéia do pecado e da culpabilidade, para criar uma raça de escravos e de castrados de pensamento. Assim, tolhida a sua liberdade de pensamento, torna-se presa fácil e maleável nas mãos da Igreja. O temor dos castigos eternos, prometidos para os que se insurgem contra os ensinamentos da Santa Igreja, impede o homem crente de duvidar sequer do que a mesma lhe incute no espírito como verdade. Só o homem que consegue vencer a barreira do temor e da ignorância goza realmente de uma liberdade plena que poderá torná-lo feliz.
Apesar de haver uma acentuada liberalidade existente em nossos dias, ainda é pequeno o número dos que sacodem o jugo opressor, libertando-se da tutela hostil e interesseira da Igreja, de seus dogmas e vãs promessas. E é bem menor ainda o número dos que têm a coragem de proclamar em altas vozes o seu pensamento, liberto dos preconceitos religiosos que subjugam o homem.
Felizmente, La Sagesse faz parte deste círculo restrito, para quem a verdade e o bem estar do homem estão acima de qualquer coisa e dependem em muito de sua liberdade. A própria bondade do homem deve revelar-se por si só, e não porque a ela seja constrangido, porquanto assim perderá a sua verdadeira característica, passando a ser um ato subalterno, sem nenhum valor moral.
Não se omite a esta altura a homenagem que faz jus a quem não economizou esforços no sentido de patentear a verdade, antes se multiplicou em cuidados para fornecer aos leitores uma obra capaz de despertar o interesse pelo seu real valor e critérios adotados. O autor possui uma vasta obra literária ainda inédita, que deverá vir a público oportunamente.
Prólogo
Homem ateu é assim chamado aquele que não crê em Deus. Etimologicamente, “Theos”, do grego, significa Deus. Anexando-se o prefixo “a”, o qual indica ausência ou negação, teremos ateu, isto é, sem Deus. No mundo moderno onde vivemos, no qual impera a razão, a lógica e o conhecimento científico, não nos é mais possível estabelecer diferença essencial entre ateus ou crentes.
Os que acreditam em um Deus materializável, prosternando-se e orando diante de seus altares, em seus templos, são também verdadeiros ateus. Apenas deste fato não se dão conta. A seguir tentaremos explicar o nosso ponto de vista. O homem primitivo, sentindo-se indefeso diante do mundo hostil que o rodeia e que desconhece, a tudo teme. Apavoram-no os fenômenos da natureza, tais como as tempestades, os trovões, os relâmpagos e tantos outros os quais julga serem a manifestação digna de um Ser Supremo, muito poderoso e desconhecido. Então, na sua impotência para controlar a natureza, e não encontrando explicações razoáveis para os acontecimentos, volta-se o nosso homem para aquele Ser Poderoso que imagina comandar o mundo. Submisso e suplicante, implora-lhe perdão pelas faltas cometidas, simula preces e oferece-lhe sacrifícios. Com isso, supõe aplacar a ira dos deuses e ganhar-lhes sua benevolência para dias vindouros, Está, assim, lançada a semente da religião que no decorrer do tempo irá ganhando novas formas e sofrerá modificações, de acordo com o próprio homem, suas necessidades e aspirações.
Então perguntaremos, diante de que ou de quem ajoelha-se o homem? Diante de Deus? Não. Por incrível que pareça, o homem ajoelha-se, ainda hoje, diante do altar rústico, erguido pelo temor do homem primitivo castigado pelas forças adversas da natureza, e impotente para contê-las. Não é lógico que o homem que evoluiu conseguindo maravilhas, obtendo os meios necessários para definir e mesmo refrear os furores da natureza, paradoxalmente continue praticando os cultos de desagravo, criados pelos amedrontados ancestrais.
Concluímos do que acima foi dito que os religiosos de qualquer espécie são ateus, porquanto, de acordo com a própria etimologia da palavra ateu, continuam sem Deus. Isto é verdadeiro, porquanto, não é possível a ninguém ter algo inexistente, no caso o Ser Poderoso, Deus ou deuses, conforme prefiram. À medida que o homem foi evoluindo, promoveu sua organização social, inclusive a religiosa. E o homem permaneceu contrito, ajoelhado diante de Deus e do sacerdote. Aos poucos, vai a religião tornando-se um ótimo e cômodo meio de vida para a minoria privilegiada composta pelos sacerdotes, verdadeiro comércio com o qual o povo tem sido espoliado através dos tempos.
Surgiram deuses e religiões idealizadas pelos espertos, a fim de satisfazer a todos os gostos e tendências. Até o século IX, os estudiosos do assunto já haviam catalogado nada menos de 60 mil deuses, sob as mais variadas formas, desde a de animal, semi-animal, até atingir o aspecto integral do corpo humano. Criaram deuses como Baco, o deus do vinho, homenageado com tremendas bebedeiras. Vênus, a deusa do amor. Para reger a cada ato da vida, foram criados deuses especiais; inclusive para cada fenômeno da natureza.
Apesar do fervor com o qual os deuses têm sido incensados através dos tempos, jamais se conseguiu provar que a fé a eles devotada tenha melhorado a sorte do homem e do mundo. Por isso somos levados a crer que todos aqueles que têm adorado aos deuses têm perdido o seu precioso tempo. O homem, com o poder de sua inteligência e imaginação, vai aos poucos adquirindo e sistematizando os seus conhecimentos, tornando-os cultura e ciência. Gradativamente vai levantando o véu do mistério que lhe obscurecera a razão. A explicação dos fatos fundamentada na ciência liberta-o dos temores.
O conhecimento científico, alijando as trevas da ignorância, leva-nos a compreender que os milhares de deuses dos quais temos tido conhecimento são produtos de mentes férteis e pretensiosas, como a do clero e outros interessados em lucros fáceis. A total ausência de uma intervenção direta de Deus nos destinos do homem e do mundo é prova de que o clero conduz o homem por caminho errado. Valendo-se da boa fé do povo incauto é que o clero, em todos os tempos, tem desenvolvido sua atividade parasitária, chorando tanto quanto possível a economia humana. Assim, pode desfrutar de boa vida, luxo e palácios, praticamente sem trabalhar, com o dinheiro que o homem religioso passa-lhe às mãos, julgando assim comprar sua entrada no céu.
O sacerdote é sempre categórico em suas afirmações diante do crente, mostrando-se, contudo, reticente e cauteloso em face do conhecimento científico do homem de saber aprimorado. A este falará sobre tudo, mas evitará abordar o que se refere a Deus, religião ou teologia. Tendo ultrapassado a época do medo, a raça humana não se libertou totalmente do sentimento religioso, porquanto, existem os que se valem do nome de Deus e das religiões para viverem ociosamente, desfrutando de boa posição e respeito, sem, contudo, dar aos homens qualquer contribuição que lhes aproveite para sua felicidade e bem estar. Apenas a promessa de uma boa vida futura, após a morte. Todavia, até esta ser-lhe-á garantida apenas com a condição de suportar, pacientemente, muitos sofrimentos em sua passagem pela terra. Ora, são promessas vãs e mentirosas. Será que o sacerdote daria para alguém o Reino dos Céus, se dele dispusesse? Tudo nos leva a crer que não.
Não acreditamos que as religiões possam desaparecer tão cedo da face da Terra, apesar do aprimoramento, sempre em expansão, do conhecimento científico. As religiões não morrem, modificam-se. Desde os primórdios da humanidade, o aparecimento sempre de novos deuses e modalidades de culto justificam tal afirmativa. Em vista de tantas e tais modificações, é que chegamos à era do advento de Cristo e do cristianismo, religião esta abraçada por boa parte da população do mundo atual, em suas variadas ramificações.
E qual o fundamento sobre o qual foi criada a religião cristã? Nada tem de positivo, palpável ou verdadeiro. É apenas uma lenda o nascimento de Jesus, como toda a vida e os atos a ele imputados. Aqueles que criaram o cristianismo sequer primaram pela originalidade, porquanto, a lenda que envolve a personalidade de Jesus Cristo é apenas copia de tantas outras que relatam o nascimento e tudo quanto se referiu aos deuses criados pelos antigos, tais como Ísis, Osíris, Hórus Átis. Apolo, Mitra, etc.
O homem do nosso século tem, forçosamente, de ser prático. Daí, não poderá fundamentar os atos de sua vida em lendas ou mitos. As lendas possuem, evidentemente, um grande valor, fazem parte do folclore dos povos, influindo na formação de suas culturas. Entretanto, o seu valor cultural não deve ultrapassar o limite lógico e aceitável.
I
Jesus Cristo Nunca Existiu
Os pesquisadores que se dedicaram ao estudo das origens do cristianismo sabem que, desde o Século II de nossa era, tem sido posta em dúvida a existência de Cristo. Muitos até mesmo entre os cristãos procuram provas históricas e materiais para fundamentar sua crença. Infelizmente, para eles e sua fé, tal fundamento jamais foi conseguido, porquanto, a história cientificamente elaborada denota que a existência de Jesus é real apenas nos escritos e testemunhas daqueles que tiveram interesse religioso e material em prová-la.
Desse modo, a existência, a vida e a obra de Jesus carecem de provas indiscutíveis. Nem mesmo os Evangelhos constituem documento irretorquível. As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus, os quais não fazem qualquer referência ao mesmo. Por outro lado, a ciência histórica tem-se recusado a dar crédito aos documentos oferecidos pela Igreja, com intenção de provar-lhe a existência física. Ocorre que tais documentos, originariamente, não mencionavam sequer o nome de Jesus; todavia, foram falsificados, rasurados e adulterados visando suprir a ausência de documentação verdadeira.
Por outro lado, muito do que foi escrito para provar a inexistência de Jesus Cristo foi destruído pela Igreja, defensivamente. Assim é que, por falta de documentos verdadeiros e indiscutíveis, a existência de Jesus tem sido posta em dúvida desde os primeiros séculos desta era, apesar de ter a Igreja tentado destruir a tudo e a todos os que tiveram coragem ousaram contestar os seus pontos de vista, os seus dogmas.
Por tudo isso é que o Papa Pio XII, em 955, falando para um Congresso Internacional de História em Roma, disse: “Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história”.
Emílio Bossi, em seu livro intitulado “Jesus Cristo Nunca Existiu”, compara Jesus Cristo a Sócrates, que igualmente nada deixou escrito. No entanto, faz ver que Sócrates só ensinou o que é natural e racional, ao passo que Jesus ter-se-ia apenas preocupado com o sobrenatural. Sócrates teve como discípulos pessoas naturais, de existência comprovada, cujos escritos, produção cultural e filosófica passaram à história como Platão, Xenófanes, Euclides, Esquino, Fédon. Enquanto isso, Jesus teria por discípulos alguns homens analfabetos como ele próprio tê-lo-ia sido, os quais apenas repetiriam os velhos conceitos e preconceitos talmúdicos.
Sócrates, que viveu 5 séculos antes de Cristo e nada escreveu, jamais teve sua existência posta em dúvida. Jesus Cristo, que teria vivido tanto tempo depois, mesmo nada tendo escrito, poderia apesar disso ter deixado provas de sua existência. Todavia, nada tem sido encontrado que mereça fé. Seus discípulos nada escreveram. Os historiadores não lhe fizeram qualquer alusão.
Além disso, sabemos que, desde o Século II, os judeus ortodoxos e muitos homens cultos começaram a contestar a veracidade de existência de tal ser, sob qualquer aspecto, humano ou divino. Estavam, assim, os homens divididos em duas posições: a dos que, afirmando a realidade de sua existência, divindade e propósitos de salvação, perseguiam e matavam impiedosamente aos partidários da posição contrária, ou seja, àqueles cultos e audaciosos que tiveram a coragem de contestá-los.
O imenso poder do Vaticano tornou a libertação do homem da tutela religiosa difícil e lenta. O liberalismo que surgiu nos últimos séculos contribuiu para que homens cultos e desejosos de esclarecer a verdade tentassem, com bastante êxito, mostrar a mistificação que tem sido a base de todas as religiões, inclusive do cristianismo. Surgiram também alguns escritos elucidativos, que por sorte haviam escapado à caça e à queima em praça pública. Fatos e descobertas desta natureza contribuíram decisivamente para que o mundo de hoje tenha uma concepção científica e prática de tudo que o rodeia, bem como de si próprio, de sua vida, direitos e obrigações.
A sociedade atualmente pode estabelecer os seus padrões de vida e moral, e os seus membros podem observá-los e respeitá-los por si mesmos, pelo respeito ao próximo e não pelo temor que lhes incute a religião. Contudo, é lamentavelmente certo que muitos ainda se conservam subjugados pelo espírito de religiosidade, presos a tabus caducos e inaceitáveis.
Jesus Cristo foi apenas uma entidade ideal, criada para fazer cumprir as escrituras, visando dar seqüência ao judaísmo em face da diáspora, destruição do templo e de Jerusalém. Teria sido um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença. Ultimamente, têm-se evidenciado as adulterações e falsificações documentárias praticadas pela Igreja, com o intuito de provar a existência real de Cristo. Modernos métodos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica e muitos outros, denunciaram a má fé dos que implantaram o cristianismo sobre falsas bases com uma doutrina tomada por empréstimos de outros mais vivos e inteligentes do que eles, assim como denunciaram os meios fraudulentos de que se valeram para provar a existência do inexistente.
É de se supor que, após a fuga da Ásia Central, com o tempo os judeus foram abandonando o velho espírito semita, para irem-se adaptando às crenças religiosas dos diversos povos que já viviam na Ásia Menor. Após haverem passado por longo período de cativeiro no Egito, e, posteriormente, por duas vezes na Babilônia, não estranhamos que tenham introduzido no seu judaísmo primitivo as bases das crenças dos povos com os quais conviveram. Sendo um dos povos mais atrasados de então, e na qualidade de cativos, por onde passaram, salvo exceções, sua convivência e ligações seria sempre com a gente inculta, primária e humilde. Assim é que, em vez de aprenderem ciências como astronomia, matemática, sua impressionante legislação, aprenderam as superstições do homem inculto e vulgar.
Quando cativos na Babilônia, os sacerdotes judeus que constituíram a nata, o escol do seu meio social, nas horas vagas, iriam copiando o folclore e tudo o que achassem de mais interessante em matéria de costumes e crenças religiosas, do que resultaria mais tarde compendiarem tudo em um só livro, o qual recebeu o nome de Talmud, o livro do saber, do conhecimento, da aprendizagem. Por uma série de circunstâncias, o judeu foi deixando, aos poucos, a atividade de pastor, agricultor e mesmo de artífice, passando a dedicar-se ao comércio.
A atividade comercial do judeu teve início quando levados cativos para a Babilônia, por Nabucodonosor, e intensificou-se com o decorrer do tempo, e ainda mais com a perseguição que lhe moveria o próprio cristianismo, a partir do século IV. Daí em diante, a preocupação principal do povo judeu foi extinguir de seu meio o analfabetismo, visando com isso o êxito de seus negócios. Deve-se a este fato ter sido o judeu o primeiro povo no meio do qual não haveria nenhum analfabeto. Destarte, chegando a Roma e a Alexandria, encontrariam ali apenas a prática de uma religião de tradição oral, portanto, terreno propício para a introdução de novas superstições religiosas. Dessa conjuntura é que nasceu o cristianismo, o máximo de mistificação religiosa de que se mostrou capaz a mente humana.
O judeu da diáspora conseguiu o seu objetivo. Com sua grande habilidade, em pouco tempo o cristianismo caiu no gosto popular, penetrando na casa do escravo e de seu senhor, invadindo inclusive os palácios imperiais. Crestus, o Messias dos essênios, pelo qual parece terem optado os judeus para a criação do cristianismo, daria origem ao nome de Cristo, cristão e cristianismo. Os essênios haviam-se estabelecido numa instituição comunal, em que os bens pessoais eram repartidos igualmente para todos e as necessidades de cada um tornavam-se responsabilidade de todos.
Tal ideal de vida conquistaria, como realmente aconteceu, ao escravo, a plebe, enfim, a gente humilde. Daí, a expansão do cristianismo que, nada tendo de concreto, positivo e provável, assumiu as proporções de que todos temos conhecimento. Não tendo ficado restrita à classe inculta e pobre, como seria de se pensar, começou a ganhar adeptos entre os aristocratas e bem-nascidos.
De tudo o que dissemos, depreende-se que o cristianismo foi uma religião criada pelos judeus, antes de tudo como meio de sobrevivência e enriquecimento. Tudo foi feito e organizado de modo a que o homem se tornasse um instrumento dócil e fácil de manejar, pelas mãos hábeis daqueles aos quais aproveita a religião como fonte de rendimentos.
Métodos modernos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica, o uso dos isótopos radioativos e radiocarbônicos, denunciaram a má fé daqueles que implantaram o cristianismo, falsificando escritos e documentos na vã tentativa de provar o que lhe era proveitoso. Por meios escusos tais como os citados, a Igreja tornou-se a potência financeira em que hoje se constitui. Finalmente, desde o momento em que surgiu a religião, com ela veio o sacerdote que é uma constante em todos os cultos, ainda que recebam nomes diversos. A figura do sacerdote encarregado do culto divino tem tido sempre a preocupação primordial de atemorizar o espírito dos povos, apresentando-lhes um Deus onipotente, onipresente e, sobretudo, vingativo, que a uns premia com o paraíso e a outros castiga com o inferno de fogo eterno, conforme sejam boas ou más suas ações.
No cristianismo, encontraremos sempre o sacerdote afirmando ter o homem uma alma imortal, a qual responderá após a morte do corpo, diante de Deus, pelas ações praticadas em vida. Como se tudo não bastasse, o paraíso, o purgatório dos católicos e o inferno, há ainda que considerar a admissão do pecado original, segundo o qual todos os homens ao nascer, trazem-no consigo.
Ora, ninguém jamais foi consultado a respeito de seu desejo ou não de nascer. Assim sendo, como atribuir culpa de qualquer natureza a quem não teve a oportunidade de manifestar vontade própria. Quanta injustiça! Condenar inocentes por antecipação. O próprio Deus e o próprio Cristo revoltar-se-iam por certo ante tão injusta legislação, se os próprios existissem. II
As Provas e as Contra Provas
A Igreja serviu-se de farta documentação, conforme já mencionamos anteriormente, com intenção de provar a existência de Cristo. No entanto, a história ignora-o completamente. Quanto aos autores profanos que pretensamente teriam escrito a seu respeito, foram nesta parte falsificados. Por outro lado, documentos históricos demonstram sua inexistência. As provas históricas merecem nosso crédito, porque pertencem à categoria dos fatos certos e positivos, e constituem testemunhos concretos e válidos de escritores de determinadas escolas.
A interpretação da Bíblia e da mitologia comparada não resiste a uma confrontação com a história. Flávio Josefo, Justo de Tiberíades, Filon de Alexandria, Tácito, Suetônio e Plínio, o Jovem, teriam feito em seus escritos, referências a Jesus Cristo. Todavia, tais escritos após serem submetidos a exames grafotécnicos, revelaram-se adulterados no todo ou em parte, para não se falar dos que foram totalmente destruídos. Além disso, as referências feitas a Crestus, Cristo ou Jesus, não são feitas exatamente a respeito do Cristo dos Cristãos. Seria mesmo difícil estabelecer qual o Cristo seguido pelos cristãos, visto que esse era um nome comum na Galiléia e Judéia.
Segundo Tácito, judeus e egípcios foram expulsos de Roma por formarem uma só e mística superstição cristã. As expulsões ocorreram duas vezes no tempo de Augusto e a terceira vez no governo de Tibério, no ano 19 desta era. Tais expulsões desmentem a existência de Jesus, porquanto, ocorreram quando ainda o nome de cristão aplicava-se a superstição judaico-egípcia, a qual se confundiu com o cristianismo.
Filon de Alexandria, apesar de ter contribuído poderosamente para a formação do cristianismo, seu testemunho é totalmente contrário à existência de Cristo. Filon havia escrito um tratado sobre o Bom Deus – Serapis –, tratado este que foi destruído. Os evangelhos cristãos a ele muito se assemelham, e os falsificadores não hesitaram em atribuir as referências como sendo feitas a Cristo.
Os historiadores mostram que essa religião nasceu em Alexandria, e não em Roma ou Jerusalém. Fazem ver que ela nasceu das idéias de Filon que, platonizando e helenizando o judaísmo, escreveu boa parte do Apocalipse. A mesma transformação que o cristianismo dera ao judaísmo ao introduzir-lhe o paganismo e a idolatria, Filon imprimira a essa crença, até então apenas terapeuta, dando-lhe feição grega, de cunho platônico.
Embora tenha sido de certo modo o precursor do cristianismo, não deixou a menor prova de ter tomado conhecimento da existência de Jesus Cristo, o mago rabi, e isto é lógico porque o cristianismo só iria ser elaborado muito depois de sua morte.
Bastaria o silêncio de Filon para provar estarmos diante de uma nova criação mitológica, de cunho metafísico. Entretanto, escrevendo como cristão, os lançadores do cristianismo louvaram-se nas suas idéias e escritos. Tivesse Jesus realmente existido, jamais Filon deixaria de falar em seu nome, descreveria certamente sua vida miraculosa. Filon relata os principais acontecimentos de seu tempo, do judaísmo e de outras crenças, não mencionando, porém, nada sobre Jesus. Cita Pôncio Pilatos e sua atuação como Procurador da Judéia, mas não se refere ao julgamento de Jesus a que ele teria presidido.
Fala igualmente dos essênios e de sua doutrina comuna dizendo tratar-se de uma seita judia, com mosteiro à margem do Jordão, perto de Jerusalém. Quando no reinado de Calígula esteve em Roma defendendo os judeus, relata diversos acontecimentos da Palestina, mas não menciona nada a respeito de Jesus, seus feitos ou sua sorte e destino.
Filon, que foi um dos judeus mais ilustres de seu tempo, e sempre esteve em dia com os acontecimentos, jamais omitiria qualquer notícia acerca de Jesus, cuja existência, se fosse verdadeira, teria abalado o mundo de então. Impossível admitir-se tal hipótese, portanto.
Por isso é que M. Dide fez ver que, diante do silêncio de homens extraordinários como Filon, os acontecimentos narrados pelos evangelistas não passam de pura fantasia religiosa. Seu silêncio é a sentença de morte da existência de Jesus.
O mesmo silêncio se estende aos apóstolos, assinala Emílio Bossi. Evidencia que tudo quanto está contido nos Evangelhos refere-se a personalidades irreais, ideais, sobrenaturais de inexistentes taumaturgos. O silêncio de Filon e de outros se estende não apenas a Jesus, mas também aos seus pretensos apóstolos, a José, a Maria, seus filhos e toda a sua família.
Flávio Josefo, tendo nascido no ano 37, e escrevendo até 93 sobre judaísmo, cristianismo terapeuta, messias e Cristos, nada disse a respeito de Jesus Cristo. Justo de Tiberíades, igualmente não fala em Jesus Cristo, conquanto houvesse escrito uma história dos judeus, indo de Moisés ao ano 50. Ernest Renan, em sua obra “Vie de Jesus”, apesar de ter tentado biografar Jesus, reconhece o pesado silêncio que fizeram cair sobre o pretenso herói do cristianismo.
Os Gregos, os romanos e os hindus dos séculos I e II jamais ouviram falar na existência física de Jesus Cristo. Nenhum dos historiadores ou escritores, judeus ou romanos, os quais viveram ao tempo em que pretensamente teria vivido Jesus, ocupou-se dele expressamente. Nenhum dedicou-lhe atenção. Todos foram omissos quanto a qualquer movimento religioso ocorrido na Judéia, chefiado por Jesus.
A história não só contesta a tudo o que vem nos Evangelhos, como prova que os documentos em que a Igreja se baseou para formar o cristianismo foram todos inventados ou falsificados no todo ou parte, para esse fim. A Igreja sempre dispôs de uma equipe de falsários, os quais dedicaram-se afanosamente a adulterar e falsificar os documentos antigos com o fim de pô-los de acordo com os seus cânones.
O piedoso e culto bispo de Cesaréia, Eusébio, como muitos outros tonsurados, receberam ordens papais para realizar modificações em importantes papéis da época, adulterando-os e emendando-os segundo suas conveniências. Graças a esses criminosos arranjos, a Igreja terminaria autenticando impunemente sua novela religiosa sobre Jesus Cristo, sua família, seus discípulos e o seu tempo.
Conan Doyle imortalizou o seu personagem, Sherlock Holmes, assim como Goethe ao seu Werther. Deram-lhes vida e movimento como se fossem pessoas reais, de carne e ossos. Muitos outros escritores imortalizaram-se também através de suas obras, contudo, sempre ficou patente serem elas pura ficção, sem qualquer elo que as ligue com a vida real. Produzem um trabalho honesto e honrado aqueles que assim procedem, ao contrário daqueles que deturpam os trabalhos assinados por eminentes escritores, com o objetivo premeditado de iludir a boa fé do próximo. E procedimento que, além de criminoso, revela a incapacidade intelectual daqueles que precisam se valer de tais meios para alcançar seus escusos objetivos.
Berson, citado por Jean Guitton em “Jesus”, disse que a inigualável humildade de Jesus dispensaria a historicidade; entretanto, erigiu os Evangelhos como documento indiscutível como prova, o que a ciência histórica de hoje rejeita. Só depois de muito entrado em anos é que se tornaria indiferente para com a pirracenta crença religiosa dos seus antepassados, como aconteceu com mentes excepcionalmente cultas, tornadas ilustres pelo saber e pelo conhecimento e não apenas pelo dinheiro.
Diante da história, do conhecimento racional e científico que presidem aos atos da vida humana, muitos já se convenceram da primária e irreal origem do cristianismo, o qual nada mais é do que uma síntese do judaísmo com o paganismo e a idolatria greco-romana do século I.
Graças ao trabalho de notáveis mestre de Filosofia e Teologia da Escola de Tübíngen, na Alemanha, ficou provado que os Evangelhos e mesmo toda a Bíblia não possuem valor histórico, pondo-se em dúvida conseqüentemente tudo quanto a Igreja impôs como verdade sobre Jesus Cristo. Tudo o que consta dos Evangelhos e do Novo Testamento são apenas arranjos, adaptações e ficções, como o próprio Jesus Cristo o foi.
Através da pesquisa histórica e de exames grafotécnicos ficou evidenciado que os escritos acima referidos são apócrifos. De sorte que, não servindo como documentos autênticos, devem ser rejeitados pela ciência. Jean Guitton diz que o problema de Jesus varia e acordo com o ângulo sob o qual seja examinado: histórico, filosófico ou teológico.
A história exige provas reais, segundo as quais se evidenciem os movimentos da pessoa ou do herói no palco da vida humana, praticando todos os atos a ela concernentes, em todos os seus altos e baixos. Pierre Couchoud, igualmente citado por Guitton, sendo médico e filósofo, considerou Jesus como tendo sido “a maior existência que já houve, o maior habitante da terra”, entretanto, acrescentou: “não existiu no sentido histórico da palavra: não nasceu. Não sofreu sob Pôncio Pilatos, sendo tudo uma fabulação mítica”.
A passagem de Jesus pela terra seria o milagre dos milagres: “o continente, embora fosse o menor, contivera o conteúdo, que era o maior!” A Filosofia quer fatos para examinar e explicar à luz da razão, generalizando-o. No que se refere à existência de Jesus, é patente a impossibilidade de generalização, porquanto, na qualidade de mito, como os milhares que o antecederam, sua personalidade é apenas fictícia, por conseguinte, nenhum material pode oferecer à Filosofia para ser sistematizado, aprofundado ou explicado.
No tocante à Teologia, cabe-lhe apenas a parte doutrinária acerca das coisas divinas. A ela, interessa apenas incutir nas mentes os seus princípios, sem, contudo, procurar neles o que possa existir de concreto, o que inclusive seria contrário aos interesses materiais, daqueles aos quais aproveita a religião. Os Enciclopedistas mostraram como eram tolos e irracionais os dogmas da Igreja, lembrando ainda que ela era um dos mais fortes pilares do feudalismo escravocrata.
Voltaire mostrou as coincidências entre o Evangelho de João e os escritos de Filon, lembrando ter sido ele um filósofo grego de ascendência judia, cujo pai, um outro judeu culto, teria sido contemporâneo de Jesus, se ele tivesse realmente existido. A filosofia religiosa de Filon era a mesma do cristianismo, tanto que inicialmente foi cogitada sua inclusão entre os fundadores da nova crença. Contudo, após exame rigoroso de sua obra, foram encontradas idéias opostas aos interesses materiais dos lideres cristãos da época.
Devemos aos Enciclopedistas, bem como a Voltaire, o incentivo para que muitos pensadores futuros pudessem desenvolver um trabalho livre, na pesquisa da verdade. As convicções de Voltaire são o fruto de profundo estudo das obras de Filon. Os racionalistas, posteriormente, servindo-se de seus escritos, concluíram que a Igreja criou seus dogmas de acordo com a lenda e o mito, impondo-os a ferro e fogo.
Bauer, aplicando os princípios hegelianos na Universidade de Tübingen, concluiu que os Evangelhos haviam sido escritos sob a influência judia, de acordo com seu gosto. Posteriormente, interesses materiais e políticos motivaram alterações nos mesmos. Em vista de tais interesses é que Pedro, o pregador do cristianismo nascente, que era pró-judeu, teve de ser substituído por Paulo, favorável aos romanos. E Marcião teria sido o autor dos escritos atribuídos ao inexistente Paulo.
O mérito da Escola de Tübingen consiste em haver provado que os Evangelhos são apócrifos, e assim não servem como documento aceitável pela história. Levando ao conhecimento do mundo livre que os fundamentos do cristianismo são mistificações puras, os mestres da referida Escola abalaram os alicerces de uma empresa, que há séculos explora a humanidade crente, vendendo o nome de Deus a grosso e a varejo.
Tudo nos leva a crer que, no futuro, o conhecimento científico exigirá bases sólidas para todas as coisas, quando então as religiões não mais prevalecerão, porquanto, não poderão contribuir para a ciência ou para a história, com qualquer argumento sólido e fiel.
Ademais, não nos parece lógico que o homem atual, o qual já atingiu um tão elevado nível de desenvolvimento, o que se verifica em todos os setores do conhecimento, tais como científico, tecnológico e filosófico, permaneça preso a crenças em deuses inexistentes, em mitos e tabus.
Diz-se que a Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, do qual se valem eles para provar a existência de seu Deus e Jesus Cristo, seu filho unigênito, foi escrito sob a inspiração divina. O Próprio Deus tê-lo-ia escrito, através de homens inspirados por ele, claro. A doutrina cristã ensina que Deus, além de onipotente, é onipresente e onisciente. Sendo dotado de tais atributos – onisciência e onipresença –, seria de se esperar que Deus, ao ditar aos homens inspirados o que deveriam escrever, não se restringisse apenas ao relato das coisas, fatos ou lugares então conhecidos pelos homens.
Sendo onipresente, deveria estar no universo inteiro. Conhecê-lo e levá-lo ao conhecimento dos homens, e não apenas limitar-se a falar dos povos ou lugares que todos conheciam ou sabiam existir. Sendo onisciente, deveria saber de todas s coisas de modo certo, correto, exato, e assim inspirar ou ensinar.
Todavia, aconteceu justamente o contrário. A Bíblia, escrita por homens inspirados por Deus onipresente e onisciente, está repleta de erros, os mais vulgares e incoerentes, revelando total ignorância acerca da verdade e de tudo mais.
Vejamos apenas um exemplo. Diz a Bíblia que o sol, a lua e as estrelas foram criadas em função da terra: para iluminá-la. Seria o centro do universo, então, o que é totalmente falso. Hoje, ou melhor, há muito tempo, todos sabemos que a terra é apenas um grão de areia perdido na imensidão do universo, sendo mesmo uma das menores porções que o compõe, inclusive dentro do sistema solar de que faz parte.
Como teria Josué feito parar o sol, a fim de prolongar o dia e ganhar sua batalha contra os canamitas, sem acarretar uma catástrofe? Decididamente, quem escreveu tais absurdos, sendo homem, sujeito a falhas e erros, é perdoável. Entretanto, sendo um Deus onipresente e onisciente, ou por sua inspiração, é inconcebível. E mais inconcebível ainda é que o homem moderno permaneça escravo desta ou de qualquer outra religião. Dispondo de modernos meios de difusão e divulgação da cultura, o homem não pode ignorar o quanto é falsa a doutrina cristã, além de absurda, o mesmo estendendo-se a qualquer outra forma de culto ou religião. Como entender que sendo Deus onipresente e onisciente, não saberia que todos os corpos do universo possuem movimento, e que este os mantém dentro de sua órbita, sem atropelos ou abalroamento?
Quando Jeová resolveu disciplinar o comportamento dos hebreus, marcou encontro com Moisés, no Monte Sinai, para lhe entregar as tábuas da lei. Fato idêntico acontecera muito antes, quando Hamurabi teria recebido das mãos do deus Schamash a legislação dos babilônios no século XVII a.C.. A mesma foi encontrada em Susa, uma das grandes metrópoles do então poderoso império babilônio, encontrando-se atualmente guardada no Museu do Louvre, em Paris.
No que concerne aos Evangelhos, foram escritos em número de 315, copiando-se sempre uns aos outros. No Concílio de Nicéia, tal número foi reduzido para 40, e destes foram sorteados os 4 que até hoje estão vigorando.
A. Laterre, entre outros escritores, assinala ter sido o Evangelho de Marcos o mais antigo, e haver servido de paradigma para os outros, os quais não guardaram sequer fidelidade ao original, dando margem a choques e entrechoques de doutrina.
Após o Evangelho de Marcos, começaram a surgir os demais que, alcançando elevado número, foram reduzidos. A escolha não visou os melhores, o que seria lógico, mas baseou-se tão-somente no prestigio político dos bispos das regiões onde haviam sido compostos.
A. Laterre patenteou igualmente, em “Jesus e sua doutrina”, que a lenda composta pelos fundadores do cristianismo, para ser admitida pelos homens como verdade, fora copiada de fontes mitológicas muito anteriores ao próprio judaísmo, remontando aos antigos deuses hindus, persas ou chineses.
No século II, quando começou a aparecer a biografia de Jesus, havia apenas o interesse político e material em se manter a sua santa personalidade idealizada. Constantino, no século IV, tendo verificado que suas legiões haviam-se tornado reticentes no cumprimento de suas ordens contra os cristãos, resolveu mudar de tática e aderir ao cristianismo. Percebendo que os bispos de Alexandria, Jerusalém, Edessa e Roma tinham a força necessária para fazer-lhe oposição, sentiu-se na contingência de ceder politicamente, com o objetivo de conseguir obediência total e unificar o império. De sorte que sua adesão ou conversão ao cristianismo não se baseou em uma convicção intima, espiritual, porém, resultou de conveniências políticas.
Embora não crendo na religião cristã, percebeu que a cruz dar-lhe-ia a força que lhe faltava para tornar-se o imperador único e obedecido cegamente. Daí a história do sonho que tivera antes de uma batalha, segundo o qual vira a cruz desenhada no céu e estas palavras escritas abaixo: “in hoc signo vincis”, com este sinal, vencerás. Não era cristão verdadeiro, apenas fingia sê-lo para conseguir os seus objetivos.
Dujardin conta-nos que o cristianismo só surgiu a partir do ano 30, graças a um rito em que se via a morte e a ressurreição de Jesus, o qual seria uma divindade pré-cristã. Nesta seita, os seus adeptos denominavam-se apóstolos, significando missionários, os que traziam uma mensagem nova. Os apóstolos desse Jesus juravam terem-no visto, após sua morte, ressuscitar e ascender ao céu. Entretanto, não era este o Jesus dos cristãos.
O Padre Aífred Loisy, diante do enorme descrédito que o mito do cristianismo vinha sofrendo nos meios cultos de Paris, resolveu pesquisar-lhe as origens, visando assim desfazer as objeções apresentadas de modo seguro e bem fundamentado. Buscava a verdade para mostrá-la aos demais. Entretanto, ao fazer seus estudos, o Padre Loisy constatou que realmente a crítica havia se baseado em fatos incontestáveis. Por uma questão de honra, não poderia ocultar o resultado de suas pesquisas, publicando-o logo em seguida. Sendo tal resultado contrário fundamentalmente aos cânones da Igreja, foi expulso de sua cátedra de Filosofia, na Universidade de Paris, e excomungado pelo Papa, em 1908.
O Pe. Loisy havia concluído que os documentos nos quais a Igreja firmara-se para organizar sua doutrina provieram do ritual essênio. Jesus Cristo não tivera vida física. Era apenas o reaproveitamento da lenda essênia do Crestus, o seu Messias. Verificou-se também que as Paulinianas, de origem insegura, haviam sido refundidas em vários pontos fundamentais e por diversas vezes, antes de serem incluídas definitivamente nos Evangelhos. Do mesmo modo chegou à conclusão de que os Evangelhos não poderiam servir de base para a história, nem para provar a vida de Jesus, dada a sua inautenticidade.
Por sorte sua, já não mais existia a Santa Inquisição; do contrário, o sábio Padre Loisy teria sido queimado vivo. Os documentos relativos ao governo de Pilatos, na Judéia, nada relatam a respeito de alguém que, se intitulando de Jesus Cristo, o Messias ou o enviado de Deus, tenha sido preso, condenado e crucificado com assentimento ou mesmo contra sua vontade, conforme narram os evangelhos. Não tomou conhecimento jamais de que um homem excepcional praticasse coisas maravilhosas e sobrenaturais, ressuscitando mortos e curando doentes ao simples toque de suas mãos, ou com uma palavra, apenas.
Se Pôncio Pilatos, cuja existência é real e historicamente provável, que estava no centro dos acontecimentos da época como governador da Judéia, ignorou completamente a existência tumultuada de Jesus, é que de fato ele não existiu. Alguém que, pelos atos que lhe são atribuídos, chega mesmo ao cúmulo de ser aclamado “Rei dos Judeus” por uma multidão exaltada, como ele o foi, não poderia passar despercebido pelo governador da região.
O imperador Tibério, inclusive, jamais soube de tais ocorrências na Judéia. Estranho que ninguém o informasse de que um povo, que estava sob o seu domínio, aclamava um novo rei. Ilógico. A ele, Tibério, é que caberia nomear um rei, governador ou procurador.
Prosper Alfaric, em L’Ecole de la Raison, assinala as invencíveis dificuldades do cristianismo em conciliar a fé com a razão. Por isso, a nova crença teve de apoderar-se das lendas e crenças dos deuses solares, tais como Osíris, Mitra, Ísis, Átis e Hórus, quando da elaboração de sua doutrina. Expôs, igualmente, que os documentos descobertos em Coumrã, em 1947, eram o elo que faltava para patentear que Cristo é o Crestus dos essênios, uma outra seita judia.
O cristianismo nada mais é, então, do que o sincretismo das diversas seitas judias, misturadas às crenças e religiões dos deuses solares, por serem as religiões que vinham predominando há séculos. A palavra “evangelho” em grego significa “boa nova”, já figura na Odisséia de Homero, Século XII, a.C.. Foi depois encontrada também numa inscrição em Priene, na Jônia, numa frase comemorativa e de endeusamento de Augusto, no seu aniversário, significando a “boa nova” no trono. E isto ocorreu muito antes de idealizarem Jesus Cristo.
Conforme já mencionamos anteriormente, no inicio do cristianismo, os evangelhos eram em número de 315, sendo posteriormente reduzidos para 4, no Concílio de Nicéia. Tal número indica perfeitamente as várias formas de interpretação local das crenças religiosas da orla mediterrânea acerca da idéia messiânica lançada pelos sacerdotes judeus. Sem dúvida, este fato deve ter levado Irineu a escrever o seguinte: “Há apenas 4 Evangelhos, nem mais um, nem menos um, e que só pessoas de espírito leviano, os ignorantes e os insolentes é que andam falseando a verdade”. A verdade da Igreja, dizemos nós.
Havia, então, os Evangelhos dos naziazenos, dos judeus, dos egípcios, dos ebionistas, o de Pedro, o de Barnabé, entre outros, os quais foram queimados, restando apenas os 4 sorteados e oficializados no Concílio de Nicéia. Celso, erudito romano, contemporâneo de Irineu, entre os anos 170 e 180, disse: “Certos fiéis modificaram o primeiro texto dos Evangelhos, três, quatro e mais vezes, para poder assim subtrai-los às refutações”.
Foi necessária uma cuidadosa triagem de todos eles, visando retirar as divergências mais acentuadas, sendo adotada a de Hesíquies, de Alexandria; e de Pânfilo, de Cesaréía e a de Luciano, de Antióquia. Mesmo assim, só na de Luciano existem 3500 passagens redigidas diferentemente. Disso resulta que, mesmo para os Padres da Igreja, os Evangelhos não são fonte segura e original.
Os Evangelhos que trazem a palavra “segundo”, que em grego é “cata”, não vieram diretamente dos pretensos evangelistas. A discutível origem dos Evangelhos explica porque os documentos mais antigos não fazem referência à vida terrena de Jesus. Nos Evangelhos, as contradições são encontradas com muita freqüência. Em Marcos, por exemplo, em 1:1-17: “a linhagem de Jesus vem de Abraão, em 42 gerações”; ao passo que em Lucas 2:23-28 lê-se que proviera diretamente de Adão e Eva, sendo que de Abraão a Jesus teriam havido 43 gerações.
Eusébio, comentando o assunto e não sabendo como dirimir a questão, disse: “Seja lá o que for, só o Evangelho anuncia a verdade”.(?) Tais divergências, entretanto, parecem indicar que os Evangelhos não se destinavam inicialmente à posteridade, visando tão-somente a catequese imediata de povos isolados uns dos outros. Os escritos destinados a um povo dificilmente seriam conhecidos dos outros.
O Evangelho de Mateus teria sido destinado aos judeus, arranjado para agradá-los. Por isso, não fala nos vaticínios nem no Messias. Por isso ainda é que puseram na boca de Jesus as palavras seguintes: “Não vim para abolir as leis dos profetas, mas sim para cumpri-las”. Tudo indica ter sido feito em Alexandria, porquanto, o original em hebraico jamais existiu. Baur provou, entretanto, que as Epístolas são anteriores aos Evangelhos e o Apocalipse, o mais antigo de todos, do ano 68. Todos os escritos do cristianismo desse tempo falam apenas no Logos, o Cordeiro Pascoal, imolado desde o princípio dos tempos, referindo-se à personalidade ideal de Jesus Cristo.
Justino, filósofo e apologista cristão, escrevendo em torno do ano 150, não emprega a palavra Evangelho nem uma vez. Isto mostra que ele, ainda nessa época, ignorava-a, não tendo conhecimento de sua existência. Justino ignorava igualmente as paulinianas, Paulo e os Atos dos apóstolos, o que prova que foram inventados posteriormente.
Marcião, no ano de 140, trouxe as Epístolas a Roma, as quais não foram inicialmente consideradas merecedoras de fé. Sofreu rigorosa triagem, sendo cortada muita coisa que não convinha à Igreja. Marcião fora contemporâneo de Justino. As Epístolas trazidas por ele eram endereçadas aos Romanos, aos Gálatas e aos Coríntios. Apresentavam Jesus como um Deus encarnado. Teria nascido de uma mulher e sofrera o martírio para resgatar os pecados da humanidade, isto é, dos ocidentais, porque os orientais não tomaram conhecimento da personalidade de Jesus, seus milagres e sua pregação e do seu romance religioso.
Engels constatou que as Epístolas são 60 anos mais novas do que o Apocalipse. E, ainda, os cristãos contrários ao bispo de Roma rejeitaram-nas durante séculos. Foi o que se deu com os ebionitas e os severianos, conforme Eusébio escreveu e Justino confirmou. O Apocalipse fala em um cordeiro com sete cornos e sete olhos, o qual foi imolado desde a fundação do mundo (13-8). O Apocalipse foi composto apenas em 68, sendo o mais antigo de todos os escritos cristãos.
Lutero e Swinglio disseram que o Apocalipse foi incluído nos Evangelhos por engano, tendo a Igreja de inventar, por isso, a ordem cronológica dos seus livros. Hoje se pode provar que o Apocalipse surgiu entre os anos 68 e 70; os Evangelhos, no século II, e os Atos dos Apóstolos são os mais recentes de todos. Eusébio em sua “História Eclesiástica”, 4-23, diz: “Compus as Epistolas conforme a vontade do irmão: mas os ‘apóstolos do diabo’ tacharam-nas de inverídicas contando-lhes certas coisas e acrescentando outras”.
Irineu, ao mesmo tempo, ordenava ao copista: “Confronta toda cópia com este original utilizado por ti, e corrige-a cuidadosamente”. Não te esqueças de reproduzir em tua cópia o pedido que te faço. Essas citações servem para medirmos que tipo de santidade havia entre os bispos e seus calígrafos, na arte eusebiana de eméritos falsificadores de documentos importantes.
Com isto, deram autenticidade a todas as invencionices do cristianismo e legitimaram sua liderança na posse material do que pertencia aos outros. Irineu ainda registrou o seguinte: “Ouvi dizer que não acreditam esteja isto nos Evangelhos, se não se encontrar nos arquivos”. Ao que Eusébio respondera: “É preciso demonstrá-lo”.
Uma excelente prova da existência de Jesus seria uma comunicação feita por Pilatos a seu respeito. Entretanto, tal documento não existe. Justino, instado pelos falsificadores, referiu-se a Jesus, contudo, dada a sua honradez pessoal, no caso do seu escrito ser autêntico, fê-lo de modo inseguro e hesitante. Tertuliano, que é mais seguro do que ele, afirmou que esse valioso documento deverá ser encontrado nos arquivos imperiais. Contudo, a Igreja apesar de haver se apoderado de Roma a partir do século IV, não teve a coragem de apresentar essa indispensável jóia documentária, a qual de certo seria refutada pela ciência e pelo conhecimento.
Mesmo assim, a partir do século IV, essa prova espúria foi produzida; contudo, a Igreja não teve a petulância de submetê-la à grafotécnica. Daniel Rops, embora fosse um apaixonado cristão, reconheceu a veracidade dessa falsificação dizendo que: “a que arranjaram era uma carta enviada a Cláudio, que reinou de 41 a 44, e não a Tibério, sob cujo governo Pilatos fora Procurador da Judéia”.
No Apocalipse João, escreveu: “Se alguém acrescentar alguma coisa nisto, Deus castigará com as penas descritas neste livro; se alguém cortar qualquer coisa, Deus cortará sua parte na árvore da vida e na cidade santa descrita neste livro”. Ai está mais uma prova de como as falsificações eram usuais na fase da Igreja nascente. O mais interessante é essa gente falar em Deus, como se fosse coisa cuja existência já tivesse sido provada, não se justificando mais que o conhecimento e a razão estudassem as bases dessa existência.
Os padres mostravam-se estar de tal modo familiarizados com Deus e sua vontade que por isso achavam certo e justo julgar e queimar vivos a todos os que deles discordassem. Entretanto, embora dessem a impressão de estar em contato com Deus, usavam de processos criminosos, dos quais todos os ociosos usam para sacar contra o seu meio social. Assim é que hoje se pode provar que o cristianismo foi construído sobre um terreno atapetado de mentiras, falsificações e mistificações.
O Novo Testamento atualmente oficializado é cópia de um texto grego do século IV. É exatamente o sinótico descoberto em 1859, em um convento do Monte Sinai, onde vem informada a origem grega. Os originais do mesmo estão guardados nos museus do Vaticano e de Londres. Foram publicados com as devidas corrigendas, feitas por Hesíquios, de Alexandria.
Um papiro encontrado no Egito, em 1931, apresenta-nos uma ordem cronológica totalmente diferente da oficializada pela Igreja. Atualmente, as fontes testamentárias aceitáveis são as do século II em diante, provindas de Justino, Taciano, Atenágoras, Irineu e outros, os quais são considerados os verdadeiros criadores do cristianismo.
Taciano foi o “bem amado” discípulo de Justino. Ele, entretanto, omite a genealogia de Jesus, dizendo apenas que ele descendia de reis judeus, de modo muito vago, divergindo assim da orientação oficializada. Irineu foi que sistematizou o cristianismo. Foi ele a fonte em que Eusébio inspirou-se. Por isso é que daí em diante seria obrigatória a confrontação entre os dois textos. O bispo de Cesaréia fora encarregado pelo todo poderoso bispo de Roma de falsificar tudo quanto prejudicasse os interesses materiais da Igreja de então. De modo que, por onde passou a mão de Eusébio, foi tudo conspurcado criminosamente contra a verdade.
Eusébio foi realmente um bispo que cria apaixonadamente na divindade de Jesus Cristo, contudo, já conhecia o poder que possuía o bispo de Roma. Graças a Eusébio e outros iguais a ele, tornou-se uma temeridade descrer-se na verdade oficializada pela Igreja. Após tantas falsificações, todos ficaram realmente inseguros quanto à verdadeira origem do cristianismo, tal a tumultuação impressa por Eusébio.
Tertuliano e Clemente de Alexandria lutaram um pouco para sanar essas fontes, anulando boa parte do que restara das criminosas unhas de Eusébio. Jacob Buckhardt, examinando essa documentação, concluiu que o Novo Testamento merece confiança.
Em Coumrã, em 1947, como á vimos, foram encontrados documentos com escrita em hebraico e não em grego, falando em Crestus não em Cristo. Ali, Habacuc refere-se à perseguição sofrida por essa seita judia, assim como a morte de Crestus, igualmente traído por Judas, um sacerdote dissidente. A Igreja, ao ter conhecimento da existência de tais documentos, pretendeu informar que Crestus era o Cristo de sua criação, contudo, verificou-se que eles datavam de pelo menos um século antes do lançamento do romance do Gólgota. Além disso, continham revelações contrárias aos interesses da Igreja. Eles relatam as lutas de morte em que viviam as diversas seitas do judaísmo.
A Didaquê não pôde entrar nos Evangelhos, devendo silenciar completamente a respeito da pretensa passagem de Jesus pela terra. De qualquer forma, a lenda que existia em torno no nome de Crestus foi aproveitada na época porque, sendo uma seita comunista, suas pregações iriam servir para atrair ao cristianismo a atenção dos escravos, em luta contra os seus senhores, a eterna luta do pobre contra o rico.
Escavações feitas em Jerusalém desenterraram velhos cemitérios, onde foram encontradas muitas cruzes do século I e mesmo anteriores. Todavia, apesar de já ser usada nessa época, só a partir do século IV é que a Igreja iria oficializá-la como seu emblema. Levantamentos arqueológicos posteriores provariam que a cruz já era um piedoso emblema usado desde há milênios.
Orígenes, polemizando contra Celso, um dos mais cultos escritores romanos de seu tempo, e que mais combateram as bases falsas da Igreja e de Jesus Cristo, acusa Flávio Josefo por não haver admitido a existência de Jesus. Flávio não poderia referir-se a Jesus nem ao cristianismo porque ambos foram arranjados depois de sua morte. Assim, os livros de Flávio que falam de Jesus foram compostos, ou melhor, falsificados muito tempo após sua morte, no decorrer do século III, conforme as conclusões alcançadas pelos mestres da Escola de Tübingen.
Sêneca, que foi preceptor de Nero, suicidando-se para não ser assassinado por ele, já pensava mais ou menos como os cristãos. Do que se conclui que as idéias de que se serviu o cristianismo para se fundamentar são emprestadas das lendas que giravam em torno de outros Cristos Messias, assim como de outros cultos. Nada tendo, portanto, de original. Sêneca acreditava em um Deus único e imaterializável.
Por tudo isso, vemos que os líderes do cristianismo nada mais fizeram do que se apropriar das idéias já existentes. Apenas tiveram o cuidado de promover as modificações necessárias, com vistas a melhor consecução dos seus objetivos materiais. Sêneca, embora não fazendo em seus escritos qualquer alusão à existência de Jesus Cristo, teve muitos de seus escritos aproveitados pelo cristianismo nascente.
Em Tácito, escritor do século II, encontram-se referências a respeito de Jesus e seus adeptos. Contudo, exames grafotécnicos demonstraram que tais referências são falsas, e resultam de visível adulteração dos seus escritos. Suetônio, que existiu quando Jesus teria vivido, escreveu a “História dos Doze Césares”, relatando os fatos de seu tempo. Referindo-se aos judeus e sua religião, apenas falou em “distúrbios de judeus exaltados em torno de Crestus”. Por aí se vê que ele não se referia aos cristãos, porquanto, eles sempre se mostraram humildes e obedientes à ordem constituída, evidentemente a fim de passar, tanto quanto possível, despercebidos. Desse modo, iriam solapando o poder imperial, manhosamente, como realmente aconteceu.
Suetônio escreveu ainda que haviam supliciado alguns cristãos que eram gente que se dedicava demasiado a tolas superstições, orientadas por uma idéia malfazeja. Disse mais que Nero tivera de mandar expulsar os judeus de Roma, porque eles estavam sempre se sublevando, instigados por Crestus. Os cristãos estavam sempre organizados de modo a atrair aos escravos, sem, contudo, desagradar às autoridades. Assim sendo, jamais provocariam tumultos. Os cristãos aos quais Suetônio refere-se poderiam ser os zilotas, os essênios ou os terapeutas, mas nunca os cristãos de Jesus Cristo, porquanto, conforme já dissemos acima, os cristãos eram ensinados a não provocar desordens.
Plínio, o Jovem, viveu entre os anos 62 e 113, tendo sido subpretor da Bitínia. Na carta enviada ao imperador, perguntava como agir em relação aos cristãos, ao que Trajano teria respondido que agisse apenas contra os que não renegassem à nova fé. Entretanto, não ficou evidenciado a quais cristãos, exatamente, eram feitas as referências: se aos crestãos ou aos cristãos. De qualquer forma, a carta em questão, após ser submetida a exames grafotécnicos e métodos rádio-carbônicos, revelou haver sido falsificada.
Justiniano, Imperador romano, mandou queimar os escritos de Porfírio, através de um edito, em 448, alegando que: “impelido pela loucura, escrevera contra a santa fé cristã”.
Vespasiano, ao morrer, disse: “Que desgraça! Acreditei que me havia tornado um deus imortal!”. Suas palavras justificam-se pela credulidade supersticiosa. Partindo do preceito ensinado pelos judeus, aliás, um falso preceito, de que Cristo havia subido ao céu com corpo e alma, não seria de estranhar que os imperadores pretendessem tornar-se deuses, a fim de escapar ao inapelável destino dos que nascem: a morte.
Calígula, por isso, fizera-se coroar como Deus-Sol, o Sol Invictus, o Helius. Nessa época o Império romano, embora em declínio, ainda dominava uma porção de províncias afastadas de Roma. O homem espoliado pela força bruta, unificada em torno das regiões, sentindo não ser possível contar com a justiça humana, passa a esperar pela justiça dos deuses. Mas, mesmo assim, teriam de apelar para os deuses dos pobres e não dos ricos, privilegiados e poderosos.
Conta a lenda que Osíris, o deus solar dos egípcios, foi morto por seu irmão Seth, o qual dividiu o corpo em 14 pedaços e os espalhou pelo mundo afora. Ísis, sua esposa e irmã, saiu em busca dos pedaços, levando seu filho Hórus ao colo. Todos os anos o povo fazia a festa de Ísis, relembrando o acontecimento. Havendo conseguido juntar todas a partes do corpo, Osíris ressuscitou, passando a ser incensado como o deus da morte e da sombra. Fora uma ressurreição conseguida pelo amor da esposa. Ísis separou a terra do céu, traçou a órbita dos astros, criou a navegação e destruiu todos os tiranos. Comandava os rios, as vagas e os ventos. Seu culto assemelhava-se muito ao de Astartê, de Adônis e de Átis, religiões muito aparentadas entre si, dominando toda a orla do Mediterrâneo. Seu culto era uma reminiscência do culto de Tamus, um deus babilônio, cuja doutrina ensinava que os deuses nasciam e renasciam, ressuscitando-se.
O judaísmo e, mais tarde, o cristianismo, beberam dessas fontes grande parte da sua liturgia. No cristianismo, encontramos Ísis representada pela Virgem Maria e Hórus transformado em Jesus Cristo. Maria e Jesus, fugindo de Herodes e indo para o Egito, é a mesma lenda de Ísis e Hórus, fugindo de Seth.
O Deus-Homem que morria e ressuscitava já era uma velha “crença religiosa” naqueles tempos. O cristianismo apenas deu novos nomes e novas roupagens aos deuses de velhas crenças. A revelação de Deus aos homens é outra lenda cuja origem perde-se na noite dos tempos. Muitos séculos antes do surgimento do judaísmo, Zoroastro ou Zaratrusta havia criado uma religião, segundo a qual havia uma eterna luta entre o bem e o mal. Aura Mazzda ou Ormuzd, o deus do fogo e da luz, representava o bem em luta contra Angra Maniú ou Iarina, o deus das trevas. Nessa luta, Ormuzd foi auxiliado por seu filho Mitra, o espírito do bem e da justiça, mediador entre Ormuzd e os homens. Ormuzd mandou seu filho à terra, o qual nasceu de uma virgem pura e bela, que o concebeu através de um raio de sol. Morreu e ressuscitou em seguida.
Essa religião foi levada para Sicília pelos marinheiros persas, nos últimos séculos da era passada.
Inventando o cristianismo, os judeus nada mais fizeram do que sincretizar o judaísmo ortodoxo com a religião de Mitra, sem esquecer de Osíris e Átis, cujas religiões eram também muito aceitas em Roma e Alexandria. Vestígios do mitraísmo foram encontrados em escavações recentes, feitas em Óstia, os quais datam do século I. O mitraísmo era praticado em catacumbas, em grutas e em subterrâneos. O cristianismo copiou-lhe a prática. Daí porque disseram ter Jesus nascido em uma gruta e, nos primeiros tempos, o cristianismo foi praticado em catacumbas.
Assim sendo, os cristãos foram para as catacumbas, não fugindo das autoridades imperiais, mas tão-somente para observar o ritual mitraico. Os mitraicos também davam seus banquetes subterrâneos, eram os banquetes pessoais, comuns nos ritos solares e no judaísmo. Em ambos, havia o rito do pão e do vinho.
Mitra, o Sol Invictos, era festejado em dezembro, como Jesus. Outras aproximações entre o culto de Mitra e o de Jesus, no cristianismo: o uso da cruz do Sol Radiante, a cruz do Sol Invictus a qual expandia raios; o uso da pia batismal com a água benta, as refeições comunais, a destinação do domingo para o descanso em homenagem ao Senhor; a águia e o touro do ritual mitraico foram tomados para símbolos dos evangelistas Marcos e Lucas. Antigos quadros e painéis trazem a figura dos evangelistas com a cabeça desses animais.
Do judaísmo, copiaram a crença da imortalidade da alma, a vida no além, o Inferno, o diabo, a ressurreição, o dia do juízo; práticas e crenças igualmente existentes no mitraísmo. Graças a esses espertos arranjos, durante muito tempo, o crente freqüentou indiferentemente o templo cristão, de Mitra ou de Ísis, crendo estar na Igreja antiga, onde iam consultar o oráculo.
Por isso, Teofilo, em Alexandria, mandou construir um templo cristão ao lado de um templo de Ísis, onde se anunciava o oráculo quando as profecias vinham de uma revelação astral, mediante a camuflagem das vozes de antigos bispos ali enterrados. Uma das coisas que favoreceram o cristianismo foi a abolição do sacrifício sangrento. Muitos correram a abraçar a nova crença para escapar da morte em um desses atos propiciatórios.
Spinoza e Hobbes, no século XVIII, mostraram que o Pentateuco foi composto no século II a.C. graças ao que o sacerdote judeu havia aprendido no cativeiro babilônio, fato que aconteceu no século IV a.C. Em seguida, mostraram uma série de contradições quanto à cronologia. Em uma das fontes, apresentam Adão e Eva como tendo sido criados ao mesmo tempo, enquanto em outra informam que ela havia sido feita de uma costela de Adão. Em uma, o homem aparece antes dos outros animais, na outra os animais surgem primeiro.
Levantamentos arqueológicos do começo do século XX, levados a efeito nos subsolos da Babilônia, provaram que o Deuteronômio resultou, em grande parte, do que os sacerdotes judeus haviam copiado da legislação religiosa, civil e criminal de Hamurabi, a qual por sua vez resultara do que se sabia da civilização acádia, e que naqueles tempos já era vetusta. Isaías, ao profetizar acerca de diversos reis de várias épocas, mostra que seu nome foi inventado séculos depois dos fatos haverem ocorrido. Um desses reis foi Dano, rei persa que governou em 538 a.C., quando libertou os judeus do cativeiro.
Herodes morreu no ano IV a.C., foi responsabilizado pela matança dos inocentes, para compor o controvertido romance da fuga para o Egito. Tudo o que até agora temos relatado constitui provas evidentes de que a Bíblia não tem a antiguidade nem a veracidade que lhe pretendem imprimir. Os zilotas que seguiam a linha comunista dos essênios combatiam tanto os judeus ricos como a ocupação romana. Os essênios, ao professar, faziam votos de pobreza, quando juravam nada contar da seita para os estranhos e nada ocultar dos companheiros. Era um dos ramos do judaísmo em que não mais se oferecia sacrifício sangrento, o que foi copiado pelo cristianismo.
Os Evangelhos foram compostos para enquadrar Jesus no que está previsto no versículo 17 do salmo 22. De modo que Jesus não
Jesus morreu aos 72 anos e não criou nenhuma religião, e o que diz um post no Diário de S.paulo,cometem!?
Jesus morreu aos 72 anos e não criou nenhuma religião, e o que diz um post no Diário de S.paulo,cometem!?
No post anterior, abordamos a teoria que Jesus não morreu na cruz, embora tenha sido crucificado. Há duas correntes entre os que defendem essa versão da história. A primeira é a de que Ele viveu num mosteiro dos essênios em Monte Carmelo até os 72 anos de idade, quando ocorreu sua transição para outro plano. A outra vertente diz que ele se retirou para a Caxemira, na Índia, onde também viveu até o fim de sua vida. Na primeira versão, não há menções a que ele tivesse constituído família, como existe na segunda versão e foi até mencionado por internautas. A alegação de que o filho de Deus tenha casado e constituído família é outra idéia que, ainda hoje, choca alguns. Mas vale insistir, como defendem os que acreditam na morte muito tempo depois da cruz, que o fato de Ele não ter perecido na ocasião não diminui em nada a importância do trabalho feito por Ele em prol da humanidade e o brilho de uma personalidade excepcional, mesmo entre os grandes mestres e iniciados.
Vale lembrar, também, que não foi Jesus quem criou as religiões cristãs, como a católica. Embora Jesus tenha preparado seus discípulos para continuar propagando suas palavras, ele não defendeu a existência de uma religião, no sentido de se estabelecer uma instituição com dirigentes, deveres, dogmas etc. Tudo isso foi criado depois, o que poderia fazer com que se "ajustassem" os fatos. E muitas coisas envolvendo a vida do Mestre foram estabelecidas muito tempo depois.
Aliás, não só Jesus como os outros três grandes Mestres - Moisés, Buda e Maomé -, cujas palavras e vidas inspiraram o surgimento de religiões, também não defenderam a criação de uma nova religião. Os homens se encarregaram disso.
As duas faces da Democracia: Democracia e Ditadura
Duas palavras antagônicas, mas que possuem o mesmo princípio, vários países em pleno século XXI, ainda adotam estes princípios, ou por controle social, ou religioso e mesmo extremistas como Afeganistão, ou radicais como a Coréia do Norte, China, Laos, Vietnã, Cuba entre outros e assim vai. A diferença é que, enquanto na ditadura tudo é proibido, na democracia tudo é permitido. Mas, assim como na ditadura, o resultado é o mesmo. Na verdade, a democracia pode ser definida como a "ditadura econômica". Ou seja, se tiveres dinheiro o seu poder é praticamente o mesmo da ditadura, com a diferença da ilusão. Sim, a pura ilusão que você pode recorrer ou lutar pelos seus direitos. Ao contrário da ditadura onde você não tem direito e é totalmente subjugado pela força bruta, na democracia você pode reclamar discutir ou até mesmo falar mal. Mas no final, o dinheiro vai falar mais alto. Principalmente quando se trata de interesses de quem cria as leis, nossos políticos no congresso nacional é uma vergonha, claro que não são todos, mas uma maioria só visa seus bolsos, afinal o dinheiro publico, que é publico, acaba em Panetones, ou ONGs fantasmas.
Com isso, a democracia torna-se ilusória, dando a entender que é possível fazer alguma coisa. Mas na prática, o cidadão de bem, acaba debaixo das leis que nem sempre favorece os pobres, mas os ricos, e às contas que os governantes criam apenas para seus bolsos através de laranjas e assim vai, ou seja, o nosso sistema democrático é muito bonito no papel, ma na pratica nus envergonha quando vemos tantos políticos corruptos. Muito parecido com a ditadura, onde você é obrigado a obedecer às regras e pagar as contas, com a diferença de você ser obrigado a ficar calado, o que em longo prazo causaria um desconforto que muito provavelmente levaria a uma revolução. Mas, como na democracia este controle é subjulgamento ficam mascarados, poucos conseguem realmente ver que continuamos tão presos quando nas épocas ditatoriais. Mas ainda assim é melhor viver aqui e ser brasileiro, onde já passamos por várias historias triste como na época de Getulio Vargas, mas ainda temos que melhorar muito, mas um dia chegaremos lá.............
“O mundo pode estar preparado para todos tipos de catástrofes, mas somente uma ele nunca vai estar que se chama socialismo para todos, um pais como o Haiti entre outros que segue a mesma linha de pobreza, se não houver urgente uma organização social nunca vão se erguer se nada for feito, parabéns a todos que estão ajudando o Haiti neste momento de sofrimento e dor. Afinal a desgraça do Haiti é culpa do próprio homem.”
wilson de Oliveira Vieira“Muitas pessoas se dedicam a solidariedade, mas poucas como a Drª Zilda Arns vai deixar marcas em nossas vidas, ela se foi mas seu trabalho continua através da Pastoral da Criança em todo mundo”
wilson de Oliveira Vieira“A solidariedade é um dom Divino, e graças a esta, que esta unindo os povos para ajudar o Haiti, mas tomara que os países não a tornem posteriormente a esta tragédia em negocio político voltado para seus interesses, deixando de lado o verdadeiro sentido da mesma “.
wilson de Oliveira Vieira“Tenho muito apreço pela mãe África, em especial Angola, mas fico triste quando vejo que o Congresso Angolano, regrediu, quando votaram uma ementa que acaba de vez com a Democracia, um pais que não tem democracia em pleno século XXI, dificilmente progride em todos os aspectos, torna-se mais ditatorial e traz desgraças para sua nação “
wilson de Oliveira Vieira“ A fé é parte da essência humana, ou parte da imposição cultural”.
wilson de Oliveira Vieira“Nossa essência é que nos identifica e o que somos “
wilson de Oliveira Vieira“Se existe uma essência comum a todo ser vivo,em especial o humano, por que vivemos um mundo com tanta intolerância “.
wilson de Oliveira VieiraO que já fiz não me interessa. Só penso no que ainda não fiz, por isto talvez que cada dia que amanhece em minha vida, é mais uma aula de sabedoria
wilson de Oliveira Vieira"Sempre admirei escritores como KAhlil Gibran, Rubem Alves, Leonardo Boff entre outros, embora nunca os tenha vistos, apenas apreciado suas obras, escrever poesias contos, é como querer interpretar a alma, é dar vida ao que os olhos não ver, e o que as mãos não alcançam, e como se quiséssemos entender a sintonia dos nossos corações . Neste sentido são poucos escritores que de fato entendem o sentido mais humano da vida, por isto quando escrevo, escrevo com alma, mas com o espírito critico de tudo que estar ao meu redor, principalmente hoje, onde a informação tornou-se mais veloz do luz, sem ela jamais podemos expressar de fato o que a vida é "
wilson de Oliveira VieiraVida pós a Morte ?
O homem por essência é cheio de esperança, se olharmos historicamente a história da humanidade em si, desde seu processo evolutivo vamos perceber este fenômeno facilmente,presente em todas culturas de todos continentes com isto veio junto, idéias religiosas de forma primitiva ou mais organizada acerca destas idéias, mas o certo é que o fenômeno religioso sempre esteve presente da vida humana, falar de cultura religiosa é falar de vida pós a morte, a grande esperança humana, mas afinal quem criou estes conceitos ?, não foram as próprias culturas religiosas ao longo dos séculos de sua evolução cultural antropológica etc...etc...
O certo é que muitos charlatões continuam se enriquecido com estes conceitos falsos, e de falsas esperanças para muitos, o melhor mercado imobiliário hoje chama-se Céu, a grande bolsa de valor na Europa Medieval no Séc.XV, esquentou mais quando Lutero rompe com o Catolicismo que na época vendia até ossos como forma de milagre, Este fenômeno também nesta época já ocorria em outros continentes porém com os conceitos religiosos próprios de cada cultura como por exemplo Budismo, Xintoísmo, Islamismo, Hinduísmo, alem das religiões africanas e das tribos indígenas de todo mundo etc, neste sentido outras religiões tentam a todo custo impor seus preceitos a seus povos em vista de uma aposentadoria eterna pós a morte. Não condeno de forma alguma quem acredita ou deixa de acreditar na vida após a morte, mas o que quero mostrar neste pequeno texto, é que quando morremos, mas acabou no sentido que cientificamente o que tinha fôlego não tem mais, existem várias teorias bizarras querendo provar a qualquer custo que a vida continua para alguns socráticos a vida continua em forma de processos químicos, cientificamente sim, afinal somos fruto de um processo bioquímico embrionário celular, e mesmo quando deixamos de respirar, o nosso corpo seja enterrado, ou cremado irar continuar presente na natureza que esta sempre em processo continua de mutação. Existem alguns que já até pagaram caro para manterem seus corpos criogenados com esperanças de eternidade, neste sentido até acredito, afinal para ciência nada é impossível, mas talvez daqui alguns 20 séculos ou quem sabe até menos este fato vem se tornar realidade, assim como existe na Inglaterra um pesquisador que há anos vem pesquisando uma formula da juventude eterna. Mas confesso que gostaria de viver mais uns cinco séculos, é pena que nossa faixa etária de vida, cada vez torna-se mais baixa, também com toda esta evolução bioquímica... Neste sentido espírito e alma, torna-se absoletos, porque não vejo onde se encaixa nem como poderia ser, não vejo como seria alma e espírito continuar existindo sem o corpo embora varias religiões tenha uma explicação estupefada a este respeito com vários conceitos teológicos próprios de seus fundadores ou que se dizem ter vindo do alto (revelado por fulano e beltrano ), se existisse mesmo ela é resultado próprio corpo, desde o primeiro momento de sua gametogênese. Por outro lado as teorias teológicas criadas pela cultura religiosa, acertaram em cheio, com a problemática da vida pós-morte, afinal qual é o problema em morrer e não ter nada depois !, na verdade, isso é só mais um incentivo para aproveitarmos melhor a nossa vida em vez de desperdiçá-la... Nisto a antropologia cultural religiosa acertou em cheio, afinal somos as vezes movidos por esperanças, e este é um dos papeis fundamentais da religião na sociedade, seja urbana ou nativa. Finalizando nossa reflexão, podemos dizer que, ainda estamos melhor que os religiosos, que-se acham, que se fizerem alguma merda, vão parar no inferno para ser torturados eternamente, e viver terrenamente uma vida de medo de culpa e autopunição, alienando outros, matando em nome de deuses pessoas inocentes, errinquecendo ilicitamente em nome de falsos milagres, revelações, fazendo com que cada vez mais as religiões tornem-se Grandes Empresas da Fé, e tudo por causa do sentimento de culpa que as religiões lhes induziram, com isto são traídos pela sua própria natureza humana, e muitos ainda se explodem seus corpos para se ter um lugar melhor no céu com Alá, ou com quem quer que seja... Que pena, que muitos estão acorrentados as algemas das religiões, algumas pessoa deixam de alimentar sua família para tirar o ultimo centavo e ajudar aquele líder religioso ou religiosa a levantar seu templo, sua casa, sua conta bancaria, ou simplesmente contribuir para guerras terroristas como Oriente Médio, como Israel e os Palestinos, que já se tornou conflito histórico, e o Brasil ?! que caminha cada vez mais para uma linha de conflito religioso silenciosa, mas caminha, inadmissível para uma maioria mas já é real, e tantos pastores deputados, lideres religiosos no congresso sem contar as redes que atum vinte e quatro horas no ar, existem algumas que atuam igual ciganos um dia aqui, outro dia acolá e assim vai, tudo isto é triste e lamentável o que as religiões e as crenças fazem com as pessoas, elas simplesmente deixam de viver esperando uma vida "após a morte" que não existe.
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A Morte e Vida Plena implica Dever Cumprido
Quando era acadêmico de Teologia, sempre discutíamos sobre o assunto, claro hoje com o meu dever cumprido, e vivenciado outra experiência vê a morte bem diferente. A morte é sim o fim da vida, mas fim entendendo como meta alcançada, plenitude almejada e lugar do verdadeiro nascimento. A união interrompida pelo deslace não faz mais que preludiar uma comunhão mais intima e mais total. O fim aqui é experimentado em todos os passos da produção humana, no sentido em que o produto final é a própria realização da pessoa, independente de sua opção de vida terrena. Pela morte experimentamos como a vida é de certa forma uma oportunidade para poucos, e muitos não a valoriza ou compreendem seu verdadeiro sentido, um ser chamado para os outros, uma provocação a ser, é neste sentido que a morte vai constituir o momento em que o ser humano se realiza plenamente
DERRAME - Uma Agulha Pode Salvar Vidas
DERRAME - Uma agulha pode salvar a vida de uma pessoa. Leia e um dia você pode ajudar alguém.
É espantoso e não é um método convencional para recuperar alguém de um derrame.
(por uma professora chinesa - Irene Liu).
Meu pai era paralítico e mais tarde morreu de um derrame. Gostaria de ter sabido sobre este método de primeiros socorros antes. Quando o derrame acontece, as veias capilares no cérebro, gradualmente, vão se rompendo.
Quando um derrame estiver ocorrendo fique calmo. Independentemente de onde a vítima esteja, não a mova do lugar. Porque se a pessoa for movida os capilares vão se romper. Ajude a vítima a ficar de pé para evitar que volte a cair porque senão o derrame pode recomeçar. Se tiver uma seringa na sua casa seria o melhor. Se não tiver, pode usar uma agulha de costura ou um alfinete fino.
1) Aqueça a agulha ou alfinete para esterilizar e depois dê uma alfinetada com a ponta em todos os dedos das mãos da pessoa.
2) Não há pontos específicos nos dedos para a acupuntura ser feita, mas pode picar 1 milímetro perto da unha.
3) Pique até o sangue começar sair.
4) Se o sangue não sair, aperte os dedos da pessoa com os seus dedos.
5) Quando todos os 10 dedos começarem a sangrar, espere alguns minutos e puxe as as orelhas do paciente até ficarem vermelhas.
7) Depois pique cada um dos lóbulos das orelhas até começar a sair uma gota de sangue de cada um deles. Depois de alguns minutos a vítima começará a recuperar os sentidos.
Espere até que recupere o seu estado normal e só quando já não tiver nenhum sintoma anormal, leve-a para um hospital. De outra maneira, se for levada as pressas para um hospital, a viagem turbulenta, fará com
que os vasos capilares no seu cérebro se rompam.
Aprendi sobre tirar gotas de sangue para salvar vidas através de um médico da medicina tradicional chinesa. Ele chama-se Ha Bu Ting e vivia em Sun Juke. Mais para frente, tive uma experiência prática sobre o assunto. Daí eu poder dizer que este método é 100% eficaz.
Em 1979, era professora no colégio de Fung Gaap em Tai Chung. Uma tarde estava dando aula, quando outro professor veio correndo para a minha sala e disse ofegante:
- ‘Sra. Liu, venha rápido, o nosso supervisor teve um derrame!’
Fui imediatamente para o 3º andar. Quando vi o nosso supervisor, o Sr. Chen Fu Tien, ele estava pálido. Seu discurso era feito através de sussurros, a boca dele estava torta - todos os sintomas de um derrame.
Imediatamente pedi a um dos estudantes para ir a uma farmácia comprar uma seringa, que eu usei para picar o Sr. Chen em todos os seus 10 dedos.
Alguns minutos depois, quando todos os dedos estavam sangrando (cada um dos dedos com uma gota de sangue do tamanho de uma ervilha), o Sr. Chen começou a recuperar a sua cor e o seu espírito também voltou. Mas a sua boca continuava torta. Então, puxei as orelhas dele para enchê-las de sangue. Quando as orelhas começaram a ficar vermelhas, piquei o lóbulo da sua orelha direita por 2 vezes para saírem duas gotas de sangue. Quando de cada lóbulo estavam saindo 2 gotas de sangue, o milagre aconteceu. Dentro de 3-5 minutos o formato da boca voltou ao normal e a sua maneira de falar tornou-se clara. Nós deixamos-lhe descansar por um bocado e tomar uma xícara de chá quente, depois o ajudamos a descer as escadas e o levamos para o hospital de Wei Wah. Ele ficou lá descansando por uma noite e no dia seguinte deram alta para ir a escola dar aulas.
Tudo correu normalmente. Não lhe apareceu nenhuma doença derivada do Primeiro Socorro que lhe foi aplicado. Normalmente as vítimas de derrame sofrem danos irreparáveis nos capilares do cérebro durante o
percurso para o Hospital. Como resultado, nunca se recuperam.
O derrame é a segunda maior causa de morte. Os que têm sorte podem sobreviver, mas ficam paralíticos para toda a vida. É coisa horrível de acontecer na vida de alguém. Se conseguirmos nos lembrar deste método de pingar sangue e se começarmos o processo de salvamento de imediato, em pouco tempo a
vítima vai começar a reagir e voltar 100% a sua normalidade.
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