Vander Lee
Sabe o que eu queria agora, meu bem...
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo, um ombro
Onde eu desaguasse todo desegano
Mas, a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender por que se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.
Não me cale, amor
Que a vida da gente é uma eterna canção por compôr
Que as mãos que te estendem tapete não possam puxar
A vida da gente é uma eterna canção por compor!
Quem nasceu prá Lagartixa nunca chega a jacaré!
As flores vão nascer, de amores hão de viver
E ninguém vai poder mais amputar sua raiz
O galho que crescer, os ventos vão reger
E quem sabe dançar a sinfonia os homens gris.
Há margaridas bêbadas sobre os balcões
Damas-da-noite no calor de explosões.
As flores vão nascer,
Do querer sem querer
Lá no sertão, no Paquistão,
No coração mais infeliz
E por que não dizer
No vaso, no prazer
Lá no quintal,
No Pantanal,
No Rio e em Paris.
Delírios sob a lava dos vulcões
Amorosas no entulho das construções.
Porque nada impede
Uma flor de nascer
De um desejo sincero.
Porque nada impede
Uma flor de querer
O que eu quero...
"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores.
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores.
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores.
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores.
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho.
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho.
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho.
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho.
Estou podando meu jardim. Estou cuidando bem de mim."
‎"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho
Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim...
