Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 - 14 de abril de 1986), filósofa, ensaísta e escritora francesa.
1 - 25 do total de 53 pensamentos de Simone de Beauvoir

A morte parece menos terrível quando se está cansado.

Querer-se livre é também querer livres os outros.

É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência concreta.

O homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade.

Eu passava muito bem sem Deus e, se utilizava o seu nome, era para designar um vazio que tinha, a meus olhos, o clarão da plenitude.

Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio.

O escritor original, enquanto não está morto, é sempre escandaloso.

Se vivermos durante muito tempo, descobrimos que todas as vitórias, um dia, se transformam em derrotas.

Não se pode escrever nada com indiferença.

O homem sério é perigoso, pode transformar-se em tirano.

Todas as vitórias ocultam uma abdicação.

Viver é envelhecer, nada mais.

Era-me mais fácil imaginar um mundo sem criador do que um criador carregado com todas as contradições do mundo.

Quando se respeita alguém não queremos forçar a sua alma sem o seu consentimento.

O compromisso multiplica por dois as obrigações familiares e todos os compromissos sociais.

A recusa da existência é ainda uma maneira de existir. Ninguém conhece, enquanto vivo, a paz do túmulo.

A beleza ainda é mais difícil de contar do que a felicidade.

É o desejo que cria o desejável e o projecto que lhe põe fim.

Em todas as lágrimas há uma esperança.

É horrível assistir à agonia de uma esperança.

Renunciar ao amor parecia-me tão insensato como desinteressarmo-nos da saúde porque acreditamos na eternidade.

O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da ação.

A minha liberdade não deve procurar captar o ser, mas desvendá-lo.

Não se nasce mulher: torna-se.

A velhice é a paródia da vida.

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